Saí em um Jornal do Maranhão – O Imparcial

Domingo agora saiu uma reportagem sobre o meu livro no jornal o Imparcial do Maranhão. Inicialmente eu achava que ia ser só uma chamada ou algo do tipo, nunca iria imaginar que seria uma reportagem de uma página inteira em um jornal de domingo. Cara, ficou bem legal.
Para quem ainda não sabe, o lançamento vai ser no dia 19/03 aqui em Brasília no Bar Moisés. Segue o link do evento:
https://www.facebook.com/events/679745072133902

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Trindade e Tobago – Pedalando pela ilha de Trindade

No primeiro dia em Tobago resolvi seguir o conselho que haviam me dado e aluguei uma bicicleta para dar a volta por toda extensão da ilha. Quando descobri que teria que pedalar quase uns 150 km para fazer todo o trajeto, lembrei que não tenho mais 15 anos e resolvi pedalar “só” 40 quilômetros, visitando algumas cidades da ilha e cortando ela de leste a oeste. 
Quando fui alugar a bicicleta não gostei nenhum um pouco do preço, 13 dólares por dia (saudades de Bali onde uma moto era cinco dólares o dia. Confira aqui). Porém quando eu subi na bicicleta vi que ela valia cada centavo. Cara, era uma mountain bike de última linha! Sério, deu vontade de ficar o dia inteiro pedalando só para ficar pedalando nela.

Forget UN, soccer will save the world!

Saí pedalando para a maior cidade de Tobago, Scarborough a metrópole da ilha com seus incríveis 25 mil habitantes. Quando saí de Scarborough e segui para cruzar a ilha de leste a oeste que fui ver no que havia me metido. Sabe aquelas coisas que são bem mais legais de contar do que de fazer? Daquelas que você só viu que fez besteira quando está na metade do caminho? Pois então, foi essa pedalada! Cara, atravessar a ilha foi um dos piores caminhos que já enfrentei pedalando! O caminho era todo de morro! O problema quando não se pedala não é subir ou descer, é subir e descer toda hora!!! E o meio da ilha parecia Belo Horizonte! Isso sem falar que o mapa que eu tinha não ajudava em nada, não havia sinalização nas ruas, a rodovia principal serpenteava a todo momento e toda hora eu me perdia.

Os poucos seres humanos que eu encontrava na rua primeiro me olhavam com aquela cara de “o que diabos esse gringo tá fazendo aqui no meio do nada de bicicleta?” e quando iam tentar me ajudar falavam com aquele sotaque incompreensível! Bicho, um perrengue!

Jardim Botânico em Scarborough, capital de Tobago

Quando enfim cruzei a ilha, achava que ia ter a minha recompensa, pois no mapa parecia que a estrada no caminho de volta seguia margeando o mar e ai ser aquela brisa e aquele paisagem. Que ledo engano! Bicho, os caras tiveram a manha de fazer a estrada a uns 100 metros do mar, o suficiente para você não ver nada e sair fritando no sol escaldante de Tobago! Rapaz, até agora não sei como eu não travei e saí tendo convulsão que nem o Ronaldo na final da Copa de 98!

Achei que o visual da pedalada ao redor da ilha iria ser assim

 

Mas na verdade, acabou sendo assim

Tobago é paraíso
           
Cara, a todo tempo eu escutava isso, Tobago é paraíso! Tudo que eu perguntava em Tobago o pessoal falava isso:
   – Cara, posso ir nadar na praia e deixar minha mochila na areia sem ninguém tomando conta?
    – Amigo, Tobago é paraíso, mas não quer dizer que isso não vai acontecer, alguém vai pegar sua mochila!
     – Senhor, onde fica o banco mais próximo?
    – Você vira a direita, segue em frente e lembre-se, Tobago é paraíso!
Tobago é paraíso? Cara, não vou dizer que Tobago é uma Cubatão, mas está longe de ser como Fiji, Los Roques ou Cuba, esse paraíso todo que falavam. Lá é bonito, mas não achei nada que valesse sair do Brasil para poder ir para lá. Na verdade, só vale a pena mesmo para quem mora em Trindade. Não sei se é porque metade do tempo ficou nublado ou se o fato da areia ser mais escura deixa a impressão que o mar é menos azul, mas eu confesso que esperava muito mais.
Ainda houve o mergulho que eu fiz, que me custou os olhos da cara e também não teve nada demais. Não valeu o investimento. O snorkelling também super sem graça, quase não vi peixe e quase não havia corais coloridos. Se sugiro ir a Tobago? Cara, na América Central há outros países bem mais convidativos. Vá a Trindade e Tobago só se for caminho para outras ilha da América Central.

