Orcha e sua “fauna” peculiar (parte 2)

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ATENÇÃO! NÃO LEIA ESSE POST SE VOCÊ NÃO LEU O POST ANTERIOR “ORCHA E SUA FAUNA PECULIAR”. SE VOCÊ LER ESSE POST SEM LER O ANTERIOR NÃO VAI ENTENDER NADA E AINDA POR CIMA VAI PERDER TODA A GRAÇA DA HISTÓRIA.
Vista panorâmica dos palácios que rodeiam a cidade de Orcha

Mas então. Continuando a história. Quem matou qual era o bicho? Alguma sugestão?
Voltando ao ponto. O que era?
Assim que fui checar, no momento em que estava indo à direção ao dito cujo, a Samanta me chamou e eu virei de costas para olhá-la. Quando virei para frente de novo, o bicho tinha sumido. Fiquei ali, um pouquinho mais, tentando exercitar a minha criatividade e tentando entender que bicho seria aquele.
Quando menos espero. O que sai de trás do muro?
O King Kong? O monstro do Lago Ness? O Chupa-cabras?
Não!!! Ele!! O nosso indefectível GUIA!!
Mermão, quando eu olhei pra aquele cara, quando o olhei vindo em minha direção e arrumando as calças, me deu um nojo, mas um NOJO tão GRANDE, vocês nem imaginam. Não precisa dizer que ele não saiu com um rolo de papel higiênico na mão, né??
Atrás de uma dessas construções, que mais se parecem igrejas, estava o nosso guia se “evacuando”

Arf!! A Samanta meio que percebeu o estado de choque que eu fiquei quando sentamos nós três no táxi e fomos embora para o nosso hotel. Ela foi o tempo todo só me perguntando: Claudio, o que aconteceu? E eu só respondia que não era nada…
Ao chegarmos ao hotel, eu desci e fui buscar as malas. Quando eu volto, o esperado já estava acontecendo. Foi só eu chegar com as malas ao carro pra ver Samanta discutindo com o guia. Perguntei pra ela o que tava ocorrendo e qual não foi a minha surpresa: O espertinho tava pedindo 20 dólares pelo “tour”. Cara, depois de tanto, mas TANTO tempo sendo roubado na Índia, eu já nem esquentava mais com uma situação como essa.
Nosso guia em uma das construções

Eu, calmamente, virei pra ele e falei:
– Desce do táxi
– Mas e meus 20 dólares?
– Vinte dólares? Você não falou que estava fazendo aquilo de graça?
– Ah, mas eu fiquei o dia inteiro com vocês. Deixei serviço que eu deveria ter feito hoje por fazer e ainda por cima expliquei tudo acerca da cidade pra vocês
– Meu amigo, eu por diversas vezes lhe expliquei que não tinha dinheiro, eu, REALMENTE, não tenho e ninguém lhe pediu pra você vir com a gente. Pra falar a verdade eu por diversas vezes perguntei se não seria melhor você ficar por lá e não vir com a gente, já que parecia que tinha serviço por fazer.
– Mas…
– “Mas”, o caramba! Desce do carro.
– Mas…
– DESCE!!
– Mas…
– Taxista, se esse cara não descer desse táxi, eu vou acabar perdendo o trem que eu tenho marcado pra sair daqui a meia hora. Se eu perder esse trem por causa dele, eu não vou querer nem saber. Não vou te dar é nenhum tostão pelo dia inteiro de viagem. Pode chamar a polícia, fazer o que quiser.
Ah, meu amigo, mas tu quer fazer um taxista indiano se interessar pelo que você tá falando é falar que vai mexer no dinheiro dele. Meu amigo, eu vi o taxista pegar um pedaço de pau e dar no pescoço do guia. Não precisa dizer que não precisou nem dez segundos pra gente pegar caminho de volta à estação de trem em Jansi, né?
De Jansi era chegada a hora de seguir caminho de volta a Delhi.
P.s: Eu achando que eu ia criar um suspense muito grande acerca “de que bicho eu estava falando” e a Maricotinha foi lá e já acabou com a graça. Bicho, acho que umas duas horas depois ela já tinha postado o “bicho que era”! Arf, te odeio 🙂

Orcha


Caraca, velho… Tava olhando aqui a novela “Caminho das Índias”. Juro que quase chorei vendo as imagens de Jaipur, a “cidade cor-de-rosa”.
O melhor foi ela conversando com o taxista:
– Aqui não tem mão e contra-mão?
– Clara que não, aqui é uma democracia. Você vai pra onde quiser.
– Não tem guarda de trânsito aqui não?
– Pra que? Só pra complicar ainda mais o trânsito?
– Como faz pra atravessar a rua aqui?
– Uai, você olha pra frente, pro lado, pra trás, pra cima… Pra todo lado pode vir gente…
Impagável…
Saudade da porra da Índia…

