Turismo em Malé, capital das Maldivas

Diria que 99% dos turistas que viajam às Maldivas só passam em Malé devido ao aeroporto. Na verdade, grande parte deles nem isso, já que geralmente os resorts já mandam um iate buscar os hóspedes na ilha do aeroporto e depois te deixam de volta, ou seja, ninguém nem passa por Malé.

Tudo bem, já viajei por diversos países-arquipélagos que viviam do turismo. Porém, Malé foi a primeira capital, de um país turístico, que não é turística de FORMA ALGUMA. Mano, tudo bem, você não espera que a capital tenha diversas atrações, mas Malé não tem atração ALGUMA a não ser atravessar pela primeira vez uma ponta a outra uma cidade de 100.000 habitantes (dá um caminhadinha de 2km) e capital de um país. Nem em Andorra era tão simples assim.

Desci na cidade, fui lá dar uma banda, atravessei e depois pensei “Bom, agora é só encontrar uma agência de turismo e marcar uns passeios nas ilhas mais próximas”. QUEM DISSE que eu encontrava? Mano, simplesmente parece que não existe agência de turismo ALGUMA na cidade inteira. Essa atravessada de uma ponta a outra da ilha fiz e refiz umas vinte vezes e nada de eu achar uma agência. Imaginava que eu ia sair na rua e ia ter um bando de gente gritando para eu comprar coisas, querendo me colocar dentro das lojas delas (o que sempre acontece em cidades turísticas). Mas quem disse? Naaaadda! As agências de turismo que eu achava eram só para comprar passagens aéreas e pacotes de viagem para fora das Maldivas (ou seja, para os locais viajarem) e nenhuma para marcar um passeio de barco que fosse. Acabou que o São Google me ajudou e eu conseguir achar uma agência onde marquei um mergulho para o outro dia (nessa agência inclusive conheci uma austríaca que falava português. Ela morou 8 anos no Rio de Janeiro quando foi casada com um brasileiro). A agência era Maldives Dive Shop e sugiro a qualquer brasileiro perdido que passe por lá, os caras são muito gente boa e também marcam passeios sem cilindro de oxigênio.

COMO É A VIDA NAS MALDIVAS? COMO VIVEM AS PESSOAS QUE MORAM LÁ?

Primeira coisa a se entender. As Maldivas são um país muçulmano e isso é bem claro na vida da população. Virtualmente quase todas as mulheres que andavam nas ruas usavam o véu cobrindo a cabeça. Se você chega ao aeroporto com bebidas alcoólicas na mochila (compradas em um free shop no caminho, por exemplo), eles retiram a sua cana, guardam em um compartimento do aeroporto (mesmo se você for aos resorts) e te entregam quando você vai embora. Porém, nos resorts você bebe até morrer que não tem problema, principalmente os all inclusive. Em Malé não é possível encontrar bebida alcóolica que não as contrabandeadas, a não ser em um hotel específico que fica na ilha do aeroporto. Conversando com os locais sobre drogas, eles me disseram que você encontra facilmente. Se você for pego traficando, leva prisão perpétua, porém não tem pena de morte. Fiquei curioso. Como em um lugar diminuto como aquele, impossível de se esconder, é possível alguém traficar drogas sem conhecimento da polícia? Segundo os locais, os traficantes têm acordos com o Governo. Se um gringo é pego usando alguma droga, ele só é expulso do país, mas se for um local, a coisa pode ficar bem mais séria. Se você for pego com bebida alcoólica, leva só 24 horas de cana.

Assim, existe esse cerco todo sobre álcool para os locais. Beber é feio, mas fumar é tudo bem. Então, cara, em Malé parece que tem uma névoa do tanto que os caras fumam o DIA INTEIRO. Sério, fumam mais que caipora!

O povo lá parece viver no veneno. Conforme já disse, o país vive sob uma ditadura miserável que tolhe os direitos individuais, pilha o Estado e censura a imprensa.  Para se ter uma ideia, eu estava em um restaurante comendo em uma área de “não-fumantes”. É óbvio que eu estava quase sozinho, pois todo mundo comia na zona de fumantes, já que, como disse, os maldivos fumam mais que uma caipora.

