Homem das cavernas, descalço, visita as piscinas naturais.. CARACA, CONSEGUI POSTAR AS FOTOS!!!























Êpa, êpa, êpa!!!! Agora estamos começando mais um blog “Um maranhense em Fiji” com três semanas de atraso. Fiji foi há duas semanas atrás e ainda tou escrevendo.. uhaeuhauhe. De boa, o único problema é se acostumar novamente com esse teclado brasileiro-português.

Mas então, como prometido, vamos começar com o que interessa, o ponto principal e mais interessante de Fiji: Piscinas de águas “multi-azuladas”.

Terça feira de manhã, o batente começou cedo, como dizia minha mãe, começou no cagar dos pintos (eu não sei que horas os pintos devidamente cag… digo, defecam em Pedreiras, mas acontece que esta é uma expressão bastante utilizada pela senhorita Irene). O busão da “Awesome Adventures” foi pegar a gente exatamente às sete e meia da manhã. Nos pegaram na porta do nosso “hotel” e seguimos diretamente a um portinho, que me lembrou bastante o Cais da Sagração de São Luís, aonde iríamos pegar o nosso “cruzeiro”. Subi no nosso navio e lá conheci a única brasileira em toda minha viage

m pra Fiji, a mulher era de Brasília e falava um dos piores inglês que eu já vi na minha vida, parecia inglês dos caras do Casseta e Planeta, mas pelo menos ela serviu pra no caminho ir tirando algumas fotos de algumas piscinas e águas azuis pra mim, não sabia o pobre maranhense o que ainda estava por vim.


Descemos em Nanuya Levu, nossa primeira ilha no “Resort” Sunset (pôr-do-sol). Na hora que foi anunciado que deveríamos descer do barquinho para o RESORT confesso que fiquei bem empolgado – CARACA!! Eu paguei por um Resort??? – Pensava o pobre iludido Claudiomarzinho. Eu não sabia o que me esperava. Quando chegamos, fomos deixando as mochilas e nos foi servido o almoço. E que almoço!!! O cara chegou pra mim, me deu um pedaço de pão com uma salsicha enfiada no meio e ainda falou um Enjoy your meal (aprecie a sua refeição). Nus.. na hora deu vontade de virar pro cidadão e falar: Vem cá, meu filho, tu tá de sacanagem? ISSO é uma refeição?

Tecla Pause

Como já foi explicitado anteriormente, o pacote que eu paguei por Fiji incluía todas as refeições do dia, por quê? Pelo simples motivo que as ilhas que nós fomos visitar não tinham NADA!! NAAADAAA!! Nada nelas, apenas uma vila aonde os nativos que trabalham no resort vivem, logo não tem aonde comprar NADA na ilha!!! Toda a sua comida vem do resort e na refeição que eles te servem, sendo que só nos serviam um prato e NÃO PODIA REPETIR!! E claro, nem que você quisesse pagar mais, não podia, o que me salvou foram os dois pacotes das abençoadas bolachas brasileiras que eu comprei só pra poder bater uma foto. EU TE AMO BAUDUCO!!! Resultado disso tudo? Claudiomar o dia inteiro nadando e comendo pouco perde 3 kilos em uma semana, os resorts acabaram virando Spas.

