Um maranhense, um paraibano, um elefante e uma câmera digital

Galera que foi pra Ayutthaya dormindo na casa de Nicknack
Dando um rolê por Ayutthaya, Nicknack nos propôs algo interessante:
– Ei galera, vocês já andaram de elefante?
Pô, já tinha visto uma galera caminhando com elefantes no meio da rua, mas nunca tinha subido em um. Fala aí, andar de elefante deve ser uma parada da hora, né não?

Não pensamos duas vezes. Falamos com NickNack e foi todo mundo andar de elefante. Eu, o paraibano e a alemã. Cara, chegamos numa casinha de telhado quebrado e de paredes amarelas descascadas. Nicknack já chegou gritando em Tailandês e lá de dentro saiu uma mulher e uma menina com o seu bichinho de estimação na coleira. A menininha era fofa demais, tinha por volta de uns sete anos e trazia na coleira o seu singelo tigrinho. Sim, cara, enquanto no Maranhão a gente cria cachorro, gato, capivara e cotia, na Tailândia eles criam tigres! Mermão, fiquei de cara demais!!! Depois dei uma olhada no jardim de trás e pude ver mais duas criancinhas dormindo no quintal. Dois belos tigrinhos tirando uma soneca. E eu achando que eu tava sendo “hardcore” porque tinha um pastor alemão guardando minha casa.
Sim, o tigrinho ficou tentando comer a minha bermuda jeans. A melhor foto que deu pra tirar com ele foi essa.
Eu acho que eu vi um gatinho

Nicknack ficou lá negociando o preço do “Elephant trekking”. Eu e os outros dois ficamos batendo fotos com o tigrinho. Cara, Nicknack voltou de dentro da casa com más notícias. A mulher não aceitou fazer o trekking por menos de 500 baths, o que dá por volta de uns 30 reais. Não tínhamos outra opção, já que ele falou que não teve jeito de baixar o preço (cara, quando um “local” não consegue baixar o preço é porque não tem jeito mesmo). Resolvemos embarcar.
Subimos eu e o paraibano num elefante e a alemã em outro. Vou te dizer, foi uma experiência única na minha vida, viu? Andar de elefante foi algo totalmente novo e sem parâmetros a tudo que já tenha ocorrido na minha vida medíocre! Rapaz, foi uma experiência impressionante! Cara, imagina, você sentado lá em cima! No lombo de um elefante? Vendo tudo de uma visao panoramica? Imagina, meu amigo???

Imaginou?? Hein? Hein?

Eu vou descrever pra você como é um passeio de elefante! Presta atenção na riqueza dos detalhes.
Um passeio de elefante, é assim: Ele anda, anda, anda, anda. Pára pra comer um pouco, anda, anda, anda. Faz uma curva e anda, caminha, anda, caminha e… E? Tchan, Tchan, Tchan, TCHANS!!! E ANDA!
Doido, eu vou te dizer, eu NUNCA passei tanta raiva na minha vida! Cara, andar de elefante foi uma das coisas mais CHATAS e ENTEDIANTES que eu já pude ter o desprazer de fazer! Algo como uma aula de botânica sobre o ciclo reprodutor das briófitas! Sério, doido!
Cara, não tem nada demais! Você sobe no lombo do bicho, ele anda pra um lado, anda pro outro e pronto, acabou! Mas não é assim, “acabou”. Vinte e cinco minutos andando no lombo daquele bicho me custaram quinhentos baths. Eu disse QUINHENTOS! Cara, trinta reais é dinheiro que só a molesta no Brasil, agora, imagina na Tailândia? Pra vocês terem uma idéia, quinhentos baths pagam 10 refeições num restaurante “padrão”. Depois eu vou falar o que dá pra fazer com quinhentos baths aqui na Tailândia e vocês vão fazer o seu julgamento.
O pior que é isso. Você sobe no lombo do bicho todo empolgado, fica feliz que só mosquito em campo de nudismo, acha que vai ser uma coisa de outro mundo e depois de cinco minutos você enjoa e fica os outros 20 minutos pensando como você desperdiçou dinheiro pra não fazer nada! Até andar de cavalo é mais divertido, já que cavalo pelo menos é rápido e você sente o vento no rosto. Cara, sério, se um dia vocês tiverem a “oportunidade” de andar de elefante, NÃO ANDEM! Paguem pra bater uma foto em cima do pescoço do bicho e peçam pra andar 10 metros. É mais do que o suficiente pra poder se entendiar. As fotos em cima do elefante vocês podem mostram praquele “Zé povinho” que vocês não gostam e fazer inveja neles. Não esqueçam de falar que andaram por quase duas horas e foi sensacional, assim se um dia eles tiverem a “oportunidade” de andar de elefante, eles vão jogar dinheiro fora. Hehehehe.

