Post de ontem

Galera, desculpa por não ter postado ontem, mas é que saiu o resultado de um concurso que eu havia feito há um tempo atrás e, olha só, fui aprovado 🙂

Como não dava pra ficar em casa, resolvi sair pra comemorar com uns brothers no pôr-do-sol e por isso não deu pra terminar o post 🙂

Mas enquanto estive lá tive uma grata surpresa. Um transeunte chamou minha atenção e se identificou como Fernando, maranhense radicado em Brasília que também lê meu blog. Gente boa demais o cara. Batemos uma foto que eu prometi postar no blog como estou fazendo agora. Depois de dessa me senti tão famoso quanto o Luis Fernando Veríssimo, heheheh.


Não foi como um post passado, mas foi uma grata surpresa!!

Abraços maranhenses

P.s: Galera, tou indo almoçar agora com a Taíze, quando voltar posto sobre minha volta Vasórvia.

Cracóvia

Assim que chegamos a Vasórvia, como já dito no post passado, Karol me levou a um passeio que ela me prometia desde que nos conhecemos na Austrália, uma ida a Cracóvia para visita de Auschwitz, o campo de concentração mais famoso da Alemanha Nazista.

Pegamos o carro numa sexta e ficamos hospedados na casa de um outro amigo polonês que conhecemos enquanto viajamos pela Austrália. Gente boa o cara e tinha morado com a Karol.

Família que nos hospedou em Cracóvia. Karol e seu namorado estão logo a minha direita

 

Chegamos, demos uma volta na cidade e saímos pra bater algumas fotos. Cracóvia é uma cidade legal, mas não aconteceu muita coisa digna de eu postar no blog não.. O máximo que posso escrever sobre a cidade é que Cracóvia é uma cidade medieval, muito bonita e blá blá blá. De interessante mesmo foi só a visita a Auschwitz, ex-campo de concentração.

CAMINHANDO PARA O INFERNO

Assim que se chega a Auschwitz já dá pra sentir o peso ruim do lugar. Apesar do grande número de pessoas caminhando por lá, o local detém um silêncio ensurdecedor. Impressionante como é pesado o clima. Logo na entrada, há a epígrafe que já ficou famosa, a sínica: “Arbeit macht frei” que significa “O trabalho liberta” em alemão.

Engraçado como eu fico estranho em fotos em que não posso sorrir, né? Não fico nada a vontade

 

Antes da construção dos campos de concentração os “elementos indesejáveis” tais quais judeus e também homossexuais, ciganos e prisioneiros de guerras (notadamente soviéticos) eram geralmente abatidos a bala e enterrados em valas comuns. Porém tal “técnica” demandava um “desperdício” absurdo de balas e energia, já que ao verem que seu destino estava selado, as pessoas costumavam se debater, correr, gritar dando um trabalho danado para os soldados alemães. Além disso, pesa-se o fato de que a moral dos soldados costumava ficar abalada com tamanho banho de sangue. Devido a isso, adotou-se uma solução “inteligente”, construir-se os campos de concentração.

As pessoas eram transportadas de diversas partes da Europa Central. Só para vocês terem um ideia, 10% de todos os mortos no campo eram húngaros que antes de ser expulsos da Hungria venderam tudo o que tinham e compraram vários “títulos de terras” falsos nas regiões que acreditavam estar sendo transportados. Por que isso? É muito mais fácil você fazer milhões de pessoas entrarem em um trem pacificamente do que enfiá-las a força, correto? Pois era assim que os nazistas faziam, chegavam às cidades anunciando que os bombardeios soviéticos estavam a caminho e que as pessoas seriam transportadas de lá para outros locais. Sem ter outra opção, as mesmas vendiam suas casas e suas propriedades e compravam na mão dos oficiais “títulos de terra” nas novas regiões e assim os alemães lucravam ainda mais.

Quando chegavam ao campo eram selecionados por oficiais alemães. Os mais fortes e aptos eram poupados, destino melhor do que os das mulheres, crianças, velhos e fracos, que seguiam direto para galpões sobre o pressuposto de que iriam tomar uma ducha. Os doentes eram transportados em macas com símbolos da cruz vermelha para aparentar normalidade. Antes de entrar despiam-se e deixavam suas roupas numa sala anterior. Por que os alemães inventavam essa história da ducha? Mais uma vez, para evitar pânico. Os “não-aptos” eram conduzidos diretamente dos trens para os galpões da ducha, sem a possibilidade de obter contato com outros prisioneiros e descobrir o que realmente iria acontecer. Dessa maneira os oficiais alemães conseguiam pacificamente e sem muito esforço conduzir milhares de pessoas à morte. Sem desperdício de balas, sem afetar a moral. Simples assim. O resto vocês já sabem, né? Pelas duchas que teoricamente deveriam jorrar água, era liberado um gás venenoso (o mais “eficiente” de todos os utilizados foi o Zyklon B) e as pessoas eram mortas em questão de minutos.

Sempre bom salientar que as cercas eram eletrificadas
Após a execução, eram retiradas dos corpos quaisquer coisas que pudessem ter algum valor (alianças, dentes de ouro…). Dentre outras atrocidades, a que mais me surpreendeu foi a utilização dos seus cabelos para a confecção de travesseiros, vassouras e outros utensílios domésticos utilizados nas casas alemãs. Ainda é possível ver os restos de cabelos que foram encontrados pelos soviéticos em uma sala pelo complexo.

