Tá, vamos lá, um fato inusitado

Pra não dizer que não rolou nada demais, nada estranho aqui, nada inusitado por essas bandas, aconteceu algo inusitado sim. Tava eu, dando um rolê pela cidade, quando do nada passou um bando de cara vestido como carregador de mala do meu lado. Uns cinco ou seis, conversando e rindo bastante. Passaram do meu lado e foram entrando em um Subway (glorioso Subway). Pensei “Os caras devem tá tirando um break do serviço e vieram aqui pra comer alguma coisa. Mas que tipo de hotel aqui em Santa Bárbara precisa contratar cinco carregadores de malas pra trabalhar de uma vez?? Pombas, deve ser frenético o trabalho lá, deve ter hóspede que só a casa da Mãe Joana”.

Blz, dei uma risada e continuei indo em direção a praia. Mermão, do nada, passou foi UMA GALERA vestida daquele jeito. Aí eu disse pronto! Pombas, comecei a pensar se todos os carregadores de malas de Santa Bárbara resolveram pegar um break na mesma hora ou coisa assim. Quando eu cheguei na praia e vi centenas deles, aí sim comecei a ficar encucado. Juro que fiquei pensando em algo realmente inusitado, do tipo… Er.. Hum… Será se tá rolando é um… um… um CONGRESSO DE CARREGADOR DE MALAS aqui na Califórnia? Cara, falo muito sério que pensei nisso!!! Mermão, cê vai pensar o que??? Todo mundo vestido daquele jeito?? Festa a fantasia é que não ia ser!!

Pô, beleza, não ia ser um congresso de carregadores de malas em si, mas tipo, um congresso de hotelaria aonde pessoas com baixa qualificação decidiriam o que seria melhor a se fazer no “chão de fábrica”. Cara, de um estado que elegeu Arnold Schwarzenegger como governador você pode esperar tudo! Chegou uma hora que eu, não aguentando mais de curiosidade, resolvi parar um transeunte no meio da rua e perguntar de onde diabos tinha surgido toda aquela galera. Eis que, do nada, o cara me aponta lá no meio da praia e me mostra o porquê daquilo.

Aportou aqui em Santa Barbara o glorioso USS Ronald Reagan, um porta-aviões americano. Nada mais que isso! Os “carregadores de malas”, eram nada mais nada menos que os tripulantes do bendito porta-aviões que aproveitaram pra poder dar um rolê aqui na cidade. Simples assim…

Ah tá, mais uma vez você deve estar pensando ‘Nossa, mas como maranhense é bicho burro, como assim ele não reconheceu os “gloriosos” marines mericanos andando nos meios das ruas’? Valeu, velho! Eu não tenho culpa se os “estilistas” americanos, sem saber como fazer o uniforme da marinha, resolveram fazer o mais fácil? Copiaram o uniforme dos carregadores de malas do hotel deles? O uniforme da nossa marinha é branco, não tem nada a ver com o deles… Que dá pra confundir muito fácil com carregador de mala, isso você não tenha dúvida.

obs: Claro que eu nao tirei foto deles, ne?

Ixi, mas depois que eu fui ver o bafafá que ficou nessa cidade. Os principais bares e lojas colocaram faixas e fotos saudando o glorioso porta-aviões americano. O jornal local conclamava as pessoas a darem boas vindas aos “bravos guerreiros da liberdade” e por aí vai.

Eu fui lá no Pier da cidade dar boas vindas aos “bravos guerreiros da liberdade” e tentar bater umas fotos do porta-aviões. Só que tava meio longe e a foto não ficou muito boa. No que deu pra ver, não parecia ter nada demais, era só um bando de ferro em cima de madeira que bóia quando você joga dentro d’água. Quem faz um catamarã, faz um bicho daquele, é só ter um pouco mais de madeira.. heheheheheh. Tá, vamos parar com essa história, o porta-aviões realmente era impressionante, pena que não consegui uma boa foto.

Mas o melhor da história foram os tripulantes andando no meio da rua mesmo. Mas os bichos andavam com o peito mais inchado que sardinha grávida, com um ar de superioridade que só vocês vendo. Isso devido ao fato de que por onde eles andavam eles eram saudados pela população que parecia pagar um pau muito grande pra eles. Pra mim eles não são nada demais. Continuam sendo um bando de carregadores de mala com um chapéu de pasteleiro na cabeça. Vai a foto de como a cidade inteira estava lá no Pier dando boas vindas ao “bravos guerreiros da liberdade”.

 

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Nacionalidades da casa, SUECAS QUENTES e "o que é que a gente quer?".

 

Prometi há dois posts passados e acabei esquecendo. Ainda não falei direito sobre a casa que eu tou morando.Tou morando praticamente em uma mansão aqui em Santa Bárbara.Sim, a casa é grande pacas. Não sei quantos quartos, ou “cômodos que viraram quartos” (já que tem gente morando na sala) tem a casa, mas sei que moram por volta de vinte pessoas na casa, contando os donos. São estudantes de todas as partes do mundo que você imaginar. Tem vários chineses (sempre eles), japoneses, suíços, um búlgaro, uma bielo-russa, um australiano, um dinarmaquês filho de vietnamitas e por aí vai. Claro, tem um maranhense também. Além de todas essas nacionalidades, tem elas, aquelas que não podem faltar… Chegaram esses dias aqui na casa duas, duas… Uhhhh… TCHECAS ARDENTES??? Não!!! UM UPGRADE DELAS!! A UNANIMIDADE NACIONAL!! A NACIONALIDADE QUE TODO MULEQUE DE 15 ANOS COLOCA NO GOOGLE QUANDO PROCURA SACANAGEM!! AS PREFERIDAS DE TODOS MENINOS SOLITÁRIOS NUMA MADRUGADA DE SÁBADO À PROCURA DE VÍDEOS PORNÔS ENQUANTOS OS PAIS ESTÃO DORMINDO!!! SIM!! SÃO ELAS!! ELAS MESMO QUE VOCÊ PENSOU!! SÃO AS… QUEM?? QUEM??? SUECAS!!!Rapaz, foi um bafafá aqui nessa casa quando foi anunciado que duas suecas iriam chegar aqui na casa e começar a morar com a gente. A macharada ficou mais ouriçada que galo novo no terreiro! Todo mundo doido pra conversar com as meninas assim que elas chegarem e já irem delimitando logo o seu espaço. Antigos brothers de balada, agora se digladiavam para ver quem seria o primeiro a… er… dar “Bom dia” para as novas moradoras. Essa casa virou uma terra de ninguém.No inicío, quando vi os asiáticos comentando das meninas que iam chegar, eu achei normal, apesar de saber que eles não teriam nenhuma chance contra o “furor maranhense”, o “terror do maranhão”, aquele cara que os amigos tem medo de dar o endereço de e-mail da mãe temendo o estrago!!! Sério, eu posso não ser o Tom Cruise das paradas, mas pelo menos na frente dos asiáticos eu consigo sair, ja que eles não tem a nossa cultura de “chegar chegando” nas minas. Mas pois é! Não estranhei o fato dos asiáticos estarem a fim de “conversar” com as suecas pelo fato de que a beleza delas, aquela beleza angelical, loira, pele clara e olhos azuis, não é tão comum no país deles, assim como não é comum também no nosso país, por isso o nosso interesse (tipo o ditado “O que é raro, é caro!).

