Como é caro viajar no Senegal

Porém uma das coisas que mais me impressionou viajando pelo Senegal é o quanto as coisas são caras por lá. Cara, é muito caro! Qualquer biboca que você vai comer alguma coisa custa 10 euros (sim, quase sessenta reais).

Um dos almoços mais caros da minha vida

Eu imaginei que iria sair da Europa e iria encontrar uma realidade parecida com o Sudeste Asiático (que é levemente mais rico que o Senegal e muito mais barato) ou, na pior das hipóteses, encontrar preços semelhantes ao do Brasil. Me espantei quando cheguei ao Senegal e comecei a sentir saudades da Espanha! O pior é que você paga preços europeus, mas recebe serviços e produtos de Brasil (na verdade, levemente piores, pois nem um gelinho você pode confiar, já que se a água não for mineral, você pode ter alguns problemas sérios de intoxicação). Outros serviços como táxi e telefonia eu achei mais baratos, mais baratos até que o Brasil, mas, rapaz… comida…

Alguém já viu construírem uma ponte em cima da areia? Eu já vi em cima de rio, até em cima de estrada, mas em cima de areia?

Meu amigo dizia que não há gordos no Senegal porque os senegales se exercitam muito e serviços de fast food ainda não chegaram (o que é uma dupla verdade dado que você vai na praia e é um mundaréu de gente correndo e se exercitando e MacDonald´s ainda não tem no Senegal). Eu não concordo com ele, eu acho que é o povo é magro porque é impossível ficar comendo muito com o tanto que é caro o país.

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Perambulando pela Ilha de Gorée no Senegal

Um dos passeios imperdíveis que existem em Dakar é você gastar um dia na ilha de Gorée. 

Explico, devido à proximidade do Senegal à América do Sul, Goréé foi um dos portos preferidos pelos europeus para poder “estocar” os escravos. Não tinha nada melhor para fazer isso do que uma ilha a apenas alguns quilômetros de Dakar. Perto o suficiente para não atrapalhar a logística, longe o suficiente para se fugir nadando. Por óbvio as situações os quais os escravos ficavam acomodados eram degradantes. Eram tanto os corpos diariamente jogados ao mar que as praias da ilha começaram a ficar infestadas de tubarões. O próprio Laurentino Gomes descreve nos livros deles que as rotas de migração dos tubarões foram alteradas porque eles passavam a seguir os navios com escravos em direção à América esperando por corpos que eram arremessados ao mar.

Em uma dessas ex-prisões de escravos que pudemos visitar é possível conhecer o que era chamado de portão do não retorno, a passagem por onde os escravos eram embarcados e por onde nunca mais veriam a África.

Porta do não-retorno

A ilha de Gorée carrega um simbolismo tão grande que diversas personalidades já a visitaram como Mandela, Obama e até o Lula quando foi visitar Senegal. Havia muitas outras informações as quais eu poderia falar, porém o inglês do guia era tão horrível que foi isso que eu consegui entender

Quem nos saúda assim que chegamos à ilha? Sim, ele também já visitou Gorée
Sim, o papa já visitou a ilha!
Resquícios de um bunker construído para poder proteger a ilha
Hoje em dia tem famílias que moram dentro dele
Olha que interessante essas torres de celulares em formato de palmeiras
Uma das casas onde eram “armazenados” os escravizados antes de serem embarcados

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Perambulando por Dakar no Senegal

Nossa, eu tinha uma imagem totalmente diferente de Dakar antes de chegar. Eu imaginei que seria uma cidade grande e totalmente disfuncional como por exemplo foi Nuakchott capital da Mauritânia (única cidade subaariana que eu havia visitado na África tirando a África do Sul), mas é muito pelo contrário. Dakar é uma metrópole no sentido máximo da palavra. Prédios altos, engarrafamentos, multidão de gente caminhando para todo lado, bancos e consultorias internacionais por todos os lados e coisas assim. Outra coisa interessante é que Dakar é cheia de prédios em construção, reflexo do alto crescimento do PIB senegalês nos últimos anos.

