Ilhas Maurício: O Tesouro Escondido do Índico com História, Natureza e Curiosidades Surpreendentes!

Sabia que Maurício é um país insular no meio do Oceano Índico? Sabia que Maurício foi o lar do mais icônico dos pássaros extintos, o Dodô? Sabia que Maurício é o único país africano cuja religião principal é o hinduísmo? Lê até o fim do texto que você vai aprender tudo sobre esse pequeno país perdido no meio do oceano.

Aproveitando que já estava pela região, comecei a analisar um antigo sonho meu que era visitar um país insular no meio do Oceano Índico e que sempre havia me fascinado, era a hora das Ilhas Maurício. Peguei um voo direto low cost de ida e volta da África do Sul e lá estávamos nós em Maurício. 

O que sempre me fascinou sobre Maurício foi o fato desse país estar sempre disputando com Seychelles o melhor índice de qualidade de vida, o IDH, da África. Isso ocorre porque Maurício é uma democracia estável e plena desde a sua independência em 1968 além de que, por motivos históricos, possui uma população com baixa desigualdade de renda para níveis africanos.

Maurício é um país insular localizado no Oceano Índico, a cerca de 2.000 km da costa sudeste do continente africano. Sim, o pedaço de continente mais próximo de Maurício está a quase uma distância de São Luís a Brasília, ou seja, dá para cruzar o Brasil quase inteiro. Eles têm mais ou menos o tamanho da cidade de São Paulo ainda que a sua população seja de cerca de 1,3 milhão.

História e geografia de Maurício

Inicialmente, Maurício não tinha ocupação humana o que levou a ilha a ter uma fauna e flora única sem interferência de seres humanos pré-históricos. As ilhas chegaram a ser visitadas por árabes e portugueses que não tiveram muito interesse em colonizar. As ilhas só começaram a ter assentamentos humanos depois de virarem uma colônia holandesa (1638–1710) (que deram o nome de Maurício em homenagem a Maurício de Nassau). Depois foram colônia francesa (1715–1810) e Inglesa (1810-1968) até 1968, quando o país conquistou sua independência.

Durante a colonização francesa, Maurício começou a prosperar devido as plantações de cana de açúcar utilizando o trabalho escravo. Porém, a ilha foi tomada pelos ingleses que logo aboliram a escravidão impondo um sistema de “contrato” onde pessoas do mundo inteiro, mas principalmente das colônias inglesas, poderiam ir para Maurício trabalhar sob contrato. Os contratantes pagavam a sua viagem, você tinha direito a comida e moradia, um pequeno salário e depois de cinco anos de trabalho poderia mudar de emprego ou ir embora. Era algo semelhante ao que iria acontecer depois com a população de alemães e italianos que migraram ao Brasil. Cara, apesar da qualidade de vida dos “contratados” não ser das melhores, era uma perspectiva de vida muito melhor do que eles tinham nos países deles, motivo pelo qual uma pancada de gente, principalmente da Índia, começou a emigrar para lá. Depois dos cinco anos de contrato, eles acabavam por lá ficando. Esses “contratados” são os ascendentes de 70% dos habitantes de Maurício e um dos motivos de quase metade da ilha ser de descendentes de indiano. Hoje o porto e estalagem onde os trabalhadores contratados chegavam é preservado e um dos lugares mais importantes para Maurício.

Estalagem onde a maioria dos imigrantes de Maurício chegaram para trabalhar

Devido a esse tanto de colonização diferente, a população mauriciana é multiétnica, multirreligiosa, multicultural e multilíngue. O governo é parlamentarista e o país está entre os melhor classificados em termos de democracia, liberdade econômica e política não só da África como do mundo todo, estando em uma situação muito melhor que a do Brasil.

Além disso, a ilha é famosa por ter sido o habitat do dodô, uma ave extinta devido à intervenção humana logo após o início da colonização. Inclusive o nome dodô vem da palavra “doido” em português, já que os portugueses viram aquele bicho grande e desengonçado e resolveram chamar ele de doido, dodô. Maurício é o único país da África onde o hinduísmo é a religião predominante. A administração pública utiliza o inglês como principal idioma, embora não haja uma língua oficial definida. O francês e o crioulo mauriciano são falados pela grande maioria da população.

O dodô

Chegando às Ilhas Maurício

Rapaz, apesar de ser um país que vive do turismo, a imigração dos caras foi bem chata. O tio ficou me perguntando onde ia, o que ia fazer, onde ia ficar e não arredou o pé enquanto eu não dei um número de telefone de Maurício para ele. Não adiantou eu falar que eu não tinha, tive que dar o telefone do cara do Airbnb.

Tranquilo, peguei um táxi e fui pro meu Airbnb. Apesar de parecer ser uma ilha pequena, Maurício é extensa. Cara, do aeroporto até a capital da ilha foi quase uma hora de carro. Fiquei hospedado em um Airbnb que ficava de frente a um hipódromo. Beleza, não achei que era nada demais. Rapaz… depois eu descobri que aquele era o hipódromo mais antigo do mundo em funcionamento e o mais antigo do hemisfério sul. Ele é tão importante para Maurício que foi o primeiro lugar onde eles puseram a bandeira depois que o país ficou independente.

O hipódromo

Sim, eles gostam muito de corrida de cavalos, mas o esporte mais popular em Maurício. Engraçado que essa preferência pelo futebol também se mostrava presente em outro país insular do Índico que eu viajei, as Maldivas. 

Viver em Maurício

Cara, parece que viver em Maurício é muito tranquilo. Como falei, o país tem um índice de desenvolvimento humano maior que o Brasil, então daí você já tira como é a realidade local. A população é bem-educada e todo mundo parece viver bem. Vi poucas pessoas em situação de rua e nenhum pedinte.

Eles têm ensino público até o ensino médio. Pro ensino superior eles tem tipo um ENEM da ilha para poder ranquear os estudantes. E, cara, os 10 melhores colocados de cada ano ganham bolsas do governo para estudar no exterior. Bacana, né? Outra coisa interessante, as universidades não eram gratuitas, mas nos últimos anos se tornaram públicas. Geralmente você tem o sentido contrário, as universidades públicas que antes não cobravam mensalidade gradualmente estão começando a cobrar, em Maurício foi o contrário, antes pagava, agora não mais.

Um taxista que eu fui conversando, me falou que ele sabia falar inglês, francês e árabe. Perguntei porque ele falava árabe e ele me explicou que era porque ele tinha que escolher uma língua estrangeira para aprender na faculdade e ele escolheu árabe. Simples assim.

Fiquei pensando como Maurício tem uma realidade parecida com da Ilha de São Luís. As ilhas tem quase a mesma área, quase a mesma população, mas Maurício é ABSURDAMENTE mais desenvolvida.

Uma última curiosidade, atualmente a língua portuguesa vem sendo promovida no país e já é ensinada em algumas instituições para atender as condições para o país alcançar uma de suas metas, que é fazer parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Desde 2006, Maurício já é um observador associado da CPLP e eles estão trabalhando para serem membros plenos.

