Claudiomar X Típica americana caipira!!!
Como precisava de história do blog. Resolvi sair com a galera pra poder fazer uma pescaria no Pier que tem aqui em Santa Barbara. Japoneses, bielo-russa, chineses, suíços e, claro, um simpático maranhense foram para o o ponto turístico mais famoso de Santa Barbara (talvez o único) pra poder demonstrar as suas habilidades de pescadores.
Como de costume acordei quatro da tarde (é porque trabalho de noite, né parceiro?). Escovei os dentes e fui para o Pier já que quase todos estavam lá “pescando”. Quando eu cheguei, já fui vendo a marra do chinês e do suíço. Eita, mas a vara de pescar dos bichos tinha tudo, cumpade… Linha de marca famosa, carretilha, pesinho, CINCO ANZÓIS (eu nunca tinha visto mais que um anzol em uma vara de pesca!!) que pareciam ter sido desenhados por um designer, mira infra-vermelha e o caralho!! Eu, acostumado a pescar com vara de pescar feita de um galho qualquer e sem carretilha, confesso que fiquei espantado logo de começo, afinal, a vara dos bichos (sem segundas interpretações por favor) só faltava falar. Depois de algum tempo aprendendo a manusear aquela “Ferrari” dos mares eu notei que faltava alguma coisa. Não era algo tão importante não. Eu juro que eu fiquei até sem graça de perguntar, sabe?? Sei lá, coisa de maranhense matuto que não conhece a modernidade. Depois de muito relutar eu fui conversar com o chinês:
– Vicent, essa tua vara é boa pacas, né cara?? Eu tou vendo que ela pesca, lava os pratos e ainda leva os cachorros pra passear, mas lá no Maranhão tem algo que a gente usa com a vara quando vai pescar que sempre dá certo e eu tou vendo que vocês não tem..
– O que é, Claudio?
– Tipo… Cara.. cadê A ISCA???????????????
HAEUHhuuhuaheuHUHAUEH.

Sim, foi isso mesmo, a vara de pescar do chinês apesar de ser de última geração nào tinha um pequeno detalhe: A isca. Coisa besta, de matuto mesmo. Pra que você vai oferecer comida pro peixe pra induzí-lo a morder o anzol e assim pescá-lo?? A vara do chinês (EU FALEI: SEM TROCADILHOS!!) não precisava dessas coisas.
Não precisa dizer que a gente ficou lá, que nem um bando de paspalho por quase uma hora e nada, né? Depois de duas horas, eu comecei a perder a paciência e fui falar com o bicho de novo:
– Velho, eu não sei na China, mas no Maranhão, anzol não faz parte da cadeia alimentar dos peixes. O que te faz acreditar que esses peixes vão morder o anzol sem nenhuma isca pra eles comerem??? Cê acha que ele vai pensar “Oh que vida cruel, não aguento mais tanta pressão, vou me matar” e vai lá e morde o anzol?? Eles vão se matar assim de graça???
– Calma, rapaz!! Eu tou te falando, eles comem o anzol sem colocar a isca!!
Perdi a paciência e fui tentar convencer o Suíço a colocar uma isca. Conversei com o bicho e ele falou que tudo bem. Falei com um pescador do nosso lado e o cara me deu uns pedaços de peixe pra poder fazer isca. Não precisa dizer que deu dois minutos conseguimos pescar um peixe, né?? Já tava virando pro chinês com uma cara de “tá vendo, seu idiota, não disse”, quando antes disso um outro fato me chamou a atenção.
Rapaz, quando esse peixe começou a se debater, uma das japinhas que tinha ido com a gente começou a fazer uma festa danada!! Iche, mas a mulher pulava de um lado, pulava de outro, batia palma, gritava, vibrava… Porra, eu vi a hora dela chorar de emoção por estar vendo um peixe! Eu até entendi na hora, poxa, a menina é do Japão, é por isso que ela nunca viu um peixe. Se ela fosse de um país INSULAR, em que a DIETA BÁSICA É BASEADA EM PEIXE, e que é um dos MAIORES PRODUTORES DE PEIXE MUNDO como a BOLÍVIA, eu até entenderia. Mas ela era do Japão, um país sem saída pro mar e desértico, deve ser por isso que ela nunca viu um peixe!!!
