Camboja – Bayon

Bayon é um dos templos principais de Angkor e fica situado dentro das muralhas de Angkor Thom. Situa-se na parte central da cidade murada. Eu arriscaria a dizer que é o templo mais famoso de Angkor depois do Angkor Wat, devido ao fato do templo possuir uma pancada de retratações da cabeça do rei Jayavarman VII por todos os cantos (parecidas com as dos portoes). São 216 retratações em 54 torres diferentes. São tantas que em qualquer ponto do templo você pode ver doze ou mais cabeças de uma vez. Como tudo em Angkor, ninguém tem uma explicação unânime para explicar pra onde essas cabeças estão apontadas e o porquê delas estarem lá situadas. Uma das teorias mais aceitas é a de que em um determinado momento o Império foi dividido em 54 distritos e cada torre está apontada pra um distrito diferente. Como Bayon fica situado no centro do centro da cidade fortificada, significaria que cada distrito está sendo vigiado por 4 atentas cabeças do rei no coração do Império. Interessante, né?


Bandeira do Brasil demonstra que outros exploradores tupiniquins por aqui ja passaram…

Terraco dos Elefantes

Dentro de Angkor Thom há um longo terraço de 350 metros conhecido como o Terraço dos Elefantes. Ele era utilizado para demonstrações públicas e também como base para o rei em cerimônia. Eu fiquei por uns momentos sentado lá e imaginando o rei no meio e as suas diversas divisões de cavalos, elefantes e infantaria. Devia ser algo impressionante, cara!


Grande Camboja, como sempre paradoxal…
(Tradução da primeira placa: “Aviso, se for subir tenha cuidado!”. Segunda Placa: “Não Suba!”)

Update da Lituania

So pra voces terem uma ideia porque ta tao dificil postar algo esses dias, vou passar um “update” de como ta o apartamente nesse exato momento!!!

O Lituano aqui abriu uma garrafa de Absinto que ele comprou na Republica Tcheca. Sabe aquele alcool que a sua mae usa pra poder limpar a mesa da sua casa? Aqui eles chamam de absinto! 70% de alcool! Os caras tentaram jogar na minha goela, mas eu tou so na cerveja, amanha preciso pedir carona pra Letonia e nao posso ficar bebado que nem gamba de alambique. Botei um Luiz Gonzaga pra poder mostrar um pouco de musica brasileira e dei so uma golada pra provar! Te juro que vi o sentido da vida…. O Lituano, por outro lado, deu varios goladas e resolveu ser romantico pra sua namorada:

– Meu amor, eu preciso te dizer uma coisa! Voce e’ a minha prostituta preferida!

Depois dessa voces ate me perdoam se eu atrasar um pouco os posts, ne?

AAAAhhhh

Galera, a vida aqui ta louca que o Batiman… Tou na Lituania agora, amanha desco pra Letonia. Tudo de carona!! Peco sinceras desculpas pelos atrasos, mas minha vida ta MUITO louca mesmo… Tou num apartamento de um casal de lituanos doido que so o diabo com todo mundo enchendo a cara e socando vodka na minha garganta. Ta todo mundo gritando: – BRASILEIRO, SAI DESSE COMPUTADOR, PORRA!!! Ate pra escrever agora ta dificil!!!

Ta muito complicado cumprir com meus compromissos… Espero que todos voces entendam e continuem entrando no blog e comentando. Desculpem pela demora em responder as varias perguntas que as pessoas vem fazendo, prometo que responderei todas com carinho, mas e’ que ate eu voltar pra Polonia novamente (em duas semanas) tudo sera BEM complicad0.

Acima o mapa de Siem Reap que eu esqueci de postar no post anterior.

Se liga na galera Lituana louca que ta me puxando do computador aqui!!!

Complexo de Angkor no Camboja

Antes de começar a escrever sobre Angkor, eu pensei em deixar uma breve explicação sobre cada templo que visitei. Depois comecei a pensar que isso ia me dar um trabalho imenso e além disso ia ficar meio que chato, já que os templos em si sao muito parecidos e as diferenças dependem de que Deus hindu o templo representa, logo a galera não ia entender muito bem. Resolvi escrever apenas sobre os templos que julguei mais interessantes. Importante citar também que tudo que escrevo agora é baseado no guia Lonely Planet sobre o Camboja mais algumas informações que obtive em algumas placas de informação. Não busquei outra fonte porque, afinal, isso aqui também não é uma tese de mestrado, né brother?
Alguem sabe pra que lado fica Angkor?