Jansi – Orcha

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Assim que descemos do trem em Jansi, nos foi informado que em Jansi também havia um forte que merecia ser visitado. Como estávamos pilhados mesmo era em ir para Orcha, fomos logo foi procurar um táxi pra nos levar até lá. Assim que saímos da estação veio uma TURBA de motoristas pra cima da gente gritando e perguntando pra onde iríamos. Escolhi dentre eles o que tinha o maior bigode e falei pro bicho nos levar até Orcha.
No caminho inteiro, como de costume, o cara ficou tentando nos roubar, tentando nos cobrar mais caro pela corrida ou nos levar a alguns “passeios secretos“ que só ele conhecia. No caminho, pra variar, tive que ser rude com ele várias vezes explicando pro figura que estávamos pagando apenas para ele dirigir e não para ele falar (sim, eu realmente estava precisando de uma estada em Delhi pra desestressar), depois de um tempo ele desistiu e apenas nos levou para o hotel que a Samanta indicava no guia.
Chegando lá fomos logo dormir, afinal, no outro dia pela manhã, iríamos visitar os palácios que rodeavam a mais do que impressionante cidade de Orcha. Quando foi de manhã, alugamos um outro táxi pra ficar o dia inteiro a nossa disposição e depois nos levar de volta a Jansi para que pudéssemos pegar nosso trem para Delhi (tudo isso pelo incrível preço de dez reais por cabeça!). Fechamos com um taxista e fomos para o primeiro palácio.


Orcha e sua “fauna” peculiar

Ao chegar ao primeiro palácio, assim que começamos a bater algumas fotos, chamamos a atenção de um dos pedreiros que estavam trabalhando por lá. Ele, olhando que éramos turistas, resolveu vir até a gente e começou a explicar tudo acerca do palácio. Mais uma vez tive que explicar pro cara que não tinha dinheiro (eu realmente não tinha) e agradeci pelas explicações. Ele, como todos os outros, falou que não fazia aquilo porque queria dinheiro, mas sim porque ele queria apenas mostrar a sua bela cidade para todos os turistas que por lá passavam (é incrível como esses caras SEMPRE tem a mesma desculpinha barata). Depois de algum tempo insistindo em nos explicar e eu sendo BEM enfático que eu realmente não tinha dinheiro, tinha apenas cinco reais que usaria para comprar uma água (e realmente era tudo que eu tinha), ele falou que ia nos mostrar apenas aquele palácio, já que se sentia no dever moral de fazer isso por trabalhar lá. Eu como já tava de saco cheio, acabei aceitando e deixei ele ir nos guiando pelo palácio.
Local próximo ao que encontramos o “pedreiro-guia”

Realmente, o cara sacava demais acerca do lugar. O cara nos levou pra MUITO buraco dentre as vielas do palácio. Só pra vocês terem uma idéia, ele até nos mostrou o buraco aonde Nossa Majestade, digamos, evacuava. Foto postada abaixo.
Engraçado perceber que quase 600 anos depois, nada parece ter mudado no sanitário dos caras. Quer ver? Compara:
Depois de nos mostrar o palácio, agradecemos e fomos ao táxi para irmos ao próximo local de visitação. Ele veio nos seguindo e entrou no táxi sem nem pedir a nossa autorização. Mais uma vez expliquei que não tinha dinheiro e não poderia pagar-lhe, mas mesmo assim o figura entrou e foi nos explicando uma pancada de coisas sobre a cidade.
Chegamos ao segundo palácio, depois ao terceiro, depois ao quarto… E o mala sempre ao nosso lado. Quando estávamos no quarto, eu, já de saco cheio dele, pedi que ele nos aguardasse no táxi porque eu queria, pombas, ficar ao menos uns cinco minutos sozinho com a Samanta. Assim que saímos do táxi, comecei a conversar com a Samanta e ver o que poderíamos fazer, afinal, nós REALMENTE não tínhamos dinheiro. Depois de um tempo discutindo e chegando à conclusão de que não havia o que ser feito, resolvemos bater umas fotos e voltar para o táxi.
Quando estava a caminho do táxi, olhei para uma construção e, atrás de umas das suas paredes, vi algo que me deixou curioso do que poderia ser. No começo, quando olhei, pareciam duas pedras arredondadas de uma cor marrom escura. Percebi que não eram pedras porque elas começaram a se mexer. Como estava sem óculos, não consegui enxergar ao certo o que era e fiquei olhando fixamente pra aquilo tentando identificar que bicho era aquele, já que ele parecia algo como uma capivara, mas era escuro demais pra ser uma e, afinal, na Índia não devem existir capivaras. Na hora veio na minha cabeça: “Será se é um puma? Aqueles tigres que parecem umas onças e que tem coloração parda?”. Quando vi que passava um corregozinho por debaixo, comecei a pensar se o tal bicho não tava era bebendo água por lá. Por via das dúvidas resolvi checar.
Quando eu estava me aproximando, a surpresa! O bicho colocou a língua de fora!! Ai meu Deus! A língua do bicho era de cor marrom clara! Que diabo de bicho maluco era aquele, meu brother? Pombas, todos os mamíferos que eu conheço, salvo RARÍSSIMAS exceções, possuem línguas de cor avermelhadas!!! É ou não é? Tirando aquele cachorro da língua azul, não me vem mais nenhum exemplo de mamífero que tenha língua que não seja avermelhada! E, pombas, tirando mamíferos, não tinha outro bicho que me vinha à cabeça do que poderia ser aquilo. Ele não tinha penas, logo não era uma ave! Muito grande pra ser um anfíbio! Os répteis que conheço são todos verdes. Verde-claro ou verde-escuro (falar nisso, sabe pra que servem os óculos de cor verde? Pra VERDE perto!! E os de cor marrom? Pra ver MARROMENOS!!, HAHAH, hoje eu estou MUITO engraçado)*, mas sempre verdes. Peixes? Dããããã, não dá né? Importante lembrar que eu estava sem óculos, por isso não podia ver nitidamente o que era!! Mas, vamos lá: O que é o que é? É marrom escuro, tem a cabeça arredondada, vive na Índia e ainda por cima tem a língua de cor marrom clara? Infelizmente eu não detinha o Google numa hora de crise como aquela! De repente, a outra surpresa!!! A língua marrom clara do bicho foi descendo, descendo, descendo, descendo… até a hora que.. que.. até a hora que a LÍNGUA DO ANIMAL CAIU DA BOCA DELE!! Mermão!! Que bicho maluco era aquele, cara? Mermão, ele CUSPIU A LÍNGUA DELE FORA!!! Não sei por aí, mas no Maranhão não tem NENHUM bicho que cospe a língua fora, assim, sem mais nem menos. Tem no máximo uns bichos que soltam o rabo (Largatixas, no caso. Esses animais que soltam o rabo, que eu tenho CERTEZA que você pensou, não são encontrados no Maranhão. Eles têm como habitat natural no Brasil as regiões de clima mais “fresco”, com maior incidência no Rio Grande do Sul e em algumas ilhas perdidas tais qual Campinas. Blog omundonumamochila.com também é cultura).
Alguém já matou o que era? Marrom escuro, bebendo água em um córrego, cabeça arredondada e COSPE a língua fora. Chupa cabra? Parece até história de pescador, né?
Depois que eu vi o bicho cuspindo, eu REALMENTE fui checar o que era não me agüentando mais de curiosidade. Quando cheguei lá e fui checar o que era, não ACREDITEI NO QUE VI!! Sabe o que era?
Não, né? Pois então, a resposta só aparecerá no próximo post…
Abraços maranhenses
P.s: Hahaha, eu sou MUITO mal!
*Piada ridícula e totalmente fora do contexto. Sintoma de uma mente atordoada que ficou por mais de três horas, sem descanso, estudando direito constitucional.

