HAFISA ME EXPLICANDO COMO ERA A VIDA DE UMA MULHER NA INDONESIA

Beleza, ficamos até mais ou menos duas da manhã e seguimos pra casa da Hafisa. No caminho, conversando um pouco sobre Indonésia e Brasil, a Hafisa me falou que era muçulmana. Cara, na hora foi um choque! Não porque deu medo de dormir na casa dela e ela me entregar pro Bin Laden, mas sim porque ela, politicamente correto à parte, parecia tão “normal”! Sim! Ela não usava véu, passou a noite inteira com a gente no barzinho e estava levando um homem que ela havia acabado de conhecer pra dormir na casa dela (olha a mente poluída).

Gente, essa foto foi montada, tá?

Engraçado que depois de ver que eu tinha uma Hello Kitty rosa na minha carteira (longa historia) ela me deu tudo rosa pra eu poder dormir, como pode ser visto ao lado (não gente, não chupo o dedo antes de dormir, foi só personificação)

Pode parecer pouco, mas agarrado aos meus preconceitos e esteriótipos, eu nunca imaginaria que isso poderia ocorrer. Eu achava que ela era católica, tal qual a Mega. A primeira coisa que veio à cabeça quando ela me falou que ela era muçulmana foi:

– Ué’, mas cadê a burca? Cade o véu?

Perguntei a ela e ela deu uma risadinha de boa da minha cara e falou:

– Nem todas as muçulmanas precisam usar o véu. É sua escolha, se você quiser usar, tudo bem! Se não quiser usar, tudo bem também! O islão não obriga ninguém a fazer nada! A escolha é sua. Ninguém vai te incriminar por não usar o véu, na cabeça, apenas os mais imbecis vão te encher o saco!

Fiquei pensando e vi como é a mesma coisa no Brasil. Venho de uma família de protestantes e católicos e entre os meus tios tem desde os que não tão nem aí pra como as filhas se vestem, até os que acham que mulher não pode andar de mini-saia ou usar biquíni.

Chegando na casa dela, achei que ia dormir na sala, pois tinha um colchão lá. Fui arrumando minhas coisas pra dormir e ela me falou:

– Não quer dormi no meu quarto? Tem duas camas, a minha e do meu companheiro de quarto, mas dá pra colocar um colchão no chão. É melhor porque tem ar-condicionado!

Mermão, foi aí que a vaca foi pro brejo! Como assim, uma mulher, islâmica, me chamava pra dormir no quarto dela? Pra falar a verdade, como assim uma mulher dividia quarto com um homem? Realmente era demais pra mim! Isso é algo impensável até para a “ala mais liberal” da minha família, cara! Sempre era uma luta danada quando a gente viajava pra não fazer com que homens e mulheres não-casados dormissem no mesmo quarto!

No outro dia, ficamos conversando um pouco sobre a vida em países muçulmanos. Na verdade eu fiz quase que um interrogatório com ela, perguntando tudo que sempre quis saber mas nunca tive ninguém pra perguntar.

Ela me falou que a Indonésia é o maior país muçulmano do planeta e ao mesmo tempo possui liberdade de imprensa, liberdade de religião, voto direto pra representantes, venda de bebidas alcoólicas (apesar de ser proibido pelo islã) etc. Não muito diferente do Brasil, cara! O problema, como ela deixou bem claro, não é a religião em si, o problema é o fundamentalismo! No Alcorão tem escrito que a mulher deve-se vestir adequadamente. Pros Bin Ladens da vida, isso quer dizer que a mulher tem que se cobrir dos pés à cabeça e se ela mostrar os tornozelos é pra descer o cacete nela! Pra outras pessoas vestir adequadamente é usar roupas adequadas aos lugares, porra! Se for à mesquita, usar calças, se for à praia, usar biquínis, nada mais simples!

O que oprime as pessoas em países como Arábia Saudita e Afeganistão, não é a religião em si, mas sim o sistema político que utiliza a religião para se legitimar. Apesar de católicos, acho que os brasileiros não concordam com as diversas pessoas que a Igreja Católica queimou durante a Inquisição ou aos diversos massacres de civis (mulheres e crianças) durante as Cruzadas. Então, porque botar na conta do Islão, o que alguns imbecis fazem, supostamente, em prol da religião? Fica aí o questionamento.

