Passeio do Salar de Uyuni

Quando eu escrevo Salar de Uyuni ou passeio do Salar de Uyuni, entendam como a mesma coisa. Na verdade o passeio ao todo são três dias e duas noites e nos adentramos em dois Parques Nacionais da Bolívia os quais não lembro o nome. Visitamos vários lugares que também não guardei os nomes, mas que o mais importante é ver as fotos. O Passeio do Salar de Uyuni pode ser iniciado do Chile em direção a Bolívia e vice-e-versa, sendo que começando o passeio por São Paulo de Atacama custa bem mais caro que fazer pela Bolívia. Se você começar no Chile eles vão te deixar na Bolívia e vice-e-versa, porém se você quiser ir e voltar para o mesmo ponto que ficou, adicione um dia a mais de viagem e 20% a mais de custo.

Depois do café da manhã na fronteira seguimos para entrar no parque e já tive a primeira experiência de como país funciona. Fui a uma lanchonete do lado do posto de entrada no parque, comprei uma água e pedi para a tia para poder usar o banheiro. Ela me falou que para usar o banheiro eu teria que pagar (na Bolívia sempre há que se pagar por todo e qualquer banheiro), porém não seria possível porque ele estava congelado (a Bolívia é fria para dedéu!!!!). Meu dia já começou bem.  Acabei me resolvendo no banheiro “ao natural” nas paredes do posto de fronteira, outra coisa que aprenderia que se faz bastante na Bolívia.
Lago congelado
Outra dica que dou é deixar tudo sempre bem arrumadinho dentro da mochila para que você necessite retirar o menos possível de coisas de lá quando estiver no passeio. Nas alturas você fica meio lesado e tonto e pode acabar esquecendo coisas que tirou da mochila. Portanto, tente mexer nela o mínimo possível para evitar isso. 
Enquanto eu sofria com o frio e a altitude, nosso amigo aí ia de bicicleta. Esse sim é macho!
Assim que começamos o passeio já fomos sentindo que ele não seria algo tão fácil. Para começo de conversa, nos primeiros dias você nunca fica abaixo de 4.000 metros de altitude em um frio de doer os ossos. Vesti todas as minhas roupas e ainda assim tremia mais que vara de bambu verde. 

Laguna Colorada de cor rosa. Ao fundo os flamingos que Deus sabe como conseguem viver nesse lugar

Logo no começo de nossa viagem, paramos em um lugar com piscinas termais. Cara, não importa se você tem roupas de banho ou não, toalhas ou não, a resposta é sempre: “- Sim, eu vou pular na água”. Na primeira noite dorme-se no lugar mais tosco possível, mais frio, mais alto e onde não há chuveiro quente. Logo, ou você é muito macho para tomar banho em um chuveiro ou a piscina termal vai ser o seu único banho no dia. 

No primeiro dia foi onde mais sofremos, fomos muito alto, a até 5.000 metros de altura avistar uns gêiseres. Confesso que achei que ia passar mais mal do que imaginava, mas até levei na boa. Lógico, tive que resistir a tentação de não comer muito, apesar da comida saborosa que os guias prepararam para a gente. Realmente não foi fácil, mas fiquei bebendo muita água e a noite era cerveja com mais água ainda. Deu certo. Senti só um pouco de tontura e um pouquinho de dor-de-cabeça, mas nada que pudesse me causar muito mal-estar. Na verdade, na verdade, o único problema mesmo foi dormir.

Esse lugar eles chamam de “Vale do Dalí” porque tem um visual parecido com os quadros que ele pintava. Achei que faz um pouco de sentido…

Quando chegamos, a hospedaria era um lugar bem simples e sem aquecedor. A 4.300 metros de altura. Do lado de fora fazia -10º graus. Ventando. Botaram-me medo, muito medo sobre o frio. Fizeram-me alugar um saco de dormir por causa disso. No final não consegui dormir direito não foi nem por causa do frio, mas mais mesmo porque fico agoniado dormindo dentro de saco de dormir. Teve uma hora a noite que eu acordei e tinha me mexido tanto que todos lençóis haviam caído no chão e eu tava só com saco de dormir na altura das pernas e sem sentir frio. Só quando larguei de mão do saco de dormir, conseguir pegar no sono direito. Às vezes eu também acordava no meio da noite com falta de ar, mas isso foram duas vezes.

Hospedaria
Local onde dormimos
No outro dia de manhã após essa dormida no hotel friorento, o guia ainda chamou a galera de manhã para ir ver o nascer do sol no frio negativo do lado de fora. Hora de separar os homens dos meninos. Eu fui menino.

O visual do lugar onde dormimos até que é legal
Pôr-do-sol em frente a hospedaria

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