Orcha


Após Kajuharo, a nossa próxima parada foi a mais do que impressionante cidade de Orcha. Tal cidade encontra-se situada praticamente no centro da Índia e seus palácios suntuosos são pouco conhecidos pela galera daqui do Ocidente (como quase tudo na Índia). A cidade foi fundada em 1501 pelo chefe da etnia Bundela, Rudra Prata Singh, que dentre os seus maiores feitos, morreu quando tentava salvar uma de suas vacas do ataque de um leão (mas é um Bundela, mesmo!!!! Desculpe, não resisti ao trocadilho).
O seu império progrediu por centenas de anos. Devido a isso, hoje, Orcha, apesar de ser uma cidade minúscula (aproximadamente 9.000 habitantes), é simplesmente rodeada por dezenas de palácios suntuosos que denunciam a presença de tempos áureos no passado. A cidade hoje é decadente e as pessoas basicamente sobrevivem trabalhando em Jansi (cidade grande e próxima) ou do escasso turismo dessa jóia intocada no meio do subcontinente indiano.

Chegar lá foi, como tudo relacionado a transportes na Índia, muito engraçado. Eu e Samanta nos informamos no hotel sobre quanto deveríamos pagar na rodoviária pelo ônibus de Kajuharo para Jansi (de Jansi deveríamos pagar um táxi para Orcha, já que esta estava apenas a 12 quilômetros daquela). Eles nos responderam que existiam dois ônibus: Um público e um privado. O público demorava seis horas pra chegar, saía um por dia, era velho, os bancos eram de plástico e, não raro, quebrava no caminho. O privado demorava quatro horas, saiam cinco por dia, eram novos, bancos alcochoados e sempre chegavam na hora. O privado custava 250 rúpias (algo como seis reais) e o público custava módicos 200 (algo como cinco reais).

Na hora fiquei num dilema.
“Poxa, o público pode ser ruim, mas, olha só, ele é mais barato! Se pegar o público eu economizo um real! Como sou eu e a Samanta, economizaremos incríveis DOIS REAIS!!
Tudo bem que viajaremos por mais duas horas! Mas com dois reais a mais nos bolsos!”
Decisão difícil, né? Juro que lembrei um dia em que fui almoçar num restaurante em Campinas e o garçom chegou pra mim e disse que eu poderia escolher dentre dois acompanhamentos: Lasanha e… Abóbora!! Lasanha e o que, homi? Ãhn?!? Eu quase que falei pra ele “O senhor tá de sacanagem? Tá tirando onda com minha cara? Traz logo essa abóbora!! Mas é claro que eu vou preferir abóbora!”. Juro que na hora que o cara me falou a diferença dos preços eu quase falei pra ele me dar o público só de sacanagem!!! Perguntei por que tem gente que prefere pagar pelo público e ele falou que não sabia, que apenas me contava as duas opções por via das dúvidas.

