Autor: claudiomar23
Templos e história – Seul, Coreia do Sul
Cara, Seul em si não foi uma experiência de toda tãããoo fascinante. Foi uma viagem interessante, aprendi muita coisa sobre história coreana, mas nada que me fascinasse demais. Tem várias coisas legais, mas sempre você tem em mente que ou o Japão ou a China tem lugares mais irados para se poder ver. A Coréia em si me pareceu mais uma zona de transição entre o Japão e a China.
Teve um templo IMENSO, o Gyeongbokgung Palace (sim, todos os nomes em coreano são impronunciáveis), que visitei quando estava por lá, muito irado, mas como falei antes, bem inferior aos que tem no Japão (até porque ninguém nunca foi no Japão queimar os templos deles, como eles sempre fizeram com todo mundo. Japonês, ô povinho que gosta de queimar o templo dos outros, meu deus). Tal templo foi a principal morada da realeza coreana por vários anos e hoje é aberto a visitação, pena que meu guia foi em coreano ¬¬ (eu ia postar um vídeo que fiz mostrando o templo, mas o youtube não quer colaborar, depois que conseguir fazer o upload no youtube posto o vídeo aqui )
Outro templo que eu visitei e que também foi da hora, foi este que vou postando abaixo. Bonito, bem organizado, um pouco menor. Mas o que eu achei mais engraçado foi que no meio daqueles templos menores de estilo oriental, tinha um prédio imenso com várias pilastras romanas. Era uma construção que mais parecia o senado americano. Parecia até que alguém tinha colocado aquilo lá só de zoeira, hehehehe. Depois dei uma lida e vi que, assim como o Japão durante a era Meiji, a Coréia também passou por um período de modernização com esforços para se modernizar e ficar mais próximo do “Ocidente moderno” havendo assim a preocupação de absorver parte do estilo e da cultura ocidental. Por isso construíram aquele prédio lá.
Agora, cara, sem sombra de dúvidas, o que mais me impressionou em Seul, além do preço absurdo de tudo que se comprava, foi uma ex-prisão que visitei. Assim como quase toda a Ásia (notadamente os chineses), os coreanos também possuem várias histórias escabrosas de quando eles estiveram sobre ocupação japonesa. Assim que foram expulsos, eles reaproveitaram uma prisão que os japoneses utilizaram para pra empilhar (“prender” seria um eufemismo) coreanos que lutavam pela independência da península.
Mas mermão, a parada foi que os bichos resolveram fazer tudo real até demais. É assustador a situação lá dentro! Se eles deixassem só os relatos, já seria algo chocante (tinha prisioneiro que se alimentava de ratos e baratas), mas, não satisfeitos, os coreanos resolveram colocar algo bem mais real. Eles simplesmente pegaram vários bonecos diferentes e saíram colocando pelas celas da prisão sendo torturados. Aí mermão, era sangue pra todo lado, gritos apavorantes, pedaços de gente espalhados e por aí vai… Cara, foi bem mais assustador que todos os trens fantasmas que já visitei em parques de diversões!
A melhor parte não era nem essa, a melhor parte era que, não bastando o realismo da parada, os coreanos, diariamente, levam centenas e centenas de crianças pra poder visitar a ex-prisão onde os heróis coreanos patriotas (é assim que toda vez eles se referem aos que pereceram por lá) foram empilhados. No começo é até engraçado. Eu, por ser o único ocidental andando por aquelas bandas, despertava uma certa curiosidade na meninada, que toda hora que me via, acenava e tentava falar algo em inglês comigo, ainda que 90% falasse apenas “Hi, how are you”.
E era aquela meninada correndo, gritando e fazendo farra como toda excursão de colégio, a única diferença é que eles estavam visitando praticamente a “Auschimitz coreana”. Era engraçado ver a cara da meninada antes e depois de visitar as “salas de tortura”. Antes era todo mundo serelepe, brincando e correndo, depois, saía todo mundo chocado lá de dentro, heehheh. Eu não sei nem o que espantava mais, se era o ambiente macabro daquele museu ou os gritos da meninada quando viam os bonecos sendo torturados.