Só pra deixar vocês um pouquinho mais encucados. Em países muçulmanos as mulheres são tratadas como meras reprodutoras, correto? Enquanto o maior país muçulmano do mundo já teve uma chefe de estado mulher (Megawati Sukarnoputri 2001 a 2004), o Brasil nunca teve uma mulher que sequer chegou perto da presidência (me recuso a levar a Heloísa Helena a sério). Enquanto no Paquistão, a maior estrela da oposição era um mulher, Benazir Bhutto (morta num atentado), no Brasil a maior esperança da ala feminista um dia foi Roseana Sarney ¬¬

Mas nao esquecam que as mulheres sao inferiores em paises islamicos e tem o mesmo status em paises catolicos.

(post escrito antes da eleição de Dilma…

 

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Hong Kong – Na maior escada rolante do mundo

Nossa, essa faz tempo que eu fiz… Eu tinha ate me esquecido… Foi um video que fiz enquanto estava na maior escada rolante do planeta!!! Hua hua hua!!

Fica em Hong Kong! ! Ela te leva do sopé de uma montanha até a metade da altura dela! O que tem no final? Nada, absolutamente nada! Você apenas desce de volta depois. Coisa de chinês… Mas pelo menos eles tem a maior escada rolante do mundo!! Da pra ver o tempo em que eu ainda tinha cabelo grande, heheheh.
Abraços maranhenses!!

Obs: Se tudo estiver normal e nada de errado acontecer… Amanha tem post novo!! Post sobre a Indonésia!!
Obs2: Tou no Camboja!!

Claudiomar no Jacarebanguela.com.br

Caraca, nao tou acreditando ate agora. Sai no Jacare Banguela, doido!!! Os caras me publicaram e ainda colocaram o link do meu site!! Eguas!! Logo hoje que eu tava louco pra saber quantos acessos tive depois disso, o Histats.com acha de dar pau. Agora nao consigo ver quantas pessoas entraram no meu site devido ao jacarebanguela.com.br.
Cara, se os meninos do jacare banguela estiverem lendo isso, muito obrigado, amigos! Agora sim continuo mais fa de voces, hehehe.

Mermao, serio, voces nao tem nocao do quanto tou feliz! Ganhei o dia com isso! Tou tao empolgado que a balada ta comendo la fora, sao quase uma hora da manha e eu tou aqui na Lan House, em Bali, atualizando blog. Hehehe. Ja chega, vou pra balada.

Valeu mesmo!

Abracao maranhenses

Claudiomar na Ilha dos Macacos

Alimentando os macacos na “Monkey’s Forest ” na parte central de Bali

Hoje, acabei de voltar de uma road trip por Bali. Cara, essa ilha aqui e’ absurdamente linda. Jesus, pela primeira vez conheci uma ilha mais bonita que a ilha de Sao Luis. Cara, me apaixonei perdidamente por este lugar.
Em relacao a primeira foto de Bali que postei, “Maricotinha” perguntou na parte de comentarios que tipo de maquina uso. Se uso uma maquina profissional. Nao, Maricotinha, uso uma Sony Cybershot 7 megapixels. E nunca fiz curso de fotografia tambem nao. 🙂
Outra coisa. Eu acho que vou parar de escrever sobre as presepadas, doido! Fiz um post imenso sobre Ko Chang e outro imenso sobre Ko Tao e quase ninguem comentou. Foi so eu postar uma foto de Bali que ate antes dessa postagem 18 pessoas haviam comentado. Serio, alguem realmente le o que eu escrevo ou entra aqui so pra ver as fotos? Hehehehehe. Enfim, esperem o post sobre Bali porque, esse sim, vai vir com muita informacao e, claro, MUITA presepada, porque e’ disso que a galera gosta.