O período Angkoriano durou aproximadamente 600 anos de 802 até 1432, período em que os templos foram erguidos. As ruínas dos templos que hoje ainda existem são apenas esqueletos da vasta capital do império Angkoriano que no seu auge possuía uma população de quase um milhão de pessoas, enquanto Londres possuía 50.000. Hoje restam apenas os templos, pois as casas eram construídas em madeira e construções em pedra eram reservadas aos deuses. Os templos de Angkor são o coração e alma do ex-império Angkoriano e motivo de orgulho para todos os Cambojanos em sua luta para poder reconstruir as suas vidas após os anos de terror do Khmer Rouge.


Phnom Bakheng, um dos varios templos situados no complexo de Angkor

Os preços de admissão são meio que salgados: vinte dólares para um dia, quarenta para três dias e sessenta pra uma semana. Quando você compra você até pensa: – Pô, tou pagando caro, mas pelo menos tou ajudando a manter uma das maiores construções da humanidade. Leeeenndaaaa!!! Dos vinte dólares que paguei, três dólares foram para a empresa que administra a parada, apenas dois dólares realmente investidos em conservação e o quinze dólares foram de presente para o governo cambojano. Pode ter certeza que foi pro bolso de alguém, porque se o Brasil é um país corrupto, imagina como deve ser o Camboja.
O Lonely Planet fala que você deve comprar o tíquete de pelo menos três dias. Eu comprei o de um dia e me dei por satisfeito. Se você comprar o tíquete de entrada única você tem o direito de ver o pôr-do-sol no dia em que você comprou e ainda ter o outro dia inteiro para explorar, o que no final acaba saindo como um dia e meio. Se você ver o pôr-do-sol em um dia (17:00 – 19:00), acordar cedo no outro dia (cedo MESMO! Chegar no Angkor Wat antes do nascer do sol, às cinco da manhã!) e não quiser bancar o Indiana Jones e ficar medindo o tamanho de cada ilustração na parede pra procurar segredos implícitos, um dia deve ser o suficiente. Eu comprei o de um dia, vi o pôr-do-sol e o nascer do sol. Quando deu umas três da tarde minha bike quebrou (já falei, não era Houston) e só precisei pagar um Tuk Tuk pra me levar pra ver mais um templo e pude voltar pra casa. Sério, um dia e’ suficiente! O calor e a umidade te matam, cara!

Angkor Thom

A cidade fortificada de Angkor Thom possui 10 quilômetros quadrados de extensão e foi construída por um dos maiores reis da história Angkoriana, rei Jayavarman VII (1181-219). Ela foi construída depois que o povo Cham (não sei a tradução em português) invadiu e saqueou a antiga capital Angkoriana deixando-a destruída. A cidade possui muralhas imensas de vinte metros de altura e cinco monumentais portões, um a norte, oeste, e dois a leste. Os portões são um show a parte, cara! Eles possuem quatro representações da cabeça do Jayavarman VII com cada uma olhando pra cada ponto cardeal. Bicho, eles são lindos DEMAIS! Eu fiquei impressionado com a beleza do lugar. Dá só uma olhada.


O mais engraçado foi que eu, encantado com a beleza daquelas cabeças, resolvi parar a minha bicicleta e sentar na grama pra poder ficar por alguns minutos admirando. Rapaz, mas foi só eu parar que eu escutei: Iiirrrrrr, POOOWWW!! Uma motoca que vinha atrás não conseguiu frear a tempo e EMENDOU na traseira da minha bicicletinha. Rapaz, mas voou bicicleta pra um lado, Claudiomar pro outro. Voei na grama. Na hora nem deu tempo de eu me preocupar se eu tinha me ferido ou não, já que eu já caí foi rindo. Pombas! Colisão de carro já é engraçado, imagina colisão de moto em bicicleta? Eu depois fiquei pensando, é porque não era uma Houston, porque se fosse uma Houston ela pegava a pancada, absorvia o choque, jogava o motoqueiro e sua moto no chão e manter-se-ia, plena, na mesma posição.