Daí entram quatro caras no restaurante, em uma mesa do lado da minha e começam fumar. Mas, assim, como não querem nada. Chamei o garçom e perguntei se, assim, né, eles poderiam pedir para os caras serem um pouco menos FILHOS DA PUTA e pararem de fumar em uma zona de não-fumantes. O garçom, um indiano, veio todo sem jeito me pedir desculpas dizendo que não poderia fazer nada, já que eles “eram do governo” e podiam fazer o que queriam. Mesmo que o gerente do restaurante fosse pedir que eles parassem de fumar, eles iriam ignorar e ainda poderia sobrar para o indiano, que poderia ser deportado. Só me restou ir para uma mesa afastada.

Porém, ainda assim a vida lá parece ser melhor do que outros países da região, haja vista que por todo canto havia imigrantes do Sri Lanka, Índia, Paquistão, Indonésia… trabalhando em restaurantes e inclusive havia uma fila no aeroporto separada só para quem viajava de visto de trabalho! Primeira vez que vi isso em um aeroporto!

E O TSUNAMI, COMO FOI?

Por último, me restou uma curiosidade. E como ficou as Maldivas durante o tsunami? Se houve países que quase foram destruídos, como ficou uma ilhota com altura máxima de um metro acima do mar? Os locais me explicaram que não houve ondas gigantescas como em outros países, o máximo que ocorreu foi que o nível do mar subiu absurdamente de uma hora para outra, coisa de cinco metros. Inundou a cidade inteira e momentos depois já esvaziou novamente. A sorte foi que isso ocorreu durante a manhã, quando todos já estavam fora de casa, de forma que houve pouquíssimas mortes devido ao tsunami.

PAIXÃO PELO FUTEBOL NAS MALDIVAS

Por último, uma das coisas que mais impressionou nas Maldivas é o tanto que eles são apaixonados por futebol (além do “cardume” de arraias jamantas e tubarões que passou por cima da minha cabeça quando eu mergulhava, mas isso é para outro post). Explico. Maldivas está cercada por países que são simplesmente apaixonados por críquete, como Índia, Paquistão, Bangladesh e Sri Lanka e que não dão a mínima para o futebol. Pense que Índia e Paquistão, juntos, tem mais de 1,5 bilhão de pessoas e eu não lembro de ver um dos dois na Copa do Mundo. Como grande parte dos imigrantes vem desses países, imaginava que eles também seriam apaixonados por críquete. Mas que nada! Andando pela ilha, você só vê pessoas jogando futebol, um ou outro por ali jogando vôlei. São quadras e quadras de futebol por todos os cantos. Fiquei surpreso com o quanto eles gostam da gente e o quanto você vê bandeiras do Brasil pintadas pelas ruas de Malé.

Maldivas são ilhas isoladas não só geograficamente, como também culturalmente.20170920_185708

Como é possível ver na foto acima, eles inclusive têm uma imagem de um jogador de futebol impressa em notas de dinheiro. Nem o Brasil ou a Argentina nunca foram tão longe em sua paixão futebolística.20170919_09373220170919_09462020170921_102036

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Criançada se preparando para aprender a nadar em uma piscina criada no meio do mar. É óbvio que em Malé não há espaço para se fazer piscinas

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Parte rica da cidade

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As pessoas meio que vivem umas por cima das outras

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Maldivas – Como Viajar para lá

As Ilhas Maldivas são conhecidas como um destino para lua-de-mel entre casais. Começaram a ficar agora mais populares no Brasil depois que algumas companhias aéreas começaram a fazer promoções para lá. Como eu iria ficar uma semana pela região antes de chegar a Índia e vi que tinha um voo bacana saindo de Bangladesh, pensei que não seria uma má ideia eu dar um pulo por lá e conhecer melhor o país.

Comecei a pesquisar um pouco sobre o lugar e fui descobrindo algumas coisas bem interessantes. As Maldivas são um país islâmico e vítimas de um governo extremamente opressor. A sua capital, Malé, concentra 100.000 pessoas em um exíguo espaço de 4 km²! Como o espaço mais alto da ilha fica a um metro acima do nível do mar, o país é um forte candidato a, literalmente, sumir do mapa num futuro próximo caso o nível dos oceanos continue aumentando.

Sobre as Maldivas – o que tem por lá?