Mas voltando, a mulher pulava mais que calango em sol quente!! Parecia uma criança vibrando e só ficava falando “Olha o peixe, olha o peixe”. E bate foto daqui e bate foto dali, só vocês vendo o show da menina. Ela REALMENTE nunca tinha visto um peixe na vida. O Pier inteiro parou pra poder ficar olhando pra gente, pra ficar olhando aquela japonesa serelepe. Melhor não foi a japonesa vibrando, melhor foi a bielo-russa pisando na cabeça do bicho com “um quê de sargentona” e acabando com a festa da japonesa:
– Corta esse peixe aí logo, chinês, senão vai ficar tarde e tá ficando frio. A gente precisa de isca.
– Ôooohhh, você matou o peixinho… (japonesa)
– Claro, minha filha, pra que você acha que isso aqui ia servir?? Botar num quadro e pendurar na parede do seu quarto?
Uuuuuhhh, nada como a doçura de uma eslava para poder lidar com uma situação dessas…
Saldo final?? Dois peixes pescados, posteriormente usados como iscas e mãos vazias para casa.

Ontem, enquanto escrevia o blog, aconteceu um fato no mínimo inusitado.
Entra pela porta principal, uma mulher, CINCO HORAS DA MANHÃ, com uma cara de desesperada. Pra melhorar a situação, rua deserta, eu sozinho na recepção do hotel e chovendo do lado de fora, cenário perfeito para um filme de terror ou para ocorrer um “maranhencídio”.
Vendo aquela situação, fui na direção da mulher pra poder falar com ela:
– Olá, tudo bem? Como posso ajudá-la?
– Tipo, tipo, é… Será se eu poderia ficar por um instante aqui dentro?? (Ela realmente parecia nervosa). Será se eu poderia dormir, deitada no banco de madeira que vocês tem aqui no lounge por algumas horas??
Cara, quando ela falou a primeira palavra pra mim deu pra ver que a mulher tava mais louca que o batman. Eu fiquei bêbado só com o hálito dela. A melhor de tudo não é essa, a melhor é que além de estar bêbada eu ainda teria que explicar pra ela como funciona um hotel. Deu vontade de falar pra ela, algo do tipo “minha amiga, sabia que o hotel é um lugar em que você PAGA PRA PODER DORMIR?? Depois de pedir pra dormir no banco daqui você vai fazer o que?? Vai em um restaurante pedir pra comer só um pouquinho??”. Pô, dá vontade de falar nisso, não dá?? Tá, mas confesso que tentei lidar com a situação com a velha “resposta clichê”:
– Olha, por mim até que você podia ficar aí e talz, dormir no banquinho de boa, mas eu fico preocupado é com meu chefe, já que ele vai já chegar daqui a pouco e ele pode não gostar. Veja bem, não é por causa de mim, mas é porque eu posso me dar mal mesmo e talz… Desculpa mesmo…
– Mas é que eu não tenho onde dormir. Acabei de brigar com meu namorado e eu não tenho pra onde ir…
Uuuuhhhh, sabe aquela coçadinha de queixo de ator pornô com aquele sorriso sacana?? Sim, foi desse jeito que eu fiquei na hora. Presa abalada psicologicamente e totalmente desprotegida à espera de receber o bote. Gorjeta à vista… Juro que já estava pegando o carimbo pra dar a “carimbada na fuselagem”, quando pensei que seria MUITA sacanagem de minha parte me aproveitar da situação em que a mulher estava pra conseguir “o que é que a gente quer”. Além disso, não valia o risco! Precisava pensar em um maneira de fazer a mulher ir embora, já que minha gerente REALMENTE já estava quase pra chegar.
Depois eu fiquei até pensando, a mulher briga com o namorado e no final acaba sobrando pra mim.
– Pois é, o que você tá pensando em fazer? (eu perguntei)
– Não sei, não tenho aonde dormir e tou pensando. Cê tem carro?