Fomos pra rodoviária e a única parte interessante que lembro ser necessária citar foi o cara do balcão da rodoviária querer me cobrar 500 rúpias pela passagem que eu já sabia que custava 250 rúpias. Enfim, adotei a tática do “esmurre a mesa e grite quando você sabe que o cara está te roubando” e, depois de uns dez minutos, ele me vendeu a passagem pelo preço correto. Se tem uma coisa que não podemos negar é que, pelo menos em relação a tentar te roubar em todo canto, a Índia é um país quase que homogêneo.
Enfim, embarcamos para Jansi e de lá pegamos nosso táxi para Orcha.
E aqui começa mais uma de nossas aventuras…
P.s: Pra galera que anda perguntando onde estou. Encontro-me postando em Brasília, mas amanhã chego a São Luís. Se alguém quiser marcar de tomar uma cerveja ou algo assim, pode deixar uma mensagem.
P.s2: Perguntaram-me se aquela Índia que aparece na novela “Caminho das Índias” existe mesmo ou é ficcional. Sim, aquela Índia existe mesmo! Cara, a Índia é um pais fascinante e, como já falei várias vezes, foi meu país preferido. Ainda não postei quase nada das cidades em que viajei na Índia. Vocês estão com uma má impressão da Índia porque até agora eu só postei algo relacionado às partes ruins, que foram minoria, diga-se de passagem. Agora que estou começando a postar as verdadeiras jóias arquitetônicas da Índia, com Orcha cumprindo perfeitamente o papel de um grande “abre-alas” vocês vão ver porque a Índia foi meu destino preferido.

Mãe a gente só tem uma


Hoje fomos ao shopping eu, minha mãe e Taíze. Como não tinha bolsos na bermuda, pedi pra minha mãe e pra Taíze pra elas carregarem minha carteira, meu celular, minha digital…
Quando foi agora, tava indo me preparar pra dormir pra fazer o concurso amanhã o telefone daqui de casa toca. Era Taíze desesperada avisando que minha carteira tinha ficado dentro da mochila dela. Entramos em desespero nós dois, já que a prova amanhã é oito horas da manhã e Taíze mora a 30 km de onde estou dormindo (sim, Brasília é insano, cara! Aqui realmente é tudo longe!).
Sem saber o que fazer fui falar com minha mãe:
– Mãe, como a gente faz? Esqueci a minha carteira dentro da bolsa da Taíze. Preciso da identidade pra fazer prova amanhã! E agora? Vamos pegar o carro e ir buscar? Vamos de táxi? Vamos pedir pra Taíze pegar um ônibus amanhã seis horas da manhã pra entregar minha carteira? O que a gente faz, mãe?
– Eu SABIA que isso ia acontecer. Por essas e outras que eu já tinha me prevenido. Sabe aquela hora que eu pedi pra você me emprestar a sua carteira pra eu checar seu cartão de crédito? Então, eu quase que prevendo que você ia esquecer a sua carteira em algum lugar, sabendo que você é esculhambado e desorganizado, surrupiei a sua carteira de motorista e sua carteira de identidade e coloquei dentro da minha bolsa, ia te entregar só amanhã. Toma aqui, elas tão aqui comigo, agora vai dormir…
Me entregou as carteiras e ficou meia hora me esculhambando e me dando sermão dizendo que eu tenho que parar de ser desorganizado… Eu nunca fiquei tão feliz de pegar sermão da minha mãe como hoje. Não tinha como eu ir pra minha prova sem postar isso no blog!!
Mãe, a gente só tem uma. Hahahaha.
P.s: Má, dá carrinho não, Má!

Gaiolas de ouro. Matéria da Istoé

http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2040/artigo118353-1.htm

Matéria interessante sobre as nossas embaixadas no exterior. Representa um ponto de vista muito interessante.

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Enquanto o serviço diplomático se tranca em palácios suntuosos, os brasileiros sofrem por falta de assistência no Exterior

Hugo Marques e Camila Pati

ARGENTINA
A embaixada de Buenos Aires gastou neste ano R$ 10,1 milhões
REINO UNIDO
A representação do Brasil em Londres gastou em 2008 R$ 8,7 milhões
JAPÃO
Já os gastos da embaixada em Tóquio até novembro foram de R$ 8,6 milhões

O Brasil tem espalhados pelo mundo 120 embaixadas, 63 consulados e vice-consulados e outros 16 escritórios para auxiliar os cidadãos. Algumas embaixadas são suntuosas, como a de Roma, no Palazzo Doria Pamphili, na Piazza Navona. Do R$ 1,8 bilhão gasto pelo Itamaraty em 2008, R$ 1,3 bilhão foi com as representações no Exterior. Segundo a Ong Contas Abertas, só cinco embaixadas põem suas contas no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). Uma das representações mais dispendiosas é o Consulado-Geral de Nova York, que neste ano gastou R$ 5 milhões só de aluguel. A embaixada de Buenos Aires gastou R$ 2 milhões também com aluguel. Mas, quando os brasileiros precisam de ajuda de suas representações diplomáticas, ficam quase sempre a ver navios. Na semana passada, essa letargia do Itamaraty ficou mais uma vez explícita durante a ocupação do aeroporto de Bangcoc (Tailândia) por manifestantes. Um guia da agência de turismo carioca Transmundi foi à embaixada do Brasil para pedir orientação sobre a retirada do país de 54 turistas brasileiros que faziam escala em Bangcoc e estavam ilhados em um hotel. “A embaixada nos avisou que nada poderia fazer e ficamos muito apreensivos”, contou à ISTOÉ o dono da Transmundi, Luys Pradines, que acompanhou as negociações do Rio de Janeiro. Enquanto isso, mais de 400 espanhóis foram retirados do país por aviões fretados pelo governo de Madri em 48 horas. “A palavra que traduz meu sentimento em relação ao embaixador brasileiro na Tailândia é decepção, pois você se sente desamparado pelo seu próprio país”, diz Padrines. A mesma ação tardia se manifestara uma semana antes, durante os ataques terroristas ocorridos em Mumbai, na Índia. Enquanto alguns países mandavam aviões para resgatar seus cidadãos, a representação brasileira em Nova Déli se limitava a levantar o número de brasileiros que estavam em Mumbai.