Como chegar a Trindade e Tobago

Chegar a Trindade e Tobago é bem fácil. Diversos países tem voos para lá e o aeroporto de Trindade é relativamente bem movimentado. Eles inclusive tem a própria empresa aérea que opera para vários lugares da América Central e até para os Estados Unidos, a Caribbean Airlines.
Quem estiver visitando esse lugar a turismo, adianto logo, não perca tempo em Trindade, apenas se tiver muito tempo e realmente tiver curiosidade de conhecer. Todos me disseram que a ilha de Trindade não tem nada, só cidades industriais com hotéis e restaurantes tremendamente caros. O negócio é seguir direto pra Tobago.
Canhão que era usado para proteger Tobago de invasões

Para chegar a Tobago é possível pegar um ferry de Trindade e ir por mar, o que eu acho que só é uma vantagem se você precisa levar seu carro de uma ilha a outra. Nem me interessei em procurar, pois são horas de viagens e o preço não compensa. Paguei 24 dólares por cada vez que voei entre as ilhas. Na verdade, acho que eles te marcam em um voo só para tu não reclamares se quiseres ir em outro e não tiver vaga. A viagem leva 20 minutos. Pode comprar qualquer voo, de qualquer horário (são dezenas durante o dia), que se você mudar de ideia eles remarcam para outro horário sem custo. Achei estranho porque inclusive não me cobraram taxa de embarque nem na ida, nem na volta. Cara, parece viajar de ônibus.

Em Tobago fiquei em uma região chamada Crown Point. É onde fica o aeroporto. Literalmente. É engraçado, você desce do aeroporto, caminha uns 10 minutos e está no centro da vila e do lado da praia. Disso eu gostei, sem ter que pagar táxi nem nada. É só caminhar e, pimba, você está no meio das pousadas. Fiquei em um lugar chamado Stewart Guesthouse, custou 40 dólares a noite e tinha um quarto só para mim com ar condicionado e péssima internet. Foi o lugar mais barato que consegui encontrar em Crown Point.

Meu quarto na Stewart´s Guesthouse
Se no Suriname foram tudo as mil maravilhas, em Trindade e Tobago as coisas começaram mal. Para começo de conversa, a imigração foi a que mais fez pergunta na minha vida desde a de Israel. E a mulher queria saber para onde eu ia, onde eu ia ficar, se eu tinha hospedagem já, quanto dinheiro eu tinha, se eu tinha a passagem de saída já comprada. Cara, nem na Alemanha eu tive tanta dificuldade. Para piorar, o inglês de Trinidad e Tobago foi um dos que eu tive mais dificuldade de entender o sotaque. Cara, sério, parecia outra língua. A mulher da imigração me perguntava uma vez, duas e só na terceira que eu ia entender o que ela estava me perguntando. Ela me enchendo de pergunta, toda desconfiada, mesmo com meu passaporte cheio de carimbo dos países que já viajei. Porque assim, todo mundo quer fugir do Brasil para tentar a vida em Trindade e Tobago. Vi que ela só se aquietou mesmo quando viu o meu visto pros Estados Unidos. Eu héin!
Tobago

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Quando comprei a passagem para Trindade e Tobago eu havia planejado ficar dois dias em Tobago e um em Trindade. Porém, conforme disse, todos só me falaram mal de Trindade e acabaram por me convencer a ficar só em Tobago. Além de que o aeroporto de Trindade era longe de qualquer cidade. Eu ia ter que gastar uma grana de táxi para ir a Porto Espanha, capital da ilha. No final, Trindade fui só para pegar voos.

