Belém – Quem tem um sonho não dança

Depois de todos os caminhos pela América Central, ainda me restavam alguns dias em Belém antes de voltar para Brasília. Como já tinha ido algumas vezes a Belém (pô, é do lado de São Luís), não me restou muitas coisas turísticas a se fazer a não ser aproveitar a cidade. Fiquei hospedado na casa de um cara super gente boa do Couchsurfing.org. Até fomos a uma disputa de marchinhas onde a que eu mais gostei os caras fizeram com base em uma história quando foram pescar na Ilha de Marajó e um deles foi ferroado por uma arraia dando origem aos versos “Não arraia comigo que eu ferro com você”.
Porém, o que eu mais gostei passeando por Belém foi ter tido uma surpresa próximo ao teatro de Belém. Perambulando por lá, resolvi parar em um barzinho para tomar uma! Cadeira no meio da praça, hippies vendendo a arte, bêbados maltrapilhos dormindo nos bancos, mendigos por todos os lados, enfim, aquele paraíso para se tomar um chopp e descansar um pouco do mormaço. Cerveja Cerpa no copo e suor descendo pelas costas, noto, de repente, uma movimentação. Era um bloco de pré-carnaval! Éguas! Havia esquecido! Estávamos próximo do carnaval!
Pedi a conta e desci para lá. Quando estava indo a caminho, escutei uma senhora apontando e falando para o filho dela “Olha, o Gim manobrista tá ali no meio, vamos lá bater uma foto!”. Ela parecia realmente feliz em ir atrás dele.
Da floresta tira-se remédio para tudo, de colesterol a derrame!
Fui lá para o bloco para também conhecer esse Gim Manobrista. Depois que eu fui ver que na verdade não era nada de manobrista. Era uma morena, de cabelos longos e olhos escuros, aquele exemplar de beleza do Pará mesmo! O nome dela era “Gina Lobrista”! As pessoas pareciam felizes perto dela, o que me levou a crer que se tratava de uma cantora famosa!
No outro dia, andando com o Lysmar, couchsurfer que me hospedou em Belém, voltei novamente para a praça do Teatro onde estava havendo algo como uma feirinha. Ambiente muito legal, apresentação de capoeira, disputa de rimas, feira de doação de animais, vários eventos ocorrendo naquilo que nos faz lembrar como as cidades podem ser vivas quando ocupadas pelas pessoas fora de suas casas.
E, claro, onde há concentração de pessoas, há Gina Lobrista! E onde há Gina Lobrista, há um turbilhão de gente ao redor batendo foto com ela. Depois que fui saber da sua história. Há alguns anos, Gina Lobrista sai pela manhã de casa com uma caixa de som tocando suas músicas pelos pontos de maior concentração de Belém vendendo seus CDs por cinco reais cada um. Para ter noção do sucesso, vi um programa do Pará que visitava a casa dela e os caras davam uma volta no carro que ela comprou vendendo seus CDs de cinco reais.
Simplesmente adorei. Gina Lobrista é a representação do correr atrás de um sonho do jeito que der. Bota seu carrinho de som na rua, acredita no que você tem para mostrar e sai pelas ruas sem se perguntar se isso vai dar certo ou não. Se Glauber Rocha era o cara do “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”, pode-se dizer que Gina Lobrista é a mulher do “um carrinho de mão e um sonho na cabeça”. O som dela é legal, algo entre a sofrência do Pablo e o brega característico do Pará. No início era tudo ela sozinha mesmo, depois começou a chamar alguma atenção e hoje ela já tem até clipe:
Cheguei para bater uma foto com ela, mas preferi ficar de longe e bater foto da muvuca de pessoas se amontoando para poder comprar o cd, tê-lo autografado e tirar foto com ela. 
Gina Lobrista é hoje a Índia Apaixonada e patrimônio imaterial de Belém!

Quem tem um sonho não dança, já diria Cazuza.