Nós temos mulheres mais bonitas e legais no Brasil, mas com a beleza das suecas é muito difícil de achar.América do Sul e Ásia até se explica o interesse. Eu só achei estranho foi quando eu vi os loirinhos europeus e o australiano também empolgados em chegar nas minas. Pô, tá certo que na Europa nem todo mundo é loirinho, mas nos países descendentes de povos eslavos, como a Europa Oriental e a Rússia, e na Suíça, tem MUITA gente com o fenótipo das suecas, logo, o assunto “mulheres da Suécia”, não deveria causar tanto furor pelo pessoal daquelas bandas. Como tava curioso, fui conversar com o búlgaro (o que teoricamente menos devia estar empolgado com mulheres loiras dos olhos azuis, já que o país dele é de descendentes de eslavos) sobre o assunto:- Evel, me diz uma coisa. Tu também tá que nem a galera, mais ansioso que anão em comício, pra chegada das suecas?- Putz, claro, claro que eu tou!! Cê não tá não??- Pô, cara, até que eu tou. Eu sou brasileiro, né?- Então, entra na fila pra conversar com as meninas… Porque tá todo mundo louco!!- Mas por que, cara?? Teu país todo mundo é loiro do olho azul e as mulheres tudo parecem suecas. Eu que sou do Brasil até dá pra entender… Por que vocês são vidrados em suecas? Vocês curtem as suecas porque elas são mais inteligentes? Mais gente boa?? É porque se você casar com elas você está feito pro resto da vida (já que país nenhum tem a qualidade de vida da Suécia) ? Por que é, cara?Ele me respondeu sem nem pensar e com a maior naturalidade do mundo:- Pô, Brasil (é assim que eles me chamam), você não sabe por que? Cara, mulher no mundo TREPA tão bem quanto as suecas!! Aquilo é um povo em que as mulheres sabem como trepar!!!Uuaheuhaeuhaeuhaeuehauehuaehaeuh… Caraca, eu ri muito quando ele falou isso. Pombas, é tão simples, né?? Ri mais porque depois que ele me falou isso eu até pensei: Sabe que isso até que é um bom motivo pra você ter preferência por alguma nacionalidade? Dane-se “o que é raro, é caro!”, passaporte ou qualidade de vida, o que a galera gosta mesmo é de putaria… hahhahahhaha…Como dizia a banda “Velhas virgens”:
Elas falam demaisMas têm o que a gente querE elas torram nossa granaMas têm o que a gente querElas sabem ser chatas quando queremMas têm o que a gente quer E o que é que a gente quer?A gente quer é … (pensem no verbo que é sinônimo de “fazer sexo”, começa com “F” e rima com “nascer”)E o que é que a gente quer?A gente quer … (pensem no substantivo que é sinônimo de “orgão genital feminino”, começa com “B” e rima com “bocheca”)obs: Nunca achei que eu iria ter tanto trabalho em postar uma música pra ilustrar a situação como essa… Hehehehehe… É como eu já expliquei, galera, a “dona Irene” tá lendo isso aqui, por isso tenho que tomar cuidado. Falar nisso: Mãe, eu só tou colocando essas coisas, porque é o que a galera pensa, eu não tenho nada a ver com isso não, a senhora sabe que eu sou um bom menino!Aguardem porque eu boto fé que essas SUECAS QUENTES, ainda vão me render muitas risadas, mais do que as TCHECAS ARDENTES da Austrália!
Digo risadas porque eu não vou entrar nessa “rodas da fortuna” com a galera nem a pau. O ritmo de competição tá é grande nessa casa. Eu acho que até as pobrezinhas já ficaram com medo desse ba-fá-fá todo, já que já chegaram há alguns dias e até agora eu nem vi as figuras. Incrível, elas não saem do quarto! Boto fé que elas tão é com medo disso tudo, já que geral tá rondando o quarto delas, esperando a hora de atacar, hehehehehe. As bichinhas tão mais bandeadas que peru em véspera de natal.
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Um pouco mais sobre moradia

Pois é, galera, a casa é assim mesmo.

É uma casa grande que o dono aluga só pra estudantes. Eu disse “só” porque é estritamente “só” para estudantes. Eu só consegui uma vaga aqui pra ficar por esses dias porque eu fui conversando com o dono da casa, “passei o migué” que também era estudante no Brasil e que eu só queria ficar temporário. Fui conversando com ele e no final o bicho me deixou ficar por um mês, com possibilidade de renovação pra outro mês.

Morar aqui é bem legal, a galera aqui costuma ser gente boa, os quartos não são “nenhuma Brastemp”, mas são melhores do que o albergue, e a relação custo-benefício é boa. Além de que, sempre tem alguém aqui pra poder conversar em inglês. A única parte ruim, responsável por eu estar me mudando, é que aqui é MUITO longe do meu trabalho e também porque consegui um lugar mais barato pra poder morar.

E lá vai mais uma história inusitada…

Cara, eu não sei o que tá acontecendo, mas vários fatos que estão ocorrendo estão começando a me deixar encucado. A primeira é que o dono dessa casa que eu moro, o Karl, é um senhor de idade. Ele parece aquele esteriótipo de vovô bonachão. Velhinho, gordinho e de fala manssaaa… Além de que ele tem um abraço que te envolve, parece um papai noel. Ele não precisa do dinheiro do aluguel aqui da casa pra poder viver, já que ele vive de renda e tem várias outras casas alugadas no estado dele. Ele só aluga a casa porque gosta bastante de estar presente com estudantes internacionais. Ele aposentou-se como professor e só depois que eu pude ver no contrato que o nosso amigo é, nada mais nada menos, do que Phd em educação. Phd mesmo, ele tem essa titulação.

Até aí tudo comum pra mim.

A única quebra de paradigmas é que o cidadão é um senhor de mais de 80 anos casado com… err… hum… casado com um chef de cozinha. Sim!! O tiozão aqui é gay e casado há mais de vinte anos com um outro cara. Tá, não deixei de abraçá-lo ou de conversar com ele porque ele é gay, isso não tem nada ver e eu não tenho esse preconceito bobo de pensar que ele vai “tirar uma casquinha” de mim, isso é coisa de idiota! Se fosse por isso, nenhuma mulher me abraçaria porque acharia que eu estaria me aproveitando dela. Continuo conversando com ele da mesma maneira e adoro conversar com ele, já que ele é MUITO culto. Mas cara, é uma quebra de paradigmas muito grande pra mim. Ver aquele velhinho, senhor de idade e saber que ele é casado com um homem. Tenho vários amigos gays, mas todos são da minha faixa etária, nunca na minha cabeça me veio essa imagem de dois senhores juntos e, o mais importante, felizes. É muito estranho quando você precisa pagar o aluguel, vai no quarto dele e tá ele e o outro (que eu não lembro o nome) só de roupão no quarto.

Agora, além do fato desse “casal” de senhores, o meu próximo companheiro de quarto também é gay. Mais uma vez volto a repetir, não é porque o cara é gay que quando for dormir no mesmo quarto que eu, no meio da noite ele vai pular em cima de mim com uma lingerie rosa e uma bolsa cheia de lantejoulas e falar “me possua, meu maranhense lindo!”. Também vai ser uma experiência nova, já que, apesar de ter alguns amigos gays, nunca convivi tanto tempo assim com alguém homossexual como vou conviver aqui em SB. O cara é gente boa e já demos várias risadas juntos, acho que vai ser massa morar com ele.

