Viajando pelo Irã – De Yazd, por terra, para Shiraz, passando por Abarkuh

De Yazd seguimos para Shiraz, cidade mais ao sul do Irã, mas antes passamos por Abarkuh.

Em Abarkuh não há muita coisa a se ver, porém a única atração vale a parada na cidade. Lá é possível ver a Cipreste de Abarkuh, uma árvore gigantesca e que é símbolo do Irã. Acredita-se que ela tenha 4.000 anos de vida e seja o segundo ser vivo mais velho de toda a Ásia. Mano, ela é gigantesca, tem 25 metros de altura por 18 metros de circunferência. É grande, mas ainda é menor que o Cajueiro de Natal =)

img_3476
Um Basij, polícia religiosa, em Abarkuh
img_3479
A Cipreste de Abarkuh
maior_cajueiro_do_mundo_3
O cajueiro de Natal

Shiraz é uma cidade bonita, mas não nos proporcionou muita coisa, a não ser a visita ao túmulo do Hafez, um dos principais poetas persas e um ponto de apoio para Persépolis, a principal atração do Irã.

img_3626
Túmulo de Hafez
img_3607
Túmulo de Hafez, um dos principais poetas iranianos

img_3618

Apenas uma menção honrosa para o hotel em que ficamos hospedado. Fomos atendidos na recepção por um cara que tinha muita cara de maluco. Quando chegamos, estava passando um documentário sobre o Estado Islâmico e ele assistindo todo interessado. Pior que ele tinha um amigo. Um velho, com cara de maníaco. Quando a gente passava pelo véi, ele só ficava calado e acompanhando a gente com o olhar. Cada passo que a gente dava… Sinistro! Parecia promissor o local. Tanto promissor que sempre dormíamos de porta trancada…

Contratamos uma guia para Persépolis e ela iria viajar com a gente, no nosso carro. Depois achamos até estranho, uma guia, mulher, no Irã, viajando com dois homens no mesmo carro.  Cara, se no Brasil uma mulher ficaria desconfiada de fazer isso, imagina no Irã! Não deu outra, deu algumas horas e ela mandou uma mensagem perguntando se o marido poderia nos acompanhar, que ele iria dirigindo o carro deles. De boa, o cara era até gente boa.

Antes de ir para Persépolis ela nos disse que deveríamos passar pela tal Mesquita Rosa. Ainda por cima teríamos que acordar cedo, porque tinha uma questão de uma luz que só ficava por lá das 08 as 10 da manhã. Cara, depois de passar por dezenas de mesquistas no Irã, eu queria era ir logo a Persépolis, mas tudo bem, acordamos mais cedo para ir nessa tal Mesquita.

Qual não foi a nossa surpresa ao perceber que esssa Mesquita Rosa era uma coisa impressionante! Seus vitrais pintavam aquarelas coloridas no chão com a luz do sol! Um dos lugares mais bonitos que pude presenciar em viagens.20161014_015726

20161014_020943
Sendo pintado pelo sol

20161014_02262420161014_023032

20161014_023512
Vale tudo na hora de bater uma foto…

img_3646

img_3665
Enquanto a guia estava esperando a gente bater fotos, ela também aproveitava para tirar umas dela =)

A Mesquita era feita de tijolos de madeira porque eles absorviam mais impactos contra terremotos. Havia algumas pinturas de igrejas nos azulejos.20161014_023751Igreja pintada nos azulejosInteressante isso, né? Pinturas de igrejas em mesquitas do sul do Irã construídas séculos atrás! Isso ocorreu porque alguns dos artistas haviam viajado para a Europa e começaram a retratar nos azulejos o que viram. Outra coisa interessante é que o espaço onde o Íman ministra a celebração é feita para ser mais baixa. Isso demonstra humildade, que o Íman deve-se sempre se manter em um nível abaixo ao de quem assiste.img_3661O teto da mesquita era em formato de cone por causa da acústica, que era impressionantemente boa no local.img_3628

img_3596img_3559

img_3586

img_3563

20161013_06390720161013_06444120161013_07491920161013_08081120161013_08482020161013_09094820161013_09550620161013_10041120161013_110233

20161013_133229
Jantar que tivemos em Shiraz. Em alguns restaurantes iranianos há essa tradição de se colocar bandeirinhas do país dos clientes

img_3499
Cenas que se pode presenciar em uma viagem de carro no Irã
img_3543
Turistas! Turistas! Turistas por todos os lados!

img_3549img_3553img_3600

 

img_3630
Isso é um negócio muito interessante. Como é possível ver, nessa porta há duas manoplas de ferro diferente. Se você for homem, bate na porta usando a da direita, se for mulher, usa a da esquerda. Isso é um costume persa antigo para saber se o visitante era homem ou mulher. Se fosse um homem, o homem da casa abriria a porta, se fosse uma mulher, a mulher da casa.

20161014_023907

Gostou do post? Então curta nossa página no www.facebook.com/omundonumamochila para sempre receber atualizações.
Quer entrar em contato direto com o autor ou comprar um livro? Clique aqui e tenha acesso ao nosso formulário de contato!
Quer receber as atualizações direto no seu e-mail? Cadastre-se na nossa mala direta clicando na caixa “Quero Receber” na direita do blog
Se gostou das fotos, visite e siga nosso Instagram para sempre receber fotos e causos de viagens: www.instagram.com/omundonumamochila

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s