As Maldivas foram ocupadas por povos semelhantes aos que ocuparam a Índia. Viraram um entreposto comercial e devido a presença constante de mercadores árabes nas ilhas, se tornaram um país muçulmano. Pela Constituição do país, todo habitante das Maldivas, ao nascer, também é da religião muçulmana, portanto o conceito de religião e nação se confundem por lá.

O país nunca foi conquistado ou colônia de ninguém, apesar de receber forte influência dos países que por lá passaram. Eles gostam de falar que isso ocorreu porque o povo maldivo sempre foi muito habilidoso nas negociações com as nações mais poderosas. Porém, de fato, o custo de ocupar um país como as Maldivas, com uma concentração populacional imensa, conforme já disse, não parecia compensar, haja vista que a ilha virtualmente não tem nenhum recurso natural, nem terras agricultáveis e possuem portos ruins para atracar navios grandes. Basicamente, não se tem muito o que se ganhar com elas.

Conforme falei, Malé, a capital, é uma loucura. São só motinhas passando de qualquer jeito pelas vielas, quase te atropelando com, obviamente, ninguém usando capacete. Carro por lá, acho que só tem táxi, que eu não vejo muita utilidade, já que, conforme falei, a ilha em sua maior extensão tem 2km de uma ponta a outra. Possui uma extrema concentração populacional e as pessoas de lá moram meio que umas por cima das outras. Literalmente. Não lembro de ter visto uma casa sequer na ilha, ao passo que vi várias construções que pareciam que um dia foram casas e hoje viraram edifícios. Mas aquelas feitas por pedreiro, uma por cima da outra feita de qualquer jeito. Assim é a cidade inteira. Devido a virtualmente não haver mais espaços nas ilhas, eles começaram a levantar ilhas artificiais para poder desafogar um pouco a ilha principal de Malé. Em uma ilha foi, inclusive, feito um aeroporto, tal qual em Hong Kong.

Em Malé há lixo espalhado pelas ruas, porém quando você pensa o tanto de gente por metro quadrado, nem parece ser um grande problema assim. Esperava encontrar montanhas de entulho, o que acabou não ocorrendo. Também não vi sequer um mendigo na rua esmolando. Perguntei para os locais porque e eles me disseram que o governo tem um efetivo programa social contra pessoas mais pobres. Se encontram alguém esmolando na rua, é cadeia. Nada como políticas públicas efetivas.

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Motos correndo pela cidade

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Ilha artificial criada para desafogar a pressão populacional em Malé

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Pessoas esperando barcos no pequeno porto, principal forma de transporte nas Maldivas
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Passeando por Daca, capital de Bangladesh

Em tudo que eu lia sobre Bangladesh era consenso que a principal atração turística era uma só: O lugar não ser turístico. Pela surpresa das pessoas nas ruas, você tem a sensação de ser o único turista em uma cidade do tamanho de São Paulo. Cara, é tão engraçado, que até o rapaz da imigração ficou encucado querendo saber o que diabos eu tinha ido fazer em Daca. Por mais que eu falasse que tinha ido a turismo, ele não acreditava.

Agora imagina uma população da cidade de São Paulo só que empilhada em uma cidade sem metrô e sem nenhuma avenida de três pistas? Pois então, o lugar é um caos, muito pior que São Paulo ou Teerã (a cidade com pior trânsito que eu já vira até o momento). Para piorar, todo mundo dirige com a mão na buzina.

Cheguei ao aeroporto, e, seguindo orientação, fui pegar um Uber. Mas quem disse que eu conseguia? No Uber aparecia a placa do rapaz bonitinha, AC135643. Porém, em Bangladesh, o alfabeto é diferente. Inclusive os números. Então, mano, era simplesmente impossível saber qual carro eu deveria entrar. O negócio foi ficar em pé com o celular na mão e ficar observando os carros que iam chegando. Depois de uma meia hora, e três Ubers cancelados depois, consegui pegar um Uber. Isso porque, veja você, uns taxistas ficaram querendo entender o que eu tava fazendo e, quando viram que eu tava tentando pegar um Uber, eles me ajudaram. Os caras são tão amigáveis no país que até os taxistas te ajudam a pegar Uber, dá para acreditar?