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Namíbia – O paraíso onde o deserto encontra o mar

Há alguns anos eu já estudava a ideia de viajar para o sul da África já que a África é um dos continentes que eu menos viajei. Comprei a minha passagem e lá vamos nós. Como eu já tinha viajado a África do Sul (e inclusive já escrevi sobre ela) deixei Joanesburgo como hub e saí comprando as minhas passagens de lá. O primeiro país que escolhi nessa jornada foi a Namíbia (depois Ilhas Maurício, Essuatíni e Moçambique). Confesso que sabia muito pouco da Namíbia, a não ser que ela ficava do lado da África do Sul e que tinha sido colônia da Alemanha por um breve período de tempo, mas confesso que me surpreendi com o país.

A Namíbia é um país extremamente turístico por conta principalmente do deserto Kalahari que toma quase todo o país. O nome Namíbia vem do nome do deserto Nanime e que significa “área onde não há nada ali”. E, sim, isso não é força de expressão, o país é parcamente povoado. O país tem o tamanho do Paquistão e da Venezuela, mas, enquanto a Venezuela tem uma população de 29 milhões e o Paquistão de 250 milhões, a Namíbia não chega a 3 milhões. Sim, é uma população menor que a de Brasília. Isso faz com que a Namíbia seja o segundo país com menor densidade populacional do mundo, só perdendo para a Mongólia.

Mais uma vez, eu confesso que eu me surpreendi com o país, pelo menos as cidades que eu visitei, Swakopmund e Walvis Bay. Tudo era extremamente limpo e organizado e, cara, como eles eram pontuais. Enquanto no Brasil quando alguém marca com você as onze, você espera que essa pessoa chegue entre 11 e meio-dia, na Namíbia os caras marcavam 11 horas e 10h50 já estavam na porta te esperando. Gostei demais disso. Outra coisa, tudo se resolvia pela internet ou com o cartão de crédito, até o táxi. Isso pode parecer bobeira, mas fora do Brasil, isso não é tão comum assim e você sempre tem que andar com um bando de dinheiro no bolso. Enquanto a África do Sul, do lado da Namíbia, é que nem o Brasil em questão de violência, a Namíbia era extremamente segura e tranquila. Acho que deu para perceber o quanto eu gostei do país, né?

Acabei escolhendo a cidade de Swakopmund por ela ser uma cidade com estrutura e também famosa pelos passeios no deserto. Além disso ela é uma cidade fortemente ligada a Alemanha, então busca ter uma arquitetura inspirada em uma cidade alemã e grande parte dos brancos falam alemão. No final meio que realmente parecia uma cidade da Alemanha mesmo.

Por último, pô, vi que a Namíbia era quase que só um deserto. Porém vi as fotos de Swakopmund e o lugar parecia um paraíso, praias de águas cristalinas e areias brancas convidativas. Achei que iria vir para um paraíso tropical, né? Rapaz… quando eu cheguei… era um frio da moléstia, daquele de doer os ossos. Fora que ventava, ventava… VENTAVA… Cara, nunca passei tanto frio na África quanto nessa viagem. Às vezes dava até preguiça de sair do quarto porque você lembrava o quanto tava frio lá fora e o tanto que iria dar trabalho botar todas aquelas roupas uma por cima da outra para poder sair. Mas enfim, foi muito legal, viu?

História da Namíbia

A Namíbia era originalmente habitada por grupos indígenas como os San, Damara e Nama. Inclusive os San são famosos por falar aquele idioma que utiliza cliques com a língua. Conversei com um guia que era San e ele me explicou que tinham sete cliques diferentes de língua. Ele fez os sete para mim e pareciam tudo igual na verdade, kkk. Os portugueses foram os primeiros a chegar na Namíbia em 1486 com Diego Cão (sim, esse era o nome do navegador mesmo), mas não chegaram a querer colonizar. A região só passou a ser colonizada pelos alemães no final do século XIX. Com os alemães os locais começaram a comer o pão que o diabo amassou, culminando no genocídio dos povos Herero e Nama entre 1904 e 1908, quando milhares foram mortos ou forçados a viver em condições desumanas. No cemitério de Swakopmund dá para ver centenas de túmulos desses povos enterrados de forma simbólica no cemitério depois. Esse cemitério é interessante porque dá para ver que no começo dele só tem túmulos de brancos, mas, nas partes mais recente são misturados túmulos de negros e brancos. Você consegue ver pelas fotos das sepulturas.

Após a Primeira Guerra Mundial, a Namíbia foi transferida para o controle da África do Sul e aí as coisas começaram a piorar de verdade. Em vez de conduzir a Namíbia à independência, a África do Sul impôs políticas de apartheid semelhantes às praticadas em seu próprio território. Conversando com um cara da Namíbia que viveu durante o tempo do Apartheid, ele me falou que os alemães foram ruins para a Namíbia, mas nada poderia ser pior que os sul Áfricanos. Durante a ocupação sul Áfricana ocorreu tudo como exatamente ocorria na África do Sul, com os negros sendo obrigados a viver em favelas insalubres (as famosas Townships) e sendo proibidos de circularem no bairro dos brancos. Apenas negros que trabalhassem nas casas dos brancos poderiam circular nesses bairros, ainda assim se tivessem um “passe” que eles deveriam sempre carregar consigo. Ele me dizia que os brancos cuspiam nos negros que viam nas ruas e que se um branco matasse um negro, nada acontecia. Porém, a vida na Namíbia era ainda pior que a vida na África do Sul, já que a Namíbia era vista como uma colônia, então nem universidades eram permitidas por lá. A um negro era proibido ter alguma educação além da mais básica, porem se um branco da Namíbia quisesse estudar na universidade, ele teria que viajar para a África do Sul. Segundo as pessoas que conversei lá, isso meio que se mantem até hoje, haja vista que a Namíbia tem até algumas universidades, mas elas são bem recentes e se você quer uma boa universidade você ainda tem que viajar a África do Sul ou, se for muito rico, ir para a Europa. Felizmente, em 21 de março de 1990 a Namíbia conquistou sua independência. Porém a colonização sul africana foi tão forte que até hoje brancos e negros se comunicam em Africâner, a língua dos brancos sul africanos.

Como é viver na Namíbia

Parece ser relativamente mais tranquilo viver na Namíbia que na África do Sul, pois a África do Sul pode até ser mais rica, mas a Namíbia é absurdamente menos violenta. Hoje não existe mais política de apartheid então brancos e negros parecem conviver bem. Perguntei a um guia se os brancos costumavam tratar os negros bem hoje em dia e ele me respondeu sorrindo “tratam sim, até porque eles são minoria, então é bom que nos tratem bem”. Conheci alguns brancos por lá e eles falavam que viviam de boa e nunca pensaram em ir embora, afinal, eles eram da Namíbia e se viam como Namibianos. Um guia branco chegou a me contar que ele era da Namíbia, seus pais, seus avós, seus bisavós e seus trisavós, então não teria como ele se enxergar sendo de outro pais. E cara, ele era brancão mesmo, daqueles alemão galego imenso. 