– Ãhn?? Não?? (pombas, a mulher era direta no ponto!!! Maria-gasolina total!!)
– Será que você poderia me conseguir um pouco de água?
Fui lá dentro e peguei um pouco de coca-cola pra ela (a mulher precisava de açúcar) e entreguei. A mulher tomou a Coca e não me falou nem “obrigada”. Ela tomou de uma vez e foi só falando depois:
– Será se você podia pegar um pouco mais de coca pra mim??
Ãhhhnnn??? Pronto, agora eu disse pronto mesmo! Será se eu fiz caipirinha no Santo Graal?? Será se eu colei chiclete na cruz?? Pra melhorar a situação a mulher ainda era mais folgada que colarinho de palhaço. Fui lá dentro de novo, dessa vez “com um olho no peixe, outro no gato”, com medo dela se aproveitar da situação pra meter a mão na caixa registradora. Peguei um pouco de água e dei pra ela. Aí veio a melhor parte:
– Ei, eu pedi coca-cola e não água. (FOLGGGGGGGAAAAAAAAADDDDDAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!)
– Tá, não posso te dar mais coca não, bebe essa água aí e fica de boa. (Já tinha começado a ficar puto)
– Ah, mas essa água tá com um gosto estranho, o que foi que você colocou? (Pronto, ela realmente achava que eu queria fazer ela de gorjeta!!)
– Não é nada não, é só água!
– Bebe aí pra eu ver! (FOLGGGGGGGAAAAAAAAADDDDDAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!).
Caraca, deu muita vontade de rir na hora, como eu tava doido de vontade pra ela ir embora fui lá e bebi.
– Tá vendo, não tem nada!
– Ah, mas eu queria coca! (FOLGGGGGGGAAAAAAAAADDDDDAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!)
– Minha amiga, eu já te falei que eu não posso te dar mais coca! Bebe essa água aí! Falando nisso, eu sei de um albergue bem baratinho que você pode ir se quiser, é só 20 dólares a noite.
– Ah, mas eu não quero ir na chuva, tá chovendo lá fora. (Pronto, a mulher já se achava em casa. Fiquei me imaginando naquela situação em que você joga umas pipocas pra uns pombos na praça e depois junta tantos bichos ao redor de você, que você não vê outra opção senão dar o saco inteiro pra ver se eles vão embora).
– Minha amiga, pega um ônibus e vai pra lá. Toma aqui um mapa que mostra como chegar lá de ônibus.
– Ah, mas eu não tenho dinheiro pra pegar ônibus.
– Porra, toma $1,25 aqui (fui lá e peguei na minha carteira). Agora VAI EMBORA!!!
Mlk, depois que eu falei isso, eu acho que ela se tocou, virou as costas e foi com o rabo entre as pernas pegar o busão. Caraca, ainda bem que ela foi embora, cara. Do jeito que ela tava se comportando eu tava vendo era a hora de ela pedir pra eu ir lá dentro e pegar um lençol e um travesseiro pra ela poder deitar no banco. Graças a Deus ela foi embora! Foi bater lá no albergue, hehehehehe. Virou problema de outro, hehehe. Cara, é isso que dá sempre querer ajudar as pessoas, mulher folgada que só amendoim em boca de banguela, meu…
Juro que antes postar este blog, fiquei pensando em escrever apenas um “nada demais”. Realmente não aconteceu nada de muito engraçado ou de muito pitoresco estes dias. Não apareceram Tchecas Ardentes (UUUhhhh), nem fui demitido mais uma vez (Afinal, Deus é pai, não é padrasto). Não quase perdi um dedo e tampouco mandei um “Have you tried brazilian kiss” pra alguma mina na balada. Basicamente a minha vida aqui está “Tédio com um T bem grande pra você”. De engraçado mesmo só as SUECAS QUENTES (uuuuhhh), que chegaram lá em casa e que tá sendo um ba-fá-fá que só vocês vendo. Também tem o fato de que estou participando de um “concurso” de blogs (histórias que conto mais abaixo)
Tenho que assumir a minha mea-culpa por este entediamento extremo a qual cheguei. Desde que consegui este emprego, me acomodei sobremaneira e até parei de procurar por outros. Com uns dias dormindo às duas da manhã e outros às 8 da manhã, acho que meu relógio biológico entrou em piripaque e eu tava mais dormindo que zagueiro na zaga do Corinthians. Como não tenho muita coisa pra fazer durante o dia, acaba que eu nao controlo meu sono e eu tava dormindo até a hora que não desse mais sono. Com isso, cada dia fui dormindo mais horas até o dia que cheguei a dormir quase 15 horas em um dia, coisa de louco, meu!! Devido a isso, já tracei um novo cronograma pra minha vida e pretendo seguí-lo a risca pra poder conseguir logo um segundo emprego, já que horas dormidas “demais” aqui, significarão cidades visitadas “a menos” quando estiver realmente viajando pelo mundo. Vou tentar fazer mais amigos também, já que todos os amigos que fiz na casa que eu tou morando são menores do que 21 anos, logo não podem sair pra balada e só ficam fazendo “programinha mais-ou-menos”. Desse jeito eu prefiro ficar em casa vendo os capítulos de South Park que eu tou baixando (meu amigo, achei um site que tem TODAS temporadas, hahhah). O que isso significa?? Nada de ” missão latino lover” ocorrendo.
