Autor: claudiomar23
Cienfuegos e Trinidad
Coisas que aprendi com o Chaves
Repasso e-mail que recebi esses dias e que achei bem interessante
Viagem à Mauritânia – Todas suas flores – Curiosidades sobre a Mauritânia



Ademais, o autor do Pequeno Príncipe, Saint Exupéri, como piloto da Força Aérea da França, viajava bastante ao lugar. Nouakchott era um posto francês no Saara, deserto onde é ambientado o seu livro, àquela época.Na verdade, a Mauritânia tem uma história muito parecida com os dos países do Norte da África, como o Marrocos. Foi inicialmente colonizada pelos bérberes, depois pelos árabes e, por fim, pelos franceses. Conseguiu independência e tem um histórico de ditadores se matando uns aos outros por meio de golpes. Hoje é um país majoritariamente islâmico e, em sua maioria, desértico.

Não é permitido entrar no país com bebidas alcoolicas. Até cheguei a ver uma galera em fóruns de internet sugerindo que você esvasiasse garrafas de plástico de água mineral e colocassem gin ou cachaça dentro, que elas parecem água e você com certeza iria conseguir passar na imigração. Juro que fiquei pensando o tanto que o cidadão deve gostar de encher a cara para vir a fazer uma patacada dessas. O produto de exportação da Mauritânia é o ferro e o país basicamente vive de minerais e pescados.

Era um país que dificilmente eu iria visitar em um futuro próximo.






Curitiba
Semana passada ocorreu o quarto Encontro Nacional do Couchsurfing em Curitiba. Aproveitando-se do feriado, o pessoal de lá realizou um evento bem legal onde centenas de couchsurfers de diversas partes do país puderam se conhecer e se divertir durante quase uma semana em Curitiba. O encontro foi bem estafante e até hoje, uma semana e meia depois, minha garganta ainda sofre as conseqüências de tantas noites de esbórnia.
Couch em Curitiba
Bem, pra começar o post acho que não teria como eu deixar de falar de uma das partes mais legais do evento que foi o couch que pude ficar em Curitiba. Fiquei na casa de Ana Cláudia, uma amiga minha do colégio dos tempos do Maranhão. Cara, foi aquilo que eu chamo de couch cinco estrelas como esse aqui e esse aqui. A Cláudia passava o dia inteiro com a gente, pra cima e pra baixo no carro dela e sempre estava a disposição pra poder ir pra qualquer lugar!
A Cláudia não morava sozinha, ela tinha, digamos, uma “companheira de casa” e que no final sempre era o centro das atenções. Ela se chamava Zaha e era da raça maltês, uma cachorra MUITO fofa e que fazia muita bagunça. Deixar a Zaha solta pelo apartamento era pedir pra casa virar do avesso.
Por último, mas não menos importante, a Cláudia também hospedou uma outra menina durante o meeting. Ela se chamava Larissa e era estudante de medicina, o que foi de muita valia enquanto estivemos em Curitiba. Por que, Claudiomar? Você ou a Claudia passaram mal? Não, nós não, Zaha sim. Mas a Larissa era médica ou veterinária? Bem, deixa eu explicar.

A Larissa é médica e, como todos os médicos devem ser a meu ver, ela tinha um conceito de “nojo” meio que diferente das pessoas normais. Um catarro pras pessoas normais é uma coisa asquerosa, mas pra ela nada mais é do que uma mistura de proteína, água e restos celulares, comum em pessoas que ela um dia virá a tratar quando se formar. Tem que ser assim mesmo, né amigo? Imagina o que seria um médico com nojo de catarro e outros excrementos orgânicos? Eles parecem simplesmente relevar tudo isso. A Larissa foi muito útil nesse ponto.
Bem, teve um dia que resolvemos dar uma volta por uma feirinha de Curitiba e levamos a Zaha pra poder dar uma volta também. E cachorro, ainda mais filhote, vocês sabem como é, né? Sai comendo tudo que vê pela frente. E gente, só uma pausa. Esses cachorros de hoje em dia tão muito fresco, né? Hoje cachorro de madame não pode comer uma carnezinha mais gordurosa que já passa mal. Tem cachorro hoje em dia que não pode mais nem, PASMEM, comer osso porque se engasga. É muita frescura! Essa meninada que hoje passa o dia ouvindo Restart…