Conheci também uma menina da África do Sul que mudou para a Namíbia porque casou e falou que não mudava de Swapokmund por nada na vida. Só reclamava que era difícil a questão da papelada. Se você é casado com alguém da Namíbia precisa esperar dez anos para pedir cidadania, pagar uns 5000 reais e ainda assim pode ter a cidadania rejeitada. Cara, eu fico pensando o que esses caras têm na cabeça, a maioria dos países ricos você consegue cidadania depois de 5 anos casado (Portugal depois de 3, se você tem filhos), mas parece que quanto mais pobre é o país, mas eles querem dificultar imigração para lá.

Existe ensino público na Namíbia, porém só até o ensino médio. Ainda assim, só em algumas cidades. Então se você é de uma cidade pequena, tem que viajar para cidades maiores para estudar. Conheci vários caras que eram de cidades pequenas, se mudaram para Swakopmund para estudar o ensino médio e por lá ficaram. Universidade: Só pagando ou lutando por umas poucas bolsas de estudos oferecidas pelo governo. 

Swakopmund

O mais legal de Swakopmund é que você tem uma oportunidade de explorar um destino onde o deserto e o oceano se encontram de forma espetacular. Situada entre as dunas do Deserto da Namíbia e o Oceano Atlântico, a cidade é um ponto de partida para atividades que vão desde passeios de quadriciclo e sandboard nas dunas até passeios de camelos. O clima ameno, em comparação com o calor extremo de outras partes da Namíbia, torna Swakopmund um lugar bem aprazível.

Além das atividades da cidade, os arredores de Swakopmund oferecem oportunidades de exploração. O mais conhecido é o passeio a Sandwich Harbour, uma área de preservação natural onde as enormes dunas de areia literalmente encontram o mar, criando um cenário único. É possível fazer excursões guiadas em veículos 4×4 para explorar essa região isolada, onde a combinação de mar, deserto e vida selvagem faz dela uma das paisagens mais icônicas do país. Assim, é caro, mas valeu cada centavo.

Além disso, Swakopmund é cercada por outros pontos de interesse, como o Parque Nacional Namib-Naukluft, que oferece trilhas e paisagens montanhosas, e a Welwitschia Drive, uma rota panorâmica onde você pode ver a planta milenar Welwitschia mirabilis. A diversidade de passeios ao redor da cidade, somada à herança colonial alemã presente na arquitetura e na gastronomia local, faz de Swakopmund um destino muito legal para quem busca uma combinação de natureza, cultura e aventura.

O que era interessante em Swakopmund é que, mano, para onde você olhava você via areia. Eu já tinha visto cidades no meio da areia do deserto, mas cidade assim na beira da praia e sendo deserto foi a primeira vez. E muito legal. Você está andando no meio da rodovia e, se sai 100 metros, cai no meio do desertão.

Teve um motorista que foi me buscar e me levar do aeroporto. Cada viagem foi uma hora, então a gente foi conversando demais. O cara era gente boa e me falou que tinha morado em Angola, falava até um pouco de português. Essa proximidade entre Angola e Namíbia é bem forte e eu pude conhecer vários Namibianos, brancos e negros, que já tinham morado um tempo em Angola. Na verdade, muitos angolanos fugiram para a Namíbia durante a guerra civil angolana. Hoje há uma comunidade grande vivendo no norte próxima a fronteira com a Namíbia.

Outra coisa que eu pude notar é que o futebol é bem popular na Namíbia, porém só entre a população negra. Os brancos gostam mesmo é de Rugby da mesma forma que ocorre na África do Sul.

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Dubai Além dos Arranha-Céus: Descobrindo as Fascinantes Ilhas Artificiais

Obviamente eu não poderia terminar o post sem escrever sobre as ilhas artificiais Palm de Dubai. Elas são um conjunto de ilhas artificiais em forma de palmeira que foram construídas ao largo da costa. Elas foram projetadas para aumentar a área costeira de Dubai e oferecer espaços residenciais e turísticos de alto padrão.

O projeto das Palm Islands começou no início dos anos 2000 e foi uma das mais ambiciosas empreitadas de engenharia do mundo. Cada ilha foi construída a partir de terra e areia dragadas do fundo do mar e moldadas na forma de uma palmeira, com tronco, frondes e uma crescente série de palmeiras.

As Palm Islands consistem em três principais ilhas artificiais: Palm Jumeirah, Palm Jebel Ali e Deira Island. Palm Jumeirah, a primeira a ser construída, é a mais famosa e já está totalmente desenvolvida, com uma variedade de resorts de luxo, hotéis, residências, parques temáticos e centros comerciais. Palm Jebel Ali é a segunda maior das Palm Islands e, embora ainda não esteja totalmente concluída, está prevista para abrigar mais projetos residenciais e de entretenimento. Deira Island é a menor das três e está em fase inicial de desenvolvimento.

As Palm Islands são um símbolo do crescimento e desenvolvimento de Dubai, demonstrando a capacidade da cidade de realizar projetos grandiosos e inovadores. No entanto, também surgiram preocupações ambientais sobre o impacto dessas construções no ecossistema marinho e na qualidade da água ao redor das ilhas.

Além dessas Palm, eles também fizeram ilhas em formato de mapa mundi. Conhecidas como “The World” (O Mundo, em português), essas ilhas artificiais foram construídas para representar os continentes e países do mundo em escala reduzida, formando um mapa mundi em miniatura.

O projeto “The World” foi concebido no início dos anos 2000 como uma extensão das Palm Islands, com a intenção de criar um destino turístico exclusivo e uma comunidade residencial de luxo. Cada ilha representa um país ou grupo de países, e a ideia era oferecer aos proprietários de cada ilha a oportunidade de criar suas próprias residências ou resorts personalizados.

A construção das ilhas começou em 2003 e envolveu a dragagem de areia do fundo do mar para criar a forma de cada ilha. No entanto, o projeto enfrentou diversos desafios e atrasos ao longo do caminho, incluindo dificuldades financeiras e questões técnicas. Como resultado, muitas das ilhas ficaram largadas.

Embora algumas das ilhas de “The World” tenham sido vendidas e desenvolvidas, outras permanecem praticamente intocadas, dando à área uma aparência surreal de um mapa mundial inacabado no meio do oceano. Atualmente, o projeto enfrenta críticas e especulações sobre seu futuro, especialmente devido aos desafios financeiros e ambientais associados à sua conclusão e manutenção.

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Perambulando por Dubai: A Majestade do Burj Khalifa e do Burj Al Arab

Obviamente uma viagem a Dubai não tem como deixar de fora o Burj Khalifa. Explorar os arredores do Burj Khalifa é muito legal. Desde a sua conclusão em 2010, este arranha-céu icônico tem sido um símbolo de Dubai. A intenção com a construção do edifício não foi apenas para adicionar um edifício gigante ao horizonte, mas sim para projetar uma marca demonstrando o potencial de Dubai como centro global de negócios, turismo e inovação. O nome “Burj Khalifa” foi escolhido em homenagem ao Sheikh Khalifa bin Zayed Al Nahyan, o dono dos Emirados Árabes Unidos no momento da construção do edifício.