Ko Tao e Ko Phangan

A Tailândia possui várias ilhas paradisíacas na sua parte sul. Como não tive tanto tempo e dinheiro, acabei só visitando Ko Tao e Ko Phangan. Bastante conhecidas no Sudeste Asiático, ambas são famosas por serem um dos melhores locais em toda Ásia para prática de mergulho e de snorkeling. Ko Phangan acabou ficando mais famosa que Ko Tao devido ao fato de, mensalmente, ser realizada a mundialmente famosa “Full Moon Party”, festa que eu já postei algumas fotos aqui no blog.
As duas ilhas são absurdamente baratas para um local turístico, só pra vocês terem uma idéia, em Ko Tao paguei 13 reais por dia pra ficar num bangalô de frente pro mar e Ko Phangan acabei pagando 11 reais por dia, dividindo quarto com um inglês louco que conheci, mas ainda assim numa baía que nos dava praticamente uma praia particular.
Mas enfim, vamos começar o post.

Ko Tao

Ko Tao foi legal! Pude conhecer mochileiros de todos os cantos e línguas diferentes (menos brasileiros :P). De início, quando cheguei à ilha, me dei ao luxo de fazer um curso de mergulho com cilindro de oxigênio, sonho que nutria desde criança. Foram quatro dias inesquecíveis. Cara, esquece snorkeling, quando você faz mergulho com cilindro de oxigênio você vê como o oceano é uma parada absurdamente colorida.

De presepada durante o curso não aconteceu nada, até porque mergulho com cilindro é uma parada bem séria e merece ser tratada com todo rigor. A 18 metros de profundidade você recebe uma pressão varias vezes maior que a atmosférica, logo o ar fica mais comprimido dentro do seu pulmão e qualquer revestério pode ocasionar sérios problemas.
Fazer mergulho foi da hora, mas legal mesmo foram as amizades que fiz enquanto mergulhava. Acabei ficando amigaço de um inglês doido (que depois foi comigo pra Ko Phangan e inclusive dividimos quarto) e um canadense MUITO figura! O canadense era engraçado demais. Os pais dele eram de Macau, mas ele era igualzinho um tailandês. Além de que, depois conversando com ele, aprendi que todo canadense coloca uma bandeira do Canadá na sua mochila, não porque eles sejam orgulhosos de serem canadenses, mas sim porque eles sentem orgulho de não ser americanos, hehehe. Segundo ele falando, as pessoas sabiam que ele era canadense desta maneira:
– Hum, você não fala inglês da Inglaterra e tem sotaque americano. Mas peraí, você é americano e não é um asshole (buraco do… em português)? Hum, deixa eu pensar… Ah tá, você é canadense então, certo?
O outro fato que me fez amar Ko Tao foi que aquela ilha ferve, doido! Festa de segunda a segunda, sempre com casa cheia e mochileiros por todos os lados.
Blogueiro e seu tripe a procura da foto perfeita!

O unico problema que eu enfrentei na ilha de Ko Tao foi referente ao snorkeling, cara. O snorkeling ate que era bonito, com varios corais coloridos e talz, mas o grande problema era que voce nunca ficava sozinho na agua, sempre tinha uma cambada perto de voce. E muitas dessas pessoas eram, claro, elas, as suecas quentes! Cara, mas como era dificil saber se voce ficava com o olho nos corais ou nas coxas das meninas, meu amigo! A solucao que eu achei foi so nadar pra longe pra ver se ficava sozinho, porque ficar perto daquelas mulheres era maldade demais.

