Voltei. Primeiro Post da minha viagem "O mundo numa mochila"

Voltei…

Faaalaaaa Galera!!! Eis que surge!! Eu, o terror que anda na noite, o maranhense que sempre se estrepa, mais uma vez voltando a escrever meus blogs.

Amigos, ca estou eu aqui de novo, comecando a escrever como estao os meus dias frios aqui em Santa Barbara (SB) na California, nos Estados Unidos.

Antes de escrever sobre meus primeiros dias de chegada aqui (sim, eu estou so ha 3 dias em SB), acho prudente deixar a galera bem a par do que esta sendo esta minha viagem e contar um pouco sobre o plano, ja que poucas pessoas souberam que eu ia viajar agora no final do ano e pra onde eu iria.

Gostaria inicialmente de pedir desculpas pela falta de acentos no teclado, mas e’ que tou no teclado de um hotel aqui e nao sei como mudar.

Vamos la, deixa eu explicar. Este e’ o primeiro passo de uma viagem de volta ao mundo de um ano de duracao que estou comecando a fazer agora. Comprei uma passagem de “volta ao mundo” com a empresa United Airlines (depois me arrenpendi, explico mais tarde porque). Esta empresa faz parte de uma alianca que contem outras 15 empresas chamada “Staralliance”. Paguei um preco fixo e terei o direito de pousar em 15 cidades diferentes do globo e a unica obrigacao que devo cumprir e’ a de ter um voo passando por cima do atlantico e outro voo passando por cima do pacifico (ta, esse dever eu acho que eu consigo superar). Louco demais!

Antes que voce comece a pensar: “Pombas, mas o cara tem mais dinheiro que o Silvio Santos”. Deixa eu terminar de contar o plano, hehehe, deixa eu contar o pulo do gato.

A viagem vai ser baseada em um tripe “Staralliance—Visto de trabalho nos EUA—-Couchsurfing”. A primeira perna do tripe, e’ a passagem aerea. A segunda perna do tripe, que e’ o que eu estou fazendo agora, e’ a de pegar um visto de trabalho nos EUA e assim poder trabalhar e fazer um pouco de grana pra poder gastar nas cidades que eu vou viajar pelo globo. Alem disso, tem o meu terceiro tripe que e’ o Couchsurfing. O couchsurfing e’ um site na internet que as pessoas podem se cadastrar pra poder oferecer hospedagens nas suas casas de graca pra viajantes visando assim a um intercambio de culturas. Alem de poder cadastrar a sua casa, voce tambem pode ficar na casa de outras pessoas quando estiver viajando, totalmente de graca. Eu me cadastrei no site ha 6 meses e durante este tempo recebi na minha casa duas americanas, um cara do Nepal, uma chilena, um cara de Floripa e ia receber um cara da Alemanha so que acabou nao dando certo. E’ totalmente irado fazer parte desta comunidade na internet. Foi muito louco hospedar esse pessoal e agora vou tentar o mesmo quando estiver viajando.

Para mais informacoes voces podem visitar os sites http://www.staralliance.com/ e http://www.couchsurfing.com/.

Utilizando este tripe, pretendo fazer uma viagem de um ano, de volta ao mundo sem gastar muita grana. Vou realizar um investimento inicial baixo, no valor de um intercambio barato (igual o que eu fiz quando fui para a Australia) provando desta maneira que hoje e’ muito facil viajar, basta apenas saber como, ter um espirito empreendedor e tambem vontade de desbravar outros paises.

Mas vamos la, vamos comecar o nosso blog.

Comprei a minha passagem pra viajar no dia 18 de dezembro, planejando chegar no dia 19 pela manha em Los Angeles. Chegando este horario em Los Angeles, pretendia pegar um busao 1 da tarde pra SB e chegar aqui ainda pela tarde,`as 13:00. Nao precisa dizer que deu tudo errado, ne?

Como eu sempre deixei bem claro pra todo mundo nos blogs passados, pra virar historia de blog, tem que dar errado. Pois e’, deu tudo errado.

Meus planos eram de chegar em SB dia 19 `as 13:00. Sabe que dia cheguei? Dia 20 `as 23:00 HORAS!!!! Mermao, eu depois fiquei pensando se eu comprasse a passagem pra poder vir de busao se nao demoraria menos. Tudo comecou com o voo do dia 18. Entro eu no aviao, mais feliz que prostituta em dia de pagamento de quartel, e procuro meu assento. Fiquei la, esperando, ansioso pela hora que o aviao ia levantar voo.. Deu 10 minutos, nada, 20 minutos, nada, 30 minutos, nada, 45 minutos e nada do aviao subir. Deu uma hora eu ja comecei a organizar uma galera pra gente descer do aviao para empurra-lo pra ver se o bicho pegava no tranco. Depois de uma hora e vinte, enfim,acabou nossa agonia. Avisaram que o aviao teve um problema em uma peca e que nosso voo estava CAN-CE-LA-DO!!!

Ahn??? Como assim??? Cancelado??? Eu geralmente faco uns 6 ou 7 voos por ano no Brasil, nas companhias mais “hardcore” tipo BRA e OceanAir e NUNCA tive um voo cancelado. E’ so’ eu comprar uma passagem de volta ao mundo que o PRIMEIRO de QUINZE outros VOOS e’ cancelado, como assim??? Arf… Mlk, preferi nem me estressar, afinal, pra mim tudo e’ festa e po, nao da ficar estressado no inicio de uma viagem de um ano, ne?

 Blz, os bichos pagaram um hotelzao massa pra gente em Guarulhos, mas massa mesmo, eu vi la na parede que a diaria custava quase 220 reais. Eu diria que ele era um pouquinho mais confortavel que os albergues que eu estou acostumado a ficar quando tou viajando. Alem do hotel pagaram nosso cafe-da-manha, nosso almoco e nosso jantar do outro dia. Tudo bem, eu prefereria viajar, mas nao vou dizer que nao aproveitei pacas, heheheh… Comi mais que uma manada de elefantes famintos. O mais engracado foi que eu conheci uns caras que tavam no meu voo que me falaram um lance que eu ri demais. Um grupo de brasileiros la comprou uma passagem pela Copa airlines e foram pegar o aviao deles `as 14:00!!! O que rolou?? O voo deles foi cancelado!! Depois de muitos pedidos de desculpas e talz, alocaram os bichos no nosso voo que mais uma vez foi cancelado! Mermao, os caras tiveram DOIS VOOS CANCELADOS NO MESMO DIA! Eu ja tava pensando se o problema tinha sido da companhia aerea mesmo ou dos figuras que colocaram pra voar com a gente. Os bichos eram mais azarados que o Rubens Barrichelo. Eu ate propus pra eles de antes deles entrarem no voo novamente, deles tomarem um banho de sal grosso e comprar umas folhas de arruda. Vai ter azar assim la na casa do Chapeu, meu!!!

No outro dia, nosso busao saiu do hotel em direcao ao aeroporto por volta das 23:50. Ao chegarmos no aeroporto descubro que eu so sairia de guarulhos `as 4 da MANHA!!! Mermao, ai eu peguei mais ar que pneu de trator. Porra, se eu comprei uma porra de uma passagem pra chegar 10:30 na outra cidade, e’ porque eu queria chegar 10:30, ou, sei la, ate umas 14:00. Mas nao, eu ia chegar em LA de noite e ainda teria que descer pra SB de busao. Conversei com os caras do aeroporto e eles me falaram que eu teria direito a um hotel quando chegasse em LA no outro dia e que pela manha eu poderia pegar meu busao pra SB. Nao curti muito essa historia, mas no final acabei aceitando, afinal, o que e’ um peido pra quem ja esta cagado? Alem disso, mais uma vez enfiaram comida na nossa goela pra gente se acalmar. Fizeram tipo um rodizio no Mac Donald’s. Levaram a gente la e falaram que a gente poderia comer o que quisesse. Vala-minha-nossa-senhora, quer me deixar tranquilo e’ so enfiar comida na minha goela!!!

Como previsto acabei chegando em LA so por volta das 17:30. Detalhe, em Los Angeles tava fazendo por volta de 4 graus quando eu cheguei (eu falo “por volta” porque o bichos medem a temperatura aqui em Fahrenheit eu tive que fazer as contas pra Celsius de cabeca, logo ficou aproximado) e eu nao tinha SEQUER uma blusa de manga comprida. Nao tinha me tocado que no hemisferio norte era inverno e quando eu fui procurar moleton em Brasilia nao achei em canto nenhum pra vender. Meu amigo, nao e’ que eu nao tinha roupa de frio, o lance e’ que EU SO TINHA CAMISA DE MANGA CURTA. Como resolver?? Nao deu outra, comecei a pegar TODAS as minhas camisas e a colocar uma por cima da outra. Coloquei SEIS camisas e fiquei com mais uma protegendo os bracos. Fiquei la, no aeroporto, parecendo um mendigo. Eu fiquei ate imaginando as pessoas passando perto de mim e pensando: “TSC, TSC, Tinha que ser latino, se duvidar ainda e’ maranhense”. Fiquei quase uma hora na fila de um guiche da companhia aerea pra depois os caras me falarem que nao iam pagar o meu hotel. Vei, pense num menino que ficou mais nervoso que rinoceronte com unha encravada? Mermao, eu falava com o cara o obvio:

 – Meu amigo, se eu comprei pra chegar 10:30 era porque teoricamente era o horario que dava pra mim, nao da pra eu ir pra outra cidade essa hora da noite, eu nao falo ingles, eu nunca estive aqui antes e aqui ta fazendo um frio LAZARENTO la fora e eu nao tenho sequer um agasalho

 – Nao tou nem ai, cara, a nossa obrigacao nos ja cumprimos, voce queria chegar em LA, ne? Pois entao, voce chegou, agora da seu jeito.

Nao tive o que fazer, tive que ficar la, na porta do aeroporto, por quase uma hora, num frio lazarento, esperando meu busao pra SB. Depois de tudo consegui chegar em SB 23:30 da noite!!!

Agora, o mais engracado foi quando eu desci do busao. Tava tudo DESERTO! Olhei pra um lado, olhei pro outro e nada, nao tinha ninguem!!! So a noite e a escuridao e, claro, um frio LAZARENTO!!! Comecei a tremer mais que vara de bambu verde. Mlk, pela primeira vez na minha vida eu realmente achei que ia morrer de frio em algum lugar, serio mesmo! Tava eu, ali, numa cidade que eu nunca tinha visitado, sem saber pra onde ir. De repente lembrei do telefone de um amigo de um amigo meu do Brasil que ele falou que eu poderia ligar caso acontecesse algo de errado. Resolvi ligar ja que, REALMENTE ESTAVA ACONTECENDO VARIAS COISAS DE ERRADO.

Tudo bem, telefone na mao, ainda faltava eu achar algum lugar com qual eu pudesse ligar pro figura. Tremendo de frio fui falar com um seguranca de um condominio proximo ao local que eu estava e perguntei pra ele onde poderia usar um telefone publico pra fazer uma ligacao. Meio que ficando com muita pena de mim o cara deixou eu usar o telefone da guarita dele. Liguei pro Mauricio e pedi pro cidadao ir me buscar. Atente para o fato que eu sequer conhecia o cara e fui ligando pra ele tarde da noite. O que nao faz o desespero…

Imagina a cena:

– Oie amigo de um amigo, tudo bom? Eu sou maranhense, lanco pipa e jogo bola, sera se voce poderia vir me buscar aqui no meio do nada e me levar pra um lugar seguro, de preferencia quente, pra eu poder dormir??

Mas foi assim mesmo. O cara foi me buscar la, quando me viu eu tava mais encolhido que alface no fundo da geladeira. Entrei no carro e o bicho ja perguntou:

– Cara, eu nao tenho aonde te colocar pra dormir. Sao onze horas da noite e tu ta no meio do nada, o que eu faco contigo?- Sei la, cara, eu tou mais por fora que step de jipe, nao tenho a minima ideia do que pode ser feito mesmo.

E dana-se o cara sair ligando pra uma galera. E liga pra um, liga pra outro, liga pra outro e nada! No final, quando eu tava achando que eu ia acabar mesmo era dormindo na rua, ele acabou me levando num hotelzinho aonde eu pagaria a comodidade de apenas 60 DOLARES a noite!!! Ta valendo, e’ melhor que dormir na rua… Chegando aqui a gente foi pedindo por um quarto e qual nao foi a nossa surpresa? O gerente era brasileiro e ainda me fez um desconto massa. Orlando o nome do cara, super gente boa.

Bem galera, como diz o Gonzagao:

“Vou ficando por aqui, que Deus do ceu me ajude”

Seguindo a tradicao o blog ja ta ficando monstruoso e eu preciso voltar pra correria e resolver a minha vida. Depois eu posto mais detalhes

 Abracos Maranhenses

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Acabou?

Olá amigos
Depois de um tempo sumido venho ao mundo novamente para escrever esta que será definitivamente a última postagem do nosso blog. Primeiro gostaria de pedir perdão por toda esta demora na postagem, gostaria de explicitar que tudo ocorreu pelo fato de eu não estar com nenhum computador ao meu alcance e as novidades e histórias engraçadas simplesmente acabaram. Mas vamos começar o blog.
Vindo da África do Sul, desembarquei diretamente no aeroporto de Guarulhos em São Paulo. 

Aproveitando que já me encontrava naquele estado resolvi dar uma passada em São José dos Campos pra poder fazer uma visita aos meus tios, primos e, claro, ao meu irmão que agora está estudando no Poliedro. Reunimos uma galera massa na casa de tia Cláudia e foi uma emoção só. Como sempre acontece quando chego na casa de tia Cláudia aproveitei pra poder lavar a burra e comi que nem uma manada de elefantes famintos. Depois de quatro dias em São José dos Campos, peguei um ônibus pra Brasília pra poder deixar parte das minhas malas e fui convidado para um churrascão na casa

dos Paloschi. Foi muito massa, pude reencontrar uma galera de Brasília que eu não via há algum tempo e também matar a saudade de um bom churrasco gaúcho. Só tenho uma coisa a dizer: PALOSCADA, OBRIGADO PELO CHURRASCO, EU AMO TODOS VOCÊS!!!

