Outro coraçãozinho simpático cruza o meu caminho

P.s: Caros, eu vi que algumas pessoas comentaram acerca do forte, pedindo que eu colocasse mais fotos sobre ele. Não há muito a escrever sobre, pois as fotos por si só falam mais do que mil palavras. Atendendo a pedidos, coloquei fotos do Forte mescladas por esse post 🙂 Daqui a dois dias publico um outro vídeo que fiz em uma de suas muralhas que eu acho que vocês vão curtir.
A cidade de Jaipur é realmente interessante. Ao contrário do que inicialmente pode pensar o mochileiro desavisado, o título de “cidade-rosa” conferido à cidade não é por acaso. Realmente, por todos os cantos que você caminha há prédios pintados de rosa. A cidade parece uma casa de bonecas gigante.
No dia que estava decidido a conhecer a cidade de Jaipur, acordei cedo e fui logo contratar um riquixá movido a bicicleta pra poder me levar pra dar uma volta pela cidade. Saí procurando por todos os cantos e o primeiro que se ofereceu eu decidi contratá-lo. Expliquei pra ele que queria uma riquixá pra ficar comigo durante a manhã inteira e pra me levar pra conhecer os principais monumentos da cidade. Ele falou comigo que tava de boa e eu perguntei quanto ele queria pelo serviço. Já estava preparado pra ouvir o cara falar de cara que ia sair por cinco ou até dez dólares (eu queria pagar, na melhor das hipóteses, três) quando veio a surpresa:
– Tudo bem. Posso levá-lo aos principais lugares, a manhã inteira, por dois dólares
Dentro do Forte
ÃHN?!? Como assim? Dois dólares? Tá falando sério? Na mesma hora eu estranhei. Como assim o cara tava me oferecendo um preço abaixo do que eu queria pagar? Tava na cara que isso era sacanagem. Como estava querendo mesmo era que acontecesse presepada comigo (afinal não tinha nada de valor nos bolsos e ainda por cima ia render história pro blog), resolvi, escabreado, aceitar a proposta do papudinho e subi na riquixá dele. O cara parecia até ser gente boa mesmo, foi tentando me explicar, no inglês ruim dele, o que cada edifício era, quando foi construído… Resumindo, eu além de pagar um preço irrisório para um cara pra pedalar um riquixá pra mim, acabei, sem saber, adquirindo um pacote 2X1, guia e “pedalador”. Logicamente isso não ia acabar bem.
Enfim, como tava curtindo o passeio, acabei dando panos pras mangas e resolvi ficar admirando a cidade. O que me deixava mais impressionado eram os seus diversos elefantes caminhando pelas ruas e os pedestres nem aí, como se fosse a coisa mais normal do mundo (pior que pra eles era), como a gente quando se depara com um jumento andando numa calçada. Era interessante ficar admirando aquele zoológico ao ar livre, com elefantes e macacos por todos os lados. Viva a Índia.
Mas nem tudo são flores. Acho que, aproveitando o meu estado de deslumbrância com aquela cena surreal (uma cidade rosa, “empestada” de elefantes), o cara virou numa esquina e começou a pedalar a riquixá pra dentro de uma favela de ruas sinuosas e com pessoas com caras nada amigáveis. Era chegada a hora, pensei! Era a hora do bote! Peguei o tripé que eu usava para bater fotos, coloquei na mão e assumi posição de ataque esperando a primeira reação do cara anunciando o assalto para poder virar o tripé na cara dele. Fiquei naquela tensão uns dez minutos e, após isso, o cara parou em frente ao Hawa Mahal, pra bater aquela famosa foto tronxa que eu já tinha falado pra vocês. Ufa, era alarme falso. Parei, desci, bati a foto e continuei sempre alerta.

