Queria a vista completa das Cataratas Vitória, e pra isso tive que ir até o Zimbábue. No caminho, encontrei muito mais do que uma das maiores quedas d’água do planeta: vistos complicados, uma cidade que existe só por causa da cachoeira, histórias políticas pesadas e um país que passou por um dos maiores colapsos econômicos da história recente.
As Victoria Falls ficam exatamente na fronteira entre Zâmbia e Zimbábue. Apesar da maioria dos voos internacionais chegar pelo lado zimbabuano, eu optei por me hospedar em Livingstone, na Zâmbia, que é maior, mais estruturada e oferece os principais passeios — como a Piscina do Diabo e o safári a pé com rinocerontes.
Victoria Falls, no Zimbábue, é praticamente uma cidade-monotema: tudo gira em torno da cachoeira.
Ainda assim, é no Zimbábue que você tem a vista mais impressionante e cinematográfica das Cataratas Vitória. É dali que vêm as imagens clássicas de documentários, livros e cartazes de viagem: o paredão de 1,7 km de água despencando, a névoa subindo como fumaça e o barulho que faz o peito vibrar.
Neste vídeo, além da visita às cataratas, eu conto:
– Como funciona a travessia de fronteira entre Zâmbia e Zimbábue
– Por que ficar hospedado em Victoria Falls costuma não valer a pena
– A história do Grande Zimbábue, da colonização britânica e da Rodésia
– A ascensão e queda de Robert Mugabe
– A hiperinflação absurda que destruiu o país
– Como é o Zimbábue hoje, com economia dolarizada
– E várias situações que ninguém te conta sobre viajar por lá
Se você quer entender o Zimbábue além da cachoeira, fica até o fim.