De Brasília pude seguir pro Maranhão pra poder passar mais 3 semanas por lá e poder reencontrar minha família, meus amigos e zoar pacas com a galera. Foi bem da hora. Eis que do nada, sou surpreendido por uma proposta. Meu pai me liga no celular e me explicita que iria ocorrer um casamento de uns irmãos de uns primos de um vizinho da minha madrinha na Paraíba e que por ocasião disto havia uma vaga em um ônibus que estava indo pra Paraíba. Meu pai me ligou pra saber se eu queria ir. Resposta? Claro que sim!!! Pegamos o busão e viajamos quase 1300 km em direção ao interior da Paraíba aonde pude rever meu avô e meu glorioso primo Marcelo que há algum tempo eu não via. Voltei pra São Luís e pude passar mais alguns dias com uma pessoa super especial, uma pessoa que, apesar de apenas termos passado 2 semanas e meia juntos, parecia que estava com ela há pelo menos alguns anos. Que pena que tão rápido como ela apareceu, tão rápido também o tempo e a distância fizeram questão de nos separar.
Hoje estou aqui, Brasília, capital do meu país e cidade de pedra encravada no meio do Planalto Central. Muito estranho pensar que até um mês atrás quase ninguém no meio da rua entenderia alguma palavra em português. Parece que foi ontem que era possível eu pegar um 380 Bondi Rd e descer na Penkivil pra poder subir naquele apartamento onde passei grande parte dos momentos mais felizes da minha viagem. Apartamento em que um amigo meu baiano, que atendia pelo nome de Neto, a todo tempo, enquanto jogávamos winning eleven, reclamava : “Goleiro Mamão esse!! Tá vendo? Vocês só ganham porque eu só tenho goleiro Mamão!!!” ou então “Recobbiitaaa, olha Recobittaa, segura ele!!” ou “O Fred só faz gol igual, tá vendo? Ele só faz gol na diagonal”. Saudades do Fred enchendo o saco pra gente jogar uma partidinha “Só uma Maranhão, só uma!! Eu pego a Ucrânia pra você!! Olha o Schev, segura o Schev!!”. Saudade de chegar naquela casa e me deparar com aquele sorriso doce da Grazi me recebendo (ou reclamando que eu só ia na casa dela quando ela estava trabalhando) ou então com aquela simpatia que só a Fernanda conseguia emanar. E aquele apartamento situado na Old South Road (acho que é isso)? Apartamento que me obrigava a já estar apto tanto fisicamente como psicologicamente a noites e noites de pura Esbórnia. Yves, Bi, Didi, Gordo, Arthur e Edu… Brothers que fiz e que zoamos várias vezes como poucas vezes zoei em toda a minha vida!! É cara, às vezes dá saudade das baladas e das vezes que saímos juntos, do Yves fazendo aquelas caretas indescritíveis e até dos dias em que a gente não queria fazer nada mesmo, só ficar jogado no carpete escutando Zeca Pagodinho ou então quando descíamos pra surfar. Saudades do jeito rabugento do Alex, cara super gente fina que me arrependo de não ter gastado um bocado a mais de tempo com ele, um amigo como aquela não se acha por toda hora. Saudades de zoar a Gi. Vontade de voltar no tempo pra presenciar as enrascadas que o Fábio insistia em se meter. Saudades da Karoline, a polonesa do vestido com café, e dos vários momentos que passamos juntos, polonesa super gente boa. Ainda tento imaginar, se até hoje, o Jú e o Mateus ainda acordam meia noite e saem pegando as suas vanzinhas pra poder entregar os seus doces por essa Sydney imensa. Ou então do Jonnhy e do Mustafá pirando pra poder dar conta de todos os pratos que apareciam freneticamente pra poderem serem lavados. Da galera do trabalho, do Michael, do Jun, da Fiona e companhia. E claro, coisas que eu achava que nunca ia sentir saudade, tais como aquela casa empoeirada e cheia de barata que vivi. Sentir saudades do Penny, aquele chinês fedorento e porco, mas que muitas vezes era super engraçado. Sinto saudades do June, coreano ingênuo que batia na porta pra pedir rice cooker. Saudades do Patrick, sueco super gente fina. Saudades do Tommy falando só de mulher o tempo todo. E claro, muitas saudades de morar com meu amigo Macarrão, meu amigo Jonas. Cara, quantas vezes nos divertimos juntos, nos ajudamos mutuamente (e se levar em consideração os últimos dias, ele me ajudou MUIITOO mais do que eu ajudei ele, obrigado, grande amigo e parceiro de viagem, obrigado Jonas), e quantas vezes nos DESESPERAMOS JUNTOS a cada golpe que aquela vida louca vida nos aplicava em Sydney (cara, e como a gente se desesperou, aquela chinesa quase matava a gente toda semana). Tivemos vários momentos pirados: Jonas me colocando pra dormir numa sala de um apartamento com um indiano fedorento e um japonês “I-see-dead-people”, eu e o Jonas andando desesperado por Sydney procurando casa, depois de arrumar casa, desesperados procurando emprego, a gente querendo o colo da mãe ou do pai e da mãe nos momentos mais desesperadores, eu sendo roubado e o Jonas me emprestando a grana pra me ajudar…
Cara, como dá saudade às vezes, saber que momentos como esses nunca mais se repetirão, nunca mais acontecerão novamente e provavelmente muitas dessas pessoas eu nunca mais tornarei a ver na vida. Mas a vida é assim, uma realidade que termina com uma realidade que agora está apenas começando. Lá estou eu novamente, voltando pra Brasília, pra UnB. Universidade precária, professores variando de picaretas a carrascos, amigos variando de crentes devotos a traficantes de maconha, mas também voltando pra galera massa daqui, meus amigos que há muito tempo não via: Emanuelzinho, Tarso Gorilão, Jonas, Brunão, Welton, Luciano, a galera do mochila rosa e etc… Essa vida só me faz sentir saudade a todo momento, mas de boa, hora de terminar o blog, a vida recomeça e eu estou atrasado pra aula do Pio.
Abraços maranhenses
obs: pra terminar tinha que ter uma foto clichê minha com um canguru, né?

ainda tem mais

Galera… tou postando aqui só pra galera não achar que o blog acabou e assim as minhas ações na Bovespa irem à bancarrota… Tou em brasília e estes dias eu ando sem computador, mas vou colocar um lá em casa e pode ter certeza que ainda tem mais um blog antes de eu terminar de escrever mesmo… aguardem e confiram
Abraços maranhenses