Ele possui impressionantes 828 metros de altura e é o tipo de construção que você só consegue fazer em país em que você pode gastar sem se preocupar em prestar contas (não à toa que o próximo maior edifício do mundo está sendo construído na Arábia Saudita, outro país em que prestar contas não é muito a preocupação do governo local). Pelo sim, pelo não, hoje todo mundo se lembra do Burj Khalifa quando se fala em Dubai e é um ícone reconhecido no mundo inteiro.  Com investimentos maciços em infraestrutura, turismo e comércio, Dubai transformou-se em um ímã para turistas, principalmente de luxo e o Burj Khalifa é um dos grandes responsáveis por isso. O Burj Khalifa tornou-se um símbolo não apenas de Dubai, mas de todo o os Emirados Árabes Unidos em nível mundial.

Você pode subir no Burj Khalifa para poder bater fotos de toda Dubai. Eu mesmo não fui nem ver, porque pelo que eu soube você nem vai lá em cima, só sobe metade dos andares, fora que é uma baita de uma fila para conseguir. Além disso, tem vários prédios em Dubai onde você pode subir e bater fotos aéreas da cidade e, bem, a graça é bater foto do Burj Khalifa e não bater fotos sem ele. Acabei indo em um prédio que é conhecido como o melhor local para bater fotos do Burj Khalifa. Cheguei lá, descobri que você podia subir em um escorregador e ir descendo ao lado do prédio vendo todo o centro financeiro ao redor do Burj Khalifa como cenário enquanto descia o escorregador. Eu juro que eu fiquei pensando que você descia, sei lá, uns 30 andares desse escorregador. Fiquei quase uma hora na fila e, mano, juro, não devia descer um andar inteiro.

Mano, olha que rolê mais ou menos esse escorregador.

Só não fiquei tão chateado porque, realmente, era muito bom bater foto do Burj Khalifa de lá e também tinha um local suspenso onde você podia andar em um chão transparente. Então foi muito legal.

De noite ao redor do Burj Khalifa tem uns showzinhos noturnos. Eles são até legais
Também dava para você pagar um adicional e ficar suspenso para bater algumas fotos instragramáveis. Cara, eu não curto isso de ficar suspenso
Pelo menos dá para bater uma fotos legais do Burj Khalifa, como essa aqui.
A passarela de onde dava para ver a cidade de cima

Além do Burj Khalifa um dos hotéis mais famosos e icônicos de Dubai é o Burj Al Arab. Situado em uma ilha artificial em forma de palmeira, ele é reconhecido mundialmente por sua arquitetura deslumbrante e luxo incomparável. Com sua estrutura em forma de vela, o Burj Al Arab é um marco impressionante no horizonte de Dubai, simbolizando a opulência e a modernidade da cidade.

O Burj Al Arab

O interior do Burj Al Arab é igualmente impressionante, com design extravagante e instalações de primeira classe que atendem aos mais altos padrões de conforto e sofisticação (não que eu tenha entrado lá). Além disso, o Burj Al Arab é conhecido por seu serviço de ponta, onde uma equipe dedicada se esforça para atender a todas as necessidades e desejos dos hóspedes.

Além de suas suítes luxuosas, o Burj Al Arab abriga uma variedade de restaurantes premiados, incluindo opções de culinária internacional e pratos exclusivos preparados por chefs renomados. O hotel também oferece instalações de lazer como piscinas, spa e acesso exclusivo à praia. Com sua combinação de beleza arquitetônica, serviço impecável e comodidades indulgentes, o Burj Al Arab continua a ser um destino de referência para viajantes em busca do mais alto padrão de hospedagem em Dubai.

Não, eu não entrei lá. Não tenho tanto dinheiro assim

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Dubai Mall e Miracle Garden: Explorando Dois Tesouros de Dubai

No outro dia resolvi ir ao Dubai Mall, outro cartão postal de Dubai. Ele é simplesmente impressionante (e olha que nem sou muito de ir em shoppings). O lugar é uma experiência por si só. Fica no coração de Dubai e dizem ser o maior shopping do mundo, sabe? Tipo, tem mais de 1.200 lojas lá dentro! É loucura! Tem desde as marcas mais chiques até um monte de lojinhas legais. E não para por aí, não! Tem um aquário gigante lá dentro, o Dubai Aquarium & Underwater Zoo, onde dá para ver uma porrada de peixes e bichos marinhos. Eu como já vi muito aquário na vida acabei não entrando

Se liga no aquário NO MEIO do shopping
Essa aqui é uma das mais icônicas esculturas do Dubai Mall
Na meiuca do shopping
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Além disso fui visitar o fascinante Dubai Miracle Garden, um oásis de flores e esculturas em meio ao deserto dos Emirados Árabes Unidos. Ele foi inaugurado em 2013 e abriga mais de 150 milhões de plantas transformadas em gigantescas esculturas florais, incluindo uma réplica do avião A380 da Emirates, a escultura mais famosa.

A escultura mais famosa do Miracle Garden
Ah, é um rolê legal, vai?

Durante a temporada de outono-inverno, época que tive sorte de ir, os visitantes podem explorar os mais de 72 mil m² meticulosamente projetados e renovados ano após ano. Imagino que no verão não deva dar para ir porque as flores devem torrar com o calor. Quando eu fui tinha de barcos a réplicas de personagens da Disney. Além disso, o complexo também abrigava o Dubai Butterfly Garden, um dos maiores jardins de borboletas cobertos do mundo, com cerca de 15 mil borboletas de diferentes variedades em uma estufa de mais de 6 mil m², mas que era pago a parte. Como eu tinha pouco tempo, acabei só explorando mesmo aquele paraíso floral. Cara, pior que eu acabei gostando muito mais do que eu imaginei que iria gostar.

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Entre Conexões e Multidões: A Experiência no Aeroporto de Dubai e no Dubai Frame

Os Emirados Árabes Unidos não exigem visto de turista de brasileiros. Na verdade, de todos esses países que eu viajei, só o Bahrein mesmo que precisa de visto de turista. Se no aeroporto de Doha eu encontrei muito menos gente do que eu imaginava que iria encontrar, Dubai foi o contrário, lá tinha MUITO mais gente do que eu imaginava que iria ver. Rapaz, como aquele aeroporto é imenso, na verdade, aparentemente é o maior do mundo em área.

Como o aeroporto é IMENSO, é meio complicado você conseguir sair dele. Eu tive problemas no meu segundo voo de volta porque desci em um Terminal que não é muito bem conectado com ônibus (acho que foi o Terminal 3) e, cara, paguei de Uber quase o que eu paguei de passagem.

Mercados e Molduras: A Experiência Turística na Dubai Antiga – Dubai Souq e Dubai Frame

Por uma dessas incríveis coincidências do destino, acabei chegando em Dubai no mesmo dia em que o meu irmão que mora nos Estados Unidos chegaria para fazer uma conexão em direção a Índia. Consegue acreditar nisso? Ele iria passar um dia em Dubai e eu também.