Como chegar ao Suriname

Visto

Brasileiros não precisam de visto para poder visitar o Suriname.

Deslocamento

 Não existe nenhuma ligação por terra entre o Suriname e o Brasil. Pode haver como chegar de barco, cortando a Amazônia, mas não vi se era possível e também não vi ninguém comentando, o que me leva a crer que, se existe, não é algo tão difundido assim. Eu fui de avião. Existe uma empresa aérea chamada Surinam Airways, sediada em Paramaribo no Suriname (tchadam!!!) que tem voos diretos de Paramaribo para Belém três vezes por semana. Foi o que eu fiz para ir ao Suriname e também para voltar ao Brasil (já que a Surinam Airways opera voos da Guiana e da Guiana Francesa para Belém com escala em Paramaribo, por exemplo). A empresa é conhecida por ser de péssima qualidade e nenhum dos três voos que voei com eles saiu no horário (o de Belém-Paramaribo atrasou mais de seis horas, por exemplo). Uma curiosidade da Surinam Airways é que, pelo menos ao tempo que vos escrevo, ela não vendia pela internet passagens em que o porto de destino fosse fora do Suriname. Por exemplo, Belém – Paramaribo e Guiana – Belém (com escala em Paramaribo) tive que comprar por meio de uma agência de turismo, a Decolar.com (que me enfiou uma facada de uns 15% do preço da passagem). Já o trecho Paramaribo – Trindade e Tobago, consegui comprar diretamente do site da Surinam Airways. Porque é assim? SDS – Só Deus Sabe!

Outra forma de chegar no Suriname é por terra da Guiana e da Guiana Francesa, o que é bem fácil e tem ônibus saindo toda hora. Conforme já relatei, conheci pessoas que fizeram os dois trechos por terra
Conforme relatei também a Surinam Airways também faz voos diretos para Miami, atendendo uma população que mora ao Norte da América do Sul.

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Mais sobre o Suriname – aprenda mais sobre o país!

Meu anfitrião me explicou que toda a educação no Suriname é pública. E em tempo integral. Fui uma vez com ele deixar os seus dois filhos na escola as sete da manhã e alguém iria pegá-los as quatro da tarde. Ele me explicou que quando você termina a escola pode aplicar para qualquer universidade da Holanda ou dos Estados Unidos que você é aceito. Não sei se todo mundo consegue ser aceito nessas universidades mesmo, mas se um ou outro aluno de escola pública de lá realmente é aceito em programas universitários estrangeiros, é um grande feito. Basta comparar com o Brasil onde o coitado termina sem nem saber ler direito.
Gandhi, no centro de Paramaribo
Banda de música que de representa bem a mistura de cores e raças presentes no Suriname

Outra curiosidade do Suriname é que o atual presidente é um ex-ditador que foi deposto, se envolveu com o tráfico de drogas, foi condenado, porém eleito democraticamente mesmo tendo um mandato de prisão contra ele na Holanda. Dési Bouterse o nome do menino gente boa. Comparando com o Brasil seria mais ou menos se tivéssemos um presidente como o Maluf, que até hoje tem um mandato de prisão nos Estados Unidos. E você aí achando que mensalão é o que há de pior =P

Não prometa voltar. Volte! – diz a placa no aeroporto do Suriname.

Porém, o que mais me impressionou, mais do que o nível do inglês do pessoal, foi como o lema do Suriname “várias culturas, um só país” se faz presente no dia a dia das pessoas. Cara, o Suriname é um balaio de gato. Tem Hindu, Cristão Católico, Cristão Protestante, Muçulmano, Judeu… Todo mundo vivendo um do lado do outro sem se matar. Me impressionou o tanto de igrejas, mesquitas, templos, sinagogas, construídos pela cidade que vive aparentemente sem problema nenhum. Foi o primeiro país que viajei onde muçulmanos me diziam que viviam em paz em um país não muçulmano sem serem molestados por polícia/políticos malucos.
Sempre bom lembrar que até no Brasil as coisas não são tão fáceis para muçulmanos

