Autor: claudiomar23
Passeio em Narita e palacios da coreia do sul
Comecando o post sobre a Coreia do Sul..
Coreia do Sul

Coréia do Sul – Sociedade


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Templos e história – Seul, Coreia do Sul
Cara, Seul em si não foi uma experiência de toda tãããoo fascinante. Foi uma viagem interessante, aprendi muita coisa sobre história coreana, mas nada que me fascinasse demais. Tem várias coisas legais, mas sempre você tem em mente que ou o Japão ou a China tem lugares mais irados para se poder ver. A Coréia em si me pareceu mais uma zona de transição entre o Japão e a China.
Teve um templo IMENSO, o Gyeongbokgung Palace (sim, todos os nomes em coreano são impronunciáveis), que visitei quando estava por lá, muito irado, mas como falei antes, bem inferior aos que tem no Japão (até porque ninguém nunca foi no Japão queimar os templos deles, como eles sempre fizeram com todo mundo. Japonês, ô povinho que gosta de queimar o templo dos outros, meu deus). Tal templo foi a principal morada da realeza coreana por vários anos e hoje é aberto a visitação, pena que meu guia foi em coreano ¬¬ (eu ia postar um vídeo que fiz mostrando o templo, mas o youtube não quer colaborar, depois que conseguir fazer o upload no youtube posto o vídeo aqui )
Outro templo que eu visitei e que também foi da hora, foi este que vou postando abaixo. Bonito, bem organizado, um pouco menor. Mas o que eu achei mais engraçado foi que no meio daqueles templos menores de estilo oriental, tinha um prédio imenso com várias pilastras romanas. Era uma construção que mais parecia o senado americano. Parecia até que alguém tinha colocado aquilo lá só de zoeira, hehehehe. Depois dei uma lida e vi que, assim como o Japão durante a era Meiji, a Coréia também passou por um período de modernização com esforços para se modernizar e ficar mais próximo do “Ocidente moderno” havendo assim a preocupação de absorver parte do estilo e da cultura ocidental. Por isso construíram aquele prédio lá.
Agora, cara, sem sombra de dúvidas, o que mais me impressionou em Seul, além do preço absurdo de tudo que se comprava, foi uma ex-prisão que visitei. Assim como quase toda a Ásia (notadamente os chineses), os coreanos também possuem várias histórias escabrosas de quando eles estiveram sobre ocupação japonesa. Assim que foram expulsos, eles reaproveitaram uma prisão que os japoneses utilizaram para pra empilhar (“prender” seria um eufemismo) coreanos que lutavam pela independência da península.
Mas mermão, a parada foi que os bichos resolveram fazer tudo real até demais. É assustador a situação lá dentro! Se eles deixassem só os relatos, já seria algo chocante (tinha prisioneiro que se alimentava de ratos e baratas), mas, não satisfeitos, os coreanos resolveram colocar algo bem mais real. Eles simplesmente pegaram vários bonecos diferentes e saíram colocando pelas celas da prisão sendo torturados. Aí mermão, era sangue pra todo lado, gritos apavorantes, pedaços de gente espalhados e por aí vai… Cara, foi bem mais assustador que todos os trens fantasmas que já visitei em parques de diversões!
A melhor parte não era nem essa, a melhor parte era que, não bastando o realismo da parada, os coreanos, diariamente, levam centenas e centenas de crianças pra poder visitar a ex-prisão onde os heróis coreanos patriotas (é assim que toda vez eles se referem aos que pereceram por lá) foram empilhados. No começo é até engraçado. Eu, por ser o único ocidental andando por aquelas bandas, despertava uma certa curiosidade na meninada, que toda hora que me via, acenava e tentava falar algo em inglês comigo, ainda que 90% falasse apenas “Hi, how are you”.
E era aquela meninada correndo, gritando e fazendo farra como toda excursão de colégio, a única diferença é que eles estavam visitando praticamente a “Auschimitz coreana”. Era engraçado ver a cara da meninada antes e depois de visitar as “salas de tortura”. Antes era todo mundo serelepe, brincando e correndo, depois, saía todo mundo chocado lá de dentro, heehheh. Eu não sei nem o que espantava mais, se era o ambiente macabro daquele museu ou os gritos da meninada quando viam os bonecos sendo torturados.
