Munique

Subimos ao apartamento do Eion e fomos nos preparando pra poder achar o nosso lugarzinho para dormir. Como o Eion tinha acabado de chegar ao apartamento, ele ficou meio perdido de onde iria nos hospedar. Depois de um tempo ele decidiu que nos deixaria dormindo com ele no quarto. Pegou dois cobertores, colocou no chão e deu dois lençóis pra gente poder se cobrir. Largamos nossas mochilas lá e fomos tomar um banho (separados, gente, sempre bom frisar).
Depois de mais ou menos uns trinta minutos, fomos pra cozinha e eu comecei a preparar um jantarzão pra galera. Jantar é até uma bondade falar, pois quando a gente perguntou se o Eion podia conseguir algo pra gente comer, o bicho falou que não tinha nada na geladeira, pois, sempre bom frisar, ele tinha acabado de “se mudar” pra lá. Ah, cumpade, mas com a fome que a gente tava não tinha conversa, começamos a fuçar e garimpar a geladeira à procura de qualquer coisa que fosse possível ser usada para saciar nossa fome. Após uns dez minutos de picaretas e enxadas na mão, achamos uns mantimentos perdidos lá dentro: Dois dentes de alho, um pacote de macarrão no armário, umas folhas de alface e um potezinho com molho parmesão dentro. Não teve tempo ruim! Misturei tudo e fiz uma “macarronada bomba” (me lembrei de Wroclaw na hora) pra galera, sem problema algum.
E fomos nessa. Conversa daqui, conversa dali, come daqui. Ficamos mais a vontade. E bem, Claudiomarzinho à vontade em um ambiente desconhecido é quase que uma arma de destruição em massa. Comecei a rir e ALTO. Ah, meu amigo, acabamos esquecendo da casa em que estávamos e, lógico, isso virou um problema. Uns trinta minutos depois de termos começado a nossa “fanfarra” entra um dos alemães moradores da casa pra beber uma água e se assusta. Ele deu uma parada na porta da cozinha e nos olhou com aquela cara de “Quem são vocês? O que vocês fazem aqui na minha casa? Vocês pertencem a esta realidade?”. Ficou nos olhando algum tempo sem entender NADA do que estava acontecendo. Imagina, você tá em casa, deitado na cama do seu quarto, assistindo “Friends”, vai tomar uma água na cozinha e se depara com três estranhos QUE VOCÊ NUNCA VIU NA VIDA comendo na sua cozinha. É lógico que ele ficou chocado com a situação. O Eion quando viu isso, resolveu quebrar o gelo e se apresentou como o “novo morador da casa” e explicou a história dele. O cara não parece muito ter gostado da história, mas se preocupou mesmo foi em perguntar quem diabos era aquela polonesa e aquele brasileiro mala na cozinha deles. Nós contamos toda a história que havíamos inventado no caminho e ele fingiu que acreditou e nós fingimos que acreditamos que ele acreditou. No final a gente até convidou o figura a se sentar na mesa com a gente, pois estávamos conversando acerca de “algumas histórias da infância de Gosia e Eion” (sim, o nosso nível de cinismo estava realmente baixo, heheheh)
Quando terminamos de comer, o Eion lembrou de nos avisar que havia um problema. Ele só poderia nos hospedar naquela noite, pois na outra noite ele iria viajar e dormiria em casa, logo teríamos que sair (pô, ficar lá sem pelo menos um dos “pseudomoradores” também já era demais, né?). Eita porra e agora? O que fazer? Dormir na rua? Pagar 30 euros por um albergue? Ah, meu amigo, nada a é problema! Um amigo do Eion que havia chegado há uns 15 minutos e havia acabado de nos conhecer falou que poderia nos hospedar por mais uma noite na casa dele, que não havia problema algum. Problema resolvido, continuamos conversando e depois fomos dormir…
Engraçado como as coisas nas nossas vidas pareciam sempre se resolver nos últimos segundos…

7 comentários em “Munique

  1. Peraí…

    Vocês simplesmente entram de gaiatos no apartamento alheio, sendo que o cara que “deveria” morar lá nunca tinha sequer pisado, e ainda por cima tras dois malucos perdidos a tira-colo.

    E não contentes, entram, não pedem licença, não avisam ninguém que chegaram, e saem tocando o putero geral.

    E para finalizar a merda toda, fazem uma zona no cozinha dos caras, comeme da “comida” deles, e ficam fazendo bagunça?

    uheuheuehuehuhe

    Velho, é cara de pau demais isso. Você teve foi sorte de não ter tomado um tiro do alemão, achando que era um maranhense ladrão na coz\inha dele.

    Abraços velho

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  2. O post foi bom, mas poderia ter ficado melhor caso vc nao filtra-se o que aconteceu qdo vc e a Gosia dormiram de conchinha no apt do cara, neh? heheheh

    Abracao!!

    E a segunda etapa do concurso, como foi? Qdo vai rolar aquela caranguejada + as 2 caixas de Schin na residencia de Dona Irene para a galera celebrar?

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  3. Estes posts estão a cada dia mais curtos. Antigamente eles eram longos, contavam tudo o que aconteceu na cidade, não era essa historinha toda picada. Pow, melhora esses posts ae, rapaz! Tá muito miado!

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  4. Podia ter ficado lá em casa se vc quisesse. Tava morando em Munique nessa época e tinha deixado um recado no orkut.
    Mas como vc diz, se vc não passa aperto, não vira história do blog.

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