Tecla Play

Como eu não queria muita conversa, o que queria logo era me jogar nas piscinas de águas azuis, comi aquilo o mais rápido possível e entrei numa trilha que levava a uma praia do lado oposto da ilha com um nome, digamos, bem sugestivo: Blue Lagoon. A primeira ilha que eu visitei era nada mais, nada menos que a ilha aonde foi filmado aquele filme praticamente inédito no SBT, aonde todo menino de 10 anos ficava louco pra ver se conseguia ver alguma mulher pelada, filme chamado LAGOA AZUL!!!! Caraca, peguei a trilha e quando cheguei no local eu PIREEEI!!! A água era de uma transparência indescritível e de um azul inacreditável, se você acha que na TV é bonito, não sabe como é louco pessoalmente!!!! Fiquei que nem uma criança mergulhando e nadando com os incontáveis peixes-palhaços (Nemo, do filme procurando Nemo), Lulas, peixes-espada e muitos outros peixinhos coloridos que não sei o nome. MUIITOO IRADO!!! Sem esquecer, claro, do colorido lindíssimo dos corais no chão, mas eu tava pirando mesmo era com os peixinhos… 
Depois de quase umas duas horas fazendo snorkelling e SEM PROTETOR SOLAR!! Chegou mais uma pessoa na Lagoa Azul, era uma austríaca que tinha pagado um pacote bem parecido com o meu e também tinha vindo sozinha.Uma das coisas que mais me impressionou naquela austríaca foi, como podia uma mulher européia (são bonitas, mas sempre magrinhas) ter um par de coxas tão ignorantes como aqueles? Um par de ANCAS de fazer inveja a muita brasileira? Cara, aquilo era muito ignorante!! Eu já passei dos tempos de adolescente, quando ficávamos naquela secura olhando, ou brejando como preferirem, as pernas das meninas quando elas passavam, mas por algumas horas me senti aquele adolescente novamente. Não que estivesse secando a mulher, mas olhando aquela ignorância e tentado pensar como aquilo era possível. Mas a mulher não era só um pedaço de carne, ela era MUIITOO gente boa, engraçadíssima e como ela também tinha vindo sozinha, logo viramos amigos. 
Quando foi a noite, todo mundo foi se recolher cedo, pois não tínhamos nada pra fazer. Eu só achei engraçado um israelense me perguntando se eu sabia se havia algum Pub ou algo parecido pra poder se comprar uma cerveja já que ele não queria dormir cedo. Eu lembro que eu só olhei pra ele com uma cara de “Que porra é essa? Tu tá no meio do nada, cara!! Nem luz elétrica nós não temos e tu quer saber de Pub?” Me contentei em falar um “Claro cara, tu segue ali reto, vira na esquina do Mac Donalds, passa o K-Mart, anda mais um pouco, é fácil de achar, aproveita e passa numa loja que tem lá perto e compra um Pen Drive pra mim pra eu colocar no meu laptop”.. uhaeuhaeuh.. O cara parece que não gostou muito da piada, mas deu uma risadinha e foi dormir.
No outro dia acordamos cedo e fomos visitar as Cavernas Sawa-I-lau, que não hão palavras melhor para se descrever como “maravilhas da natureza esculpidas por Deus”. Essas cavernas são umas cavernas subterrâneas esculpidas pela infiltração das chuvas e de um azul inacreditável!! Nossa.. lindo DEMAIS!!! O grande problema é que não eram aceitas máquinas digitais lá dentro e portanto acabei tendo que procurar as poucas fotos disponíveis na internet para poder publicar aqui. Pegamos uns vinte minutos de barco até chegarmos na caverna. O que era mais legal era que dava pra poder escalar alguns metros e saltar LÁÁÁÁÁÁ DE CIMA na água. O mais alto que eu consegui ir foi a uns 10 ou 12 metros, ainda assim duas vezes, haja vista que as plantas do pés começaram a arder bastante por causa do impacto da água. 




Já os guias fijianos pulavam de umas alturas inacreditáveis, diria que uns 20 metros de altura e depois saiam da água como quem mergulha numa banheira. Depois que fomos embora, consegui bater algumas fotos das belíssimas piscinas naturais do lado de fora da caverna que desde já valeu pelo passeio.

Voltamos e mais uma vez almoço um pedaço de pão e algumas bolachas Bauduco. Convidei a Austríaca p

ra podermos ir fazer mais uns mergulhos, mas a mulher falou que ia esperar quarenta minutos porque um nativo prometeu dar um côco pra ela – Desencana, depois você come esse côco – eu falei. Quando não é a minha surpresa, vem a resposta dela: pode ir, eu vou depois, essa é A PRIMEIRA OPORTUNIDADE QUE EU TENHO PRA COMER CÔCO NA VIDA!!! CARACA!!! A austríaca NUNCA TINHA SEQUER VISTO CÔCO NA VIDA!! Dá pra acreditar? Diante de um fato histórico como esse, “a primeira vez que eu ia ver alguém comendo côco pela primeira vez”, resolvi compartilhar do momento e esperar pra ver a menina comendo o tão sonhado côco dela. Depois dela se deliciar com aquela fruta maravilhosa e exótica (!!!) pedi pra um nativo consertar minhas havaianas quebradas e fomos fazer uma outra trilha, ao redor da ilha pra podermos chegar na Blue Lagoon novamente.