Um dos enormes prédios que você pode ver por toda Dakar
Arranha-céu contendo consultorias internacionais no meio de Dakar

Fiquei mais impressionado porque temos uma cidade como essa cercada de países extremamente instáveis, problemáticos, pobres e geralmente em guerras civis como Serra Leoa, Libéria, Mali etc. Na verdade, os senegaleses se orgulham do Senegal ser uma verdadeira ilha de estabilidade e relativa prosperidade em uma região extremamente conturbada.

Algo interessante que você vê em Dakar é esse mar de gente se exercitando na praia. A foto não é minha, peguei na internet, mas é assim todos os dias, esse pelotão de gente correndo
Por onde você anda tem cabra para todo lado. Queria saber o porquê disso
Sim, Dakar tem engarrafamente, MUITO engarrafamento o dia inteiro

Outra coisa que é interessante é que em Senegal fica a maior estátua da África. Ela é chamada de estátua do renascimento africano e foi construída por uma empresa norte-coreana.

Apesar de ser da África Subsaariana, é possível ver uma proporção respeitável de pessoas não-negras caminhando pelas ruas de Dakar. Obviamente há os expatriados que trabalham para ONGs, multinacionais e representações diplomáticas, porém a maioria deles são dos que se auto-denominam “libaneses de Dakar”. Sim, há uma proporção importante de descendentes de libaneses na cidade que aparentam fazer parte da elite da cidade. Eles são donos de comércios, restaurantes, imóveis e por aí vai. Ele pode ter nascido em Dakar, o pai dele nascido em Dakar, mas se você perguntar de onde ele é, ele responde “sou libanês de Dakar”. Acho isso interessante, porque no Brasil se você é filho de marciano, quando perguntam de onde você é, a pessoa responde que é brasileira.

Um dos diversos restaurantes de “senegales de Dakar”

Senegal tem várias atrações, mas a principal para mim era ficar perambulando por Dakar, me perdendo naquelas ruas infinitas e no mundaréu de gente que caminha para cima e para baixo como em São Paulo ou Londres.

Ruas de Dakar

Por óbvio quando você está andando na rua você vai chamando atenção, porque, ainda que haja muitos “libaneses de Dakar”, como eu disse, não há tantos brancos assim nas ruas. Muita gente vinha falar comigo em francês, às vezes acho que por curiosidade mesmo, mas como eu não consigo falar nada de francês, infelizmente não conseguia responder. Às vezes vinha um ou outro malandro, uns às vezes até mesmo em inglês, mas eu só ignorava porque, enfim, você sabe quando é gente querendo de dar golpe. Acredita que um deles teve a pachorra de me chamar de racista porque eu não quis dar assunto? Pior que alguns amigos já tinham me alertado disso, que vez ou outra vem um malandro falar com você e se você ignora ele te chama de racista.

Existem duas profissões “de macho” no Senegal. Uma é essa aí, os caras ficam andando nas ruas com tesoura para fazer as unhas de outros homens. A outra, eu não consegui bater foto infelizmente, é a de costureiro. Você tá na rua e de repente você vê um cara batendo uma tesoura e andando, literalmente, com uma máquina de costura nas costas. Ao contrário do Brasil, manicure e costureiro são vistas como “profissões de homem”.

Por último, conheci uns brasileiros quando estive por lá. Na verdade, do lado da casa do meu amigo havia uma churrascaria brasileira, sim, com esse nome, churrascaria brasileira, com bandeira do Brasil pintada na porta e tudo. O gerente era paraense gente boa demais e a comida era bem boa. Não tinha linguiça, obviamente (lembrar que Senegal é um país muçulmano, então não pode comer carne), mas tinha uma carne que parecia demais picanha. Fui em uma noite onde rolou um aniversário de um brasileiro. A maioria dos brasileiros que conheci ou são missionários de igrejas evangélicas ou trabalham em organizações internacionais. Pessoal foi bem gente boa.