Ótima reportagem sobre os acontecimentos do Rio de Janeiro

DEU EM O GLOBO

O inimigo agora é o mesmo

Guilherme Fiuza
O governador do Rio declarou que os traficantes estão desesperados. Enquanto isso, o porta-voz da Polícia Militar orientava a população a manter a calma durante os ataques da bandidagem, explicando que é melhor perder o patrimônio do que a vida. E assim, com os bandidos em pânico e a população em paz, o Rio de Janeiro e o Brasil celebrarão mais uma vitória dos seus Napoleões de hospício contra o crime.
Foram décadas de investimento público na formação do exército de marginais. Proibição de drogas altamente rentáveis, tolerância populista aos territórios das “bocas de fumo”, polícia corrupta garantindo o ir e vir da cocaína e dos fuzis, governantes fazendo acordos tácitos com chefes de morro em nome da paz e dos votos. De repente, as autoridades resolvem melar o jogo — ou a parte mais visível dele.
A ocupação policial de favelas, enxotando traficantes, foi uma medida ousada. Só faltou combinar com a indústria da delinquência, alimentada a pão-de-ló por tanto tempo.
Para o público, que se sente vingado pelo Capitão Nascimento quando ele espanca um político na tela do cinema, está tudo OK. As coisas são simples assim. O ideal seria que Wagner Moura assumisse o lugar do secretário Beltrame e acabasse de vez com a raça dos vilões — cuja vocação é essa mesma, apanhar.
O problema é que na vida real o roteiro é diferente. Não basta dizer que o inimigo agora é outro e ensinar o pessoal a detestar as milícias enquanto come pipoca. O inimigo agora é o mesmo — exatamente aquele que o poder público cultivou carinhosamente por uns 30 anos, com a hipocrisia bilionária das drogas proibidas e da inundação das favelas com armamento de última geração (que ninguém sabe, ninguém viu por onde passou).
Uma indústria robusta, que teve até blindagem ideológica: a claque do Capitão Nascimento chegou a apontar, como vilão da violência urbana, o maconheiro do Posto Nove.
Até Michael Jackson pediu autorização ao tráfico do Morro Dona Marta para filmar seu clipe mundial. O Rio de Janeiro e o Brasil assistiram, consentiram, dançaram conforme a música. O poder marginal virou uma instituição em solo carioca.
Na dinastia Garotinho, o antropólogo Luiz Eduardo Soares tentou depurar a polícia e quebrar a espinha dessa indústria. Foi expelido. Seu pecado: atacar a cadeia de complacências jamais quebrada por qualquer governo do Rio ou de Brasília.
De repente, como no cinema, vem a ordem: vamos invadir. Um ato heroico do governador Sérgio Cabral e de seu respeitável secretário de Segurança. Apenas um ato heroico.
Quem quebrou a espinha da indústria “Drogas & Armas S.A.”? Quem asfixiou seu poder de fogo (econômico e bélico)? Quem interveio para valer nas polícias fluminenses, madrinhas e sócias da firma? Não se tem notícias. Com quantos soldados confiáveis se finca UPPs suficientes para empurrar o poder marginal sabe-se lá para onde? Melhor convocar o exército chinês.
As autoridades do Rio de Janeiro iniciaram, com amplo respaldo do eleitorado, uma guerra que não sabem como vai terminar.
Foi interessante ver alguns morros libertados do tráfico. Não foi interessante ver a proliferação de arrastões em áreas nobres e relativamente tranquilas da cidade. O que é pior?
No cardápio das escolhas de Sofia, surge a onda de atentados. Quem já foi arrancado de seu carro para não tostar junto com o patrimônio não está achando a menor graça nesse “Tropa de Elite 3”. Qual é o final possível desse filme?
O Bope vai tomar a Rocinha numa batalha sangrenta e ficar lá para sempre? O tráfico, conformado, vai desistir dos territórios e das armas e se mudar pacificamente para a internet? Mais fácil o Rio virar Bagdá.
Não se combate um sistema criminoso enraizado no Estado com um punhado de operações policiais estoicas. Na Itália, a operação Mãos Limpas parou o país. No Brasil, o governo federal sequer se envolve. No máximo, tem espasmos de solidariedade e empresta umas tropas para o teatro de operações.
A pouco mais de um mês de sua posse, a presidente eleita não dá uma palavra sobre a guerra. Parece estar preparando a transição para governar a Noruega.
Possivelmente Dilma Rousseff esteja sendo orientada por seus marqueteiros a ficar longe das chamas do Rio. É o que os especialistas chamam de “evitar o desgaste”. Desgaste mesmo é entrar num ônibus que pode virar um microondas na próxima esquina. Mas esse calor não chega até Brasília.
Os estrategistas do novo governo estão muito ocupados com temas mais urgentes, como a cota de mulheres no ministério. O show tem que continuar (com CPMF, que ninguém é de ferro).
Enquanto isso, o Rio se firma como capital nacional de um flagelo internacional, torcendo pela TV para que o Capitão Nascimento apareça no “Jornal Nacional” enxotando todos os bandidos da tela.
Quem sabe o super-homem não aparece também, com um plano nacional de segurança pública?

