PAQUISTÃO – O QUE TEM POR LÁ?

Em 2008, há nove atrás, na minha primeira viagem a Índia, cheguei à fronteira do Paquistão e rolou uma certa frustação de não ter passado a fronteira adiante. Já estava ali, do lado, em frente a fronteira e tudo que precisava era dar alguns passos. Tudo bem que a burocracia das fronteiras não é algo tão simples assim, mas essa era a sensação. Dessa segunda vez eu não iria deixar passar em branco, por isso me preparei, antes de ir a Índia, e apliquei para o visto do Paquistão. E aqui começa a minha saga.

COMO CHEGAR E COMO TIRAR VISTO PRO PAQUISTÃO 

Já havia ouvido relatos de viajantes dizendo que o Paquistão era um país bem difícil para se tirar visto, eu só não imaginava que seria tanto. Nem o visto para o Irã (onde eu tive que, literalmente, dar meu sangue, já que até exame de sangue para mostrar que não tinha dengue e malária eu fiz), me deu tanto trabalho quanto o visto paquistanês.

Cara, a lista de documentos que eles pedem chega a ser bizarra. No site aqui (http://www.mofa.gov.pk/brazil/content.php?pageID=consbraz) você pode ter mais noção do que estou falando. São 11 documentos que eles pedem.

Até aí tudo bem, vários países para onde já apliquei para visto, eles pedem um calhamaço de documentos, mas no final você só leva alguns e tá de boa. Mas não, no Paquistão eles me pediram documento por documento. Não adiantou eu dizer que era servidor público e que isso era fácil de checar na internet, eles solicitaram que algum chefe meu do Ministério assinasse um documento oficial dizendo o óbvio, que eu era servidor público. Pediram mais comprovante de residência, três últimos extratos bancários… Cara, foi tanto documento que, sem brincadeira, eu contei, meus documentos e os da Bruna deram um calhamaço de mais de 60 folhas. Na primeira entrevista (foram duas) que eu fui obrigado a fazer, até questionei porque diabos precisava desse calhamaço todo de informação. Eis que o diplomata me brindou com a pérola do “é para a gente ter certeza que você vai voltar para o Brasil e não vai ficar no Paquistão”. Por que, assim, todo mundo tem o sonho de emigrar ILEGAL para o Paquistão, mas enfim, segue o jogo.

Mesmo separando TODOS os documentos que eles solicitaram, levado um carrinho de mão de documentos, ainda assim eles seguraram meu passaporte por QUATRO SEMANAS antes de me concederem o suado visto para lá. Mano, loucura demais!

A forma mais simples de chegar, eu não tenho ideia, imagino que seja voando pela Turquia, Dubai ou Catar. Eu cheguei e saí atravessando a fronteira a pé.

SOBRE O PAQUISTÃO

O Paquistão é um dos maiores países muçulmanos do mundo e durante centenas de anos fez parte da mesma colônia inglesa junto com a Índia e Bangladesh. Apesar da insistência contrária de Gandhi, após a independência, Índia e Paquistão formaram dois países contrários. Apesar de todo o esforço do herói indiano, os muçulmanos se sentiam ameaçados pela maioria hindu já que há anos eles não andavam se bicando muito bem. Massacres de ambos os lados já estavam ocorrendo e nas estações de trem do Estado do Punjab (Região que fica na Fronteira entre os dois países, era antes a mesma província e foi dividida ao meio depois da separação entre Índia e Paquistão) já havia setores separados para muçulmanos e hindus.

Houve a partição dos países e foi um deus no acuda. Quem era muçulmano e morava na Índia se mudou as pressas para o Paquistão e quem era Sikh ou hindu e morava onde ficou o Paquistão, seguiu o caminho contrário. Foi a maior movimentação humana da história, inclusive durante uma semana específica, 450 mil pessoas trocaram de lados, um recorde também.