Entrada da churrascaria brasileira que ficava do lado da casa do meu amigo
Olha como enchia a churrascaria

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Como viajar ao Senegal. Como conseguir visto pro Senegal

Conforme expliquei no post anterior, um amigo do tempo de Brasília se mudou para o Senegal e me convidou para visitá-lo e óbvio que aceitei o convite. Comecei a estudar as rotas e me empenhei em chegar em Dakar de qualquer maneira. Acabei achando a melhor rota sendo por meio de Madrid na Espanha com uma conexão em Lisboa.

Dakar é uma cidade bem desenvolvida, na verdade uma das cidades africanas mais desenvolvidas, e por isso existem diversas empresas que fazem voos diretos para lá, uma delas é a Tap Portugal com um voo direto de Lisboa. Por essas lógicas que só as empresas aéreas saberiam explicar, o voo custava uns 40% mais caro se eu comprasse Lisboa-Dakar do que Madrid-Lisboa-Dakar. Como você deve ter imaginado, comprei o voo saindo de Madrid e também um voo, em separado, Brasília-Madrid e assim cheguei em Dakar

A questão do visto é bem simples. Brasileiros felizmente não precisam de visto para poder visitar o Senegal. Porém, sabe-se lá por que, apesar de você não precisar de visto você precisa de uma tal de uma “autorização de embarque” que é emitida pela Embaixada do Senegal. Não é nada demais, basta mandar um e-mail à embaixada em Brasília dizendo quando você vai, quando você volta que eles emitem o documento e te mandam por e-mail. Além disso, você também precisa estar com duas doses de vacina contra o COVID para poder entrar. Obviamente não me pediram nada disso na imigração quando eu cheguei ao aeroporto, só perguntaram o endereço onde eu ia ficar e bola para frente. O aeroporto fica do outro lado do mundo (meu amigo foi me buscar no aeroporto e levou uma hora para ir e outra para volta. De bicicleta? Não, de carro mesmo) e os voos de Portugal costumam chegar em um horário bem canalha (chega de madrugada), então tenha em mente isso quando for viajar para lá. 

Ah sim, como toda e qualquer viagem, carreguem sempre o seu comprovante de vacinação contra febre amarela. Posteriormente vocês vão entender por que

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Perambulando por Granada na Espanha

No outro dia procurei por um passeio guiado e fomos conhecendo melhor a cidade antiga de Granada. Ela é interessante porque tem um centro que remonta aos seus tempos medievais com ruas apertadas e sinuosas. São umas ruas estreitas e com paredes altas onde fica difícil até você ver a luz do sol. O próprio GPS não funciona muito tempo, me lembrou até a cidade de Varanasi na Índia. O guia nos explicou que isso era de propósito, as paredes eram altas para evitar a incidência da luz do sol durante o verão (que facilmente ultrapassa 40 graus no verão) e para evitar o frio durante o inverno (que, como falei, pode ficar levemente abaixo de zero)

Por conta dessas ruas estreitas, do nada você tá andando e PÁH surge uma catedral imensa que você nunca imaginou que pudesse haver ali. O guia explicou que a catedral e a igreja foram construídas em cima das mesquitas depois da reconquista de Granada e, como queriam preservar as construções das cidades, sobrava pouco espaço onde construir. Por isso que surgem coisas imensas do mais profundo nada. 