Eu lembro que um dia eu falei que, quando crianca, costumava tomar refrigerante em saquinho plastico. A galera de Brasilia nao perdeu a chance e zoou da minha cara ate nao poder mais. Me chamaram so’ de Jeca Tatu e o Maranhao de fim de mundo. Olha so o que um dos tailandeses ficou fazendo enquanto a gente andava de elefante…
O elefante só tem um marfim!!

Youtube e Tailandia

Galera, esqueci de falar, o youtbe na tailandia é bloqueado… Isso ocorreu devido a um video que alguem postou zuando com o rei deles… tentei achar no youtube, mas parece que o youtube ja tirou do ar…
Enfim, posto agora o video abaixo sobre aquilo que ja tinha falado num topico atras, antes de todo e qualquer filme no cinema, temos que levantar e ficar em posicao de respeito enquanto o video sobre o rei é mostrado… se liga
Cara, o outro post já tá feito e revisado, mas, pqp, tou numa casa aqui em Goa totalmente isolada de tudo, cara.. pra melhorar o teclado ainda é frances, com as teclas todas trocadas… é uma tortura escrever aqui
arf

Citação em uma coluna de jornal sobre o blog com a campanha para a entrevista no Jô Soares

Rapaz, acordei hoje depois da balada e fui dar aquela checada matinal no meu e-mail… Quando vi, a Kerol e o Rivaldo Moura (grande amigo que ta atuando quase que como um “assessor de imprensa” do blog, hehehe) me mandaram e-mails…

O que recebo?? Cara, sai no jornal mais uma vez!!! Dessa vez foi o caderno alternativo do Estado do Maranhão. Foi na coluna do Nedilson Machado, se liga: Continuar lendo “Citação em uma coluna de jornal sobre o blog com a campanha para a entrevista no Jô Soares”

Bangkok

Enfim, enfim vamos começar o tão esperado e prometido post sobre Bangkok.

Tou ligado que a galera ja ta comecando a ficar intolerante com meus atrasos (nao e’, Maricotinha?). Enrolei, enrolei, enrolei, mas no final tudo dá certo! Enfim postarei sobre Bangkok e enfim escrevei como foi a minha saga em busca das meninas que dizem Ni, digo, em busca das jogadoras de Ping Pong. As meninas que fumam e falam com você ao mesmo tempo!! As meninas que chupam cana e assobiam!! Tirem as crianças do laptop, meu amigo!!! A cobra vai fumar!! A cobra e muito mais!!

Como pedido de desculpas, mais um capitulo do Vietcong Tales.
Abracos maranhenses

Bangkok 2

Bangkok é a capital da Tailândia e de longe a sua cidade mais vibrante e visitada. Tem uma população de nove milhoes de pessoas e uma das piores qualidades do ar do mundo.

Cara, amei aquela cidade! Bangkok tem o que eu chamo de “dobradinha perfeita”. De manhã, construções antigas, história, aprendizado, análises, cultura vibrante. De noite, claro, como ninguém é de ferro, balada! A cidade é famosa devido as suas construções, mas ao mesmo tempo por sua vida noturna.
Cara, isso foi uma das coisas que eu adorei em Bangkok. Toda hora ta voce andando na rua ou tomando uma cerveja e do nada passa um cara com um elefante na coleira. Engracado demais eles levando os bichinhos “pra passear”.