Sem internet

Galera… vim aqui só pra avisar aos leitores que ainda estou vivo…

Cometemos uma vacilo aqui em casa e esquecemos de pagar a internet, logo a mesma foi cortada 😛

Só estou conseguindo fazer este post neste exato momento porque consigo roubar um pouco da internet de alguns dos meus vizinhos, mas o sinal está MUITO fraco…

Em um ou dois dias a situação estará normalizada.

Enquanto isso, tava pensando em combinar com o Thiagones de reunir a galera que lê o blog pra gente ir tomar umas cervejas no sábado agora. Tem alguém interessado em aparecer? Nos encontraremos no bar “por-do-sol” (408 Norte), provavelmente no sábado, em horário a definir ainda. Quem estiver interessado e quiser comparecer pra conversar sobre detalhes da viagem, bater um papo ou apenas ouvir sobre presepadas e outras histórias mais que não posso publicar por aqui, me dá um ligada. Meu telefone é 913 4914. Só não liguem das 19h às 22:30, porque estarei em aula 😛

Espero que pelo menos uma pessoa me ligue, hahahaha…

Abraços maranhenses

Tou vivo!!

Quer dizer…Voltei vivo!!
Enfim, galera, só escrevendo pra dizer que amanhã (quinta feira após a quarta feira de cinzas) o blog volta ao normal!!
Esse carnaval foi MUITO engraçado, brother!! Não se preocupem que escreverei sobre ele no horário apropriado.
Destaque para o fato de duas leitoras, em momentos diferentes, terem me reconhecido quando eu estava por lá. Massa demais!! Sem falar que acabei por conhecer a Kerol (P.s: Gente boa DEMAIS!), velha conhecida, que há algum tempo vem comentando acerca dos posts.
Agora só falta conhecer a Maricotinha, hahahah
Agora deixa eu ir que eu preciso ir dormir!!
Abraços maranhenses

Mãe a gente só tem uma


Hoje fomos ao shopping eu, minha mãe e Taíze. Como não tinha bolsos na bermuda, pedi pra minha mãe e pra Taíze pra elas carregarem minha carteira, meu celular, minha digital…
Quando foi agora, tava indo me preparar pra dormir pra fazer o concurso amanhã o telefone daqui de casa toca. Era Taíze desesperada avisando que minha carteira tinha ficado dentro da mochila dela. Entramos em desespero nós dois, já que a prova amanhã é oito horas da manhã e Taíze mora a 30 km de onde estou dormindo (sim, Brasília é insano, cara! Aqui realmente é tudo longe!).
Sem saber o que fazer fui falar com minha mãe:
– Mãe, como a gente faz? Esqueci a minha carteira dentro da bolsa da Taíze. Preciso da identidade pra fazer prova amanhã! E agora? Vamos pegar o carro e ir buscar? Vamos de táxi? Vamos pedir pra Taíze pegar um ônibus amanhã seis horas da manhã pra entregar minha carteira? O que a gente faz, mãe?
– Eu SABIA que isso ia acontecer. Por essas e outras que eu já tinha me prevenido. Sabe aquela hora que eu pedi pra você me emprestar a sua carteira pra eu checar seu cartão de crédito? Então, eu quase que prevendo que você ia esquecer a sua carteira em algum lugar, sabendo que você é esculhambado e desorganizado, surrupiei a sua carteira de motorista e sua carteira de identidade e coloquei dentro da minha bolsa, ia te entregar só amanhã. Toma aqui, elas tão aqui comigo, agora vai dormir…
Me entregou as carteiras e ficou meia hora me esculhambando e me dando sermão dizendo que eu tenho que parar de ser desorganizado… Eu nunca fiquei tão feliz de pegar sermão da minha mãe como hoje. Não tinha como eu ir pra minha prova sem postar isso no blog!!
Mãe, a gente só tem uma. Hahahaha.
P.s: Má, dá carrinho não, Má!