Entrada principal da Cidade Histórica de Jaipur
E por três ou quatro vezes eu ficava daquele jeito. Tirava o tripé da sacola, colocava na mão e ficava esperando a hora que ele dele me assaltar ou me levar pra uma rua onde tivesse uns malandros me esperando, sei lá… O cara tava cobrando muito barato e era isso que me encucava. Só sei que no final, ele me deixou em frente ao meu hotel e perguntou se eu queria algo mais. Falei que não. Ele só pediu os dois dólares dele. Quando eu dei, ele falou obrigado e já tava indo embora. Quando eu vi que REALMENTE nada ia acontecer e o cara REALMENTE tinha sido muito gente boa, chamei-o novamente e o entreguei mais três dólares de agradecimento. Ele ficou sem entender nada e depois agradeceu. Pô cara, no final acho que ele mereceu. Ele era GENTE BOA DEMAIS!!

Entrada do Forte
Depois, recolhido no meu aposento fiquei me perguntando. Porque será que ele foi tão gente boa? Ele além de ter sido gente boa, ainda por cima iria me cobrar MUITO barato! Pela primeira vez na minha vida, uma história que realmente me surpreendeu na Índia. Na hora lembrei a história do moleque de Kajuharo e me lembrei que, pela primeira vez, alguma história na Índia me surpreendeu com alguma pessoa sendo gente boa desde o começo.

Outra entrada do forte
Fiquei de cara…
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Amber Fort – India

Galera, antes de postar as presepadas de Jaipur em si, posto agora um vídeo que fiz acerca do “Amber Fort”, uma das principais atrações da cidade que é cercada por fortes. O Amber Forte é um forte imenso situado a aproximadamente 10 quilômetros do centro de Jaipur. Ir em Jaipur e não visitar o Hawa Mahal ou o Amber Fort é como ir a Roma e não visitar o Vaticano. Foi construído no início do século XVII e possui influência muçulmana nas suas curvas.

O Amber Fort impressiona pelo tamanho e pela imponência. Baixei uma foto na internet para que vocês tenham uma noção do que estou falando.

Jaipur

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Como eu já havia explicado, Jaipur, a cidade rosa, é uma das cidades mais visitadas de toda a Índia por se situar no famoso “Triângulo Dourado Indiano”, a rota turística mais percorrida pelo país.

Palácio das águas em Jaipur
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Engraçado que, ao contrário das outras cidades do Triângulo Dourado, eu não me encantei absurdamente por Jaipur. Esta é bonita sim e realmente vale a visita, mas não vale a propaganda que TODO MUNDO faz. Na minha humilde opinião, essa alavancagem turística sofrida por Jaipur foi apenas mais uma acertada jogada de marketing de alguma agência de turismo européia. Pense comigo: Uma coisa é você gastar uma grana com passagem e visto pra viajar para Índia apenas para visitar o Taj Mahal. Outra coisa é você ir para a Índia para visitar o belíssimo “Triângulo Dourado Indiano! Uma rota ainda inexplorada e que vai fazer você se encantar neste impressionante país!”. Soa melhor não? Acho que Jaipur entrou no triângulo apenas por sua proximidade a Déli e a Agra. Se você for bem sagaz, em uma semana dá pra visitar todos os três lugares e voltar pra Europa pra continuar trabalhando como um miserável!

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Mas enfim, apesar disso, Jaipur é MUITO legal. Ela é a capital do estado indiano do Rajastão e possui por volta de três milhões de habitantes, enfim, uma cidade grande. Apesar de ser uma cidade grande indiana o que é mais fascinante de Jaipur é que ela mais parece uma cidade de interior. Quando você viaja pelo Brasil, você, a partir do momento que entra na cidade, consegue distinguir se a mesma é uma cidade grande ou pequena, basta apenas entrar na cidade. Se a cidade é grande, ruas largas, prédios altos, muitos carros andando pelas ruas, poucas carroças etc. Nas cidades pequenas tudo ao contrário. Na Índia não (pelo menos no Norte). Descartando Mumbai, TODAS as cidades parecem ter o mesmo nível de desenvolvimento. Seja grande, ou seja pequena, as ruas são mal planejadas, carroças disputam espaço com elefantes e carros e não há NENHUMA sinalização. Shoppings centers e prédios altos são praticamente inexistentes. Jaipur era da mesma maneira, apenas de possuir milhões de habitantes, não consegui encontrar nenhum prédio comercial alto e bonito para bater pelo menos uma foto…
Estado do Rajastão


