Autor: claudiomar23
Perambulando por Istambul, parte 2.
A história da Mesquita Azul (ou Mesquita do Sultão Ahmet, sultão que patrocinou sua construção) tem uma história peculiar e engraçada. Como já contei pra vocês, em 1453 os turcos-otomanos tomaram Constantinopla e decidiram manter a Sofia de pé, adicionando apenas as minaretes para transformá-la numa mesquita (ainda que sempre fora permitido aos cristãos realizarem suas preces lá dentro). Mais ou menos duzentos anos depois, em 1606, um sultão turco, Ahmet, estava sentando na varanda do seu palácio à beira do tédio, sem ter o que fazer e pensou: – Rapaz, essa tal de Santa Sofia até que é bonitinha mesmo. Mas, pensando bem, ela não é obra dos irmãos otomanos. Ela, apesar de hoje ser nossa, foi construída pelos bizantinos e possui influência da arquitetura bizantina. Quer saber? Vou fazer uma outra bem maior, bem mais imponente e bem mais bonita para demonstrar que os otomanos podem construir uma mesquita bem melhor que esses bizantinos aí. Tá certo que vamos ter quase 1000 anos de tecnologia a mais, mas quem precisa saber disso?





Os turistas tem a tradição de jogar moedas nas cisternas para realizar os seus desejos. Peixes também podem ser encontrados por lá.

Vídeo em Istambul
Voltei…
Perambulando por Istambul
![]() |
|
Estreito de Bósforo
|
![]() |
|
Gatinho comendo cabeças de peixes na saída da Hagia Sofia
|
![]() |
|
“Hagia Sofia” vista de fora
|
![]() |
| Esse mosaico fez parte de muitos livros de história da galera |
Istambul

![]() |
| Estreito de Bósforo |
![]() |
| Império Romano |
![]() |
|
Ilustração de como era Constantinopla em 1453. Preste atenção nas correntes. Abaixo, as diversas muralhas que cercavam Constantinopla. Detalhe que “Wall” em português significa “muralha“
|
O Levante do Gueto de Varsóvia e o Levante de Varsóvia – Polônia
Após esse verdadeiro massacre sofrido pelas tropas polonesas, os nazistas amontoaram judeus poloneses em guetos. Amontoar é mesmo o nome certo, já que quase 400.000 judeus poloneses foram transferidos pra um bairro da cidade de Varsóvia para morrerem lentamente de fome, frio e doenças. Mais uma vez, só para ilustrar, 30% da população foi transferida pra menos de 2,4% do território da cidade de Varsóvia. A ração a que cada judeu tinha direito dentro do gueto supria menos de 200 kcal diárias o que é menos do que 10% do necessário para o corpo humano se manter vivo. Para evitar fugas, os alemães ergueram verdadeiras muralhas ao redor do gueto, colocaram arame farpado e ostensiva vigilância o que tornava quase impossível escapar do gueto.

Depois de algum tempo morrendo como moscas eles perceberam que não teriam chances e que mais cedo ou mais tarde a morte seria o fim de todas as pessoas que estavam dentro daquele inferno. Então, já que iriam morrer mesmo eles pensaram: – Bem, até que não seria uma má ideia se ao invés de morrermos de fome, nós levássemos uns alemães com a gente. E dessa maneira, armados de tudo que eles poderiam carregar os judeus decidiram sair no pau no melhor estilo “o que é um peido pra quem já tá cagado? Bem, o resultado vocês podem imaginar o que foi, né? Imagine você armado com escorredor de macarrão, panela de barro e umas colheres de madeira lutando contra soldados com coletes a prova de bala e armas automáticas? O fim não deveria ser outro. Do lado dos alemães eles perderam menos de 50 soldados contra mais de 50.000 judeus que foram mortos ou transferidos pra campos de concentração. Bem, se você olhar pelo lado dos números, parece que não adiantou de nada, mas deixando a frieza da matemática de lado, imagine o simbolismo que o levante teve para os poloneses e para os judeus que pelo menos morreram lutando. Além disso, houve a tremenda dor de cabeça para os alemães de ter que retirar tropas do front para poder conter a revolta e, o mais importante, o aumento da moral dos poloneses e dos judeus em geral após isso.




Maranhenses pra galera relaxar um pouco e sair desse tema de “Guerra, guerra, guerra” 🙂




E o desânimo começa a nos vencer…
Elas nos deixaram no outro posto e seguiram viagem. Umas palavras de conforto e um encontro agradável como aquele que acabávamos de ter era tudo o que precisávamos para poder aumentar a moral da tropa. Ninguém dá carona pra quem chega com um semblante triste na face. Após descer do carro dela, eu e Gosia fomos na febre em cima dos motoristas pra ver se conseguíamos sair logo dali. Mas cara, foi rápido dessa vez. A tiazona realmente tinha razão. Gosia abordou um caminhoneiro, falando em inglês, e ele fez uma cara de que não entendia patavinas do que ela falava. Ele meio que falou gesticulou que não falava inglês. Nós meio que perguntamos de que país ele era e ele meio que respondeu que era da Polônia. Felicidade geral! O cara era polaco!!
![]() |
| Gosia segurando uma das latinhas de cerveja que ele nos deu (repare que a latinha é de uns 500 ml) e o caminhoneiro segurando a sua gavetinha refrigerada mágica! |
Comentários Comentados
Saindo de Munique…
![]() |
| Caminho que deveríamos seguir até Praga |
TECLA Play