Por-do-sol no meu bangalo

Tailandeses de rastafári

Agora, cara, com toda certeza, com imensa certeza, o que mais me marcou em Ko Tao foi um barzinho que tinha em frente ao meu hotel. Era um barzinho reggae, com fotos de Bob Marley por todos os lados e o tempo todo tocando reggae (confesso que me arrependi de não ter um Tribo de Jah no meu laptop pra poder mostrar um pouco de reggae do Maranhão pra eles).
Eu me lembro até hoje como foi o primeirao dia que eu cheguei naquele bar e como fiquei amigo dos dois caras que trabalhavam lá. Gente boa demais os bichos!
Uma irlandesa do couchsurfing.com me chamou pra sair com mais uma amiga dela na parte central da ilha (eu tava na parte sul). Já havia saído com elas pra poder comer uma pizza e as minas eram gente boa demais. Não pensei duas vezes, troquei de roupa, escovei os dentes e fui embora. Peguei um táxi e depois de muito barganhar consegui com que ele fizesse o caminho sul-centro por metade do preço. Achei que tinha me dado bem. Estava redondamente enganado.
Como todo bom tailandês que se preze, o taxista tentou de toda maneira me enrolar e no final acabou conseguindo. Se aproveitando de uma distração minha, ele acabou me largando no meio do caminho, numa vila em que NINGUÉM fala inglês. Cara, fiquei mais perdido que calcinha em lua-de-mel quando isso ocorreu. Fiquei um tempão, mas um tempão mesmo tentando sair dessa vila, mas não consegui, já que tava tudo escuro, tudo escrito em tailandês e, como disse, ninguém falava inglês. Pra melhorar ainda mais a situação começou a chover. Fiquei quase uma hora zanzando até a hora que consegui sair dessa maldita vila e pegar o caminho de volta pra parte sul da ilha. Depois de quase duas horas e meia na chuva, eu cheguei ao hotel.
Chegando ao hotel, eu tava tão injuriado que nem troquei de roupa, fui logo pra essa droga desse bar e já fui pedindo uma cerveja. Tava tão transtornado (pombas, eu andei na chuva quase 2 horas e, além disso, não saí com as minas) que cheguei ao bar e falei:
– Brother, me dá a cerveja mais barata que você tiver e não quero gelada não, pode trazer uma QUENTE porque eu quero passar é raiva!
– Porque tão nervoso, Brasil? – O atendente me perguntou.
– Pombas, eu fiquei quase duas horas andando na chuva pra voltar pra casa, cara!
– Poxa Brasil, mas você também não foi esperto.
– Por que não fui tão esperto?
– Ora bolas, você veio andando? Isso não é esperto!
– E o que eu deveria fazer então, brother?
– Seria mais fácil se você tivesse vindo correndo. Você chegaria mais rápido!
Toda vez que voce pedia uma cerveja, os caras perguntavam: “Ja brindaste no lugar apropriado?”. Ai’ a gente ia la e brindava. Fica ai’ pro leitor o exercicio de imaginacao pra descobrir no que a gente brindava.

Muleque, tu sabe o que é o cara dar aquela risada de quase meia hora sem parar? Não sei se ficou tão engraçado com vocês lendo assim, mas cara, foi muito engraçado quando ele me contou. Eu achando que ele ia falar pra eu pegar um táxi ou algo do tipo, mas não, simplesmente correr teria sido mais esperto. Heheheh.
Depois dessa noite, todo noite eu começava minha noite naquele barzinho. Não sabia como minha noite ia terminar, mas sabia como ela sempre começava. Eu chegava ao bar, pedia uma cerveja barata, colava do lado do primeiro grupo de amigos que via conversando e já ia me entrosando. Mas chegava nas toras mesmo! Perguntava de onde era, o que fazia ali e no final acabava fazendo novos amigos. Depois era só a gente descer pra balada todo mundo junto. Cara, mas conheci muita gente desse jeito…
Um dos motivos de nao poder beber em Ko Tao, alem do mergulho era esse. Se liga no caminho de volta pro bangalo como era. Ta iluminado assim porque larguei um flash! O caminho de volta era no meio do mato, literalmente no meio do mato. Um breu danado, nao dava pra ver nem um metro na sua frente. Hehehe. O que teve de amigo meu que dormiu em cima da grama porque tentava voltar bebado pro bangalo nao ta escrito.

Teve um dia que foi muito engraçado. Conheci uns instrutores de mergulho, um de cada canto do mundo (italiano, escocês, americano…) e tudo morando junto. Largaram tudo que tinham nos seus países pra ficar vivendo em Ko Tao e mergulhando o resto da vida. Confesso que nutri uma ponta de inveja deles.
Hoje sinto saudades das infinitas risadas que dei naquele bar. Só fico triste que nunca mais na minha vida poderei vê-los novamente. Mas enfim, viajar é isso, conhecer pessoas maravilhosas num dia e no outro pé na estrada.