India

Parlamento Indiano em Delhi

Cara, essa era uma das coisas mais “cuti-cuti”. Lá eles tem esquilo por todo lado! Vocês já viram um esquilo? Essas coisas não tem no Maranhão 🙂
Cara, me dói dizer isso, mas, de todos os países que visitei até agora, a Índia foi o meu favorito (importante frisar que Bali foi minha “cidade” preferida e a Índia o meu país preferido!). Por que me dói dizer isso? Porque, de longe, apesar de ser o país que eu mais gostei, foi o que mais me fez passar raiva, o que mais me deu vontade de matar pessoas com requintes de crueldade e coisas do tipo. Só pra vocês terem uma idéia, a Índia é um país que te faz passar raiva desde o momento em que você precisar tirar o visto! Você tem que aplicar pro visto antes, pegar fila várias vezes, ir várias vezes na embaixada, esperar uma semana e ainda pagar 55 DÓLARES PELA TAXA (fiquei cinco dias a mais no Camboja só por causa disso)! Antes da Índia, o visto mais caro que eu já tinha pagado tinha sido pro Vietnã, 35 dólares, isso incluso a taxa de serviço da agência de turismo.
Apesar da vontade de estrangular cada miserável que tentava me enrolar no meio da rua, a Índia valeu cada centavo e cada passada de raiva que eu passei por lá. O país é impressionante e fantástico! A cada 100 quilômetros que viajava parecia que estava adentrando em um país totalmente diferente, com uma atração diferente. Impressionante!
Voltaria lá novamente? Acho que não, pelo menos não a passeio. Você precisa ir lá pelo menos uma vez na vida! Mas pra voltar a segunda vez eu acho que já é demais!
Só pra vocês terem uma idéia, eu tava planejando ficar na Índia só uma semana. Meu plano era só dar um rolê em Delhi, bater uma foto no Taj Mahal em Agra e depois ir embora. Fui ficando, ficando, indo só em mais uma cidade e no final fiquei quase um mês e meio. Um mês e meio passando raiva, mas ao mesmo tempo me encantando em cada cidade diferente!
Não sei se vai acabar ficando chato o tanto de informação que vou colocar sobre a Índia, já que muita gente vem aqui mais pra dar risada, mas é que fica impossível entender Índia e várias das histórias que eu vou contar sem antes ler todas essas informações que postarei abaixo. Se você busca cultura e informação, boto fé que você vai curtir, haja vista que a Índia possui uma cultura fascinante e não estudamos ABSOLUTAMENTE NADA quando estamos na escola. Cara, nem sobre Gandhi a gente não aprende no colégio! Como falei, fiquei um mês e meio na Índia, logo se faz necessário que uma pancada de informação seja lida antes de começarmos as presepadas propriamente ditas.
Por último. Todas essas informações foram obtidas através de relatos de guias, conversas com locais e retiradas do guia de viagem Lonely Planet. Apesar de serem fontes confiáveis (diria em 95%), no final pode haver uma ou outra inconsistência, mas, como já disse uma vez, isso aqui é um blog e não uma tese de mestrado 🙂