Acabou que fomos visitar a região antiga de Dubai e algo como seria o antigo mercado central (ou Souq, como se chama nessas áreas). Eu falo que é antigo porque realmente parecia ser onde o povo da região ia comerciar, porém hoje em dia só tem coisa turística. Era interessante como a gente conversava em português e os vendedores (indianos em sua imensa maioria) reconheciam e começavam a falar algumas gracinhas em português para gente. O mais engraçado é que o que eles mais falavam era “Brasileiro? Lula ladrão, viva Bolsonaro” o que dá uma pista do espectro político da maioria dos brasileiros que viajam a Dubai, kkk.

Eu, meu irmão e minha cunhada na entrada do Dubai Souq

O centrinho é bem turístico mesmo, mas é muito legal. Acabou que nesse primeiro dia ficamos passeando por lá e até demos uma volta em um barco que, apesar de ser um passeio bem interessante, custa quase nada o transporte, já que ele realmente é um transporte público que a população local usa para poder atravessar o rio que corta o centro.

Se liga nas instruções de não lavar o pé na pia e de como usar o vaso sanitário (foto abaixo). Tem uma galera muito humilde que vem “trabalhar” (na verdade ser escravizada) em Dubai.
Passeio de barco que fizemos que custa quase nada

Além disso também visitamos “The Frame” (algo como “A Moldura”) uma construção em formato de moldura de quadro. É uma construção IMENSA com 150 metros de altura no meio de Dubai com nenhum tipo de serventia, a não ser ter um elevador que te leva muito, mas MUITO alto e de onde você pode bater várias fotos aéreas de Dubai. Sim, é isso mesmo, é um prédio sem serventia alguma a não ser servir como atração turística no meio de Dubai. Também tem uma passarela elevada transparente de 93 metros de comprimento (em 150 metros de altura) que até dá um pouco de vertigem de caminhar em cima dela. Sim, é muito legal subir lá e vale cada centavo. Além disso, ele faz “moldura” para o Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo. No final, tem um túnel de neon que guia a gente até uma exposição interativa de realidade aumentada.

The Frame
Dentro do the Frame

Embora o projeto tenha sido conduzido sem grandes controvérsias (até porque ninguém tem muita coragem de gerar controvérsias em Dubai), recentemente surgiu a informação de que o desenho pode ter sido utilizado sem o consentimento do arquiteto responsável por sua concepção. Quero ver ele ir reclamar lá para o Khalifa.

Dentro do Frame é legal porque dá para bater várias fotos aéreas de Dubai. Perceba o Burj Khalifa lááááá atrás ao fundo

Nos outros dias eu gostava de ficar perdido por Dubai até mesmo para poder ficar batendo fotos dos arranha-céus que são distribuídos por toda a cidade.

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Dubai e os Emirados Árabes Unidos

Depois de ter passado por Catar, Omã e Bahrein era chegada a hora de eu visitar o meu último país do Golfo Pérsico, os Emirados Árabes Unidos.

Uai, Emirados Árabes Unidos ou Dubai? Então, apesar de muita gente se confundir, Dubai não é um país, Dubai é uma das cidades (ou emirados) que fazem parte de um país chamado Emirados Árabes Unidos.

Conforme já expliquei várias vezes, essa região sempre foi parcamente povoada devido as agruras do clima. Antes da descoberta do petróleo, a região consistia principalmente de pequenas comunidades nômades que viviam da pesca, do comércio e da agricultura nos poucos oásis. No entanto, tudo mudou com a descoberta de petróleo nos anos 1950, que trouxe uma revolução econômica e social para o país.

Dubai, em particular, surgiu como um ícone desse desenvolvimento. De uma vila de pescadores no século XIX, ela se transformou em uma metrópole global de renome no século XXI. A visão e o dinamismo de seus líderes impulsionaram o crescimento vertiginoso, resultando em arranha-céus futuristas, ilhas artificiais extravagantes e uma economia diversificada.

Hoje, Dubai é um dos principais destinos turísticos do mundo, conhecido por seus arranha-céus imponentes, centros comerciais luxuosos e uma vida noturna vibrante.

Prédios, prédios, prédios, por todos os lugares

Apesar de Dubai ser o emirado mais conhecido, a capital e maior Emirado é Abu Dhabi (apesar da população de Dubai ser maior). O que fez Dubai ser mais conhecido é que, como eles não tinham tanto petróleo quanto o seu vizinho Abu Dhabi, Dubai resolveu investir tubos de dinheiro para poder transformar a cidade quase que em um parque de diversões de concreto e ser conhecida mundialmente pelo turismo. E, bem, meio que deu certo, hoje em dia o turismo é a grande locomotiva da economia de Dubai, com o petróleo respondendo hoje em dia por menos de 8% da economia.

Como é a vida em Dubai

E, bem, a cidade é bem bacana mesmo. O problema é que ela é cara que só o diabo e toda espaçada. Assim, tem um bolsão aqui e ali de concentração e depois uns espaços vazios imensos. Então, assim, qualquer rolê mínimo que você quiser fazer leva a horas e horas dentro de metrô, trem, ônibus… Isso quando você não se perde. Cara, quando você se perde, aí sim é um problema, porque tudo é muito grande, as avenidas são muito espaçadas, então você passa um bom tempo andando, andando e andando.

Assim como no Catar, lá também tem a seção “gold” do metrô. É só um vagão separado com um estofado mais afrescaiado e que custa seis vezes mais para você entrar

O Golfo Pérsico é conhecido pelo calor insuportável que faz por lá, mas como eu fui em janeiro eu passei foi frio. Na verdade, teve lugar que eu fiquei menos que o planejado porque eu não tinha levado casaco e frio me castigava, até porque ventava muito.

Devido ao espaçamento da cidade, esses patinetes fazem um sucesso imenso em Dubai

O emirado é governado desde 1833 pela família Al Maktoum e, bem, vocês podem imaginar o quão é tranquila a dissidência política por lá. Hoje o dono do pedaço chama-se Mohammed bin Rashid Al Maktoum e, como todos os tiranos da região, adora posar de reformador ou grande mente brilhante do país.

O homem adora espalhar frases motivacionais de coach barato pela cidade. Vai lá criticar para você ver…

Para vocês terem conhecimento do quão fofo é o rapaz, em junho de 2019, a princesa Haya Bint al-Hussein, esposa do rapaz, supostamente fugiu da família real em busca de asilo político na Alemanha. O caso, nunca bem esclarecido, desencadeou um processo de divórcio que está sendo disputado nos tribunais de Londres. Ela, por via das dúvidas, nunca quis voltar para Dubai depois disso e está morando em Londres até hoje.

Esta não é a primeira vez que um membro próximo da família real de Mohammed Maktoum tenta escapar. Duas das filhas do sheikh, Latifa bint Mohammed al-Maktoum e Shamsa al-Maktoum, já haviam tentado fugir anteriormente. Latifa alegou ter sofrido abusos e prisão domiciliar no palácio real, enquanto Shamsa teria sido supostamente sequestrada em solo britânico e levada de volta ao Dubai em um jato privado.

Tudo isso levanta questões sobre o funcionamento interno da família real do Dubai e coloca em destaque preocupações sobre os direitos humanos e a liberdade individual em uma das regiões mais opulentas do mundo.