Sem ajuda Brasileiros impedidos de entrar na Espanha passaram dias no aeroporto de Barajas, Madri

O Itamaraty reconhece que não dispõe de um plano para socorrer turistas em situação de risco ou perigo. O resgate de brasileiros no Exterior, quando ocorre, é lento e passa por análise caso a caso. Segundo o Itamaraty, a partir do momento em que é constatada a situação de risco, é avaliada a ação a ser tomada, com base no número de brasileiros na região. O problema é que esses levantamentos, na maioria das vezes, são imprecisos. A estimativa de brasileiros na América do Norte, por exemplo, vai de 872 mil a 1,5 milhão de pessoas. Na Bélgica, a “menor estimativa” é de 3,6 mil pessoas e a “maior estimativa” é de 43,6 mil, 12 vezes maior. Ou seja, o Brasil não sabe onde estão os brasileiros.

As embaixadas mais importantes, como as do “circuito Elizabeth Arden” (Roma, Paris, Londres e Washington), costumam ser mais eficientes. Mas nem mesmo essas são isentas de problemas. O paranaense Vagner Kodama, por exemplo, tenta há dois meses obter a certidão de óbito do irmão, Oscar Kodama, que morreu aos 28 anos, em Paris, no dia 31 de agosto, sem que a família conseguisse contato com o Itamaraty ou a embaixada do Brasil na França. A família foi avisada sobre a situação de saúde de Oscar por um passageiro português que estava no Aeroporto Charles de Gaulle. “Quando meu irmão ainda estava vivo, entramos em contato com o Itamaraty, nos telefones do plantão do site do ministério, mas ninguém atendeu. Dá vontade de ir lá e dar um soco no nariz desses diplomatas”, diz Vagner. “Meu irmão começou a passar mal no sábado, faleceu no domingo e o Itamaraty só nos avisou na segunda-feira, às 14 horas.” O Itamaraty tenta se justificar: “O caso de Oscar dependia da ação de autoridades locais”, disse a assessoria do Itamaraty.

Outros brasileiros que enfrentaram dificuldades também guardam péssimas recordações das embaixadas. O coronel do Exército Luiz Wichert, de Curitiba, foi assaltado durante viagem à Europa, em 2006, quando seguia de Madri para Paris, e ficou sem passaporte. Ao procurar o consulado em Paris, enfrentou uma fila grande e disseram que ele teria de ir a Roterdã, na Holanda, se quisesse voltar ao Brasil. Wichert não conseguiu falar com o cônsul. “Tive de viajar uns mil quilômetros e gastar mil euros para resolver meu problema”, diz. Há casos que ganharam repercussão internacional, como o da física Patrícia Camargo Magalhães, que em fevereiro ia a um congresso em Lisboa, mas foi barrada no aeroporto de Madri. À época, o episódio de deportação de brasileiros da Espanha gerou uma crise diplomática entre Brasil e Espanha – mas só depois que os abusos espanhóis foram denunciados pela imprensa. “Minha irmã conseguiu falar no Itamaraty, mas não tivemos nenhum retorno”, diz Camile Gavazza Alves, repatriada junto com Patrícia. Ela desabafa: “O consulado e nada é a mesma coisa. Mesmo com todos os telefones atualizados, eu só consegui ouvir uma gravação.”

A precariedade no atendimento a brasileiros por parte dos consulados – que são os responsáveis diretos por assessorar os cidadãos do País no Exterior – é quase uma regra. “Eu sei que a ação consular é precária, a gente tem muita queixa, que vem sobretudo da Espanha”, afirma o presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Marcondes Gadelha (PSBPB). Ele diz que a comissão tentará aumentar os recursos para a ação consular no Orçamento de 2009, mas vê “resistência seletiva” de muitos países contra brasileiros. “Eles dizem que o brasileiro que vai para lá é gay ou prostituta.” A julgar pelo tratamento recebido do governo brasileiro, este é um preconceito que também parece ter dominado nossos consulados. Uma das poucas vozes sensatas é a do ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger. Ele diz que o Brasil se concebeu como país de imigração. “Hoje uma parte da burguesia emergente quer desesperadamente deixar o Brasil”, diz. “Enquanto não revertermos isso, precisamos socorrê-los, e não adotar uma política de avestruz.”