Outro fator que também pode ter contribuído pra questão relaciona-se ao fato de que eu comprei um laptop (Já tem até nome o menino, ele se chama Toddynho, o meu companheiro de aventuras!). De início eu só comprei o bichinho porque ia ser de extrema importância pra poder carregar durante a viagem e assim poder escrever posts e coisas do tipo. Mas bicho, depois que eu descobri as maravilhas da internet Wireless (internet sem fio), minha vida social tá sendo abalada. Cara, dá pra passar o dia inteiro nesse bichinho aqui… Primeiro que aqui na Califórnia tem Wireless em qualquer lugar. Mas digo em qualquer lugar, porque é em qualquer lugar mesmo. Mac Donalds, Cafeterias, Botecos.. Se duvidar até na balada deve ter internet sem fio (Imagino até eu chegando na mina: – “Uau, você tá fazendo download do Titanic?? Eu também sou fã do James Cameron.. Sabia que voce tem um laptop lindo? Pá pá pá…”). Eu não duvido que se eu deixar o computador ligado no caminho do trabalho, nos 40 minutos que eu levo pra poder chegar, dá pra baixar um cd de música inteiro só roubando internet dos outros. Heheheheeh.
Mas pois é, com essa internet desvairada eu tou baixando tudo que sempre quis baixar: filmes, músicas, jogos e muitos, MUITOs, episódios de South Park… Lembro até dos meus tempo aúreos que fazia computação, tempos esses que a galera zuava a gente dizendo que nosso lema era “Mulher pra que, mulher pra que?? Se eu tenho o meu PC!!!”
Levando em consideração o que eu falei, nenhuma novidade no trabalho. Meu trabalho é profundamente entediante e fico boa parte do mesmo ou respondendo e-mail, ou scrap ou escrevendo aqui no blog. Preciso de um trabalho mais tenso pra poder conseguir boas história pra poder escrever (Ai que saudade dos meus chefes carrascos, heheheh).
Aí vai uma foto que eu tirei do nascer do sol que eu vejo todos os dias depois de sair do trabalho…
Obs: tá, eu sei que eu tava vendo um nascer do sol e não um “pôr-do-sol” como eu falei repetidamente no vídeo. Mas pô, dá um desconto, eu tinha acabado de sair do trabalho, perdi o busão e ainda tive que andar quase 40 minutos pra chegar em casa. Hehheheheheh. Alem disso, desculpa por essa lingua chata ai’… Mas e’ que tava MUITO seco e eu nao tinha trago o meu batom de cacau…
Vamos la, vamos comecar o post…
Pra não dizer que não rolou nada demais, nada estranho aqui, nada inusitado por essas bandas, aconteceu algo inusitado sim. Tava eu, dando um rolê pela cidade, quando do nada passou um bando de cara vestido como carregador de mala do meu lado. Uns cinco ou seis, conversando e rindo bastante. Passaram do meu lado e foram entrando em um Subway (glorioso Subway). Pensei “Os caras devem tá tirando um break do serviço e vieram aqui pra comer alguma coisa. Mas que tipo de hotel aqui em Santa Bárbara precisa contratar cinco carregadores de malas pra trabalhar de uma vez?? Pombas, deve ser frenético o trabalho lá, deve ter hóspede que só a casa da Mãe Joana”.