Eles têm uma rua que é famosa no mundo inteiro. Ela chama-se Kao San Road. Kao San, como a apelidamos carinhosamente, é onde se concentram a maioria das hospedarias mais baratas da cidade, logo, a maioria dos mochileiros e viajantes. Ela é movimentada o dia inteiro e, claro, de noite! A noite quando você tá voltando pra sua casa ou pro seu hotel, toda hora passa um bêbado gritando ou uma galera fazendo farra. A parte mais da hora dessa rua é que, você nunca fica sozinho. Como todo mundo é mochileiro, todo mundo quer se conhecer, fazer amizade e descer pra balada. Sério, todas as vezes que eu fui pra balada lá, eu sempre ia com um ou dois amigos e no final da noite já estávamos num grupo de 10 a 15 pessoas diferentes e todo mundo gente boa demais. É o que eu chamo de “balada bola de neve”.
Conheci gente de todos lugares do mundo por todas as vezes que saí a noite naquele lugar. Kao San foi um lugar que realmente me deixou muitas saudades.

História de Bangkok

Antes de mais nada, vamos escrever sobre Bangkok. Bangkok nem sempre foi a capital da Tailândia, a capital antiga dos Thais se chama Ayutthaya e devido à decisão do rei King Taksin a capital foi trocada. No melhor estilo Juscelino Kubscheck, o rei decidiu não só transferir a cidade de lugar, mas ao mesmo tempo ele decidiu criar algo majestoso, magnânimo!!! Há apenas 400 anos atrás ele mudou a capital para Bangkok e construiu uma rede de palácios para fazer valer o status da nova sede!
Tais construções permanecem em Bangkok praticamente intactas e hoje tem o nome de Royal Palace (palácio real). O preço da entrada é um pouquinho salgado, é verdade, treze reais, o que é grana demais na Tailândia, mas vale a pena. Seguem as fotos:
Próximo ao Royal Palace, existe também um lugar que me chamou bastante a atenção, o Wat Po. Wat Po é hoje o maior “lying Buda” (Buda deitado em tradução livre) existente na Ásia e, por conseguinte, no mundo inteiro. É uma construção majestosa e impressionante de se ver. A parada é tão grande que torna-se impossível tirar uma foto dela inteira! Você deve estar se perguntando: – “Valeu, eles têm o maior Buda deitado. E aí? Você vai ao Camboja e tem o Buda em pé? Vai ao Vietnã e tem o Buda indo fazer compras? Vai ao Tibete e tem o Buda jogando bola ou sendo fuzilado pelos chineses?”.
Não, meu amigo! Também não é essa bagunça toda. A maioria das representações de Buda são feitas ou dele meditando, sentado com as pernas cruzadas, ou de pe, ou Buda deitado. O indiano que me hospedou em Delhi, me explicou que o Buda deitado possui um significado importante porque as primeiras representações que foram feitas de Buda, foram representações dele deitado, já que ele passou um bom tempo da sua vida caminhando e pregando e, por caminhar demais, Buda sempre descansava pelo caminho. As pessoas viam ele descansando e faziam a representação dele assim, deitado.
Interessante, né?