Em Granada você tem que tomar cuidado com os carros. As ruas são bem estreitas e quase não passa carro e pedestre ao mesmo tempo
Existia um costume na Espanha em que os jovens que conseguissem se destacar na Universidade poderiam escrever seus nomes nas Igrejas ou Catedrais das Cidades. Esses eram os lugares mais visitados em toda cidade, então ter o nome lá era uma grande honra. Essas inscrições devem ter centenas de anos.
Espírito 5ª série chega grita na gente quando a gente lê isso, né?
Existem laranjeiras como essas plantadas por todas as cidades da Andaluzia. São herança dos tempos dos árabes
Essas freiras ficam enclausuradas dentro dessa Igreja rezando o dia inteiro. Literalmente. 24h por dia elas ficam se revezando, rezando pedindo perdão pelos pecados da humanidade. Salvo engano elas seguem essa reza de forma initerrupta desde a década de 70. Em algumas igrejas espanholas esse costume ocorre desde o século XIX sem interrupção. Não interromperam nem durante a Guerra Civil Espanhola que quase destruiu o país!
É interessante andar por Granada porque até mesmo em terrenos abandonados e baldios você se dá de frente com muralhas.
Um dos vários portões que davam acesso a cidade murada de Granada

Outra história que eu achei interessante foi que ele explicou que o mercado de Granada, como continha muitas mercadorias valiosas (principalmente seda e prata) tinha uma preocupação muito forte com ladrões. Quem fosse pego roubando tinha uma orelha cortada e pendurada na porta do Mercado. Assim, qualquer um que você visse sem orelhas, já sabia que andou aprontando no passado. Além disso, o mercado possuía nove grandes portões que eram abertos e fechados em ordem e padrões diferentes para dificultar a previsibilidade dos ladrões. Alguns poucos guardas sabiam qual era o padrão do dia para evitar possíveis fugas. 

Fernando e Isabel, os dois monarcas de Aragão e Castela, acabaram sendo enterrados em Granada e não na antiga capital da Espanha, Toledo, como se esperava. Isso ocorreu porque eles se orgulhavam tanto de terem sido conquistado Granada que resolveram serem enterrados por lá

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Como visitar os campos de concentração de Dachau

Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/campo-de-concentra%c3%a7%c3%a3o-kz-dachau-2063348/

Se você quer saber como visitar os campos de concentração de Dachau, tenha em mente que essa será, muito provavelmente, uma das experiências mais marcantes na Alemanha.

Afinal de contas, essa é uma visitação que remonta a um passado bastante denso, palco de uma das histórias mais tristes de toda a humanidade.

Mas, ainda que tenha um passado pesado, é uma visita necessária para entendermos um pouco da dimensão e tomarmos consciência de todas as tragédias.

Para saber como visitar os campos de concentração de Dachau, é só continuar a sua leitura.

História do campo

O campo de concentração de Dachau foi o primeiro campo oficial do regime nazista, sendo também um dos mais atroz.

A princípio, o campo recebia prisioneiros que eram opositores políticos do regime. Mas, à medida que o tempo passou, passou a receber os demais tipos, como judeus, ciganos, homossexuais, padres etc.

Assim como aconteceu em vários outros campos de concentração, em Dachau também ocorreram diversas experiências médicas com os prisioneiros.

Apenas para se ter uma ideia, entre os anos de 1933 e 1945, Dachau recebeu mais de 200.000 prisioneiros. Ainda que não se saiba a quantidade exata, muitos deles acabaram sendo vítimas da crueldade nazista.

Os prisioneiros tiveram a sua liberdade apenas em 29 de abril de 1945, mas muitos deles carregam o trauma até os dias de hoje.

Visitar o campo de concentração é se imergir na parte mais taciturna e sombria da história da Alemanha, já que o local conserva bastante memória.

É durante a visita que você consegue conhecer toda a história do campo de concentração, tais como:

  • A forma de tratamento para com os prisioneiros;
  • Instalações as quais eles viviam;
  • Depoimentos de sobreviventes;
  • Textos contextuais;
  • Objetos da época etc.

Como uma forma de homenagem, resolveram instalar um memorial judeu e templos pertencentes a outras religiões no local.

O campo de concentração fica próximo à cidade de Munique, sendo que a sua construção foi feita pelos próprios nazistas, em uma antiga fábrica de pólvora.

A inauguração foi feita por Heinrich Himmler, um dos homens mais cruéis do regime nazista.

Como visitar o Campo de Concentração de Dachau?