No meio houve massacres, sangue, ódio, feridas que estão abertas até hoje na relação em ambos os países. Na partição da fronteira, a região da Caxemira ficou com a Índia, porém reivindicada pelo Paquistão, dando início a uma das fronteiras mais tensas do mundo entre dois países que hoje são potências nucleares.

Obviamente atravessar a única fronteira terrestre aberta a estrangeiros, a fronteira de Wagah entre Índia e Paquistão, não parecia ser tão simples.dfasdfdasfasd.jpgdfadfaddfdsfsdfadfsdfsadfsdfsd

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Se ligam como os lugares parecem um bunker…

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Isso é uma simpática entrada de hotel

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BODH GAYA – A CIDADE MAIS SAGRADA PROS BUDISTAS TAMBÉM FICA NA ÍNDIA

Cara, a Índia e seus lugares fascinantes. Quando você para para pensar que em um só país existem as cidades mais sagradas de três das seis maiores religiões do mundo, você começa a entender o que é a Índia. Há Varanasi, a principal cidade dos hindus (terceira maior religião do mundo). Há Amritsar, a cidade mais sagrada dos Sikhs (sexta maior religião do mundo, maior que o Judaísmo, por exemplo). E há o Bodh Gaya, a cidade mais sagrada para os budistas de todo o mundo (quinta maior religião do mundo).

Bodh Gaya é uma cidade do distrito de Gaya, no estado de Bihar, na Índia. Historicamente, era conhecida como Bodhimanda. O local é sagrado para o budismo pois foi o local onde o fundador da religião, Sidarta Gautama, criou a doutrina, por volta do século V a.C.  De acordo com a tradição, o príncipe Siddhartha Gautama chegou à margem silvestre do Rio Falgu, próximo da cidade de Gaya. Ali, ele sentou em meditação debaixo de uma Árvore Bodhi. Depois de 49 dias e de 49 noites em meditação, Siddhartha atingiu a iluminação e achou as respostas que buscava. Após sete semanas meditando sobre as respostas que havia encontrado, viajou para Sarnath (cidade que também fica na Índia, próxima a Varanasi. Abaixo do post tem fotos de lá também) onde começou a disseminar a religião que havia criado, o budismo. Continuar lendo “BODH GAYA – A CIDADE MAIS SAGRADA PROS BUDISTAS TAMBÉM FICA NA ÍNDIA”

AGRA, O LAR DO TAJ MAHAL

Obviamente nenhuma cidade da Índia é tão visitada ou tão sonhada como Agra. Ela é a lar de um dos monumentos mais lindos e mais famosos da história da humanidade, o Taj Mahal. Ele foi construído pelo imperador Shah Jahan em homenagem a sua esposa Mumtaz Mahal que morreu no parto ao dar a luz ao seu último filho. Foi construído entre 1632 e 1653 e empregou mais de 20.000 homens para construí-la. Diz a lenda que o Shah Jahan cegou os olhos do arquiteto que o construiu para que ele nunca mais visse algo tão bonito na sua vida. Sendo hoje a maior obra de arte já construída genuinamente por amor.

Apesar de toda essa história bonita, o Taj Mahal tem uma história trágica. Shah Jahan terminou por sofrer um golpe de estado do seu filho e foi aprisionado no forte de Agra (outro monumento incrível) e ficou ali pelo resto da sua vida em um espaço onde ele podia ver todos os dias a sua principal obra. Continuar lendo “AGRA, O LAR DO TAJ MAHAL”

MCLEOD GANJ, LAR DO DALAI LAMA E A SAGA PARA CHEGAR

Ainda em 2008, depois de ter viajado por Amritsar iria seguir para Mcleod Ganj, a região na Índia onde fica o governo do Tibet no exílio. Ela fica nas montanhas e foi realmente chegar por lá. Fui à rodoviária e as informações eram desencontradas, cada guichê falava uma coisa diferente, isso quando falava inglês. Fiz amizades com uns gringos que conheci na rodoviária e quando enfim conseguimos um busão para nos levar até lá era hora encarar o caminho. A cidade fica a apenas 210km de Amritsar. O único problema é que as estradas vão pirulitando entre as montanhas até chegar à Mcleod Ganj. Resultado? Levamos NOVE HORAS para poder percorrer 210 míseros quilômetros.