Eu fiquei até pensando na real necessidade de se levar crianças de SETE anos pra poder ver aquelas cenas de tortura. Tudo bem que a história precisa ser contada e nunca esquecida, mas meu amigo, não dá pra esperar esses meninos crescerem mais um pouco não? Eu que não sou coreano, já fiquei revoltado, imagina a meninada que lê aquilo escrito com todas as letras “os japoneses fizeram isso com seus avós”! Eu não queria ser uma criança japonesa numa sala de aula coreana. Heheheh.
Outro fator que eu achei interessante refere-se ao fato de tudo lá dentro estar escrito em coreano, inglês e, claro, japonês. Fiquei imaginando se os japoneses realmente visitam aquela prisão.

Enfim o post do Havaí…
Cara, pode ter certeza que aquela fase passou. Decreto a partir de hoje o fim do período “blogs sem sal” e da busca desesperada por histórias para postar no fim de semana. No Havaí rolou tanta coisa que dá pra eu escrever é um livro de tanta presepada que eu passei. Sério, não falo isso só pelo local em si, que é bonito pacas, mas também ao que ocorreu no dia a dia.
Antes de começar a escrever, gostaria de explicitar como funcionará a nova metodologia do blog. Ao contrário da “Idade das Trevas” de Santa Bárbara, não irei postar fixamente todas às sextas feiras. Cada post me consome várias horas pra poder ficar pronto e como tempo em viagem sempre é curto, não vou utilizar, majoritariamente, os horários que tenho em casa pra poder escrever. Vou aproveitar o máximo que puder os horários que estiver dentro de aeroportos ou viajando dentro do avião. Chegando em casa, faço as modificações finais e posto no blog. Isso significa que, assim como pode ocorrer dois posts por semana, também poderá ocorrer em duas semanas apenas um post. Mas, assim como no Havaí, toda sexta feira faço um mini-post, com uma foto do lugar que estou, avisando quando será a previsão para o próximo post, assim a galera não fica tão perdida.
Os posts serão divididos da seguinte maneira. Antes de começar a escrever do lugar em si, vou fazer uma rápida introduçãozinha, meio que Wikipédia, sobre o país ou região que estou visitando, com alguns dados sobre história, população, economia etc. Para que as pessoas possam ficar mais situadas sobre o que eu estou escrevendo (é cumpade, Claudiomar também é cultura!). Depois da introdução vou escrever algo relacionado às impressões que obtive do lugar e aí sim, após esses dois posts, vou colocar as histórias que aconteceram durante minha estada, portanto, se você quer ler só as presepadas, pule sempre os dois primeiros tópicos. Claro que isso não ocorrerá rigorosamente (como nada nesse blog), mas esse será o padrão que tentarei seguir.
Tirando isso, eu só gostaria de desejar muitas risadas pra quem estiver lendo e também que vocês possam aprender bastante junto comigo sobre os diversos locais o qual estou passando. Lembrando que o itinerário que posto agora é sobre o Havaí e posteriormente será sobre Coréia do Sul, Hong Kong e Macau.
O Havaí
O Havaí atualmente é um estado americano. Tem uma população de mais ou menos 1,5 milhões de pessoas espalhadas em oito ilhas diferentes. A economia dos bichos depende quase que com exclusividade do setor de serviços (92%), com serviços governamentais e turismo como carros chefes! É o estado americano mais meridional (pra vocês terem uma idéia o Havaí fica quase que na mesma “altura” que Cuba) e se encontra a 3500 quilômetros do estado americano mais próximo, ou seja, é no meio DO NADA!
O Havaí nem sempre fez parte do território dos EUA. Pra falar a verdade eles têm uma história muito parecida com a dos países insulares do Pacífico Sul, como Fiji ou Tuvalu. Ilha espalhadas pelo Pacífico, formadas por erupções vulcânicas que foram sendo habitadas gradativamente por povos polinésios. Quando eu falo que o Havaí é uma polinésia que come hambúrgueres, é porque é muito próximo disso mesmo. Todas as ruas e praias são nomeadas na língua polinésia deles e também existem antigos nativos (7% da população total) habitando as ilhas, ainda que marginalizados (os serviços “de latinos e mexicanos” no Havaí são desempenhados pelos nativos e asiáticos).