Passeei por alguns pontos turísticos de Daca, visitei um palácio lá que até era importante para a história deles, mas nada demais. A única parte legal mesmo foi descobrir uma Igreja Cristã Armênia no meio de Daca. Era da comunidade armênia que existia em Bangladesh, hoje quase inexistente, já que grande parte dessa galera foi embora do país. Porém, tinha um cemitério com algumas tumbas do começo dos anos 1800. Muito legal.

Lá pela área da igreja morava um cara que veio bater um papo comigo, gente boa demais. Foi o único bengali que eu consegui entender perfeitamente o inglês, já que todos os outros se enrolavam todo para falar inglês. Na hora que eu fui assinar o livro de visitas, uma surpresa, havia a assinatura de uma brasileira, e, ainda por cima, de Brasília. Depois ele foi me explicar que ela que trabalhava na Embaixada Brasileira em Daca.

Ainda passei por um palácio que havia sido importante para eles, partes importantes de acordos e celebrações de Bangladesh haviam sido assinadas por lá. A única questão era que o lugar ainda estava caindo aos pedaços. A noite ainda comi uma parada bacana. Um tal de um frango piri-piri, nome de uma cidade do Piauí e que, depois fui ver, tem origem na culinária portuguesa.

Depois é só se preparar para visitar a capital, Dacca, cidade com o maior número de riquixás (carrocinhas puxadas por bicicletas) no planeta. De longe o seu principal meio de transporte

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Olha o tanto de riquixá…

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Brasileiros já passaram por aqui…

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Cemitério armênio

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Sobre Bangladesh, a ex-Índia muçulmana.

Cara, é complicado a gente ouvir falar de Bangladesh no Brasil. Diga aí, o que vem a sua cabeça quando alguém fala Bangladesh? Nada, né? A única coisa que eu lembro de Bangladesh é uma música que chama Bangladesh e que tocou bastante lá em São Luís quando eu era criança.

Além disso, me vem a cabeça Muhammad Yunus.  Esse cara é um banqueiro de Bangladesh que ganhou um Nobel da Paz. Sim, um banqueiro, a raça mais odiada de todo o mundo. Mas por que então deram um Nobel para o cara? Então, porque o banco dele era especializado em microcrédito. Isso meio que revolucionou Bangladesh. Mas assim, quando se fala em microcrédito, é micro mesmo. Começou quando ele emprestou do bolso dele 27 dólares. Para uma pessoa? Não, para 42 MULHERES (ou seja, 62 centavos por mulher), que conseguiram iniciar um negócio com essa graninha e ainda pagaram a ele depois. Com juros. A questão é que em zonas muitos pobres, por mais baixo que possa ser você emprestar uma quantia, isso pode ser o suficiente para que a pessoa possa deslanchar alguma coisa. Tem até um site na internet onde você pode emprestar pequenas quantias em dólares para pessoas do mundo inteiro: https://www.kiva.org/. Vi gente lá na Libéria que pedia, sei lá, 10 dólares para comprar sabão e começar a poder lavar roupas para fazer um dinheiro. A taxa de inadimplência é baixíssima. Vale a pena dar uma olhada no site https://www.kiva.org/

Mas Bangladesh é mais que isso. Começa que o é o país com maior densidade populacional do mundo (bem, tem umas cidades-estados e arquipélagos que tem maior densidade, mas nenhuma delas chega sequer a um milhão de pessoas). Pensa que Bangladesh tem quase a população do Brasil em um território de METADE do tamanho do Maranhão.

Durante sua história ele foi meio que ligado a Índia, inclusive era parte do India Raj, a imensa colônia que a Inglaterra fez na Índia. Com a independência da Índia, os muçulmanos ficaram com medo de ficar vivendo em um país de maioria hindu, então convencionou-se criar um país independente onde os muçulmanos seriam maioria. Como as maiorias muçulmanas eram nos dois extremos, acabou-se por criar uma Índia imensa no meio e dois países muçulmanos nas pontas.

A questão é que a única coisa que ligava os bengalis aos paquistaneses era a religião, de resto eles não eram nada parecidos. Mais ou menos como comparar portugueses com russos. O Urdu, língua oficial do Paquistão, era a língua oficial do novo país e, obviamente, o povo de Bangladesh não gostou nada disso. O país já iniciou mal das pernas e, como o Paquistão detinha o poder, sugava recursos da parte Leste, onde hoje é Bangladesh, que já era uma região ferrada. Com essa sugada, então, se ferrava mais ainda.