Além disso, como em todo Golfo Pérsico, nos Emirados Árabes Unidos muitos trabalhadores estrangeiros, principalmente vindos da Índia e arredores, enfrentam condições complicadas. Uma vez no país, alguns são submetidos a uma forma moderna de servidão, muitas vezes devido a dívidas acumuladas após a chegada. O confisco de passaportes é uma prática comum, especialmente entre trabalhadores não qualificados ou semiqualificados.

O ambiente de trabalho também apresenta seus próprios desafios, com operários enfrentando temperaturas escaldantes que podem chegar a 40°C a 50°C durante os meses mais quentes, como agosto.

Imagina você gastar milhões em um carro para quando você estacionar o povo ficar escorando nele na maior folga do mundo
Sim, mano, o povo é folgado mesmo. Olha só onde ele pôs o filho

As más condições de trabalho provocaram tensões significativas, como evidenciado pelo tumulto no estaleiro de construção do Burj Khalifa em março de 2006. Cerca de dois mil e quinhentos trabalhadores protestaram contra os baixos salários e as condições precárias, resultando em danos substanciais. Muitas vezes, a aplicação das leis trabalhistas existentes é inadequada, resultando em problemas significativos, especialmente para os residentes estrangeiros, que compõem cerca de 80% da população.

Além disso, a homossexualidade é ilegal nos Emirados Árabes Unidos e pode resultar em prisão.

Em um país conhecido por sua modernidade e luxo, há muita coisa em Dubai que fica debaixo do tapete para que o turismo possa florescer.

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Surpresas do Golfo: Desvendando o Encanto Inesperado do Bahrein

O Bahrein foi mais um daqueles países que eu viajei sem dar nada e acabei gostando para caramba do lugar.

Na verdade, o Bahrein é uma ilhazinha de nada, para se ter uma noção, ela é menor que a ilha de São Luís, e por isso eu imaginei que não iria ter muita coisa para ver por lá. Ledo engano.

Na primeira noite que eu cheguei lá eu já fui direto para o Museu Nacional do Bahrein. Como eu cheguei já de noite, um gordinho que parecia ser o gerente do lugar me deixou entrar sem pagar o tíquete. Isso conta como vitória, porque tudo no Bahrein é caro como só o diabo e eu nem quis saber quanto precisa pagar. Valeu gordinho.

Quando eu entrei no museu que eu pude ver o quão completo era o museu e o quão rica é a história do Bahrein. Existem registros de civilizações no Bahrein há milhares de anos atrás, desde a época do bronze. Na verdade, os povos que habitavam o Bahrein eram conhecidos como Dilmun e já fazia comércio com o povo da Mesopotâmia uns 3000 anos antes de Cristo. Isso ocorria devido a posição estratégica da ilha do Bahrein logo na entrada do Golfo Pérsico. Na verdade, há historiadores que defendem que as histórias bíblicas do Dilúvio e do Jardim do Edén tiveram como inspiração eventos climáticos ocorridos no Bahrein.

Museu do Bahrein

Alexandre o Grande não chegou a invadir o Bahrein, mas historiadores gregos já mencionavam essa região dando o nome dela de Tylos. Historiadores romanos também citavam “Tylos”. Ambos, gregos e romanos falavam das pérolas produzidas naquela região.

Devido também a esse posicionamento estratégico, os portugueses, sempre eles, montaram um forte durante o Império Português e por lá ficaram até o esfacelamento do império no século XVII. Os portugueses foram expulsos pelos persas (o atual Irã) e depois disso a região voltou ao seu marasmo econômico. Depois da expulsão dos portugueses o Bahrein vivia basicamente da produção de pérolas marinhas. Segundo o próprio museu do Bahrein, em 1905 havia 17.500 mergulhadores de pérolas em uma população de apenas 99.000 baremitas. Só para se ter uma ideia, o primeiro hospital do país só foi construído em 1902. A primeira escola no país só foi construída por volta de 1920. Antes os poucos lugares que tinham alguma educação eram para estudar o Alcorão.

Se liga no shape desse campeão. Ele tinha uma loja de alfataria. Até hoje eu tou tentando entender o que ele tem na cara.

Tudo isso vem a mudar com a descoberta que a ilha do Bahrein, como tudo naquela região, praticamente boiava em cima de petróleo. Quando o petróleo começou a jorrar tudo mudou e hoje o Bahrein é um dos países mais ricos do mundo e com um dos melhores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH).

E sim, também no Bahrein há indianos, filipinos e toda sorte de asiáticos para fazer os trabalhos manuais. Interessante que alguns indianos me falaram que você pode até se tornar cidadão do Bahrein depois de alguns anos (acho que era algo como 20 anos). Para isso bastava não cometer nenhum crime e comprovar que você tinha uma leve renda acima de 800.000 reais. Anima?

Banco “indiano” no Bahrein. Pelo que me falavam, o comércio no Bahrein é todo dominado por indianos

Apesar de achar que não ia ter muita coisa para se ver, eu acabei curtindo bastante o Bahrein, tanto pela sua rica história quanto pelo forte português que a gente pode visitar. O forte é uma das principais construções históricas do país e é super bem preservado. A única parte ruim é que o país é BEM caro, então não dá para ficar muito tempo por lá sem ir quase a falência. Para piorar não tem metrô, então ou é no Uber ou no busão. Mano… dinheiro foi embora ali…

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OMÃ: ENTRE FORTALEZAS PORTUGUESAS E TESOUROS DA HISTÓRIA – UMA EXPERIÊNCIA ÚNICA!

Depois do Catar dei uma rápida passada por Dubai (que vou descrever melhor no post sobre os emirados árabes unidos) e segui para o Omã.

O Omã, sim, foi um país que eu não tinha a mínima ideia que tinha por lá, só fui mesmo porque estava viajando pelo Golfo Pérsico então, pensei, por que não?

Como não precisa de visto para poder ir para lá, simplesmente comprei a passagem e vamos.

História do Omã

A primeira coisa que me chamou a atenção foi o nome da capital, era um nome que eu já tinha ouvido em algum lugar: Mascate.

Te traz alguma recordação esse nome?

Mascate no Brasil virou sinônimo de caixeiros viajantes, aqueles caras que iam viajando de cidade em cidade vendendo produtos que não estavam disponíveis naquela localidade. Na verdade, houve até uma guerra em Pernambuco que ficou conhecida como a Guerra dos Mascates quando a população de Recife entrou em guerra contra a população de Olinda. Fui pesquisar a improvável possibilidade de ser apenas uma coincidência fonética, mas não, o termo “mascates” para se referir a comerciantes vem realmente devido ao fato do povo do Omã, e de sua capital, Mascate, serem habilidosos comerciantes viajantes, o que levou ao surgimento do termo entre os portugueses. Doido, né?

Na verdade, a região de Omã seguiu a trajetória de grande parte das outras localidades do Golfo Pérsico, esparsamente povoada, dependendo do comércio e da produção de pérolas marinhas.

Ficou assim mais ou menos até quando os portugueses começaram a fazer o caminho para as Índias e lá instalaram um entreposto comercial para ajudar no abastecimento dos navios a caminho do subcontinente indiano.