Tá, depois de todas essas delongas, “pisando em ovos” pra poder falar sobre homossexualismo e afins, evitando futuros mal-entendidos e como, já disse, mágoas de amigos homossexuais, deixa eu sair um pouco do campo do “politicamente correto” e falar porque eu tou divagando tanto. A situação é o seguinte… Porra, é muito arco-íris pra mim nessa história toda!! Já não bastava eu ter morado com um bando de viado em Brasília, ter mudado pra uma casa com um casal de homossexuais como donos, me transferir pra um quarto com outro homossexual? Além disso tudo, cês acreditam que um dos meus chefes ainda vai se chamar BRÁULIO?!?!

Hhahaehaehaeh!! Sério!! Sem brincadeira! Um do chefes do hotel se chama, nada mais, nada menos, que Bráulio!! B-R-Á-U-L-I-O!!

Resumindo, eu tou achando é que tem muito bráulio pra pouco maranhense nessa história. Tá, cara, de boa tudo isso sobre moradia, mas o meu gerente tinha que ter logo um nome desses?? Porra, o cara pode se chamar Adamastor Pitaco, Tiririca, até Galvão Bueno, mas porra, pra que diabos o cara vai querer se chamar de Bráulio, parceiro???? Já não basta esse jardim todo que tá se “desabrochando” aqui na Califórnia?? Agora ainda vou ter que mexer com o Bráulio???? Isso só me deixou feliz (muito cuidado com o que você vai pensar), porque ainda vai me render muitos trocadilhos no blog. Heheheheheheheh.. É uma cilada, Bino!!

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Algumas considerações iniciais

Como de costume, por ainda estar nas primeiras postagens do blog e estar testando algumas mudanças para facilitar a leitura, vou seguir uma orientação do Welton e postar o blog subdivindo-o em tópicos. Vamo ver se assim a leitura fica mais fácil de ser feita.

Ainda aceito sugestões.

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Vigia noturno, mas com um diploma de Relações Internacionais

Esse blog já vai comecar bombastico!!!AAAAAAAAHHHHHH!!!! CONSEGUI TRABALHO!!! Tou trampando de recepcionista (ou front desk, como preferir) de um hotel aqui em Santa Bárbara. Não sei ainda quanto vou ganhar, mas pelo que eu tou vendo aqui, vou conseguir uma graninha razoável e ainda por cima é um emprego fixo, 40 horas de trabalho por semana certos e o que é melhor, MUITO FÁCEIS!!Brother, eu tou até preocupado com o que anda acontecendo comigo. Como eu já deixei claro em alguns posts passados, eu tou ligado que a galera aqui gosta mesmo é de sacanagem, gosta de ver mesmo é eu me estrepar. Querendo ou não, sempre que acontece alguma coisa errada comigo, eu tento escrever da maneira mais engraçada possível, seguindo o máximo da expressão “se a vida te der uma pancada de limão, compre açúcar e faça uma caipirinha”. Apesar de ser trágico, do jeito que eu conto acaba sendo cômico e aí que acredito ficar a graça do blog. O problema é que com menos de duas semanas (e consequentemente duas postagens) a minha vida aqui já se estabilizou, já arrumei casa e já arrumei emprego fixo. Pra falar a verdade tou vendo até de rolar um segundo emprego de front desk que nem esse, mas vai ser só de um dia. Simplificando, acho que vai ficar muito difícil eu me estrepar esses dias por aqui e fico com medo de ficar sem assunto pro blog e o mesmo ficar massante. O blog da Austrália sofreu um problema parecido, mas isso foi só no final, quando já tava tudo estabilizado e minha vida se resumia a emprego-casa-emprego-casa e o blog ficou um saco. Antes disso acontecer, teve muita história de demissão por conta de que eu falava demais, demissão porque eu falava de menos, afegão playboy me dando ordem, banho de ducha no alcaguete esloveno etc.Meu trampo aqui é MUITO sossegado, acho que nem vai rolar um acidentizinho básico de eu quase perder um dedo que nem foi na Austrália. Basicamente eu fico das 11 da noite até as 7 da manhã atendendo um ou outro telefone e fazendo um outro check-in de algum hóspede perdido na rua que tá procurando um lugar pra dormir.O cara que tá me treinando falou que basicamente, das 8 horas que eu sou pago, eu só vou trabalhar por volta de 20 minutos ou meia hora, no máximo uma hora quando o tiver muito ocupado. Nuuuuusssss. Por isso que eu digo que meu trabalho não é de recepcionista, já que nesse trabalho eu não recepciono ninguém, eu basicamente faço o trabalho de um vigia noturno mesmo. Fico só aqui sentado na minha salinha, que parece uma guaritinha, esperando os dólares caírem na minha conta bancária. Aqui é mais calmo que monastério budista!!! Depois de ficar limpando carro que nem um louco e lavando prato aos gritos de mais rápido, uma hora eu merecia um pouco de descanço, né??Ôw, cê quer um trampo mais sussa que esse? Eu já tou no meu quinto dia e até hoje não apareceu nenhuma alma viva querendo se hospedar no hotel e ninguém aqui sequer ligou pra pedir um travesseiro ou mais um cobertor. Basicamente eu não faço nada. Pra não dizer que eu não faço nada eu fico escrevendo o blog. Às vezes eu fico até pensando se na verdade eu não tou sendo pago pra trabalhar como vigia, mas sim sendo patrocinado pelo Lemon Tree Inn para poder escrever meus blogs. Fico pensando se tudo isso aqui não é uma armação da minha mãe. Depois de ficar super preocupada com meus post passados em que eu praticamente era surrado por afegãos e playboys, ela tá fazendo um plano ultra-secreto pra eu não saber que na verdade é ela que me patrocina nisso aqui. Se não for isso, juro que se um dia eu publicar um livro sobre essa viagem eu coloco os bichos como patrocinadores, hehhehe. Além de ficar escrevendo o blog, de vez em quando, quando enche o saco, eu fico jogando GTA e outros jogos.Mas é galera, essa é minha preocupação se tudo começar a ficar muito calmo e acabar as minhas histórias do blog, vou ter que fazer umas presepadas (tipo voltar pra aquele bairro barra pesada durante a madrugada gritando “Aqui só tem mexicano cuzão” ou ser preso) pra poder ter mais assunto e conseguir aumentar minha audiência. HehehehApesar de tudo o trampo é super da hora e vai ser de grande valia, já que pretendo utilizar essas noites de ócio pra tentar produzir alguma coisa, seja escrever o blog, seja baixar algumas apostilas na internet e estudar um pouco de inglês ou espanhol.

