MachuPicchu, a Disney do Peru

Sim, Machu Picchu era o motivo principal da minha viagem. Estava ansioso para poder chegar e poder caminhar a vontade por entre aquelas pedras que, de forma impressionante, ainda se mantinham quase que intactas. Machu Picchu deve a sua conservação a seu isolamento. Havia relatos de uma cidade perdida nas montanhas, mas sempre imaginou-se que fosse uma lenda (mais ou menos como Atlântida) e os espanhóis não chegaram a descobrir a cidade.  Ainda bem, pois segundo um guia que conversava comigo, se os espanhóis tivessem chegado a Machu Picchu hoje teríamos uma igreja em cima dela.

Paguei o busão que leva até o topo da colina porque tudo o que eu menos queria era enfrentar uma hora de subida de escadas. Acaba que o tempo que você espera na fila e o tempo que o busão leva para subir é o mesmo que leva para você subir a pé.
Devido as escavações realizadas na cidade, acredita-se que Machu Picchu era uma cidade sagrada para os incas e que foi construída sob mando de Pachacuti no século XV. Tinha uma população de dezenas de milhares de pessoas, o que a fazia uma das maiores cidades dos Incas, e era dividida em zona agrícola, com seus terraços engenhosos para produção, e zona urbana com templos, praças e mausoléus.
O lugar tinha um sistema engenhoso de distribuição de água com calhas passeando por toda cidade. Por elas ainda passa de 40 a 45 litros de água por minuto. Segundo o guia, a cidade só não tinha mais gente porque o fornecimento de água poderia se tornar um problema. Pelos cantos da cidade era possível ver os caminhos de pedra feitos pela civilização inca para que fosse mais fácil se deslocar pelo império. Já foram encontrados por volta de 16 mil quilômetros de caminhos por entre as montanhas.
Porém uma coisa me deixou bem chateado quando por ali estava. Pô, sempre olhei as fotos de Machu Picchu e o que mais me impressionava era que a cidade parecia intacta. Pedra sob pedra tal qual os incas deixaram. Mas não, depois que o guia foi me explicar que na verdade aquilo tudo tinha sido reconstruído e apenas 30% das pedras se encontravam em seu formato original. Pô, perdeu toda a graça para mim, pois me sentia passeando pelo parque Epcot Center da Disney na Florida onde era possível passear por construções astecas, árabes, egípcias… Porém todas reconstruídas. Tal qual Machu Picchu. Enfim, no final foi legal também, ainda que eu tenha me divertido só 30% do que eu esperava.
Essas duas poças tem uma história interessante. Quando ocorrem os equinócios (ou seja, início do outono ou primavera) a luz do sol passa por entre as janelas de pedra e ilumina certinho essas poças d´águas. Logo, esse lugar funcionava quase como um calendário
Machu Picchu logo pela manhã. Que visão linda

 

Vai logo!!!

Terraços agrícolas lá emmbaaaiixxxo
Bandeira inca láááá em cima
Sol aparece por entre a neblina quase como uma lua cheia. E não é que o céu ficou limpo rapidinho?

 

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