Economia e sociedade na Índia

A Índia possui uma população estimada em um bilhão de pessoas. É o segundo país mais populoso do planeta e em 2035 espera-se tornar o mais populoso, ultrapassando a China. O seu produto interno bruto é similar ao do Brasil, mas com os índices de crescimento que possui, mais cedo ou mais tarde nos ultrapassará. A Índia também é um país rural com 75% de sua população vivendo no campo.
Apesar de possuir um PIB semelhante ao nosso, a Índia é um país muito, mas MUITO pobre, cara! Sério, São Luís não é uma cidade lá muito rica no Brasil, mas das cidades que passei na Índia, só Mumbai e as cidades do estado de Goa pareciam ter um índice de desenvolvimento humano semelhante ou melhor do que o de São Luís. Falo sério, mesmo, cara! Bicho, é impressionante como você tem cidades com 800.000 habitantes, um milhão de habitantes e não é possível ter acesso a serviços básicos como água corrente e eletricidade (quando tem eletricidade, apagões são diários!). Não importa o tamanho da cidade, se for acima de Mumbai, ela sempre vai parecer com um dos piores interiores do Maranhão.
Varanasi, uma das maiores cidades da Índia. Caos total! Ao fundo vacas comendo no meio da rua!
A Índia possui 350 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha de miséria (sobrevivendo com menos de um dólar por dia), 75% desses infelizes em zonas rurais. A maior causa dessa pancada de pobres deve-se a baixa qualificação (o índice de alfabetização é de 75,3% para homens e de apenas 53,7% para mulheres) e também ao grande crescimento populacional que em muitas regiões supera o crescimento econômico (notadamente as regiões mais pobres possuem os maiores índices de crescimento populacional).
Como em todas as regiões pobres, a miséria leva ao desespero de sobrevivência. Estimativas dizem haver 10 milhões de prostitutas na Índia, sendo 20% delas, o que é mais triste, menores de idade. Apesar da exploração do trabalho infantil ser proibido e teoricamente combatido com rigor pelo estado, estimativas dizem haver por volta de 60 milhões de crianças trabalhando em condições degradantes, a maior taxa do planeta. A dura realidade é que as famílias simplesmente não têm como sustentar os seus filhos e os mandam para trabalhar para ver se eles conseguem sobreviver. Cara, a Índia é triste, brother!
Mas apesar de todos esses pesares, a Índia, assim como o Brasil é um país de contrastes. A Índia hoje é um gigante na produção de softwares. Isso se deve não ao fato de que eles sejam mais inteligentes que o resto do mundo, mas sim de que a sua mão-de-obra, apesar de qualificada, é muito barata. A cidade de Bangalore na Índia hoje é conhecida como o “Vale do Silício Indiano” tamanha a sua pujança. Conversando com um indiano de Bangalore, ele me falou que apenas na cidade de Bangalore eles tem 56 universidades diferentes só formando engenheiros (cara, uma coisa que eu admiro os indianos é isso. Eles não perdem tempo criando esses cursinhos “véi besta” como história, literatura ou relações internacionais em suas universidades. Eles gastam cartucho com cursos que realmente interessam e fazem rodar a economia como engenharias, administração etc.).
Verdade seja dita, Mumbai, a “São Paulo Indiana”, em alguns lugares, parece uma cidade européia
Só pra vocês terem uma idéia de como a mão-de-obra deles é barata, empresas de telemarketing estão fechando as suas filiais em território estadunidense para poder abrir filiais na Índia. Funciona assim, o cara nos Estados Unidos compra um laptop e acha que veio estragado, ele vê na parte detrás da caixa o telefone do atendimento ao consumidor e resolve ligar pra poder ver o que fazer. Disca o 0800 e, surpresa, atende um cara com o sotaque indiano! Sim, indianos trabalhando na Índia atendem pelo telefone consumidores estadunidenses! Enquanto um atendente de telemarketing ganha por volta de 15 dólares por hora na Califórnia, na Índia ele vai receber entre 250 e 300 dólares POR MÊS, talvez menos da metade do que um brasileiro e com a vantagem de que vários indianos têm inglês como língua nativa. O custo de ser uma ligação internacional ao invés de local (como seria caso eles estivessem nos Estados Unidos) compensa e muito para a empresa! Bom para os empresários, bom para os empregados! “Toda essa grana” que eles pagam aos operadores de telemarketing é mais do que a média de uma empresa indiana! A parada é tão maluca que eles recebem até aulas de como imitar sotaques ocidentais e adotam nomes como David ou Mike pra poder diminuir a diferença cultural. Doido demais, cara!
Outro ponto que me deixou fascinado em relação a esse abismo entre o preço da mão-de-obra do resto do mundo e a indiana refere-se ao novo tipo de turismo hoje em crescimento na Índia. É o “turismo médico”. Sim, isso mesmo, turismo médico, cara! O cara, estadunidense, tem que fazer um processo cirúrgico. A cirurgia nos Estados Unidos custa de 150.000 a 200.000 dólares. Na Índia, com um médico de igual qualificação, muitas vezes formado em universidades americanas, 10.000 dólares. O que fazer? O cidadão junta seus apetrechos e vai de mala e cuia pra Índia. Realiza a operação, fica um mês no país se recuperando, depois mais um mês viajando, volta pros Estados Unidos e gasta metade da grana que ia gastar só pra ser cortado nos EUA. Compensa? Cara, só pra vocês terem uma idéia de como isso já tá disseminado na Índia, no cartão de imigração que eles te dão pra preencher vem escrito: Motivo da viagem à Índia a) Turismo b) Negócios c)Trabalho Humanitário d)Tratamento médico e etc. Esse tipo de “turismo” injeta hoje 350 milhões de dólares por ano na economia indiana!
Por último, algo que eu achei interessante. Apesar de a Índia ser a maior democracia do mundo, lá o homossexualismo é proibido por lei! Dá pra acreditar nisso? Eu fiquei impressionado, cara! Em alguns países islâmicos mais radicais a gente até entende, mas numa democracia como a Índia? A seção 377 da legislação nacional proíbe toda e qualquer relação “carnal que seja contra a natureza”, o que na prática proíbe o homossexualismo! Quem praticar sexo anal na Índia pode pegar até DEZ ANOS DE PRISÃO mais MULTA! Mermão, a parada é complicada, cara! Apesar de ser um lei da era colonial de antes de 1861 e hoje raramente utilizada, ela ainda não é uma lei revogada e, portanto, homossexuais sofrem problemas de extorsão, chantagem e o que mais você imaginar para não ser denunciados! Até rola de acontecer paradas gays na Índia, mas vai todo mundo mascarado! Se essa moda pega em Relações Internacionais na UnB… Ia todo mundo assistir aula de máscara (menos os maranhenses, né brother? Porque eu e meu irmão “samo” macho! Nós “samo” macho até debaixo de outro macho!)…
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Apenas um recado de um maranhense aperriado!