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–>Por último, porque Jaipur é considerada a cidade-rosa? Isso ocorreu devido à vontade do Marajá que cuidava da cidade de enfeitar a mesma para uma importante visita, isso há uns 150 anos atrás. Ele resolveu pintar a cidade de rosa para poder receber a visita do Príncipe de Gales. Porque ele pintou de rosa e não de outra cor, não perguntem pra mim, mas depois disso parece que os caras gostaram da cor e hoje é a cor oficial da cidade. Por onde você anda, as lojas, as casinhas, os prédios do governo, são todos rosas. E, cara, pior que no final ficou bonito, viu? <!– /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;}
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Vai ver que, no final, essa parada do Triângulo Dourado faz um pouco de sentido mesmo 🙂

Esse aqui é o Hawa Mahal, a construção mais famosa de Jaipur. Como bom turista barato que sou, pedi ao cara que pedalava a minha riquixá pra ele bater uma foto pra mim. Repare na diferença da foto que eu bati (acima)
Pra que ele bateu pra mim. Vê que ele preferiu dar enfâse ao asfalto, à população caminhando pelas ruas etc. Ele preferiu retratar a parte viva da cidade a focar em apenas mais um prédio véi besta. ¬¬
Cara, eu fico de cara como hoje, com máquina digital, os caras ainda conseguem melecar uma foto sua… Arf.. 

O blogueiro volta a Deli

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Depois da mais que aprazível viagem de trem de Jansi, chegava a Deli pela segunda vez. A segunda de quatro paradas que realizei nessa cidade incrustada no meio do subcontinente indiano.
Como já havia explicado antes, em um post sobre Varanasi, apesar de estar a caminho do sul da Índia e Deli ser totalmente contramão para mim (só pra vocês terem uma idéia, o fato de eu viajar a Deli, que fica mais para o Norte, para só depois seguir para Goa, que é no Sul da Índia, adicionou mais de 800 quilômetros à minha viagem), eu decidi de última hora ir pra Deli antes que eu MATASSE alguém pelas ruas da Índia.
Cara, mas eu fiquei tão, mas TÃO de boa, tanto sem fazer nada em Deli, que eu não tirei foi nem foto dessa segunda estada por lá. O meu dia inteiro se resumia a escrever blog, ficar vendo filme ou TV e dormindo. Sério, depois de tantos, mas TANTOS dias me estressando como um corretor de bolsa de valores, eu tava mais do que merecendo uma relaxada dessas.
O cara que me hospedou era gente boa demais também. O nome dele era Kaushek e ele era advogado lá em Deli. Dizia-se pelos meandros do Couchsurfing que a casa dele tinha o “melhor teto” de Deli. Quase todas as noites nos reuníamos lá com mais uma pancada de couchsurfers para ficar tocando violão e conversando, dentre outras banalidades. Rendeu até uma história engraçada quando conheci uma norueguesa por lá. Eu conversava com ela e ela perguntava se eu tinha facebook. Falei que tinha um perfil no facebook e além disso tinha um outro perfil em um “facebook brasileiro”, tinha outro perfil no orkut. Quando falei isso, a mulher se danou a rir. E ria, e ria e eu lá sem entender nada. Ela falou que a piada tinha sido boa. “Mas não é uma piada, eu tou falando sério, eu tenho um perfil no Orkut”. E ka ka ka ka ka, a mina ria que se mijava. Depois de algum tempo e da intervenção de alguns outros indianos confirmando que o Orkut realmente existe (indianos também usam em massa o orkut) ela acreditou que eu não tava de molecagem. Depois de algum tempo, ela foi explicar pra gente que na língua norueguesa eles tem essa palavra também, “Orkut” significa algo em norueguês. A melhor foi a resposta, a palavra “Orkut” significa “orgasmos múltiplos” na língua norueguesa.
Diga aí, por essa você não esperava, né não? Quando na sua vida você ia imaginar que aquele inocente orkut que você criou pro seu sobrinho significaria “orgamos múltiplos” em norueguês? Não contavam com minha astúcia.
Outras coisas engraçadas que aconteceram foi eu ter encontrado, andando pelas ruas de Deli, um cara que tinha conhecido no Nepal. Além disso comprei uma passagem de ônibus para Agra, fiquei a ver navios e tive que adiar mais uma vez a minha ida ao Taj Mahal.
Depois de Deli segui para Jaipur, a “cidade rosa”, uma das cidades mais visitadas da Índia e que junto com Deli e Agra, formam o famoso “triângulo dourado indiano”, um das principais rotas turísticas da Índia.
O “Indian Golden Triangle” é formado pelas três perólas mais famosas da Índia: Deli, por ser a capital ; Jaipur, a cidade rosa e Agra com o mais do que famoso Taj Mahal dispensando apresentações.
Pra não deixar o post sem figura nenhuma, resolvi colocar um segundo vídeo que fiz em Orcha dentro de um dos palácios.
Abraços maranhenses