Para visitar o campo de concentração de Dachau, você não necessariamente precisa contratar algum pacote de viagem ou algo do tipo.

Caso queira uma certa ajuda, até vale a pena procurar por essa alternativa, mas tenha em mente que você consegue visitar de maneira independente.

A entrada para o memorial é gratuita, sendo que é possível fazer a visita de acordo com o ritmo que achar melhor.

Agora, caso queira fazer uma visita guiada, isso fará com que você obtenha maiores informações sobre o local e de todas as coisas que aconteceram por lá.

O memorial abre todos os dias, mas é possível visitar apenas das 09h às 17h. O único dia que costuma ficar fechado é no dia 24 de dezembro.

Por mais que a entrada seja gratuita, é possível adquirir um áudio tour completo por um valor de apenas 3.50€.

Esse guia está disponível em oito línguas diferentes, sendo uma ótima forma de conhecer toda a história do local.

Como chegar ao Campo de Concentração de Dachau

Como já mencionado, a cidade mais próxima é Munique, mas que fica a mais ou menos 25 minutos de distância de Dachau.

Por isso, você pode chegar facilmente no local de carro. O memorial tem sim um estacionamento disponível, mas é preciso pagar os devidos custos.

Mas, também é possível chegar ao local de transporte público. Para isso, partindo da Estação Central de Munique, chamada “hauptbahnhof”, pegue o trem S2 em direção a “Dachau/Petershausen”.

Basta você descer na estação “Dachau” e, em seguida, dirigir-se até a estação e pegar o ônibus 726, com destino à “Saubachsiedlung”.

Fazendo isso, é só você descer bem na entrada do memorial que, em Alemão, chama-se “KZ-Gedenkstätte.”

Caso você opte por ir de transporte público, tenha em mente que é necessário ter o bilhete Munich XXL, já que ele abrange todas as áreas desse trajeto.

Por mais que existam outras alternativas, a nossa dica é que você dê preferência por comprar o bilhete.

Afinal de contas, dessa forma, o bilhete terá validade pelo dia todo, fazendo com que você possa ir e voltar sem gastos adicionais.

Como é a visita ao campo de concentração de Dachau?

A visita ao campo de concentração é uma maneira de mergulhar de cabeça em toda a história local, haja vista que há muita informação sobre todo o regime nazista.

Fora isso, é possível visitar as instalações do campo de concentração, dando um ar mais empático a toda a situação.

Uma coisa que precisamos falar sobre a visita é tomar cuidado com os guias que for contratar. Dizemos isso porque os passeios internos guiados podem ser feitos apenas por funcionários de Dachau.

Mas, dentre alguns locais que você poderá visitar, mencionamos os seguintes:

  • Crematório;
  • Memoriais religiosos;
  • Exposição do campo;
  • Antigos barracões etc.

Durante a sua visita, você poderá descobrir diversas coisas, sendo que é possível adaptar todo o trajeto ao seu ritmo.

Portanto, será possível conhecer alguns fatores históricos e culturais da Alemanha, fazendo com que você se situe a todo o contexto histórico.

Caso você opte por uma visita guiada, ainda é possível ter acesso a algumas curiosidades locais no decorrer de todo o roteiro de viagem.

Ainda há alguns guias que oferecem boas dicas sobre a cidade em si, tais como transportes, lojas e demais passeios que pode fazer pela cidade.

Dicas úteis sobre o Campo de Concentração de Dachau

Antes de ir ao local, fique atento as seguintes dicas:

  1. O memorial abre todos os dias, das 09h às 17h, sendo que a entrada é gratuita;
  2. Não é possível entrar com cães no memorial, ao menos que seja cão-guia;
  3. O mais adequado é não levar mochilas muito grandes, já que não há armários para guardar a sua bagagem;
  4. Alguns conteúdos não são recomendados para menores de 13 anos. Fique atento.

Além disso, devemos mencionar que a grande parte do memorial é acessível para os deficientes. Inclusive, é possível obter cadeiras de rodas emprestadas no memorial.