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Pra não dizer que não falei das presepadas…

Cara, tá certo que o trabalho é sussa e que quase não aparece nenhum hóspede aqui na quarita… digo… na recepção pra poder pedir um travesseiro ou uma massagem tailandesa (sim, eu fiz curso de massagem tailandesa na UnB…), mas em menos de quatro dias de trabalho já deu pra dar umas risadas e passar alguns apertos aqui no hotel.
Teve um dia que tava eu e o Tony (o recepcionista que tá indo embora e por isso tá me treinando) “trabalhando” aqui na guarita (a partir de agora eu só vou chamar a recepção de guarita, é mais apropriado) e do nada, do nada mesmo “ttchhuuuuuuuu…” apagam-se todas as luzes daqui do hotel e fica tudo escuro. Mas foi do nada mesmo!! O que mais me intrigou foi que apesar de aqui tá mais escuro que o mundo do Stevie Wonder, as luzes de fora do hotel, ou seja, os postes da rua, ainda estavam acesos. Pô, como assim falta luz aqui dentro e lá fora continua iluminado?? Isso não faz muito sentido, né?? Além disso, pra melhorar ainda mais as coisas, outro fator me deixou mais preocupado. Começou a tocar um barulinho MUITO chato que eu não sabia de onde era. Mlk, ficou coisa de louco, eu não sei se esse hotel foi projetado pra isso mesmo, pra poder ser um poço de escuridão quando desligam-se as luzes, mas o fato é que ficava difícil enxergar até um palmo na sua frente. Naquela escuridão toda, sem entender nada do que tava acontencedo, mais perdido que calcinha em lua de mel, eu comecei a ficar preocupado com o que estava por vim. Quando eu fui falar com o Tony e perguntar pra ele se ele sabia o que tava ocorrendo, eu só entendi ele falar duas coisas “cofre do hotel” e “vou ligar pro número da polícia”. Ah mermao, nessa hora eu fiquei vexado… Cara, o que é que você pensa numa hora dessas??
O alarme do cofre começa a tocar, aqui fica tudo escuro, não consigo enxergar nada, as luzes dos postes da rua continuam acesas, duas horas da manhã, um hotel cheio da grana no cofre? Claro, na hora eu deduzi o óbvio: “TÃO ASSALTANDO O HOTEL!!!”.
Em um primeiro momento eu fiquei mais angustiado que barata de cabeça pra baixo, mas depois lembrei dos conselhos do meu pai que numa situação de perigo você nunca deve entrar em pânico, logo, me acalmei e fiz o que tinha que ser feito: Corri pra dentro da recepção e me joguei embaixo da mesa!! Se fosse pra levar a grana do hotel, que me deixasse ileso porque eu ainda quero conhecer o Camboja. Os caras podiam levar o cofre, a caixa registradora, as toalhas do hotel, o Tony, os computadores, as cadeiras, o diabo! Mas o maranhensezinho aqui eles não iam achar tão cedo, mas eu não saía debaixo daquela mesa até que voltasse a luz ou amanhecesse nem a pau! Podia perder emprego e o caralho! Mermão, fiquei mais escondido que cabelo de freira. Queria era ver eles me acharem, hehehehehe.
O que? Cê achou que eu ia fazer o que?? “Não, em caso de assalto eu vou lutar bravamente para garantir que os ladrões não levem a grana e o patrimônio milionário do meu patrão seja mantido”?? Cê tá de sacanagem, né?? Eu tava era lá, tremendo que só cachorro na chuva, embaixo da mesa, pensando que se tudo não terminasse tão rápido, pelo menos virava uma história de blog (imagina se era um assalto mesmo?? Ixi, mas eu ia botar muita coisa na história, ia fazer era uns trinta blogs só sobre esse assalto, pô se eu já escrevo abobrinha por causa de nada, imagina uma história louca como essa?).
Como ja era de se imaginar, no final não era nada. A luz voltou antes mesmo do Tony voltar pra recepção e me ver escondido embaixo da mesa e assim ainda poder tirar onda da minha cara. Depois que tudo ficou iluminado novamente, ele foi me explicar o que ele queria me dizer.
Quando falta luz, fica tocando o alarme do cofre, já que parece que o bicho funciona eletronicamente e sem luz ele fica vulnerável. Segundo as instruções que ele tinha recebido, ao faltar luz num local com um cofre como esse, o cara deve imediatamente ligar pra polícia pra poder deixar ela alerta, afinal temos um alvo vulnerável, sacou?? Nada mais nada menos…
Eu tenho certeza que todo mundo se pôs no meu lugar e ficou pensando “Olha como esse Claudiomar, é idiota, tinha que ser maranhense. É claro que não era assalto, era só o sistema de segurança integrado do cofre que tinha ficado vulnerável”… Tenho certeza disso.. heheheh
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E as tips (gorjetas)? Rolam muitas?

Outro fato engraçado que rolou nesses parcos dias de trabalho foi quando eu conversava com o Tony acerca das gorjetas.

Antes que eu comece a falar da minha conversa com ele, se faz necessário que vocês se familiarizem de como são as gorjetas aqui nos EUA. Se você no Brasil geralmente é o chato da mesa quando tá tomando umas porque não quer pagar os 10% pro garçom, você ia se dar muito bem aqui na Califórnia (acho que nos EUA inteiro é assim). Cara, aqui tudo que você imaginar, todo lugar que você vai sentar, seja pra tomar uma breja, seja pra comer que nem um porco, pode já ir separando uns bons trocados pra poder pagar a gorjeta. Digo uns bons trocados, porque é uns bons trocados mesmo! Beleza, se você estiver sozinho, for comer em um restaurante e não der gorjeta, ou sei lá, dar uns 5% de gorjeta do que você gastou, é sossegado! É só chegar depois no Brasil, comprar umas folhas de arruda e uns quilos de sal grosso pra poder se benzer (sim, o garçom vai lhe amaldiçoar até umas três gerações) que depois tá de boa, nem dá nada. Agora, se você está numa mesa cheia de amigo e na hora de pagar a sua parte você der o seu dinheiro certinho, não deixar uma boa gorjeta pra garçonete (seja ela gostosa ou a Preta Gil), você está em apuros, pode estar preparado pra sofrer uma sanção social tremenda dos seus amigos (que em grande parte fazem trabalhos que necessitam de gorjeta).

Cara, só pra vocês terem uma idéia, outro dia a galera lá da casa saiu pra comer uns burritos num restaurantezinho e na hora de pagar a conta o suíço falou que não ia dar gorjeta pra garçonete porque, segundo ele (e grande parte dos facistas que não dão gorjetas) o serviço já está incluso no preço. Eu fiquei meio puto com ele, pensando que de todos da mesa, o único que não vinha de um país em desenvolvimento, ou não tão rico, era ele. Pombas, os suíços são rico demais! O cara é um dos poucos que não trabalha aqui, o pai manda tudo pra ele e fica chorando por causa de 10 dólares. Sendo pão-duro desse jeito não é difícil saber porque a Suíça é conhecida por ser uma terra de banqueiros. Advogados e alguns professores da UnB também devem se dar muito bem por lá. Eu falei que eu fiquei meio puto, né?? Ah, mas vocês tinham que ver era o nosso amigo búlgaro! Ele ficou foi transtornado! Eu vi foi a hora do bicho dá uma de Zangief e pular no pescoço do suíço. O cara xaropou tanto o suíço que no final ele aceitou dar 10 dólares a mais de gorjeta (saía mais barato que depois gastar no hospital!).

Só mais um exemplo pra ilustrar. Meu celular pode não ter câmera ou alguns acessórios legais, mas uma calculadora especial pra calcular gorjeta o bicho tem, só pra vocês terem uma idéia de como a cultura da gorjeta é arraigada aqui.

Mas então, fiquei esse tempo todo explicando sobre gorjeta pra poder explicar uma história engraçada que rolou aqui no hotel.