Apesar de serem pequenas ilhas jogadas lá no meio do nada, o Havaí, nos seus primórdios, era formado por vários estados diferentes e monárquicos que lutavam entre si e matavam-se mutuamente. Ficou um tempão assim, sem que ninguém conseguisse unificar todas as ilhas em seu poder. Até que, um dia, aportou no Havaí uma esquadra britânica carregando nada mais, nada menos, que James Cook, um dos maiores e mais famosos navegadores britânicos (só pra vocês terem uma idéia, o cara é conhecido como “Pai da Oceania). Os havaianos num primeiro momento, olhando aquelas embarcações absurdamente gigantes, com ferro e metais pra todo lado (eles já tinham visto algumas peças de ferros, notadamente pregos de restos de embarcações, mas nunca nada como aquilo), achavam que se tratava de algum Deus ou algo do tipo. Depois de um tempo, acabaram entrando em conflito com os ingleses, chegando até a matar o próprio Cook.
Disso tudo, dessa presepada toda, uma pessoa acabou se dando bem. Um nativo, conhecido pelo nome de Kamehameha, durante muito tempo ficou em contato com os britânicos e aprendeu várias táticas e estratégias deles. Depois que os ingleses foram embora e tudo se acalmou, Kamehameha, como não querendo nada, montou o seu pequeno exército e foi conquistando ilha por ilha. Ou seja, ele basicamente apelou forte, utilizando até mesmo muitas armas dos britânicos. Com um poder totalmente desproporcional (você imagina o cara usando pólvora e metais contra os outros armados com uns pedaços de pau, ele foi “cheater” total), ele conseguiu unificar o arquipélago em suas mãos e ficou conhecido como Kamehameha, o Grande! O Napoleão do Havaí!
Depois disso, a influência ocidental no arquipélago foi crescendo gradativamente, sendo até mesmo absorvida pela cultura havaiana (adoção de religiões ocidentais etc.). Em 1898, os EUA anexaram o Havaí ao seu território e em 1950 ele virou um estado americano.
Um último fator que eu posso citar é que, meu deus, lá só tem asiático, doido!! Mais de 40% da população é formada por descendentes de asiáticos e por todo canto tem placas escritas em três línguas: Inglês, Havaiano e Japonês (ao contrário da Califórnia que era espanhol e inglês). Os japoneses não conseguiram tomar o Havaí na Segunda Guerra, mas agora tão tomando democraticamente, já que 20% da população é de descendência japonesa, além de que o que não falta é japonês fazendo turismo por lá! Tem japa por todo lado bicho!!
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Perambulando pelo Havaí – Estados Unidos
Deus fez um paraíso na terra, pena que cobrou tão caro por isso!
Bicho, é inexplicável como são caras as paradas por lá!! Sério, eu no Havaí vivi basicamente na dobradinha comida-busão e assim mesmo quase não consegui viver gastando em média 20 dólares por dia!! Acho que não ficou tão claro pra vocês!! Eu não gastei com MAIS NADA!! Moradia me saiu de graça e ainda assim gastei quase 35 reais POR DIA!! Mermão, é uma parada insana o lugar!
Isso ocorre devido ao fato de que o Havaí não produz quase nada, tudo tem que vir do continente, logo os preços ficam absurdamente caros! Tem também o fato de que o Havaí é o sonho de consumo de 10 em cada 10 americanos que vendem as cuecas e chegam com um dinheiro absurdo pra poder gastar no arquipélago, além dos japas que acham tudo isso aqui muito barato (eu fico imaginando o quão “barato” deve ser Tóquio)! Logo, como aprendemos desde o segundo grau, aonde tem muito dinheiro circulando, muita gente com dinheiro pra comprar, o mercado faz sua parte e eleva os preços ao absurdo!
Depois eu comecei até a pensar se realmente existe vantagem em ir ao Havaí passar umas férias rápidas. Com a grana que se gasta com hotéis e o que for, você pode muito bem viajar para Fiji ou então comprar a Tailândia inteira! Sério, não tem quem me faça mudar de idéia relacionado ao fato de que não vale a pena ir ao Havaí! O lugar é um paraíso? É! É lindo pacas? Sim! Não tou falando que lá é feio, mas é que o preço que você paga, a relação custo benefício, de quem vai pro Havaí torna um negócio nada aprazível. Pelo menos essa é a minha opinião.