Não demorou alguns anos e a parte Leste começou a lutar pela independência separando o país em Paquistão e Bangladesh. Como Índia e Paquistão sempre estiveram em pé de guerra, a Índia começou a apoiar a independência de Bangladesh.

Apesar de depois da independência da Inglaterra o pau não ter quebrado em Bangladesh como quebrou entre Índia e Paquistão, a coisa ficou feia quando Bangladesh quis ficar independente do Paquistão. O Paquistão bombardeou civis com Napalm, destruiu universidades matando estudantes e intelectuais. Lideranças políticas bengalis começaram a ser presas e fuziladas pelos paquistaneses. Teve um general paquistanês que ficou famoso por sair pelas cidades e vilas mandando que os homens tirassem a roupa. Se fossem circuncisados, portanto muçulmanos, eram interrogados, se não fossem, portanto hindus, eram mortos no ato. Mais de 10 milhões de pessoas fugiram para campos de refugiados na Índia durante a guerra de independência.

No final, depois da independência ficou um país destruído, pobre e miserável. Pelo menos sem um outro país para parasitar as suas reservas.IMG_4471IMG_4474IMG_4484

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Bandeira do Brasil pintada, lá atrás, no meio das ruas de Bangladesh

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A caminho de Bangladesh, viajando pela Ethiopian Airlines de São Paulo a Délhi

Como a Ethiopian Airlines estava com uma passagem com um bom preço para Delhi, acabei comprando por eles. Não sugiro que você faça nem para o seu pior inimigo. Ok, o avião dos caras é bem confortável e a tripulação é bem solícita. O problema é que você faz uma escala em Lomé, no Togo, em que você fica uma hora e meia mofando dentro do avião, e depois ainda faz uma conexão na Etiópia, o que aí sim, é complicado.

O aeroporto de Addis Abeba é um INFERNO! Não só pelo calor (que faz o lugar quase ser um inferno literalmente), mas porque o aeroporto é uma casa da Mãe Joana. É tudo zoneado e sujo. Porém, PORÉM, a pérola é eles acharem que, bem, entendo que eles já passaram por checagem de máquinas de raio-X umas duas vezes, mas, por que não fazer de novo?

Até aí tudo bem, o problema é que o aeroporto está querendo ser um novo hub da África, competindo com a África do Sul e o Egito, então é APINHADO de gente. E só há DUAS MÁQUINAS DE RAIO-X. Mano, quando você desce do avião, você vê uma fila que não acredita do tanto de gente afunilando para poder passar nessa MALDITA máquina de raio-X. Daí fica todo mundo lá em pé e vez ou outra passa um carinha gritando “DUBAI”. Aí todo mundo que vai para Dubai fura a fila. Dali a outro passa outro que grita “NAIRÓBI” aí todo mundo que vai para Nairóbi fura a fila. Como toda hora passa alguém gritando um voo para furar fila, o aeroporto fica parecendo uma feira.

Fiquei uma hora em pé, já que ninguém andava porque toda hora um grupo tinha que furar fila para poder pegar o voo, até a hora que gritaram “DELHI” e lá fui eu furar a fila também. Acaba que aquilo não é uma fila, é simplesmente uma zona de espera, só que em pé. Se você for e fila estiver imensa, sugiro pegar um chopp e ficar no bar tomando uma e de olho no rapaizinho que sai gritando o nome dos voos. Quando ele chamar o seu, você vira o copo de chopp e segue para furar a fila. Foi o que uns brasileiros que conheci no avião (malandros, já tinha feito conexão nesse aeroporto) fizeram e ainda passaram me dando tchauzinho enquanto furaram a minha frente, já que meu voo era depois dos deles.

Pelo menos o aeroporto tem WI-FI, mas, cargas d´água não sei por quê, o whatsapp parece que é bloqueado na Etiópia, ou pelo menos no aeroporto.

Então, chefe, se tiver viajando para Ásia ou tenha qualquer outra escolha, evite viajar de Ethiopian Airlines, as outras opções nunca são tão mais caras, mas compensam cada centavo a mais.