Galera, antes de começar mais uma sessão de comentários comentados eu gostaria de confessar algo pra vocês. Confesso que estou muito triste de não poder estar dando tanta atenção ao blog como deveria. Sério, me causa muita tristeza que meu tempo aqui na Europa com o meu laptop esteja tão curto. Fiquei muito tempo sem usar o laptop porque não tinha o plug pra adaptar minha tomada dos Estados Unidos na tomada aqui da Europa. Só pra vocês terem uma idéia, outro dia eu tentei fazer uma gambiarra aqui pra poder ligar meu laptop. Deu um curto circuito, explodiu uma parada, as luzes se apagaram e eu achei que tinha era destruído o apartamento da mina! Graças a deus foi apenas os fusíveis que caíram e depois ficou tudo certo!
Outro ponto que gostaria de comentar refere-se ao fato de que muitas pessoas estão me mandando mensagens por e-mail ou pelo orkut e ando tendo muito pouco tempo pra respondê-las.
Gente, peço caridosamente que vocês não se importem se eu respondê-los com mensagens telegráficas e curtíssimas, mas é que eu prefiro responder desse jeito a não responder. Fico mal de receber um scrap gigante de alguém e ter que responder com uma ou duas linhas, mas é que ao mesmo tempo que rodo esse blog, estou viajando e sempre tem alguém me arrancando do computador (cara, sério, imagina uma polaca falando pra mim: – “Claudio, sai do PC, vem pra cá conversar com a gente!”. Como é que eu resisto, meu amigo?). Se caso você não se satisfez com alguma resposta que eu dei ou, pior, não teve a sua mensagem respondida (cara, tento responder a todas perguntas, mas algumas vezes acabo pulando umas sem querer), peço sinceras desculpas, mas é que tem muita gente mesmo mandando mensagem!
Já teve tanta gente maluca me pedindo dica que vocês não fazem nem idéia. Já teve um cara que disse que queria viajar a América Latina inteira pedindo carona, outro que queria fazer volta ao mundo a pé, outro pedindo dica pra viajar na Itália (o que eu respondi? Minha dica pra viagem na Itália é: – Vai ao primeiro aeroporto e compra uma passagem pro Camboja!) e por aí vai… Pra ser sincero eu adoro receber essas mensagens. As pessoas me escrevendo pra poder dizer que lêem o blog, pedindo dicas e etc. são o motivo de eu estar escrevendo um blog no sábado a noite na Polônia! Fico apenas triste de não poder responder sempre, mas faço o possível!
Quando eu voltar pro Brasil, tudo vai se resolver!
Mas é isso aí, vamos aos comentários comentados!

Em um cinema perto de voce.