 

 

Houston ou não, chequei se não estava ferido e se também o cara não tinha arrebentado a minha bike. Graças a Deus nem me arranhei e a moto e a bicicleta ficaram de boa. O cara só saiu rindo e eu também. Sentei e fiquei admirando a paisagem.
 

Baphuon, um dos palacios situados dentro de Angkor Thom

 

 
Angkor Thom possui vários templos diferentes dentro da cidadela. Falarei posteriormente do Terraço dos Elefantes e de Bayon.

A caminho de Siem Reap, a caminho do Angkor Wat

Mas como não tinha ido ao Camboja pra poder ficar na capital sem fazer nada, resolvi que era chegada a hora de visitar o local que tanto sonhara. Era chegado a hora de visitar o Angkor Wat. Empacotei algumas coisas na minha mochila, deixei o grosso das minhas coisas na casa da Natalia em Phnom Pehn e caí na estrada.
No caminho foi até engraçado. Eu, sem saber, acabei pagando cinco dólares a mais pelo busão. Só depois que eu fui saber o porquê. O busão que eu paguei era mais caro porque tinha um GUIA. Depois eu fiquei pensando: Doido, pra que diabos eu iria querer viajar 300 km, cinco horas com um guia no pé do ouvido? É meu amigo, mas foi assim mesmo!
Só pra vocês terem uma idéia, a noite passada à viagem eu não havia dormido, já que tinha descido pra balada com os franceses e pretendia dormir a viagem inteira dentro do busão. Eu tinha pago um busão com ar-condicionado de propósito. Lembrar que, devido aos vidros fechados por causa do ar-condicionado, há menos barulho.
Tecla PAUSE
Pam pam pam! Pam pam pam pam! Pam pam pam Pam pam paaaammm! Íon! Plantão “omundonumamochila” de dentro do trem.
Tá engraçado aqui dentro do trem, cara. O indiano vizinho a minha cama tá dormindo e não quer atender o celular. O engraçado é que o toque do celular dele é uma música em português!! Vou esperar ele acordar pra perguntar que música é! Ela é mais ou menos assim: “Nessa fossa tropical, cheia de inspiração, pra cantar essa canção. Aquecendo o coração.”. Vocês conhecem essa música? Além disso tem uma BARATA que toda hora aparece, dá uma olhadinha pra mim e volta pra debaixo da minha cama no trem. Acho que vou até convidá-la pra dormir abraçada comigo a noite.
Detalhe, tou viajando de classe executiva!
Tecla PLAY
Mas quem disse que eu consegui dormir? Foi a viagem inteira essa guiazinha falando em Inglês e Khmer, pérolas do tipo: “Esta aqui é uma ponte muito importante para este povoado” ou então “veja as pessoas trabalhando nos campos de arroz” ou ainda “aquela é uma casa aonde moram por volta de quatro pessoas”. Interessante, né? Mas me fala, como é que tu acha assunto pra ficar cinco horas descrevendo um bando de mato? A mulher tinha que dar o jeito dela.

Foto que tirei no meio do caminho. A guia meio que ficou cinco horas narrando lugares como esse. Mato para todo lado
Pra melhorar ainda mais, os motoristas de ônibus no Camboja dirigem só com uma mão no volante. Não, a outra eles não usam pra “coçar as partes” (curtiu o eufemismo pra “coçar o saco”?) não. A outra mão vai na buzina!! Sério doido!! Os caras buzinam, bicho, sem brincadeira, de cinco em cinco minutos. Mas não aquela buzininha “Fom Fom” não! O cara ENFIA a mão com GOSTO na droga da buzina. PÉÉÉÉÉÉIIIIIIIINNNN!!!! Desse jeito! Eu apelidei a buzina de buzina “Acorda defunto”. Foi a viagem perfeita: um gordo imenso do meu lado suando que nem tampa de marmita, a guia falando: “Agora estamos passando por cima de mais uma ponte” e o motorista com a mão enfiada na buzina!
Já no começo, a van que ia nos levar até o busão para seguir viagem ainda acha de ar no meio do caminho! E dá-lhe todo mundo descendo pra empurrar, hehehe.
 
Kill me first!
Tecla PAUSE
Pam pam pam! Pam pam pam pam! Pam pam pam Pam pam paaaammm! Íon! Plantão “omundonumamochila” de dentro do trem.
Acabei de checar aqui no celular do cara! O bicho tá com dez chamadas não atendidas e nada de atender o celular. Sério, eu já tou é cantando a musiquinha toda vez que ela toca! Hehehe.
 