Na verdade, hoje, próximo de Mascate, você tem muralhas, fortes e torres de observação construídas ainda pelos portugueses que ficaram lá até o esfacelamento do Império Português no século XVI.

Algumas das muralhas e torres que podemos ver ao redor de Mascate. Parte delas construídas pelos Portugueses

Com a saída dos portugueses, tudo voltou ao mesmo marasmo que era desde sempre com povos nômades e baixa atividade econômica.

E então surge o petróleo

O Omã era uma terra tão esquecida que chegou no início do Século XX com apenas 3 escolas no país inteiro. Até que no Século XX o Golfo Pérsico inteiro começou a nadar no petróleo e o Omã foi junto. O país não ficou tão rico quanto seus outros vizinhos do Golfo Pérsico, mas hoje é um lugar relativamente mais rico que o Brasil. E, bem, é um dos países mais seguros do mundo também.

Assim como os seus vizinhos, o país tem um dono e o simpático rapaz que manda no pedaço chama-se Haitham bin Tariq Al Said. Como todo governante absolutista ele quer passar uma imagem de reformador, de grande líder e de amado pelo povo, mas todo mundo sabe como são os calabouços onde são jogados quem se atreve a falar um ai contra o governo.

Foto do Al Said em um pequeno negócio de um indiano. É obrigatório? Acho que não. Mas vai não botar a foto do homem na sua loja. Ele tá em todo lugar, abaixo outra foto em uma sala Vip de aeroporto e também em todas as notas de dinheiro

Além disso, ele tenta passar uma imagem de que tem uma grande preocupação em educar a população, mas o índice de analfabetismo é parecido com o brasileiro (ok, não é ruim, mas não é a maravilha toda para você vender a imagem de grande reformador). Mas, assim, aparentemente há saúde e educação universais e pude perceber na rua que grande parte dos omanis podiam falar alguma coisa de inglês (o que é quase inexistente no Brasil, por exemplo).

Olha o tamanho do iate real

Inicialmente o Omã tentou ser meio que a Suíça do Golfo Pérsico, tentando ser um país neutro e moderador de conflitos na região, mas poucos países levam isso a sério (vez ou outra um ou outro acordo é assinado por lá, mas o conflito atual de Israel x Hamas em 2024, por exemplo, tá sendo mediado pelo Catar e ninguém nem ouviu falar do Omã). Também tenta passar a imagem de um país liberal, o que parece ser parcialmente verdade haja vista que, pelo menos ao tempo que estou escrevendo, havia várias ministras mulheres e aparentemente elas dispões de diversos direitos que não tem em outros países do Golfo Pérsico.

Caixas e caixas de bebidas sendo vendidas no aeroporto. Sim, no Omã é permitido bebida alcoolica. O que demonstra que é um país mais liberal que seus vizinhos

Assim como outros países do Golfo Pérsico, os filipinos, paquistaneses e indianos estão por todos os lugares fazendo os trabalhos de mais baixa qualificação (à exceção dos táxis porque, segundo um taxista me falou, apenas omanis podem ser taxistas). Isso faz com que quase metade da população inteira do país seja de estrangeiros.

Uma bela representação do que são os países do Golfo Pérsico. Shoppings imensos, mulheres com apenas os olhos a mostra e os filipinos limpando o chão
E esse campeão que arrancou a camisa no meio do aeroporto e ficou de boa?

Não sei se é porque lá não tem prédios muito altos (que, portanto, fazem sombra), mas a impressão que eu tive foi de sofrer muito mais de calor lá do que no Catar e em Dubai.

No final, a impressão que ficou do país foi muito boa. Todo mundo era muito gente boa com você pelas ruas e eu adorei as fortalezas portuguesas espalhadas pela cidade inteira. O Omã é um país muito pouco visitado e acho que isso faz com que ele seja bem mais interessante.

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VIAJANDO PELO CATAR

Confesso que o Catar meio que habitava o meu imaginário desde a época da Copa do Mundo. Eu meio que tentei de tudo para poder ir assistir a Copa de 2022, mas, cara, estava muito caro e inviável viajar pro Catar, quem dirá comprar ingressos para ver jogos.

Como o Catar é lar de uma das principais companhias aéreas do planeta, eu sabia que seria uma questão de tempo eu ter a oportunidade de conseguir um voo com conexão no Catar e ficar por lá nem que fosse algumas horas.

Então, nessas férias, comprei um voo para Dubai com conexão no Catar e lá vamos nós.

O Voo

Depois que eu comprei a passagem que eu fui ver. O voo tinha uma conexão em São Paulo (esperado) e depois tinha um singelo voo de CATORZE horas até Doha, no Catar. Mano, eu acho que o único voo que eu peguei parecido com isso foi o da Austrália há vinte anos atrás. Catorze horas é quase um Brasília-São Paulo de ônibus.

Fiquei um pouco preocupado porque a viagem de busão pelo menos você vai parando, dá uma volta nas rodoviárias e volta para o busão, mas ainda assim é cansativo. Você dorme em uma poltrona que reclina bem, geralmente com suporte para as pernas e ainda assim é cansativo. Imagina viajar 14 horas de avião com uma poltrona que reclina meio centímetro e sem poder sair do avião? No final, acabou que foi menos cansativo do que eu pensava. Hoje em dia eu levo tablet e celular com horas de vídeos do Youtube e filmes do Netflix e um videogame portátil, então é bem mais de boa porque você tem bastante distração. Até consegui dormir bem no avião. Enfim, o importante foi que eu cheguei.

Chegando em Doha, capital do Catar

A primeira coisa que chama a atenção quando você pisa em Doha é o tanto de gente asiática, tanto de olho puxado quanto indianos. É impressionante o tanto de filipinos e indianos, paquistaneses e bengalis que vão ao Catar para poder trabalhar nos empregos de baixa qualificação como faxineiros, serventes e coisas do tipo. Mas, assim, ainda acho que a maioria são de filipinos. O Brasil chegou até a começar um movimento desses de importar filipinas para ser empregas domésticas, mas não sei se foi para frente. Dá para ver na reportagem abaixo:

https://vejasp.abril.com.br/cidades/babas-empregadas-filipinas

Também tem bastante gente de países africanos, muito deles do Quênia e Somália, mas, apesar de serem países mais próximos, ainda assim os filipinos se destacavam.

Trabalhadores braçais aguardando o ônibus do trabalho. Provavelmente indianos
Esse mascote aqui gerou polêmica na época da Copa do Mundo de 2022. Diziam que eram o pano mortuário pros trabalhadores que morrreram nas obras de construção dos estádios

Eles geralmente enfrentam uma situação muito delicada, direitos trabalhistas mínimos e até mesmo casos de morte por exaustão. Eles chegam no Catar e entregam o seu passaporte para o contratante e só podem voltar pro país quando o contratante autorizar. O negócio é bem tenso. Isso quando não vem e são obrigados a contrair dívidas e mais dívidas ficando escravizados por dívidas sem ter como voltar para casa. Ainda assim, a maioria dos indianos e filipinos que eu pude conversar me disseram que gostavam da vida no Catar, diziam que era bem mais de boa que a vida deles em casa e ganhavam bem mais. Tudo bem que as pessoas que eu conversei falavam inglês e trabalhavam em hotéis ou restaurantes, então tinham empregos melhores, mas ainda assim isso me chamou a atenção. A parte boa deles é que se você precisa pedir informação, é só procurar um não-árabe e sair perguntando, porque ele com certeza vai falar inglês. Então isso ajudava a conseguir informação e ajuda. Os árabes em si, gerentes e donos dos negócios, não sabiam falar inglês muito bem, mas os estrangeiros sim, até porque é difícil aprender árabe, então todo mundo meio que tem que falar inglês em Doha para poder se virar.