Igreja Católica
Igreja Presbiteriana
Igreja Batista
Templo Muçulmano
Templo Hindu
O ponto mais simbólico de Paramaribo fica no centro da cidade, onde a principal mesquita do país foi construída, literalmente, ao lado, colada, da principal sinagoga do país. Tem noção desse simbolismo? Judeus e Muçulmanos um do lado do outro, no centro da cidade e sem ninguém jogando pedra no quintal do vizinho. Achei isso muito legal!
Mesquita ao lado da sinagoga no centro de Paramaribo

Bem, acho que ficou claro o quanto fui embora fã do Suriname

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No aeroporto esperando meu voo, escrevendo e tomando uma das melhores cervejas que já provei. Parbo Beer, vale a pena experimentar!
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Uptade da Guiana Inglesa – 2

Prezados,
Haja o que houver, não venham a Georgetown, capital da Guiana. Esse lugar é um inferno!
Sério.
De nada.
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Uptade da Guiana Inglesa…

Apesar de estar escrevendo ainda sobre o Suriname, estou na Guiana nesse exato momento.
E venho aqui fazer um post rapidinho só descrevendo como foi minha chegada aqui.
Se o Suriname foi tudo o que eu não imaginava que seria, a Guiana sim foi tudo o que eu esperava. Na verdade até pior! Cara, aqui tudo é caótico, sujo e bagunçado. Sério, a diferença da Guiana para o Suriname é gritante! Antes a experiência de maior bagunça que já tinha visto na América do Sul tinha sido Ciudad del Este, no Paraguai, mas Georgetown é bem pior! É esgoto a céu aberto correndo pela cidade inteira, mendigos para todo lado, buzina de carro a todo momento… Até para tirar a câmera da mochila e bater foto eu fico com receio!
Na foto abaixo, uma imagem de uma rua cheio de comércios brasileiros. Aqui é engraçado como parece que dá para você se virar só falando português!
Tou pressentindo que amanhã teremos várias presepadas a caminho!
P.s: O blog teve o dobro de visitas da semana passada para cá. O mais engraçado foi depois descobrir porque. Com a execução do Brasileiro na Indonésia, as buscas por “Indonésia” e “Bali” bombaram na internet, refletindo no número de acessos do blog.
P.s 2: Estou mudando tanto de país e de fuso horário que hoje tive que recorrer ao Google para saber o horário na Guiana =)
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Suriname – A metrópole e a gloriosa

Outra cidade que eles me perguntavam bastante era Fortaleza. Se Belém é o porto de entrada, Fortaleza parece ser a metrópole! A cidade brasileira que o surinameses mais visitam a negócios. Entrei em algumas lojas em que havia escrito no topo “produtos brasileiros” na esperança de encontrar algum brasileiro, saber como era a vida no Suriname, porém não encontrei. Para não perder viagem perguntava aos vendedores (que eram surinameses) onde eles compravam aquelas peças de vestuários e todos eram unânimes em me falar: Fortaleza. Todos eles pegavam o sagrado voo de Belém e de lá para Fortaleza para comprar suas peças e vender no Suriname. E quem diria que o Norte do Brasil também faz comércio internacional! Perguntava como eles se viraram para poder comprar em Fortaleza, já que no Brasil ninguém fala inglês, como eles mesmo me disseram, e me falavam que só sabiam falar os números e “mais barato, mais barato!”. Uma das vendedoras que eu conversei sobre isso até me impressionou com o inglês que ela falava. Era um inglês suave, elegante. Isso porque ela trabalhava em uma lojinha chinesa que ninguém daria nada a ela.
Nem tudo que a gente exporta para o Suriname é algo de qualidade. Pelo menos não é Kaiser…
Loja de produtos brasileiros

