Enfim, chego ao limite! – Viajando na Índia

(Galera, eu sei que eu já havia publicado o post da viagem após Varanasi, da viagem à Kajuharo. Como expliquei no post passado, não publiquei o final das histórias de Varanasi por não possuir as fotos comigo. Portanto vamos voltar às últimas postagens sobre Varanasi, sobre o dia em que atingi o meu limite de stress. Espero que vocês se divirtam…)

Eu e Samanta saímos pra poder comprar a nossa passagem de trem em direção à nossa próxima cidade, Kajuharo. Fomos à estação de trem, compramos a passagem e foi tudo de boa. Estávamos saindo da estação de trem e… e… E começamos a pensar: – “Opa, como vamos fazer pra voltar pra casa agora?”. Danou-se, não sabíamos como voltar, estávamos perdidos! Paramos um táxi e perguntamos se ele sabia onde ficava a nossa pensão. Logicamente ele falou que sim (taxistas na Índia NUNCA dizem que não sabem o lugar que você está procurando). Pegamos o táxi e depois de uns dez minutos ficou claro que o cara não sabia patavina nenhuma onde era a nossa pensão. Depois de um tempo ele simplesmente nos largou em um lugar próximo à pensão e a gente acabou tendo que se virar.

Bagunça na estação de trem em Varanasi! Geral dormindo no chão à espera do trem…


O grande problema é que, como já havia explicado, Varanasi é uma cidade milenar e, como todas as cidades milenares, é cheia de ruas sinuosas que mais parecem corredores onde duas pessoas mal conseguem passar ao mesmo tempo. As casas são tão próximas que os telhados das duas chegam quase a se tocar acima da sua cabeça e tapam o sol. O seu senso de direção fica inexistente. Samanta tinha uma bússola que usávamos para tentar nos localizar, mas mesmo assim não tava ajudando muito.
Depois de algum tempo, mais perdido que só um cachorro que caiu da mudança, resolvemos pagar um cara com uma charrete movida a bicicleta (igual à que pegamos no Nepal) para ele nos levar na nossa pensão, já que, como falei, carros não chegavam lá. Cheguei pro cara (já bravo que só siri dentro de lata pelo fato de ter sido enrolado previamente pelo motorista do táxi) com o cartãozinho da pensão e perguntei:
– Tu sabes onde fica esta pensão, cara?
– Eu sei.
– Tu sabes mesmo?
– Eu sei.
– TU TENS CERTEZA QUE TU SABE ONDE FICA ESTA PENSÃO?
– Eu sei
– Se tu não souberes a gente não vai te pagar. Ouviu? Não vamos te pagar! Já que tu sabes onde fica, segue com a charrete e só olha pra frente!
Lá foi o cara pedalando. O cara foi pedalando, pedalando, pedalando e a agulhazinha da bússola da Samanta só apontando pro lado contrário. Quando ele parou pra pedir informação, não deu certo! Eu explodi e desci da carroça gritando:
– VOCÊ NÃO FALOU QUE SABIA ONDE ERA? VOCÊ NÃO FALOU, SEU VELHO MENTIROSO? VOCÊ MENTIU PRA MIM! VOCÊ NÃO PASSA DE UM MENTIROSO BARATO E POR CAUSA DISSO AGORA NÃO VOU TE DAR NENHUM TOSTÃO! VAI TE EMBORA DAQUI!
Descemos da charrete e começamos a ir embora. Ah, cara, pra que? Quando a gente falou que não ia pagar o velho (cara, só pra você ter uma idéia, o velho tinha cobrado a gente menos do que 25 centavos de real pela “corrida”, mas como já falei, se o cara tá querendo me roubar, pode ser um centavo que eu não vou pagar!) juntou UMA PENCA de gente na rua nos cercando, perguntando o que tava acontecendo se oferecendo pra “ajudar”. Nessa hora eu comecei a ficar assustado, mas como não podia mostrar sinal de fraqueza (seria meu fim. Aí sim o velho ia querer arrancar uns dez dólares da minha mão), me recusei a pagar e a situação começou a ficar tensa com mais gente se amontoando.

