Mergulho em Noronha

Em Noronha, fiz os melhores mergulhos da minha vida tanto com cilindro quanto sem cilindro. Cara, lá é legal demais. Para ter uma ideia, estávamos fazendo uma trilha para chegar à praia do Sancho (que em uma eleição realizada no site Trip Advisor venceu com o título de praia mais bonita do mundo) e quando estávamos em cima do morro, avistamos a galera nadando lá embaixo. Porém, algo estava estranho. Parecia haver manchas pretas ao redor da galera que boiava na água. Quando descemos o morro e vimos, as manchas na verdade era um cardume de peixes gigantesco que circundavam quem nadava!!!!  Lembrou até uma história que aconteceu comigo em Fiji (confira a história aqui).

Acesso para a praia do Sancho
Em outro lugar, Caminho de Abreu, fomos fazer um snorkelling em uma piscina natural bem pequena, devia ter uns vinte metros quadrados com dois de profundidade. Tão pequena que você não pode nadar lá sem colete. Ainda assim, cheguei a ver dois tubarões por lá.
Dudu na trilha do Caminho de Abreu. Abaixo, dá para ver a galera nadando com colete na piscina natural

O mergulho com cilindro também foi fenomenal, pois avistamos cardumes gigantescos. Porém nada foi tão legal quanto o mergulho noturno que fizemos em Noronha.
Mergulhamos nós dois e mais um guia, cada um com sua lanterna. O guia foi logo explicando para gente “Cara, se vir barracuda ou tubarão, não aponta lanterna no olho deles porque senão eles atacam”. Beleza, o problema é que não é tão simples assim. Você tá ali embaixo, tá tudo escuro, às vezes acontece de você apontar em um sem querer.
Teve uma hora que passou uma barracuda GIGANTESCA do nosso lado e alguém jogou um raio de luz nela. Cara, ela simplesmente ENLOUQUECEU e parecia que ia nos atacar, mas foi embora. Porém, nada se compara a uma hora que eu estava mergulhando e vi um tubarão passando do meu lado parecendo um raio! Só deu tempo de eu apagar minha lanterna e sentir ele passando quase que entre meus braços. Depois que a gente subiu que fomos saber que alguém tinha jogado luz nele e ele, sim, efetivamente veio para nos atacar, sorte que tampamos a luz da lanterna a tempo.
Nesse mergulho noturno também vimos tartarugas gigantescas, quase que do tamanho de camas de casal, lagostas caminhando pela areia e teve até um peixe, grande até, do tamanho de um cachorro de porte médio, que ficou nos seguindo do início ao fim do mergulho tanto atraído pelo nossa luz, quanto se aproveitando dela para caçar. Isso foi até fichicha! O guia falou que uma vez ele foi mergulhar e uma BARRACUDA, atraída pela luz, ficou o mergulho inteiro nadando do lado deles. Mas do lado mesmo, diz que dava até para ver o olho dela os observando e os dentes afiados quando ela abria e fechava a boca meio que esperando a hora de arrancar os dedos de alguém.
Foi mais ou menos essa sensação que o cara teve. No vídeo abaixo dá para perceber o que é uma barracuda atacando. Repare que ele avança do mais completo nada e de uma forma MUITO rápida
Diz que outra vez um cara colocou a luz em um tubarão bico fino. Não conseguiu tampar a lanterna a tempo e o tubarão veio com tudo e arrancou o regulador (ou respirador, para quem não conhece) da boca dele. Diz que a boca do cara ficou toda rasgada e ele ainda perdeu dois dentes, fora o regulador, que o tubarão levou na boca.
Outro mergulho legal que fizemos foi quando estávamos nadando na praia da Cacimba do Padre e o Dudu teve uma brilhante ideia. Olhou o Morro Dois Irmãos láááááá ao fundo e me falou “Cara, vamos nadar até lá? Pode ser que tenha alguns peixes!”. Rapaz, já não tenho mais 18 anos e essas demonstrações de virilidade não costumam me seduzir tanto hoje em dia, ainda mais para sair nadando em mar aberto em uma ilha oceânica sem nenhum socorro próximo. Obviamente eu não quis ir. Acontece que o rapaz queria porque queria e ia acabar indo de todo jeito. Para não deixar ele ir sozinho, fui com ele.
Cara… A gente começou a nadar, a nadar, a nadar e nada de chegar nesse Morro Dois Irmãos. E a corrente cada vez mais puxando a gente para mar aberto. Sei que no final a gente chegou e quase não tinha nada lá. Tivemos que voltar nadando no braço novamente. Quando chegamos à praia ele veio me perguntar:
– E aí? Viu peixe? Viu tubarão? O que você conseguiu ver?
Só respondi:
– Vi sim! Vi uma coisa bem legal! Vi, lá no fundo, a Dona Morte com um capuz e uma foice olhando para mim e me chamando com o dedinho indicador…

Tá louco…
Morro Dois Irmãos, reparem no mar aberto

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s