África do Sul – Turismo – O que fazer – Como foi a viagem – Tensão na imigração

Depois de Fiji, hora de se “acostumar” novamente com a realidade.
Saí do aeroporto internacional de Nadi e fui para o Aeroporto internacional de Brisbaine (Austrália), pra depois seguir para o aeroporto de Sydney, aonde eu iria ficar por mais 4 dias. Dentro do avião eu ainda não tinha percebido a gravidade da situação o qual eu estava me metendo. Fiji era uma viagem internacional e mais uma vez eu teria que passar pelo posto de imigração australiano. Ainda dentro do avião me deram um formulário pra preencher e explicitar o porquê de estar entrando na Austrália e por quanto tempo eu iria ficar. Eu só iria para a Austrália pra poder passar quatro dias, pegar minhas malas e seguir viagem de volta pra casa, logo eu não estaria voltando pra Austrália à turismo. Por mais que eu procurasse entre os itens que eu pudesse marcar, no formulário não havia item “outros” tampouco item “estou vindo pra Austrália apenas pra pegar minhas malas”. Como não sabia o que colocar, resolvi colocar tal qual estava no meu visto, marquei a opção indo pra Austrália a estudo. Mais abaixo no formulário perguntava quanto tempo eu iria ficar na Austrália, fui lá e preenchi 6 dias (sim, eu errei as contas na hora e acabei colocando 6 dias ao invés de 4. Quem diria…). Pronto, tava armado o barraco. Na hora de passar na cabinetinha a mulher olhou pra mim e falou: “Como assim você vai passar 6 dias na Austrália a estudo? E como assim você vai ficar 6 dias se seu visto só lhe dá direito a 4?”. Foi o suficiente pra eu começar a me tremer mais do que vara de bambu verde. Aí lá fui eu explicar que eu não vinha a turismo, vinha pra poder pegar minhas malas, coloquei estudante porque meu visto era de estudante e blá blá blá.. A mulher começou a ficar mais desconfiada que menino gago em escola nova. Ela me olhou e só falou, no melhor estilo nazista: Pega aquela fila à direita. Peguei a fila e lá tinha uma senhora com um chicot… digo, com um detector de metais na mão e começou a fazer as mesmas perguntas: “Como assim você vai passar 6 dias na Austrália a estudo? E como assim você vai ficar 6 dias se seu visto só lhe dá direito a 4?”.Aí lá fui eu explicar novamente a mesma história: “que eu não vinha a turismo, vinha pra poder pegar minhas malas, coloquei estudante porque meu visto era de estudante e blá blá blá..”. Ela de novo me olhou de cima a baixo e falou pra eu pegar a outra fila. Nessa hora eu tava me vendo ser deportado só por largar de ser tonto. O tiozão me olhou novamente, fez a mesma pergunta, eu dei a mesma resposta, ele me encarou um tempo e me mandou pra uma outra fila aonde foi feito uma checagem minuciosa em minha bagagem. Depois de meia hora, enfim consigo ser liberado.
Pego meu avião e sigo pra Sydney. Sydney não aconteceu nada de mais interessante. Apenas passei quatro dias na praia e resolvendo meus últimos problemas para depois seguir o meu próximo destino: África do Sul.
Quando comprei minha passagem aérea Brasil-Austrália já sabia que na volta eu desceria na África do Sul à noite e meu avião pro Brasil só sairia no outro dia de manhã, logo eu teria que pernoitar na África do Sul (com o hotel pago pela empresa aérea). Cheguei na agência da empresa aérea e conversei com a atendente se, ao invés de pernoitar na África do Sul e pegar meu avião no outro dia, eu poderia mudar o dia da passagem do meu segundo avião pra quatro dias depois e assim “ganhar” quatro dias passeando por Johannesburg. Ela falou que era de boa e que eu não precisaria pagar nada a mais por isso. Logo? Ganhei uma passagem de ida e volta pra África do Sul totalmente de graça.
Agora tudo é festa. O único problema é que a minha viagem pra Fiji acabou me deixando mais duro que tentar explicar redes neurais para sua vó. Desci pra África do Sul com parcos 180 dólares americanos no bolso pra poder passar quatro dias. Peguei uns bizú com um brother que foi antes de mim (te amo KAZUO!!!!) e desci para um albergue que ele me indicou que era suuppeer de boa e de quebra tinhas uns Husky Siberianos MUUUITOOO lindos!!
No meu primeiro dia, por ainda estar confuso com a diferença de fuso, dormi cedo. Acordei quase de madrugada e fui direto para o supermercado pra poder comprar arroz, macarrão, legumes, carnes e afins para assim já eliminar um gasto e não correr o risco de sofrer uma crise de desabastecimento. Depois disso troquei meus dólares por rands (moeda da África do Sul) e me ocupei em ficar dando rondas no bairro, já que nos primeiros dias eu não tinha grana pra poder pagar uns passeios. Cumpade, o que era aquilo? Eu andando por lá me deparo com um cidadão carregando uma AK-47 (aquele riflezinho laranja dos Talebans). Deu uma vontade louca de sair foi correndo, mas depois vi que o cidadão era um guardinha de uma casa. Olhei os outros que estavam armados e foi só aquele susto. Era cara com escopeta, submetralhadora e o escambau. E o pior que não tinha nenhum carro forte lá por perto, eles usavam aquilo só pra poder guardar uma casa, assim como o seu Zé que guarda a sua casa usa um 38 velho no bolso. Quando eu olhei a farda deles, olha só o nome da empresa: “Bad Boy´s Security”. Você encara uma dessas? Eu fiquei imaginando o nível de violência duma cidade como essa em que os vigias andam com armamento militar. Eu vi uma plaquinha numa casa que deu vontade foi de rir. Era desse jeito: Invasores serão COMIDOS!! Caraca, quando eu olhei lá dentro que deu pra ver o tamanho da boca do totó que tava esperando alguém pular.
Acabou que fiquei andando no bairro e o que eu acabei descobrindo? Comecei a andar e de repente os cidadãos começaram a ficar menores, começaram a ficar com os olhos puxados… Peraí… EU TAVA EM CHINA TOWN!! Caraca, esses caras vão dominar o mundo mesmo!! Dei umas voltas por lá, acessei a internet e resolvi novamente voltar para o albergue. Os meus primeiros dias não tiveram nada de interessante, a não ser o fato que conheci uma americana que falava português. Ela já morava a algum tempo em Moçambique e falava um portuguesinho muxoxo.
Nos outros dias, resolvi colocar a mão no bolso e paguei uns passeios. O cidadão que foi me buscar era mmuiito gente boa, o cara era quase um rei leão, olha o nome dele: SIMBA!!! Eu ri demais quando ele falou como se chamava. Mas o cara era gente boa pacas. A gente foi trocando uma idéia antes de chegar. O cidadão me confidenciou que falava apenas 11 LÍNGUAS diferentes!! Éguas!!! Levei um susto!! Aí perguntei quais. Ele falava inglês, holandês, zulu e mais outras 8 LÍNGUAS AFRICANAS (eu não falei antes, mas a África do Sul possui 11 línguas oficiais. A título de comparação o Brasil tem uma só).
O primeiro local que o cidadão me levou foi em Soweto. É!! SOWETO!! Claro que é o que você está pensando, eu fui chegando e já fui logo recebido pelo Belo e já começou aquele pagodão. Claro que não aconteceu isso, né cara? No tempo do apartheid, para não conviver com os negros, os brancos criaram “bairros negros” e foram enfiando todos os negros que podiam naqueles bairros.
Soweto foi um desses bairros e, pelo que entendi, era o maior bairro negro da África do Sul. O passeio foi até legalzinho, primeiro ele me levou num museu onde ficava localizada a Orlando West, escola primária onde ocorreram uns protestos contra a inclusão do Afrikaans como língua para ser lecionada nas escolas. Só que protesto na África do Sul é algo bem mais punk que protestos na Austrália. Enquanto na Austrália galera descia o cacete em libanês e a polícia só pedia calma, na África do Sul a galera protestava calmamente e a polícia ripou o dedo, metralhando apenas algumas centenas de crianças. Depois da visita ao museu o cara me falou que ia me levar pra ver algo que seria uma das coisas mais aterradoras que eu veria na minha vida. Comecei a pensar: “Putz… Eu já passei fome, já vi fijiano com cabelo pintado de vermelho e uma flor na orelha, já vi paraguaio baleado e até o Jonas e o Penny (o chinês que morava comigo) andando só de cueca dentro de casa”. O que diabos ia ser mais aterrador pra mim?
Quando eu cheguei achando que eu já ia me deparar com aquela cena do exorcista, o cidadão me aponta uma favela. E ainda fala: Você pode acreditar que pessoas morem aí dentro? Vaalleeeuuuuuuu!!!! Na hora deu vontade foi de rir. Caraca, o cara me meteu um medo da porra pra me mostrar aquilo? Falei ao cidadão o meu velho bordão de “eu sou brasileiro, amigo, não sou europeu”, e comecei a falar pra ele que aquilo era bem comum de onde eu vinha. Ele deu só uma risadinha e saímos para ver o mercado central de Soweto. No meio do caminho, ele saía buzinando pras meninas pra tirar uma onda. De repente ele para o carro e só fala pra mim: OLHA AQUELE FILEZINHO!! Eita que eu já virei o pescoço era uma menina, digamos, “corpulenta”. Ele foi me explicando que gostava de “mulheres com mais carne” porque tinha mais lugar pra pegar e talz. Quando estávamos indo pro Mercadinho nos deparamos com uma mulher trajando uma roupa muito interessante, era a chamada “fake thighs”(coxas falsas).
Como ela era magrinha e não tinha um belo par de ancas, ela usava aquela roupa bem tradicional na África do Sul, que consiste em várias camadas de pano nas coxas pra poder dar a impressão de que as coxas dela era maiores, assim como mulheres que não tem muito busto usam sutiãs de enchimento em nossa cultura. Mas o que eu achei mais interessante e até engraçado foi que a gente ficava andando de carro e vez ou outra passavam umas pessoas vestidas que nem os reis magos, pra falar a verdade os caras tavam parecendo era mais um bando de pingüim. Fui perguntar ao Simba o que era aquilo e ele me explicitou que aquela galera estava indo pra missa e na África do Sul quando você vai a Igreja você tem que dizer pra todo mundo que você está indo, nem que para isso você se vista de pingüim. Depois de irmos ao mercado fomos a um outro localzinho massa. Soweto possui a única rua do mundo com dois prêmios Nobels.
Numa mesma rua morou Desmond Tutu, um clérigo ganhador do Nobel da Paz e o mundialmente famoso Nelson Mandela que também levou o Nobel da Paz. Depois de todo esse rolê, o cara me largou no albergue e fui me preparando pro passeio do outro dia.
No outro dia fui levado para fazer um “mini-safári”. Todo mundo que desce pra África do Sul tem que necessariamente ir para um safári. Como eu não tinha tempo nem dinheiro pra fazer isso, acabei optando por um safári de apenas um dia, mas foi legal pacas. Já na entrada somos cordialmente recebidos por gentis placas amarelas com avisos do tipo “você está entrando sobre o seu próprio risco” ou então “não nos responsabilizamos por mortes dentro do safári”. Agradável, né? Na hora eu estava achando que era só pra manter o clima, talvez fosse que nem aqueles avisos que eles colocam em frente às casas de trens-fantasma, só pra você ficar com medo. Mas não era não, viu? Era de verdade mesmo. Começa que o safári você faz dentro do seu carro particular, sem nenhuma proteção adicional, a sua única proteção é levantar o vidro do carro.
Começamos a andar pelo safári e foi começando a diversão. Primeiro avistamos umas zebras e uns antílopes, tentei bater foto mais de perto mais o Simba não deixou, falou que os antílopes poderiam vim em minha direção pra me matar “apenas por diversão”. Depois a situação começou a ficar mais punk. Entramos em outro setor e tinha uma girafa comendo. Mas ela tava comendo e quase virando a Mercedes de uns japoneses que estavam por lá passeando também. Tudo porque eles, de brincadeira (sabe como é japonês, né?), começaram a dar umas guloseimas pra Girafa. Não deu outra, ela colou no vidro do carro deles e ficou um tempão querendo mais comida.
Primeiramente eu fiquei rindo da cara de desespero deles, mas depois nós demos uma volta e acabamos ficando atrás do carro deles e haja paciência pra esperar aquela girafa sair dali. Depois que a girafa deixou os caras irem embora ela simplesmente se colocou em frente ao nosso carro e não deixou passarmos enquanto não déssemos comida pra ela. Tentei negociar, mas a girafa não aceitava dólares australianos, o jeito foi esperar a cidadã ficar comendo até ela deixar a gente seguir em frente. Depois de ver girafinha e zebrinha chegou a hora mais punk do dia: ver os leões.
O cara abriu um portão lá e lá foi a gente pra dentro da sessão dos leões. Mas bicho, o que foi aquilo? Sabe o que é uma pessoa mudar de uma hora pra outra? O Simba que era todo tempo rindo e fazendo graça, ficou mais branco que perna de freira. Antes de entrarmos na sessão, o Simba ficava falando que Leão não come negros, só come europeus e latinos americanos. Quando a gente passava perto de um leão o cidadão arrepiava da cabeça aos pés. Eu fui perguntar por que ele ficava daquele jeito e ele só respondia: Lions Kills, my friend!! They eat you like a cat eating a rat (leões matam, eles comem você como um gato come um rato). Eu não tava era nem aí, tava era batendo foto dos leões, feliz da vida!!! Os bichos passavam tão perto da gente que se eu pusesse meu braço pra fora era capaz de eu conseguir passar a mão neles. Depois de sair de lá e de quase matar o pobre do Simba de medo, chegou a hora que eu mais esperava: Entrar na jaula dos leões, hua hua hua (risadas maquiavélicas). O Simba, claro, ficou de fora e eu fui entrando com um guia do parque. Entrei e já fui correndo passando a mão nos leões!!! Só tinha um detalhe, eram filhotes de leões!! Cara!! MUIITOO IRADDOOO!!! Eles eram MUIITOOS fooooffoooss!!! Cara, quando eu vi aquilo eu saí voado pra cima dos leõezinhos pra abraçar, apertar, cheirar… Beleza, eles eram pequenos, fofos, bonitinhos, mas tinha o porém.
Apesar deles serem pequenos eles AINDA ERAM FILHOTES DE LEÃO. No primeiro que eu já fui apertar, ZLAPT!!!, o leãozinho já me deu uma unhada que levou um pedaço de carne junto. Comecei a ir mais de leve e deu pra perceber o quanto aquelas unhas dos bichinhos eram afiadas, os dentes deles mais afiados ainda. Fiquei tranquilo e pedi pro guia bater uma foto pra mim, essa que tá aí do lado. Se vocês perceberem, eu tou passando a mão em um leãozinho e tem mais um outro atrás. Pois é, o outro que vinha atrás foi só o cara bater a foto que ele enfiou o dente no meu pescoço. Mas foi uma mordida federal mesmo!!! Mordeu que não soltou mais. Nessa hora eu comecei a ver a minha vida passando nos meus olhos, achando que tava morrendo. Eu juro que eu continuei fiel aos meus amigos até os meus últimos momentos. O bichinho mordendo o meu pescoço e eu pensando: “Cara, quem é que vai terminar o blog se eu virar comida de leão?”. Pensei na legião de fãs que eu iria deixar pra trás, pensei no prêmio Nobel que eu poderia estar perdendo, pensei como o mundo poderia viver sem mim.
Mas graças a deus o guia foi lá e pegou o leãozinho que segundo ele estava apenas querendo “brincar” comigo. VAALEEEUUU!!!! Pescoços não são brinquedos lá tão legais pra você brincar, ainda mais pra brincar com bebês leões!!! Graças a deus o leãozinho desencanou e soltou o meu pescoço, mas não sem antes levar um pedaço junto como recordação também. Depois dessa eu comecei a ficar mais de boa e bater umas fotos mais de longe, tá louco? Eu fiquei com MUIITOO medo daquelas crianças. Depois eu só fiquei trocando idéia com o guia e passando a mão nos leõezinhos. O cara era super gente boa e batia umas fotos legais. Ele ainda me explicitou que de vez em quando morre um japonês naquele parque, pois os bichos teimam em querer descer do carro pra poder tirar uma foto mais de perto dos leões. Vê como câmeras com 10x de zoom óptico podem salvar vidas?
Me falou também que eles alimentam os leões com carne de cavalo morto, porque senão, segundo ele, se eles soltassem algo vivo, os leões aprenderiam a caçar (os de lá nunca caçaram na vida, nasceram em cativeiro) e depois iam acabar caçando os funcionários do parque, não apenas os japoneses. Depois, na hora de ir embora só bati uma foto dos arranhãozinho que estavam na minha pele por ocasião daquelas fofuras.
No caminho de volta pro aeroporto eu fui vendo algumas coisas e pensando sobre a África do Sul.
Apesar de hoje a África do Sul ser um país livre, como dizia o Simba (ele era negro), dá pra perceber que o apartheid ainda se faz bem presente na população sul-africana. Hoje não é tão explícito como foi a apenas 20 anos atrás, onde o apartheid tinha até leis para separar negros de brancos. Mas décadas e décadas de exploração empurraram os negros sul-africanos na mais completa miséria. Nunca vi tantos Mercedes ou carros esportes importados andando pelas ruas (tirando quando eu trabalhava no carwash, claro!) como eu pude ver na África do Sul. Quando você vê dentro dos carros ou há um branco dirigindo ou um negro de paletó dirigindo para brancos. Por mais que me esforçasse não pude ver um negro dentro de um carro muito bom. Hoje impera um apartheid social parecido com o de um país abençoado por deus e bonito por natureza. Outro mal que aflinge a África do Sul é que 20% da população encontra-se contaminada com o vírus HIV. A África do Sul é um país fascinante.
Eu apenas conheci Johannesburg que é a cidade principal e também a mais violenta, mas se tivesse mas tempo eu deveria ter ido à Cidade do Cabo ou ao Kruger´s Park fazer um safári, pois ambos são fascinantes. Outro ponto que merece destaque é Mandela. Nelson Mandela é unanimidade na África do Sul, o bicho é o bam bam bam de lá. Aonde você vai tem uma citação do Mandela, tem um quadro dele, uma foto dele estampada. Eles sentem um orgulho indescritível do Mandela, algo que é de fácil compreensão.
Depois não houve mais nada de interessante, apenas voltei pro albergue e peguei o meu avião pro dia seguinte!!
Amigos.. mais uma vez peço desculpa pelo atraso, eu ia publicar na sexta feira, dia 31, mas do nada apareceu uma viagem pra Cajazeiras-PB, acabou que eu fui lá pra visitar meu avô e só cheguei na quinta, por isso que tou atualizando só hoje, desculpa pela demora!!!
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Hora de dizer adeus ao sonho! =( Fiji Islands, simplesmente sensacional!!

Pois é galera, hora de ir embora de nossa terceira ilha visitada em Fiji. Antes de ir embora ainda pedi pra bater uma foto com um dos pescadores de lá, o cara era gente boa pacas!! O mais engraçado foi o bicho falando comigo quando eu ia embora: “Brasil, quando é que você volta?”, eu dei uma risadinha e só perguntei: “Meu filho, tu sabes aonde fica o Maranhão?”

Pegamos o nosso barco novamente e fomos para Kuata, a minha última ilha. Como cheguei no domingo não pude desfrutar de nenhuma atividade da ilha. Kuata foi apenas uma ilha “relaxamento”, afinal eu já estava há 6 dias em Fiji, sendo que 5 dias tinham sido de puro mergulho, sol nas costas e pouco protetor solar. Fiquei feliz porque mais uma vez pude conversar com pessoas não-inglesas (não que eu não goste de ingleses, mas é que a outra ilha SÓ tinha inglês) e, claro, reencontrei a austríaca gente fina que eu fiquei junto na segunda ilha. Mas foi muito engraçado, eu não sei por que cargas d´água a mulher tava muito estranha. Eu quando a vi abri um sorrisão de orelha a orelha, pois apesar de não poder tentar nada com ela (ela tinha namorado) ela era MUIITOO engraçada. Quando fui falar com ela, a mulher me deixou no vácuo (me deixou falando sozinho pros menos íntimos), tentei mais uma vez e a mulher só me deu um “oi” geladíssimo. Sério, quem antes estava super gente boa e engraçada, agora parecia uma pedra de gelo. Lembrei que a mulher era austríaca e que europeus são MUIITO estranhos. Acabou que descobri que a mulher tava meio mal, porque uma onda de diarréia (caganeira pros menos íntimos) começou a assolar todo mundo que estava por lá e a coitadinha tava se vazando toda. A noite fui jantar e depois de comer começou a ocorrer algo muito massa, os fijianos se reuniram pra poder beber a famosa e ritual Kava.

Tecla Pause

Kava é uma raiz que cresce nas ilhas Fiji. Vou descrever como funciona. Os nativos pegam as raízes e as pilam obtendo um farelo. O farelo é posto dentro de uma toalha e mergulhado num pote de água morna. A água entra na toalha, dissolve a Kava e sai da toalha em solução Água+Kava. Como a Kava não consegue atravessar a toalha, ela só sai da toalha dissolvida, o que nos faz obter um líquido de péssimo gosto e de péssima aparência, mas como eu tou em Fiji, tudo é festa!

Tecla Play

Os fijianos se reuniram na sala de jantar pra fazer o que eles costumam fazer todo santo dia, beber a Kava num ritual interessante. Eles colocaram a esteira no chão e ficaram chamando os turistas para poder tomar com eles. Os europeus nem deram bola pros pobres coitados, preferiram ficar em outro ritual com outra erva bem conhecida do mundo ocidental, particulamente nas festinhas australianas. Eu como não sou chegado, apenas terminei o meu jantar e fui sentar junto com os nativos. Os caras curtiram pacas eu ter ido pra ficar com eles, ficaram MUIITO felizes. Claro que o passaporte Brasil ajudou um pouco, mas nada que valorizar um pouco as pessoas que não são branquelas e de olho claro como você não ajude também. E lá fui eu tomar esse troço!! Caraca, o gosto é terrível e o cheiro era pior que o de uma cueca suada, mas a sensação que acontecia com a sua garganta era algo extremamente prazeroso. Na primeira lapada de Kava, ela desce rasgando, mas não rasgando como uma lapada de cana, desce rasgando anestesiando todo o seu esôfago. Os nativos me falaram que isto era normal na primeira lapada, por isso me alertaram de ir de leve, tanto por causa do esôfago quanto por causa do estômago. Mas acabou que eu fui lá, bebendo com os cidadãos. A sensação que começa a ocorrer com você é algo bem legal. Você começa a se sentir relaxado, mas relaxado mesmo, dá vontade de já sair de lá direto pra cama. É muito difícil descrever o que acontece com você depois de beber aquele líquido estranho, mas o que eu digo é que foi uma experiência super interessante. Mas a pergunta crucial que todos me fazem é: Kava é uma droga?. Resposta: NÃO SEI!! Não sei qual o conceito pra você classificar uma certa substância como entorpecente ou não, talvez seja o ataque ao sistema nervoso central. Como eu não sabia perguntar em inglês: “Nativo, a Kava ataca o sistema nervoso central? Se ataca qual sistema nervoso é? O simpático ou o parasimpático?” vai demorar um bom tempo pra eu saber a resposta. Mas isso não é importante, o importante é que o Banco Real dá 10 dia… digo, o importante era estar com o povo de lá, conversando e me divertindo com eles.