LAR DO DALAI LAMA

Basicamente o Tibete é um país que hora é independente, hora é um país vassalo da China. Atualmente faz parte da China. Depois da última anexação chinesa em 1950, diversos tibetanos fugiram do país temendo retaliações dos chineses, entre eles o Dalai Lama, líder dos tibetanos. Na Índia, fundaram um governo no exílio em Dharamshala, cidade onde fica Mcleod Ganj. No Tibet, a imagem do Dalai Lama, vista em vários lares mundo afora, é simplesmente proibida e o Dalai Lama ele teve que fugir para não ser morto. Continuar lendo “MCLEOD GANJ, LAR DO DALAI LAMA E A SAGA PARA CHEGAR”

AMRITSAR, A JÓIA DO NORTE DA ÍNDIA E CAPITAL DOS SIKHS

Em 2008, durante a minha primeira viagem a Índia, cheguei a Amritsar em uma viagem de trem quase que diretamente de Goa, só não cruzei a Índia de Sul a Norte de uma vez porque fiquei alguns dias em Delhi antes. Dessa segunda vez, 2017, peguei um voo direto de Jaipur e cheguei a Amritsar.

Depois de Agra, Amritsar com certeza foi a segunda cidade que mais me encantei viajando pela Índia. Tudo lá é muito diferente, além de que, meu, que lugar lindo é aquele Golden Temple (Templo de Ouro), o local mais sagrado para os Sikhs. Continuar lendo “AMRITSAR, A JÓIA DO NORTE DA ÍNDIA E CAPITAL DOS SIKHS”

Voltando à Índia

Então era dado início a nossa viagem. Como a Bruna me falava que sempre teve o sonho de viajar a Índia, que até hoje foi o país que mais gostei de viajar, topei na hora. Aproveitando que já ia por ali mesmo, fui logo a Bangladesh, Maldivas e Sri Lanka, relatos que já deixei por aqui.

Não pretendo refazer posts sobre cidades da Índia o qual já havia escrito, na verdade, vou aproveitar a oportunidade e terminar de escrever sobre cidades os quais passei nove anos atrás e ainda não havia escrito, fazendo uma comparação com os dias atuais. Tais cidades são Amritsar, McLeoa Ganj e Agra.

ÍNDIA, O QUE MUDOU NOVE ANOS DEPOIS

Viajei à Índia em 2008, portanto há nove anos. A primeira coisa que posso falar sobre a Índia depois é que houve uma transformação deveras impressionante. Digamos que a Índia mudou da água para o vinho em questão de viagem.

Em 2017, quando eu queria jantar, basicamente realizava uma rápida busca na região e encontrava os melhores restaurantes avaliados no tripadvisor.com ou no Google. Isso pode parecer pouco, mas pode fazer a diferença entre comer bem e pagar barato X comer mal e depois ter uma intoxicação alimentar (se centenas de pessoas comeram em um lugar bem avaliado e não passaram mal, porque você iria?). Além disso, o dono do restaurante sabe que grande parte das pessoas que estão indo lá o fazem devido a avaliações da internet, portanto, ele vai pensar 20 vezes antes de me sacanear na conta, o que era bastante comum na Índia de 2008.

Se eu quiser escolher um lugar para ficar, eu basicamente procuro um quarto na casa de alguém no Airbnb.com ou um hotel no Booking.com lendo as referências. Pode parecer pouco, mas isso é a diferença entre você achar um lugar decente e barato ou você dormir em algum lugar infestado de baratas e ratos e ainda assim alguém entrar no seu quarto para roubar suas coisas, o que era bastante comum na Índia de 2008. O dono do local sabe que eu estou lá devido a avaliações da internet, então vai pensar 20 vezes antes de tentar me sacanear.

