Depois dos apagões na Zâmbia, mosquiteiros contra malária e safáris cheios de imprevistos, chegar a Gaborone, capital de Botsuana, foi quase uma terapia. Ruas organizadas, trânsito civilizado, aplicativo de transporte funcionando perfeitamente, shopping center cheio de classe média local e uma sensação rara na África Subsaariana: estabilidade urbana total.
Mas a paz durou pouco.
Logo na chegada percebi que tinha deixado no país vizinho uma sacola inteira com cuecas e meias — sim, todas elas. O resultado foi uma corrida emergencial para um shopping em busca de roupas íntimas, o que acabou revelando uma das coisas que mais me surpreenderam em Botsuana: uma classe média negra forte, consumindo normalmente, algo que contrasta bastante com o imaginário que muita gente ainda tem sobre a África.
Neste episódio, além de explorar a moderna Gaborone, eu conto:
como Botsuana se tornou uma das democracias mais estáveis da África;
a curiosa história do Monumento aos Três Chefes;
o dia em que fui parado por policiais à paisana perto do parlamento;
o museu nacional mais decepcionante da minha vida (cuja grande atração era… sushi);
e minha épica subida à Kgale Hill, cercado por lendas sobre babuínos assassinos que, segundo a internet, transformariam a trilha em um filme de terror.
Spoiler: sobrevivi. E os babuínos também.
Entre paranoia digital, exageros da internet e histórias absurdas de viagem, Gaborone acabou se revelando uma das capitais mais interessantes — e inesperadas — que já visitei na África.
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