Naquela noite eu pude perceber o quanto a vida pode ser simples para algumas pessoas. Conversar com os nativos é algo bem legal. A maioria dos nativos que eu conheci moram mesmo na ilha do resort, na vilazinha deles. Eles nasceram lá, seus pais nasceram lá e seus filhos e netos provavelmente irão nascer naquela ilha. Quando eu perguntava o que ele achava de morar tão isolado de tudo e de todos, ele só me apontava aquele mar cristalino e falava: “O que você acha da minha casa? Você precisa de mais do que isso?”. Eu insistia e perguntava pra um ou outro se eles não já chegaram a pensar em mudar pra uma ilha maior e com mais infraestrutura, aonde eles poderiam ter acesso a mais bens materiais, algo como televisões, internet, computadores e etc… – “Brasil, Nasci aqui e vou morrer aqui, aqui eu tenho o meu sustento, vivo bem, tenho meus amigos, trabalho só até as 4 da tarde e tenho uma praia maravilhosa, minha vida é aqui, amigo” – era o que eles me respondiam. Cara, é algo bem louco isso, desde o dia que o cidadão nasce, até a sua morte, praticamente todos os dias são iguais. Acorda cedo, trabalha no resort, recebe os novos hóspedes cantando e tocando violão e à tardinha jogam vôlei. Beleza, é algo legal pra relaxar e talz, mas viver 2 meses sem internet, sem balada, sem computadores, sem telefone, poderia ser algo que me levaria ao suícidio. Mas eles pareciam bem satisfeitos com a vida que levavam, uma vez ou outra eles fazem uma viagem pra ilha principal e terminam suas vidas sem nunca ter viajado mais do que 300 km do local em que nasceram. Confesso que sinto um pouco de inveja da minha vida não poder ser tão calma quanto a dos nativos, sem preocupação acerca de provas, empregos, dinheiro e etc… “Minha única preocupação nessa ilha é viver e tomar Kava, amigo” outro nativo me explicitou. Apesar de tudo isso, vai demorar um pouco pra eu trocar a minha calça jeans por uma tanga e trocar minha vida de rato de cidade. 🙂

No outro dia de manhã, resolvi dar uma volta e sair conhecendo a galera e vendo de onde todo mundo era. Os ingleses, pra variar, eram praga novamente, posso dizer que mais da metade da ilha eram ingleses. Mas foi engraçado eu conversando com uma menina lá. Eu fui perguntar pra ela de onde era e ela me respondeu só “LA” (él êi a pronúncia em inglês). Hãn? “LA? What is LA?” – eu perguntei – LA? Los Angeles, amigo! Estadunidense é prepotente, né? O cara de Berlim, Londres ou Paris pode falar que é dessas cidades, mas primeiro o cara fala o país pra depois falar a cidade, a americana não, ela queria falar era logo a cidade. Mas eu também tirei uma onda com ela. Ela me perguntou: E você, de onde és? – EME ÊI (MA)!!! – eu respondi. Ela me olhou com uma cara meio estranha e perguntou: “MA? What is MA?” – eu peguei respondi – MA? MA É MARANHÃO, ora bolas!!! Brasil!!

Neste dia não aconteceu nada muito digno de nota além dessa tirada que eu dei na estadunidense. O único que merece ser digno de nota foi o meu último mergulho nas piscinas cristalinas de Fiji. Foi simplesmente IRRADDO!! Eu já estava começando a ficar entediado de tanto olhar corais coloridos, peixinho de todos os tamanhos e etc.. Mas acabou que mais uma vez Fiji me surpreendeu. Eu estava a mergulhar quando o mar começou a ficar um pouquinho mais agitado e começou a quebrar alguns corais e começou a acontecer algo interessante, os pedaços de corais começaram a ficar em suspensão na água. Do nada apareceram MILHARES, eu diria DEZENAS DE MILHARES de peixes prateados de mais ou menos uns 7 cm e começaram a comer vorazmente os pedaços de corais. Sim e onde eu entro nisso? Eu tava simplesmente NO MEIO DOS PEDAÇOS!!! Caraca, era MUIITO peixe!! Eles estavam em cardume e começaram a me cercar, eu fiquei literalmente NO MEIO do cardume. Eu nadava dentro do cardume e eles iam criando espaços pra eu passar e depois iam fechando em mim. Os peixes eram prateados e o sol refletia neles e criava tipo um arco-íris MUIITOO IRRAADDOOO!!! Mas muitos peixes pequenos é sinal de que? Claro, sinal de peixes maiores!! E eu lá, naquela cena preocupante. Os peixes bailando ao meu redor e eu lá no meio, suculento e cheio de carne. Foi legal, mas grande parte do tempo eu fiquei procurando, olhando se não via um amigo nosso cheio de dente (carinhosamente chamado de TUBARÃO) pra vim conversar com nossos amiguinhos. Apesar de tudo, foi o melhor “goodbye” que as ilhas Fiji poderiam ter me dado.

Pegamos o barco e fomos seguindo pra ilha principal novamente, quando cheguei no albergue o carinha me perguntou em que quarto eu gostaria de ficar. Eu nem pensei duas vezes, emendei logo um “the cheapest one” (o mais barato) e o cidadão só pediu pra eu seguí-lo novamente. Juro que certas vezes eu me arrependo por falar coisas sem pensar e no caminho eu fui pensando nisso, como eu poderia pagar caro por escolher ficar no quarto mais barato. Juro que no caminho eu fui me sentindo como um judeu caminhando para uma câmara de gás nazista. Quando o cidadão me apontou o quarto ele nem abrir a porta pra mim ele abriu, juro que fiquei com medo do que aconteceria quando aquela porta fosse aberta, medo de voarem cobras, aranhas ou coisas do tipo. Rapaz, na hora que eu abri o quarto, O QUE FOI AQUILO? Tinha simplesmente CINCO INGLESAS DE CALCINHA!!! Isso, cinco inglesas só de calcinha, umas com uma camisetinha outras só de sutiã mesmo, conversando. Juro que foi um choque quando eu vi aquilo. Não que eu nunca tenha visto mulher daquele jeito, mas daquele número, com aqueles trajes, ao mesmo tempo foi a primeira vez. Confesso que fiquei meio que sem-graça e pedi desculpa por não ter batido na porta antes de entrar, ela falaram que tava tranquilo. Eu achando que elas iam se vestir quando eu entrasse no quarto.. que nada.. elas continuaram só de calcinha conversando entre elas, nem ligando pra mim. Como eu vi que não ia ser possível ficar comportado ou pelo menos sem ficar olhando as “partes” das “coitadinhas” naquele quarto que mais parecia um harém, resolvi descer pra poder comer alguma coisa. E tome choque cultural novamente. Acontece que eu sou brasileiro e o pior, eu sou maranhense. Cheguei no restaurante do albergue, já fui puxando uma cadeira, sentando todo à vontade e comecei aquele comportamento de buteco, né? Comecei a chamar a garçonete assoviando e gesticulando com as mãos, no melhor estilo “Ê campeão, desce um hambúrguer pra rapaziada aí, chegado”. Rapaz, a garçonete veio de lá que mas parecia um bicho, só faltou cuspir em mim. Quando eu vi a reação da garçonete que eu fui perceber que o meu comportamento não era “adequado”. Todo mundo comendo caladinho, ninguém nem chamava a garçonete, ela que vinha pra poder lhe servir. Quando eu ficava balançando os braços e gritando: “Ê garçonete, vem cá!!” ficavam aqueles ingleses tudo me olhando com uma cara feia. Beleza, eu sei que existem certos locais em que você deve adotar posturas adequadas, algo como um jantar com um chefe ou pior, um jantar com o sogrão e a sogrona, mas tipo, aquilo era UM RESTAURANTE DE ALBERGUE. Mas tudo bem, comecei a me comportar como se estivesse em um restaurante cinco estrelas. QUando eu menos me espanto, a mulher vem com aquelas colheres de macarrão (acho que é espátula o nome disso) e joga algo cilíndrico e branco no meu prato. Fique felizão quando eu vi aquilo!!! BEIJÚ!!!! E já fui caindo de boca pra comer! Rapaz, que vergonha eu passei viu? O troço não era beijú não, o troço era uma toalha!!!!! PRA QUE DIABOS UMA MULHER VAI ME PEGAR UMA TOALHA COM UMA ESPÁTULA E COLOCAR NO SEU PRATO? Juro que várias coisas me marcaram em Fiji, piscinas azuis, águas cristalinas, peixes coloridos… Mas a cara de espanto que a garçonete fez (ainda mais que eu tava parecendo um homem das cavernas, já que eu estava há quase duas semanas sem fazer a barba e de cabelo grande) quando eu enfiei a boca na toalha foi algo simplesmente IMPÁGAVEL!! Ela veio na minha direção e me explicou que aquilo NÃO ERA DE COMER!!! Eu juro que na hora, eu morrendo de vergonha, ainda pensei em tentar uma saída honrosa, algo do tipo “não, é que no Maranhão é costume milenar comer toalhas brancas no jantar, você deveria experimentar, sabia?”, mas preferi me comportar que nem o PT e ficar quieto pra ver se abafava a situação constrangedora e logo todo mundo esquecia. Depois de um tempo ela foi me explicar que aquilo era uma “toalha refrescante”, pois como o país é muito quente, a galera pena pra poder aguentar o calor. Então eles pegam algumas toalhas de rosto brancas, molham, colocam na geladeira e depois saem distribuindo pra galera poder se refrescar, quando eu olho pras outras mesas, a inglesada todinha só faltava se enrolar na toalha de rosto. E passava na cara, e passava no braço, e passava na costa e enfiava dentro da camisa. Deus meu.

Depois de comer, resolvi dar uma acessada básica na internet pra poder ver se tava tudo certo em Sydney, mas foi até barata a internet. Nada que 40 REAIS A HORA não desse pra pagar. Caraca, na hora eu fiquei foi com medo!! Só pedi meia hora e ainda assim com aquela pena de gastar, deus me livre. Volto pro quarto e encontro só uma das cinco inglesinhas do quarto. Ela tava de toalha indo tomar banho. Troquei uma idéia com ela e quando ela foi pro banho eu comecei a pensar: “rapaz, eu vou dar um jeito de ficar inchado pra poder chamar a atenção da mulher”, comecei a pensar o que fazer. Tive a idéia perfeita: “Por que não fazer algumas flexões?”. Ranquei a camisa e comecei a pagar flexões no chão. Eu só tava era preocupado com alguma outra inglesa abrir a porta e dar de cara com aquela cena ridícula, um frigobarzinho com os pés apoiados na cama e fazendo flexão de braço. Mas graças a deus ninguém apareceu. Rapaz, eu acho que eu fiz umas 100 ou 150 flexões alternadas com séries de 15 repetições, sem brincadeira. Quando ela veio eu tava mais inchado que sapo cururu têitêi, foi muito engraçado, eu virei pra ela e perguntei: “E aí, cê vai fazer o que agora?”, ela só respondeu: “Dormir” e me deixou sozinho. E lá foi eu dormir que nem um bobo, mas claro, um bobo todo inchado.. uhaeuhaeuheauhae

Quando foi de manhã, resolvi dar um rolê melhor pelo centro da cidade de Nadi (uma das mais importantes cidades de Fiji). Antes, claro, tomei algumas precauções: cinco dólares no carteira e cinquenta dólares escondidos no bolso (vocês vão já entender), camisa amarrada na cintura (pra parecer maloqueiro), sem máquina digital e sem minha bolsa da PUMA. Quando cheguei no
centro e comecei a dar aquele rolê, veio aquele espanto. Cara, não tinha nada no centro da cidade! Sério, parecia que eu caminhava por um dos bairros mais pobres de São Luís. Cara, era muito sinistro! Tudo sujo pra caramba e muita, MUITA pobreza. Fiji é um país em que a pobreza fica escancarada na sua frente, era algo que mesmo eu, que venho de um dos estados mais pobres do Brasil, nunca tinha testemunhado. Comecei a andar no meio da rua e mais uma vez fui abordado por um Fijiano querendo “conversar”. O cara veio com umas conversas tortas e não parava de me seguir, eu já tava ficando de saco cheio do cidadão, até que eu percebi o que ele realmente queria. O cidadão praticamente me enfiou dentro de uma loja e veio “todo gente boa”, abriu um mapa de Fiji e começou a me mostrar: “Olha aqui, eu sou dessa vila, Fiji tem não sei quantas ilhas e não sei o que”. Na verdade eu saquei logo que eles queriam fazer eu comprar a loja inteira, como eu tava com o tempo curto e com medo de alguma represália caso eu não comprasse nada (o que poderia ser possível, já que eu NUNCA vi um guarda no meio da rua em Fiji), abri minha carteira e falei pro cara que eu só tinha cinco dólares australianos e nada mais (pura mentira, já que eu ainda tinha cinquenta dólares escondido no bolso). O cidadão não gostou muito. Me deu um colarzinho véio, que em outra loja estava sendo vendido por 1 dólar, disse que era 5 dólares e me deixou ir. Saí de lá injuriado da vida já que eu odiei o cordão. Mas aconteceu algo MUIITOO massa. Eu entrei em outra loja do centro da cidade e o que eu vejo pra vender? CHOCOLATE BRASILEIRO!!! Caraca, IRRAADDOO DEMAIS!!! Achei mais um produto brasileiro sendo vendido no MEIO DO OCEANO PACÍFICO!!! Meu, e não era só um tipo não, tinha chocolate em barra, tinha caixa de bombom da lacta, tinha barra de chocolate LAKA!!! E claro, tudo devidamente escrito em português. Não bati foto porque eu tava sem minha digital. 😦

Na volta, o que eu acho no caminho? Uma plaquinha perdida no meio da selva fijiana. Era uma plaquinha simpática, escrito BULA!!! Em cima da plaquinha tinha uma letra ocidental. A letra era meio amarelada. Era uma letra “M”. O que era? Alguém tem algum palpite? Rapaz, eu achei um MAC DONALDS!!!! Caraca, depois de 7 dias tomando água QUENTE, da CHUVA, comendo bolacha brasileira e BEM pouco, comendo mamão (eu ODEIO mamão), tomando sopa e comendo carne com batata, frango com batata, brócolis com batata, mamão com batata, batata com purê de batata, batata com batata (eu inclusive já estava achando que eu iria virar o HOMEM-BATATA!!!! DE TANTO COMER BATATA!!! E ah sim, EU ODEIO BATATA!!) eu acho aquele oásis de civilização perdido no meio daquela selva chamada ilhas Fiji – “ESTOU SALVO!!!” – era o que eu gritava pulando que nem uma gazela ao correr em direção ao Mac Donald´s. Quando eu cheguei e a mulher me perguntou o que eu queria comer, eu não quis nem conversa: THE BIGGEST ONE (o maior de todos). A mulher me deu um Big Mac IMENSO, três sachês de ketchup, um saco com uns 20 quilos de batata frita e um copo de refrigerante, TRINCANDO DE GELADO, que ela só faltou trazer em um carrinho de mão. O copinho de refrigerante tinha apenas UM LITRO E 250 MILILITROS!! Rapaz, era algo BEM IGNORANTE MESMO!!! Na hora eu olhei pro céu e falei: Obrigado senhor por eu ainda fazer parte da civilização!!! God bless the Mac Donald´s!! Mermão, eu saí com um bucho do tamanho da barriga do Shrek. Mas essa refeição me custou caro, me custou o dinheiro do meu táxi. Tive que enfrentar uma caminhada de 30 minutos até chegar em casa, mas você acha que valeu? Eu seria capaz de ir e voltar mais uma vez só pra comer lá de novo!!!