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Você se toca que está em uma empresa africana de aviação quando o vídeo de instrução de segurança possui negros. Foi a primeira vez que vi isso, na maioria são pessoas brancas de olhos azuis
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Fila interminável no aeroporto

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Bangladesh, como tudo começou!

Como estava indo para uma viagem à Índia, comecei a analisar a região e ver quais países ainda não tinha visitado. Fui checando o mapa e vi que, fazendo umas conexões malucas, não seria tão difícil viajar à Bangladesh, Maldivas e Sri Lanka. Depois, já na Índia, ainda daria para cruzar a pé o Paquistão. Pensei, por que não? Estava começando a minha viagem para Bangladesh.IMG_4596IMG_4602

COMO VIAJAR A BANGLADESH E COMO CONSEGUIR O VISTO

Obviamente não existem passagens promocionais do Brasil para Bangladesh, menos ainda voos que vão para lá. Acaba que a forma mais simples de chegar ao país é pegando uma passagem promocional para Índia, Tailândia, Malásia ou Cingapura (sempre tem, é só acompanhar no site do Melhores Destinos) e depois pegar um voo pra Bangladesh. Eu peguei um voo de Délhi.IMG_4605

O visto para lá é simples. Como existe uma embaixada de Bangladesh aqui no Brasil, foi só ir lá e levar meu passaporte, a passagem Délhi – Dacca e Dacca – Maldivas, uma reserva de hotel que fiz pelo site do booking.com (imprimi a reserva e depois cancelei) e pagar uns 40 reais. Em três dias o visto estava pronto. Super tranquilo. Ainda assim, quando cheguei à Dacca, tinha um guichê para poder tirar visto no aeroporto mesmo, mas tinha uma fila IMENSA esperando, então sugiro, se possível, fazer tudo pelo Brasil mesmo.IMG_4599

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Exemplo de transporte público em Bangladesh

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Criançada na escola

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Dez curiosidades que aprendi viajando por Bangladesh (a 7ª e a 10ª são as minhas preferidas)

1 – Bangladesh é o país com maior densidade populacional do mundo. Imagine amontoar quase a população do Brasil inteiro em um espaço de metade do tamanho do Maranhão.
2 – Como é Daca, capital de Bangladesh? Imagina uma cidade com a população de São Paulo, só que sem uma única avenida de 3 pistas, sem metrô e com todo mundo dirigindo loucamente. Com 40º do lado de fora. Imaginou? Pois então, é ainda pior do que isso presencialmente;
3 – Todos os Uber em que andei eram automáticos. Imagino que isso deva ser um pré-requisito, já que eles andam com uma mão no volante e a outra ENFIADA na buzina. Não teria como ter uma terceira para passar a marcha;
4 – Eles tem a maior população de riquixás (ou charretes) a pedal do mundo. São onipresentes e aparentemente o principal meio de transporte no caótico trânsito;
5 – Toda vez que você precisa atravessar a rua passa um filme da sua vida em frente a seus olhos. Passar de uma calçada a outra (quando há calçada) uma experiência de vida ou morte. Quase fui atropelado 3 vezes (em 2 delas por charretes desembestadas);
6 – Nas ruas só se vêem homens andando, sempre com pressa, em todos os sentidos, aparentemente sem destino algum. A maioria das poucas mulheres na rua ficam esmolando com os filhos. É bem triste;
7 – Imagine descer de uma espaçonave com uma melancia como chapéu. Era como me sentia caminhando por Daca. As pessoas paravam o que estavam fazendo e ficavam me encarando como se eu fosse um bicho de outro planeta. Arregalavam os olhos e me observavam de boca aberta. Chega eu conseguia ver a pupila delas me seguindo. Algumas sorriam e acenavam. As poucas que sabiam falar algum inglês me atravessavam e começavam a conversar comigo. Uma vez chamei um Uber e, sem perceber, estava em frente a uma universidade. Rapaz, para que? Me cercaram! Parecia que a universidade INTEIRA tinha PARADO para ir lá falar comigo;
8 – Na imigração, tanto na ida quanto na volta, os oficiais ficaram curiosos para saber porque diabos eu estava a turismo para lá. Acabou que a principal atração turística de Daca foi a sensação de ser o único turista em uma cidade com uma população de mais de 10 milhões de pessoas.
9 – Apesar do críquete ser o esporte nacional, várias bengalis gostavam bastante de futebol. Fiquei surpreso ao conversar com um que me disse que às vezes acordava de madrugada para ver jogo do Santos (sim, o cara era fã do Santos!). Todos eles me falavam que na Copa do Mundo houve uma cisão no país entre os fãs do Brasil e os fãs da Argentina. Teve um que me disse a seleção inteira do Brasil de 2002 e 2014!
10 – Muitos países por onde viajei tinham população amigável. Acaba que Bangladesh, por ser um país com poucos turistas, as pessoas são mais do que amigáveis. Elas são amorosas. Todas com quem conversei eram muito gentis e muito curiosas sobre o Brasil. E, obviamente, todo mundo vinha me dizer que torceu para o Brasil na Copa. Na hora do “vamo ver”, não encontrei nenhum fã da Argentina =)