Gaiolas de ouro. Matéria da Istoé

http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2040/artigo118353-1.htm

Matéria interessante sobre as nossas embaixadas no exterior. Representa um ponto de vista muito interessante.

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Enquanto o serviço diplomático se tranca em palácios suntuosos, os brasileiros sofrem por falta de assistência no Exterior

Hugo Marques e Camila Pati

ARGENTINA
A embaixada de Buenos Aires gastou neste ano R$ 10,1 milhões
REINO UNIDO
A representação do Brasil em Londres gastou em 2008 R$ 8,7 milhões
JAPÃO
Já os gastos da embaixada em Tóquio até novembro foram de R$ 8,6 milhões

O Brasil tem espalhados pelo mundo 120 embaixadas, 63 consulados e vice-consulados e outros 16 escritórios para auxiliar os cidadãos. Algumas embaixadas são suntuosas, como a de Roma, no Palazzo Doria Pamphili, na Piazza Navona. Do R$ 1,8 bilhão gasto pelo Itamaraty em 2008, R$ 1,3 bilhão foi com as representações no Exterior. Segundo a Ong Contas Abertas, só cinco embaixadas põem suas contas no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). Uma das representações mais dispendiosas é o Consulado-Geral de Nova York, que neste ano gastou R$ 5 milhões só de aluguel. A embaixada de Buenos Aires gastou R$ 2 milhões também com aluguel. Mas, quando os brasileiros precisam de ajuda de suas representações diplomáticas, ficam quase sempre a ver navios. Na semana passada, essa letargia do Itamaraty ficou mais uma vez explícita durante a ocupação do aeroporto de Bangcoc (Tailândia) por manifestantes. Um guia da agência de turismo carioca Transmundi foi à embaixada do Brasil para pedir orientação sobre a retirada do país de 54 turistas brasileiros que faziam escala em Bangcoc e estavam ilhados em um hotel. “A embaixada nos avisou que nada poderia fazer e ficamos muito apreensivos”, contou à ISTOÉ o dono da Transmundi, Luys Pradines, que acompanhou as negociações do Rio de Janeiro. Enquanto isso, mais de 400 espanhóis foram retirados do país por aviões fretados pelo governo de Madri em 48 horas. “A palavra que traduz meu sentimento em relação ao embaixador brasileiro na Tailândia é decepção, pois você se sente desamparado pelo seu próprio país”, diz Padrines. A mesma ação tardia se manifestara uma semana antes, durante os ataques terroristas ocorridos em Mumbai, na Índia. Enquanto alguns países mandavam aviões para resgatar seus cidadãos, a representação brasileira em Nova Déli se limitava a levantar o número de brasileiros que estavam em Mumbai.

Sem ajuda Brasileiros impedidos de entrar na Espanha passaram dias no aeroporto de Barajas, Madri

O Itamaraty reconhece que não dispõe de um plano para socorrer turistas em situação de risco ou perigo. O resgate de brasileiros no Exterior, quando ocorre, é lento e passa por análise caso a caso. Segundo o Itamaraty, a partir do momento em que é constatada a situação de risco, é avaliada a ação a ser tomada, com base no número de brasileiros na região. O problema é que esses levantamentos, na maioria das vezes, são imprecisos. A estimativa de brasileiros na América do Norte, por exemplo, vai de 872 mil a 1,5 milhão de pessoas. Na Bélgica, a “menor estimativa” é de 3,6 mil pessoas e a “maior estimativa” é de 43,6 mil, 12 vezes maior. Ou seja, o Brasil não sabe onde estão os brasileiros.