Porém, no Suriname, o que me deixou mais feliz em relação a cidades foi São Luís. Lá foi o único país estrangeiro que já viajei em que o seguinte diálogo não ocorria:
“- De onde você é?
– Brasil!
– Que legal! Do Rio? De São Paulo?
– Não, de São Luís
… (cara de curiosidade)
– É uma cidade no Norte do Brasil – eu já respondo antes que me perguntem onde diabos fica São Luís.”
No Suriname não! Quando eu falava que era de São Luís as pessoas na hora emendavam um “Ah, que legal, São Luís! É perto de Belém, né?”. Caraca, que felicidade! Alguns inclusive já tinham até ido lá a caminho de Fortaleza. Teve até uma vez que eu falei que era de São Luís, mas morava em Brasília. A pessoa entendeu que eu era de São Luís, porém não entendeu porque eu falei que era de lá e morava no Brasil. Daí tive que repetir que eu tinha dito que era de São Luís e morava em BrasÍLIA. Depois que fui explicar que o Brasil tinha uma capital que se chamava Brasília (antes que alguém achasse que a capital era Belém).
É cumpade! No Suriname eles conhecem São Luís, mas não conhecem Brasília! Chupa Centro-Oeste!


No Suriname, assim como na Índia, parece ser uma tradição querer transformar o seu ônibus em uma obra de arte
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Eu sou brasileiro. De Belém? – a pergunta que escutava toda vez no Suriname

Primeira foto, no aeroporto, ao chegar de Belém

Sempre que viajo fora do eixo Europa – Estados Unidos, quando falo que sou do Brasil, a primeira coisa que as pessoas perguntam é: – “De onde? Do Rio de Janeiro?”. Quando muito as pessoas perguntam de São Paulo. Acaba que as únicas cidades que parecem conhecer do Brasil são Rio, São Paulo e, raramente, Brasília.

Redondezas onde fiquei hospedado
O pessoal do Suriname parece viver bem. Foto tirada em casa vizinha ao lugar que fiquei

No Suriname aconteceu algo engraçado! Foi o primeiro país que quando falava que era brasileiro as pessoas perguntavam: – “De Belém?”. Para o Suriname o Brasil começa em Belém! O Pará é o estado que faz fronteira com o Suriname e é onde há voo direto pra lá. Conversando com um motorista de táxi, em inglês sempre bom lembrar, ele me explicou que eu não vi muitos brasileiros porque não fui ao bairro onde eles se concentram:

– Quando você vai lá, parece uma “Little Belém” (uma pequena Belém) – ele me disse.
Esse aqui é um strip club que, segundo um motorista de táxi, era de um brasileiro e se chamava “Bigode”. Passei em frente e fiquei impressionado com a estrutura do lugar. Cara, diz aí! Essa mansão toda para um strip club? Quando passei na frente fui lá e bati uma foto. Rapaz, quando menos me espanto vem um cara correndo e gritando! Era um dos seguranças de lá que só se aquietou quando eu apaguei a foto. Acabou que na volta eu bati essa foto com uma câmera melhor que não dava para ele me ver! Qual é, rapaz, nunca perco uma foto!
Na praça principal de Paramaribo. Aos domingos rola uma capoeira aqui. Até tentei vir para jogar com a galera, mas infelizmente não consegui chegar a tempo =(
Palácio Presidencial

Belém acaba também sendo a porta de entrada dos surinameses para a América do Sul, pois, como eles mesmo me falaram, de Belém você pode pegar um voo para qualquer lugar do Brasil. De Belém para São Paulo ou Rio de Janeiro, podem ir para qualquer lugar da América do Sul. É engraçado pensar que, para nosso amigo médico do post passado, o Suriname era a sua porta de saída da América do Sul e a para os surinameses Belém era a sua porta de entrada. Quem da gente que mora na parte Sul do Brasil iria imaginar que Belém seria um hub tão importante!
Cara, isso é arte! Acredita que no Suriname passa o desenho do Chaves? E em espanhol! Caraca, quando vi que ia passar, fiquei que nem um abestado assistindo e dando risada com os filhos do meu host!
Tirei essa foto no que deveria ser um dos principais fortes de Paramaribo, construído à beira do rio, bem na porta de entrada da cidade. Serviu para proteger Paramaribo de invasores. Hoje parece mais um parque e quando fui hospedava uma galeria de gosto tão duvidoso que se você comprasse algumas peças ganhava até um banner, como na foto aí abaixo!
Essa também eu não esperava. Encontrei um busto do Simon Bolivar no meio do centro de Paramaribo. Apesar de alguns demagogos tentarem se apropriar de sua glória, manchando a sua imagem, Bolivar é um grande herói da América Latina, tendo libertado vários países da Espanha. Só achei estranho encontrar ele em um país de colonização holandesa como o Suriname. Para mim, seria mais ou menos como termos uma estátua de herói holandês no meio de uma praça de Brasília.

