Pois é, enquanto em São Luís vamos ter Tribo de Jah, Fortaleza vai ter Gilberto Gil e Daniela Mercury, Brasília, a capital do Rock, a terra de Paralamas do Sucesso, Capital Inicial e Raimundos, vai ter um show de!! DE!!! DE!!!! De quem???
NX-ZERO e EXALTASAMBA!!! ¬¬
Nada melhor do que passar o fim do ano ao som de uma banda de pagode decadente e uma outra bandinha EMO! E ainda tem gente que pergunta porque eu prefiro São Luís a Brasília… ¬¬
Chegando a Varanasi
–>
Travessia do Nepal para Índia
Mas enfim, agora está tudo certo e vamos voltar as postagens atuais. Posto esse vídeo hoje e os textos da semana inteira já estão escritos, logo não haverá mais atrasos.
Abaixo o primeiro vídeo que fiz da travessia do Nepal com a Índia em cima do busão.
Pohkara – Varanasi, Índia. Parte 2, pós-macarrão assassino.
Foi uma decisão acertada. Era bem mais ventilado, agradável e, bicho, a visão era fenomenal já que estávamos a cortar vários vales do montanhoso Nepal. A vista, mais uma vez, valeu por toda a viagem! Como lá em cima era compartimento de bagagens, não havia um local apropriado para você sentar. Na verdade o chão era cheio barras de ferros paralelas, onde os caras jogavam as malas em cima e amarravam-nas com cordas. Logo, não deu outra, acabei ficando com as nádegas parecendo batatas chips, parecendo umas batatas Rufles, mas como a zoeira era massa acabei ficando.
QUEDIABOÉISSO?!?! Não restou outra opção ao motorista do ônibus a não ser parar e esperar na fila.

Japonesada que acabou ficando ilhada também
Depois de umas duas horas, um cabra veio pra gente e falou que ele sabia uma saída mágica para a crise! Não a crise do petróleo, mas a crise da fronteira. Ele disse que sabia de uma outra saída para fronteira com a Índia e que lá os motoristas não tinham conseguido fechar porque a polícia chegou antes e desceu a bolacha em todo mundo.
Ah, bendito aparelho repressor do Estado! Como isso faz falta de vez em quando na UnB!
Como não tínhamos outra escolha, acabamos por aceitar a proposta do cara e subimos no busão dele em direção à outra fronteira. O único problema básico era que, veja só, não havia mais lugares suficientes para todos na parte interna do busão, só havia um assento que eu cedi pra Coração Gelado conquanto ela carregasse minha mochila com ela. O que sobrou pra mim? Sim, o teto! O que da vez passada fiz por diversão, dessa vez, já cansado, tive que fazer por obrigação.
Cara, mas foi interessante pegar este outro caminho, viu? Sabe por quê? Cara, o caminho que pegamos era um caminho mó nada a ver, que levava uma hora a mais para poder cruzar a fronteira, logo nenhum ônibus com gringos pegava aquele caminho para ir embora. Pra falar a verdade era um caminho apenas para passagem de carroças, sem asfalto. O que não podia ficar pior, ficou! O busão chacoalhava BEM mais e minhas nádegas que mais pareciam uma batata Rufles naquele momento ficaram onduladas como um tanque de lavar roupa à mão.
Mas o que era interessante era perceber o quanto éramos novidade para aquele povo rural que tanto nos olhava com espanto. Cara, era muito legal e triste ao mesmo tempo observar aqueles indianos e nepaleses e perceber que eles viviam atualmente o mesmo estilo de vida de provavelmente algumas centenas de anos atrás.
Cidades que passamos antes de entrar na zona rural em siFronteira com a Índia, inferno novamente!
Continuamos seguindo viagem até a hora em que chegamos numa cidade à fronteira com a Índia. Como já de praxe, uns motoristas de charretes tentaram nos roubar. Combinamos que iríamos pagar um real por cabeça pra eles nos levar da parada de ônibus à fronteira física e quando chegamos ao final combinado eles queriam cinco. Falamos que não íamos pagar e eles começaram a querer nos intimidar. Coitado deles… Depois de muitas horas sendo chacoalhados, cara com machete querendo brincar de “Genocídio em Ruanda” e greves de caminhoneiros atrasando em mais de três horas a nossa viagem tudo o que não tínhamos era paciência para ser roubados. Naquela hora já éramos um grupo grande de algumas dezenas de pessoas e quando eles começaram a gritar, apenas gritamos de volta. Vendo que o bicho ia pegar eles resolveram ir embora. Basicamente adotamos a mesma estratégia que parecia sempre dar certo e que eu já tinha adotado antes: intimidar quem tenta me roubar através de gritos e ameaças de descer a porrada.
Na hora de atravessar a fronteira mais problemas. Não existe fronteira entre a Índia e o Nepal. Indianos e nepaleses não precisam de visto, passaporte, sequer documentos para atravessar a fronteira de um país pro outro, logo a situação lá é completamente caótica. Pense numa Rua 25 de março lotada numa época de Natal? Assim era ruazinha que levava à faixa de fronteira!