O único parêntese quanto à acessibilidade é a parte externa, já que ela é de terra. Ou seja, pode dificultar um pouco o acesso.

Por fim, a nossa dica é que você separe pelo menos meio dia para fazer uma visita satisfatória ao campo de concentração de Dachau.

Tapas e bebidas e Alhambra

Cara, em Granada se você vai em um bar e pede um chopp eles vem e te servem, sem cobrança adicional, um tira gosto (que em espanhol é chamado de tapa). Isso é MUITO legal. Você não precisa nem pedir a “tapa”, você pede o chopp e de repente chega o tira gosto. E não é batata frita ou amendoim não. É sanduíche, carne… Teve um bar que nos serviram até peixe frito. Na primeira vez eu fiquei sem entender, depois que Elena foi me explicar. O interessante é que você não escolhe, então a tapa é meio “surpresa”, você pede o chopp e não sabe o que vem para comer. Pô, você não paga por ela, né! E o pior é que cada chopp que você pede vem uma tapa nova. Mano, você janta só de tomar chopp!!!

Exemplos de tira-gostos que ganhamos gratuitamente apenas por ter pedido um chopp
Placa de restaurante fazendo alusão ao fato de que você pede uma cerveja e ganha um tira-gosto (tapa)

Visitando Alhambra

Para ter acesso ao complexo de Alhambra o preço é bem salgado, porém justo para o que você vai visitar (não é como aquelas atrações de Londres que custam o olho da cara e são sem graça). Você pode optar por fazer um passeio guiado (que foi o que eu fiz) e eu pude ver que existiam grupos com passeio até em português! Infelizmente como não vi isso, acabei indo no passeio de inglês e espanhol ao mesmo tempo.

O forte de Alhambra se destaca ao fundo pela grandiosidade, é possível vê-lo por praticamente toda Granada, existindo vários “miradores” para isso. Isso ocorre porque Alhambra não era só um palácio, era um complexo onde funcionava meio que uma mini cidade onde morava a nobreza e seus empregados. Lá dentro, por óbvio, também existia o palácio do Rei e foi onde gastamos a maior parte do tempo.

Alhambra vista de um “mirador”
Galera esperando o por-do-sol para ver a Alhambra em um mirador. Olha o tanto de gente

Em Alhambra se destacam os mosaicos e azuleijaria com forte apelo simétrico nas pinturas.

Muralha construída com lápides que perteciam a um cemitério muçulmano antes da reocupação espanhola de Granada

Granada – Espanha

Um grande amigo mudou para o Senegal e me convidou para visitá-lo. Separei férias no trabalho e comecei a estudar a melhor rota (leia-se mais barata) para poder chegar em Dakar, capital do Senegal.

Acabou que eu vi que a melhor forma seria viajando para Madrid e depois pegar um voo para Dakar com conexão em Lisboa. Não, comprando o voo Lisboa-Senegal não saía mais barato que Madrid-Lisboa-Senegal, de forma que comprei uma passagem Brasília-Madrid e outra Madrid-Senegal. Como já estava viajando para a Espanha mesmo, resolvi fazer uma viagem que fazia alguns anos que estava nos meus planos, visitar a Andaluzia na Espanha, mais precisamente a cidade de Granada. Entre Brasília-Madrid e Madrid-Senegal resolvi deixar um espaço de quatro dias e vamos para Granada.

Por que Granada

Não sei se vocês lembram do tempo de colégio, mas um dos momentos mais importantes para a história de Portugal/Espanha é o período conhecido como a Reconquista. Depois do início do Império Islâmico os muçulmanos tomaram todo o norte da África e adentraram na Península Ibérica (local onde ficam Portugal e Espanha) e quase a conquistaram inteira. Ficaram nela por quase 1000 anos até que a União das coroas de Castela, Leão e Aragão fundaram a Espanha moderna e foram expulsando os árabes. Granada foi a última “província” árabe a cair e por isso mantém até hoje forte herança muçulmana. Então viajar por Granada é como viajar pelo Marrocos ou pela Argélia só que dentro da Espanha. Além de tudo, em Granada fica uma das maiores e mais impressionantes construções humanas, o complexo de Alhambra, um forte/cidadela de porte impressionante só comparáveis aos fortes que eu tinha visto na Índia. Por isso empacotei as minhas coisas e segue para Granada.