Estávamos dentro do carro, já voltando pra casa. Eu e a Cláudia na frente e a Larissa atrás com a Zaha no colo. Sim, se eu enrolei esse tempo todinho pra explicar, você sabe do que eu tou falando. Dali a pouco a gente só escuta um barulhinho: Bleerrrgggghhh!!! A Zaha vomitou tudo o que tinha no estômago em cima da pobre da Larissa. Aí, meu amigo, aí foi banco pra um lado, ração de cachorro de madame pro outro, jantar da noite passada TUDO em cima da pobre da Larissa. Rapaz, pense em alguém que ficou desesperado? Ela? Não, eu e Cláudia ficamos desesperados preocupados com a Larissa e ela só de boa! A gente desesperado pra poder chegar em casa pra menina poder se lavar logo e a Larissa, que tava vomitada, falando pra gente ficar de boa, aquilo era só, cara, eu não lembro como era a palavra que ela utilizava, mas era algo como “Ah gente, isso é só fisiológico!”. Cara, sério! Imagine como seria uma menina, digamos, “normal”? Ela já estaria gritando mais que uma arara tendo os intestinos arrancados! Larissa não, Larissa tava lá, serena!
Além desse teve outro dia que a gente tava em casa se preparando pra sair e resolvemos soltar a Zaha dentro de casa pra poder dar um pouco mais de alegria no recinto. Ela ficou doida pra cima e pra baixo na casa. Como estávamos nos arrumando, não pudemos dar muita atenção a ela. Como cachorro hoje é bicho inteligente, ela pensou que só tinha uma maneira de chamar a nossa atenção. Subiu em cima do meu colchão, próximo ao meu travesseiro e ficou em posição de ataque. Começou a se contorcer e aquele negócio marrom começou a descer de dentro da cachorra! Rapaz, foi um Deus nos acuda dentro do apartamento! “A cachorra tá cagando, a cachorra tá cagando!” – gritava alguém de dentro do banheiro quando Larissa mais veloz que o Papa-Léguas só enrolou a sua mão em um saco plástico de supermercado e colocou embaixo da cachorra no exato local da, digamos, aterrissagem do projétil marrom. Missão cumprida, cachorra amarrada depois disso e eu e a Cláudia impressionados com a coragem da menina! “Ah gente, isso é só fisiológico” – ela repetia seu velho bordão.
Nada mais irônico e apropriado que ela vir de uma cidade que se chamava “Vassouras”.
Dia na feirinha
Esse dia na feirinha foi até legal. Não que eu ache interessante ficar visitando feira e mercado, isso é coisa pra gringo, mas como as companhias eram legais, valia o passeio. No caminho eu tentei bater foto, mas não deu tempo, de uma “pichação” que era comum pelo centro da cidade de Curitiba. Algum figura saiu escrevendo pelas paredes da cidade o endereço do MySpace dele pras pessoas poderem lhe visitar. A que ponto chega uma pessoa no afã de quere ser famoso.
Demos uma volta pela feirinha e depois fomos voltar pra casa. Na hora de voltar pro carro, alguma coisa estava faltando. Chave da casa? Carteira? Juízo? Não, Cláudia deu por falta do carro. Ah, meu amigo, aí começou o desespero. Cláudia começou a se desesperar, o carro fora roubado! E se desespera daqui; liga dali; o carro não tem seguro; ah meu Deus, o que fazemos agora; Fulano no telefone falando pra ligar pra polícia. O desespero tomou conta de todos nós e, principalmente, de Cláudia.
Eu, no meu íntimo particular, também estava um pouco desesperado. Além do fato de Cláudia ter perdido o carro, lembrei que dentro dele eu havia deixado o meu casaco do Brasil. Sim, aquele casaco que vocês já conhecem que está em todas minhas fotos e que viajou o mundo comigo! Se vocês olharem as fotos lá de cima, dá pra ver que ele está em três delas!
Tudo bem, um casaco não tem o mesmo valor de um carro, mas pô, foi o casaco que viajou comigo o mundo inteiro, né? Quando eu o teria novamente? Tinha um valor sentimental meio grande naquela peça de algodão e poliéster. Agora que eu o perdera, eu teria que comprar um outro casaco e dar outra volta ao mundo com ele! E pô, eu pensando em tudo isso, mas não podia nem comentar com a Cláudia, né? Imagina, ela desesperada com um carro e eu preocupado com um casaco? Enfim, Cláudia era a prioridade.
Enquanto o desespero tomava conta do clima, tive uma ideia sublime. Senão genial! Cara, sabe aquela ideia que se fosse na área da ciência lhe valeria um Nobel? Poderia me chamar de Claudiomar Einstein depois dessa. Qual foi a minha brilhante sugestão? “Gente, que tal a gente descer mais um pouco e ver se o carro não ficou mais abaixo?”.
Sim, exatamente como você pensou. O carro se encontrava uma quadra abaixo e meu casaco estava lá dentro. Ela havia estacionado uma rua abaixo e não lembrava… Alívio geral e a constatação que essa juventude anda usando drogas demais…