E no meio da multidão parece surgir uma esperança


Um indiano lá do meio da multidão, que falava um bom inglês, se ofereceu pra nos “ajudar”. Foi lá e falou que se todo o problema era por causa de 25 centavos que ele pagava ao velho. O cara parecia ser realmente simpático e bem educado e devido a isso aceitei a ajuda dele. Ele pagou os vinte cinco centavos do velho pilantra. A multidão se dispersou e ele veio falar comigo:

– Mas então cara, onde você tá indo?
– Rapaz, eu tou indo pra essa pensão aqui. Tu sabes onde é?
– Claro que eu sei. Vamo lá, eu te levo lá.
– Quanto você vai me cobrar por isso?
– Não, não vou te cobrar nada. Pode vim, eu te levo lá.
Indiano querendo te ajudar, sendo gente boa e ainda por cima de graça? Isso logicamente era uma armadilha. Lá na hora falei pra ele que ia pagar 20 rúpias (um real. Dez rúpias ele já tinha dado pro velho ir embora) pra ele e pro amigo dele que apareceu depois pra nos levar à nossa pensão. Depois de muita relutância (pombas, o cara parecia REALMENTE ser gente boa) ele acabou aceitando a gorjeta e fomos indo seguindo ele por aquelas ruas medievais e sinuosas de Varanasi.
Andamos por volta de uns cinco minutos e eu comecei a sacar tudo. O cara parou numa loja que vendia uma PANCADA de bugigangas e nos convidou pra entrar. Eu falei bem enfático que eu não queria ir a loja nenhuma, que ele nos levasse à nossa pensão. Ele insistiu, eu falei “não”, insistiu mais uma vez, eu fui bem enfático e acho que ele desistiu. Virou, saiu andando e fomos lhe seguindo. Cinco minutos depois ele parou em OUTRA loja e nos convidou pra entrar e, mais uma vez, Claudiomar Hulk, estourou com o cara! Comecei a ser bem grosso com ele e falei que ele dissesse logo o que ele queria, que se ele queria fazer dinheiro com a gente que procurasse outro idiota e toda a “ceninha” que eu já expliquei em detalhes em outras situações. Nessa hora, como já de era de se esperar (afinal ele não tava esperando minha reação, ele ficou meio assustado), saiu andando com nós dois os seguindo.
Quando os estávamos seguindo, eu tive uma idéia. Puxei Samanta um pouco para trás de mim e deixei os caras se distanciarem, assim, uns dez metros. Quando vi que eles só olhavam pra frente, puxei a Samanta pelo braço e entramos em uma ruela totalmente estreita. Saí rodando, pelas ruas labirínticas de Varanasi com o intuito de escapar dos dois malas. Deu certo, depois de alguns minutos estávamos no meio de um labirinto e sem sinal dos dois malas perto da gente. Pra melhorar ainda mais a questão, um dos malas ainda tinha dado uma grana dele pra solucionar o problema do velho. Sei que ele havia dado apenas vinte e cinco centavos, mas me senti profundamente bem de saber que eu tinha ocasionado um prejuízo a ele e roubado o ladrão.
Restava um problema: Ainda estávamos perdidos, sem a mínima noção de onde era nossa pensão e ainda por cima com dois malas que, com certeza, estavam na febre atrás da gente…
Só sei que andando um pouco acabei chegando ao Rio Ganges. Ao chegar ao Ganges, de longe, avistei um prédio de onde havia tirado uma foto. Olhei na máquina e confirmei o local. Daí tive uma idéia genial. Bastava apenas seguir o curso do Ganges, atingir o prédio e de lá caminhar para a pensão (já que o prédio era quase que do lado). Quando começamos a seguir o curso do rio, meu amigo, apareceu os dois meliantes BABANDO de raiva. O cara já veio gritando: – “Onde vocês tavam? Quem mandou vocês virem por aqui?”. Eu que já não tava com muita paciência mandei ele calar a boca, falei que não precisava da autorização dele pra andar em Varanasi e mandei ele ir embora porque eu já sabia como voltar pra casa. O cara não gostou mesmo. Falou que queria o dinheiro dele. Fui lá e devolvi os vinte e cinco centavos que ele havia pagado ao velho da charrete e mandei ele ir embora. Pensa que foi? Na terra dos mil roubos um safado nunca sai com as mãos abanando…
Deixei ele falando sozinho. Peguei Samanta pelos braços e fomos indo em direção a nossa pensão. O cara veio frenético nos seguindo e gritando: – “Como assim você vai me dar só isso? Você é louco? Pode me pagar mais! Eu servi como guia pra você! Você prometeu me pagar 20 rúpias! Vamos, me pague! Me pague o que prometeu!”. Eu fiquei ignorando o que ele falava, já que ele não tinha feito nada de útil, só tentado ganhar grana as minhas custas. Apesar de o estar ignorando, o fato dele me ir gritando comigo no meio da rua me irritava cada vez mais e vi que seria questão de tempo eu explodir com ele. Depois de um dez minutos vendo que eu o estava ignorando, ele tentou outra estratégia… Mas isso é assunto para o próximo capítulo….
O post já ta muito grande e vou deixar vocês com um gostinho de curiosidade do que aconteceu. Daqui a dois dias posto o resto 🙂

