Como é a cultura do Chaves no México?

Há duas coisas que eu tenho certeza que vem a cabeça de qualquer pessoa quando se pensa em México. Uma são os povos pré-colombianos (astecas, maias, olmecas…) e outro é o Chaves.

É impossível não associar ao México a imagem de Chaves ou Chapolin.

Alguém lembra do episódio que o Chaves pede dinheiro para  Cruz vermelha? Impossível não lembrar do Chaves quando vi esse cara no metrô trabalhando com isso..
Isso lembra algum episódio

Na verdade, os mexicanos que pude conversar, ficaram surpresos em saber que até hoje Chaves passa no Brasil em horários bons, como sete da noite ou cinco da tarde e batendo programas com investimentos muito maiores. Se pudesse traçar um parâmetro, poderia dizer que Chaves no México é como nossas novelas no Brasil. Apesar de fazer um sucesso GIGANTE fora, no país de origem é algo visto como brega ou até mesmo vulgar. Você pode até gostar, mas não é algo que vais sair falando orgulhoso para os seus amigos, por exemplo.

Quando disse então que queria ir a Acapulco por causa do Chaves, aí que eles não entenderam mesmo. Na verdade fiquei até um pouco chateado com a situação, pois achava que todo mundo ia ficar empolgado que nem eu quando falava de Chaves. Mas enfim, bola para frente. Se Acapulco se revelara inviável por causa do tempo gasto, o túmulo do Seu Madruga, eu faria de tudo para ir.

E com vocês, a escultura mais estranha do México

Pesquisando na internet vi que Ramón Baldez estava enterrado em um lugar chamado “Mausoleu del Angels” e eu iria fazer DE TUDO para poder ir lá visitá-lo. Depois que eu fui ver que o lugar era quase que do outro lado da cidade, mas eu ia nem que fosse em outro estado.

Universidade da Cidade do México

Peguei um metrô até a última estação, desci dentro de uma universidade pública e de lá estava disposto a encarar uma caminhada de meia hora até o cemitério. Depois de caminhar uns dez minutos, fui descobrir que estava indo no caminho contrario. Nossa, aí veio aquela sensação de descarregar um caminhão de tijolo no lugar errado. Me lembrou a pedalada de Cuba (Pedalada Cuba). Como já eram rodados cinco da tarde, eu fiquei com medo do lugar fechar e resolvi pegar um táxi que me custou incríveis 5 reais para me levar até a porta do cemitério. Sim, meia hora da minha vida estava valendo 5 reais. Desci cinco e meia e descobri que o lugar fechava as seis.

De resto, é só conferir a postagem emocionada que deixei no meu facebook no dia em que visitei o Mausoléu:

“Hoje foi um dia extremamente feliz.
É difícil não pecar pelo clichê, pieguice ou sentimentalismo barato de facebook, mas é impossível descrever a emoção. Hoje voltei a ser a criança no Maranhão assistindo aos mesmos episódios e rindo das mesmas piadas de sempre, mas que sempre pareciam tão engraçadas.
Chaves é aquela felicidade simples, inocente, sem estereótipos baratos ou piadas apelativas. É aquela terça a tarde que você acabou de chegar do Colégio e descobriu que ainda tem um resto de Guaraná Jesus na geladeira, aquela nota de dois reais achada no bolso da bermuda quando vc é criança e que dá para comprar tanta coisa, aquela peça de lego que vc acha debaixo da cama e pensava que tinha perdido…
Um programa barato, simples, com quase nenhum cenário, pouquíssimos atores, mas que faz ainda tanto sucesso mesmo competindo com enlatados americanos, que sempre se repetem com seu sarcasmo sem graça e sua propaganda excessiva.
Como Don Ramón pode ter morrido em 1988, quando eu tinha quatro anos, e ainda assim me parecer alguém tão próximo…
Quem se importa se tive que pegar uma hora de metrô lotado, me perder no caminho, pegar um táxi e depois sofrer a mesma saga na volta apenas para uma foto? Hoje pude me sentir pertinho do senhor de calças surradas que, apesar de todas as intempéries, sempre arrumava uma forma de cuidar do menino que praticamente morava dentro de um barril. Hoje pude chorar baixinho, sem me envergonhar, do lado do túmulo, ao me sentir tão perto de quem tanto me marcou e nesses trinta anos me fez rir tantas vezes. Hoje estive tão longe de casa, mas tão perto do mito.
Viva Seu Madruga! Viva Dona Clotilde! Viva Chespirito! Que Chaves passe por mais vinte, trinta anos na TV! Que eu possa rir junto com meus filhos e netos!
Que maias, astecas ou Cancun! Passeio no México mesmo é visitar os túmulos de Seu Madruga e Dona Clotilde, tão pertinhos um do outro no Mausóleu del Angels.
Viva a cultura latina!

P.s: Engraçado ver as bandeirinhas do Brasil e as homenagens que outros brasileiros deixaram nos túmulos. Engraçado como Chaves faz sucesso no Brasil. Juro que da próxima vez colo um adesivo do SBT…”

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