Originalmente postado em www.instagram.com/omundonumamochila

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Museu das Malvinas – Buenos Aires

Esse Museu Espacio Memoria y Derechos Humanos é um complexo imenso com vários prédios, porém só alguns estão abertos a visitação. Dentro de um desses prédios, funciona o Museu das Malvinas.

Cara, a história das Malvinas é basicamente a seguinte. Os espanhóis da região que hoje viria a ser a Argentina, montaram um assentamento em 1764 e fundaram uma cidade. Os ingleses montaram um assentamento mais ou menos à mesma época, mas depois abandonaram as ilhas. Lá havia um clima bem hostil, de forma que só espanhóis/argentinos ficaram por lá, ainda que os ingleses sempre tenham reivindicado a soberania sobre as ilhas. Em 1832 eles retomaram as ilhas Malvinas, as rebatizaram de Falkland mantendo o seu domínio até os dias atuais.

Até onde eu sabia da história de lá, em 1982, a Argentina vivia sob um governo militar extremamente impopular. Foi quando o ditador pensou “e se eu começasse uma guerra pelas Malvinas? Será se o pessoal não iria esquecer os seus problemas um pouco? ”. Então tentou retomar as ilhas a força dos britânicos. No começo até houve uma comoção nacional, mas no final a realidade foi mais forte. Os argentinos pegaram um bando de pobre coitado (dos 14.189 homens que foram lutar, 70% deles eram conscritos, ou seja, recrutas na faixa dos seus 18 e 19 anos, sem experiência alguma) e jogou lá para combater as tropas britânicas. É óbvio que eles levaram um pau e a ditadura até caiu depois disso.

Tudo bem. Eu aprendi essa história no colégio e sempre imaginei que essa história de Malvinas foi criada devido a um ditador maluco que precisava que a galera esquecesse do governo por uns dias. Que naaadaa, cara! Mano, essa questão das Malvinas tem sido uma questão forte da identificação argentina por séculos! Desde que a Inglaterra invadiu, no começo do século XIX, já rolou sequestro de avião para lá, resolução da ONU para devolução das Malvinas à Argentina, eles veneram o primeiro piloto que fez um voo por lá e coisas do tipo. Realmente não é o que eu imaginava!

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Museu Espacio Memoria y Derechos Humanos, Museu da Ditadura, Buenos Aires e Tigres – Imperdíveis

Um lugar que todo mundo falava que era imperdível era visitarmos o Museu Espacio Memoria y Derechos Humanos. No local funcionava a Escola Superior de Mecânica da Armada – ESMA, uma unidade da Marinha da Argentina destinada à formação de suboficiais especialistas em mecânica e engenharia de navegação. Mas, na verdade, na parte da Escola destinada aos oficiais, funcionou um dos centros de tortura mais selvagens da Argentina. Os presos políticos eram levados para lá para serem torturados e interrogados e, acredita-se, 90% deles foram mortos. O passeio para esse museu é meio fora de mão com os conhecidos passeios de Buenos Aires, até porque, bem, um centro de tortura não iria funcionar no meio da cidade, né? Dá uns 30km do centro de Buenos Aires, mas é super de boa de chegar. Basta pegar um metrô até a estação de trem e de lá pegar o trem que vai até a estação Tigres. Chega super fácil.f20170617_120110

A entrada é franca e lá dentro também tem o museu das Malvinas, que vou explicar posteriormente.f20170617_135320

Assim que você entra, o clima já é bem pesado. Me senti mais ou menos com o clima quando visitei Auschwitz na Polônia.