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Amanhã tem post novo,

Abraços maranhenses

Um coraçãozinho simpático cruza nosso caminho…

Em um dos primeiro monumentos que chegamos, um simpático menininho veio falar com a gente! Ao ver a Samanta, ele imaginou que ela fosse japonesa e já foi falando japonês com ela, sendo prontamente respondido (Samanta fala japonês). O moleque parecia ter uns oito anos, mas era realmente todo invocado! Depois de algumas ignoradas nele e diversas vezes falando que não tinha dinheiro, o moleque falou que não queria nada não, que ele só queria era conversar em inglês com a gente porque isso era importante pra ele ir bem na escola.
De começo eu não engoli aquela. Pombas, tava na cara que isso era o golpe clichê de não querer nada no começo pra depois tentar te arrancar uma grana. Depois de algum tempo tentando enxotar o moleque, acabamos realmente indo na dele e conversando. Ele contava sobre os monumentos, sobre como era a escola dele, sobre como era a vida na Índia, como se chamavam os seus coleguinhas etc. Cara, o menino era REALMENTE muito simpático e era uma criancinha muito fofa! Ele ficava brincando com a gente pedindo pra gente falar um país pra ele acertar a capital! Confesso que fiquei MUITO feliz quando o moleque falou que a capital do Brasil era Brasília, não Rio de Janeiro (ou pior, Buenos Aires :P).
Sabe aquele jeito que uma criança age quando vê uma novidade? Fica toda alegre e sorridente? Não pára de falar e fazer perguntas e talz? Ele tava assim, me perguntando sobre o Brasil, como era viver em Brasília etc. Basicamente nós éramos a novidade pra ele! Cara, UM AMOR! Gostamos tanto desse menino que resolvemos convidá-lo pra ir nos outros monumentos com a gente. Ele aceitou e foi nos acompanhando pedalando a sua bicicletinha.
No outro monumento ele já foi logo explicando tudo pra gente e enxotando os outros guias, todo serelepe! Quando foi no final deste monumento eu resolvi falar com ele. Expliquei que ele era um menino muito simpático, que nós os adoramos e que eu estava triste de não ter nem um dólar no meu bolso pra poder dar pra ele retribuindo tamanha cordialidade dele para conosco. Cara, eu realmente tava liso, porque senão, hipnotizado, teria dado era uns 50 dólares pra ele!
Ah cara, mas na hora que eu falei que eu não tinha dinheiro pra dar a ele, o menino pegou ar! Rapaz, o moleque ficou muito bravo! Começou a falar rispidamente comigo, irritado, que ele não estava pedindo dinheiro pra mim e que eu parasse de ficar falando de cinco em cinco minutos pra ele que eu não tinha dinheiro! Que se eu não era uma pessoa boa e só fazia as coisas por interesse que eu respeitasse as pessoas dignas (no caso ele), pois elas nem sempre aparecem na sua vida! Que ele fazia aquilo porque ele gostava. Que se ele quisesse ficar esmolando ele vestiria uns trapos e iria pedir dinheiro como os mendigos no mercado! Rapaz, basicamente ele me humilhou…
Nessa hora eu baixei a cabeça, coloquei o rabo entre as pernas e me senti MUITO culpado! Mas me senti mesmo! Pô, cara! Os adultos querendo se passar por alguém legal só pra pegar o seu dinheiro você entende, mas pô, ele era apenas uma criança! Realmente calei a boca e segui o passeio com ele nos seguindo de bicicleta.
Quando estava pra escurecer ele falou que precisava voltar pra casa dele senão a mãe dele ia colocá-lo de castigo. Como já tínhamos feito amizade, ele nos perguntou se não queríamos visitar a sua vila e ter uma experiência de como as pessoas vivem na Índia. Quem sabe até visitar a sua escola. Falamos que não porque estávamos bem cansados e queríamos voltar logo pra casa. Ele perguntou mais uma vez e dizemos que não. “Tem certeza?” “Sim, vamos voltar pro hotel”. Na hora que ele foi embora, a Samanta ainda quis dar uns trocados pra ele dizendo “Pega pra você comprar um pirulito”. Acredita que ele não aceitou? Falou que tava tudo bem, que só o fato de ter passado a tarde inteira com ele seria o seu pagamento. Rapaz, o moleque era gente boa mesmo…
Cara, depois que voltamos pro hotel eu fiquei comentando com a Samanta sobre como a gente deve ter perdido oportunidades de conhecer pessoas maravilhosas na Índia devido a nossa maneira de tratar as pessoas de uma maneira ríspida e o fato de pensar que todo indiano que vem falar com a gente é mau caráter em potencial. Aquele menino me fez aprender muito sobre como perdemos grandes oportunidades baseados em preconceitos, me lembrando um outro post (confira a história aqui). Ela concordou muito comigo. Expliquei pra ela como havia me comportado no trem horas antes de ter chegado em Kajuharo, sobre como tinha sido imbecil com indianos que nada tinham a ver com o fato de outras pessoas, totalmente diferentes, terem me roubado antes de eu viajar pra Kajuharo. Falei pra ela que estava muito arrependido por isso e ela me tranqüilizou e falou que todas pessoas erram, que bastava eu não fazer mais isso que tudo ficaria tranqüilo. Fizemos um pacto de tratar melhor os indianos depois daquela prazerosa tarde com aquela criança que em um dia de passeio e sem instrução nenhuma havia nos ensinado MUITO mais do que professores com doutorado que tivemos em nossas universidades.
Fui tomar banho. Quando estou no banheiro eu só escuto a Samanta gargalhando, mas gargalhando ALTO, menino!
Me enxuguei, botei a minha roupa e fui ao encontro dela entender o porquê dela estar rindo tão alto e tão intensamente e ela me mostrou porque. No guia do Lovely Planet que utilizávamos para obter informações de viagem sobre a Índia, ela me mostrou um texto escrito em NEGRITO pedindo MUITA atenção pra qualquer pessoa que viajasse a Kajuharo. O texto dizia mais ou menos assim:
“Cuidado ao viajar para Kajuharo. Esta cidade possui um dos mais criativos e perigosos golpes da Índia. Não estamos falando dos indianos amigáveis que irão se aproximar de vocês nos monumentos aparentemente apenas pra conversar e depois pedirão dinheiro pelas informações. Estamos falando de algo bem pior. Vários viajantes já nos escreveram relatando que ao visitar alguns dos monumentos de Kajuharo, uma simpática criança começava a puxar papo com eles. A criança aparentemente não queria nada em troca e recusava-se a aceitar qualquer dinheiro ou presente, alegando que estava conversando com turistas por recomendação da escola. Confiando-se no fato de que era apenas uma criança e, portanto, não poderia fazer tanto mal, eles simplesmente iam conversando e dando corda. Após adquirir a confiança dos viajantes, a criança os convidava para visitar a sua vila a alguns quilômetros e conhecer mais a sua maneira de vida.
ATENÇÃO, NÃO ACEITE!
Ao chegar lá ela a levará para visitar algumas casas e no final uma escola. Na escola vários alunos e uma professora estarão lhe esperando. Depois de explicar-lhes algumas coisas, no final a criança que o levou irá cobrá-lo uma quantia absurda pelo passeio, cem dólares ou mais. Caso você se recuse a pagar as pessoas serão cada vez mais agressivas e se recusarão a levar-lhe de volta para o seu hotel. Invariavelmente, quase todas as pessoas que resolveram ir a este local gastaram alguns dólares para se verem livres deste golpe.
Cara, na hora que eu li isso vocês não imaginam a minha indignação. Pombas, era só uma criança, cara! Filhadaputinha desde menino! Me lembrou algo que tinha ocorrido comigo no Nepal (link da história aqui).
Depois eu fiquei até pensando. Será se ele realmente fosse uma boa pessoa ele faria toda aquela ceninha quando eu ofereci grana pra ele? Será? Pensem se fosse vocês. Se fosse comigo e eu me oferecesse pra poder ajudar um gringo em São Luís e o cara no primeiro momento achasse que eu queria roubá-lo ou algo do tipo, eu não faria uma ceninha daquela. Eu simplesmente levaria em consideração que ele já deve ter passado MUITO por isso no Brasil e ele simplesmente está calejado. Eu explicaria pra ele mais uma vez o porquê de estar ajudando e levaria de boa. Acho que na hora que o moleque fez aquela ceninha ele entregou o golpezinho barato (na verdade, caro) dele.
Enfim, antes de dormir fiz uma oraçãozinha aos Santo Protetor dos Mochileiros e pedi encarecidamente que o mesmo faça aquela pobre e inocente criancinha arder para sempre no mármore do inferno.
E, depois dessa, mais do que nunca, voltei a tratar os indianos à velha maneira.
Abraços maranhenses
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Abstinência de Internet

