Pra não dizer que não falei das presepadas…

Cara, tá certo que o trabalho é sussa e que quase não aparece nenhum hóspede aqui na quarita… digo… na recepção pra poder pedir um travesseiro ou uma massagem tailandesa (sim, eu fiz curso de massagem tailandesa na UnB…), mas em menos de quatro dias de trabalho já deu pra dar umas risadas e passar alguns apertos aqui no hotel.
Teve um dia que tava eu e o Tony (o recepcionista que tá indo embora e por isso tá me treinando) “trabalhando” aqui na guarita (a partir de agora eu só vou chamar a recepção de guarita, é mais apropriado) e do nada, do nada mesmo “ttchhuuuuuuuu…” apagam-se todas as luzes daqui do hotel e fica tudo escuro. Mas foi do nada mesmo!! O que mais me intrigou foi que apesar de aqui tá mais escuro que o mundo do Stevie Wonder, as luzes de fora do hotel, ou seja, os postes da rua, ainda estavam acesos. Pô, como assim falta luz aqui dentro e lá fora continua iluminado?? Isso não faz muito sentido, né?? Além disso, pra melhorar ainda mais as coisas, outro fator me deixou mais preocupado. Começou a tocar um barulinho MUITO chato que eu não sabia de onde era. Mlk, ficou coisa de louco, eu não sei se esse hotel foi projetado pra isso mesmo, pra poder ser um poço de escuridão quando desligam-se as luzes, mas o fato é que ficava difícil enxergar até um palmo na sua frente. Naquela escuridão toda, sem entender nada do que tava acontencedo, mais perdido que calcinha em lua de mel, eu comecei a ficar preocupado com o que estava por vim. Quando eu fui falar com o Tony e perguntar pra ele se ele sabia o que tava ocorrendo, eu só entendi ele falar duas coisas “cofre do hotel” e “vou ligar pro número da polícia”. Ah mermao, nessa hora eu fiquei vexado… Cara, o que é que você pensa numa hora dessas??
O alarme do cofre começa a tocar, aqui fica tudo escuro, não consigo enxergar nada, as luzes dos postes da rua continuam acesas, duas horas da manhã, um hotel cheio da grana no cofre? Claro, na hora eu deduzi o óbvio: “TÃO ASSALTANDO O HOTEL!!!”.
Em um primeiro momento eu fiquei mais angustiado que barata de cabeça pra baixo, mas depois lembrei dos conselhos do meu pai que numa situação de perigo você nunca deve entrar em pânico, logo, me acalmei e fiz o que tinha que ser feito: Corri pra dentro da recepção e me joguei embaixo da mesa!! Se fosse pra levar a grana do hotel, que me deixasse ileso porque eu ainda quero conhecer o Camboja. Os caras podiam levar o cofre, a caixa registradora, as toalhas do hotel, o Tony, os computadores, as cadeiras, o diabo! Mas o maranhensezinho aqui eles não iam achar tão cedo, mas eu não saía debaixo daquela mesa até que voltasse a luz ou amanhecesse nem a pau! Podia perder emprego e o caralho! Mermão, fiquei mais escondido que cabelo de freira. Queria era ver eles me acharem, hehehehehe.
O que? Cê achou que eu ia fazer o que?? “Não, em caso de assalto eu vou lutar bravamente para garantir que os ladrões não levem a grana e o patrimônio milionário do meu patrão seja mantido”?? Cê tá de sacanagem, né?? Eu tava era lá, tremendo que só cachorro na chuva, embaixo da mesa, pensando que se tudo não terminasse tão rápido, pelo menos virava uma história de blog (imagina se era um assalto mesmo?? Ixi, mas eu ia botar muita coisa na história, ia fazer era uns trinta blogs só sobre esse assalto, pô se eu já escrevo abobrinha por causa de nada, imagina uma história louca como essa?).
Como ja era de se imaginar, no final não era nada. A luz voltou antes mesmo do Tony voltar pra recepção e me ver escondido embaixo da mesa e assim ainda poder tirar onda da minha cara. Depois que tudo ficou iluminado novamente, ele foi me explicar o que ele queria me dizer.
Quando falta luz, fica tocando o alarme do cofre, já que parece que o bicho funciona eletronicamente e sem luz ele fica vulnerável. Segundo as instruções que ele tinha recebido, ao faltar luz num local com um cofre como esse, o cara deve imediatamente ligar pra polícia pra poder deixar ela alerta, afinal temos um alvo vulnerável, sacou?? Nada mais nada menos…
Eu tenho certeza que todo mundo se pôs no meu lugar e ficou pensando “Olha como esse Claudiomar, é idiota, tinha que ser maranhense. É claro que não era assalto, era só o sistema de segurança integrado do cofre que tinha ficado vulnerável”… Tenho certeza disso.. heheheh
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