Segunda parte do post sobre o Vietnã

Mais uma vez peço desculpas pelos atrasos e mais uma vez prometo que me esforçarei para não atrasar mais ainda os posts. Como já havia explicado antes, achar internet aqui na Índia não tá sendo a tarefa das mais fáceis. Tou com vários posts escritos já, terminei o do Vietnã e o da Tailândia, já comecei o do Camboja. O único problema, como sempre, está sendo achar internet e tempo, já que, esses dias eu estava visitando uma cidade diferente por dia e não sobrava tempo pra nada, nem pra respirar direito! Não sei, entre fazer posts apressados e comprometer a qualidade de suas risadas e demorar a postar, acho que fico com a segunda opção, né? Mais uma vez peço a compreensão e prometo que a partir do dia sete de agosto, quando chego na Suécia (terra provedora mor de SUECAS QUENTES) e conseqüentemente na Europa, tudo se normaliza mais uma vez.
De qualquer maneira, já upei vários vídeos diferentes. Em dias de falta de tempo pra postar, posso ir soltando uns videozinhos e fazer com que vocês não achem que meu blog tá abandonado 🙂
Gostaria de falar também que o blog “omundonumamochila” hoje dá um passo maior em direção à meta de ser ultrapassar Paulo Coelho em popularidade. A partir de hoje, começarei a fazer algumas propagandas sutis das bicicletas Houston. Espero que vocês não se importem, mas apesar de viajar sem nada na carteira, eu ainda tenho vários gastos diferentes. Com essa parceria, assim como já tinha explicitado ao jornal, poderei estender a minha viagem um pouco mais. Não quero que os amigos achem que estou “ganhando dinheiro” à custa de vocês que entram no blog e sempre comentam. Este blog continua sendo uma diversão pra mim, longe de algo profissional.
Por último eu gostaria de agradecer todas as mensagens de apoio e os comentários que vários amigos vêm fazendo diariamente no blog. Cara, o blog “non sense” começou até uma campanha do “Claudiomar ao Jô”. Sério, fico feliz que isso esteja ocorrendo, sempre dei muita risada do Jô e desde menino eu fico pensando como seria ser entrevistado por ele. Sentar no mesmo sofá que Ferreira Gullar e Ednaldo Pereira já sentaram seria uma honra imensa pra mim. Se os amigos realmente acharem que é uma boa idéia, visitem o blog “Non Sense” . Não vou passar as instruções por aqui por dois motivos, primeiro que eu não quero tirar os méritos do nosso amigo que começou com isso e segundo porque também não queria que isso fosse interpretado pelos amigos como uma mera vaidade ou promoção pessoal de minha parte.
Enfim, vamos terminando o post do Vietnã.
Abraços Maranhenses

Couch em Ho Chi Minh

Steven

Cara, o couch que eu fiquei em Ho Chim Min foi engraçado DEMAIS! Na casa em que fiquei, moravam uma americana, um americano e um canadense. Todo mundo era gente boa demais! O canadense, Steven, foi o cara que respondeu o meu e-mail dizendo que eu poderia ficar na casa dele.

O que eu mais curti naquela casa, sem sombra de dúvida, foi o estilo que eles levavam. Eles moram numa cidade que recebe um grande fluxo de estrangeiros e ao mesmo tempo não existem muitas pessoas oferecendo lugar pra ficar, logo, eles recebem vários pedidos de hospedagem por semana. Como resolver o problema? Sim, isso! Eles simplesmente hospedam toda e qualquer pessoa que solicita espaço. O mais engraçado é que o Steven sempre dá a mesma resposta: – “Cara, tu podes vir aqui com certeza. O problema é que eu não sei como a casa vai estar no dia em que chegares, não sei se vou poder te oferecer uma cama de casal, um sofá ou só o piso da minha casa, portanto venha com seu saco de dormir!!”. E assim foi indo. No primeiro dia que eu cheguei, eles tavam hospedando quatro pessoas, no segundo ficamos em três, no terceiro em cinco e assim foi indo. Até que no meu quarto dia em diante chegamos ao pico de OITO diferentes pessoas sendo hospedadas! Um alemão, uma australiana, uma filipina, duas canadenses, dois colombianos gente boa demais e eu de brasileiro! Mais os dois americanos e o canadense!! Aí mermão, foi o caos! Até pra achar lugar no chão deu trabalho! Eu como não tinha meu saco de dormir, acabei dormindo em cima da minha toalha, tá valendo, pelo menos não paguei albergue, hehehehe.
É só procurar o melhor cantinho pra dormir, cara!
Foi engraçado, cara! Curti demais ficar na casa daqueles bichos. Eu tava planejando ficar por lá só três dias, mas acabei ficando oito. Sério, todo dia era um mochileiro diferente chegando e com novas histórias pra contar.
Charlie, americano. Mora com o Steven e mais uma americana