Meu amigo, que cena precária viu? O posto do Nepal era meio que escondido, doido!!! Só pra vocês terem uma idéia era vizinho de um açougue e fedia que só o diabo. Entramos, carimbamos e fomos embora. Na hora de achar o posto da Índia, mesmo problema. Dentro de uma viela achamos uma casinha com as janelas quebradas e que continham dois oficiais indianos sentados, bigodudos (meu amigo, como esses caras gostam de bigode, viu?) e fumando um cigarro velho. No lugar, a surpresa. Eles se recusaram a carimbar o passaporte com o visto de entrada sem que pagássemos a eles uma “taxa” de dois dólares, uma mixaria. O detalhe que o carimbo era de graça, eles só queriam extorquir a gente.
Como já tinha prometido pra mim mesmo que não aceitaria ser roubado, um real que fosse, me recusei a pagar e todo mundo fez o mesmo. Eles resolveram engrossar e falaram que não iriam carimbar então. Depois de alguma discussão alguém lá do meio falou que conhecia alguém em Deli e que se esses caras realmente fizessem a gente pagar a propina que eles tentavam extorquir o bicho ia pegar depois. Após a ameaça parece que enfim ele resolveu carimbar e partimos pra próxima tentativa de roubo.
Quando começamos a procurar o ônibus que deveríamos pegar para poder ir para Varanasi, um rapaz muito simpático se aproximou para nos ajudar. Alguém simpático na Índia, como vocês já devem estar sabendo, é claramente alguém tentando nos enrolar com algo. Perguntamos a ele aonde poderíamos pegar o ultimo ônibus para Varanasi que sabíamos que estava a partir em alguns minutos e eles nos ofereceu para ajudar. Como não tínhamos muita opção do que fazer, decidimos uma vez na vida acreditar na bondade das pessoas. A bondade do cara nos fez dar uma volta e quase perdemos o ônibus. Só conseguimos pegar o ônibus porque dei um real pra um menino que andava no meio da rua (juro que fiquei com medo dele achar que eu queria era brincar de “padre católico” com ele) e ele nos mostrou o real lugar. Depois descobrimos que o cara que primeiramente nos ofereceu ajuda fazia viagens pra Varanasi e queria que perdêssemos o ônibus de propósito só pra ele fazer dinheiro em cima da gente…
Enfim, conseguimos pegar o ônibus e fomos em direção a Varanasi.
O guia do mochileiro da web – Reportagem no portal IG sobre o blog
Há um ano, o maranhense Claudiomar Rolim Filho, de 24 anos, acabava de se formar em relações internacionais pela Universidade de Brasília. Sem emprego fixo, ele decidiu que 2008 seria o seu ano sabático. Com apenas algumas peças de roupa, um notebook e uma câmera digital na mala, ele resolveu dar a volta ao mundo.
No total foram 32 países conhecidos e milhares de histórias incríveis. Todas compartilhadas em seu blog “O mundo numa mochila” (http://claudiomar.blogspot.com). Por cada país ou cidade que passou, Claudio se hospedou de graça na casa de um estranho que conheceu por meio do CouchSurfing (www.couchsurfing.com), uma espécie de serviço de hospedagem misturado com rede social muito popular entre os mochileiros.
De volta ao Brasil, Claudiomar contou como foi a sua viagem ao IG. “Passei 40% do meu tempo na internet. Fui a primeira pessoa a fazer uma volta ao mundo testando hotspots!”
Como começou a viagem?
Assim que eu terminei minha graduação, queria fazer uma viagem de despedida. Queria ir para a Inglaterra fazer um curso e depois ir para África, fazer trabalho voluntário. Ao pesquisar na internet, conheci a passagem da Star Alliance (www.staralliance.com). É uma aliança entre várias empresas aéreas, que dá o direito de você fazer uma viagem de volta ao mundo com 15 paradas.
Você paga por milha, e eu paguei uma taxa de até 34 mil milhas com uma rota que eles fornecem no próprio site. O que me fez ir atrás disso mesmo foi quando descobri o CouchSurfing. Gastei US$ 3.700 na passagem. O dólar na época valia R$ 1,70.
Continuar lendo “O guia do mochileiro da web – Reportagem no portal IG sobre o blog”
Pohkara – Varanasi