Eu conversando com o Tony sobre como é o trabalho aqui, fui perguntar pra ele se rola da gente ganhar umas gorjetas de vez em quando trabalhando aqui no hotel. Ele me falou que nos 3 meses que ele trabalhou aqui (ele foi contratado temporário) nunca rolou dele ganhar gorjeta em dinheiro e é difícil ele saber de alguém que tenha ganhado coisa trabalhando aqui no hotel, é muito raro mesmo.

Agora, ele me falou que, por outro lado, assim que ele começou a trabalhar aqui, quando ele tava sendo treinado, aconteceu um fato, no mínimo, digamos, inusitado. Tava ele e o cara que o estava treinando (vou nomear o “treinador” do Tony como Mike, pra poder ficar mais fácil a compreensão) na recepção quando o Mike resolveu dar uma volta só pra pegar um ar e ver o que tava rolando. Dá uns vinte minutos volta o Mike suando mais que tampa de marmita. O Tony achou foi que tinha sido alguma coisa e já foi lá pra acudir o cara. Quando ele foi falar com o Mike que ele foi entender o que aconteceu. Tinham duas meninas hospedadas num dos quartos de cima que tavam mais loucas que o batman, tinham bebido todas. Uma menina foi dormir logo e a outra ficou no celular brigando desesperadamente com o namorado dela. O Mike foi lá pra ver o que tava acontecendo e aproveitou também pra acalmar e pedir silêncio à menina. Quando ele chegou e a menina desligou o celular vocês não tem idéia do que aconteceu!! A menina apenas virou pra ele, com toda elegância, e falou que tava tão puta com o namorado que queria, digamos, transar com alguém SÓ PRA PODER SACANEAR O NAMORADO!!! ÃHN?!?!?!?!?!? COMO ASSIM, BROTHER?? DÁ PRA ACREDITAR NISSO??? Pera aí, pera aí??? Trâ o que??? Transar??

Mermão, o Mike não pensou duas vezes. Sabendo que o Tony podia ficar aqui na recepção, veio aqui só pra pedir pro bicho quebrar essa pra ele enquanto ele quebrava uma com a mina no quarto. Imagina que loucura?? O Tony me falou que gorjeta “em dinheiro” não rola muito não, mas o cara que trabalhava aqui antes, falou que rola de acontecer uma dessa pelo menos uma vez por semestre, ou seja, se você pensar bem, rola de receber outros tipos de gorjeta de vez em quando. Eu diria até que eu preferiria esse tipo de gorjeta, hahahha. Eu ainda perguntei pro Tony:

– Mas então, velho, se acontecer uma dessas quando você estiver sozinho, como é que se faz? Não faz??

– Ãhn? Cê tá louco?? É só trancar todas as portas e correr pro quarto dela pra poder “atender” a hóspede…

Pombas, se tem hóspede que fica enchendo o saco toda hora pra pedir toalha e sabonete, porque de vez em quando não podem pedir um pouco de amor? Eu ainda suspeito que eu fui contratado pra trabalhar aqui só porque meu charme encaixa certinho no perfil de “recepcionista/vigia noturno latino lover” que eles procuram pra trabalhar nas madrugadas mais frias, quando as meninas sentem mais carência. Hehehehe… fica a torcida pra que eu receba uma gorjeta “polpuda” dessas e depois possa publicar aqui no blog.. hehehhehehe

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Mesmo com tantos motivos/ Pra deixar tudo como está/ Nem desistir nem tentar/ Agora tanto faz/ Estamos indo/ De volta pra casa… – Sobrevivendo nos Estados Unidos

Nada como uma música que ficou famosa na voz de Cássia Eller pra poder ilustrar um dos pontos mais complicados que enfreto todos os dias no trabalho que é a vinda pra cá e a volta pra casa. Cara, é complicado! Moro muito longe do meu trabalho! São quarenta minutos andando!

O problema não é nem esse. O principal problema relacionado a morar longe do trabalho, não é a distância em si, mas o fato de que o sistema de transporte público aqui em Santa Bárbara é insuficiente, pra não dizer patético. Pombas, eu moro perto da praia, mas pra poder chegar na parada de ônibus mais próxima da minha casa preciso andar por volta de 20 minutos. Os ônibus que passam na rua principal aqui da cidade não chegam sequer perto da praia, isto é, se você deseja pegar um busão da sua casa pra praia, pode se preparar que você vai pegar uma pernada danada. Muito inteligente isso, né? Pra que ter uma rede de transporte públicos eficientes que possam te levar pra praia numa cidade em que a maior atração turística, é, adivinha, A PRAIA?? Pois é, pra não dizer que não tem um ônibus que vai até a praia tem um sim, mas ele é um busão pra turista, todo enfeitadinho e talz, pra você ficar fazendo city tour pela cidade. O problema desse busão de turista, é que, além de não trafegar durante a noite, a tia que dirige o ônibus te cai de grito se você estiver mal-vestido, pois ela pode achar que você é um hippie (vide post passado clicando aqui).

Resumindo a história, se eu for andando, da porta da minha casa até a porta do hotel eu gasto 40 minutos, se eu for andando até a parada e pegar o busão normal eu gasto 30 minutos. Logo, eu prefiro ir e voltar andando porque assim pelo menos eu faço um exercício e não engordo que nem um porco por causa que só como porcaria por aqui. A cidade parece ser segura, toda hora tem carro de polícia passando (isso às vezes é uma merda, já que se você atravessar a rua quando o sinal estiver aberto pros carros, você paga uma singela multa de algumas centenas de dólares) e nunca ouvi falar de alguém que foi assaltado. Pra falar a verdade o que dá medo na hora de ir e, principalmente de voltar pra casa, não é ser assaltado não! Meu medo é que o caminho de volta pra casa é MUITO sinistro! Eu não sei o que vocês faziam com 14 anos, se já faziam sexo ou estudavam pro vestibular, mas eu com 14 anos jogava muito era playstation. Ou seja, grande parte da minha adolescência eu gastei jogando Resident Evil, Silent Hill, Diablo e jogos de horror do tipo. Tá certo que enquanto eu tava jogando em casa não dava tanto medo, mas não é nada confortável ficar na madrugada, com tudo escuro e deserto, andando por quase meia hora em cenários que lembram bastante o dos games que eu jogava. Parece besteira ou viadagem, mas só estando no local pra entender do que eu falo.

Cara, o caminho de volta é MUITO sinistro. As ruas são MUITO escuras! Apesar de ter postes de iluminação, os mesmos ficam todos desligados a noite(pra que iluminar quando tá escuro, que coisa mais de maranhense, né?). Mais um complicador é o frio! Além de ser chato andar no frio, por estamos entre montanhas tem muita neblina. Pra completar de vez o cenário, as casas com todas as luzes apagadas e só o barulho do vento batendo nas janelas. Faltou só abóbora iluminada. SINISTRO!!! HEHEHHE… A melhor não é nem essa, a melhor é que no caminho de casa eu ainda cruzo com duas igrejas. Tá, beleza que igreja não é o lugar mais diabólico existente, pra falar a verdade é o contrário disso. Mas as igrejas são as únicas coisas iluminadas por dentro durante boa parte do caminho. Tudo bem, são iluminadas, mas não com luzes na porta, as luzes ficam dentro da igreja e são VERMELHAS!! Velho pra que diabos alguém vai iluminar uma igreja só pela parte de dentro ainda por cima com luzes vermelhas?? Bicho, pra quem não viu ainda parece ser de boa, mas pra quem jogava Diablo I, é IGUALZINHA àquela igreja que a gente entra no começo do jogo. Com as luzes vermelhas saindo pra fora e tudo! Assustador! Ainda bem que eu não vou trabalhar aqui durante o Halloween.. ehhehehe… Eu tou até vendo a hora de eu escutar “Fresh Meat” no meu cangote e ter que ignorar o “Butcher”porque eu tou atrasado pro trabalho (Piadinha do jogo de computador Diablo I)…

Era mais ou menos como essa igreja aí
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Terminando o post – Estados Unidos

Só mais duas coisas engraçadas que ocorreram comigo esses dias.