Lá dentro você passa pelos locais onde a galera era presa, armazenada e torturada. Os prisioneiros passavam o dia encapuzados, sentados dentro de caixas minúsculas com meio metro de altura e com luzes ligadas o dia inteiro para que elas não tivessem noção do tempo, uma terrível tortura psicológica. “O tempo parecia ser eterno” – disse um dos sobreviventes dessa prisão. Lá dentro tinha até um local para onde eram levadas as prisioneiras grávidas quando estavam próximas a dar a luz. Eles faziam o parto, matavam a mãe e davam o filho para adoção. Sim, o negócio era feio mesmo. Inclusive as avós dessas crianças até hoje lutam para encontrar onde estão os seus netos que foram para orfanatos como órfãos e alguns deles não tem a mínima noção do fim que levou suas mães e que eles mesmo são parte da ditadura argentina. Cresceram apenas imaginando que foram abandonados no parto e não que nasceram em um centro de detenção do governo. 

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Avós e Mães da Praça de Maio

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No final, você passa pelo lugar onde as pessoas eram sedadas para serem encaminhadas aos famosos voos da morte. Basicamente eles sedavam a pessoa, as embarcavam, e depois arremessavam elas ainda vivas no meio do oceano. Uma parada super sinistra, até porque, assim, as famílias nunca poderiam ter acesso ao corpo e continuam sofrendo à busca de uma filha/o desaparecido.

No caminho para lá tava rolando um protesto e não nos deixaram pagar o tíquete, nós simplesmente fomos entrando. Beleza, o problema é que eu suava frio, já que já fui multado três vezes em três países diferentes devido a não andar com tíquete. Enfim, no final deu tudo certo e ainda fomos para um lugar chamado Tigres que era como a Veneza Argentina e de onde saem os barcos para o Uruguai. O lugar até que era bem bonito e resolvi colocar a foto no topo para ilustrar para deixar o tópico menos pesado. Abaixo, vão as fotos de Tigres.

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Visitando o Cemitério da Recoleta em Buenos Aires

Um dos passeios imperdíveis por Buenos Aires é visitar o cemitério da Recoleta. Ele foi fundado em 1822 e é um dos três cemitérios mais visitados do mundo. Lá estão enterrados 21 presidentes e 2 dos 5 prêmios Nobel argentinos. Lá também tem o famoso mausoléu de Evita Perón. Todo mundo fica falando desse mausoléu. Você chega lá achando que o mausoléu da mulher é uma pirâmide do Egito e nada mais é do que um lugar muito simples.

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O mausoléu da Evita é esse negocinho de nada

Quem é trouxa pode pagar um guia para fazer uma visita guiada, quem não é, pode ir em alguns horários predeterminados que tem guias de graça, pelo que entendi, pagos pelo governo municipal.ffIMG_4337.JPG

A guia explicou para a gente que como os imigrantes vinham para a Argentina sem quase nada na carteira, para eles fazia todo o sentido ter uma certa opulência no lugar onde seriam enterrados. Resumindo, ninguém queria a expressão “não ter onde cair morto” para si. Devido a isso, quem tinha um pouquinho de dinheiro, construía um mausoléu. Era um tema cultural e os melhores artistas da cidade eram convidados para construção dos cantinhos no cemitério. Depois da construção da casa, a construção do seu jazigo era a maior preocupação dos argentinos. Hoje em dia, não é mais possível criar mais espaços no cemitério e para ser enterrado lá, ou a sua família tem que já ter um espaço, ou você precisa comprar de alguém (desde que não seja um jazigo histórico), o que faz o cemitério ter hoje o metro quadrado mais caro de toda Buenos Aires. É um passeio super legal, apesar de não ser tão legal quanto o cemitério de Havana.

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Enterro de alguém bem importante do jornal Clarín que estava ocorrendo enquanto visitávamos o cemitério

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Mausoléu de um combatente da Irlanda que lutou pela independência da Argentina

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