Fomos andando ao redor da ilha e começamos a nos deparar com uns terrenos alagadiços, um cheiro meio desagradável começou a se fazer presente e o que eu mais temia se concretizava. Co

meçamos a entrar num manguezal. Comecei a ficar injuriado, porque não tem lugar pior pra você caminhar do que em um mangue, lugarzinho fedido e ruim do caramba!! Mas acontece que SÓ EU pensava assim. Já a austríaca simplesmente PIRRROUUUU!!! A MULHER PIROU O CABEÇÃO quando olhou aqueles manguezais!!! Ixi maria, mas ela pulava e batia foto e pegava nas plantas e corria de novo e pegava lama e pedia pra eu bater foto!!! – Nossa, mas isso é lindo demais, nossa que plantas lindas!! Olha o formato delas, que formato mais singular, olha como elas são tortas, olha como elas são lindas, vai bate mais uma foto pra mim!!! – ela dizia. 
Sério, comecei a olhar pra ela com uma cara de “QUE PORRA É ESSA? TU TÁ PIRADA MULHER? Desgraça, ISSO É MANGUE!!! TU NUNCA VIU MANGUE?” Além de nunca ter visto côco agora a mulher nunca tinha visto mangue na vida!! Na hora que eu comecei a encher o saco dela que ela nunca tinha mangue na vida, ela só virou pra mim e falou: Vem cá, meu filho, tu já viste neve na vida? Tu já fizeste esqui? Tu já fizeste SnowBoard? Respondi que não – Pois eu penso o mesmo sobre você “Como assim você nunca viu neve na vida”? Juro que depois dessa eu baixei a cabeça, coloquei o rabinho entre as pernas e comecei a gritar MANGUE!! MANGUE!! Olha como é lindo!!! Bate uma foto pra mim, Rafaela!! Uuhaeuhae.. quem fala o que quer ouve o que não quer!!!


Mas a melhor parte foi depois, começamos a achar que talvez fosse impossível dar a volta na ilha por aquele lado e então começamos a pensar em voltar. Chegou uma hora que teríamos que atravessar algo como uns 200 metros de distância com a água nos joelhos pra podermos continuar, ela pensou em desistir, pois poderíamos atravessar isso tudo e no final não ter saída. Acabou que eu falei pra ela: Fica aí que eu vou ver se dá pra gente prosseguir, só fica de olho na minha MOCHILA e nas minhas CHINELAS pra água poder não levar. Fui lááááá do outro lado pra poder ver como era e vi que tinha saída, quando eu volto pra pegar as minhas coisas eu só pergunto CADÊ MINHAS CHINELAS???? Acredita que a mulher ficou olhando eu andando e não ficou de olho nas minhas havaianas? Resultado: A maré levou minhas sandálias EMBORA!! Fazer a trilha descalço não tinha problema, mas e o que fazer nos outros SEIS DIAS que eu tinha em FIJI? Sério, não tinha um K-mart ou Casas Bahia nas ilhas que estávamos visitando, eram só os moradores, um resort e mais nada!!!Não deu outra, de cabelo comprido, preto de sol e sem fazer a barba por não ter mais gilete, virei um belíssimo homem das cavernas passando os outros dias SEIS DIAS andando DESCALÇO. Maranhense do pé casco duro é assim mesmo!!! Mas pra completar a história, quando fomos mergulhar na Lagoa Azul novam

ente acontece a melhor do dia. Eu estava andando na areia, em direção aos corais e o que acontece? Sinto só aquela pontada no meu pé descalço, inicialmente eu achava que eu tinha pisado em um espinho ou algo do tipo. Eu me sentei e levantei o meu pé pra ver o que tinha acontecido na sola e o que eu vejo? Um caranguejozinho, de uns 5 cm, pendurado na minha sola do pé!! O cidadão teve as manhas de me ferroar e NÃO SOLTAR!! Juro que fiquei uns 30 segundos só encarando o cidadão pra ver qual é da dele, mas esta primeira estratégia não funcionou, o caranguejo achou agradável brincar de rapel encravando as suas patas na minha carne. Comecei a dar uns petelecos pra ver se o bicho soltava e o caranguejo NÃO LARGAVA DE JEITO NENHUM!! Comecei a ficar puto e só dei um puxão no cidadão. Acabou dando certo, pois o nosso amigo enfim saiu da sola do meu pé, mas claro, não sem antes levar UM NACO DE CARNE DO MEU PÉ COMO SOUVENIR!! Nessa hora eu só olhei pro céu e falei: Senhor, JÁ CHEGA, né? Sério, só podia ser castigo! Fui ferroado por dois seres irracionais, o caranguejo tentando se defender e a Austríaca que não conseguia vigiar um par de havaianas.