Obs: Sim, galera, eu vou continuar escrevendo sobre as viagens de volta ao mundo, mas só tou escrevendo sobre outra viagens minhas porque uma hora ou outra esse blog vai acabar e não quero que seja tão rápido…
Cruzando a fronteira da Turquia com a Síria
No outro dia consegui pegar o meu busão em direção a Damasco na Síria. Ainda estava meio confuso se eu conseguiria ou não o maldito visto pra poder entrar no país. Uns me falavam que era super de boa pra poder tirar, que era só pagar a taxa que você estava dentro enquanto outros me falavam que era maior embaço e complicado. Isso era um tanto quanto preocupante, haja vista que não ter todas as informações necessárias em um ambiente possivelmente hostil como aquele não é o melhor dos cenários. Se os caras da fronteira percebessem isso, eles poderiam tentar me enrolar (fazendo eu pagar mais pela taxa do visto, que eu sequer sabia de quanto era) ou então me pedir suborno, o que eu só faria em último caso.
Abaixo dá para ver o sentimento que eu tava na fronteira:
Loucuras em Tel-Aviv
Formulário de contato
Como é voar na Air Koryo, a pior companhia aérea do mundo
Depois que a Air Koryo foi eleita a pior empresa aérea no ranking da SkyTrax, o blog Melhores Destinos solicitou que um blogueiro que acabou de visitar a Coréia do Norte fizesse um relato de como é voar de Air Koryo. Acabou que ele teve a mesma impressão que eu, voar com Air Koryo só dá medo do avião cair, mas tirando isso é bem mais confortável do que viajar com a Gol ou a Webjegue.
Segue o relato…
“…A Coreia do Norte é considerada a nação mais fechada do mundo. Os números não são precisos, mas a quantidade de ocidentais que visita o país a cada ano gira ao redor de apenas 3 mil pessoas. Para chegar lá, esses viajantes têm duas alternativas: avião ou trem. Se escolherem chegar por via aérea, é grande a chance de precisarem voar na única companhia com apenas uma estrela no ranking SkyTrax e, portanto, considerada a pior do mundo: a Air Koryo.
Essa empresa de péssima fama foi fundada em conjunto por norte-coreanos e soviéticos em 1954 e foi batizada de Chosonminhang. Chegou a voar para lugares como Moscou, Berlim e Praga, mudou para o nome atual em 1992, mas, aos poucos, junto com a decadência do comunismo e do próprio país, foi perdendo destinos internacionais regulares até chegar aos três que tem hoje: Pequim e Shenyang, na China, e Vladivostok, na Rússia. Existem relatos de voos para Kuala Lampur, na Malásia, e para Bangcoc, na Tailândia, mas os mesmos não são regulares nem constam no site da companhia.
Uma olhada na Wikipedia atrás de informações sobre a frota da Air Koryo pode ser assustadora para quem não é fã de aviação. Com exceção de um Antonov ucraniano, todos os outros aviões são os russos Ilyushin e Tupolev. Isso não é necessariamente um motivo de preocupação, afinal existem modelos modernos desses fabricantes, todos autorizados a voar na União Europeia, por exemplo. Mas uma pesquisa mais cuidadosa mostra que esse não é o caso da maioria dos aviões da Air Koryo. Os modernos, ali, são poucos.
Apesar dessas características potencialmente arrepiantes, a Air Koryo é membro da IATA (a Associação Internacional de Transporte Aéreo) e o histórico de acidentes da companhia é baixíssimo. São apenas dois registrados em mais de 50 anos de atividades, em 1983 e em 2006, sendo que esse último não teve nem feridos. Mas é bom lembrar que estamos falando da companhia aérea estatal de uma ditadura, o que sempre pode significar informações sonegadas ou falsas.
Mesmo sabendo de tudo isso, quando fechei minha viagem para lá não tive a menor dúvida e escolhi chegar de avião com a Air Koryo. Eu tinha consciência de que poderia ser, no mínimo, tenso, mas viajar para a Coreia do Norte é como viajar no tempo, direto para o período da Guerra Fria. Eu queria entrar no clima logo que fosse possível e não podia perder aquela oportunidade de voar em um equipamento fabricado na falecida União Soviética.
Então eu fui…”
Para ler o relato completo, clique no link abaixo:
http://www.melhoresdestinos.com.br/avaliacao-air-koryo.html
O culto à personalidade na Coreia do Norte e a influência da Guerra das Coreias (1950 – 1953) nisso
Kim Il Sung e Kim Jong Il são quase o “Leonardo Da Vinci” das Coréias. Eles escreveram livros, filosofias, óperas, balés, dirigiram centenas de filmes, ensinaram agricultores a plantar, operários a trabalhar… Só parecem não ter ensinado como fazer dinheiro, pois, com sua renda per capita de meros 1400 dólares por ano, a Coréia do Norte está entre as dez piores rendas do planeta.



