Sim, Parságada existe e fica no Irã! Viajando pelo Irã -Persépolis e Pasárgada!

Era chegado o dia.

O principal centro arquealógico do Irã é, sem sombra de dúvidas, Persépolis.

Apesar da primeira capital do Império persa aquemênida ter sido Pasárgada, o rei Dario I empreendeu a construção deste massivo complexo suntuoso, ampliado posteriormente por seu filho Xerxes I e seu neto Artaxerxes I. Persépolis foi então o símbolo da força e do Império Persa. Foi construída em uma região remota e montanhosa, sendo bem conveniente para ser visitada  durante a primavera.

Quando Alexandre Magno conquistou o Império Persa, saqueou e incendiou Persépolis, algo não tão comum em Alexandre, que preocupava-se em misturar e incorporar os impérios que conquistavas por meio da cultura helênica. Disse que isso ocorreu devido a um pedido da esposa de Alexandre para se vingar do saque ocorrido anteriormente em Atenas pelos persas.

Os afrescos, as colunas, as esculturas são testemunhas do que foi o Império Persa daquele tempo. Em um mural é possível ver povos turcos, romenos, africanos, indianos, assírios… trazendo presentes para o Imperador da Pérsia que governava o maior Império já conhecido pelo homem.

O lugar tava até bem preservado (para um sítio de 2.500 anos!) e a guia que nos auxiliou foi realmente muito boa. Se alguém por aqui estiver lendo sobre o Irã e quiser sugestão de guia para Persépolis e Pasárgada, sugiro demais fechar com ela. Se chama Elahe, fala inglês bem e o Telegram dela é +989365001507. Também responde pelo e-mail elaheh.talebi@gmail.com. Se entrar em contato com ela por meio do blog, só diz que fui eu que indiquei. Não ganho nada com isso, mas é só uma forma de agradecimento por ela ter sido tão gente boa.

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Sim, mano, protegido até o olho! Lá fazia MUITO sol

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Há anos atrás “notáveis” que visitavam Persépolis achavam que era uma boa ideia deixar talhado na pedra a sua “marca”. Sim, a boa e velha pichação que temos até hoje em lugares frequentados por gente mal educada
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Turistas! Turistas! Turistas por todos os lados!

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Esse afresco chama atenção em Persépolis porque todos por lá foram pintados de lado. Esse é o único onde uma face foi pintada de frente, onde é possível ver os dois olhos da representação. No final, coloquei mais, porque achei muito parecido com uma escultura que eu havia visto no Vaticano

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Detalhe para onde ela está desenhada. Logo abaixo na figura
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Eu e o Ciro a frente de Mausoléus, talhados na pedra, de Imperadores persas

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Povos de diferentes partes do mundo vindo visitar o Imperador Persa. Nessa representação, temos africanos

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O sol castigava
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Cara, como pode essas flores nascerem nesses terrenos pedregosos?

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PASÁRGADA, LÁ SOU AMIGO DO REI!

Vou-me embora pra Pasárgada /Lá sou amigo do rei/Lá tenho a mulher que eu quero/Na cama que escolherei/Vou-me embora pra Pasárgada

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Tumba de Ciro, em Pasárgada!

Manuel Bandeira transformou Pasargada no nosso lar utópico, onde nos sentimos bem e podemos fugir nos dias em que estivermos tristes, mas tristes de não ter jeito… Atender aos nossos desejos de forma ideal e imaginária, nossa última escala de conforto e felicidade. O poema é nostálgico e uma fuga do monótono, da infelicidade, da solidão… Uma aventura inconsequente a que almejamos.

Inicialmente eu imaginava que Pasárgada era um lugar inventado por ele, mas não, Pasárgada existe e fica no Irã. É onde se encontra o túmulo de Ciro, um dos maiores imperadores persas. Muito legal…

Manoel Bandeira disse que viu o nome da cidade lendo um livro de história e fez o poema baseado nisso. Seguem as palavras dele:

““Vou-me embora pra Pasárgada” foi o poema de mais longa gestação em toda minha obra. Vi pela primeira vez esse nome de Pasárgada quando tinha os meus dezesseis anos e foi num autor grego. […] Esse nome de Pasárgada, que significa “campo dos persas”, suscitou na minha imaginação uma paisagem fabulosa, um país de delícias […]. Mais de vinte anos depois, quando eu morava só na minha casa da Rua do Curvelo, num momento de fundo desânimo, da mais aguda doença, saltou-me de súbito do subconsciente esse grito estapafúrdio: “Vou-me embora pra Pasárgada!”. Senti na redondilha a primeira célula de um poema […].

Nesse dia, no Irã, fui amigo do rei…

Um dos dias mais singulares da minha vida…

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Esse era o Ninja de Pasárgada
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O deserto!

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