Tou vivo!!

Quer dizer…Voltei vivo!!
Enfim, galera, só escrevendo pra dizer que amanhã (quinta feira após a quarta feira de cinzas) o blog volta ao normal!!
Esse carnaval foi MUITO engraçado, brother!! Não se preocupem que escreverei sobre ele no horário apropriado.
Destaque para o fato de duas leitoras, em momentos diferentes, terem me reconhecido quando eu estava por lá. Massa demais!! Sem falar que acabei por conhecer a Kerol (P.s: Gente boa DEMAIS!), velha conhecida, que há algum tempo vem comentando acerca dos posts.
Agora só falta conhecer a Maricotinha, hahahah
Agora deixa eu ir que eu preciso ir dormir!!
Abraços maranhenses

Orcha-Deli

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Depois de toda a satisfação de ter passado a perna no guia enjoado, era a hora de irmos à Jansi pegar o nosso trem.
Esqueci de falar, mas a compra do meu ticket pra Deli foi toda enrolada. Depois de Orcha, eu estava decidido a ir direto para Goa e Samanta estava decidida em ir para Deli. Ela comprou um ticket pra Deli e eu achei que tinha comprado um ticket para Goa. Quando fomos checar, o ticket que o cara da estação havia me vendido era um ticket em lista de espera, e pra melhor a situação, ainda havia umas 30 pessoas na minha frente e não parecia nenhum pouco que daria para eu conseguir viajar até Goa. Acabei acatando a sugestão da Samanta e fui comprar um ticket para ir com ela até Deli.
Quando fomos numa agência para comprar um ticket, a surpresa, não havia mais tickets no mesmo trem da Samanta em direção a Deli. Acabei tendo que comprar um ticket de um outro trem em um outro horário. Comprei o ticket e na hora me bateu um medo IMENSO!! Por quê?
Nós já conhecíamos quatro tipos diferentes de classe na Índia. A primeira classe, a segunda classe, a terceira e a classe sem ar-condicionado (portanto a pior de todas as outras classes). Além dessas classes que comprávamos, havia a classe que apelidamos de “perrengue”. Era a classe mais popular dos trens, em que todo mundo viajava amontoado e não havia nem reserva de lugar. Funcionava assim: ficava a galera em posição de ataque, esperando o trem chegar. Quando ele chegava, acontecia o que chamávamos de “o bote”. Neguinho VOAVA dentro do trem, pulando um por cima do outro! Só pra vocês terem uma idéia, o trem vinha tão cheio, que, não raro, os menos “aptos” chegavam a perder o trem porque não conseguiam se enfiar dentro dele e tinham que esperar um novo. TENSO DEMAIS!!
Quando vi a classe que havia comprado, me bateu um frio na espinha imenso. No lugar que tinha escrito “classe”, não vinha descriminado nada, apenas que minha classe era “CC”. Que diabos seria “CC”? Não tinha a mínima idéia… Como agravante havia o fato de que “CC” em português é uma palavra não lá muito agradável que, pelo menos em São Paulo, os caras se referem a alguém que está fedendo (“aquele cara tá com um CC miserável”). Não precisa dizer que fedor na Índia adquire uma conotação totalmente “peculiar”.