Todo ato deles é representado por quadros em museus. A casa que Kim Il Sung nasceu é um museu a céu aberto. Saímos da casa fomos tomar água no poço que ele tomava todos os dias.

Só um parênteses. Você aí se achando todo pimpão porque andou em uma montanha-russa com quarenta loopings nos Estados Unidos. Grandes coisas. Quando estávamos lá no parque de diversões da Coréia, o guia perguntou se queríamos ir em um. Proposta indecente! Lógico! Fomos num brinquedo que no Maranhão costumávamos chamar de “Ranger”. Furamos uma fila de , literalmente, milhares de pessoas (estrangeiros não precisam pegar filas, aquela é a fila dos coreanos – falava o guia quando dizíamos que furar fila não era certo) e seguimos. Cara! Que emoção, viu? Quando demos o primeiro looping, o brinquedo fez um BARULHÃO e começou a se tremer! Manutenção não deve ser o forte da Coréia do Norte. Os gritos entoados depois desse barulho não foram de emoção! Foram pela vida! Mas estávamos seguros, antes do brinquedo começar a rodar, veio um dos carinhas do parque e deu um aperto, mas um APERTO, no cinto de segurança que saímos falando fino depois que descemos. Depois vê até onde vai esse cinto de segurança…





Eles estão no ano 2012? Lógico que não, eles levam em consideração a história antes e depois do nascimento de Kim Il Sung, não parece lógico? Logo, estamos no ano 101 da era Juche (1912 é ano 1 e não ano 0, por isso ano 101 e não 100). Cara, você conseguem perceber o quanto isso é maluco? Até a contagem dos anos é diferente. Acho que é a primeira sociedade moderna que eu conheço que conta o tempo baseado na figura de um líder não-religioso, Kim Il Sung (os muçulmanos contam baseados em Maomé, nós baseados em Jesus Cristo). Como eu falei, eu não duvidaria se depois de alguns dias começassem a nos falar que um deles ressuscitava mortos, curava enfermos ou andava sobre as águas.





Fico olhando aquilo tudo de longe, como eles parecem acreditar naquilo e como parecem felizes em viver aquela realidade e me sinto como um antropólogo que adentra em uma tribo indígena e não pode de forma alguma influenciar o modo de vida deles mesmo sabendo que pequenas adaptações no cotidiano poderiam melhorar e muito a vida deles. A diferença é que o antropólogo não fala nada por causa do seu trabalho, eu não faço nada por causa do meu pescoço. Pior que a gente fica meio que com um grito por dentro, com as palavras entaladas na garganta sem poder falar nada. As vezes da vontade de falar pro guia um pouco mais da verdade, mas pode ser perigoso. Na verdade, as vezes dá vontade de agarrá-lo pelo pescoço e gritar:

OK, VAMOS COLOCAR UM POUCO DE PINGO NO “I”?