Quando comprei a minha passagem para Espanha eu estava super tranquilo porque eu imaginava que, bem, a Espanha seria quase que um paraíso tropical no meio da Europa. 11 em cada 10 aposentados europeus endinheirados (leia, norte da Europa como Alemanha, Noruega, Suécia e correlatos) sonha em se aposentar e viver nos ares “tropicais” da Espanha, pelo menos era o que eu havia lido. Só esqueci que o tropical para quem tá acostumado com inverno de -20 é diferente do tropical de quem cresceu no Maranhão. Mano! Ainda bem que marquei de encontrar uma amiga espanhola que me alertou que em Granada estaria frio! Eu imaginando que era frio de 15, no máximo de 10 graus. Não! No dia em que eu iria chegar, no horário em que eu iria desembarcar do aeroporto 1a temperatura seria de MENOS DOIS graus!!! Pense no desespero!

Um pouco do “tropicalismo” que encontrei em um dia de sol de Granada
Com a responsável por eu não morrer de hiportermia na Espanha

Sai catando todas as luvas, cachecóis, gorros e o que mais eu pudesse achar pela frente em casa para poder levar já que, bem, eu não tenho casaco de frio para isso. No final passei algum frio, mas foi só por uma calça por cima da outra e várias camisas que deu para se virar.

Graças a minha amiga Elena também descobri um dos mais interessantes e legais costumes de Granada, as tapas com bebidas que irei explicar no próximo post

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Belfast, Irlanda do Norte – a capital europeia com guetos até os dias de hoje e a guerra entre católicos e protestantes

Para ir de Dublin para Belfast não é tão difícil. As duas cidades ficam a menos de 200km um das outras. Achei um serviço de bate e volta de Dublin e segui viagem.
Mais uma vez, não existe nenhum tipo de controle entre um país e outro, você vai em uma rodovia e de repente está na Irlanda do Norte.
Chegando em Belfast contratamos um serviço que já é famoso por lá. São uns taxistas que te levam aos bairros católicos e protestantes da cidade. Para quem não entende direito, resumindo, apesar da ilha da Irlanda (sim, a Irlanda é uma ilha com dois “países” nela, a Irlanda que a gente conhece e a Irlanda do Norte, parte do Reino Unido) ser em sua maioria composta por habitantes descendentes de irlandeses (católicos), a Irlanda do Norte é ocupada em sua maioria por descendentes de ingleses ou simpatizantes da Inglaterra (que são protestante anglicanos). Após um quebra pau danado, a maior parte da ilha (o sul e o centro) ficou independente do Reino Unido (criando o país da Irlanda), mas grande parte da região norte da ilha preferiu ficar com o Reino Unido e aí começaram os problemas.
A minoritária parte irlandesa de Belfast (católicos) queria se juntar ao recém-criado país da Irlanda, mas a maioria da população descendente de colonos ingleses queria continuar como estava, até mesmo por temer o que poderia acontecer com eles caso eles se juntassem à Irlanda (assim eles deixaram de ser maioria na Irlanda do Norte para serem minoria na Irlanda) e então o circo estava armado.
Houve tratativas de um lado e do outro, mas a coisa logo desbancou para a pancadaria. Os ingleses (protestantes), em maioria na parte norte da ilha, gentilmente sugeriam aos irlandeses (católicos) que fossem embora. Obviamente desciam uma camaçada de pau nos irlandeses que, mais uma vez, eram minorias. A situação foi tão saindo do controle que quem era protestante/inglês achou por bem mudar para um bairro de maioria inglesa e quem era irlandês/católico fazia o mesmo e logo começaram a surgir bairros protestantes e bairros católicos. Os católicos temendo os protestantes começaram a murar os seus bairros criando verdadeiros guetos que existem até hoje. Sim, existe hoje um muro “da paz” de quase seis metros de altura (“big walls make better neighbours”, ou “paredes altas fazem bons vizinhos” dizia meu taxista) circundando os bairros católicos no melhor estilo idade média. E a situação é tensa. Dá sete horas da noite o portão fecha e ninguém entra, ninguém sai. Para ter acesso ao bairro católico você tem que entrar pelo centro da cidade (zona considerada “neutra”) onde há um buraco no muro para isso.