Depois foi só chegar no hotel e pegar meu avião de volta pra Austrália. Dizer meu adeus triste para um dos mais belos e inacreditáveis lugares no planeta. Fiji foi simplesmente um sonho.

Bom… hora de parar por aqui… tá bom de escrever sobre Fiji, né? Tou no maranhão e agora é hora de descer pra praia porque ninguém é de ferro.

abraços maranhenses

Homem das cavernas, descalço, visita as piscinas naturais.. CARACA, CONSEGUI POSTAR AS FOTOS!!!























Êpa, êpa, êpa!!!! Agora estamos começando mais um blog “Um maranhense em Fiji” com três semanas de atraso. Fiji foi há duas semanas atrás e ainda tou escrevendo.. uhaeuhauhe. De boa, o único problema é se acostumar novamente com esse teclado brasileiro-português.

Mas então, como prometido, vamos começar com o que interessa, o ponto principal e mais interessante de Fiji: Piscinas de águas “multi-azuladas”.

Terça feira de manhã, o batente começou cedo, como dizia minha mãe, começou no cagar dos pintos (eu não sei que horas os pintos devidamente cag… digo, defecam em Pedreiras, mas acontece que esta é uma expressão bastante utilizada pela senhorita Irene). O busão da “Awesome Adventures” foi pegar a gente exatamente às sete e meia da manhã. Nos pegaram na porta do nosso “hotel” e seguimos diretamente a um portinho, que me lembrou bastante o Cais da Sagração de São Luís, aonde iríamos pegar o nosso “cruzeiro”. Subi no nosso navio e lá conheci a única brasileira em toda minha viage

m pra Fiji, a mulher era de Brasília e falava um dos piores inglês que eu já vi na minha vida, parecia inglês dos caras do Casseta e Planeta, mas pelo menos ela serviu pra no caminho ir tirando algumas fotos de algumas piscinas e águas azuis pra mim, não sabia o pobre maranhense o que ainda estava por vim.


Descemos em Nanuya Levu, nossa primeira ilha no “Resort” Sunset (pôr-do-sol). Na hora que foi anunciado que deveríamos descer do barquinho para o RESORT confesso que fiquei bem empolgado – CARACA!! Eu paguei por um Resort??? – Pensava o pobre iludido Claudiomarzinho. Eu não sabia o que me esperava. Quando chegamos, fomos deixando as mochilas e nos foi servido o almoço. E que almoço!!! O cara chegou pra mim, me deu um pedaço de pão com uma salsicha enfiada no meio e ainda falou um Enjoy your meal (aprecie a sua refeição). Nus.. na hora deu vontade de virar pro cidadão e falar: Vem cá, meu filho, tu tá de sacanagem? ISSO é uma refeição?

Tecla Pause

Como já foi explicitado anteriormente, o pacote que eu paguei por Fiji incluía todas as refeições do dia, por quê? Pelo simples motivo que as ilhas que nós fomos visitar não tinham NADA!! NAAADAAA!! Nada nelas, apenas uma vila aonde os nativos que trabalham no resort vivem, logo não tem aonde comprar NADA na ilha!!! Toda a sua comida vem do resort e na refeição que eles te servem, sendo que só nos serviam um prato e NÃO PODIA REPETIR!! E claro, nem que você quisesse pagar mais, não podia, o que me salvou foram os dois pacotes das abençoadas bolachas brasileiras que eu comprei só pra poder bater uma foto. EU TE AMO BAUDUCO!!! Resultado disso tudo? Claudiomar o dia inteiro nadando e comendo pouco perde 3 kilos em uma semana, os resorts acabaram virando Spas.

Tecla Play

Como eu não queria muita conversa, o que queria logo era me jogar nas piscinas de águas azuis, comi aquilo o mais rápido possível e entrei numa trilha que levava a uma praia do lado oposto da ilha com um nome, digamos, bem sugestivo: Blue Lagoon. A primeira ilha que eu visitei era nada mais, nada menos que a ilha aonde foi filmado aquele filme praticamente inédito no SBT, aonde todo menino de 10 anos ficava louco pra ver se conseguia ver alguma mulher pelada, filme chamado LAGOA AZUL!!!! Caraca, peguei a trilha e quando cheguei no local eu PIREEEI!!! A água era de uma transparência indescritível e de um azul inacreditável, se você acha que na TV é bonito, não sabe como é louco pessoalmente!!!! Fiquei que nem uma criança mergulhando e nadando com os incontáveis peixes-palhaços (Nemo, do filme procurando Nemo), Lulas, peixes-espada e muitos outros peixinhos coloridos que não sei o nome. MUIITOO IRADO!!! Sem esquecer, claro, do colorido lindíssimo dos corais no chão, mas eu tava pirando mesmo era com os peixinhos… 
Depois de quase umas duas horas fazendo snorkelling e SEM PROTETOR SOLAR!! Chegou mais uma pessoa na Lagoa Azul, era uma austríaca que tinha pagado um pacote bem parecido com o meu e também tinha vindo sozinha.Uma das coisas que mais me impressionou naquela austríaca foi, como podia uma mulher européia (são bonitas, mas sempre magrinhas) ter um par de coxas tão ignorantes como aqueles? Um par de ANCAS de fazer inveja a muita brasileira? Cara, aquilo era muito ignorante!! Eu já passei dos tempos de adolescente, quando ficávamos naquela secura olhando, ou brejando como preferirem, as pernas das meninas quando elas passavam, mas por algumas horas me senti aquele adolescente novamente. Não que estivesse secando a mulher, mas olhando aquela ignorância e tentado pensar como aquilo era possível. Mas a mulher não era só um pedaço de carne, ela era MUIITOO gente boa, engraçadíssima e como ela também tinha vindo sozinha, logo viramos amigos. 
Quando foi a noite, todo mundo foi se recolher cedo, pois não tínhamos nada pra fazer. Eu só achei engraçado um israelense me perguntando se eu sabia se havia algum Pub ou algo parecido pra poder se comprar uma cerveja já que ele não queria dormir cedo. Eu lembro que eu só olhei pra ele com uma cara de “Que porra é essa? Tu tá no meio do nada, cara!! Nem luz elétrica nós não temos e tu quer saber de Pub?” Me contentei em falar um “Claro cara, tu segue ali reto, vira na esquina do Mac Donalds, passa o K-Mart, anda mais um pouco, é fácil de achar, aproveita e passa numa loja que tem lá perto e compra um Pen Drive pra mim pra eu colocar no meu laptop”.. uhaeuhaeuh.. O cara parece que não gostou muito da piada, mas deu uma risadinha e foi dormir.
No outro dia acordamos cedo e fomos visitar as Cavernas Sawa-I-lau, que não hão palavras melhor para se descrever como “maravilhas da natureza esculpidas por Deus”. Essas cavernas são umas cavernas subterrâneas esculpidas pela infiltração das chuvas e de um azul inacreditável!! Nossa.. lindo DEMAIS!!! O grande problema é que não eram aceitas máquinas digitais lá dentro e portanto acabei tendo que procurar as poucas fotos disponíveis na internet para poder publicar aqui. Pegamos uns vinte minutos de barco até chegarmos na caverna. O que era mais legal era que dava pra poder escalar alguns metros e saltar LÁÁÁÁÁÁ DE CIMA na água. O mais alto que eu consegui ir foi a uns 10 ou 12 metros, ainda assim duas vezes, haja vista que as plantas do pés começaram a arder bastante por causa do impacto da água. 




Já os guias fijianos pulavam de umas alturas inacreditáveis, diria que uns 20 metros de altura e depois saiam da água como quem mergulha numa banheira. Depois que fomos embora, consegui bater algumas fotos das belíssimas piscinas naturais do lado de fora da caverna que desde já valeu pelo passeio.

Voltamos e mais uma vez almoço um pedaço de pão e algumas bolachas Bauduco. Convidei a Austríaca p

ra podermos ir fazer mais uns mergulhos, mas a mulher falou que ia esperar quarenta minutos porque um nativo prometeu dar um côco pra ela – Desencana, depois você come esse côco – eu falei. Quando não é a minha surpresa, vem a resposta dela: pode ir, eu vou depois, essa é A PRIMEIRA OPORTUNIDADE QUE EU TENHO PRA COMER CÔCO NA VIDA!!! CARACA!!! A austríaca NUNCA TINHA SEQUER VISTO CÔCO NA VIDA!! Dá pra acreditar? Diante de um fato histórico como esse, “a primeira vez que eu ia ver alguém comendo côco pela primeira vez”, resolvi compartilhar do momento e esperar pra ver a menina comendo o tão sonhado côco dela. Depois dela se deliciar com aquela fruta maravilhosa e exótica (!!!) pedi pra um nativo consertar minhas havaianas quebradas e fomos fazer uma outra trilha, ao redor da ilha pra podermos chegar na Blue Lagoon novamente.

Fomos andando ao redor da ilha e começamos a nos deparar com uns terrenos alagadiços, um cheiro meio desagradável começou a se fazer presente e o que eu mais temia se concretizava. Co

meçamos a entrar num manguezal. Comecei a ficar injuriado, porque não tem lugar pior pra você caminhar do que em um mangue, lugarzinho fedido e ruim do caramba!! Mas acontece que SÓ EU pensava assim. Já a austríaca simplesmente PIRRROUUUU!!! A MULHER PIROU O CABEÇÃO quando olhou aqueles manguezais!!! Ixi maria, mas ela pulava e batia foto e pegava nas plantas e corria de novo e pegava lama e pedia pra eu bater foto!!! – Nossa, mas isso é lindo demais, nossa que plantas lindas!! Olha o formato delas, que formato mais singular, olha como elas são tortas, olha como elas são lindas, vai bate mais uma foto pra mim!!! – ela dizia. 
Sério, comecei a olhar pra ela com uma cara de “QUE PORRA É ESSA? TU TÁ PIRADA MULHER? Desgraça, ISSO É MANGUE!!! TU NUNCA VIU MANGUE?” Além de nunca ter visto côco agora a mulher nunca tinha visto mangue na vida!! Na hora que eu comecei a encher o saco dela que ela nunca tinha mangue na vida, ela só virou pra mim e falou: Vem cá, meu filho, tu já viste neve na vida? Tu já fizeste esqui? Tu já fizeste SnowBoard? Respondi que não – Pois eu penso o mesmo sobre você “Como assim você nunca viu neve na vida”? Juro que depois dessa eu baixei a cabeça, coloquei o rabinho entre as pernas e comecei a gritar MANGUE!! MANGUE!! Olha como é lindo!!! Bate uma foto pra mim, Rafaela!! Uuhaeuhae.. quem fala o que quer ouve o que não quer!!!


Mas a melhor parte foi depois, começamos a achar que talvez fosse impossível dar a volta na ilha por aquele lado e então começamos a pensar em voltar. Chegou uma hora que teríamos que atravessar algo como uns 200 metros de distância com a água nos joelhos pra podermos continuar, ela pensou em desistir, pois poderíamos atravessar isso tudo e no final não ter saída. Acabou que eu falei pra ela: Fica aí que eu vou ver se dá pra gente prosseguir, só fica de olho na minha MOCHILA e nas minhas CHINELAS pra água poder não levar. Fui lááááá do outro lado pra poder ver como era e vi que tinha saída, quando eu volto pra pegar as minhas coisas eu só pergunto CADÊ MINHAS CHINELAS???? Acredita que a mulher ficou olhando eu andando e não ficou de olho nas minhas havaianas? Resultado: A maré levou minhas sandálias EMBORA!! Fazer a trilha descalço não tinha problema, mas e o que fazer nos outros SEIS DIAS que eu tinha em FIJI? Sério, não tinha um K-mart ou Casas Bahia nas ilhas que estávamos visitando, eram só os moradores, um resort e mais nada!!!Não deu outra, de cabelo comprido, preto de sol e sem fazer a barba por não ter mais gilete, virei um belíssimo homem das cavernas passando os outros dias SEIS DIAS andando DESCALÇO. Maranhense do pé casco duro é assim mesmo!!! Mas pra completar a história, quando fomos mergulhar na Lagoa Azul novam

ente acontece a melhor do dia. Eu estava andando na areia, em direção aos corais e o que acontece? Sinto só aquela pontada no meu pé descalço, inicialmente eu achava que eu tinha pisado em um espinho ou algo do tipo. Eu me sentei e levantei o meu pé pra ver o que tinha acontecido na sola e o que eu vejo? Um caranguejozinho, de uns 5 cm, pendurado na minha sola do pé!! O cidadão teve as manhas de me ferroar e NÃO SOLTAR!! Juro que fiquei uns 30 segundos só encarando o cidadão pra ver qual é da dele, mas esta primeira estratégia não funcionou, o caranguejo achou agradável brincar de rapel encravando as suas patas na minha carne. Comecei a dar uns petelecos pra ver se o bicho soltava e o caranguejo NÃO LARGAVA DE JEITO NENHUM!! Comecei a ficar puto e só dei um puxão no cidadão. Acabou dando certo, pois o nosso amigo enfim saiu da sola do meu pé, mas claro, não sem antes levar UM NACO DE CARNE DO MEU PÉ COMO SOUVENIR!! Nessa hora eu só olhei pro céu e falei: Senhor, JÁ CHEGA, né? Sério, só podia ser castigo! Fui ferroado por dois seres irracionais, o caranguejo tentando se defender e a Austríaca que não conseguia vigiar um par de havaianas.


Desencana, eu tou em Fiji e tudo é festa. Quando foi no outro dia desci pra Korovou, só que fui pra lá sozinho, já que todos os amigos que eu tinha feito na primeira ilha foram pra uma ilha diferente e eu fui sozinho pra aquela. Pensei: – Que azar da mulesta!!! Mas quando cheguei na outra ilha mudei de idéia, a ilha era IRAAADAAA demais!! Super-mega-hiper bem equipada, tinha mais cara de resort mesmo!! Curti pacas a outra ilha. O grande problema era que tudo era mais caro e o mergulho era BEM pior do que em Nanuya Levu. 
O mais engraçado é que eu já me encontrava bem abatido pelo fato de estar a dois dias comendo pouco nas refeições e sempre completando com biscoito no final e quando tivemos a mini-reunião que sempre ocorre antes de irmos para o nosso quarto, a gerente falou que iríamos ter quatro refeições: Café, Almoço, CHÁ DA TARDE e Jantar. Nus!! Na hora eu pirei!!! Caraca!! Vai ter um chazinho entre as refeições, acabaram-se os períodos de fome!!! Chegamos lá duas da tarde e eu me encontrava faminto, porque o almoço em Nanuya Levu não deu pra encher nem o buraquinho do dente. Como aquelas duas horas demoraram pra poder passar!! Eu olhava pro relógio e o tempo não andava, quando foi quatro horas, começaram a tocar os tambores (é cumpade, parecia “No Limite”, quando os tambores começavam a tocar, hora de traçar o rango!) e eu saí VOOADDO morrendo de fome. Quando eu chego lá, o que tinha? Claro: CHÃ!! Afinal, era um CHÁ DA TARDE!! Mermão, não tinha uma bolacha cream-cracker pra acompanhar a droga do chá, era só o chá mesmo!! E lá fui eu pro quarto pra comer mais biscoito (te amo, bauduco!).