Foto tirada hoje na Polonia

Comentarios Comentados

1 – Charlles Veraz comentou:
Caaaaaraca, to pirando lendo teu blog man, moro na Nova Zelandia há quatro meses e amo cultura e informação, jah to lendo ha uma semana e tu parece meu amigo de infancia pois tenho a impressão de que vc fala comigo hahahaha loco neh, tenho um blog tbm e sei como é dificil mante-lo meus parabens e agora vamos as perguntas:
1 quando vc volta ao brasil??
2 quando virá pra nova zelandia?? se vier casa tu jah tem hahahah
Li o post do camboja e na minha opnião é o melor de todos até agora parabens.
abraços paulistas
Charlles Veraz – New Zeela
R – Cara, “Quando eu volto pro Brasil” e “quanto tempo ando viajando” são perguntas recorrentes e vou aproveitar pra respondê-las. Estou planejando voltar pro Brasil no meio de dezembro, mas pode ser que eu volte antes ou depois, sei lá, eu posso acabar me casando com uma “polaca fogosa” (alguém aqui no blog que deu esse nome, não foi?) ou sendo deportado e mandado pra casa dentro de uma caixa por fazer algo errado sem querer. Aproveitando pra responder, estou viajando desde 22 de dezembro!
2 – Nathalya comentou:

Como vai Claudiomar?!
Fiquei impressionada com a criatividade que vc teve para criar este blog e na qualidade dos seus textos.
Prazer, o meu nome é Nathalya, e sou estudante de Jornalismo. Curiosamente, esta semana tenho que entregar um trabalho sobre turismo economico, mais precisamente pessoas que fazem mochilão. E adorei o seu blogger. Enfim, gostaria se for possível da sua ajuda! Para a minha reportagem ficar melhor!!! Adorei a sua iniciativa e gostaria de inclui-la no meu trabalho. Porém, antes gostaria de lhe perguntar se posso expor este blogger para os outros alunos.
Além disso, gostaria que vc respondesse apenas à quatro perguntas.
1- Qual foi a vantagem por vc ter optado pelo mochilão à uma viagem normal?
2- Como é a escolha para os albergues e comos gastos com a alimentação?
3- Como foi a organização da sua viagem? Sempre foi um objetivo para vc?
4- Conte um pouco sobre o blogger? O que ele representa para a sua viagem?
Eu vou agradecer muito se vc puder responder a estas 4 perguntinhas para mim!
Desde já, muito obrigada e os meus parabéns
R – É engraçado você perceber a diferença recorrente entre um comentário realizado por um leitor normal do blog e uma estudante de Jornalismo, hehehe. Repara no estilo que ela escreveu o comentário: Primeiro, me cumprimentando, depois, fazendo um comentário de boas vindas, depois se apresentando etc. Sério, até me lembrei dos e-mails que eu costumava mandar quando procurava estágio, hehehe.
Nathalya, peço a você as mais sinceras desculpas, mas não deu pra eu responder esse comentário antes assim como você tinha me solicitado. Mas vou respondendo agora.
1- Qual foi a vantagem por vc ter optado pelo mochilão à uma viagem normal?
Não sei, acho que talvez porque eu odeio viagem normal. Não tem algo que eu ache mais ridículo do que ver classe média indo pra Paris e Londres e achando que aquilo é a maior coisa do mundo. Pra falar a verdade eu tou muito desapontado com a Europa. Sério, tudo aqui é muito igual, saca? Já estive em seis países desde que cheguei e é sempre a mesma coisa: Igreja daqui, torre ali, relógio ali, castelo do outro lado e etc. Sério, no começo é até legal, mas depois enche o saco DEMAIS! Os centros históricos que eu já vi por aqui se parecem bastante com vários centros históricos de cidades brasileiras como São Luís, Salvador, Olinda etc. A única diferença é que eles são mais bem conservados e bem maiores.
Até agora não teve (e acho que não vai ter) nada na Europa que chegasse perto de me encantar como o que vi no Sudeste Asiático (Camboja sempre!) e na Índia!
Pra não falar que não gosto de nada aqui na Europa adoro as loiras e as baladas 😛
2- Como é a escolha para os albergues e comos gastos com a alimentação?
Desde que comecei a viajar ainda não fiquei em albergues. SEMPRE fiquei hospedado em “couchs” pelo couchsurfing.com. Quando paguei por acomodação foi quando estava na Índia ou no Sudeste Asiático, mas nunca paguei mais do que oito dólares por dia. Alimentação funciona da seguinte maneira: quando a cidade é cara, cozinho em casa, quando a cidade é barata como pela rua mesmo (na Índia uma refeição dificilmente passa de dois dólares!)
3- Como foi a organização da sua viagem? Sempre foi um objetivo para vc?
Iiihhh… Tem história demais por aí. Mas basicamente não dá pra responder como “foi” a organização da minha viagem, mas sim como “está sendo”. Antes de sair do Brasil eu tinha feito todo um roteirinho e talz, mas no meio da viagem joguei pros ares e agora vou indo do jeito que o vento me levar! Estava planejando ficar muito mais tempo na Europa e muito menos tempo na Ásia. Acabei ficando um mês a mais na Ásia e não me arrependo por nada. Pra falar a verdade me arrependo de ter chegado tão cedo na Europa!
4- Conte um pouco sobre o blogger? O que ele representa para a sua viagem?
O blog é tudo pra mim. É o que me empolga, é o que me faz dar muita risada (gente, já falei e volto a repetir, tou sentindo falta de comentários engraçados e sem noção!!), é o que me faz buscar sempre fazer coisas loucas e novas para poder escrever (e o que no final acabam fazendo minha viagem mais interessante!). Só pra você ter uma idéia, várias das histórias que escrevo aqui eu já cheguei a comentar que eu só entrei na presepada pra ter história pra contar no blog depois!
É engraçado como um diário de viagens que no começo eu escrevia só pra poder deixar minha família e meus amigos mais próximos a par do que estava ocorrendo algumas vezes tenha mais de 10.000 acessos em um mês! Sério, fico impressionado com isso e com o número absurdo de pessoas que me mandam mensagens e me adicionam no orkut! Falar nisso, galera, a comunidade no orkut tá meio que jogada às moscas, vocês podiam ver de começar a comentar algo por lá, né?
3 – Eduardo Fuica e um anônimo comentaram no post Uptade da República Tcheca:
“Encontro continental do couchsurfing” … hum… sei…
Claudimar! Thecas Thecas Thecas hu! Thecas Thecas Thecas hu! ou é hora de começar pegar busão lotado para sentir o calor da varias thecas ao mesmo tempo ! hahahah
abraços
Edu
R – Olha os bichos, velho! Eu aqui comentando mó de boa e vêm os bichos me atiçando pra cima das tchecas! Ow, pro seu governo senhor “anônimo” eu realmente fui pra República Tcheca pra comparecer a um encontro continental do couchsurfing, ok? O fato de ter várias loiras lindíssimas por lá, dentro dos ônibus principalmente, foi apenas uma feliz coincidência. Mas deixa eu parar de falar sobre isso aqui porque daqui a pouco o “Big Brother” vai mandar um e-mail narrando os melhores momentos pra Taíze.
4 – Maricotinha comentou:
Daqui a pouco vc volta pro Brasil e ainda vai ter coisa pra postar…
R – Isso você pode ter a mais absoluta certeza! Tou na Europa há quase um mês e até agora nem comecei a postar sobre a Índia. Boto fé que ainda vou ficar uns seis meses no Brasil escrevendo blog, hahaha.
É isso aí! Deixa eu ir que hoje é sábado a noite e sábado a noite em casa, em Vasórvia, é maldade demais! Se aqui tivesse pelo menos “A Praça é Nossa” pra gente assistir, hehehe.

Preah Khan


Preah Khan foi construído, mais uma vez, por Jayavarman VII (mermão, esse cara foi o Kubitschek da parada) para servir como uma residência provisória enquanto Angkor Thom estava sendo construída.
O que mais me impressionou neste templo, ao contrario dos outros, não foi cabeça pra tudo que é lado ou filmagem de um filme imbecil. O que mais me impressionou foi ter achado um quarto em estilo grego no centro do templo!! Sim, estilo grego! Com aquelas colunas, janelas e escadarias parecidas com o PANTHEON na Grécia!! Bicho, fiquei impressionado demais como eles fizeram isso! Você já imaginou? Naquele tempo não tinha internet (naquele tempo não tinha, pasmem, Google!). Construir uma casa não era assim, vai lá na internet, pesquisa o estilo que você mais gosta e aí constrói!
Como é que eles levantaram algo com um estilo como aquele quase mil anos atras? E’ bom lembrar que a Grecia fica a um Sudeste Asiático, uma Índia, um Irã e um Oriente Médio de distância… Sério, pirei com aquilo.

