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Foi uma decisão acertada. Era bem mais ventilado, agradável e, bicho, a visão era fenomenal já que estávamos a cortar vários vales do montanhoso Nepal. A vista, mais uma vez, valeu por toda a viagem! Como lá em cima era compartimento de bagagens, não havia um local apropriado para você sentar. Na verdade o chão era cheio barras de ferros paralelas, onde os caras jogavam as malas em cima e amarravam-nas com cordas. Logo, não deu outra, acabei ficando com as nádegas parecendo batatas chips, parecendo umas batatas Rufles, mas como a zoeira era massa acabei ficando.

Japonesada que acabou ficando ilhada também
Cidades que passamos antes de entrar na zona rural em siFronteira com a Índia, inferno novamente!
Continuamos seguindo viagem até a hora em que chegamos numa cidade à fronteira com a Índia. Como já de praxe, uns motoristas de charretes tentaram nos roubar. Combinamos que iríamos pagar um real por cabeça pra eles nos levar da parada de ônibus à fronteira física e quando chegamos ao final combinado eles queriam cinco. Falamos que não íamos pagar e eles começaram a querer nos intimidar. Coitado deles… Depois de muitas horas sendo chacoalhados, cara com machete querendo brincar de “Genocídio em Ruanda” e greves de caminhoneiros atrasando em mais de três horas a nossa viagem tudo o que não tínhamos era paciência para ser roubados. Naquela hora já éramos um grupo grande de algumas dezenas de pessoas e quando eles começaram a gritar, apenas gritamos de volta. Vendo que o bicho ia pegar eles resolveram ir embora. Basicamente adotamos a mesma estratégia que parecia sempre dar certo e que eu já tinha adotado antes: intimidar quem tenta me roubar através de gritos e ameaças de descer a porrada.
Na hora de atravessar a fronteira mais problemas. Não existe fronteira entre a Índia e o Nepal. Indianos e nepaleses não precisam de visto, passaporte, sequer documentos para atravessar a fronteira de um país pro outro, logo a situação lá é completamente caótica. Pense numa Rua 25 de março lotada numa época de Natal? Assim era ruazinha que levava à faixa de fronteira!

Há um ano, o maranhense Claudiomar Rolim Filho, de 24 anos, acabava de se formar em relações internacionais pela Universidade de Brasília. Sem emprego fixo, ele decidiu que 2008 seria o seu ano sabático. Com apenas algumas peças de roupa, um notebook e uma câmera digital na mala, ele resolveu dar a volta ao mundo.
No total foram 32 países conhecidos e milhares de histórias incríveis. Todas compartilhadas em seu blog “O mundo numa mochila” (http://claudiomar.blogspot.com). Por cada país ou cidade que passou, Claudio se hospedou de graça na casa de um estranho que conheceu por meio do CouchSurfing (www.couchsurfing.com), uma espécie de serviço de hospedagem misturado com rede social muito popular entre os mochileiros.
De volta ao Brasil, Claudiomar contou como foi a sua viagem ao IG. “Passei 40% do meu tempo na internet. Fui a primeira pessoa a fazer uma volta ao mundo testando hotspots!”
Como começou a viagem?
Assim que eu terminei minha graduação, queria fazer uma viagem de despedida. Queria ir para a Inglaterra fazer um curso e depois ir para África, fazer trabalho voluntário. Ao pesquisar na internet, conheci a passagem da Star Alliance (www.staralliance.com). É uma aliança entre várias empresas aéreas, que dá o direito de você fazer uma viagem de volta ao mundo com 15 paradas.
Você paga por milha, e eu paguei uma taxa de até 34 mil milhas com uma rota que eles fornecem no próprio site. O que me fez ir atrás disso mesmo foi quando descobri o CouchSurfing. Gastei US$ 3.700 na passagem. O dólar na época valia R$ 1,70.
Continuar lendo “O guia do mochileiro da web – Reportagem no portal IG sobre o blog”

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Galera, se liga nesse videozinho que fiz enquanto ainda estava em Pohkara no Nepal ;P
“the beer, the beer!! AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHH”
O comentário dos transeuntes é o melhor: “Eu acho que eles tem algum problema” ou “Não cara, deve ser uma perfomance teatral”. Mas ninguém é melhor do que o motorista do carrinho falando ao rádio, resolvi traduzir porque eu tou rindo MUITO da cara do bicho sem entender nada:
Tem centenas e centenas de pessoas “congeladas” por todos os cantos! Isto é totalmente estranho! Eles não estão se movendo, eu não posso mover meu carro. Eu preciso de alguma ajuda
As pessoas começam a se movimentar no exato momento que ele pede ajuda. E continuam a caminhar como se nada tivesse acontecido…
Motorista do carrinho após as pessoas se movimentarem:
Er… Deixa pra lá…
Pra galera que não sabe o que são Flash Mob,s vou utilizar a minha definição. Flash Mobs são manifestações artísticas que geralmente se propagam pela internet. Consiste basicamente em fazer algo totalmente esdrúxulo em centro de grandes cidades para deixar as pessoas atônitas e sem a mínima idéia do que esteja ocorrendo. A criatividade das pessoas me impressiona:
1 – Em Vasórvia, a galera do Couchsurfing de lá resolveu fazer um Flash Mob inusitado. Todo mundo foi pra saída da cidade e começou a pedir a carona pros carros que passavam. Dezenas de pessoas ao mesmo tempo. Até aí nada de anormal. O mais engraçado era pra onde eles estavam pedindo carona: Tinha gente pedindo carona pra Tóquio, outros para Sydney e por aí vai..

2 – Uma outra galera do couchsurfing de outra cidade fez uma boa também. Dezenas de pessoas subiram em um dos prédios mais movimentados do centro da cidade que não era muito alto e ficaram lá, observando. Uma outra galera chegou por baixo e gritou: PING! O que a galera de cima respondeu? PONG! E ficou nessa, uns dez minutos. A galera de baixo gritando PING! A galera de cima respondendo PONG! PING! PONG! PING! PONG! Sob os olhares atônitos das pessoas caminhando pelo centro… Eu queria MUITO estar lá nessa hora.. hahaha
3 – Além de muitos outros como galera imitando galinhas no meio da rua e colocando ovos, centenas de pessoas entrando numa loja pra poder escolher um tapete que agradasse a todos etc.
Eu ia participar de um em Lisboa, mas infelizmente, devido a chuva, o Flash Mob foi cancelado 😦 Aguardem o próximo Flash Mob no Maranhão, hahahahahahaha.
Abraços maranhenses
Escolhido o hotel, largamos as mochilas no quarto e descemos à recepção pra fazer o que seria o principal motivo de termos ido à Pohkara: Trekking (caminhadas) pelas montanhas. Perguntamos aos caras da recepção se eles sabiam como poderíamos fazer para poder conseguir achar as trilhas pelas montanhas. Os caras, claro, foram todos solícitos e começaram a nos “ajudar”: 

– “Tá de boa chefia. O barquinho é bom, pode ter certeza. Só tem um pouquinho de água dentro, mas é bom pra refrescar…”
Porque as vezes tudo o que você precisa é de um remo e estilo… Só avisando, piadas previsíveis sobre garrafas de cerveja e os locais aonde elas se encontram serão punidas com sanção física…

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