Blz, dei uma risada e continuei indo em direção a praia. Mermão, do nada, passou foi UMA GALERA vestida daquele jeito. Aí eu disse pronto! Pombas, comecei a pensar se todos os carregadores de malas de Santa Bárbara resolveram pegar um break na mesma hora ou coisa assim. Quando eu cheguei na praia e vi centenas deles, aí sim comecei a ficar encucado. Juro que fiquei pensando em algo realmente inusitado, do tipo… Er.. Hum… Será se tá rolando é um… um… um CONGRESSO DE CARREGADOR DE MALAS aqui na Califórnia? Cara, falo muito sério que pensei nisso!!! Mermão, cê vai pensar o que??? Todo mundo vestido daquele jeito?? Festa a fantasia é que não ia ser!!
Pô, beleza, não ia ser um congresso de carregadores de malas em si, mas tipo, um congresso de hotelaria aonde pessoas com baixa qualificação decidiriam o que seria melhor a se fazer no “chão de fábrica”. Cara, de um estado que elegeu Arnold Schwarzenegger como governador você pode esperar tudo! Chegou uma hora que eu, não aguentando mais de curiosidade, resolvi parar um transeunte no meio da rua e perguntar de onde diabos tinha surgido toda aquela galera. Eis que, do nada, o cara me aponta lá no meio da praia e me mostra o porquê daquilo.
Aportou aqui em Santa Barbara o glorioso USS Ronald Reagan, um porta-aviões americano. Nada mais que isso! Os “carregadores de malas”, eram nada mais nada menos que os tripulantes do bendito porta-aviões que aproveitaram pra poder dar um rolê aqui na cidade. Simples assim…
Ah tá, mais uma vez você deve estar pensando ‘Nossa, mas como maranhense é bicho burro, como assim ele não reconheceu os “gloriosos” marines mericanos andando nos meios das ruas’? Valeu, velho! Eu não tenho culpa se os “estilistas” americanos, sem saber como fazer o uniforme da marinha, resolveram fazer o mais fácil? Copiaram o uniforme dos carregadores de malas do hotel deles? O uniforme da nossa marinha é branco, não tem nada a ver com o deles… Que dá pra confundir muito fácil com carregador de mala, isso você não tenha dúvida.
obs: Claro que eu nao tirei foto deles, ne?
Ixi, mas depois que eu fui ver o bafafá que ficou nessa cidade. Os principais bares e lojas colocaram faixas e fotos saudando o glorioso porta-aviões americano. O jornal local conclamava as pessoas a darem boas vindas aos “bravos guerreiros da liberdade” e por aí vai.

Eu fui lá no Pier da cidade dar boas vindas aos “bravos guerreiros da liberdade” e tentar bater umas fotos do porta-aviões. Só que tava meio longe e a foto não ficou muito boa. No que deu pra ver, não parecia ter nada demais, era só um bando de ferro em cima de madeira que bóia quando você joga dentro d’água. Quem faz um catamarã, faz um bicho daquele, é só ter um pouco mais de madeira.. heheheheheh. Tá, vamos parar com essa história, o porta-aviões realmente era impressionante, pena que não consegui uma boa foto.
Mas o melhor da história foram os tripulantes andando no meio da rua mesmo. Mas os bichos andavam com o peito mais inchado que sardinha grávida, com um ar de superioridade que só vocês vendo. Isso devido ao fato de que por onde eles andavam eles eram saudados pela população que parecia pagar um pau muito grande pra eles. Pra mim eles não são nada demais. Continuam sendo um bando de carregadores de mala com um chapéu de pasteleiro na cabeça. Vai a foto de como a cidade inteira estava lá no Pier dando boas vindas ao “bravos guerreiros da liberdade”.