As embaixadas mais importantes, como as do “circuito Elizabeth Arden” (Roma, Paris, Londres e Washington), costumam ser mais eficientes. Mas nem mesmo essas são isentas de problemas. O paranaense Vagner Kodama, por exemplo, tenta há dois meses obter a certidão de óbito do irmão, Oscar Kodama, que morreu aos 28 anos, em Paris, no dia 31 de agosto, sem que a família conseguisse contato com o Itamaraty ou a embaixada do Brasil na França. A família foi avisada sobre a situação de saúde de Oscar por um passageiro português que estava no Aeroporto Charles de Gaulle. “Quando meu irmão ainda estava vivo, entramos em contato com o Itamaraty, nos telefones do plantão do site do ministério, mas ninguém atendeu. Dá vontade de ir lá e dar um soco no nariz desses diplomatas”, diz Vagner. “Meu irmão começou a passar mal no sábado, faleceu no domingo e o Itamaraty só nos avisou na segunda-feira, às 14 horas.” O Itamaraty tenta se justificar: “O caso de Oscar dependia da ação de autoridades locais”, disse a assessoria do Itamaraty.

Outros brasileiros que enfrentaram dificuldades também guardam péssimas recordações das embaixadas. O coronel do Exército Luiz Wichert, de Curitiba, foi assaltado durante viagem à Europa, em 2006, quando seguia de Madri para Paris, e ficou sem passaporte. Ao procurar o consulado em Paris, enfrentou uma fila grande e disseram que ele teria de ir a Roterdã, na Holanda, se quisesse voltar ao Brasil. Wichert não conseguiu falar com o cônsul. “Tive de viajar uns mil quilômetros e gastar mil euros para resolver meu problema”, diz. Há casos que ganharam repercussão internacional, como o da física Patrícia Camargo Magalhães, que em fevereiro ia a um congresso em Lisboa, mas foi barrada no aeroporto de Madri. À época, o episódio de deportação de brasileiros da Espanha gerou uma crise diplomática entre Brasil e Espanha – mas só depois que os abusos espanhóis foram denunciados pela imprensa. “Minha irmã conseguiu falar no Itamaraty, mas não tivemos nenhum retorno”, diz Camile Gavazza Alves, repatriada junto com Patrícia. Ela desabafa: “O consulado e nada é a mesma coisa. Mesmo com todos os telefones atualizados, eu só consegui ouvir uma gravação.”

A precariedade no atendimento a brasileiros por parte dos consulados – que são os responsáveis diretos por assessorar os cidadãos do País no Exterior – é quase uma regra. “Eu sei que a ação consular é precária, a gente tem muita queixa, que vem sobretudo da Espanha”, afirma o presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Marcondes Gadelha (PSBPB). Ele diz que a comissão tentará aumentar os recursos para a ação consular no Orçamento de 2009, mas vê “resistência seletiva” de muitos países contra brasileiros. “Eles dizem que o brasileiro que vai para lá é gay ou prostituta.” A julgar pelo tratamento recebido do governo brasileiro, este é um preconceito que também parece ter dominado nossos consulados. Uma das poucas vozes sensatas é a do ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger. Ele diz que o Brasil se concebeu como país de imigração. “Hoje uma parte da burguesia emergente quer desesperadamente deixar o Brasil”, diz. “Enquanto não revertermos isso, precisamos socorrê-los, e não adotar uma política de avestruz.”

