Saara Ocidental






Palácio Al Jadi e o Sebastianismo – Onde as histórias do Maranhão e do Marrocos se cruzam
Marrakech, Marrocos – Comprando vestidos em Liquidação


Hospedagem em Marrakech – Marrocos. Onde ficar?


Se forem a Marrakesh, fiquem noEquity Point, sugiro demais.

Marrakech no Marrocos – Perambulando pela cidade
O termo Marraquexe vem da língua nativa dos berberes e significa “A terra de Deus”. Ela foi por mais tempo capital que Fez, Rabat, Casablanca ou qualquer outra cidade do Marrocos.
Lógico que na primeira noite eu não tive coragem de sequer pisar fora do albergue. Vai que eu me perdesse e tivesse que sair perguntando novamente?
No outro dia pela manhã andava dois passos, parava, olhava para trás para decorar o caminho. Mais dois passos, olhava para trás. Cara, sério, eu tava pensando em fazer como João e Maria e sair jogando umas pedrinhas no chão para ir marcando o caminho de volta. Depois que fui descobrir que eu estava ficando do lado de uma das mais famosas mesquitas da Medina (centro histórico em Marraquexe), a Moassine. Eu falava em Moassine e o pessoal me apontava o caminho.

E essa acaba sendo a principal atração de lá. Se perder em uma cidade que foi fundada há mil anos. Fui a mesquitas e a zonas turísticas indicadas no guia. Eram até bonitas, mas legal mesmo era ficar perambulando por lá e pensar que há quase mil anos as pessoas trabalham da mesma forma com pouco mudando desde então.Esse receio todo, na verdade, foi só no primeiro dia. Cara, é impressionante, no segundo dia eu já tava me orientando muito bem dentro da Medina. Apesar das ruas apertadas e medievais, já não me perdia mais.


Engraçado que eu passava do lado dos vendedores e eles começavam “Hello, my friend. Como estas, tudo bien? Sa vá? Bongiorno!” iam mandando em várias línguas diferentes até achar qual era a minha para ganhar a minha simpatia e me vender algo. Vez ou outra até um “obrigado” rolava entre essas tentativas, ao que meu sorriso acabava denunciando que eles tinham acertado.Comerciam os mesmos artigos. As cores e o colorido, os diferentes tipos de cheiro de ervas, de especiarias e de sons, a gritaria dos mercantes, tudo era muito interessante. Senti-me tão extasiado quanto o guia da Coreia do Norte me falou que se sentiria se um dia viajasse pela Venezuela (confira a história aqui). A disposição das lojinhas, as vielas, os produtos expostos… Desviar da meninada correndo, das motinhas atravessando no meio da galera, dos burros puxando carroças (!!!) em caminhos que mal passavam três pessoas ao mesmo tempo… parecia demais aquelas cenas de filmes da idade média.
Outro dia eu tava parado do lado de uma mesquita com um mapa aberto e um cara se ofereceu para me ajudar. Pensei que, bem, quem sabe ele não queria só me ajudar mesmo? Lembrei inclusive de um ocorrido no Egito onde todo mundo foi super gente boa e sem interesse (história do Egito aqui).
O cara perguntou de onde eu era, puxando papo, e eu falei que era do Brasil. Depois de um tempo eu fui perceber que ele era um guia e, agradeci, falei que não queria o serviço. Cara, mas foi engraçado. Aí foi até o fim do dia todo mundo falando em um português comigo. Mano, esses bichos só podem ter um grupo do whatsapp onde compartilham “Brasileiro com cara de idiota caminhando pela cidade. Ataquem-no!”.


Marrakesh – A chegada mais estressante do Marrocos


Marrocos – Comendo por lá

Marrocos – A terra dos bérberes – Relação Marrocos x França. Afinal, fica em qual continente?

Lima! E a viagem então chega ao fim.
Depois de todo esse rolê por Chile, Bolívia e Peru, todos esses perrengues, quando cheguei em Lima eu estava só o pó da rabiola. Cansado demais.
Lá fiquei hospedado na casa de alguém que já foi famoso nesse blog aqui. O meu fiel escudeiro e parceiro de perrengues e presepadas do tempo da Austrália. Sim, fiquei na casa do grande Jonas!
Ao contrário da época da Austrália, onde eu e o Jonas éramos apenas dois moleques desesperados por tentar sobreviver na Austrália, em Lima a situação era totalmente o contrário. Jonas hoje é diplomata e mora em um apartamento super legal, em um bairro super legal chamado Miraflores.
Não teve jeito. Combinou meu cansaço, com aquele friozinho bom de ficar dormindo o dia inteiro, com o apartamento do Jonas, com o fato de que eu iria voltar a trabalhar logo depois quando voltasse ao Brasil (portanto não poderia chegar todo moído)… Passei dias só dormindo.
A maioria dos passeios foram aproveitar da diversidade gastronômica de Miraflores com o Jonas, o que na verdade foi bem bom.
Jonas começou a querer fazer eu me mexer:
– Levanta daí, seu cabra! Vai procurar alguma coisa para conhecer em Lima!
– Mas, Jonas, Lima é exatamente como todas as outras cidades que eu já fui no Peru e na Bolívia. Plaza del armas para cá, Catedral para lá, Incas para cá, Pizarro para lá.
– Sim, mas levanta e vai fazer alguma coisa da sua vida! Você viajou até aqui para ficar dormindo?
Acabou que um dia resolvi ir para o centro de Lima. Miraflores é um subúrbio de Lima, loooonnggeee de tudo. Peguei um táxi e gastei quase uma hora e meia para chegar. Quando cheguei lá, o que tinha?
Plaza del armas para cá, Catedral para lá, Incas para cá, Pizarro para lá. ¬¬
Melhor foi a hora de voltar.
Nenhum taxista queria me trazer de volta, pois era horário de pico e para eles compensava mais fazerem corridas curtas do que ficar uma hora e meia no trânsito para me deixar em Miraflores. Tive que pagar o dobro para um taxista aceitar me levar de volta. ¬¬
SAINDO A NOITE EM LIMA
Outra coisa digna de nota foi que uma noite resolvi ficar em um albergue, sei lá, para ver se conhecia gente nova. Escolhi um quarto com duas beliches. Quem viria a ocupar as camas de cima? Os irmãos Ortiga que eu havia encontrado algumas vezes pelo caminho e inclusive escrevi sobre elas na história da truta maldita em Copacabana (se quiser conferir a história, clique aqui). Coincidência demais.
Fomos sair a noite por Miraflores.
Paramos em um bar para tomar uma caneca de cerveja que lá estava em promoção. Um litro de chopp! Ficamos lá conversando e tentando matar aquela monstruosidade de cerveja.
Depois seguimos pela rua, no centro de Miraflores e nunca fui tão assediado para ir em um puteiro quanto naquela vez. Toda hora chegava um cara querendo rebocar a gente para um. Fomos em um Subway para comer um lanche e um gordinho, segurança de uma balada de dentro do shopping, começou a conversar com a gente. Bicho, o cara era tão gente boa que acabou convencendo a entrar na balada dele. Falou que era de graça e lá a cerveja era barata.
Quando a gente entrou…
Não era um puteiro? Dentro de um shopping!!!! Tudo bem que era um minishopping e só funcionava a noite! Mas ainda assim era um puteiro dentro de um shopping!
O lugar ainda era decrépito, as pobres das meninas tinham aquelas caras de abandono e um bando de velho barrigudo lá dentro. Visão do inferno!
Acabou que ficamos zanzando por lá e eu fui dormir cedo, haja vista que no outro dia tinha meu voo de volta ao Brasil.
























