Prometi há dois posts passados e acabei esquecendo. Ainda não falei direito sobre a casa que eu tou morando.Tou morando praticamente em uma mansão aqui em Santa Bárbara.Sim, a casa é grande pacas. Não sei quantos quartos, ou “cômodos que viraram quartos” (já que tem gente morando na sala) tem a casa, mas sei que moram por volta de vinte pessoas na casa, contando os donos. São estudantes de todas as partes do mundo que você imaginar. Tem vários chineses (sempre eles), japoneses, suíços, um búlgaro, uma bielo-russa, um australiano, um dinarmaquês filho de vietnamitas e por aí vai. Claro, tem um maranhense também. Além de todas essas nacionalidades, tem elas, aquelas que não podem faltar… Chegaram esses dias aqui na casa duas, duas… Uhhhh… TCHECAS ARDENTES??? Não!!! UM UPGRADE DELAS!! A UNANIMIDADE NACIONAL!! A NACIONALIDADE QUE TODO MULEQUE DE 15 ANOS COLOCA NO GOOGLE QUANDO PROCURA SACANAGEM!! AS PREFERIDAS DE TODOS MENINOS SOLITÁRIOS NUMA MADRUGADA DE SÁBADO À PROCURA DE VÍDEOS PORNÔS ENQUANTOS OS PAIS ESTÃO DORMINDO!!! SIM!! SÃO ELAS!! ELAS MESMO QUE VOCÊ PENSOU!! SÃO AS… QUEM?? QUEM??? SUECAS!!!Rapaz, foi um bafafá aqui nessa casa quando foi anunciado que duas suecas iriam chegar aqui na casa e começar a morar com a gente. A macharada ficou mais ouriçada que galo novo no terreiro! Todo mundo doido pra conversar com as meninas assim que elas chegarem e já irem delimitando logo o seu espaço. Antigos brothers de balada, agora se digladiavam para ver quem seria o primeiro a… er… dar “Bom dia” para as novas moradoras. Essa casa virou uma terra de ninguém.No inicío, quando vi os asiáticos comentando das meninas que iam chegar, eu achei normal, apesar de saber que eles não teriam nenhuma chance contra o “furor maranhense”, o “terror do maranhão”, aquele cara que os amigos tem medo de dar o endereço de e-mail da mãe temendo o estrago!!! Sério, eu posso não ser o Tom Cruise das paradas, mas pelo menos na frente dos asiáticos eu consigo sair, ja que eles não tem a nossa cultura de “chegar chegando” nas minas. Mas pois é! Não estranhei o fato dos asiáticos estarem a fim de “conversar” com as suecas pelo fato de que a beleza delas, aquela beleza angelical, loira, pele clara e olhos azuis, não é tão comum no país deles, assim como não é comum também no nosso país, por isso o nosso interesse (tipo o ditado “O que é raro, é caro!).
Pois é, galera, a casa é assim mesmo.
É uma casa grande que o dono aluga só pra estudantes. Eu disse “só” porque é estritamente “só” para estudantes. Eu só consegui uma vaga aqui pra ficar por esses dias porque eu fui conversando com o dono da casa, “passei o migué” que também era estudante no Brasil e que eu só queria ficar temporário. Fui conversando com ele e no final o bicho me deixou ficar por um mês, com possibilidade de renovação pra outro mês.
Morar aqui é bem legal, a galera aqui costuma ser gente boa, os quartos não são “nenhuma Brastemp”, mas são melhores do que o albergue, e a relação custo-benefício é boa. Além de que, sempre tem alguém aqui pra poder conversar em inglês. A única parte ruim, responsável por eu estar me mudando, é que aqui é MUITO longe do meu trabalho e também porque consegui um lugar mais barato pra poder morar.