Eu fiquei até pensando na real necessidade de se levar crianças de SETE anos pra poder ver aquelas cenas de tortura. Tudo bem que a história precisa ser contada e nunca esquecida, mas meu amigo, não dá pra esperar esses meninos crescerem mais um pouco não? Eu que não sou coreano, já fiquei revoltado, imagina a meninada que lê aquilo escrito com todas as letras “os japoneses fizeram isso com seus avós”! Eu não queria ser uma criança japonesa numa sala de aula coreana. Heheheh.
Outro fator que eu achei interessante refere-se ao fato de tudo lá dentro estar escrito em coreano, inglês e, claro, japonês. Fiquei imaginando se os japoneses realmente visitam aquela prisão.

Enfim o post do Havaí…
Cara, pode ter certeza que aquela fase passou. Decreto a partir de hoje o fim do período “blogs sem sal” e da busca desesperada por histórias para postar no fim de semana. No Havaí rolou tanta coisa que dá pra eu escrever é um livro de tanta presepada que eu passei. Sério, não falo isso só pelo local em si, que é bonito pacas, mas também ao que ocorreu no dia a dia.
Antes de começar a escrever, gostaria de explicitar como funcionará a nova metodologia do blog. Ao contrário da “Idade das Trevas” de Santa Bárbara, não irei postar fixamente todas às sextas feiras. Cada post me consome várias horas pra poder ficar pronto e como tempo em viagem sempre é curto, não vou utilizar, majoritariamente, os horários que tenho em casa pra poder escrever. Vou aproveitar o máximo que puder os horários que estiver dentro de aeroportos ou viajando dentro do avião. Chegando em casa, faço as modificações finais e posto no blog. Isso significa que, assim como pode ocorrer dois posts por semana, também poderá ocorrer em duas semanas apenas um post. Mas, assim como no Havaí, toda sexta feira faço um mini-post, com uma foto do lugar que estou, avisando quando será a previsão para o próximo post, assim a galera não fica tão perdida.
Os posts serão divididos da seguinte maneira. Antes de começar a escrever do lugar em si, vou fazer uma rápida introduçãozinha, meio que Wikipédia, sobre o país ou região que estou visitando, com alguns dados sobre história, população, economia etc. Para que as pessoas possam ficar mais situadas sobre o que eu estou escrevendo (é cumpade, Claudiomar também é cultura!). Depois da introdução vou escrever algo relacionado às impressões que obtive do lugar e aí sim, após esses dois posts, vou colocar as histórias que aconteceram durante minha estada, portanto, se você quer ler só as presepadas, pule sempre os dois primeiros tópicos. Claro que isso não ocorrerá rigorosamente (como nada nesse blog), mas esse será o padrão que tentarei seguir.
Tirando isso, eu só gostaria de desejar muitas risadas pra quem estiver lendo e também que vocês possam aprender bastante junto comigo sobre os diversos locais o qual estou passando. Lembrando que o itinerário que posto agora é sobre o Havaí e posteriormente será sobre Coréia do Sul, Hong Kong e Macau.
O Havaí
O Havaí atualmente é um estado americano. Tem uma população de mais ou menos 1,5 milhões de pessoas espalhadas em oito ilhas diferentes. A economia dos bichos depende quase que com exclusividade do setor de serviços (92%), com serviços governamentais e turismo como carros chefes! É o estado americano mais meridional (pra vocês terem uma idéia o Havaí fica quase que na mesma “altura” que Cuba) e se encontra a 3500 quilômetros do estado americano mais próximo, ou seja, é no meio DO NADA!
O Havaí nem sempre fez parte do território dos EUA. Pra falar a verdade eles têm uma história muito parecida com a dos países insulares do Pacífico Sul, como Fiji ou Tuvalu. Ilha espalhadas pelo Pacífico, formadas por erupções vulcânicas que foram sendo habitadas gradativamente por povos polinésios. Quando eu falo que o Havaí é uma polinésia que come hambúrgueres, é porque é muito próximo disso mesmo. Todas as ruas e praias são nomeadas na língua polinésia deles e também existem antigos nativos (7% da população total) habitando as ilhas, ainda que marginalizados (os serviços “de latinos e mexicanos” no Havaí são desempenhados pelos nativos e asiáticos).