Ta Prohm

Ta Prohm fica situada fora da cidade fortificada e foi construído no ano de 1186 como um templo budista dedicado à mãe de Jayavarman VII. É um show a parte. Ao contrário de todos os outros templos que visitei em Angkor, este em particular acabou sendo tomado quase que totalmente pela natureza. É impressionante você ver as raízes das árvores caminhando por cima das paredes dos templos. O seu estado de conservacao atual, dentre todos os templos, provavelmente é o que mais se parece com o estado em que os templos se encontravam quando os europeus “redescobriram” Angkor. O templo representa meio que uma luta da natureza contra algo construído e tomado pelo homem.

Cara, eu ficava olhando aquelas raízes e pensando: – “Como será que elas cresceram ali?”. As arvores não nasceram grandes, correto? Como elas fizeram pra, gradativamente, alcançar o solo com suas raízes? Louco, né?

Mas o lugar é famoso devido ao fato de que lá se situa a Tomb Raider’s Tree (arvore da Tomb Raider). Lá há a árvore em que Angelina Jolie pega uma flor de jasmim antes de cair num buraco no chão e ser transportada pra outro lugar no filme Tomb Raider. Lembra dessa parte? Não? Nem eu. Também não perdi tempo vendo este filme.
Mas, mais famoso ainda do que a Tomb Raider’s Tree, e’ a fila de pessoas que ficam aguardando pra tirar a sua foto nessa bendita arvore. Antes ele deixavam tirar a foto dentro do portão, mas como muita gente tava indo lá pra bater foto, tava danificando o local. Hoje eles cercaram e você só pode tirar foto de uma certa distância.

Se liga na cambada de gente pra tirar foto

Angkor Wat

De todos os templos de Angkor, com certeza, o Angkor Wat é o mais conhecido, preservado e limpo. Não sei se vocês lembram daquela eleição que fizeram pras sete maravilhas do mundo contemporâneo, aquela que elegemos o Cristo Redentor. Pois é, o Angkor Wat também participou e, numa injustiça tremenda, não foi eleito (isso em parte porque quase ninguém no Sudeste Asiático tem internet e não puderam votar).Como todos os templos do Angkor, não há 100% de certeza acerca de porque foi feito e quais são os significados implícitos no templo. Acredita-se que tenha sido construído como um templo funerário (gente, não sei se esse é o termo certo, tou traduzindo do inglês funerary temple) para o rei Suryavarman II (1112 – 52) em honra ao Deus Vishnu, Deus hindu que o imperador mais se identificava. Essa idéia de que o Angkor Wat primeiramente tenha sido construído para ser um templo, decorre do fato do templo ser voltado para o oeste (que simbolicamente é a direção que representa a morte para os hindus) e os afrescos nas paredes foram feitos para serem vistos em sentido anti-horário (que também significa morte). O fato também de estar voltado para oeste pode estar relacionado a que Vishnu sempre está associado ao oeste. Seguem as fotos: 

Alguém sabe para que lado fica o Angkor Wat? Macho que é macho anda com bicicleta de cestinha, amigo!
O templo é cercado por um fosso de água semelhante aos dos castelos medievais europeus, mas absurdamente maior com seus 190 metros de diâmetro, o que faz a área do templo ser um gigantesco retângulo de 1,3 km por 1,5 km. As pedras utilizadas para construir o templo foram trazidas de uma região a mais de 50 quilômetros do templo. Gente, imagina como os caras fizeram isso? Como se constrói um fosso de 190 METROS e se transporta pedras com algumas toneladas sem a utilização de guindastes ou veículos motorizados? É bom lembrar que tudo isso ocorreu há quase mil anos, quando a América ainda não tinha sido “descoberta” e a Europa vivia os anos obscuros do feudalismo.
Após passar a ponte do fosso, há uma “pequena” avenida de 475 metros e 9,5 metros de largura ligando o portão central ao templo central. Ao lado da avenida, ainda é possível ver as ruínas de duas livrarias.
Avenida central do templo
Livraria