Desencana, eu tou em Fiji e tudo é festa. Quando foi no outro dia desci pra Korovou, só que fui pra lá sozinho, já que todos os amigos que eu tinha feito na primeira ilha foram pra uma ilha diferente e eu fui sozinho pra aquela. Pensei: – Que azar da mulesta!!! Mas quando cheguei na outra ilha mudei de idéia, a ilha era IRAAADAAA demais!! Super-mega-hiper bem equipada, tinha mais cara de resort mesmo!! Curti pacas a outra ilha. O grande problema era que tudo era mais caro e o mergulho era BEM pior do que em Nanuya Levu. 
O mais engraçado é que eu já me encontrava bem abatido pelo fato de estar a dois dias comendo pouco nas refeições e sempre completando com biscoito no final e quando tivemos a mini-reunião que sempre ocorre antes de irmos para o nosso quarto, a gerente falou que iríamos ter quatro refeições: Café, Almoço, CHÁ DA TARDE e Jantar. Nus!! Na hora eu pirei!!! Caraca!! Vai ter um chazinho entre as refeições, acabaram-se os períodos de fome!!! Chegamos lá duas da tarde e eu me encontrava faminto, porque o almoço em Nanuya Levu não deu pra encher nem o buraquinho do dente. Como aquelas duas horas demoraram pra poder passar!! Eu olhava pro relógio e o tempo não andava, quando foi quatro horas, começaram a tocar os tambores (é cumpade, parecia “No Limite”, quando os tambores começavam a tocar, hora de traçar o rango!) e eu saí VOOADDO morrendo de fome. Quando eu chego lá, o que tinha? Claro: CHÃ!! Afinal, era um CHÁ DA TARDE!! Mermão, não tinha uma bolacha cream-cracker pra acompanhar a droga do chá, era só o chá mesmo!! E lá fui eu pro quarto pra comer mais biscoito (te amo, bauduco!).

Só um parênteses. Um dos fatos que mais me dava orgulho de ter nascido no Brasil e que se fez bastante presente nesta ilha foi perceber o quanto os caras gostam de brasileiros no exterior. Pô, na hora da apresentação, quando perguntaram de onde eu era e eu falei que era do Brasil a Gerente-geral fez questão de espalhar pra ilha inteira que tinha chegado outro brasileiro na ilha. Pô, todo mundo começou a só me chamar de Brasil a querer trocar idéia comigo a querer conversar comigo. Na Austrália isso vez ou outra acontecia, mas a Austrália é APINHADA de brasileiro. Pela primeira vez eu fui ver como funciona num lugar que brasileiro é raridade. Pois é, meu nome começou a ser Brasil. E isso é o que mais me orgulha em ser brasileiro. Certa vez eu conversava com o Patrick, o sueco que morava comigo, sobre passaportes e o bicho me falava sobre o passaporte sueco. O Patrick nunca precisou sequer tirar um visto de turista na vida, só precisava tirar visto se fosse pra visto de estudo ou de trabalho, ainda sim não precisa apresentar nada e ainda pagava mais barato pelo visto. Já a gente.. deus do céu!! Vai pra Austrália tem que mostrar que faz facul no Brasil, que a mãe tem carro, que o pai ganha tanto, que não vai sumir por lá. Vai pros EUA tem que ser fichado que nem um animal, bater foto da Íris e o diabo a quatro. 
Comecei a ficar com uma invejinha do Patrick, mas logo depois eu vi o quanto o meu passaporte é melhor que o passaporte sueco. O meu passaporte verdinho pode não me dar entrada em todos os países, mas me dá entrada no que é mais importante, que é no coração das pessoas. Fico pensando como as pessoas reagem quando o Patrick fala que é sueco, galera deve falar só um: Sueco? Legal, cara! Já quando eu falo que sou brasileiro, a primeira reação da pessoa é um sorriso, é um gesto amigável, é uma vontade de querer conversar com você, de querer saber de como é o Brasil, se eu jogo futebol, se eu sei dançar… Pô, não sei se isso acontece no mundo inteiro, mas foi algo que pude perceber acontecendo um pouco na Austrália e acontecendo bem em Fiji e posteriormente na África do Sul. E foi o que me fez mudar de idéia. Que se dane os outros passaportes “entre outras mil és tu Brasil, Ó pátria amada!!!”