E lá vai mais uma história inusitada…
Cara, eu não sei o que tá acontecendo, mas vários fatos que estão ocorrendo estão começando a me deixar encucado. A primeira é que o dono dessa casa que eu moro, o Karl, é um senhor de idade. Ele parece aquele esteriótipo de vovô bonachão. Velhinho, gordinho e de fala manssaaa… Além de que ele tem um abraço que te envolve, parece um papai noel. Ele não precisa do dinheiro do aluguel aqui da casa pra poder viver, já que ele vive de renda e tem várias outras casas alugadas no estado dele. Ele só aluga a casa porque gosta bastante de estar presente com estudantes internacionais. Ele aposentou-se como professor e só depois que eu pude ver no contrato que o nosso amigo é, nada mais nada menos, do que Phd em educação. Phd mesmo, ele tem essa titulação.
Até aí tudo comum pra mim.
A única quebra de paradigmas é que o cidadão é um senhor de mais de 80 anos casado com… err… hum… casado com um chef de cozinha. Sim!! O tiozão aqui é gay e casado há mais de vinte anos com um outro cara. Tá, não deixei de abraçá-lo ou de conversar com ele porque ele é gay, isso não tem nada ver e eu não tenho esse preconceito bobo de pensar que ele vai “tirar uma casquinha” de mim, isso é coisa de idiota! Se fosse por isso, nenhuma mulher me abraçaria porque acharia que eu estaria me aproveitando dela. Continuo conversando com ele da mesma maneira e adoro conversar com ele, já que ele é MUITO culto. Mas cara, é uma quebra de paradigmas muito grande pra mim. Ver aquele velhinho, senhor de idade e saber que ele é casado com um homem. Tenho vários amigos gays, mas todos são da minha faixa etária, nunca na minha cabeça me veio essa imagem de dois senhores juntos e, o mais importante, felizes. É muito estranho quando você precisa pagar o aluguel, vai no quarto dele e tá ele e o outro (que eu não lembro o nome) só de roupão no quarto.
Agora, além do fato desse “casal” de senhores, o meu próximo companheiro de quarto também é gay. Mais uma vez volto a repetir, não é porque o cara é gay que quando for dormir no mesmo quarto que eu, no meio da noite ele vai pular em cima de mim com uma lingerie rosa e uma bolsa cheia de lantejoulas e falar “me possua, meu maranhense lindo!”. Também vai ser uma experiência nova, já que, apesar de ter alguns amigos gays, nunca convivi tanto tempo assim com alguém homossexual como vou conviver aqui em SB. O cara é gente boa e já demos várias risadas juntos, acho que vai ser massa morar com ele.
Tá, depois de todas essas delongas, “pisando em ovos” pra poder falar sobre homossexualismo e afins, evitando futuros mal-entendidos e como, já disse, mágoas de amigos homossexuais, deixa eu sair um pouco do campo do “politicamente correto” e falar porque eu tou divagando tanto. A situação é o seguinte… Porra, é muito arco-íris pra mim nessa história toda!! Já não bastava eu ter morado com um bando de viado em Brasília, ter mudado pra uma casa com um casal de homossexuais como donos, me transferir pra um quarto com outro homossexual? Além disso tudo, cês acreditam que um dos meus chefes ainda vai se chamar BRÁULIO?!?!
Hhahaehaehaeh!! Sério!! Sem brincadeira! Um do chefes do hotel se chama, nada mais, nada menos, que Bráulio!! B-R-Á-U-L-I-O!!
Resumindo, eu tou achando é que tem muito bráulio pra pouco maranhense nessa história. Tá, cara, de boa tudo isso sobre moradia, mas o meu gerente tinha que ter logo um nome desses?? Porra, o cara pode se chamar Adamastor Pitaco, Tiririca, até Galvão Bueno, mas porra, pra que diabos o cara vai querer se chamar de Bráulio, parceiro???? Já não basta esse jardim todo que tá se “desabrochando” aqui na Califórnia?? Agora ainda vou ter que mexer com o Bráulio???? Isso só me deixou feliz (muito cuidado com o que você vai pensar), porque ainda vai me render muitos trocadilhos no blog. Heheheheheheheh.. É uma cilada, Bino!!
Como de costume, por ainda estar nas primeiras postagens do blog e estar testando algumas mudanças para facilitar a leitura, vou seguir uma orientação do Welton e postar o blog subdivindo-o em tópicos. Vamo ver se assim a leitura fica mais fácil de ser feita.
Ainda aceito sugestões.