Depois desses dois guias ainda teve mais um que foi MUITO interessante, mas que vou deixar pra contar posteriormente. Fazer o “Gran Finale”.
Após o passeio por todos os monumentos depravados de Kajuharo, eu e Samanta voltamos para o nosso hotel para poder tomarmos um banho (separados, claro!) e descansar um pouco, pois estávamos planejando sair a noite. Tomei meu banho e quando a Samanta foi ao banheiro pra tomar o dela eu simplesmente CAPOTEI na cama! Detalhe, isso era plena cinco horas da tarde! Eu tava tão, mas TÃO cansado que nem agüentei fazer nada! Desmaiei na cama e dormi que nem uma pedra. Sobrou pra pobre da Samanta que, sem ter o que fazer, acabou indo dormir cedo também.
No outro dia, como não podia deixar de ser, acordei muito, mas MUITO cedo! Acordei eram cinco horas da manhã e não consegui dormir mais. Fiquei vagando pelo quarto e depois comecei a ler um livro. Quando eu abri o livro eu me lembrei:
“Ei rapaz, ontem a tarde (horário do Brasil) saiu o resultado do vestibular de Claudio Augusto (meu irmão que tinha prestado Relações Internacionais na UnB)!
Fiz as contas acerca do fuso horário e me dei conta que o resultado já se encontrava na internet! Nessa hora eu me desesperei! Caramba! Meu irmão poderia ter ou não passado no vestibular e eu não sabia!!
Corri para fora do hotel e comecei a, desesperadamente, procurar uma Lan House na vã esperança de achar alguma 24 horas. CLARO que não havia Lan Houses 24 horas naquela cidade! Pra falar a verdade, foi até difícil achar uma Lan House por lá.
O que fazer? Eu não ia agüentar esperar cinco ou seis horas pra saber o resultado do vestibular do meu irmão! Não tive dúvidas! A primeira Lan House que eu vi na minha frente eu comecei logo foi a esmurrar. Não obstante eu estar esmurrando eu ainda gritava: SOCORRO!!! INTERNEEEETTTT!! AAAAAHHHHH!!! EU PRECISO DE INTERNET!! ABRA ESSA LAN HOUSE PELO AMOR DE DEUS!! ABRE ESSA PORTA!! AAAAAAAAAHHH!!
Eu juro que durante essa cena eu fiquei até imaginando a cena: O cara, deitado, dormindo e DO NADA vem um gringo e começa a ESMURRAR a porta da Lan House dele e ainda por cima gritando INTERNEEETTTT!!! Hahahaha. Eu fiquei imaginando ele pensando: – Meu amigo! Eu aqui querendo dormir e chega um louco esmurrando a porta em crise de abstinência. Eu já vi muito cara viciado em internet, mas esse aqui SEM SOMBRA DE DÚVIDAS se superou! Vai ser viciado assim na cacha-prego!
Depois de eu muito eu esmurrar a Lan House, abriu um homem com uma cara de “que foi, doido”:
– Que cê quer, maluco?
– Cara, eu preciso, DESESPERADAMENTE, usar a internet!
– Você não acha que tá muito cedo ainda não? Ainda não são nem seis horas da manhã!
– Cara, mas eu preciso usar desesperadamente!
– Desculpa, a Lan House tá fechada e não tem nada no mundo que me faça abri-la uma hora dessas!
– Nem se eu te pagar cinco vezes a mais pela hora?
– Tá bom, tou ligando o estabilizador aqui…
O que eu gosto na Índia é que para o bem ou para o mal, grana sempre resolve os piores problemas. No final, sim, meu irmão tinha sido aprovado pra Relações Internacionais na UnB 🙂