Andando pelo mercado eu vi uma comoção ao redor desses rapaz. Provavelmente era um youtuber famoso do Catar

É caro viajar no Catar?

Cara, como eu falei, eu sempre fiquei com um pé atrás para poder viajar no Catar imaginando que era um país muito caro. Porém, entretanto, na verdade, eu achei bem de boa.

Para começar eles têm um metrô que, quando eu fui, custava menos de 10 reais por dia e você podia andar o tanto que quisesse, inclusive pro aeroporto, e vai nos principais parcos pontos turísticos. Então comprei dois tíquetes de um dia e, com menos de 20 reais, andei Doha inteira. Assim, dá para você comprar um outro tíquete que custa cinco vezes mais caro. O metrô vai cinco vezes mais rápido? Não, é o mesmo trem, só que o vagão mais caro você tem umas cadeiras um pouco mais cheia de fuleiragem e não se mistura com a plebe. Dá para acreditar?

Você começa a entender que está em um país muçulmano quando abre a gaveta e vem um Alcorão. Por aqui quando a gente abre a gaveta tem uma bíblia, né? Geralmente o Novo Testamento
Interessante como as placas de lá representam as pessoas andando com a roupa tradicional do Catar

Outra coisa que é interessante é que você tem vagões “padrão” onde os homens desacompanhados vão e vagões “família” para mulheres e crianças. Sinceramente, vi só as mulheres que pareciam ser árabes usando os vagões de  família, as filipinas e indianas andavam no vagão padrão mesmo.

Metrô só para mulheres e família
Eu só andava no metrô de pobre…

Falar nisso, véu na cabeça só nas mulheres árabes, as filipinas e indianas andavam sem nada na cabeça e andavam mesmo de calça jeans que nem no Brasil. Na verdade, cheguei a ver uns filipinos só de bermuda e chinelo, o que é meio raro em países árabes mais tradicionais.

Filipino de bermuda dentro do metrô

Uma garrafa d´água você comprava no mercado por um real e pouco, metade do preço do Brasil. A comida podia ser cara (o café no hotel custava módicos 65 reais), mas, cara, em frente ao hotel onde eu trabalhava tinha um restaurante indiano que parecia ser o point da galera que era trabalhadora braçal. Resolvi dá um pulo lá e pedi um arroz indiano com galinha. Mano, veio uma salada de entrada, um pedaço de frango do tamanho de um braço, dois molhos e uma bacia de arroz indiano. E, era assim, você acabava o arroz, o cara vinha e despejava ainda mais arroz no seu prato. No parco inglês que o garçom falava ele realmente me falou que o arroz era à vontade e, bem, eu gosto é do arroz indiano, galinha eu tenho em casa. Comi mais que uma manada de elefantes famintos e levantei da mesa quase que rolando. A conta, QUINZE. Dólares? Não, mano, QUINZE REAIS. Cara, sério, desde a Tailândia eu não comia tão barato assim. Dei o dinheiro pro cara imaginando que eu tinha entendido errado esperando ele reclamar e ele só guardou e foi atender outro. Mano, não teve jeito, comi todas as refeições em Doha lá, já que era praticamente de graça e em frente ao meu hotel.

Sim, eu só comia isso aqui

Perabulando por Doha no Catar

Quando cheguei a Doha imaginei que todo mundo andava de Ferrari ou ficando doce que nem caramelo andando de Camaro amarelo, aquela visão que a gente tem dos sheiks cheio de ouro, né? Mas não, eu vi poucos carros de luxo pela rua.

Agora fiquei doce, igual caramelo…

Outra coisa é que eu imaginava que ia chegar e ia ser quente como o próprio inferno, mas não, o clima era bem fresco, eu chegava até a usar casaco a noite. Tudo bem que eu fui no auge do “inverno” deles, fui em janeiro, mas ainda assim esperava um calorzinho. Mas sim, em julho é o próprio inferno na terra, com temperaturas acima de 45º os comércios costumavam abrir de cedo na manhã até meio dia e depois só reabrem 17h porque ninguém mais aguenta ficar no meio da rua devido ao calor.

Desci no aeroporto no sábado a noite e segui direto para dar uma volta na zona mais moderna de Doha. Engraçado que todo mundo que eu ia pedir informação me perguntava se eu tinha vindo para poder assistir aos jogos. Me perguntavam se eu era iraniano, indiano, até do Uzbequistão me perguntaram. Depois que eu fui ver e era porque estava acontecendo a Copa da Ásia em Doha.

Bandeiras das seleções que estavam participando da Copa da Ásia 2023
Ainda me deparei com uma torcida da Indonésia pra lá de animada

Como o Catar não tem essas frescuras de necessidade de transparência dos gastos, investimentos mínimos em saúde e educação, população indignada nas ruas por conta de desperdício de gastos em estádios que depois viram elefantes brancos e outras besteiras que a gente tem no Brasil, eles gastaram na Copa do Mundo em 2022 como se não houvesse amanhã. Eles construíram sete estádios, que mais pareciam palácios, em um país com metade do tamanho de Sergipe e com a população da cidade de Belo Horizonte. Enquanto o Brasil gastou 15 bilhões de dólares para se preparar para a Copa  (e deu aquele bafafá todo), o Catar gastou 229 BILHÕES de dólares. E dane-se. Você anda por Doha e vai vendo um estádio atrás do outro. Cara, eu sou capaz de apostar que o Catar é o país com mais estádios per capita do mundo.

Então, assim, com estádio para todo lado, eles podem hospedar a Copa que quiserem, desde a Copa do Mundo à Campeonato Infantil Interclasses de Mossoró.

Cara, pior que eu desci em um dos centros mais modernos de Doha, em um sábado a noite e não tinha ninguém nas ruas. Parecia cena de apocalipse zumbi, espaços amplos e imensos, prédios super iluminados e aquele vento frio passando. Mas, isso é de se esperar, como provavelmente não deve ter vida noturna alguma em Doha, um sábado à noite é como uma terça à noite para gente. Muito diferente de outra capital árabe, Beirute, que ferve no fim de semana a noite (leia mais sobre minha viagem a Beirute aqui https://omundonumamochila.com.br/2010/03/17/perambulando-por-beirute/)

Enfim, passei pouco tempo em Doha, mas acho que foi o suficiente para ver a maioria das poucas coisas interessantes que haviam por lá. Depois de Doha, segui para o meu próximo destino, Oman.

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