Retratos do Brasil – Nosso garoto em Gaza

*Artigo interessante que li no blog do Noblat (www.blogdonoblat.com.br)

Luan Barbosa de Souza cresce na Faixa de Gaza. É brasileiro, tem sete anos de idade, conhece arma, defunto e medo. De noite, obedece ao toque de recolher. Às vezes não adianta. A guerra entra pela janela. Outro dia viu um cadáver jogado na calçada.

A mãe é uma heroína. O pai é um sábio vendedor de balinhas analfabeto que criou códigos e refúgios. Em dias de tiroteio esconde a família num cubículo no fundo de casa. Aumenta o volume da televisão, liga o rádio bem alto, inventa histórias estapafúrdias para aliviar a agonia do filho.

“Vivemos disfarçando o que se passa lá fora”, diz a mãe, dona Antonia, incansável mesmo quando a violência vence o disfarce. . “Se tem gente morta na rua, eu mudo o caminho. Morte não é coisa para criança. Nem guerra”.

“Guerra é confusão e tristeza. É cidade estragada”, resume o valente Luan. “Não tenho medo de nada, nem de bicho perigoso, nem de lobisomem. Só de tiro. O barulho dá de dor barriga. É assim pá, pá, pá”.

Luan já sabe ler e escrever, quer ser bombeiro. “Vou salvar todas as crianças do mundo”, planeja o pequeno herói. “Vou salvar de todos os perigos. Dos ladrões, dos soldados, dos incêndios e dos monstros”.

A monstruosidade de passar a infância no meio de vilões afeta a rotina e as brincadeiras de Luan. Ele não joga mais bola na rua nem anda de bicicleta nem solta pipa. “Só ratinha, que voa baixo e não vai pra longe”, ensina. “Ratinha é uma pipa pequeninha”.

“Também não deixo sair de casa no fim de semana. Fica mais perigoso. Aqui tem muita droga”, lamenta a mãe inconformada com o endereço da família.

Mora no Entorno da capital do Brasil, na cidade de Céu Azul, na favela de Vila Guairá, numa região tão violenta que ganhou apelido de Faixa de Gaza. A diferença é fora dali ninguém sabe dos corpos no chão e da dor dos meninos. Só Luan e o povo dali.

Ana Beatriz Magno é repórter, mãe de dois filhos, cobre temas relacionados à infância e ganhou importantes prêmios jornalísticos – Embratel, Rei da Espanha, Herzog, Libero Badaró. Em 9 de dezembro de 2008, ela conquistou com o fotógrafo José Varella o Premio Esso de Reportagem pelo trabalho Brinquedos dos Anjos. Bia é secretária-executiva de comunicação da Universidade de Brasília