Passeios no Havaí
WAIKIKI
Apesar de o Havaí ser formado por várias ilhas, fiquei apenas em uma, devido a, mais uma vez reiterando, o preço azedo pra poder viajar pras outras ilhas e também ao tempo, já que planejava ficar três dias (apesar de que fiquei mais que isso). A ilha que fiquei, Oahu, é quase do tamanho da ilha de São Luís e possui várias praias. Eu acabei gastando mais tempo na praia principal, a mais famosa, a praia de Waikiki.
Ainda pensei em ir pra outras praias, mas, mermão, elas eram muito longe do local que eu estava ficando além de que eu criei uma raiva danada dessa história de ir a outras praias! Teve um dia que eu fui pra uma praia chamada Kailua. Gastei quase duas horas de busão, SÓ DE IDA! Quando cheguei lá, a droga da praia estava deserta e ainda tava CHOVENDO!! Fiquei tão puto que falei pra mim mesmo que nunca mais ia tentar algo mais “exótico”. Por isso os outros dias acabei ficando só por essa praia mesmo. Mas nem por isso foi ruim. Cara, Waikiki é lindo DEMAIS!!
Obs: Cara, tou tentando escrever o blog aqui no Mc Donald’s do aeroporto do Japão, mas sentou um filipino aqui do meu lado e não pára de falar no meu ouvido. Eu tento virar pro computador e começar a escrever, pra ver se o bicho se toca e nada dele parar de falar. O mais engraçado é o assunto!! O bicho não pára de falar de PÔQUER… hehehehe. E fala que não sei quem ganhou não sei quanto, que ele foi jogar não sei aonde e pá pá pá! Que diabo eu tou afim de ficar sabendo disso, maluco?
Voltando ao assunto. A praia mais parece Copacabana. Prédio e hotéis pra todos os lados, MUITA gente deitada na areia e muita, MAS MUITA gente na água surfando. Eu, também não me fiz de rogado, peguei uma prancha emprestada com o coucher que tá me hospedando e caí na água. É engraçado como é caótico a parada aqui! É tanta gente na água que é impossível você pegar uma onda sozinho. Quando aparece uma onda massa, vai uns 10 a 15 caras ao mesmo tempo junto com você. Mas o mais engraçado não é nem isso, o mais engraçado é que além do fato que tem um bando de gente na mesma onda, tem muita gente mais próximo e mais afastado que você da areia, logo, quando a onda vem, vem junto um bando de prancha pra cima de você. Você só tem duas escolhas, ou dá umas braçadas e entra na onda também, ou mergulha pra debaixo da sua prancha, protege a cabeça e seja o que Deus quiser. Dá pra contar nos dedos às vezes que me protegi embaixo da minha prancha e não escutei aquele “ PRAN!!” de alguém batendo em cima de mim e depois o barulho de alguém capotando! Isso sem falar que várias vezes eu também dei umas pranchadas em neguinho! A parada é caótica mesmo, malandro!!
O melhor de tudo não é nem o fato de ter tanta gente na água, o melhor são os recifes que ficam embaixo de você. Você fica sentado na prancha esperando a onda e quando olha pra baixo vê aquelas paradinhas coloridas brilhando no fundo do mar. É bonito de ver, mas é mais bonito ainda é capotar pra cima deles! Mermão, duas pisadas que eu dei sem querer em cima de uns recifes, cortaram meu pé em vários locais. Eu só fiquei imaginando como deve ser você sendo jogado contra esses recifes por uma onda mais afoita. Não raro saía alguém sangrando do mar e ia pra areia esperar estancar os ferimentos, pois depois que estancava, lá iam os bichos pra dentro d’água de novo. INSANO!! Não me machuquei porque as várias vezes que fui pra água, fui com o Bobby a tiracolo e o bicho me deu todas as dicas pra não se estrepar, porque senão eu tava, como dizia os goianos, “no sal” (no duplo sentido!). Além de Waikiki, os únicos teve também Hanauma Bay e Diamont Head.