Só um parênteses. Um dos fatos que mais me dava orgulho de ter nascido no Brasil e que se fez bastante presente nesta ilha foi perceber o quanto os caras gostam de brasileiros no exterior. Pô, na hora da apresentação, quando perguntaram de onde eu era e eu falei que era do Brasil a Gerente-geral fez questão de espalhar pra ilha inteira que tinha chegado outro brasileiro na ilha. Pô, todo mundo começou a só me chamar de Brasil a querer trocar idéia comigo a querer conversar comigo. Na Austrália isso vez ou outra acontecia, mas a Austrália é APINHADA de brasileiro. Pela primeira vez eu fui ver como funciona num lugar que brasileiro é raridade. Pois é, meu nome começou a ser Brasil. E isso é o que mais me orgulha em ser brasileiro. Certa vez eu conversava com o Patrick, o sueco que morava comigo, sobre passaportes e o bicho me falava sobre o passaporte sueco. O Patrick nunca precisou sequer tirar um visto de turista na vida, só precisava tirar visto se fosse pra visto de estudo ou de trabalho, ainda sim não precisa apresentar nada e ainda pagava mais barato pelo visto. Já a gente.. deus do céu!! Vai pra Austrália tem que mostrar que faz facul no Brasil, que a mãe tem carro, que o pai ganha tanto, que não vai sumir por lá. Vai pros EUA tem que ser fichado que nem um animal, bater foto da Íris e o diabo a quatro. 
Comecei a ficar com uma invejinha do Patrick, mas logo depois eu vi o quanto o meu passaporte é melhor que o passaporte sueco. O meu passaporte verdinho pode não me dar entrada em todos os países, mas me dá entrada no que é mais importante, que é no coração das pessoas. Fico pensando como as pessoas reagem quando o Patrick fala que é sueco, galera deve falar só um: Sueco? Legal, cara! Já quando eu falo que sou brasileiro, a primeira reação da pessoa é um sorriso, é um gesto amigável, é uma vontade de querer conversar com você, de querer saber de como é o Brasil, se eu jogo futebol, se eu sei dançar… Pô, não sei se isso acontece no mundo inteiro, mas foi algo que pude perceber acontecendo um pouco na Austrália e acontecendo bem em Fiji e posteriormente na África do Sul. E foi o que me fez mudar de idéia. Que se dane os outros passaportes “entre outras mil és tu Brasil, Ó pátria amada!!!”


Mas vamos voltar a ilha. Com certeza, uma das melhores regras da ilha era: “Não é permitido aos hóspedes beber água da caixa d´água”. Beleza, a gente não podia beber água da caixa d´água, mas se não bebesse a água de lá, ia beber água de onde? Da praia? Não existem fontes de águas doces nas pequenas ilhas de Fiji, a única fonte de água doce é a água da chuva e, claro, as águas que são vendidas na cantina ao módico preço de 6 reais. 5 litros de água? Não, 6 reais UM LITRO de água mineral. O pequeno detalhe era que eu já tava quebrado em Fiji, vendendo o almoço pra poder comprar a janta, não ia dar mesmo pra eu comprar 3 litros d´água (o que eu consumo diariamente) todo dia. O que fazer? Ora, quando se é do Maranhão não existe problema, só solução. Cheguei lá, comecei a trocar uma idéia com o gerente e talz, o bicho era mó gente boa. 
Aí depois de quase uma hora conversando, e claro, com a garganta troando de sede, comecei a jogar as idéias no camarada: “Pô, cara, sabe como é, né? Eu só queria saber se não dava pra dar uma flexibilizada nessa regra de comprar água.. Pô parceiro, eu sou que nem vocês, sou o único aqui do resort que sou do hemisfério sul, sou o único daqui que, como vocês, mora em país colonizado, sabe como é, né? Não sou europeu e pá pá pá, meu pai me estuprava quando eu era criança, meu irmão mais velho virou viado, minha irmã de vez em quando roda uma bolsa pra poder ajudar no sustento da família, será se não dava pra eu pegar um gole d´água de vez em quando?” Rapaz, o bicho riu pra porra quando eu falei isso (gente, real, meu pai não me estuprava quando eu era criança!!!! desculpa, pai, mas eu tinha que dar um jeito de pegar água de graça.. uhaeuhauhaeuh,) e falou: “Pô Brasil, tu é um cara gente boa pacas, não vou dizer pra ti que você pode pegar essa água de boa, faz o seguinte, quando for meia noite eles desligam todas as luzes, aí quando desligarem as luzes, tu vem aqui voado no escuro, enche umas garrafas d´água, corre pro teu quarto e não fala pra ninguém que tu tá pegando essa água, senão vai dar sujeira pra mim”. Rapaz, eu fiquei mais feliz que pinto no lixo. Quando era de noite era muito engraçado, pois todo mundo ia dormir 10 da noite já que não havia nada pra fazer a noite, aí eu deitava na cama, dava boa noite pra todo mundo e quando era meia noite eu saía num passo leevee, mais silencioso que ladrão em joalheria, saía do quarto, saía mais rápido que o Felipe Massa, enchia duas garrafas d´água e corria de novo pra cama. Sério, eu me sentia o James Bond roubando água dos russos. Era muito engraçado. O melhor era no outro dia de manhã, as inglesas quando olhavam as garrafas cheia d´água vinham me perguntar: Pô, Brasil, porque você sempre compra duas garrafas d´água ao mesmo tempo? – É pra não ir duas vezes eu – eu respondia.. uhauheauehuehua


galera… já tou no maranhão… mas não percam… em 3 ou 4 dias o último capítulo sobre Fiji..

abraços maranhenses

Um maranhense vai à Fiji

Êpa! Dê aí um pitôco no seu rádio! Está começando agora mais um capítulo do blog “Vida e morte nordestina”, com o título “Um maranhense vai à Fiji”Pois é galera, como foi prometido, vamos começar agora a narração de nossa aventura rumo ao arquipélago Fijiano no meio do Oceano Pacífico.Não lembro se eu postei em blogs anteriores, mas antes mesmo de vim pra cá pra Austrália, havia várias coisas que eu sonhava em fazer e uma delas era passar uma semana em Fiji. Depois de vários blogs “Chapéu de otário é marreta”, cada dia que passava parecia que eu não conseguiria sequer me sustentar aqui pela Austrália. Mas graças a deus a curva seno converteu-se numa curva tangente e eu consegui juntar uma graninha e pude pagar a minha viagem pra Fiji.Antes de começar a contar os fatos acontecidos, é de extrema importância que eu explicite algumas curiosidades sobre Fiji pra vocês se situarem melhor. Fiji é um arquipélago situado no meio do Oceano Pacífico e que possui uma sucinta curiosidade, o arquipélago é cortado pela linha internacional de Data, logo, o primeiro nascer do sol do Mundo e o último pôr-do-sol são ambos em Fiji (o que faz o principal jornal fijiano trazer estampado na primeira página, com orgulho, a frase “Este foi o primeiro jornal publicado hoje em todo o mundo”).

A regra geral do pais e’ aonde voce for ou o que quer que voce queria fazer diga sempre: “BUUULLAAAAA!!!!”. Bula significa “Ola” na lingua nativa Fijiana e os caras ficam profudamentes felizes quando voce manda um BUULLAAAA!!! bem animado pra eles. Por todo canto o que voce mais escuta e’ Bula!!! Isso nao deixa de ser bem legal. O arquipélago é uma ex-colônia britânica e o Inglês é uma de suas línguas oficiais junto com a língua nativa Fijiana. Portanto não tive grandes problemas pra me comunicar já que todo mundo em Fiji manda bem no Inglês e inclusive os jornais que são vendidos nas bancas são na língua da rainha. Assim como a Austrália, Fiji também tem todas aquelas frescuras de países participantes de “súditos da rainha da Inglaterra”, imagem da rainha nas notas de dinheiro e na parte de tras das moedas. O país é em si bem pobre, depedendo basicamente da exportação de cana de açúcar e do turismo para poder mover a sua economia. Por dependerem bastante do turismo, os fijianos costumam ser bem simpaticos com a gente, portanto, ao avistar uma pessoa que parece ser um turista o Fijiano sempre cumprimenta com um animado “Bula”. O país é em si formado por mais de 300 ilhas diferentes, sendo que praticamente a metade não são povoadas. Há duas ilhas maiores e principais onde se concentram a população e as suas principais cidades e várias outras ilhas menores, que quando são povoadas, não tem NADA nelas, a não ser um resort e uma pequena vila pra galera que trabalha la poder morar.

Quando você compra o pacote pelos passeios pelas ilhas, você paga numa tacada hospedagem, passeios e refeições (café, almoço e jantar). Sai daqui da Austrália com duzentos dólares no bolso e deu pra viver muito bem por lá, ate sobrou, já que os meus gastos se limitaram em algumas bugigangas pra amigos, táxis e a minha hospedagem no último dia.Depois dessa breve explanação acerca do arquipélago vamos começar a narração. Eu progamei minha viagem pra dar tudo certo desde o começo. Marquei meu vôo pra poder sair numa segunda feira às seis da manhã, assim que terminasse o meu último dia de trabalho no hotel, eu não precisaria nem dormir, já iria direito para o aeroporto. E não deu outra, dois dias antes da minha viagem me foi avisado que iria rolar a despedida de um dos nossos brothers daqui da Austrália, o Fábio estaria voltando para o Brasil e portanto a galera iria tomar uma cerveja na casa do Yves no domingo a noite. Fechou fechado! Terminei o meu trabalho exatamente a meia-noite, passei no staff room, fiz alguns sanduíches e coloquei na bolsa (vocês vão já entender porque). Só que depois do trabalho, me apareceu um problema, um GRANDE problema, minha máquina digital se encontrava apinhada de fotos e eu precisava descarregá-la de alguma maneira, pois, ir pra Fiji sem bater foto não dá, né? Comecei a ficar desesperado, mas quando cheguei na casa d
o Yves apareceu aquele anjo, aquela peça escultural, aquela que Tim Maia já dizia ser “é mais do que sei, é mais que pensei, é mais que esperava”, o que Pixinguinha dizia ser “de deus a soberana flor, de deus a criação, que em todo coração sepultas um amor”, apareceu a Dani que se dispôs a sair mais cedo da festa pra podermos ir na casa dela pra poder descarregar as fotos e de quebra aquele anjo ainda se dispôs a entregar os meus últimos time sheets na Pinnacle, só tenho uma coisa a dizer: DANI, apesar de voce ser carioca, TE AMO!!!

Depois de descarregar as fotos, peguei o táxi correndo e, LÓGICO, como eu iria fazer uma viagem INTERNACIONAL pedi ao taxista que me levasse no aeroporto INTERNACIONAL de Sydney. Chegando lá, fiquei peruando por dentro do aeroporto, mas perdido que calcinha em lua de mel, procurando aonde eu poderia embarcar. O mais engraçado é que o aeroporto parecia filme de Faroeste, não tinha quase ninguém por lá, todos os pontos de informação se encontravam VAZIOS!! Comecei a ficar mais angustiado que barata de cabeça pra baixo, afinal, a hora do meu voô se aproximava. Depois de um bom tempo peruando pelo aeroporto encontro um cidadão que me informava que eu não iria pegar o avião naquele aeroporto, mas sim que iria ter que embarcar no OUTRO aeroporto de Sydney, no aeroporto DOMÉSTICO, pois afinal eu iria pegar um avião em Sydney e outro diferente em Brisbaine. Beleza, e lá vou eu pagar mais DEZ DÓLARES de táxi pra largar de ser bobo. Pego meu avião e o que eu descubro? Como eu estava suspeitando o avião NÃO TINHA SERVIÇO DE BORDO, um sanduíche custava a “bagatela” de apenas CINCO DÓLARES AUSTRALIANOS (diria que meio táxi que eu paguei de bobo). Lá vai claudiomarzinho ter que pegar os sanduíches que havia feito no hotel pra comer dentro do avião. Depois de vários anos abominando os seres farofeiros que empinham as praias de São Luís, agora chegou a hora do pobre do Claudiomar ter que levar a quentinha pra fazer a farofa dentro do avião. Depois de anos pegando BRA pra ir e voltar de São Luís eu nunca achava que algo poderia ficar pior. Tá certo que a BRA te dá um pão com queijo e um bis, mas pelo menos ele te dão algo pra comer, eles não te cobram 10 dólares por refeição. Deus do céu, como as coisas podem piorar tão fácil? Digo e repito, sovinar um pedaco de pao e um refrigerante dentro do aviao é algo que ninguém merece MESMO!!!!! A viagem transcorreu, na medida do possível, normalmente, só destacando o fato de, antes de embarcar, todo mundo tinha que ficar descalço!! Não obstante neguinho colocar as malas no decector de metal, agora também temos que botar os sapatos para vôos internacionais. Eu, mais esperto, não tive esse problema, tava de havaianas.. uhahuhuhaa.

O massa foi na hora de chegar em Fiji! Na hora que eu desci do avião veio só aquele bafão QUENTE!! Nossa, mas eu já quase havia esquecido como é morar nos trópicos. Peguei a van pro meu hotel e no caminho conheci um suíço que estava viajando sozinho e, portanto, logo ficamos amigos e conheci um italiano que viajava com uma japonesa, ambos gente finíssimas. Rapaz, que coisa de louco era aquela? Quando eu entrei no hotel eu só pensei: Eu paguei POR TUDO ISSO? Comecei a ficar mais feliz que pinto no lixo. A recepção era algo de louco: Ar-condicionado, limpíssima, pintura nova quadros de arte e talz. Um cheiro de perfume de rosas tomava conta do ambiente. Cheguei na recepção e pedi as minhas chaves, a recepcionista foi lá e me deu as chaves do meu quarto e falou que alguém ia me levar ate la. Ela também me disse que eu ia dividir quarto com duas outras meninas, uma inglesa e uma americana. Eu até fiquei feliz na hora. Imagina? Se uma das duas fosse gatinha eu já chegava no Go Go Fight no pescoço dela com todo o meu charme de Latin Lover. Pra ser sincero, eu juro que eu imaginei aquela cena a noite, ela falando comigo… – Pôxa, eu tou aqui em Fiji, dormindo sozinha, não volto aqui nunca mais, não queres ser meu cobertor, meu maranhense lindo? Nao queres me fazer uma massagem por dentro? VAMO MEU LATINO FOGOSO!!!! Me chama de largatixa e me joga na parede!!! Me chama de gaveta e me desarruma toda!!!!