Antes de chegar à cidade, enquanto tiver boa internet, eu baixo todo o mapa pelo Google Maps e posso me guiar pela cidade utilizando o GPS, MESMO o celular em modo avião! Cara, isso dá uma liberdade que você não faz ideia.

Agora o principal, O PRINCIPAL, é que estamos livres da coisa mais IRRITANTE da Índia de 2008: pegar um táxi. Com o advento do Uber (que tem em quase todas grandes cidades da Índia) e do “Ola Cabs” (Uber Indiano que tem em todas cidades grandes da Índia), você não precisa mais ficar na mão da raça MAIS FILHA DA PUTA DO MUNDO, os taxistas. Com esses dois aplicativos, você basicamente faz o pedido de onde está para onde quer ir e relaxa no banco de trás com ar-condicionado, já que o motorista também trabalha a base de avaliações, então ele faz tudo para poder te agradar.

Em 2008, ou ainda não existiam essas ferramentas ou elas ainda eram incipientes, de forma que minha vida era um inferno por lá. Hoje em dia, a Índia (e os outros países da região), ficaram mamão com açúcar para viajar. E tudo porque a concentração do poder de informação (ou como dizemos na economia, a assimetria de informação) pendeu do lado dos prestadores de serviço para os consumidores. Em menos de nove anos vi uma revolução digital que transformou o modo com que eu se viajava em um dos países mais irritantes do mundo. É óbvio que a Índia ainda tem muita sujeira, pessoas desesperadas tentando conseguir dinheiro de você e desorganização, mas nada muito longe do que era o Brasil 10 anos atrás. Portanto, se está lendo as minhas postagens de 2008, tenha em mente que aquela Índia infernal, ao que parece, não existe mais.

Além disso, a própria vida dos indianos parece ter melhorado bastante. Ok, ainda há valas a céu aberto e pessoas desamparadas vivendo em situação de rua, mas isso é ÍNFIMO com o que vi nove anos atrás. Se antes a Índia tinha uma miséria desesperadora de se ver, hoje ela está um pouco mais parecida com cidades pobres do Brasil. A renda do país foi catapultada e hoje a Índia é um dos países que mais crescem no mundo. Isso ocorreu sem que nenhum salvador da pátria aparecesse ou uma revolução com sangues e balas tomasse corpo. Basicamente tudo isso pode ocorrer deixando a economia florescer, eliminando barreiras, deixando invencionices e ideias revolucionárias de lado. Totalmente o contrário do vemos vendo no Brasil nos últimos anos.

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Bruna era uma das maiores atrações. Toda hora famílias pediam para bater foto com ela
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Delhi
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Mumbai
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Couchsurfers que encontramos em Mumbai

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Varanasi

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Tatuagem de henna
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Essa aqui todo mundo conhece
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Jaipur

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No táxi a caminho do aeroporto de Colombo, dando uma volta com o Estado Islâmico antes de sair do Sri Lanka

Depois de Galle, resolvi gastar algumas horas em Colombo antes de embarcar. Dei uma volta pela cidade e chamei um Uber para me levar ao aeroporto. O caminho era longo, mais ou menos uma hora de carro, de forma que fui conversando com o motorista. O cara era bacana, falava um inglês legal e imitava a voz do Michael Jackson que, mano, era igualzinha, parecia que tinha ligado o rádio.

Fomos conversando e ele começou a me falar que tinha morado na Arábia Saudita e começou a me contar que era meio complicado morar por lá. Concordei com ele, falei que imaginava que era um país que parecia meio complicado para se viver, que as mulheres quase não tinham direitos… até a hora que ele me interrompeu: “Mas é claro que as mulheres tem que ter menos direitos! Os homens têm que ser tratados como superiores! A mulher foi feita da costela de Adão, então ela sempre está abaixo do homem! ”.