HANAUMA BAY E DIAMONT HEAD
Hanauma Bay é, segundo os nativos, um dos melhores lugares pra se fazer snorkeling na ilha. É uma baía que nasceu de uma erupção vulcânica e possui VÁRIOS recifes! O pico é irado DEMAIS! Mas como tudo no Havaí que é popular, também é lotado que só uma feira! Tem de tudo nessa baía! Tem aquelas tias gordas, tem farofeiro, tem americanas gordas de biquínis, tem brasileiras que te ignoram quando você fala em português com elas e por aí vai. Segundo o vídeozinho que obrigam a gente a ver antes de ter acesso à baía (e que custa a bagatela de cinco dólares), já faz tanto tempo que tem gente indo lá, que os peixes já estão acostumados aos seres humanos e por isso chegam bem perto da gente! Doido demais!! O mais engraçado é que devido ao fato de ter gente pra todo lado, a gente acaba fazendo um snorkeling meio “pinball”. Você tá nadando olhando pros recifes e tromba em alguém, muda de lado e tromba em outro, vira a direção e tromba em outro, e assim vai!
Massa foi quando eu dei com a cabeça em algo e pensei: “Diacho de cabeça dura esse cara tem”! Quando fui olhar pra ver no que tinha batido foi aquela surpresa!! Doido, eu trombei NO CASCO DE UMA TARTARUGA!!! Caraca, doido demais!!! Eu sei que todo mundo já ter tido aquele jabutizinho preto e laranja quando era criança (que sempre fugia da sua casa, era impressionante a destreza daquele bicho!), mas ver uma tartaruga, nadando no meio da praia, no meio do oceano, cara, é uma coisa indescritível!! É incrível a leveza e a graça com que ela nada na água! Não tem como explicar, é uma tartaruga nadando, cara! Mas só você vendo pra saber o que eu tou falando!! Fiquei lá, extasiado, nadando do lado dela por um tempão até que uma hora parece que ela encheu o saco de mim e mergulhou pra debaixo dos recifes. Fiquei nadando por mais um tempinho, mas depois saí! Quando comecei a olhar pros peixes e salivar, realmente eu vi que era a hora certa pra ir pra casa pra fazer meu almoço!
Mas não deu pra ir direto pra casa! Eu não sei que diabos tinha de errado com o snorkeling do coucher (o “respirador” pros menos familiarizados), mas eu não conseguia utilizá-lo corretamente e de dez em dez minutos eu ia dar uma respirada e tomava umas goladas federais de água do mar. Eu não sei se alguém aqui já deu umas goladas de água do mar, assim “de com força”, mas aquela parada deu um revestrézinho do cacete no estômago e principalmente, no intestino! Mermão!! Ainda bem que as praias do Havaí tem banheiro perto, viu?? Pombas, pense num cara que passou o resto do dia visitando todos os banheiros de Waikiki e Hanauma Bay? Sério, é que vocês não têm idéia do que eu tou falando! Eu devo ter bebido uns 500 a 700 mililitros de água salgada! Cara, é impressionante como aquilo detona contigo! A água salgada ao invés de hidratar, por ter muitos sais, te desidrata legal e deixa teu corpo doido que nem o aeroporto de Guarulhos! Eu não sei porque, mas ao invés da maneira “natural” de excretar líquidos, o seu corpo excreta a água do mar por meios, digamos, “menos nobres”, se é que vocês me entendem! Aí cumpade, foi o resto do dia Claudiomarzinho no banheiro e bebendo litros d’água (dessa vez água mineral). Amigos, nunca bebam água do mar, por favor!
Diamont Head também foi legal. São tipos umas montanhas no meio da ilha que dão uma visão irada pra praia de Waikiki. É uma caminhadazinha boa, uma hora, uma hora e meia, mas que no final vale a pena!
A casa das bizarrices. Minha hospedagem no Havaí!
Hoje é dia do primeiro post no Havaí – Estados Unidos
Galera, eu sei que hoje é dia de post, mas devido a minha vida nômade e também ao fato que não vou ficar 6 ou 7 horas aqui no Havaí escrevendo, o post fica pra depois… Vou tentar postar na segunda ou na terça agora, quando já estiver em Seul.
Ah sim, vale a pena esperar, viu?? Aconteceu tanta coisa maluca aqui no Havaí que dava pra escrever um livro inteiro só sobre essa viagem. Preparem-se que o que não vai faltar no próximo blog é presepada…
Abraços maranhenses
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Enfim indo embora de Santa Bárbara – Califórnia
Chés… Desculpa pela demora em postar, galera. A viagem enfim começou, tou no Havaí agora e pode ter certeza que o próximo post vai render muito. Isso se eu estiver vivo até lá, claro… ahhahaha
Enfim a viagem parece que vai começar! Cara, não vejo a hora de entrar naquele avião, ouvir o comandante falando “Bem vindo ao Havaí” e descer já com uma prancha debaixo do braço. Essa vida de muito trabalho e muita porrada já tá enchendo meu saco!
