Café serelepe

Outro dia, eu cheguei aqui pra trabalhar e percebi que havia uma notinha escrita pela gerente na minha prateleira. Fui lê-la e lá havia um pedido da Hilda pra, se possível, toda manhã eu fazer café pra ela. Como não sei fazer café aqui, fui lá e perguntei pra Liz, aquela recepcionista enjoada que eu falei há alguns posts atrás, como eu poderia fazer pra poder fazer café toda manhã.
Ela falou que não era necessário eu me preocupar com aquilo, porque aquilo não era a minha função. Segundo a Liz, a gerente estava fazendo aquilo só pra poder me pressionar e que eu não deveria fazer o café pra ela. Nessa hora eu fiquei pensando “Pombas, a pipa do marido dessa mulher não deve subir há muito tempo”. Velho, pra que diabos eu vou querer arrumar confusão no serviço? Quer dizer, pra que diabos eu vou arrumar confusão no serviço que não o da doceria? Ainda mais com a gerente? É por isso que toda vez a Liz pega grito de um hóspede diferente! Eu fiquei até imaginando eu, no outro dia de manhã, falando com a gerente: “Não, eu não fiz o seu café porque eu não aceito pressão! Se você quiser, você mesmo vá lá e faça!”. Pombas ela é a gerente! Quer café? Faço!! Com açúcar ou sem açúcar? Quer chantilly? Não tem chantilly? Vou comprar, peraí! Eu vou procurar uma mula pra eu andar de noite? Pra eu sentar em cima? Vou nada…
Mas então, eles foram lá e acharam de me ensinar como se faz pra poder fazer o café. Você pega o pó de café, coloca no coador. Coloca o coador dentro de uma espécie de funil embaixo de uma máquina que jorra água quente. Pega a garrafa de café, coloca embaixo do funil. Aperta o botão verde e, supimpa! O café ta pronto!! Perguntei se havia algo a mais pra eu poder me preocupar? Foram lá e falaram que não! Que era pra fazer aquilo e nada mais!
Então beleza, decorei a ação “pó de café, coador, funil, máquina, garrafa de café” e todo dia, quando lembrava, ficava fazendo isso. Eis que um belo e serelepe dia, eu coloquei a garrafa de café embaixo e voltei pra recepção. Quando eu volto, tava aquele MAR NEGRO jorrando no chão da cozinha! Nessa hora eu só pensei o óbvio: – Tou demitido! Como já tava quase na hora do cozinheiro chegar, eu fui lá e fiquei esperando o figura pra poder saber o que eu tinha feito de errado!
O cozinheiro, ao chegar e ver aquela bagunça, ficou enfurecido!! Perguntou como eu poderia ser tão burro a ponto de fazer aquilo! Eu sem entender nada porque tinha acontecido aquilo ficava só me perguntando que besteira eu tinha feito. Depois de um tempo xingando que eu fui perceber que ele tava falando: – Como você pode ser tão burro a ponto de não CHECAR SE HAVIA CAFÉ NA GARRAFA ANTES DE COLOCAR MAIS CAFÉ?? Haehaheahahe…
Pombas, eu fui lá no “pó de café, coador, funil, máquina, garrafa de café” e acabei esquecendo de checar se tinha café antes. Resultado? Café pela cozinha inteira!! Pô, ninguém me avisou que tinha que checar a garrafa de café antes de colocar e eu tenho certeza que vocês também não perceberam que tinha que fazer isso!! Hheehe. Pô, será se sempre eu tenho que pensar em tudo?

2 comentários em “Café serelepe

  1. Vai me desculpar, mas além de burro é porco né ??? Tem que lavar a garrafa antes também uai, assim o café não ficaria com o gosto ruim e vc ainda ia ver que tinha café lá … huahuahuaha …Obs. brincadeira, com relação ao burro e porco heim … rsrsrs

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