P.s: Amanhã tem post novo 😛

Kajuharo

Galera, eu sei que havia prometido postar sobre a crise de stress por que passei na Índia. Realmente havia me preparado pra isso. Escrevi toda a história, fiz todas as revisões, mas quando abri o meu pen drive aqui na lan house em Jericoacoara me toquei que havia esquecido as fotos do post. Não vou postar a história sem as fotos, pois post sem fotos fica muito sem graça. Devido a isso, vou adiantar as postagens acerca da cidade que fui após Varanasi. A cidade do Kama-Sutra, Kajuharo!
Após a mais do que estressante experiência de Varanasi, era chegada a hora de pegarmos um busão e sairmos em direção à nossa próxima parada: Kajuharo!
Kajuharo é uma cidade na Índia famosa pelas ruínas de suas civilizações antigas. Até aí nenhuma novidade, certo? Pois é! Mas o que faz as ruínas de Kajuharo serem acima de tudo especiais são a que elas são dedicadas. Kajuharo é famosa devido às suas ruínas do Kama Sutra!!!
Sim, cara! Kama Sutra!! Você caminha pelos diversos monumentos absurdamente bem preservados e, quando menos se espanta, se depara com esculturas esculpidas nas paredes de pessoas fazendo as mais loucas posições sexuais! Essas esculturas seculares servem pra demonstrar que a depravação já faz parte das nossas vidas há muito mais tempo do que imaginávamos! 
Brinque de “onde está o Wally” e descubra onde estão as esculturas eróticas nas fotos que postei
 
Perguntei a alguns guias o significado daquelas esculturas, por que elas estavam naquelas paredes de formas tão explícitas. Um dos guias me explicou que isso era devido a um problema de fertilidade que atingiu um número grande de mulheres daquela vila alguns séculos atrás. As esculturas de diversas posições do Kama Sutra (que significa, segundo ele, “sexo dos deuses” em tradução literal) seria um pedido de ajuda aos deuses para resolver tais problemas. Se isso é verdade ou não, não sei. Só que me diverti muito vendo as esculturas 😛
Não há muito o que se escrever ou falar acerca da cidade até porque eu não pesquisei muito sobre a história de Kajuharo em si e passei apenas um dia lá, mas esse é um post onde a expressão “uma imagem vale mais que mil palavras” adquire todo um significado especial. Vou escrever mais acerca das presepadas que ocorreram em Kajuharo no próximo post.
P.s: Como prometido, três dias de intervalo entre as postagens 🙂
P.s2: Vocês aprovaram a mudança do mapa da rota no topo do post? Ficou mais claro?

Aviso aos navegantes..

Galera, hoje viajarei à Jericoacoara com a Taíze e, logicamente, não levarei o laptop. Apenas avisando que provavelmente este blog entrará em operação padrão por toda essa semana. Alargarei os posts de, ao invés de um a cada dois dias, um a cada três dias, blz?

Abraços maranhenses 😛

“As pessoas boas sabem amar seus inimigos” (Seu Madruga)