Plim! Nessa hora buguei. Achei que era brincadeira, mas acabou que eu fui dando corda e vendo até onde o cara ia. Rapaz, ali estava uma das pessoas mais piradas com quem já pude conversar. Se liga no papo do figura…

O cara começou a me explicar que existia uma ordem mundial governada pelos Iluminatis e que eles estavam lutando forte para poder fazer as pessoas pararem de louvar a Deus e começarem a louvar o Diabo, mas, claro, isso sem elas perceberem. Que eles estavam tentando reescrever os livros sagrados para poder fazer as pessoas acreditarem que as depravações nada mais eram que coisas normais para posteriormente louvarem a Satã sem se tocarem. Que isso já ficava claro quando você via nos filmes e nos jornais as pessoas aceitando mulheres andarem de biquínis, casais se beijando no meio das ruas, mulheres se vestindo de qualquer jeito e, obviamente, mulheres querendo ser iguais aos homens!

Onde já se viu isso? Isso é um absurdo! – ele dizia.

Eu fui dando corda e concordando em tudo com ele.

Disse que os Iluminati agora estavam proibindo, veja você, que fosse permitido bater em seus filhos! Como assim, cara? Como é que você vai educar um filho sem dar uma surra nele? Eles queriam filhos mal-educados e inconsequentes para colapsar a sociedade e eles saírem como heróis no final! Além disso, os Iluminatis também proibiam sacrifício de animais para costumes religiosos, costume que ocorria desde a época de Abraão! Ele dizia que a maior prova da Nova Ordem Mundial era que o símbolo máximo dos Iluminatis, uma pirâmide com um olho no meio, estava nas notas de dólares ao lado da expressão “Deus seja louvado”. Era CLARO que os Iluminatis eram os donos da Nova Ordem Mundial, pois quem tem dólares, tem poder! Rapaz, isso ele falou como se fosse a maior sacada do planeta! Os olhos deles chega brilhavam quando ele me falava da “prova” do domínio dos Iluminatis!

E, assim, enquanto o bicho falava, os olhos do cara começavam a ficar vermelhos e as veias do pescoço saltavam enquanto o cara babava de raiva dos Iluminati. Falava que eles já estavam cantando vitória, mas que os homens valorosos de bem iriam se unir e derrotar essa Nova Ordem Mundial que propunha a destruição da sociedade valorosa que tanto trabalho deu para construir. Rapaz, eu sei que esse bicho foi se exaltando e babando de raiva, que quando desci do carro nem tive as caras de perguntar a religião dele, mas provavelmente ele era ou cristão ou muçulmano, já que citou Abraão. Budista sei que ele não era.

Ele me agradeceu a corrida, pediu para eu pensar no que ele havia falado, se não fazia sentido, que depois podíamos conversar mais e para eu ter cuidado com os Iluminatis.

Estado Islâmico era moderado para um pirado que nem aquele. Eu héin…

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Perambulando por Galle – Cidade histórica do Sri Lanka

Sobre Galle não há muito a se falar. Como iria encontrar com Bruna logo logo na Índia, aproveitei para só descansar um pouco (pombas, apesar de tudo, isso era uma viagem de férias e eu só tinha corrido para cima e para baixo nas Maldivas e, principalmente, Bangladesh) e colocar um pouco da leitura em dia.

Cheguei em baixa temporada, os bares estavam vazios e as praias quase desertas. Fui até a praia procurar um mergulho, era até barato, 35 dólares. Porém, antes de contratar, fui fazer um snorkel. A água estava extremamente barrenta, o que acabou por me fazer mudar de ideia.

PASSEIOS PARA AVISTAR BALEIAS AZUIS, O MAIOR ANIMAL DO PLANETA

Continuar lendo “Perambulando por Galle – Cidade histórica do Sri Lanka”

Perambulando pelo Sri Lanka, a caminho de Galle

Todo mundo que eu havia consultado, havia me falado que não muito o que se ver em Colombo, que é apenas uma cidade grande sem muitas atrações. Há vários sítios históricos no Sri Lanka e um santuário onde supostamente há guardado um dente do Buda, mas na verdade eu queria mesmo era ficar na praia. Acabei decidindo ficar na cidade história de Galle.

