A CAMINHO DO PAQUISTÃO. ATRAVESSANDO POR TERRA A FRONTEIRA DE WAGAH ENTRE PAQUISTÃO E ÍNDIA

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Atravessando a fronteira entre Índia e Paquistão a pé

Chegamos a Amritsar de um voo na quinta e na sexta de manhã já seguimos para o Paquistão. Fomos para a famosa fronteira de Wagah, uma cidadezinha colada na fronteira. Pegamos um Uber Indiano (Ola Taxis) e de lá seguimos viagem.

Chegamos à fronteira e iniciou-se os diversos checkpoints. Os caras olhavam o passaporte, falavam: “Opa, Brasil”, “Pelé, Ronaldo!”, “O que você vai fazer no Paquistão”, “pode ir”. Outro checkpoint, olha passaporte, “Ronaldo, Pelé, Neymar…”, pode seguir. Vai daqui, vai de lá, na parte da Índia não houve problemas. Já chegando ao Paquistão…

O Paquistão não é como a Índia que te faz uma cambada de checkpoint, você só vai seguindo. Mas quando chega na Imigração… O carimbo do passaporte foi até rápido, o problema foi quando um cara que parecia ser da Inteligência começou a anotar tudo sobre a gente… “O que você faz no Brasil”, “Quem você veio encontrar no Paquistão”, “Onde você vai ficar no Paquistão” e por aí vai… Sem brincadeira, ficamos uns 20 minutos sendo entrevistados, mas foi tudo bem de novo.

De qualquer forma, toda a travessia da fronteira, que é feita a pé, com as mochilas no lombo (você pode contratar uns carregadores de mochila se quiser), tudo tudo, entre o portão da Índia e a saída do Paquistão, levou uma hora e quinze minutos. No final nem foi tão complicado assim. Ao que parece você tendo os vistos certinho, respondendo de boa as perguntas e não indo aprontar nada em nenhum dos dois países, a travessia é bem de boa. Até o cara da Inteligência, depois da entrevista, ficou batendo papo com a gente, perguntando do Brasil, sendo bem gente boa.

E AGORA, COMO CHEGAR EM LAHORE? SOLIDARIEDADE PAQUISTANESA

Beleza, atravessamos a fronteira e talz, mas, assim. Ainda estávamos a uns 30 quilômetros de Lahore, a cidade para onde iríamos viajar. Estávamos no meio do nada. Como a gente iria fazer para poder chegar? Não tínhamos dinheiro, o chip do celular indiano não funcionava e, como ali quase nenhum turista atravessa, geralmente quem atravessa são pessoas os quais os familiares vão buscar, não havia UM TÁXI do lado paquistanês. É aí que entra a vantagem de viajar em países fechados onde quase não há turistas, as pessoas são extremamente amigáveis com estrangeiros.

Já dentro do complexo da imigração, uns militares nos deram carona até o último portão da fronteira (que era uma boa pernada) e depois que descemos, foram falar com um tio em um caminhãozinho. Trocaram uma ideia com ele e não que o tiozinho do caminhão aceitou nos levar até a estação de trem de Lahore sem nos cobrar nada?

No caminho para a estação de trem um outro tio em um caminhãozinho a uns 80kmh nos perguntou, gritando e enquanto dirigia, para onde estávamos indo. Como não sabíamos direito ainda, ele pareou com o caminhãozinho que a gente tava na caçamba e se ofereceu pro motorista para ele parar o carro, nós descermos e subirmos no caminhãozinho dele para nos deixar na porta do hotel. Como não entendemos direito, acabamos não trocando de caminhão e o tio se contentou em me dar um picolé. Ele estirou o braço pela janela do caminhãozinho dele e eu me estiquei na caçamba para pegar, a 80kmh, o picolé na primeira experiência “Velozes e Furiosos” da minha vida.

Ao descermos na estação de trem, mais uma vez um mundo de gente nos cercou para tentar nos ajudar (éramos virtualmente os únicos estrangeiros do lugar) até que um policial nos levou a uma zona de acesso restrito e chamou um tuk tuk para nos levar a nosso hotel. O policial explicou onde iríamos, barganhou o preço, solicitou ao motorista que nos levasse a um lugar para antes trocar dinheiro e nos deu o número do telefone celular dele para que ligássemos caso tivéssemos algum problema, até mesmo para caso fosse preciso traduzir algo para alguém por telefone.

No final, acabamos chegando ao hotel (não sem antes dois carros pararem do nosso lado nos oferecendo carona) são e salvos devido a uma cadeia paquistanesa de solidariedade que se iniciou da fronteira até a porta do hotel! Mais uma vez, uma das vantagens de se viajar a países onde quase não há turistas.

Além desse caso, teve uma vez que a gente estava pedindo um tuk tuk em outro ponto da cidade e veio um policial em nossa direção. Pode falar o que quiser, mas polícia é algo que sempre me deixa tenso em qualquer país onde eu esteja viajando. O polícia veio, perguntou o que estávamos precisando e, qual não foi a nossa surpresa, ele começou a chamar um tuk tuk para a gente. Parou um motorista, ele negociou com o cara e no final, mano, ele não me abre a carteira E PAGA A NOSSA CORRIDA?!?!??!?!?! Foi uma das coisas mais loucas que já aconteceram em viagens, uma das maiores gentilezas que já fizeram a mim. E isso ocorrendo no Paquistão. Sério, eu NUNCA tinha visto isso na minha vida. O que era aquele povo, gente!

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