Comentários interessantes

1 – Pra começar, posto aqui um comentário deixado pelo Andre no tópico acerca do Pol Pot que eu achei genial:
“Querem sempre diferenciar a ideologia “comunismo” de sua prática, mas a verdade é que NUNCA existiu a implantação de um goverso socialista sem que junto com ele não viesse a barbárie, perseguições, perdas de direitos civis, morte, e mascaramento de dados, e enriquecimento de elites.
No Cambodja, nem dá pra dizer que foi implementado algo com ideologia, o Pol Pot era um assassino, um psicopata inteligente e cruel, mas em outros países, temos bons exemplos de governantes baseados em ideologias socialistas que implantaram ditaduras do “proletariado”(como Fidel) ou pseudo democracias (como Chavez), mas que no fundo só beneficiaram um grupo pequeno de pessoas, promoveram pequenas benfeitorias mas a contrapartida foi a perda total dos direitos civis das pessoas
Me recordo de ter lido uma vez uma passagem sobre um poeta cubano, Reinaldo Arenas, sobre um jantar ao qual ele compareceu. Essa é uma transcição do ocorrido…
“Viajando pelo mundo, descobriu (Arenas) um novo tipo de comunista: “os comunistas de luxo”. Em meio a um banquete na Universidade de Harvard, um professor alemão lhe disse que admirava Cuba e tudo o que Fidel havia feito. Arenas respondeu que achava ótimo que ele pensasse assim, mas que então ele não deveria estar comendo tanto, pois o povo cubano não come assim. E atacou o prato do professor contra a parede.
Não sejam vocês comunistas de luxo. Vivam a miséria e a prisão do sistema socialista, não como expectadores, mas como cidadãos, e depois, teçam seus elogios, se forem capazes.
Bela matéria, belo blog. Parabéns!
Andre”
R – Obrigado, Andre!
2 – Alguém anônimo postou:
“Claudiomar posta algo no final tipo um post dos melhores prato (com fotos) melhores fotos, melhores praias, tipo top 10 de uma 20 coisas ae..kkkkkkk
R – Cara, adorei essa sua sugestão, pode ter certeza que irei adotá-la.”
3 – O Celso postou:
“hahaha
pior que o tiete foi brabo!
uma duvida claudiomar, tu ainda mantém contato com os loucos que passaram por vc nas viagens, tipo os chineses que moraram contigo na austrália, aquele que matava barata com o dedo e tal?! os caras lá da casa na california que queriam ir pro méxico atrás das maiores prostitutas do mundo?! a coreana, que como vc falou parecia um caminhão, por causa do lance da fumaça do narguile… e por fim nossa amiga coração gelado…
tu tem contato comesse povo ainda?!”
R – Cara, tu sabes que isso é algo que até hoje me dói no peito lembrar? Pô, todos os coreanos e chineses que conheci na Austrália eu acabei perdendo contato. O chinês que direto saía no pau comigo, o coreano que matava a barata com a mão etc. O ucraniano que queria viajar para o México pra pegar as “primas” acabou saindo de campo e se casou com a japonesa que eu chamava de “Japanese trucker” por causa da fumaça do Narguilé! A Coraçào Gelado, de todos é a única que eu mantenho contato!
4 – O Marcio Vinicius comentou:
“uhueheue ae claudiomar, ningum ainda ,menciona elas..todos se esqueceram…mas não..eu não!
a campanha “queremos suecas quentes e techas ardentes !” não morreu!
x) pronto ja falo da india x) agora eu qquero putariaaa =~~ pelo amor de deus,pelo menos no prox. post diz algo sobre quando c vai postar desses paises =~~ os fans dessas diginissimas senhoras esperam adoidados
depois dakela foto da australiana bebada num banquinho da estação de trem ,nem imagino oque vc axou em bratislava ou outro canto do leste europeu x) “
R – Eu não vou negar que eu ri MUITO deste comentário, hahaha!