Quebra de paradigmas

Já fico até imaginando a imagem que aparece na cabeça de algumas pessoas quando falo de países muçulmanos. Um bando de barbudos com turbante, segurando lança-foguetes, gritando Alá o dia inteiro e espancando a mulher em casa. A sua mulher, alem de sempre ser espancada, passa o dia inteiro vestida de burca, aquela vestimenta que cobre a mulher de cima a baixo sem deixar aparecer nem os olhos. Esta e’ a imagem que a mídia coloca todos os dias em nossas casas e que acabamos absorvendo. Pensamos que todos os muçulmanos são revolucionários atrás da guerra santa e querem explodir os nossos miolos.
Este esteriótipo de muçulmanos logicamente não condiz com todos os povos que tem Maomé como o grande profeta! O problema é que a imprensa, nao sei se propositalmente, faz uma reportagem nos confins do Afeganistão ou da Árabia Saudita e quer te fazer acreditar que esta é a grande verdade, que a religião muçulmana foi feita para busca pura e gratuita de sangue, fundamentalismo e machismo. Imagine uma TV do Afeganistão ou do Iraque fazendo o mesmo com a gente. Ir numa dessas igrejas universais da vida, filmar todo mundo batendo cabeça, os caras fazendo exorcismos e extorquindo dinheiro do povo e a partir disso dizer que todos os cristãos (lembrar que protestantes são cristãos, pois seguem Cristo. Religiões cristãs: protestantes, católicos, ortodoxos, anglicanos etc.) são desta maneira.
A Indonesia que vi com meus olhos, nao foi uma Indonesia habitada por varios “Bins Ladens”, mas sim um país absurdamente parecido com o Brasil. Liberdade de imprensa, democracia em formação, pessoas indo pras baladas e bebendo no meio da rua etc. Nada de barbudos gritando Alá e queimando bandeiras americanas no meio da rua.
A maior mesquita de Jakarta fica em frente a maior catedral. Nao, eles nao ficam jogando foguetes um em cima dos outros o dia inteiro. Isso se chama liberdade de crenca.

Uma das maiores experiências que obtive, foi quando fui sair pra um barzinho com alguns indonésios pra jogar conversa fora. Como estava começando a ficar tarde e não queria voltar pra casa da Mega (indonésia que me hospedou em Jacarta) tarde da noite, resolvi pedir pra alguma das pessoas da mesa pra poder dormir na casa de alguém. Uma das meninas (Hafisa) que estavam por lá, falou que era de boa, que eu poderia ficar na casa dela por uma noite!
Eu adoro essa imagem. Ela mostra a convivencia de duas culturas tao distintas num shopping de Jakarta. Uma islamica, utilizando o seu tradicional veu, trabalhando numa loja de heavy metal vendendo camisas com demonios e caveiras. Isso e’ Indonesia!

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