Pós Invasão/intervenção americana em Granada na América Central

Interessante sobre Granada é que parece ser o único lugar o qual visitei onde as pessoas tem uma visão positiva acerca de uma invasão americana. O dia em que as tropas americanas desembarcaram no país é um feriado nacional e os Estados Unidos investiram pesadamente no país após invasão.
Fui visitar uma igreja em Granada e dei sorte que quando cheguei estava ocorrendo uma missa. Bem, como também sou cristão, entrei e fiquei lá fora observando a missa. Engraçado como os ritos são todos os mesmos, até na hora do “paz de Cristo” eu saí apertando a mão de todo mundo =)
Porém acho que uma das coisas que mais impactam de forma benigna a ilha é a parceria entre a universidade de St. Georges, em Granada, e universidades americanas, notadamente da área de saúde. Cara, se em Tobago só se via velhos e famílias na praia, Granada foi contrário. Havia muita gente jovem na praia e foi o lugar na América Central que achei mais próximo de ser uma Tailândia ou uma Indonésia. Para quem viaja solteiro, Granada é um ótimo lugar, rapaz. Depois saí conversando com o pessoal na praia e fui entender que grande parte daquela galera são estudantes que vão a Granada cursar alguns anos de universidade para depois voltar aos Estados Unidos. Explico. Os Estados Unidos tem um teste parecido com o Enem daqui do Brasil. Todo mundo faz a prova e, dependendo da sua nota, você pode escolher para qual universidade ir. A grande maioria dos estudantes que pude conversar eram estudantes que não conseguiram uma nota tão boa para entrar em uma universidade de medicina americana. Eles me explicaram que muitos vão a Granada, fazem o ciclo básico de dois anos na universidade de St. George e depois voltam aos Estados Unidos para terminar o curso por lá sem se preocupar com refazer os testes. Assim não precisam se preocupar em conseguir uma nota melhor no Enem americano além de também poder desfrutar de dois anos morando em Granada, o que não é nada mal.
Até cheguei a conhecer uns estudantes quando fomos a um bar depois de um mergulho. Provei um drink típico chamado Rum Punch(murro de rum!). Pelo que consegui entender tinha Rum, pimenta e outros ingredientes. Cara, não sei o que foi aquilo, só sei que parece que havia tomado um soco de uma garrafa de Rum mesmo. Saí cambaleando do bar.
Rum Punch
Na hora de ir embora, vendo que eu tava meio tonto, um dos caras da mesa, granadino, perguntou se eu sabia onde eu ia. Eu tava tranquilo, pois antes de sair havia pedido para o atendente anotar o nome do hotel em um papel. Quando eu tiro o papel do bolso e mostro para o granadino ele só me responde: – “Mas isso aqui é o nome de um supermercado!”. Bicho, sabe-se lá Deus porque cargas d´águas o cara anotou o nome de um supermercado para mim, só sei que o jeito foi sair andando tentando reconhecer a fachada do hotel, pois todas são bem conhecidas. Enrolei-me um pouco, mas felizmente deu certo.

FURACÃO IVAN – DEVASTADOR DE GRANADA

Outro fato histórico da ilha foi a passagem de um furacão em 2005 que destruiu ou devastou 90% das habitações do lugar. Quase uma bomba atômica!
Corte de Granada

Para os mais religiosos: a Igreja foi destruída, porém o altar ficou intacto

O furacão Ivan foi bem traumático para Granada que conseguiu se reerguer parte por meio de remessas de dinheiro de granadinos que trabalhavam no exterior, parte por meio de uma força tarefa dos países vizinhos que enviaram força de trabalho para reconstruir as casas e parte por, como um granadino chegou a me dizer, mendigando (sim, ele usou essa palavra, “begging”) dos navios de cruzeiros que iam aportando na ilha. Se isso vez muita diferença mesmo, não sei, mas segundo ele, eles chegaram a arrecadar quase um milhão de dólares “mendigando”.

Conversei com um granadino como foi viver durante esse furacão e ele me disse que tudo que puderam fazer foi se trancar em casa, como se isso fosse resolver algo, e torcer para que tudo passasse logo.
O furacão ainda está bem recente na memória de todos os granadinos. Passeando pelo centro da cidade, dá para ver que algumas construções importantes ainda não foram reconstruídas, como da corte de Granada e uma igreja protestante.
Porém há quem acredite que ele foi até benigno, pois após o desastre, Granada foi reconstruída, alguns setores replanejados e hoje o país encontra-se bem mais estruturado para o turismo.

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