A primeira foi que eu tava um dia em casa, esperando a hora de começar o meu trabalho, procurando alguma coisa interessante na TV pra poder assistir e eis que no momento sublime ele surge! Adivinha o que tava passando?? Isso mesmo que você pensou!! EL CHAVO DEL OCHO!! CHAVES!!!! Mermão, que loucura, depois de ver Zé-do-Caixão passando na TV australiana, agora eu vejo CHAVES (!!!) Passando na TV aberta aqui dos EUA. Tá certo que era um canal em espanhol, mas saber que agora eu posso ter uma hora de Chaves por dia me deixou deveras animado!!

A outra foi mais engraçada e inusitada ainda. Tou eu conversando com aquele meu amigo gerente que falei pra vocês, o Orlando, no hotel que ele trabalha e do nada a porta se abre. A porta se abrindo, como de costume, paramos de falar português e eu dei espaço para o hóspede poder falar com o Orlando. Quando a porta se abre, quem era?? Porra, vocês não vão acreditar!! Acreditam que eu topei com um colega de faculdade?? Um veterano direto meu, vindo diretamente da UnB??? Com o Loló?? Dá pra acreditar nisso??? Pombas, 6 bilhões de pessoas no mundo e encontro logo com o Loló e a Larissa Ushizima aqui em Santa Bárbara. Hahahaahaha… Muita coincidência…

Galera, vou ficando por aqui, espero que tenha ficado melhor o blog dividido por postagens… Quem quiser ver mais arrumadinho com fotos e talz vai direto ao blog… claudiomar.blogspot.com que lá tá melhor… lembrando mais uma vez que se alguém não quiser receber é só falar, sem problemas..

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Welcome to the Jungle – Vivendo nos Estados Unidos

Caraca, depois dos parcos tres comentarios que recebi no meu primeiro blog (que eu achava que ia ser o grande, o magnanimo, o que todos iam comentar!!!) comecei a achar que ninguem ta lendo isso aqui. Nao sei se foi um problema de propaganda, se e’ que ninguem gosta de ler mesmo ou se ja ta ficando chato a maneira com que escrevo. O lance e’ que, ja na minha primeira postagem, ninguem falou nada e, dos tres que postaram, um foi a namorada e o outro foi o fiel escudeiro macarrao, pessoas muito proximas que so postaram por consideracao. Eu hein! Fiquei chocado!

Chega de balelas, vamos comecar o blog.

Voces nao imaginam o tanto de coisas que aconteceram essa primeira semana que eu passei aqui na California…Mlk, ja rolou de tudo aqui, tudo o que seria mais que necessario pra um thriller de cinema ou para uma boa postagem no blog. Porrada, traicoes, armadilhas, amor, desespero, felicidade… Eu juro que eu tou falando serio! Com tudo isso acontecendo, parece que eu ja estou e’ ha quase um mes aqui na California. Apesar de nao ter conseguido emprego ainda e de achar que dificilmente conseguirei juntar muito dinheiro, a viagem ta sendo MUITO enriquecedora. Meu ingles ta ficando impressionantemente melhor cada dia com a convivencia que eu tou tendo com as pessoas aqui na minha casa.

Depois de ter sido praticamente “acolhido” pelo nosso amigo Mauricio no meio da rua, tremendo mais que Toyota Bandeirante de frio, fui me hospedar por uma noite no hotel aqui de Santa Barbara, cujo gerente, Orlando, acabou ficando um grande amigo. Foi meio foda ficar hospedado por la, nao porque o lugar fosse ruim, muito pelo contrario, o lugar era MUITO bom, mas sim porque era MUITO caro. Apesar de ter gastado uma grana pra poder ficar la, foi importante porque acabei fazendo amizade com o cara que eu falei pra voces que me ajudou MUITO no comeco. Foi interessante ficar la tambem porque pude ter um pouco mais de contato com o “submundo” em que vivem os brasileiros e mexicanos que vivem ilegais aqui na California.

Cara, os mexicanos aqui sao numerosos! Todo lugar que vc andar por aqui voce pode ve-los fazendo os trabalhos menos qualificados possiveis. Sao mexicanos lavando carros, mexicanas trabalhando como faxineiras, mexicano pintando paredes etc. Isso ocorre devido ao fato de Santa Barbara estar a apenas 5 horas de carro da fronteira mais proxima do Mexico, a apenas 5 horas da cidade de Tijuana no Mexico. Logo, e’ so os bichos passarem a fronteira pulando o muro, ou se enfiarem escondidos dentro da roda do carro que eles praticamente ja estao aqui em Santa Barbara. Agora, o mais engracado dos bichos, e’ que eles nao falam sequer uma palavra em ingles. Cara, isso e’ muita loucura! Falei com um mexicano que era pintor do hotel o qual eu estava hospedado e o bicho me falou que ja estava a mais de 5 anos aqui nos EUA e nao falava NADA de ingles. Mas, mesmo sem falar nada, o cidadao chega de Honda Civic no trabalho. Conheci um outro cara que ja estava a mais de 15 anos e arrastava um ingles RUIM pra cacete. Era meio complicado conversar com as figuras, eu entendia tudo o que eles falavam, mas ele nao entendiam nada do que eu falava em portugues, logo, para conversarmos eles falavam em espanhol e eu tentava responder em ingles pra eles entenderem.

A grande populacao de mexicanos aqui na California acaba fazendo com que o estado seja praticamente bilingue. Todos os locais e as placas tem nomes em espanhol e em ingles assim como todos os numeros de atendimento ao consumidor sao bilingues. Outro fato interessante e’ que esses lazarentos bebem tequila como quem bebem agua. Tome cuidado quando for para uma festa que so tem mexicanos, eu acabei pegando o apelido de “Chicken” por me recusar a virar a SETIMA dose de tequila. Portanto tome cuidado ao sentar numa mesa com mexicanos e tequila. Um fator interessante que distingue bem os mexicanos ilegais dos brasileiros ilegais que vivem aqui e’ que a maioria deles sao de baixissima qualificacao e oriundos de familias pobres, ao contrario dos classe media brasileiros. Apesar de menos qualificados, concorrem com os brasileiros pelos empregos de baixa qualificacao e possuem uma vantagem de falarem espanhol, logo sao bem procurados por estabelecimentos voltados para a populacao hispanica, que, como ja disse, e’ bem numerosa. Os brasileiros que estao aqui, ou aprendem espanhol ou saem perdendo para os mexicanos, ja que aqui quase ninguem fala portugues e, apesar do portugues ser talvez mais falado que o frances ou o italiano, nao acaba sendo nenhum vantagem especial falar portugues por aqui.