Apesar de tudo, é preciso tentar entender sem julgar. É preciso tentar entender que a Coréia do Norte é um país de história muito sofrida. Eles sofreram durante diversas tentativas de “japonização”, prisões em massa, sequestro de coreanas para servir como escravas sexuais de oficiais japoneses, utilização de prisioneiros coreanos em experimentos com armas químicas e biológicas e perversões diversas dos japoneses até o fim da Segunda Guerra Mundial. Cinco anos após o fim da Segunda Guerra, 1950, quando o mundo inteiro estava em paz, ocorreu a “guerra esquecida”, a guerra da Coréia, que quase ninguém lembra, mas foi tão fratricida que quase levou a uma Terceira Guerra Mundial.

GUERRA DA COREIA – VAMOS ENTENDER UM POUCO?
Para quem não sabe, a Coréia era um país unificado quando foi invadido e colonizado pelo Japão. Após a Segunda Guerra Mundial, quando os Estados Unidos estavam para conquistar a Península Coreana, a Rússia e a China intervieram e ocuparam a parte norte da Península, implementando um país satélite assim como havia sido feito na Alemanha Oriental e no Vietnã do Norte (que também foi dividido em dois). A China não queria tropas americanas bem na sua fronteira, tampouco a Rússia, portanto criaram a Coréia do Norte. Após o fim da Segunda Guerra Mundial, essas duas Coréias ficaram em pé de guerra. A Guerra da Coréia começou quando, quando… basicamente quando eles saíram de ameaças de invasões para ação e o pau começou a quebrar. Os EUA dizem que a Coréia do Norte começou, a Coréia do Norte diz que a Coréia do Sul começou e não temos consenso. De qualquer forma, em uma região de conflito como aquela, com várias trocas de ameaças e escaramuças é difícil saber de que lado estava o estagiário que deu o primeiro tiro. É mais ou menos aquela cena quando a mãe pergunta pros dois irmãos quem começou e os dois ficam gritando: – “Foi ele, mãe, foi ele!”, ela perde a paciência e senta a mão nos dois.
A Coréia do Norte partiu pro pau e quase reunificou a península coreana (ou libertou os coreanos do sul como diz o guia), 90% da península ficou sob o seu poder. Quando os EUA viram que iam perder um aliado estratégico, entraram com tudo na guerra, com ajuda de tropas da ONU e foram levando as tropas do Norte de volta até quase a fronteira na China. Quando a China viu que ia perder o seu satélite, adivinha o que ocorreu. Sim. Ela levou o caminhão de cream cracker para fronteira e saiu distribuindo bolacha pra todo lado. Entrou com tudo na guerra (e imagina o que é guerrear na fronteira do país de maior exército do mundo), com apoio da mãe Rússia e aí o pau comeu de vez. O pau foi comendo, as tropas americanas foram recuando e quando o pau realmente ficou sério, com os dois lados ameaçando usar armas nucleares, todo mundo pediu “júri-juri” e a turma do deixa-disso entrou em ação. Assinaram um cessar fogo e por um momento a guerra cessou. Resultado da guerra? Um milhão de coreanos mortos e as fronteiras EXATAMENTE no mesmo lugar de antes. Um milhão de vidas ceifadas de graça.
Importante citar que, como falei, não foi assinado um tratado de paz e sim um cessar-fogo. E faz diferença? Sim, faz TODA diferença. Um cessar-fogo diz basicamente “vamos parar de se matar por um instante e tentar conversar para chegar a um acordo para acabar a guerra”, porém ele não TERMINA a guerra. Portanto, tecnicamente as duas Coréias ainda estão em guerra. Isso pode parecer bobagem para a gente, mas para um país extremamente fechado e paranoico ter uma declaração de guerra assinada contra ele até hoje faz muita diferença. Por essas e outra que a Coréia do Norte tem hoje o quarto maior exército do mundo (maior do que o de países como Brasil, Alemanha…), sendo formado basicamente por tropas mal treinadas e mal alimentadas. Apenas carne humana segurando um rifle.










