Couchs e hospedagens onde fiquei no México

Muita gente ainda acha estranho quando digo que vou viajar e ficar em um couch. “Você já ganha um salário, porque diabos ainda continua usando Couchsurfing?”. Bem, por motivos como os  couchs que pude ficar na Cidade do México e em Cancún.
A peixeira do figura
Quando foi agora ela resolveu retribuir o couch e fez questão de me hospedar na sua casa na Cidade do México. Aceitei sem pestanejar. O problema foi só depois quando eu descobri que ela morava com um namorado que não era couchsurfer e que não falava inglês, o que me deixou preocupado de ele, sei lá, não gostar muito da ideia e ainda por cima ficar emburrado comigo já que não poderíamos conversar direito, já que eu ainda estou aprendendo espanhol. Minha preocupação só aumentou mais quando eu cheguei no apartamento e vi que o figura tinha uma mistura de facão com espada (ou peixeira, como a gente diz no Maranhão. Faca para cortar peixe e cabra safado!) na porta da frente de casa.
Na Cidade do México já foi uma experiência por si só super agradável. Fiquei na casa da Cecília, uma mexicana que eu hospedei com mais uma amiga em 2010 e que foi muito legal hospedá-la. Na verdade, ela chegou em um momento em que eu estava trocando um concurso por outro, portanto eu tive folga e pudemos viajar para Pirenópolis juntos, o que fez nossa experiência ser mais legal ainda.
Cara, mas assim que começamos a conversar, minhas preocupações se esvaíram. Caraca, o cara era gente boa demais. Começa que a primeira noite que eu cheguei na casa de Cecília&Nair eu estava super cansado, porque meu voo havia sido durante a madrugada e eu havia dormido bem pouco. Voltei para casa imaginando que iria descansar. Quem disse? Nair me falou que não havia homem que dormia naquela casa sem beber tequila com ele. Como um bicho mais parecia um ogro gigante, eu achei que era melhor obedecer.
Só os copinhos. Cada um era uma tequila diferente
Nos outros dias saímos juntos para comer e sempre era um lugar da hora, uma comida da hora, uma experiência super interessante e uma briga para eles deixarem eu pagar a conta.E puxa tequila daqui, puxa tequila dali, começou um verdadeiro buffet de tequila. Só que, como você já deve imaginar, tequila não é como cerveja que você vai bebendo de boa. Depois de uma meia hora, já tava eu lá, mais louco que o Batman. Me lembrou até os apuros que passei com mexicanos e tequila em Santa Bárbara anos atrás.
Acabou que tive mais contato com Nair do que com Cecília, que falava português e eu já conhecia, mas que estava sempre trabalhando. O Nair era uma figura em si. Trabalhava como advogado de movimentos sociais e era um verdadeiro Che Guevara de sombreiro. Teve um dia que eu fiquei quase umas duas horas conversando com ele sobre a história do México e aprendendo bastante sobre a história dos astecas. Grande parte do que foi escrito aqui, foi baseado no que pude conversar com ele.
Eu e Nair
A outra experiência legal foi na casa em Cancún, na casa de Santiago e Célia. Santiago, instrutor de mergulho e mexicano, Célia, estudante de psicologia e espanhola. Os dois moravam em um casa que mais parecia uma mansão, em um condomínio fechado super bonitinho no centro de Cancún. Na verdade, parecia aqueles hotéis com uma piscina no centro, couch cinco estrelas. Santiago era um cara muito legal e depois de algum tempo parecia que éramos amigos há anos. Todo dia de manhã ele preparava um café para nós dois, tou dizendo que o lugar mais parecia um hotel. Outro que também não queria que eu pagasse por nada, tive que comprar as coisas na marra no mercado e ir levando para casa para não ficar imaginando explorando o cara. Saímos para uma festa do couchsurfing onde voltou todo mundo torto.Eles também me levaram para comer uns tacos em um lugar que, rapaz, como os caras gostavam de pimenta! No outro dia, acorda com o estômago doendo de tanta pimenta. Nair depois foi me explicar que essa vontade de morrer depois de comer pimenta que você tem ao acordar é a chamada “Vingança de Montezuma” contra os estrangeiros! Tá certo que eu não sou espanhol nem nada, mas Montezuma quis se vingar de mim do mesmo jeito…
Casa de Santiago
Essa foto eu bati do lado de fora da casa de Santiago, dentro do condomínio. Mostrava crianças brincando de forma bem inocente e produtiva. Faltou só colocar fogo na menina amarrada…

Enfim, os dois couchs foram experiências agradabilíssimas e um dos motivos que ainda que eu tenha todo dinheiro do mundo, eu nunca vou deixar de ficar em couch para ficar em um hotel sozinho. Longa vida ao Couchsurfing!

Também tive que ficar em albergue. No caso esse foi em Playa del Carmen
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