Como de costume, antes de ir embora, saí pra tirar algumas fotos. O Vicent, me fez o favor de servir como um “personal photographer” e saímos batendo algumas fotos de Santa Bárbara.
A despedida também contou com alguns mimos da galera lá de casa. O Karl, o dono da casa, foi fazer um bolo de aniversário pra poder comemorar o aniversário do Jason, meu companheiro de quarto e aproveitou e meteu um Claudio lá no bolo. Falou que era pra minha despedida e também pro meu aniversário! Faço aniversário dia 23 de abril e eles aproveitaram e adiantaram logo. Além disso, as japinhas também fizeram uma jantar especia
l pra mim, preparam um sushi com o maior carinho! Apesar de ter um pouco de dificuldade pra poder diger
ir aquela alga do sushi, não tive como recusar e me esbaldei na refeição.
Além dessa despedida das japinhas e do bolinho do Karl, rolou também um festinha de despedida na casa de uma alemã que conheci esses dias. A menina gente boa demais e também tinha uns amigos super gente boa. Foi legal, mas nem rolou nada demais nem nada de muito importante. Todo mundo bebendo até cair e muita risada. Na festa em si houve pouca presepada, nem rolou algo tão engraçado digno pra ser posto no blog. Se não teve presepada, foi ruim porque escrevo menos, mas por outro lado foi bom porque ninguém destruiu nada da casa dela (algo raro em festas com muita cerveja).


Despedida de Santa Barbara – Califórnia

Cara, eu fico impressionado que, quando a gente vai embora, parece que fica um pedaço da gente no lugar. Foi assim quando saí do Maranhão, foi assim quando saí de São Paulo, da Austrália e agora tá parecendo que vai ser assim quando eu sair daqui também. O mais estranho de tudo é que aqui, ao contrário dos outros lugares, não foi um lugar com que me identifiquei bastante. Não saí, não me diverti e nem carimbei a fuselagem (o que realmente é a parte mais triste). Isso em grande parte foi culpa minha mesmo, já que no início me isolei bastante e quando comecei a procurar algo pra fazer, peguei o segundo trabalho e fiquei sem tempo. Quando saí do segundo trabalho, já estava na hora de ir embora.
Mas o problema principal pra mim foi, rapaz, nunca tive tanto azar em fazer amizades como tive nessa cidade! A primeira amizade que fiz e a única que se manteve até o final (tirando o pessoal da minha casa), foi com aquele velho conhecido gerente que falei pra vocês, o Orlando. O cara sempre foi gente boa comigo e sempre demos várias risadas, mas ele era sempre ocupado e nunca rolava da gente sair. Depois dele, no início, comecei a fazer amizades com algumas brasileiras. Elas pareciam ser gente boa, mas sempre que eu tentava marcar algo com elas eu recebia um “eu vou ver o que vou fazer essa noite e depois te ligo”. Depois da terceira vez, sem respostas, percebi que já estava incomodando.