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Amanhã tem post novo,

Abraços maranhenses

Galera, mais uma vez preciso conversar francamente com a galera.
Acho que, mais uma vez, não ficou tão claro o que eu quis passar pra vocês.
Vi em alguns comentários a galera ou falando “Claudiomar, acho que você está pegando pesado com a Índia” ou “Nuuss, depois de ler esse blog eu NUNCA mais quero ir na Índia”.
Amigos, ambas as interpretações são equivocadas.
1 – Se estou postando as diversas “passadas de raiva” que tive na Índia é porque, como alguém disse em alguns do tópicos, quero deixar a galera mais por dentro de como é o dia a dia de alguém que viaja na Índia. Nunca tive intenção de ser racista ou algo do tipo. Crápulas existem em todos os lugares e na Índia não podia ser diferente. Apenas fiquei impressionado de como na Índia eles conseguem se sobresair TANTO em relação às pessoas gentis. Não ODEIO e nunca odiei indianos como povo. Na verdade nutro um respeito muito grande pela Índia e toda a sua história. Só escrevo sobre essas paradas porque se eu só escrever “fui em tal lugar e lá é assim, assim e assim” vai ser uma parada muito Zeca Camargo 😛
2 – Gente eu NUNCA quis desencorajar NINGUÉM a ir para a Índia. Mas NUNCA mesmo. De todos os lugares foi o meu preferido. Sempre que algum amigo me pergunta “qual foi seu país preferido” eu responto de “bate-pronto”: Índia! A Índia foi o país onde eu mais me encantei e onde eu mais gastei tempo viajando também. Mesmo gastando quase 7 semanas da Índia ainda tem MUITOS lugares pra visitar e com certeza quero voltar lá alguma outra vez na vida. Se vocês tiverem paciência, assistam a novela “Caminho das Índias” que realmente eles mostram vários monumentos super interessantes e irados da Índia. País sensacional.
Por último. Galera, eu ia colocar agora o post acerca de Kajuharo, mas só agora me toquei que o texto só está gravado no meu pen drive que se encontra entocado em algum lugar daqui de casa! Amanhã vou ter que procurar e assim que encontrar prometo que posto.
Abraços maranhenses

O que Fazer Nesta Crise?

(Galera, adorei as diversas manifestações na parte de comentários do blog. Diversas pessoas, praticamente implorando, para que eu divulgasse o final da história me sensibilizaram. Devido a isto e sabendo que várias delas entrariam hoje no blog pra poder ver o desfecho, resolvi presenteá-los com um pouco de cultura. Um texto interessantíssimo que achei sobre a crise. Espero que o texto abaixo, que realmente é muito bom, sirva para engradecê-los. Omundonumamochila.com também é cultura. Amanhã publico o desfecho do caso, afinal, ainda não chegamos aos 19 comentários no post “Enfim, chego ao limite”.)

Toda crise tem sete fases:

Fase 1. Não há problema na economia, diz a autoridade econômica, é tudo
boato.

Fase 2. Sim, temos um problema, mas tudo está sob controle.

Fase 3. O problema é grave, mas medidas corretivas já foram tomadas.

Fase 4. O problema é muito grave, mas as medidas emergenciais surtirão
efeito.

Fase 5. Pânico geral e salve-se quem puder.

Fase 6. Comissões de inquérito e caça aos culpados.

Fase 7. Identificação e prisão dos inocentes.

Os Estados Unidos e a Europa estão na fase 5. Brasil, China e Índia estão na
Fase 3. Precisamos nos proteger contra a possibilidade de chegarmos à Fase
5, quando basta um entrevistado na televisão afirmar “que esta crise é igual
ou pior que a de 1929″, como vários já falaram, ou escrever no jornal “as
conseqüências da crise chegaram definitivamente no Brasil”, como já foi
publicado, e gerar pânico por aqui.

Não, a crise ainda não chegou ao Brasil, ainda estamos na Fase 3 e mesmo se
crescermos 0% este ano, o que ninguém prevê, toda empresa irá vender a mesma
coisa no ano que vem. Sua promoção pode estar em risco, mas não o seu
emprego.

Ademais esta crise nada tem a ver, nem terá, com a severidade da crise de
1929, quando 25% dos trabalhadores perderam seus empregos e que durou até
1940 com 14%. Na pior das hipóteses, o desemprego nos Estados Unidos
aumentará 3%, mesmo assim só por 24 meses.

Se tivessem líderes administrativos socialmente responsáveis, eles já teriam
ido a público garantir que manteriam o nível de emprego de suas empresas nos
próximos 12 meses. Hoje custa mais para se treinar um novo funcionário do
que para mantê-lo fazendo algo por 12 meses.