Uptade da Republica Tcheca

Galera, eu sei que todo mundo anda preocupado comigo, se ando me alimentando bem, dormindo bem ou algo assim…

Estou escrevendo aqui so pra dizer que mais uma vez o post vai sair meio atrasado. Tou num encontro continental do couchsurfing aqui na Republica Tcheca e, nao, nao estou me alimentando bem nem dormindo bem.. hehehehe Espero apenas sair vivo daqui… Tou sem tempo pra nada, portanto mais uma vez peco desculpas, mas assim que eu achar uma internet de qualidade eu posto o final do Camboja.

So pra voces terem uma ideia, tou postando dentro de um pub aqui na Republica Tcheca. A festa ta comendo, a galera ta apavorando e o nerdzao ta aqui na internet… hehehe.. Tudo pelo meu blog… Deixa eu voltar pra la que a galera ta me arrancando da internet.

abracos maranhenses

Comentarios Comentados

Gente, a minha caixa de e-mail ta gigante com uma pancada de e-mails da galera fazendo varias perguntas. Nao estou reclamando disso, mas gostaria apenas de deixar claro que nem sempre tenho facil disponibilidade de internet, portanto nao se sintam desprestigiadas se eu demorar por responde-las, mas e’ que, como falei, tou viajando e escrevendo ao mesmo tempo 🙂 As vezes acontece tambem de no meio de tanto comentario e e-mail eu deixar passar algum sem querer. Mas vamos comecar:
1 – Lucas Veloso comentou:
Q doidooooo velho mto bom post. gostaria de t perguntar outra coisa brother em q paises do velho mundo vc vai passar? na parte europeia é claro.
R – Cara, os paises da Europa que estao no meu ticket sao: Suecia, Polonia, Turquia (Instambul fica na parte europeia), Eslovenia, Austria, Suica, Espanha e Portugual. Tirando esses pretendo passar (ou ja passei) por: Lituania, Letonia, Republica Tcheca, Hungria, Eslovaquia, Italia, Grecia, Vaticano, Alemanha e talvez um ex-pais da Iugolasvia. Mas como sempre deixo bem claro, planos sempre podem mudar 🙂
2 – Mari perguntou:
Olá Claudiomar!! Conheci hoje o seu blog e já te coloquei no favoritos, receberá visitas diárias. Em Maio’09 pretendo iniciar a minha trip volta ao mundo! Começo pela África, depois Europa, Ásia e Oceania. Pretendo conhecer uns 20 países em 6 meses. O que acha, é possível? Mas a principal insegurança é o fato de estar planejando ir sozinha nessa aventura. Muitos dizem que viajar sozinha é a melhor coisa do mundo, dizem que é dessa forma que temos as reais oportunidades de conhecer outras culturas, pessoas, lugares. Por outro lado, tenho a insegurança, penso que normal, de uma mulher viajando sozinha pelo mundo… ai ai ai… o que a sua experiência diz disso?? É claro que penso em evitar os países de cultura extremamente machista, como por exemplo as Arábias. Aguardo o seu comment sobre toda essa empreitada. Muito Obrigada!!! Mari
R – Mari, e’ o que eu sempre digo: Perigoso e’ viver no Brasil. O Brasil tem taxas de homicidio comparaveis a paises em guerra civil e nem por isso a gente tem medo de sair de casa. Nao posso te dizer assim: “Nao e’ perigoso viajar sozinha”, porque, dentre outros fatores, nao sou uma menina, heheh 🙂 Sou Maranhense e macho ate debaixo de outro macho!
Mas entao, viajando pela Asia, por todos os paises que passei, SEMPRE encontrei varias meninas viajando sozinhas e elas nunca pareceram ter tido nenhum tipo de problema. Eu nao sou a pessoa mais indicada pra isso, mas se voce procurar no google, tem varios foruns aonde meninas debatem sobre como viajar sozinhas. Da uma olhada por la. 🙂 O unico problema que voce pode enfrentar e’ encontrar um alemao (ou um sueco quente, como a bancada feminina do blog gosta de falar) e acabar nao querendo mais voltar pro Brasil, hehehe.
3 – Celso Pontes comentou:
hhh rapá…quer dizer que além de Suecas Quentes teremos Polacas Fogosas!?!?hahaahhUAHClaudiomar, queria que tu me falasse qual tipo/tamanho de mochila que tu usa nessa tua viagem.enfim,abraço.
R – Mermao, por mim vai ter Polaca Fogosa, Tcheca Ardente, Eslovaca nheco-nheco e por ai vai, hehehe. 🙂
Mas entao, sobre o tamanho da mochila. Cara, nao tenho muita ideia sobre o tamanho exato da minha mochila nao. Seria capaz de falar que viajo com uma mochila de 80 litros e duas mochilas do tamanho da que utilizamos para ir para escola. Sao duas mochilas normais, uma para o laptop e outra que comprei quando estava na Australia pra usar na faculdade. O que eu posso te dizer com maxima certeza e’ que na ultima vez que pesei todas as minhas mochilas elas juntas pesavam 27 quilos. O cara do aeroporto encrecou e disse que eu so poderia colocar 25 quilos. Coloquei um par de botas nos pes, vesti uma jaqueta mais pesada e joguei fora meu guia de viagem da India. Fiquei com 25 quilos. Logo, se voce tirar todos os “superfluos” das minhas mochilas, da 25 quilos com laptop, o que e’ suficiente se voce nao quiser viajar com secador de cabelo ou trinta pares de sapato.
4 – Eduardo comentou:
Cara , muito do cara…”ca” sua mochila ! O mundo que esta nela e vista por um angulo tão … comediamente real . isso ai , estou lendo seu blog a uns 3 dias seguidos! parebens show de bola!Ou não é tiração não ,,, mesmo pq não conheço nenhum paulista que hoje ande ou estaja vivo depois de zooar um Maranhense … mas velhinho tu ta o Pinguim (do batman) encarnando … muito igual..hahahah isso ai velhinho , sucesso sempre nesse sua caminhada.
R – Pinguim, Boça… O que mais falta neguinho me apelidar? Voces podem falar o que quiser, mas eu sei que a meninada quando olha minha foto logo me apelida logo de Leonardo di Caprio dos cocais. Diz ai, mulherada, tou certo ou nao?
Confesso que estou sentindo falta daqueles comentarios mais engracados… Serio, ate hoje eu fico rindo lembrando do moleque que falou que o Buda era elfo, hahaha.
5 – Juliana comentou:
olá…tenho lido seu blog faz um tempão…E te juro deveria te cobrar pela propaganda que tenho feito!hahaholha só, to em duvida quanto ao seu trajeto…Como vc tem feito com grana pela europa?tudo bem que o dolar tava rendendo enquanto vc gastava com baths, mas e agora que é EURO?bjaojuliana-paulista!
R – Boa menina, sempre fazendo propaganda… Quando eu passar o jacare banguela em numero de acessos eu vou sempre lembrar de voces, hehehe. Falando em propaganda, o que aconteceu com a campanha do Jo? Miou?
Sobre a pergunta dos euros. Juliana, sabe que e’ uma coisa engracada? Quando eu tava na Tailandia e na India (que e’ ainda mais barata que a Tailandia) eu gastava muito mais dinheiro diariamente do que quando estava na Suecia (de longe o pais mais caro que visitei). Sabe porque? Os paises do Sul da Asia eram tao baratos que eu ja nao tinha nem saco de ficar procurando couch pelo couchsurfing.com ou ficar cozinhando em casa. Fazia tres refeicoes por dia em restaurantes, dormia em hoteis e pensoes, nao andava de onibus (so de taxi). A parada era que tudo era muito barato. O hotel era dois dolares, andar o dia inteiro de taxi custava tres ou quatro, uma refeicao custava um ou dois, uma camiseta dois dolares e por ai vai. O problema e’ que esse barato vai se somando e no final eu facilmente tinha estourado a minha cota diaria de 20 dolares diarios. Quando eu cheguei na Suecia tudo se inverteu. So o metro pra sair e voltar de casa eu ja gastava dez dolares, logo cada gastinho que saia do meu bolso era um rombo imenso no orcamento. Fiquei absurdamente mais controlado. A Polonia e’ um pouco mais barata, mas ta saindo desse jeito tambem, dificilmente como fora de casa por aqui. Por isso nao gasto tanto por aqui 🙂
Abracos maranhenses