Teve também um cara que depois acabei apelidando de “O virgem de 40 anos”. Um tiozão que foi até bacaninha no começo, me levou pra Los Angeles, me levou pra comprar meu laptop e mais algumas coisas, mas no final eu não agüentava mais ouvi-lo falando. O bicho tinha seus 45 anos e se achava a “última coca-cola do deserto” só porque trabalhava como arquiteto e não como entregador de pizzas, como a maioria dos brasileiros. Além de que parecia um menino de 14 anos tentando chegar numa mulher. Era engraçado ele tentando “passar a goela” na japinha e querendo, como a gente diz no Maranhão, “se amostrar”. Olha o papo do figura pra poder digamos, impressionar a mulher:
– Não, que meu trabalho agora está começando a me dar uns problemas. Como comecei a me destacar muito, você sabe, comecei a despertar muita inveja. Está começando a ter muita politicagem e, você sabe, eu odeio politicagem. Mas isso não é o importante, o importante é que cada dia eu estou ficando melhor no que faço, me destacando e pá pá pá…
E por aí vai. Eu o via conversando com a mina e ficava rindo por dentro. Parecia até que ele tava era numa entrevista de emprego e não tentando xavecar uma mulher. Confesso que eu até tava xavecando essa japinha no começo, mas depois que o virgem de 40 anos montou em cima dela, eu esperei ele perder pra eu poder começar a tentar de novo, até porque eu não agüentava mais ele falando “olha, ao contrário dos brasileiros aqui, eu não trabalho de garçom, o meu trabalho é qualificado e talz, ao contrário desse maranhense “véi besta”, eu sou formado numa FAFIFÓ no Brasil e não trabalho vigiando hotel”. Eu ficava imaginando se na cabecinha dele, com esses papos de “consultoria de RH”, ele imaginava que a menina ia chegar pra ele e falar: – Nossa, eu adoro arquitetos, me deixa ver o seu esquadro (sim, o trocadilho sem graça foi de propósito mesmo, foi pra descontar a raiva)? O pior foi que aos poucos, com ele me falando, eu descobri o que ele fazia no bendito trabalho dele. Ele me falou que pegava as planilhas e redesenhava no AutoCAD (um software bastante utilizado por arquitetos). Não criava nada, apenas remetia o trabalho do chefe para o computador. Resumindo, ele trabalhava como um assistente de escritório de arquitetura, trabalho de início de carreira. Mas o importante era que o trabalho dele era qualificado ¬¬
Mas a melhor de todas, sem sombra de dúvidas, foi o que ocorreu com uma menina que eu conheci pelo Couchsurfing.com, chamada Monique. Rapaz, essa foi com certeza a melhor história. Eu estava aqui, sentado, em mais uma noite solitária no hotel e comecei a dar uma olhada no couchsurfing.com “pra ver de qual é”, procurando alguém pra poder me mostrar um pouco de Santa Bárbara. Entrei no chat do Couchsurfing e comecei a ver quem estava online. Rapaz… Pra que? Tinha uma loirinha FENOMENAL no chat! Cumpade, eu só pensei “essa mulher pode estar no Iraque, que eu vou pra casa dela!”. Fui lá, cliquei no profile dela e qual não foi a minha surpresa? Não, antes que você pense, ela não era de Santa Bárbara! ELA ERA DE ISLA VISTA, O QUE ERA MELHOR! Isla vista é uma cidade próxima a Santa Bárbara, que foi construída apenas pra servir de moradia pros estudantes da universidade daqui. Ou seja, é uma parada MUITO INSANA! TODO mundo que faz faculdade mora nesse bairro, ou seja, o local resume-se a badalação.
Comecei a conversar com ela, com aquele papinho “pois é, tou dando uma volta ao mundo e talz” e a mulher começou a me dar um mole insano. Perguntei se dava pra gente ver de sair já naquele fim de semana, mas ela falou que não, já que ia visitar a família, mas que na outra semana ela não via a hora de sair comigo. Falou também que na outra semana seria melhor já que todas as suas amigas também já estariam em casa e então a gente poderia sair todo mundo junto. Dei uma olhada mais atenta no profile dela e vi “as pobrezinhas” que moravam com ela! Mermão! Pense num bicho que pirou? Olha a foto!
Falei que tava de boa e desconectei. Meu amigo, nessa hora eu só abri os braços, olhei pra cima e falei: “Já chega, né? O que você tá aprontando comigo dessa vez?”. Cara, era algo que nada fazia sentido! A minha me dando um mole danado, falando que ADORAVA beber cerveja e que queria beber comigo até cair pra ver quem agüentava mais e ainda por cima morava com aquela mulherada! Eu não merecia tanto! Fiquei tão empolgado que peguei dois turnos dobrados no meu trabalho de Dishwasher e liberei o fim de semana posterior só pra poder sair com a mulher, né? Fiquei mais feliz que mosquito da dengue em campo de nudismo.
Como já disse várias vezes, pra dar história de blog, tem que dar errado, pois então. Deu errado! Como Deus não dá asa a cobra e quem nasce pra ser rosquinha nunca vai ser croissant, melou a parada. Tentei ligar várias vezes no celular dela, sem sucesso, além de sempre falar com ela no Skype e ela me ignorar. Acho que depois ela se arrependeu.
Esse foi um golpe que me deixou triste! Ô Urucubaca
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