Depois que Alan Greenspan e Nouriel Roubini saíram dizendo que a crise era
igual à de 1929, todos os americanos pararam de gastar, aumentando sua
poupança e prevendo o pior. Ninguém sabe quem serão os 25% de
desempregados. Quando 100% dos consumidores param de gastar por um único
mês, cria-se uma espiral recessiva imprevisível. Outra alternativa seria
alertar os 3% que talvez sejam demitidos para economizar, para que os 97%
possam manter normalmente suas compras evitando a espiral recessiva.

Na crise de 1929, 4.000 bancos quebraram, e a mera referência a 1929 como
fizeram Greenspan e Roubini, leva pessoas leigas a correr para os bancos, o
que aconteceu agora na Europa.

A imprensa perdeu a capacidade de filtrar e processar informação premida
pelo tempo exíguo para colocar tudo na internet. Publicam o que vier
especialmente se for notícia ruim.

Nenhum banco comercial irá quebrar, nenhum ainda quebrou nos EEUU, e mesmo
se forem um ou dois, nada se compara com 4.000. Bancos sempre quebram, mas
ninguém percebe. Mesmo se quebrarem, o seu dinheiro, ao contrário de 1929,
está no fundo DI e não no Banco. O Fundo DI está no SEU NOME e dos demais
cotistas, e se um banco brasileiro quebrar, o que não vai acontecer, seu
dinheiro está salvo. No máximo você terá de esperar uma semana para a troca
de administrador do seu fundo. O dinheiro está aplicado em títulos do
tesouro em SEU NOME, não do Banco.

Deixar o dinheiro onde está é o mais seguro. Se você resgatar o seu fundo
DI, o dinheiro cai na sua conta, e se o banco quebrar justo neste dia, você
vira um credor do banco. Nossos bancos estão recebendo depósitos dos
apavorados estrangeiros. Muita gente em pânico está saldando suas cotas em
fundos de ações e o seu gestor é OBRIGADO a vender uma ação mesmo com ela
caindo 20% no dia, algo que você jamais faria.

Acionistas majoritários não estão em pânico, nem podem nem querem vender
suas ações. Só os minoritários se sentem uns idiotas porque não venderam na
“alta”.

Não temos bancos de investimento no Brasil. De fato, Roberto Campos
implantou neste país este mesmo modelo americano que está ruindo, mas
felizmente foi uma lei que “não pegou”. Problema a menos.

Só temos bancos comerciais, e estes são muito bem controlados pelo Banco
Central. Além do mais, nossos bancos têm dono, e por isto estão pouco
alavancados, 4 a 5 vezes, contra 20 a 25 vezes dos bancos de investimentos
americanos.

O Brasil não está alavancado. Nossos créditos diretos ao consumidor não
passam de 36% do PIB, e devem crescer para 40% no ano que vem. Os Estados
Unidos estão alavancados em 160% do PIB e é esta desalavancagem súbita que
está causando problemas.

Nosso Banco Central adotou o que venho alertando há anos a países e famílias
– a política de ter reservas para os dias de crise e hoje temos US$ 200
bilhões. Pela primeira vez o Brasil tem reservas para sustentar uma crise
duradoura, sem ter que se endividar para cobrir furos de caixa.

Temos um sistema financeiro dos mais modernos e rápidos do mundo implantado
devido à inflação galopante dos anos 90. Nos Estados Unidos demora-se duas
semanas para se descontar um cheque entre bancos, por isto o sistema travou.
Nenhum banco confia em outro banco numa crise destas.

Esta é a hora para disseminar a nossa força, as nossas reservas, a
competência de Henrique Meirelles, primeiro administrador financeiro
(Coppead) a comandar o nosso Banco Central, e já se nota a diferença. Está
na hora de mostrarmos ao mundo que como a China e Índia, nós vamos crescer
via mercado interno, com produtos populares, tese que há anos venho
defendendo.

Esta é a hora de mostrar o que DÁ CERTO no Brasil em vez de conseguir fama
no rádio e na televisão mostrando o que poderia dar errado.

Lembre-se que os verdadeiros culpados já estão se movimentando para culpar
os inocentes, e assim saírem incólumes e mais poderosos.