Galle foi durante alguns bons anos o principal porto dos holandeses, que inclusive levantaram um forte na cidade. Desci no aeroporto internacional de Colombo e peguei um Uber que me levou até a estação de ônibus de Kaduwela. Lá havia um “Luxury Bus” que basicamente fazia um trajeto até o forte de Galle. O ônibus não tinha nada de luxuoso, mas o fato de possuir ar-condicionado, poltronas acolchoadas e fazer o trajeto em pouco mais de uma hora já o fazia um luxo comparado com os outros paus-de-arara que você podia escolher que custava um quinto do preço, mas demoravam entre três e quatro horas além de que você era transportado COMO galinhas e COM galinhas. Detalhe, no “Luxury Bus” paguei 20 reais. Os paus-de-arara eram 5 reais. Pense em quanto intrépido você é e tome sua decisão. Eu já passei dessa idade =) Continuar lendo “Perambulando pelo Sri Lanka, a caminho de Galle”

Sri Lanka – Sobre o país. O que tem por lá?!?!?

Dando prosseguimento ao giro pelo sul asiático, meu próximo país foi o Sri Lanka.

O Sri Lanka é um destino pouco conhecido pelos brasileiros (na verdade, grande parte das pessoas que eu falava não sabia nem em que continente ficava, ainda mais apontar o país no mapa), mas tem a sua joia em si. Apesar de ser uma pequena ilha do lado da Índia no Oceano Índico, tem passeio para todos os gostos. Lá tem montanhas, praias de água cristalina, mergulho, história (com vários sítios Patrimônios da Humanidade) e, principalmente, é um destino barato!

CURIOSIDADES SOBRE O SRI LANKA

Apesar de ser uma pequena ilha do tamanho da Lituânia, lá andou pegando fogo nas últimas décadas. Existe uma minoria Tamil que vive na parte Nordeste e Leste da ilha e não curte muito a ideia de ser massacrada e morta regularmente pela maioria cingalesa, então eles meio que iniciaram uma guerra civil que foi terminar não tem nem dez anos.

Nos últimos séculos, o Sri Lanka sofreu invasões e foi colônia de portugueses, holandeses e ingleses. A maioria de sua população é budista, apesar de eles possuírem uma pequena elite de cristãos, herança do tempo em que eram colônia de países europeus. Assim como diversos países da região, a sua religião é determinada na sua certidão de nascimento e até há alguns poucos anos atrás, apenas budistas tinham direito a acesso a universidades públicas.

Assim como diversos países da região, tráfico de drogas dão pena de morte, apesar de ser um país budista e não um país muçulmano.

COMO CHEGAR AO SRI LANKA E VISTO

A forma mais simples para se chegar ao Sri Lanka do Brasil é voando para a Índia e de lá pegar um dos inúmeros voos diretos para a sua capital, Colombo. Também é possível viajar para lá por meio de voos diretos da Tailândia, Malásia ou Cingapura, porém são destinos bem mais longes.

O visto é relativente simples de se conseguir. Ele é todo eletrônico (https://www.eta.gov.lk/slvisa/visainfo/center.jsp?locale=en_US) e barato, custa 35 dólares. O grande problema era que era necessário preencher um formulário que depois se apagava quando meu cartão de crédito era recusado. Depois de testar três cartões diferentes e refazer esse mesmo formulário umas dez vezes, acabou que desisti e acabei indo para a Embaixada do Sri Lanka em Brasília para pedir ajuda. Paguei o valor em dinheiro que teoricamente deveria pagar com meu cartão de crédito e eles basicamente fizeram o preenchimento do formulário que eu fiz, pagaram a taxa e depois de três dias mandaram todos os papéis no meu e-mail. Galera da Embaixada era super gente boa e solícita, o que não costuma ser muito comum nas Embaixadas que já fui.

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Que pôr-do-sol…
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Muralhas que cercam a cidade histórica de Galle
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Crianças sempre em brincadeiras sadias
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Como essa por exemplo…

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