Depois que eu vi o naipe das bichinhas, eu juro que me deu vontade de dormir trancado no banheiro. A pobre da americana era mais pesada que sono de surdo e a inglesa mais feia que briga de foice no escuro. – Melhor guardar energias pra poder mergulhar amanhã – eu pensei. Mas beleza, o cara que ia me levar no meu quarto apareceu. Rapaz, nessa hora o sonho acabou. Quando eu prestei melhor atenção, o ar-condicionado era só pra recepção. O cara pegou uma mochila minha, saiu andando, não deu nem bom dia. Na hora que o bicho abre a porta da recepção e a gente caiu pra fora, veio só aquele bafão quente de Fiji de novo. O cidadão me levou até uma escada de madeira que, sem brincadeira, eu não sei como ainda está de pé dado o estado de podridão de alguns dos seus pedestais que a cada pisada mais forte quebrava de tão mofado. Começamos a sair em busca do quarto Paradise (que ironia) e cada vez mais que adentrávamos as paredes ficavam mais descascadas e mofadas. Quando eu entrei no meu quarto eu comecei a me perguntar se não seria uma idéia melhor eu dormir do lado de fora, no meio do mato. O quarto era mal iluminado, o chuveiro pingava ao invés de molhar e a cama tinha sequer um lençol pra cobrí-la. – Não paguei por um resort, pensava tentando me conformar.

Depois de um tempo resolvo dar uma volta pela cidade, mas vou te dizer, seria melhor que não tivesse. Nadi é a segunda cidade mais importante de Fiji. Eu gostaria de conhecer as menos importantes. O centro da cidade não tem simplesmente NADA e’ só uma galera andando de um lado pro outro, todo mundo DESCALÇO e falando Bula!!!! pra você (já que dava pra perceber que eu era forasteiro). Eu sai andando no centro da cidade a procura de algo ou alguém com que eu pudesse bater uma foto.

Não precisou nem descer do táxi pra já começar a ser abordado. O táxi nem parou direito e já veio uma maozona abrindo a porta. Era um Fijiano de uma loja do lado que praticamente me enfiou dentro da loja dele, falando que era muito legal e blá-blá-blá. Nessa hora lembrei de um dos dizeres nordestinos que eu mais admiro. Nossa Senhora tentando defender João Grilo durante o Auto da Compadecida dizia: “A esperteza e’ a arma do pobre”, mas e’ mesmo. O cara perguntou meu nome e de onde eu era, quando eu falei que era do Brasil o bicho começou a me tratar de um jeito tao, mas TAO gente boa que eu me senti na obrigação de comprar algo na loja dele, acabou que comprei um cartão e algumas bugigangas pra levar de lembrança pro Brasil, gostei tanto do bicho que pedi ate pra bater uma foto com o cidadão, caraca, que bicho gente boa.

Depois de praticamente ser arrastado pra dentro da loja e de comprar algumas bugigangas resolvo dar uma chegada no supermercado pra, como diz os paulistanos, “ver de qual e’ “. Comecei a andar por la e qual não é o meu espanto ao andar pela sessão de bolachas e biscoitos e me deparar com waffers… waffers… waffers ESCRITOS EM PORTUGUÊS!!! Caraca!!! Eu juro que eu pirei na hora!!! Que porra e’ essa???? Quando eu fui ler onde era produzido, a minha surpresa: “Fabricado em Guarulhos-SP”. Mas assim, em português mesmo. Caraca como fiquei espantado em encontrar produtos brasileiros perdidos no meio do oceano pacifico, me senti na obrigação de comprar dois ao menos pra poder bater uma foto. Acabou que esses biscoitos fotogênicos salvaram a minha vida em Fiji, como vou contar mais posteriormente. Depois de pegar os waffers brasileiros no balcão e ir cantando o hino nacional em direção ao caixa comecei a dar um role pela centro da cidade quando DO NADA aparece um fijiano e começa a falar comigo. O bicho veio com uma conversa de quem não quer nada, mordiscando pelos cantos que nem gato comendo feijão quente. “E ai cara, como ta e talz?”. Fui tentando desconversar, mas o bicho era insistente, depois eu vi o real motivo que o cidadão tava querendo conversar comigo, ele só me perguntou: “E ai cara, você fuma? Vamo experimentar a maconha fijiana?” Nessa hora a ficha caiu e comecei a perceber o perigo que eu poderia estar passando, sozinho no meio do centro de Fiji, com quase 200 dólares na bolsa e uma câmera digital. Falei que não, mas o cara continuou insistindo, nao dei outra, falei tchau pra ele, peguei o primeiro táxi que eu vi e desci correndo pro meu albergue.. ta louco? Eu fui logo esperar o outro dia que o batente pras ilhas seria cedo..

Galera… vou acabar o primeiro capitulo aqui… tou numa lan house na Africa do Sul pagando quase 5 reais a hora e ainda por cima no meio da “ChinaTown sul-africana” (esses bichos tao em todo canto) e ainda por cima o chines que cuida dos pcs aqui não fala inglês… por isso tou passando só raiva… melhor eu ir logo que meu dinheiro ta acabando… próximos post semana que vem!!! não percam!!!! nele vou contar como foram as belíssimas piscinas de águas azuis cristalinas de Fiji e, claro, muita confusão…

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Falta de tempo e SAÍ EM UM JORNAL DA PARAÍBA!!!!!!

Então galera, cheguei ontem da viagem que fiz pra Fiji. Foi algo simplesmente IRAAADDOOO!! Fiquei 6 dias enfiado no meio do mato comendo quase nada, parecia até treinamento do exército, pode apostar que perdi uns 3 kilos nessa viagem. O problema é que agora cheguei aqui em Sydney e o tempo anda mais curto que coice de porco. Estou me desdobrando em vinte para poder falar com a galera inteira, me despedir de todo mundo e marcar a minha despedida. Mas podem ficar tranquilos que o que não vai faltar é história de Fiji. A viagem teve, na medida do possível, várias cenas MUITO engraçadas, típicas das histórias dos derradeiros primórdios do blog, fotos SENSACIONAIS, muitas reflexões e explanações sobre a vida em Fiji. O problema é que vai acabar saindo grande, BEM GRANDE!!! Mas podem ficar tranquilos, não vou soltar tudo de uma vez, senão a galera acaba não lendo e não curtindo tudo como deve ser, vou soltar em doses homeopáticas, pra galera ir curtindo beeemm devargazinho. E claro, depois de Fiji vai ter algo sobre a minha viagem pra África do Sul, por isso tou prevendo que vou passar uns 2 meses escrevendo mesmo quando chegar no Brasil, mas de boa, o que não falta é história pra contar e disposição pra escrever, ainda mais QUE:

Acabou saindo algo sobre mim em um jornal da Paraíba. Quem mandou para o jornal o endereço do blog ainda se encontra um mistério. Pensei que meu pai tinha o dedo no meio, mas acabou que meu pai me confessou que ele nada tinha ver com a morte da bezerra, nada tinha a ver com a publicação. Anyway, vai aí a foto scaneada. Pra quem enviou pro jornal, aceite os meus mais sinceros agradecimentos e podem esperar que antes do final da semana eu já tento mandar algo sobre Fiji.

abraços maranhenses

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blogs finais…

Esses dias eu vinha pensando a total “chatização” em que se encontrava o blog. De posts cada vez mais engracados, estávamos caminhando para blogs entediantes, sem aventuras e atropelos. Tudo isso por “culpa” da minha vida na Austrália que enfim estava tomando um rumo e comecando a ficar estável. Saímos de um quadro em que eu ficava selecionando as histórias que eu iria colocar no blog para um quadro em que eu comecava a procurar alguma coisa que fosse interessante ou pelo menos engracada pra poder escrever. Minha vida estava muito, mas MUITO entediante, pois eu estava trabalhando sete dias sem parar, logo tudo resumiu-se a um acorda-come-espera algumas horas-vai trabalhar-dorme-acorda. Se por um lado havia este ponto ruim de não ter mais tempo pra fazer nada, por um lado havia a vantagem de estar juntando um grana massa. Mas parece que tudo agora vai ter fim. Segunda-feira passada o Chef chegou pra mim com os horários que eu iria trabalhar na próxima semana. Quando eu olhei aquele troco, confesso que me assustei com a quantidades de horários em branco que se faziam presentes. Eu iria trabalhar apenas DOIS DIAS na próxima semana. Eita diacho, na hora eu comecei a ficar mais desesperado que ateu no dia do juízo final. Ainda tentei conversar com o chef pra ver se rolava de trabalhar no sábado e no domingo, já que eles estavam precisando de gente pra poder trabalhar de manha, mas depois daquele fim de semana fatídico não teve nem conversa, vou trabalhar só dois dias essa semana mesmo. Pelo menos na próxima semana volta ao normal e eu vou voltar a trabalhar 6 vezes.

Como agora eu tou cheio de day-offs eu vou poder curtir um pouco mais da Austrália. Sem falar que eu acho que o chef descobriu que dia que eu mais precisaria de folgas, pois um outro amigo da minha sala de relacoes internacionais da UNB está chegando esses sábado aqui em Sydney, logo seremos 3 internacionalistas (quase 10 por cento do meu semestre) desbravando a Austrália. Mas vamos voltar ao blog. Semana passada, não sei o que foi que ocorreu, mas um dos DishWashers Masters não pôde ir ao trabalho e acabou que eu tive que substituí-lo. Mas acontece que eu, com meus parcos 4 meses de experiência, fui selecionado pra substituir um cara com mais de VINTE anos de trabalho, então não precisa falar a confusão que deu, né? Lembro até hoje, foi uma sexta feira. O chef chegou mó de boa pra poder conversar comigo e falar sobre como seria o dia e tal, que seria a primeira vez que eu iria trabalhar sem um Dishwasher experiente e o pior, com um outro Dishwasher que seria enviado pela agência de emprego, logo eu teria que ensinar TUDO pra ele. Perguntou se eu achava que ia aguentar. Eu, marrento do jeito que sou, só falei um “claro” e corri pro abraco. Eu comecei a trabalhar as quatro da tarde e sozinho (o nosso amigo só chegaria pra trabalhar às sete da noite), tudo tranquilo, o servico tava sendo de boa, consegui cuidar dos quatro setores sem ter mais problemas. Eu me encontrava numa expectativa esperando quem seria o nosso amigo que a agência ia mandar pra trabalhar comigo, torcendo bastante pra que o cara fosse brasuca. Quando deu sete horas, deus do céu, o que apareceu? Um INDIANO, CLARO!!! Caramba, que raiva dos infernos!!! E não bastando o cara ser indiano o cara ainda era CEGO DE UM OLHO!! Na hora eu só pensei: “Rapaz a agência só pode estar querendo me matar, não bastando eu estar trabalhando sozinho eles ainda me mandam um cara CAOLHO? Os bichos foram diretamente na terra de cego pra chamar o rei pra trabalhar comigo?” Mas tudo bem, vamos lá, pra mim tudo é festa. Acabou que o bicho conseguiu fazer o servico dele sem muitos atropelos, o problema foi só na hora de limpar as cozinhas, como foi um desespero aquilo tudo. Teve um momento que foi até engracado, eu fui comecar a limpar a última cozinha, plena MEIA NOITE E MEIA. Rapaz, pense num cara que tava de saco cheio? Já tava puto da vida e comecei a limpar foi de qualquer jeito a cozinha. Teve uma hora que eu fui limpar a assadeira e o pano que dantes era branco ficou completamente PRETO, com preguica de ir na cozinha maior pra poder procurar outro pano eu comecei foi a “limpar” a pia com aquele pano mesmo. Rapaz, mas foi na mesma hora, DO NADA, entra o GERENTE-GERAL, o cara mais bam-bam-bam do hotel e comeca a passear dentro da cozinha que eu tava limpando. Na hora eu comecei a imaginar o que levaria um miserável daquele a querer ficar bundando por dentro da minha cozinha quase uma hora da manhã. É muita falta do que fazer, né? Caraca, eu tomei um susto, na hora eu só pensei uma coisa: “Tou despedido”. Quando eu vi o cara dentro da cozinha, eu nem pensei duas vezes, na mesma hora eu joguei a toalha, mais suja que arroto de corvo, no lixo e comecei a fingir que estava esfregando a pia com a luva, gracas a deus que o bicho não percebeu a cagada que eu tava fazendo. Quando foi no outro dia, foi só esperar pra ouvir a esculhambacao do Chef pela lambanca que eu havia feito na cozinha. Ele só chegou falando: “Man, you fucked me yesterday, você deixou um bando de “shit” aqui na main kitchen, a small kitchen tá um caos, os panos da cozinha foram jogados no lixo (o caolho idiota jogou fora os panos ao invés de colocar pra lavar) e os trolleys ficaram jogados por todos os cantos, eu sei que você tentou fazer o seu melhor, mas o seu melhor ficou MUITO AQUÉM do que eu esperava, fique tranquilo que eu NUNCA mais faco isso novamente.”