Tecla PLAY
 

Siem Reap

A cidade de Siem Reap em si não há muito do que falar. É uma cidade sem NADA demais. Apenas uma cidade com aparência de cidade do interior do Maranhão e que vive apenas para poder organizar tours pras ruínas de Angkor Wat.
O engraçado é quando você desce do busão, cara! Como todo lugar no Camboja, quando você desce do busão, vem uma PANCADA de motoristas de “Tuk Tuk” pra poder tentar te levar pra andar pela cidade. Cara, é engraçado como é infernal a parada! Sério, é tão infernal que o busão não pára no meio da estrada! Ele pára numa garagem e ficam uns guardas no portão segurando os bichos no portão. Todo mundo quer te pegar pra dar uma volta pela cidade! Se liga na foto!
Taxistas se estapeando para conseguir chegar na gente…
Tecla PAUSE
Quando eu voltei pra Phnom Penh foi mais engraçado ainda. Como o ônibus ia ter que parar no meio da rua, o motorista do busão desceu foi com uma ripa de madeira imensa na mão pra separar a galera. Um dos motoristas de Tuk Tuk já veio “na febre” pra tentar gritar “TUK TUK! TUK TUK!” e acabou por dar um pisão na sandália do motorista quebrando-a! Mermão, o motorista ficou LOUCO!! Ele fez aquilo que no Street Fighter Alpha a gente chama de “soltar o golpe especial” ou no RPG como “dar um charge”! Ele saiu que nem um LOUCO, dando paulada ao léu! Dando paulada pra tudo que foi lado! Quem via na frente dele ele sentava a paulada. Sobrou até pro povo que tava passando na rua que não tinha nada a ver. MUITO ENGRAÇADO, DOIDO! Ficou todo mundo dentro do busão olhando aquele louco e rindo da situação. Eu só fiquei imaginando esse cara fazendo isso todo o dia. Todo o dia duas ou três vezes por dia, uma galera gritando “TUK TUK” no ouvido dele! O cara também é humano, um dia ele ia explodir. Hahahah
TECLA PLAY, voltando a falar de Siem Reap
Dá até medo ver aqueles caras se digladiando no portão! Eu só sei que eu saí voado no meio daquele povo e consegui sair do campo de visão dos motoristas de Tuk Tuk. Aí tive tempo pra pensar. Comecei a andar no meio da rua me perguntando o que ia fazer até a hora que um motorista de uma moto colou do meu lado. Perguntei o que ele queria e ele me perguntou se eu não queria visitar o hotel dele. “Mas um cara querendo me enrolar” – pensei. Ignorei o cara e continuei andando na rua. Ele veio atrás e gritando:
– Mas, nós temos quartos individuais com banheiro por apenas três dólares! – ignorei.
– Mas, você pode ficar num dormitório por apenas um dólar – ignorei.
– Mas, eu só vou te cobrar um dólar pra te levar lá – ignorei.
– Nós vendemos cerveja a 0,50 centavos de dólar e ainda temos internet de graça.
ÃHN?!?! Aí já era covardia, né?
Pô, internet de graça e cerveja a 0,50 centavos? Desse jeito eu nem ia precisar ir ao Angkor Wat mais. Eu poderia ficar era só no hotel sem fazer nada! Só faltou falar que estavam inclusas no preço duas suecas quentes e uma tcheca ardente! Apelou perdeu!
Acabei indo pro hotel dele e por pegar o dormitório de um dólar. Era só um colchão dentro de um sótão, nada demais! Mas enfim, era mais do que precisava.
Depois me dirigi à recepção e perguntei se eles alugavam bicicletas. A mulher falou que sim. Fui lá e perguntei: – Vocês têm bicicleta Houston? A bicicleta do mochileiro? A bicicleta que coloca o mundo numa garupa (às vezes cansa ficar carregando o mundo numa mochila o dia inteiro. Uma hora a gente coloca na garupa! Ahá! Ahá! Pegou a piada? Pegou? Nossa, hoje eu tou muito engraçado, doido! Tou pensando até em aplicar pra ser roteirista da Praça é Nossa!)? Não, não tinha Houston! Tive que pegar uma bicicleta qualquer e descer pra ver o pôr-do-sol no Angkor Wat.