O caso dos créditos de celular fantasmas


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Há vários posts atrás acho que já tinha dado pra perceber o estado de nervos que eu me encontrava ao viajar pela Índia. Por diversas vezes tive alguns problemas de stress formidáveis e impossíveis de se comparar com nenhum outro que eu já tive em toda minha vida. Em Varanasi eu atingi o limite.
Se liga na história, no post de hoje contarei apenas a “introdução” do stress máximo.
A Samanta me deixou numa lan house e foi numa dessas casinhas telefônicas pra poder comprar créditos pro celular dela. Conversa com o atendente daqui, conversa dali, ela foi lá e deu dez dólares pro cara colocar de crédito. O cara pegou o dinheiro e depois de alguns minutos mexendo no celular dela disse que havia colocado os créditos e a mandou ir embora. Ela, desconfiada do figura, testou e viu que o celular ainda continuava sem crédito. Na mesma hora ela foi reclamar pro cara e o bicho falou que era assim mesmo, os créditos iam cair depois e foi colocando ela pra fora da loja. Ela ficou insistindo que os créditos não tinham caído e o cara começou a ignorá-la. Ela falou: – “É? Pois então tá bom. Fica sentadinho aí que eu vou chamar o meu marido”. Quem era o marido dela? Sim, esse mesmo que você pensou, o maranhense aqui, né brother? (Não, gente! Mais uma vez, não peguei!).
A Samanta saiu direto de lá e foi à lan house pra me chamar. Só pra vocês entenderem melhor, fazia menos de dez horas que tínhamos saído do ônibus que eu quase saí no tapa com o cobrador, logo, vocês devem estar imaginando como estava o meu humor, como eu deveria estar um doce de pessoa. Na mesma hora eu já levantei da cadeira, corri pra loja do bicho. Entrei na loja já aos gritos de “Você acha que tem algum imbecil aqui?” e alguns outros impropérios impublicáveis… Quando vi que o atendente era franzino e pequenino, aí mesmo que eu me enchi! Comecei logo foi a ESMURRAR o balcão exigindo a devolução do dinheiro dela.
Gente, mais uma vez, CLARO que eu não ia dar no cara, né? Mas depois de um tempo você aprende que na Índia a única maneira dos caras não te tratarem como um gringo imbecil é você sendo um troglodita!
O cara não tentou nem argumentar, deu o dinheiro, pediu desculpas, falou que tava tudo bem e tinha sido um “engano”. Depois a Samanta ainda ficou comentando comigo: – “Será se esse cara achava que realmente eu era uma imbecil? Será se ele acha que realmente eu não iria testar o celular, ver que ele não colocou créditos e depois não ia voltar lá e pedir meu dinheiro de volta?”. Concordamos que de todas, essa foi a tentativa mais imbecil de nos enrolar que alguém já tinha tentado na Índia.
A Índia é como uma caixinha de surpresas. Os indianos não medem esforços de demonstrar a criatividade deles tentando te roubar. Não nego que ser roubado na Índia é uma atração a parte.
Mas essa não foi a melhor parte. Próximo post publico sobre como cheguei ao limite de stress na Índia. Esse sim vocês vão ficar impressionados…

Aviso aos navegantes

Galera, vi as diversas críticas e sugestões que no meu blog nesse longo “recesso” em que estive. Gostaria de informar que as li com carinho.

Mais uma vez desculpem, mas a internet daqui de casa simplesmente PIFOU por quase uma semana e eu fiquei sem ter como postar. Além disso também me encontro numa corrida maluca desde que cheguei em São Luís, pois estou estudando pra o concurso de oficial de chancelaria que vai ocorrer agora no dia 8 de fevereiro e também estou iniciando a minha procura por um emprego aqui em São Luís e em outras partes do Brasil 😛 (inclusive, se alguém souber de algum lugar em que estejam precisando um bacharel em Relações Internacionais da Universidade de Brasília é só me mandar um e-mail 😛 Mando até currículo, hehehe.). Devido a esses fatores meu tempo pra escrever tava muito exíguo.

Eu vi que algumas pessoas falaram que eu ainda não escrevi sobre a Europa. Galera, infelizmente, isso é de propósito. Estou sendo bem mais detalhista acerca dos posts da Ásia devido ao fato de que a minha viagem na Europa teve MUITO menos presepadas. MUITO menos mesmo! Por isso que estou me deleitando escrevendo sobre Ásia e principalmente Índia.

Mas enfim, resumindo. Agora que estamos de volta e a internet voltou a funcionar, voltamos à frequência de posts diários ou com um dia intercalados. Se eu ficar mais que dois dias sem postar, pode xingar a vontade aqui no blog!!!

Abração

Enfim, o post sob Varanasi

Varanasi é uma cidade fantástica! Poucas são as cidades por onde passei que eu poderia dizer que carregam tanto aquele estereótipo de Índia como conhecemos. Cara, a cidade é impressionante com suas ruas milenares, finas e com suas vacas andando pra cima e pra baixo. Sim, porque se em Delhi era possível ver algumas vacas andando pelas ruas e às vezes parando o trânsito, em Varanasi isso era via de regra. Por quê?