Muitos dos mexicanos sao absurdamente ilegais, mas mesmo assim residem aqui nos EUA, com familia e tudo. Pulam o muro para tentar buscar uma vida melhor na America. Eles ja sao tao numerosos, que, segundo a BBC Brasil, as suas remessas de dinheiro para o Mexico ja sao a segunda maior fonte de renda do pais, so menor do que a receita gerada pelo petroleo e maior do que a de setores como o turismo. Ainda segundo a BBC, os mexicanos enviaram mais de 13 bilhoes de dolares para suas familias no Mexico em 2004. O fluxo de dinheiro dos latinos que vivem nos EUA excede e muito a ajuda o valor que os essas regioes recebem de ajuda externa. Em paises como El Salvador, 30% da populacao chegam a depender de alguma maneira das remessas externas. Conheci algumas familias de mexicanos numa festinha que o hotel deu pros funcionarios e pude perceber que pelo menos os filhos dos bichos falam um ingles absurdamente impecavel. Todos os mexicanos aqui parecem viver como aquela musica do Manu Chao chamada “Clandestino”:

“Solo voy con mi pena

Sola va mi condena

Correr es mi destino

Para burlar la ley

Perdido en el corazn

De la grande Babylon

Me dicen el clandestino

Por no llevar papel

Pa’ una ciudad del norte

Yo me fui a trabajar

Mi vida la dej

Entre Ceuta y Gibraltar

Soy una raya en el mar

Fantasma en la ciudad

Mi vida va prohibida

Dice la autoridad

Solo voy con mi pena

Sola va mi condena

Correr es mi destino

Por no llevar papel

Perdido en el corazn

De la grande Babylon

Me dicen el clandestino

Yo soy el quiebra ley

Mano Negra clandestina

Peruano clandestino

Africano clandestino

Marijuana illegal”

Alem dos mexicanos tambem ha aqui um grande numero de brasileiros ilegais, todos filhos de familia de classe media no Brasil, em sua maioria com curso superior completo que competem com os mexicanos pelos sub-empregos aqui na California. Em sua maioria sao jovens que vieram pra ca depois dos vinte anos pra poder aprender o ingles, ou apenas melhora-lo, se encantaram com a vida facil aqui de poder trabalhar de manha e depois poder ir surfar e foram apenas ficando como ilegais aqui nos EUA. Hoje, depois de tres ou quatro anos de muita cana, surfe e muitas vezes drogas, muitos deles nao sabem como voltar ao Brasil, ja que estao com mais de 26 anos e nunca tiveram uma experiencia profissional relevante, pois perderam os seus anos mais produtivos aqui na California entregando pizza ou trabalhando como garcons. Provavelmente nao conseguirao um trabalho um pouco mais qualificado no Brasil ja que sao formados em faculdades medianas, nao tem nenhuma experiencia profissional e tem que competir com a concorrencia voraz de milhares de outros jovens recem saidos da faculdade com 21 ou 23 anos, reflexos de um pais que nao tem um surto de crescimento desde a decada de 70. Resumindo os anos da California sairam caro pros mesmos e agora eles tentam se virar entregando pizza 7 vezes por semana pra poder pagar um curso especializante medio aqui nos EUA (que e’ muito caro) e poder ao menos voltar com algum diferencial pra casa. Isso quando nao tem planos de ficar por aqui mesmo ilegais e trabalhando com subemprego pro resto da vida.

Nao precisa explicar que a grande “meta” da vida de grande parte desses cidadaos e’ casar com uma americana, conseguir um green card e ficar aqui pra sempre, pelo menos vivendo legais. Nem que para isso continuem entregando pizza depois de passarem mais de 15 anos da sua vida estudando em colegios e faculdades caros. Voces tinham que ver uns caras que eu conheci aqui que tinham green card. O bicho se achava a ultima bolacha do pacote so porque tinha um green card e podia trabalhar legalmente aqui nos EUA. Andava mais inchado que sapo cururu por causa disso. Mas se achava muito mesmo. Eu apenas sentia pena do cidadao, ja que se voces vissem a mulher que ele tem que se deitar todas as noites pra poder garantir o seu green card voces iam saber do que eu tava falando… hehehehehehe… Feia que so paraguaio baleado e meio chatinha… Eu hein, prefiro ficar lavando carro do que falar “eu te amo” pra alguem por interesse e precisar disso pra trabalhar legalmente. Pra mim nao ha diferenca entre um cara desses e a pior das “maria-gasolinas”.

Com toda essa descricao nao precisa dizer que a vida aqui entre os brasileiros se parece com uma selva, ne? Chega a ser engracado como parece que todos os brasileiros estao o tempo todo tentando passar a perna um no outro e ninguem pode confiar em ninguem. Eu particulamente nao confio em quase ninguem, so no gerente do hotel que conheci e em alguns brasileiros que vieram a Santa Barbara com visto temporario que nem o meu. So pra voces terem uma ideia da situacao que eu me encontro aqui, eu, que tenho menos que uma semana de California, quase cai em um golpe.

Achar casa pra morar aqui em Santa Barbara, parece ser mais dificil que arrumar emprego. Esses dias, antes de mudar pra casa que eu tou agora, eu tava desesperado a procura, pois tava ficando caro pra mim ter que ficar pagando albergue. Eu ja tava comecando a ficar desesperado porque de maneira alguma eu conseguia arrumar um teto pra eu ficar embaixo, ja tava achando que ia ficar era no meio da rua mesmo. Depois de muito sair perguntando pra todo mundo se alguem precisava de roomate pra dividir quarto, o Orlando me passou o bizu de um amigo dele que teria o quarto da casa dele vago por duas semanas e eu poderia ficar com eles ate o dia 15 de janeiro. Nao era a melhor coisa, mas saia pela metade do preco do albergue (400 dolares por mes, eu so ficaria quinze dias, logo 200 dolares) e seria um local aonde eu poderia ficar mais de boa e talz.

O problema era que eu so poderia ir pra la depois de uma semana, o que ficaria inviavel pra mim, ja que eu tava precisando de casa “pra ontem” e tava pagando caro pelo preco diario do albergue. Conversei com o Roberto, expliquei minha situacao e ele me falou que era de boa, eu poderia ficar na sala ate o dia 1 de janeiro, esperando vagar a minha cama no quarto e depois eu comecaria a dormir em uma cama como uma pessoa normal.

Pra dar historia de blog tem que dar errado. Cara, acredita que os caras quiseram me passar um goelao na maior cara de pau? Quando eu cheguei na casa, os outros dois que ia morar la comigo ja foram falando:

– Entao, o Roberto combinou que ia ser 400 dolares pra voce ficar aqui, ne?

– Ahn? Mas 400 conto era pra eu ficar por um mes, eu so vou ficar duas semanas.

– Nao, mas perai, voce tem que ver que voce vai ficar tres semanas, uma na sala e duas no quarto, e alem do mais vamos ficar so tres na casa.

– Uai, se vao ficar so tres na casa a gente bota mais um temporario e quando o outro chegar eu e o outro cara podemos sair, sem problemas. Alem disso, o aluguel nao ja ta pago ate o dia 1? Logo, eu vou teoricamente comecar a pagar so dia 1, nao?