–>

–>


Remando no Nepal
Galera, se liga nesse videozinho que fiz enquanto ainda estava em Pohkara no Nepal ;P
“the beer, the beer!! AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHH”
Premiê paquistanês diz que o país está pronto para guerra contra a Índia
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u479602.shtml
Comentário:
Meu amigo, a situação lá parece que começou a ficar realmente séria! Isso é complicado e assustador, principalmente quando leva-se em consideração que os dois países somados tem uma população de quase um bilhão e meio de pessoas e armas atômicas de ambos os lados!! O que pode morrer de pessoas não tá escrito!! Além do fato de que pode seriamente abalar o frágil equilíbrio de uma das instáveis regiões do planeta (só lembrar que a Tailândia tá pegando fogo e o Mianmar possui uma das mais fraticidas ditaduras contemporâneas). Ai ai
Abraços maranhenses
P.s: Hoje a noite tem post novo!
Flash Mob
O comentário dos transeuntes é o melhor: “Eu acho que eles tem algum problema” ou “Não cara, deve ser uma perfomance teatral”. Mas ninguém é melhor do que o motorista do carrinho falando ao rádio, resolvi traduzir porque eu tou rindo MUITO da cara do bicho sem entender nada:
Tem centenas e centenas de pessoas “congeladas” por todos os cantos! Isto é totalmente estranho! Eles não estão se movendo, eu não posso mover meu carro. Eu preciso de alguma ajuda
As pessoas começam a se movimentar no exato momento que ele pede ajuda. E continuam a caminhar como se nada tivesse acontecido…
Motorista do carrinho após as pessoas se movimentarem:
Er… Deixa pra lá…
Pra galera que não sabe o que são Flash Mob,s vou utilizar a minha definição. Flash Mobs são manifestações artísticas que geralmente se propagam pela internet. Consiste basicamente em fazer algo totalmente esdrúxulo em centro de grandes cidades para deixar as pessoas atônitas e sem a mínima idéia do que esteja ocorrendo. A criatividade das pessoas me impressiona:
1 – Em Vasórvia, a galera do Couchsurfing de lá resolveu fazer um Flash Mob inusitado. Todo mundo foi pra saída da cidade e começou a pedir a carona pros carros que passavam. Dezenas de pessoas ao mesmo tempo. Até aí nada de anormal. O mais engraçado era pra onde eles estavam pedindo carona: Tinha gente pedindo carona pra Tóquio, outros para Sydney e por aí vai..

2 – Uma outra galera do couchsurfing de outra cidade fez uma boa também. Dezenas de pessoas subiram em um dos prédios mais movimentados do centro da cidade que não era muito alto e ficaram lá, observando. Uma outra galera chegou por baixo e gritou: PING! O que a galera de cima respondeu? PONG! E ficou nessa, uns dez minutos. A galera de baixo gritando PING! A galera de cima respondendo PONG! PING! PONG! PING! PONG! Sob os olhares atônitos das pessoas caminhando pelo centro… Eu queria MUITO estar lá nessa hora.. hahaha
3 – Além de muitos outros como galera imitando galinhas no meio da rua e colocando ovos, centenas de pessoas entrando numa loja pra poder escolher um tapete que agradasse a todos etc.
Eu ia participar de um em Lisboa, mas infelizmente, devido a chuva, o Flash Mob foi cancelado 😦 Aguardem o próximo Flash Mob no Maranhão, hahahahahahaha.
Abraços maranhenses
Pohkara
Escolhido o hotel, largamos as mochilas no quarto e descemos à recepção pra fazer o que seria o principal motivo de termos ido à Pohkara: Trekking (caminhadas) pelas montanhas. Perguntamos aos caras da recepção se eles sabiam como poderíamos fazer para poder conseguir achar as trilhas pelas montanhas. Os caras, claro, foram todos solícitos e começaram a nos “ajudar”: 

– “Tá de boa chefia. O barquinho é bom, pode ter certeza. Só tem um pouquinho de água dentro, mas é bom pra refrescar…”
Porque as vezes tudo o que você precisa é de um remo e estilo… Só avisando, piadas previsíveis sobre garrafas de cerveja e os locais aonde elas se encontram serão punidas com sanção física…