Mimosas descansando um pouquinho

Varanasi é a cidade mais importante para religião hindu. Seria como uma Meca, Jerusalém ou então o Vaticano. Ela é cortada de cima a baixo pelo rio Ganges, rio sagrado, que, como já expliquei neste post, acredita-se que ele flui diretamente do Deus Vishnu. Milhões de indianos vão para lá para poder se abençoar nas suas águas sagradas. O Rio é tão sagrado, cara, que nos restaurantes a menos de cem metros do Rio não é permitido vender carne de qualquer tipo, seja peixe ou galinha! Além de que se você quiser ter uma morte sumária sendo espancado por uma turba enfurecida, basta apenas abrir uma garrafa de cerveja e começar a beber às margens do Ganges! Meu amigo, eu não consigo nem imaginar uma situação dessas. Acho que até eu ia lá pra descer o cacete em um gringo desavisado se eu visse bebendo.

No Ganges é comum ver pessoas por todos os locais se banhando, escovando os dentes, bebendo a água, limpando os seus búfalos, em suma, uma beleza! A água… Meu amigo, limpa que só chão de oficina! Antes de chegar a Varanasi e ver o Rio Ganges em si, eu estava planejando tomar banho e ficar nadando em suas águas. Depois de alguns relatos de viajantes mais experientes, fiquei mais cauteloso e falei pra mim mesmo que iria apenas dar um pulo e sair correndo. Depois, quando vi o Rio, tive que tomar uma bela coragem só pra encostar o dedinho do pé lá, viu? Meu amigo, que água suja!! Eu nunca tinha visto nada igual! A água do Tietê parece água mineral comparada com o Rio Ganges e EU NÃO ESTOU EXAGERANDO!

Outro fator interessante e que faz Varanasi ser umas das cidades must see (que você tem que ver) da Índia deve-se ao fato das Gaths. Todos os indianos que possuem algum poder aquisitivo têm como último desejo ser cremado às margens do Ganges! Agora, imagina um país com um BILHÃO de habitantes com o mesmo desejo? Cara, diz que é um espetáculo ver as milhares de pessoas sendo cremadas às margens e um das maiores demonstrações de fé que um ser humano pode presenciar. Infelizmente não pude presenciar porque fui na época da cheia do Rio, quando não há tantas cremações 😦

Macaquinhos passeando no meio de uma das principais avenidas de Varanasi

Mas e as vacas? Enrolei, enrolei e acabei não falando. Por ser uma das cidades mais sagradas e religiosas, Varanasi realmente venera as suas vacas. Para ilustrar o que eu estou falando, os donos de restaurantes quando têm restos de comida, os jogam em frente aos seus estabelecimentos pra dali a pouco vacas errantes comerem o que ele colocou. Agora cara, é MUITA gente fazendo isso, MUITO restaurante jogando comida na frente da porta. Logo a cidade ENTOPE de vacas procurando por comida farta e fácil. Meu amigo, por onde você anda é vaca e gente jogando comida nas ruas, coisa de louco! Sem brincadeira, Varanasi foi uma das poucas cidades na Índia que eu pude me sentir realmente como em uma era medieval, dada a religiosidade do povo, à sujeira da rua devido à comida que os caras jogam na porta dos restaurantes, às vacas passando e às ruas sinuosas. SENSACIONAL!

Feliz ano novo!!

Galera, escrevo aqui só pra desejar Feliz Ano Novo pra todo mundo!

Daqui a instantes vou descer pra praia aqui em São Luís aonde vai rolar um show da Tribo de Jah!!! Meu amigo, pode falar o que quiser, mas nada me pira mais do que escutar eles cantando “Mais um dia se levanta, na Jamaica Brasileira! Mais uma batalha que desperta! A nação regueira!!!”



REGUEIROS GUERREIROS!!!! DO MARANHÃO!! PAM PAM PAM!!!


Pois é, enquanto em São Luís vamos ter Tribo de Jah, Fortaleza vai ter Gilberto Gil e Daniela Mercury, Brasília, a capital do Rock, a terra de Paralamas do Sucesso, Capital Inicial e Raimundos, vai ter um show de!! DE!!! DE!!!! De quem???
NX-ZERO e EXALTASAMBA!!! ¬¬
Nada melhor do que passar o fim do ano ao som de uma banda de pagode decadente e uma outra bandinha EMO! E ainda tem gente que pergunta porque eu prefiro São Luís a Brasília… ¬¬