Depois de algumas semanas trabalhando mais que um cachorro sarnento, acho que já era a hora de eu começar a curtir um pouco mais o parco tempo que ainda me resta aqui pela Austrália. Em apenas um mês pego meu avião em direção à África do Sul e depois em direção ao Brasil, logo, a hora é agora. No sábado, como de costume, eu sabia que eu iria ter que, mais uma vez, trabalhar que nem um condenado, já que sábado é quando os restaurantes do hotel realmente BOMBAM!! Por isso saí combinando com a galera pra poder descobrir qual seria a melhor festa para se poder ir às 2 e meia da manhã que seria a hora que eu seria liberado do trabalho. Conversei com todo mundo e a proposta que me saiu mais razoável foi a de descer pra uma festa na casa da polonesa que iria começar simplesmente às CINCO E MEIA DA MANHÃ. Comecei a me perguntar o que faria esta mulher marcar uma festa uma hora dessas, mas confesso que depois desisti. Fui para o meu trabalho normalmente e comecei a dar conta do meu serviço. Quando tou no meio do trabalho, Jonh, o outro DishWasher, me explicita que iria ocorrer uma festa, uma “house party” na casa de alguns caras que trabalhavam com a gente. Perguntei se as garçonetes e as camareiras haviam sido convidadas e recebi um sonoro SIM. Eita, mas nessa hora eu fiquei mais feliz que menino em loja de doce. Quando ele me perguntou se eu queria ir eu só falei: VAMO!!! O grande problema era que todo mundo terminava o trabalho às onze e meia e apenas eu e o Jonnhy iríamos terminar o trabalho mais tarde, ou seja, chegaríamos meio que no meio festa (esse meio que no meio ficou feio, né?). Terminamos o nosso trabalho em tempo de bala, quase uma hora da manhã e na hora que a gente tava pra pegar um táxi eu, com minha bela cara de pau, consegui um carona. Descemos pra casa do bicho e lá, mais uma vez, como não poderia deixar de ser em uma festa australiana, maconha por todo canto. O número de mulheres dentro da casa tendia a zero, apenas duas para mais de 20 marmanjos e quando eu cheguei, já não tinha mais nada pra beber, só tinha, claro, maconha. Caraca, são coisas como essa que me deixam impressionado aqui na Austrália, como os bichos daqui não podem viver sem maconha. Às vezes acontece da galera convidar a gente pra uma festa e cê chega lá não tem nada, não tem cerveja, não tem mulher, SÓ TEM MACONHA!!! Pode faltar tudo aqui, menos maconha. Rapaz, mas apesar de tudo foi engracado, ver aquela galera do trampo, todo mundo mó certinho, mó arrumadinho pra poder atender os hóspedes PIRANDO naquela casa. O que achei mais punk foi ver um dos assistentes de chefs, que no trabalho é um dos caras mais calmos, me recebendo com um colar parecido com aqueles colares de rappers que vão até o umbigo que tinha uma singela folha de cannabis sativa (maconha para os mais íntimos) enrolada na ponta, eu até me assustei.. Tentei ficar no quarto que a galera tava fumando ao menos pra ficar conversando com os bichos, mas o cheiro tava insuportável (pois tivemos o agravante que a polícia chegou pra reclamar do barulho do som e a galera tava com medo dos vizinhos ligarem de novo pra reclamar da fumaça, logo, fecharam-se as janelas), como eu não fumo maconha, eu acabei ficando do lado de fora, respirando um pouco de ar fresco e conversando com a galera “careta”. Engraçado era quando a galera da fumaça vinha conversar com a gente, os olhos parecendo umas bombas!! Rapaz, e tinha um cara lá que o bicho era muito engraçado, o cidadão ficava toda hora falando, eu sou security guard e faço nin-jitsu e capoeira e pá pá pá. Falava isso de cinco em cinco minutos, o pobrezinho bêbaço e com a marijuana já nas idéias. No final da festa, eu contava com o pior meio de incrinação possível, a MINHA MÁQUINA DIGITAL!!! Então foi engraçado sair tirando foto daquela galera dando PT pela casa. No outro dia o Joshua (assistente de chef com o colar) veio me falar que quando ele chegou no quarto dele, não ficou lá tão feliz, o bicho só olha o Jonnhy (o meu parceiro Dishwasher), deitado na cama do Joshua, cama que se encontrava toda vomitada e suja de cerveja, disse que na hora deu foi uma vontade de espancar o nosso pobre amigo Dishwasher, mas acabou que ele esperou o cara acordar pra poder botar o pobrezinho pra limpar. Fora que eu bati uma foto do Thomas, um amigo nosso alemão, destruindo o sofá da casa. Depois dessa festa eu só coloquei uma coisa na cabeça, festa australiana NUNCA MAIS!!!

e galera.. temo dizer, mas este agora vai ser o meu antepenúltimo blog antes de eu voltar para o Brasil, eu venho me divertindo bastante escrevendo, recebendo comentários de gente que eu nunca vi na vida, mas acontece que estou quase para ir embora e o blog me toma MUITO tempo, só tenho mais uma semana na austrália e depois tou indo pra Fiji, logo gostaria de aproveitar mais o meu tempo aqui na Austrália. Vou ver se escrevo algo daqui a duas semanas quando eu voltar de Fiji e depois algo sobre a minha viagem pra África do Sul. Mas sério… vou deixando de mão mesmo… é com muita dor no coração que falo isso. Ainda há o agravante que minha vida anda muito “normal”, logo as minhas histórias perderam totalmente a graça e o blog está se tornando bem chato… Mas anyway… vejo vocês daqui a duas semanas. Foi muito legal enquanto durou…

obs: enfim eu vi a porra do canguru e do coala, agora posso mudar o título do blog..

abraços maranhenses

fim da funcao seno??

Apesar de eu já ter escrito algo parecido umas três ouquatro vezes, agora é definitivo, ACABOU!!! ACABOUgráfico da função seno, ACABOU desespero, ACABOUpobreza!!!!! Enfim eu acho que agora a minha vidaacabou pegando um jeito.

Depois de alguns posts escrevendo que minha vida aquina austrália mais parece um gráfico da função seno,digamos que agora mudamos a representação gráfica…viramos agora um gráfico FUNÇÃ

O TANGENTE!!! Meu deus do céu!! Saímos do ponto máximo da reta seno e agoracaminhamos felizmente e alegremente pela curvatangente. Para ser mais fácil a compreensão vamos pôrno gráfico (vocês entenderam o trocadilho, né?)


Antes de começar a escrever o blog!! O dia7 defevereiro foi um dia fatídico!!! Comprei minhapassagem pra Fiji!!! Atenção navegantes, próximaparada: FIJI!!! O melhor é que o voô é dia 27 às SEISE MEIA DA MANHÃ e tenho que estar no aeroporto àsQUATRO E MEIA DA MANHÃ!!! Ah sim, dia 26 de fevereiro,meu trabalho vai até as uma da manhã de 27 defevereiro, logo, façam as contas de quantas horas euvou dormir 😛 Mas apesar disso… tudo é festa!!!!

Como eu já tinha falado, o chef da cozinha que eutrabalho gostou MUITO do meu trabalho. Agora eu nãoespero mais nem a minha agência de emprego me ligarfalando os horários que eu vou trabalhar. Eu sempretou trabalhando e ele já vem com a tabelinha dehorário e me mostra os horários que eu tenho quetrabalhar… Inclusive a última vez que ele veio memostrar foi até engraçado. Geralmente a galera aqui naAustrália quando está pra ir embora pra casa e estáafim de dar um último gás pra fazer uma grana massa,leva um lero com o patrão pra poder ver se podetrabalhar mais já que está pra ir embora e talz… -Pô, chef, eu tou indo embora, tou querendo fazer umagrana, tou querendo fazer uma viagem legal, dá prosenhor me liberar mais algumas horas pra eu podertrabalhar? Dá pra arrumar mais uns shifts? Eu, claro,já estou nessa fase, de estar indo embora e como depraxe também deveria estar do mesmo jeito que agalera, pedindo quantos shifts fossem possíveis. Faleibem, eu DEVERIA estar assim. Poxa, eu nunca fui umcara lá tão hardworking assim, nunca trabalhei noBrasil e, querendo ou não, a grana que eu ando fazendotrabalhando no hotel dá pra eu viver SUPER de boa eainda deu pra eu pagar a minha viagem pra Fiji!!!Logo, pra que trabalhar que nem um condenado? Eu tou ésuper de boa. Pois é, voltando. Por estar em períodode férias, eu tenho o direito de trabalhar mais que 20horas por semana legalmente, logo o chef esses diascostuma não estar tendo pena de mim. Foi engraçadoquando o bicho chegou pra mim no domingo me mostrandoa minha tábua de horário da próxima semana e perguntase eu poderia trabalhar todos os dias que estavamnela. Quando eu olhei, tinham shifts de QUARTA a TERÇAfeira da outra semana, mais uma vez TRABALHAR SETEVEZES POR SEMANA. Quando eu vi aquela grade de horárioseu … “fiquei assutado, maria chorando começou a meexplicar, daí então eu fiquei aliviado e dei graças adeus que ela foi no meu lugar, roda roda vira, soltaroda e vem, me passaram a mão na bunda e eu ainda nãocomi ninguém…” ops.. me empolguei. Voltando, fiqueimais assustado que véia em canoa, na hora eu só mandeium: “Pô chef, tem como o senhor me dá pelo MENOS UMDAY-OFF?”. Rapaz, o cara não quis nem conversa: – “Dayoff? Vamo fazer dinheiro, cara, você não quer viajar?Vamo trabalhar, pô, vamos lá!!! Aproveita que a granaé boa e pá pá pá”, na hora até parecia que eu era ochef e ele que era o empregado. Acabou que não teveconversa, lá vou eu ter que trabalhar mais uma semanasem tirar um dia só pra descansar.

Eu já tinha postado algo sobre o turco. Volto a postarnovamente. Confesso que eu fiquei meio que assustadoquando eu vi que dos sete dias que eu ia trabalhar,cinco eram com o turco. Comecei a me perguntar como euiria fazer pra poder aguentar o bicho, pois como eudisse, o bicho é mais mal humorado que o seu Lunga,mas depois de uns tempos eu parei pra perceber que eleé o melhor cara pra se trabalhar de todos osDishWashers. Antes vamos falar um pouco mais do bicho.O Metan é um turco-australiano, ele nasceu naAustrália, mas viveu a vida inteira na Turquia, logoele tem livre acesso à Austrália. Ele só vem de temposem tempos pra Austrália pra fazer uma grana e depoisviver uma vida de Playboy na Turquia. E olha que obicho faz uma grana MESMO!! Ele me falou quegeralmente dorme 4 horas por noite, mas que estesúltimos dias ele vem dormindo de 1 a 2 horas pornoite, já que quer dar um último gás pra poder voltarpara a Turquia. Ele chega a trabalhar quase 16 horaspor dia, isso recebendo no mínimo 20 dólares por hora(é só fazer as contas). O mais engraçado do bicho é queTODO DIA quando ele vai pegar o break dele, ele sócome a mesma coisa: PÃO DE ALHO!!! Mas é todo dia, épão de alho, sem nada a mais, pão de alho e ponto. Eufui perguntar pra ele porque ele não come outra comidano restaurante ao invés de comer só aquele bendito pãode alho e ele me falou com toda a delicadeza que lhepertence: Why do I have to eat another shit? GarlicBread is enough!! And Garlic Bread is the unique foodthat they don’t do in this fucking restaurant. Como eudisse, o bicho é um doce mesmo, um bombom de alho, eudiria. Ele já trabalha nesse trabalho há algumasdécadas o que faz dele um cara MUITO rápido e, sembrincadeira, um dos mais respeitados naquele hotel.Portanto, trabalhando com ele eu me sinto seguro prafazer qualquer cagada, pois, na última das hipótesesdiga: “Foi o Metan que mandou” e tudo está resolvido.Só pra citar um exemplo. Temos vários trolleysdiferentes no restaurante, mas tem um trolley que SÓos dishwasher podem utilizar e ninguém mais pode tocarneles e todo mundo sabe disso. Outro dia o Metan tirouum break e eu fiquei trabalhando lá sozinho. Do nada ochef apareceu e me mandou pegar esse trolley sagrado elevar pra cozinha de cima: – Mas o trolley não era praser só dos dishwashers, Chef? Ele so responde: Faz o que eu tou mandando! Beleza, eu levei e fiquei sóesperando o Metan chegar. Rapaz, quando esse carachega e sente a falta do trolley ele só fala comsangue nos olhos: WHERE IS THE FUCKING TROLLEY? Eu,com uma certa distância de segurança, respondi que ochef tinha mandado eu levar o trolley pra cima. Elenão quis nem conversa: – POIS VÁ PEGAR ESTA PORRADESTE TROLLEY e lá vou eu subindo pra pegar o trolleyde volta. Quando o chef viu, ele só perguntou o que eutava fazendo com o trolley. Eu falei que tava levandopra cozinha porque o Metam tinha falado pra eu fazerisso, ele só perguntou um: Did Metan say this for you?Eu falei que sim. – Ah, então tá bom, pode levar..uhaeuahe… saca só o respeito do bicho.. uhaeuhae
ainda sobre o hotel… esse último final de semana, aagência primeiro me ligou pra marcar todos os dias dasemana, aí, eu tou andando, dando um rolê pela rua equando eu menos espero eles só me perguntam:”Claudiomar, cê quer trabalhar sábado e domingo demanhã também?”. Nem pensei duas vezes, na hora eu sófalei CLARO!!!!!! Gente do céu, como eu me arrependode ter aceitado este shift. Primeiro que eu não tivetempo pra dormir direito todas as noites, segundo quede manhã o trampo é diferente, com apenas duascozinhas pra tomar de conta mas MUITO MAIS copos epratos pra poder tomar de conta e terceiro que euteria que trabalhar com o indiano que eu ODEIO. Nãosei se eu cheguei a explicar o meu ódio desenfreadopor este indiano miserável que trabalha la, mas é queesse bicho é MUITO safado. Eu não sou propriamente dostaff do hotel, eu não trabalho pra eles, eu trabalhopra agência de emprego na verdade, logo eu tenho que atodo tempo obedecer os Dishwasher que são contratados.Isso é de boa, a gente só divide o trabalho e ficatudo limpeza. Mas quando é com o indiano, de nomePavan, a coisa muda de figura. Por eu ser da agênciade emprego e ele ser contratado ele se acha BEMsuperior a mim e só quer ficar mandando e mandando eufazer OS PIORES TRABALHOS!! Ou seja, ele fica namamata e eu que nem louco na ralacão. Sábado de manhãentão… Meu deus o que foi aquilo!!! Comecou a vimprato de tudo que era canto eu quase morrendo de tantolavar prato e o nosso amigo Pavan cortando cebola NUMACALMA!!!! O melhor era que ele ficava cortando ascebolas em câmera lenta, tranquilo e gritando: MAISRÁPIDO, MAIS RÁPIDO, VOCÊ É MUITO LENTO!!! Pô, se temuma coisa que é pra deixar você MUITO puto é vocêestar fazendo alguma coisa e alguém estar sentado semfazer nada, agora algo que me deixa REALMENTE NERVOSOé eu estar trabalhando velozmente e um miserável, SENTADOCORTANDO CEBOLA, ficar no meu ouvido gritando MAISRÁPIDO, MAIS RÁPIDO. Rapaz, a sorte foi que ele paroudepois de um tempo, porque senão eu juro que eu ia melevantar e ir falar com ele algo do tipo: vamo fazer oseguinte? Você faz o servico pesado e eu fico cortandocebola e gritando MAIS RÁPIDO, MAIS RÁPIDO!! uhaeuhaeuhea.Acabou que eu so faltei morrer de trabalhar, ganhei dobrado por esses dias, mas deus do ceu.. nunca mais novamente!! Existe a grande possibilidade de eu cortar o pescoco desse indiano miserento…

pra nao sair o blog sem foto, eu vou postando uma foto do chinese garden… m

uito legal la.. e’ um verdadeiro oasis incrustado no MEIO do centro de sydney. Ele foi um presente do governo da china pro estado de new south wales pelo bom relacionamento china-australia… muito legal… mas claro.. como nao podia deixar de ser, tem que pagar 3 dolares pra entrar, ja viu chines fazer algo de graca?


abracos maranhenses