Mas vamos voltar a ilha. Com certeza, uma das melhores regras da ilha era: “Não é permitido aos hóspedes beber água da caixa d´água”. Beleza, a gente não podia beber água da caixa d´água, mas se não bebesse a água de lá, ia beber água de onde? Da praia? Não existem fontes de águas doces nas pequenas ilhas de Fiji, a única fonte de água doce é a água da chuva e, claro, as águas que são vendidas na cantina ao módico preço de 6 reais. 5 litros de água? Não, 6 reais UM LITRO de água mineral. O pequeno detalhe era que eu já tava quebrado em Fiji, vendendo o almoço pra poder comprar a janta, não ia dar mesmo pra eu comprar 3 litros d´água (o que eu consumo diariamente) todo dia. O que fazer? Ora, quando se é do Maranhão não existe problema, só solução. Cheguei lá, comecei a trocar uma idéia com o gerente e talz, o bicho era mó gente boa. 
Aí depois de quase uma hora conversando, e claro, com a garganta troando de sede, comecei a jogar as idéias no camarada: “Pô, cara, sabe como é, né? Eu só queria saber se não dava pra dar uma flexibilizada nessa regra de comprar água.. Pô parceiro, eu sou que nem vocês, sou o único aqui do resort que sou do hemisfério sul, sou o único daqui que, como vocês, mora em país colonizado, sabe como é, né? Não sou europeu e pá pá pá, meu pai me estuprava quando eu era criança, meu irmão mais velho virou viado, minha irmã de vez em quando roda uma bolsa pra poder ajudar no sustento da família, será se não dava pra eu pegar um gole d´água de vez em quando?” Rapaz, o bicho riu pra porra quando eu falei isso (gente, real, meu pai não me estuprava quando eu era criança!!!! desculpa, pai, mas eu tinha que dar um jeito de pegar água de graça.. uhaeuhauhaeuh,) e falou: “Pô Brasil, tu é um cara gente boa pacas, não vou dizer pra ti que você pode pegar essa água de boa, faz o seguinte, quando for meia noite eles desligam todas as luzes, aí quando desligarem as luzes, tu vem aqui voado no escuro, enche umas garrafas d´água, corre pro teu quarto e não fala pra ninguém que tu tá pegando essa água, senão vai dar sujeira pra mim”. Rapaz, eu fiquei mais feliz que pinto no lixo. Quando era de noite era muito engraçado, pois todo mundo ia dormir 10 da noite já que não havia nada pra fazer a noite, aí eu deitava na cama, dava boa noite pra todo mundo e quando era meia noite eu saía num passo leevee, mais silencioso que ladrão em joalheria, saía do quarto, saía mais rápido que o Felipe Massa, enchia duas garrafas d´água e corria de novo pra cama. Sério, eu me sentia o James Bond roubando água dos russos. Era muito engraçado. O melhor era no outro dia de manhã, as inglesas quando olhavam as garrafas cheia d´água vinham me perguntar: Pô, Brasil, porque você sempre compra duas garrafas d´água ao mesmo tempo? – É pra não ir duas vezes eu – eu respondia.. uhauheauehuehua


galera… já tou no maranhão… mas não percam… em 3 ou 4 dias o último capítulo sobre Fiji..

abraços maranhenses

4 comentários em “Homem das cavernas, descalço, visita as piscinas naturais.. CARACA, CONSEGUI POSTAR AS FOTOS!!!

  1. ADOREI a foto com aquele solzão atrás… poético mesmo…=)parabéns pela sua viagem, descobertas e aprendizado… Beijos

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  2. Achei muito legal o que vc disse a respeito do “passaporte brasileiro”.. Mas saiba que além de brasileiro vc é o maranhense mais adorável que eu conheço.. Qualquer um quer trocar uma idéia contigo e ser seu amigo!Beijão pra vc…+ 1 vez: saudade!

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  3. Engraçado é que você sai falando dos defeitos das pessoas com quem você esteve a torto e a direito, mas se alguém te chamasse de maranhão comedor de calango lá fora, aposto que iria achar ruim.

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