Fotos do muro e das grades


Quando você vai nos bairros católicos e também aos protestantes tem as famosas pinturas nas paredes que exaltam feitos e acontecimentos ingleses (bairro protestante) e irlandeses (bairro católico). Hoje em dia eles são mais de boa, mas até um tempo atrás eles eram bem agressivos, exaltando massacres de ambos os lados. Outra coisa interessante é que não importa o bairro, católico ou protestante, as casas são todas iguais.

Só sei que depois de 1998 houve um acordo de paz e hoje a cidade de Belfast pode ser cruzada de cabo a rabo sem problemas. Pelos relatos que a gente ouvia teoricamente isso não era possível antes do acordo de paz. Um ônibus como o que eu havia viajado de Dublin, todo verde e com bandeiras da Irlanda, nunca poderia trafegar livremente por Belfast. Segundo o meu guia, se isso ocorresse em algum momento ele seria parado e todo mundo seria executado. Eu achei que ele deu uma exagerada, mas quem sou eu para duvidar.
Risada mesmo eu só dei quando os taxistas falavam para a gente não pisar na grama das casas porque, devido a guerra, eles misturavam pólvora na comida dos cachorros, então quando alguém pisava BUM, voava pelos ares. Foi bobinho, mas eu ri.

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Irlanda e a sua temida imigração

Eu nunca tive muita curiosidade em viajar para a Irlanda. Na verdade, na verdade, eu fui mesmo porque já estava na Inglaterra e queria contar mais um país. Cheguei ainda pela manhã em Dublin, a capital, e dei uma passeada pelo centro da cidade. Mano, tudo de interessante que tem para ver você consegue ver em uma tarde. Depois fiquei pensando o que iria fazer o outro dia inteiro que eu ainda tinha pela cidade. 

Dublin parece ser uma cidade muito da hora para quem é solteiro e sai para balada, porque eu passei pelos pubs e tudo parecia muito legal. Porém, não era o meu caso.

O que me impressionou mesmo em Dublin foi o tanto, mas o TANTO de brasileiros que você vê andando pelas ruas de lá. Cara, é impressionante. Sou capaz de apostar que só em Lisboa eu tinha visto tantos brasileiros pelas ruas.

E a imigração? Eu já tinha visto muita gente falando da imigração da Irlanda. Que ela era muito rigorosa e por isso era a segunda que me deixava mais preocupado depois da inglesa. Como foi? Mas uma vez foi super de boa. O engraçado foi que não existe controle de imigração na volta da Irlanda para o Reino Unido e nem da Irlanda para a Irlanda do Norte (que faz parte do Reino Unido).

Por último, encontrei um burrito muito bom andando pelo centro de Dublin com uma internet wi-fi maravilhosa. Acabou que eu ia lá todo dia fora que várias vezes no dia eu ficava na frente da loja para poder pegar sinal de Wi-fi, já que eu não comprei o chip para internet no celular.

No final, fiquei pouco em Dublin, porque, conforme falei, não vi muita graça por lá. Pesquisando um pouco na internet, vi que havia um passeio de ônibus onde você ia à Irlanda do Norte e voltava a Dublin no mesmo dia. Aí não pensei duas vezes, vamos! Sempre quis conhecer Belfast e aquela era a melhor oportunidade possível!