Apesar de serem pequenas ilhas jogadas lá no meio do nada, o Havaí, nos seus primórdios, era formado por vários estados diferentes e monárquicos que lutavam entre si e matavam-se mutuamente. Ficou um tempão assim, sem que ninguém conseguisse unificar todas as ilhas em seu poder. Até que, um dia, aportou no Havaí uma esquadra britânica carregando nada mais, nada menos, que James Cook, um dos maiores e mais famosos navegadores britânicos (só pra vocês terem uma idéia, o cara é conhecido como “Pai da Oceania). Os havaianos num primeiro momento, olhando aquelas embarcações absurdamente gigantes, com ferro e metais pra todo lado (eles já tinham visto algumas peças de ferros, notadamente pregos de restos de embarcações, mas nunca nada como aquilo), achavam que se tratava de algum Deus ou algo do tipo. Depois de um tempo, acabaram entrando em conflito com os ingleses, chegando até a matar o próprio Cook.
Disso tudo, dessa presepada toda, uma pessoa acabou se dando bem. Um nativo, conhecido pelo nome de Kamehameha, durante muito tempo ficou em contato com os britânicos e aprendeu várias táticas e estratégias deles. Depois que os ingleses foram embora e tudo se acalmou, Kamehameha, como não querendo nada, montou o seu pequeno exército e foi conquistando ilha por ilha. Ou seja, ele basicamente apelou forte, utilizando até mesmo muitas armas dos britânicos. Com um poder totalmente desproporcional (você imagina o cara usando pólvora e metais contra os outros armados com uns pedaços de pau, ele foi “cheater” total), ele conseguiu unificar o arquipélago em suas mãos e ficou conhecido como Kamehameha, o Grande! O Napoleão do Havaí!
Depois disso, a influência ocidental no arquipélago foi crescendo gradativamente, sendo até mesmo absorvida pela cultura havaiana (adoção de religiões ocidentais etc.). Em 1898, os EUA anexaram o Havaí ao seu território e em 1950 ele virou um estado americano.
Um último fator que eu posso citar é que, meu deus, lá só tem asiático, doido!! Mais de 40% da população é formada por descendentes de asiáticos e por todo canto tem placas escritas em três línguas: Inglês, Havaiano e Japonês (ao contrário da Califórnia que era espanhol e inglês). Os japoneses não conseguiram tomar o Havaí na Segunda Guerra, mas agora tão tomando democraticamente, já que 20% da população é de descendência japonesa, além de que o que não falta é japonês fazendo turismo por lá! Tem japa por todo lado bicho!!
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Perambulando pelo Havaí – Estados Unidos
Deus fez um paraíso na terra, pena que cobrou tão caro por isso!
Bicho, é inexplicável como são caras as paradas por lá!! Sério, eu no Havaí vivi basicamente na dobradinha comida-busão e assim mesmo quase não consegui viver gastando em média 20 dólares por dia!! Acho que não ficou tão claro pra vocês!! Eu não gastei com MAIS NADA!! Moradia me saiu de graça e ainda assim gastei quase 35 reais POR DIA!! Mermão, é uma parada insana o lugar!
Isso ocorre devido ao fato de que o Havaí não produz quase nada, tudo tem que vir do continente, logo os preços ficam absurdamente caros! Tem também o fato de que o Havaí é o sonho de consumo de 10 em cada 10 americanos que vendem as cuecas e chegam com um dinheiro absurdo pra poder gastar no arquipélago, além dos japas que acham tudo isso aqui muito barato (eu fico imaginando o quão “barato” deve ser Tóquio)! Logo, como aprendemos desde o segundo grau, aonde tem muito dinheiro circulando, muita gente com dinheiro pra comprar, o mercado faz sua parte e eleva os preços ao absurdo!
Depois eu comecei até a pensar se realmente existe vantagem em ir ao Havaí passar umas férias rápidas. Com a grana que se gasta com hotéis e o que for, você pode muito bem viajar para Fiji ou então comprar a Tailândia inteira! Sério, não tem quem me faça mudar de idéia relacionado ao fato de que não vale a pena ir ao Havaí! O lugar é um paraíso? É! É lindo pacas? Sim! Não tou falando que lá é feio, mas é que o preço que você paga, a relação custo benefício, de quem vai pro Havaí torna um negócio nada aprazível. Pelo menos essa é a minha opinião.