E foi nessa, meu amigo, os caras o tempo todo me passar o goelao, tentando me fazer idiota. Eu o tempo todo que nem gato comendo mingau quente, mordendo pelas beiradas os bichos, quando ficou bem claro que eles queriam mesmo era ganhar dinheiro em cima de mim, queriam que eu pagasse o dobro pra poder embolsar 200 dolares sem fazer nada. Depois de muitos blogs “Chapeu de Otario e’ marreta” eu ja estou calejado pela vida e me aplicar um golpe nao e’ assim tao facil, ainda mais que, depois de alguns relatos que ja ouvi sobre a brasileirada ilegal, ando mais vivo que gato dormindo em cima do motor em relacao a esses bichos.

Da pra acreditar que isso aconteceu, cara? Porra, cem dolares os caras ganham aqui em um dia de trabalho ou ate mais. Porque arriscar criar uma inimizade por causa de cem dolares? E’ como expliquei pra voces, nao acho que essas pessoas tenham nascidas com o espirito mal ou coisa do tipo, os dois caras eram educados, filhos da classe media alta, formados em universidades, nao duvido que tenham tido um educacao adequada e um formacao de valores ainda na infancia. O problema e’ que com os anos passando aqui e a falta de perspectiva pro futuro, constante competicao com mexicanos que sequer falam ingles por migalhas de empregos, a constante luta pela sobrevivencia, vao moldando essas pessoas e transformando-as em pessoas sem valores e desesperadas por algum dinheiro. Algo como a tabula rasa de Jonh Locke . Eu juro que eu apenas sinto pena. E’ por essas e outras que a partir de hoje so vou tentar me relacionar com brasileiros que estao que nem eu, de passagem, ou brasileiros residentes aqui com visto legal e com uma vida mais estavel.

Voltando a historia. Conversei com os figuras e eles deixaram eu dormir na casa deles por uma noite e na outra eu poderia dar certeza pra eles. Na verdade eu tava era muito afim de tacar o foda-se, ligar pro Orlando e pedir pra ele ir me buscar pra eu poder dormir no albergue, mas eu, dormindo na casa dos bichos por aquela noite eu economizava 20 dolares (preco da diaria do albergue) em cima dos “espertinhos” e ganhava tempo ja que estava esperando resposta de aceitacao em outra casa.

No outro dia peguei minha mochila menor e vim andando pro centro da cidade de Santa Barbara pra poder ver se conseguia arrumar emprego e tambem pra dar uma sacada na vizinhanca e poder ter uma nocao de como era o bairro, ja que eu ainda estava cogitando em morar com os bichos. Cara, quando eu comecei a dar a volta no bairro que foi a melhor! Ai’ foi que eu tive certeza que eu nao ia morar por la mesmo. Mermao, o bairro parecia MUITO aqueles bairros que aparecem no GTA San Andreas e em filmes de trafico de drogas americanos. Era aquele esteriotipo mesmo, parecia ate bairro de periferia do Brasil. Casas mal-pintadas e feitas com material de construcao barato alem de todas, eu disse TODAS, com grades altas para protege-las. Isso pode parecer banal, mas nao e’. No bairro que eu estou morando agora nenhuma das casas tem muros ou grades, apenas algumas cerquinhas pra enfeitar e delimitar o espaco da casa. Dai voces imaginam o que levam a familias, que nao tem grana pra poder pintar a casa, gastar com a construcao de grades pra suas casas. Os figuras moravam, simplesmente, no bairro mais perigoso de Santa Barbara. Bairro que domina as manchetes policiais com brigas de gangues e policiais sendo baleados. Capiche?

Nao precisa dizer que nao quis mais nem voltar pra a casa dos caras, ne? So voltei la pra pegar a minha mala e me preparar pra voltar pro albergue. O Orlando mais uma vez foi gente boa e me levou la. Quando eu tava voltando com ele pro albergue recebi uma ligacao de um proprietario de uma imensa casa no centro de Santa Barbara e que aluga pra estudantes morarem dizendo que eu poderia ficar na casa dele por um mes. Casa que estou morando agora. Isso eu conto no proximo blog. A casa tem por volta de vinte estudantes e eu sou o UNICO brasileiro. Hehehehehe. Doido demais, velho!!! Enfim vou fazer a minha galera aqui em SB so de estrangeiros e afinar de vez meu ingles.

Esse blog ta muito serio, deixa eu contar uma historia engracada so pra poder descontrair um pouco. Esses dias eu fui pegar um busao, com todas as minhas malas pra poder mais uma vez dormir em uma casa diferente e aconteceu algo inusitado. Tou eu sentando na parada de onibus quando chega o busao. Fiz sinal e subi. Quando eu entrei no onibus comecei a contar as minhas moedas pra poder pagar ao motorista. Comecei a estranhar que a mulher nao deu partida como de costume no busao e parecia esperar eu contar minhas moedas pra poder comecar a andar. Quando eu menos me espanto a mulher comecou a gritar:

– SAO 25 CENTAVOS A PASSAGEM, VOCE VAI PAGAR OU NAO?

Tomei ate um susto:

– Sim, minha senhora, eu tou so contando as moedas aqui.

– ENTAO PAGA LOGO E POE AS FUCKING MOEDAS NA MAQUINA

Comecei a pensar se eu tava pegando um onibus ou recebendo ordens de um oficial, ja que a mulher gritava parecia tremer mais que britadeira de raiva. Meio assustado, meio apressado, meio que tremendo com medo da mulher voar na minha goela, ainda deixei cair umas moedas no chao antes de colocar o dinheiro na maquinazinha e pegar o meu ticket. Fiquei ate pensando:

– E’ assim que os bichos tratam os turistas aqui em Santa Barbara? Ou sera isso um tipo de pegadinha? Cade a camera escondida? Cade a camera escondida?

Mas serio, a mulher parecia uma louca. Quando eu coloquei o dinheiro na maquininha eu vi que ela ficou um pouco mais calma. Respirou pra mim e falou:

– Desculpa, eu achei que voce fosse um hippie.

AEUHAEUHUuaehuhauhaeuh. Acredita nessa historia?? Ow, depois dessa eu ate pensei em cortar o meu cabelo. Ser confudido com hippie e quase ter o pescoco cortado por isso nao foi muito agradavel. Que historia surreal da porra, meu.

Galera, vou parando por aqui, o blog mais uma vez ta muito grande. Esse post nao ficou muito engracado como de costume, pois tou experimentando uma nova maneira de escrita o que pretendo fazer por toda a viagem. Tentei colocar um pouquinho de humor, mas, antes de tudo, pretendi fazer mais algumas analises sobre a regiao o qual estou e as pessoas com que estou vivendo. Nao sei se ficou muito tedioso, mas preferi fazer assim pra poder deixar a galera mais situada e tambem para poder fazer com que isso aqui nao seja so um local para poder dar risadas, mas tambem que voces possam participar um pouco mais da minha experiencia, tendo um pouco mais de contato com as minhas conclusoes e assim poderem aprender mais sobre diversas regioes do mundo, pois pretendo fazer analises como essas quando estiver viajando em outros paises. Nao sei, gostaria de sugestoes. Vou tentar mesclar um pouco mais palhacada com informacao pra tentar fazer com que meu blog tenha alguma relevancia intelectual, seja um pouco mais, na medida do possivel, jornalistico. O bom de escrever em blogs e’ isso, total oportunidade de mudanca de estilo e de maneira de escrita. Esse ficou um pouco chato porque foi a primeira experiencia analitica, o proximo eu prometo colocar algo mais engracado! Se comecar a ficar muito chato, volto a colocar so as presepadas mesmo.

Abracos Maranhenses

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