Fomos pra estação… Meu amigo, cada vez que eu via mais um trem abarrotado de gente, o meu medo só aumentava mais e mais. Eu fui vendo os trens chegando e fui só esperando o trem com o meu número aparecer. E cada vez mais só trem com gente pendurada na janela que chegava. Quando chegou o meu, a terrível constatação. TODAS as classes do meu trem só tinham cadeiras com as pessoas umas por cima das outras. Resignado, sem mas esperanças nenhuma, fui procurar o meu vagão. Fui indo, indo, indo… Rapaz, lá no finaaalll do trem, a surpresa. Havia um, EU DISSE UM, vagão de trem no final que tinha ar-condicionado! Rapaz, pense num menino que ficou feliz? Cara, eu nem acreditei que eu iria viajar lá!! Fiquei mais feliz que menino!! Pra melhorar ainda mais, o trem ainda tinha lugar pra plugar o laptop!
A parte engraçada foi que ao meu lado sentou uma velha que mais parecia o Wartortle do Pokémon.
A velha parecia esse bichinho daí de cima
A mulher era MUITO gorda!! Sentou do meu lado e já metade da minha poltrona. Além de gorda a mulher ainda era fedorenta, cara!! Beleza, não havia o que fazer, sentei, tampei as minhas narinas e pensei comigo mesmo que não poderia ficar pior. Não sabia que algo pior estava por vim…
Rapaz, veio a refeição. Comemos e talz, a mulher comeu até que civilizadamente. Na hora que terminou a refeição, o que ela me faz? A mulher começou a ARROTAR, maluco!! Mas não foi um arroto não!! Ela ficou soltando foi uns vinte arrotos, um atrás do outro, SEM PARAR!! A mulher ficou arrotando por quase uma hora e eu lá, sentado do lado dela e me perguntando porque eu não havia pego o trem sem ar-condicionado e apinhado de gente, pelo menos não ia ninguém arrotando do meu lado! Cara, imagina a situação, uma mulher parecendo uma baleia e arrotando sem parar do seu lado! Arf, eu quase que dei na oreia dela!
Depois de oito horas, cheguei em Deli.
Abraços maranhenses
P.s: Engraçado que quase todo deslocamento que eu tive na Índia saía uma parada louca, né? Às vezes eu fico pensando que da próxima vez quando viajar à Índia eu vou ficar é a viagem inteira dentro dos trens só pra dar risada. Heehhe
P.s2: Galera, vou só avisando que durante o carnaval não haverá posts. Quer dizer, vou postar só vídeos, coisas assim, mas não postarei acerca da viagem em si. Motivo? Bem, primeiro porque eu não acho que alguém vá deixar de pular carnaval pra ficar na internet!! Além disso estou indo passar carnaval com uma PANCADA de gringos do Couchsurfing.com. Estamos em OITO (tres franceses, um colombiano, duas alemas, uma americana e uma norueguesa) e não sei se terei acesso fácil a internet na cidade que estou indo. Além disso, claro, não levarei o laptop. É isso aí, bom carnaval pra todo mundo!!

Abraços maranhenses

Orcha e sua “fauna” peculiar (parte 2)

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ATENÇÃO! NÃO LEIA ESSE POST SE VOCÊ NÃO LEU O POST ANTERIOR “ORCHA E SUA FAUNA PECULIAR”. SE VOCÊ LER ESSE POST SEM LER O ANTERIOR NÃO VAI ENTENDER NADA E AINDA POR CIMA VAI PERDER TODA A GRAÇA DA HISTÓRIA.
Vista panorâmica dos palácios que rodeiam a cidade de Orcha