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Primeiras impressões do Suriname

O que posso falar do Suriname nesses primeiros dias é que o país realmente me surpreendeu. Imaginava que ia chegar aqui e encontrar um cenário de pobreza em uma cidade desorganizada, como uma viagem na Bolívia, e realmente me surpreendeu como o pessoal parece viver bem por aqui, ainda que só tenha viajado em Paramaribo. Começa pelas casas. As casas aqui são muito legais e até agora não vi favelas ou coisas do tipo. No máximo você vê uma casa caindo aos pedaços, mas nunca casa de papelão ou feita de material reciclado como uma favela. Além disso, as casas aqui não tem muros e a maioria não tem nada demarcando o terreno, que nem as casas nos Estados Unidos, o que me leva a crer que violência urbana não é um problema como no Brasil.

Estou hospedado na casa de um surinamês descendente de indianos. Quatro gerações atrás, seus tataravós mudaram da Índia para o Suriname. Ele é hindu, fala Hindi, o dialeto da região dos seus antepassados, além de inglês, holandês, língua criola do Suriname, espanhol e um pouco de português. Tem dois filhos.

E não é que eles falam inglês?

Aparentemente todo mundo fala inglês em Paramaribo. Mas não é aquele inglês “my name is” não, é um inglês bom mesmo, muita vezes melhor do que o meu. Segundo o couchsurfer que está me hospedando isso ocorre porque o Suriname é um país pequeno e orientado aos Estados Unidos, com todos os seus canais em inglês, portanto as pessoas aprendem inglês meio que no automático. Isso seria simples, se no Brasil também não víssemos só filmes em inglês e ainda assim quase ninguém fala um palavra. Na verdade é até engraçado observar que os filhos do meu host ficam assistindo os desenhos como Tom e Jerry em inglês sem legendas. Acho que essa parada da TV ser em inglês deve fazer algum sentido mesmo. A língua oficial aqui é o holandês que, segundo o meu host, é o mesmo holandês que se fala na Holanda, eles conseguem se entender muito bem.

O couchsurfer que está me hospedando tem uma loja de material de construção e me disse que em Paramaribo é até difícil conseguir alguém para trabalhar para você, pois parece que todo mundo aqui está empregado. Ele mesmo desistiu de contratar alguém para trabalhar na loja e toca tudo sozinho.

Conheci um médico brasileiro que mora no Oiapoque (aí é guerreiro!) e ele me disse que sempre vem ao Suriname porque é mais fácil vir aqui do que viajar para qualquer lugar do Brasil. Diz que só do Oiapoque até Macapá são entre oito a quinze horas de carro dependendo de como estão as estradas, já que na época chuvosa vira um inferno trafegar por elas. Diz que por terra ele cruza a Guiana Francesa, em oito horas está em Paramaribo e daqui ele pode pegar um voo para os Estados Unidos. Engraçado pensar que alguém no Brasil depende do Suriname para poder fazer viagens internacionais, por essa eu não esperava!

País multiétnico

Outra coisa que me deixou impressionado é que quase todos aqui são negros, asiáticos ou… indianos. Sim, os descendentes de indianos são a maioria da população do país formando quase 35% da população. Como ex-colônia da Holanda, há também vários indonésios (que eles chamam de javaneses). Há também vários chineses e muitos brasileiros que vem aqui notadamente devido ao garimpo ou, segundo me disseram, brasileiras para se prostituir. Holandês aqui quase não tem mais. Diz que eles são 1% da população, mas todos que vi aqui são turistas da Holanda que aproveitam para conhecer a Amazônia por um país em que eles não tem que ficar falando inglês para turistar.

Por enquanto essas são as impressões. Vamos ver como tudo vai se sair até eu ir embora daqui.

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