Perambulando pela Argélia – Obras de Niemeyer na Argélia

Mano, tive uma experiência muito legal com os argelinos. Eles eram gente boa demais e, por onde eu andava, eu parecia chamar bastante a atenção, eles realmente não são muito acostumados com turistas. Quando percebiam que eu era estrangeiro, um ou outro argelino vinha na rua querer falar comigo no pouco inglês que sabia falar. Isso quando não eles não começavam a gritar que nem uns loucos no meio da rua para chamar a minha atenção e eu achava que tinha feito alguma coisa errada! Mas não, era só para conversar comigo mesmo. E, rapaz, quando eu dizia que era brasileiro. Aí ferrava!
Tou até hoje impressionado com esse cara com essa camisa do Sport Recife que encontrei no meio de Argel
Os caras se danavam a falar de futebol! Eles são simplesmente apaixonados por futebol. Mas não era falar aquilo tipo “Neymar é bom demais!”. Não, mano! Os caras vinham falar da Copa de 86, da copa de 94, da copa de 82, falavam dos jogadores brasileiros daquela época. Bicho, teve um tiozão que me falou quase a seleção brasileira de 86 inteira. E falava com muito orgulho que eles quase desclassificaram o Brasil naquela Copa! De TRINTA anos atrás. Agora, não havia orgulho maior para eles do que quando eles falavam do sufoco que foi para a Alemanha desclassificar a Argélia nas oitavas na Copa no Brasil de 2014. Mano, naquele jogo a Argélia perdeu ganhando!
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Outra coisa que me chamou a atenção era que havia poucos negros nas ruas e os que havia era pedindo esmolas. Mohamed depois me explicou que eles eram refugiados da guerra que tá acontecendo no Mali e encontram paz em Argel devido ao espírito acolhedor e solidário dos argelinos. Assim, toda vez que entrava uma criança no ônibus ou no VLT eu nunca via ela sair sem nada porque os argelinos ajudavam bastante! Havia alguns poucos brancos pedindo esmola se dizendo ser refugiados sírios, o que Mohamed dizia ser mentira, já que na verdade eram argelinos se fazendo passar por sírios, pois, segundo ele, os sírios nunca pedem esmola e sempre se ajudam uns aos outros.
Refugiados negros esmolando em Argel

Vi também muita gente com os olhos claros, verdes e azuis, mais do que vi na Tunísia, por exemplo.

Por último, o mais interessante. Eu lembrei que havia ouvido falar que Niemeyer tinha algumas construções na Argélia e quando tive lá pude constatar. Nada mais, nada menos, que o principal monumento da Argélia, o monumento aos mártires que homenageia os mortos na Guerra Civil da Argélia e na Guerra da Independência, foi projetado por Oscar Niemeyer e inclusive é bem parecido com a Catedral de Brasília, seguem as fotos para comparação:

Outro monumento de Niemeyer em Argel
Cara, muito louco aquilo! Além daquele monumento, Niemeyer também projetou a Mesquita de Argel e algumas universidades pelo país.
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