Stephen Kanitz

Texto enviado por o meu grande amigo Duval cujo blog possui o endereço:
http://duvalg.blogspot.com/

Foto tirada em Jericoacoara. Enfim, de volta a São Luís. Agora é hora de voltar a escrever o blog e continuar estudando.
Abraços maranhenses

Retratos do Brasil – Nosso garoto em Gaza

*Artigo interessante que li no blog do Noblat (www.blogdonoblat.com.br)

Luan Barbosa de Souza cresce na Faixa de Gaza. É brasileiro, tem sete anos de idade, conhece arma, defunto e medo. De noite, obedece ao toque de recolher. Às vezes não adianta. A guerra entra pela janela. Outro dia viu um cadáver jogado na calçada.

A mãe é uma heroína. O pai é um sábio vendedor de balinhas analfabeto que criou códigos e refúgios. Em dias de tiroteio esconde a família num cubículo no fundo de casa. Aumenta o volume da televisão, liga o rádio bem alto, inventa histórias estapafúrdias para aliviar a agonia do filho.

“Vivemos disfarçando o que se passa lá fora”, diz a mãe, dona Antonia, incansável mesmo quando a violência vence o disfarce. . “Se tem gente morta na rua, eu mudo o caminho. Morte não é coisa para criança. Nem guerra”.

“Guerra é confusão e tristeza. É cidade estragada”, resume o valente Luan. “Não tenho medo de nada, nem de bicho perigoso, nem de lobisomem. Só de tiro. O barulho dá de dor barriga. É assim pá, pá, pá”.

Luan já sabe ler e escrever, quer ser bombeiro. “Vou salvar todas as crianças do mundo”, planeja o pequeno herói. “Vou salvar de todos os perigos. Dos ladrões, dos soldados, dos incêndios e dos monstros”.

A monstruosidade de passar a infância no meio de vilões afeta a rotina e as brincadeiras de Luan. Ele não joga mais bola na rua nem anda de bicicleta nem solta pipa. “Só ratinha, que voa baixo e não vai pra longe”, ensina. “Ratinha é uma pipa pequeninha”.

“Também não deixo sair de casa no fim de semana. Fica mais perigoso. Aqui tem muita droga”, lamenta a mãe inconformada com o endereço da família.

Mora no Entorno da capital do Brasil, na cidade de Céu Azul, na favela de Vila Guairá, numa região tão violenta que ganhou apelido de Faixa de Gaza. A diferença é fora dali ninguém sabe dos corpos no chão e da dor dos meninos. Só Luan e o povo dali.

Ana Beatriz Magno é repórter, mãe de dois filhos, cobre temas relacionados à infância e ganhou importantes prêmios jornalísticos – Embratel, Rei da Espanha, Herzog, Libero Badaró. Em 9 de dezembro de 2008, ela conquistou com o fotógrafo José Varella o Premio Esso de Reportagem pelo trabalho Brinquedos dos Anjos. Bia é secretária-executiva de comunicação da Universidade de Brasília

P.s: Amanhã tem post novo 😛

Feliz ano novo!!

Galera, escrevo aqui só pra desejar Feliz Ano Novo pra todo mundo!

Daqui a instantes vou descer pra praia aqui em São Luís aonde vai rolar um show da Tribo de Jah!!! Meu amigo, pode falar o que quiser, mas nada me pira mais do que escutar eles cantando “Mais um dia se levanta, na Jamaica Brasileira! Mais uma batalha que desperta! A nação regueira!!!”



REGUEIROS GUERREIROS!!!! DO MARANHÃO!! PAM PAM PAM!!!


Pois é, enquanto em São Luís vamos ter Tribo de Jah, Fortaleza vai ter Gilberto Gil e Daniela Mercury, Brasília, a capital do Rock, a terra de Paralamas do Sucesso, Capital Inicial e Raimundos, vai ter um show de!! DE!!! DE!!!! De quem???
NX-ZERO e EXALTASAMBA!!! ¬¬
Nada melhor do que passar o fim do ano ao som de uma banda de pagode decadente e uma outra bandinha EMO! E ainda tem gente que pergunta porque eu prefiro São Luís a Brasília… ¬¬