Mas então. Continuando a história. Quem matou qual era o bicho? Alguma sugestão?
Voltando ao ponto. O que era?
Assim que fui checar, no momento em que estava indo à direção ao dito cujo, a Samanta me chamou e eu virei de costas para olhá-la. Quando virei para frente de novo, o bicho tinha sumido. Fiquei ali, um pouquinho mais, tentando exercitar a minha criatividade e tentando entender que bicho seria aquele.
Quando menos espero. O que sai de trás do muro?
O King Kong? O monstro do Lago Ness? O Chupa-cabras?
Não!!! Ele!! O nosso indefectível GUIA!!
Mermão, quando eu olhei pra aquele cara, quando o olhei vindo em minha direção e arrumando as calças, me deu um nojo, mas um NOJO tão GRANDE, vocês nem imaginam. Não precisa dizer que ele não saiu com um rolo de papel higiênico na mão, né??
Atrás de uma dessas construções, que mais se parecem igrejas, estava o nosso guia se “evacuando”

Arf!! A Samanta meio que percebeu o estado de choque que eu fiquei quando sentamos nós três no táxi e fomos embora para o nosso hotel. Ela foi o tempo todo só me perguntando: Claudio, o que aconteceu? E eu só respondia que não era nada…
Ao chegarmos ao hotel, eu desci e fui buscar as malas. Quando eu volto, o esperado já estava acontecendo. Foi só eu chegar com as malas ao carro pra ver Samanta discutindo com o guia. Perguntei pra ela o que tava ocorrendo e qual não foi a minha surpresa: O espertinho tava pedindo 20 dólares pelo “tour”. Cara, depois de tanto, mas TANTO tempo sendo roubado na Índia, eu já nem esquentava mais com uma situação como essa.
Nosso guia em uma das construções

Eu, calmamente, virei pra ele e falei:
– Desce do táxi
– Mas e meus 20 dólares?
– Vinte dólares? Você não falou que estava fazendo aquilo de graça?
– Ah, mas eu fiquei o dia inteiro com vocês. Deixei serviço que eu deveria ter feito hoje por fazer e ainda por cima expliquei tudo acerca da cidade pra vocês
– Meu amigo, eu por diversas vezes lhe expliquei que não tinha dinheiro, eu, REALMENTE, não tenho e ninguém lhe pediu pra você vir com a gente. Pra falar a verdade eu por diversas vezes perguntei se não seria melhor você ficar por lá e não vir com a gente, já que parecia que tinha serviço por fazer.
– Mas…
– “Mas”, o caramba! Desce do carro.
– Mas…
– DESCE!!
– Mas…
– Taxista, se esse cara não descer desse táxi, eu vou acabar perdendo o trem que eu tenho marcado pra sair daqui a meia hora. Se eu perder esse trem por causa dele, eu não vou querer nem saber. Não vou te dar é nenhum tostão pelo dia inteiro de viagem. Pode chamar a polícia, fazer o que quiser.
Ah, meu amigo, mas tu quer fazer um taxista indiano se interessar pelo que você tá falando é falar que vai mexer no dinheiro dele. Meu amigo, eu vi o taxista pegar um pedaço de pau e dar no pescoço do guia. Não precisa dizer que não precisou nem dez segundos pra gente pegar caminho de volta à estação de trem em Jansi, né?
De Jansi era chegada a hora de seguir caminho de volta a Delhi.
P.s: Eu achando que eu ia criar um suspense muito grande acerca “de que bicho eu estava falando” e a Maricotinha foi lá e já acabou com a graça. Bicho, acho que umas duas horas depois ela já tinha postado o “bicho que era”! Arf, te odeio 🙂

Orcha


Caraca, velho… Tava olhando aqui a novela “Caminho das Índias”. Juro que quase chorei vendo as imagens de Jaipur, a “cidade cor-de-rosa”.
O melhor foi ela conversando com o taxista:
– Aqui não tem mão e contra-mão?
– Clara que não, aqui é uma democracia. Você vai pra onde quiser.
– Não tem guarda de trânsito aqui não?
– Pra que? Só pra complicar ainda mais o trânsito?
– Como faz pra atravessar a rua aqui?
– Uai, você olha pra frente, pro lado, pra trás, pra cima… Pra todo lado pode vir gente…
Impagável…
Saudade da porra da Índia…