PASSEANDO POR SANTO DOMINGO. INDEPENDÊNCIA DA REPÚBLICA DOMINICANA

Cheguei em Santo Domingo, capital da República Dominicana, a caminho de Sosúa. A primeira impressão que tive da cidade é mais ou menos como uma cidade qualquer latina, nem muito rica, nem muito pobre. Me hospedei em um Airbnb no centro e saí para visitar grande parte dos monumentos os quais já falei no post anterior.

Geralmente, a primeira coisa que sempre faço ao descer em um país novo é, já dentro do aeroporto, trocar 50 dólares em moeda local e comprar um chip de celular de uma operadora local para já ter internet, whatsapp e mapa para me locomover facilmente. Serve de dica para quem está viajando. NÃO IMPORTA o país, no aeroporto JÁ SAIA DE LÁ com um CHIP local de telefone e ALGUM dinheiro local trocado.

Não sei porque cargas d´água pensei que não seria uma boa ideia fazer isso em Santo Domingo. Pulei do aeroporto direto em um Uber e segui para o local onde iria ficar. Péssima ideia. Depois me deu um belo de um trabalho achar um local para trocar dinheiro e outro para comprar um chip de celular. Pensa isso na cidade onde você mora, se eu te perguntasse onde eu posso trocar dinheiro, você saberia responder? Ainda mais em um bairro específico? Pois é isso que acontece quando preciso trocar dinheiro em cidades grandes.

Conselho, não sejam burros como eu e sempre troquem dinheiro e comprem chips de celular já no aeroporto (geralmente o chip custa uma barganha, 10, 20 reais. Isso é um custo mínimo pro ganho ABSURDO que você vai auferir tendo internet e podendo chamar um Uber em qualquer ponto da cidade, acredita no tio). Para melhorar, em Santo Domingo é possível chamar um Uber de moto. Chamei para experimentar. É mais legal falar do que fazer, acredite. Ande de Ubermoto em Santo Domingo só se não tiver amor pela vida.

Conforme escrevi anteriormente, Santo Domingo é a cidade mais velha das Américas. Então passeando por lá acaba que você conhece a Catedral mais velha das Américas, a Universidade mais velha das Américas e por aí vai.

Porém, para mim o que foi mais interessante é que todo bar que eu entrava tocava “Esse cara sou eu” do Roberto Carlos em versão em espanhol. Mano, aquela música tava fazendo um sucesso TREMENDO na República Dominicana.

INDEPENDÊNCIA DA REPÚBLICA DOMINICANA

Existem essas coisas que são engraçadas e que você só descobre viajando. Enquanto todos os países da América Latina comemoram suas respectivas independências dos país, os Dominicanos comemoram a sua independência, veja você, do Haiti!

Sim, depois dos primeiros assentamentos pela República Dominicana, os espanhóis concentraram os seus esforços nas colônias mais lucrativas da América do Sul que rendiam rios de ouro e prata. Com isso, a Ilha Hispaniola virou quase que uma terra de ninguém. Isso abriu espaço para invasões de piratas de outras nações, notadamente a França. Eles chegaram devagarinho, assim, como quem não queria nada e foram levando, levando, levando, quando viram, metade da ilha já estava sob mãos francesas. O que viria ser hoje o Haiti chegou a ser uma das mais ricas colônias do mundo devido a produção de açúcar baseada em mão-de-obra escrava. Para se ter uma noção, quase metade da produção de açúcar DO MUNDO vinha apenas da parte francesa da Ilha Hispaniola.

Depois que o Haiti ficou independente, eles pensaram que talvez fosse uma boa ideia também, porque não, “libertar” toda a Ilha Hispaniola e invadiram a República Dominicana. Chegaram a unificar a ilha inteira sob o jugo do exército haitiano, porém no dia 27 de fevereiro de 1844, a República Dominicana voltou a ser um país independente, sendo essa, inclusive, a sua data oficial de independência.

Visitei diversos monumentos e sítios históricos que ficam em Santo Domingo, grande parte deles remetendo ainda a época em que eles foram colônia da Espanha. Porém um dos que mais me chamou a atenção foi o monumento a independência deles. Tudo bem, em todos os lugares tem um monumento desses, porém o da República Dominicana me chamou a atenção pelo TANTO de estátuas de mulheres homenageadas por terem lutado pela independência. Pode parecer um detalhe, mas pense se você consegue lembrar de alguma mulher homenageada na independência do Brasil. E dos Estados Unidos? E na Revolução Francesa? Achei isso bem bacana dos Dominicanos

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