Sempre bom lembrar que cada par de sapatos desses abaixo já foram calçados por hum ser humano.

Além dos aptos a trabalhar também eram poupados algumas outras pessoas, basicamente anões e gêmeos, estes para motivos bem menos nobres. Os seus pobres destinos seriam serem utilizados em programas de “arianização” tais quais tentativas de injeção de tintas azuis para clareamento dos olhos. O infame doutor Josef Mengele, mais conhecido pela epígrafe “O Anjo da Morte”, ficou conhecido como o maior entusiasta de tais experimentos.Há pelo campo diversos locais de execução, tal qual esta forca aqui.

Ou este paredão de fuzilamento.

Entre as fissuras do paredão, fotos de vítimas, orações, flores…

Gente, eu poderia ficar o dia inteiro aqui falando sobre Auschwitz, mas boto fé que não seria muito a cara do blog e devido a isso prefiro não me alongar mais nisso. Pra quem quiser mais informações sobre as histórias macabras deste lugar, procure pela internet que lá há material farto :o)

Vou ficando por aqui porque escrever sobre isso não é nada agradável.

Fiquem tranqüilos que eu tenho fé que o próximo post vocês vão gostar. O próximo tópico versará sobre uma das coisas mais LOUCAS que ocorreram comigo nessa bela Polônia… É esperar e ver…

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Campo de concentração de Auschwitz. Cracóvia – Polônia

Assim que cheguei em Vasórvia, três dias depois, Karol resolveu me levar pra dar uma volta pela Polônia. Pegamos um carro e fomos em direção a Cracóvia, a pérola polonesa, a cidade mais admirada da Polônia. Além do estilo arquitetônico da cidade que é lindíssimo, centenas de milhares de pessoas viajam para lá para visitar locais bem menos nobres, como o mundialmente famoso campo de concetração de Auschwitz. Fiz um vídeo abaixo sobre ele.

Pra quem quiser observar o post em que escrevo acerca da prisão coreana a que me referi no vídeo basta visitar este link

Explicarei mais sobre o campo de concentração e suas história macabras no seu post específico.

Abraços maranhenses

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Aviso!!

Galera… tou aqui escrevendo só pra dizer que tou vivo.

Desculpem por todo esse tempo sem postar, mas é que hoje tem um churrasco de despedida na minha casa e tou sem tempo. Mas fiquem tranquilos que a noite quando eu voltar eu posto.

abração

Salsicha e mostarda

Obs: Devida à extrema satisfação do público masculino demonstrada no último tópico, resolvi postar algumas fotos de um carnaval de rua (sim, era uma festa brasileira) que fui na minha segunda semana em Vasórvia, apenas para ilustrar esse post e mostrar um pouco mais sobre a Polônia pros amigos! Divirtam-se e no final me digam o que acharam da “ala das baianas”. Hehehe

Cara, não vou negar que meu primeiro dia em Vasórvia foi deveras engraçado. Karol, a polonesa de Vasórvia que conheci na Austrália, foi me buscar no aeroporto e  me apresentar a cidade. Voltamos cedo pra casa, já que ela precisava trabalhar no outro dia. Quando chegamos ao flat dela, ela me mostrou o meu quarto, me falou que se eu precisasse usar máquina de lavar, louça, fogão ou algo assim que utilizasse sem problemas. Resumindo, um amor, a menina.

Quando cheguei a meu quarto, pude constatar o melhor! Cara, ela morava sozinha (antes que as mentes poluídas pensem, eu também conheci o namorado dela no primeiro dia) num apartamento de dois quartos, logo um quarto seria só pra mim! Brother, pode parecer pouco, mas depois de seis meses viajando, você começa a sentir falta de várias coisas pequenas, dentre elas, a maior, UM ARMÁRIO! Cara, como um armário faz falta na vida viu? Pô, por seis meses minhas roupas estavam dentro de mochilas. Eu queria uma camisa, tinha que enfiar a mão lá dentro da mochila, bagunçava ela toda. Não era a camisa certa? Pega outra, bagunça de novo!! E pra achar uma cueca? Caos total! Mermão! Loucura demais! No armário não, você apenas separa. Camisa aqui, bermuda ali, cueca aqui e por aí vai. Sem falar na civilidade que é você ver as suas roupas separadas em um canto, não mais enroladas umas por cima das outras.

Fomos dormir e tudo ficou de boa. Quando foi de manhã, acordei e pude ver que as chaves da casa estavam em cima da mesa com um bilhetinho escrito “volto às 19, um beijo”. Sossegado. Acordei, dei uma checada no meu guia da Índia pra ver o que eu iria começar a escrever (sim, eu comecei a escrever sobre a Índia ainda quando estava na Polônia), aproveitei o pouco de bateria que havia no meu laptop e fiquei escrevendo o blog. Quando a bateria acabou, resolvi que ia sair pra comer alguma coisa. Saí, dei uma volta e assim que fui parar em um local pra comer eu me toquei! “Pombas a Polônia ainda não faz parte da Zona do Euro”! O nome da moeda dos caras é um nome maluco que até hoje eu não aprendi a pronunciar: Zlotys. Parece fácil quando lê, mas a pronúncia é muito complicada! Eu falava era “zealot” mesmo. Era bem mais fácil!

Blz, tive que enfrentar o paradoxo de ao mesmo tempo em que tinha dinheiro no bolso, não ter nada que pudesse me ajudar! Voltei pra casa e comecei a pensar o que eu iria fazer. Como não agüentava de fome, acabei tendo que assaltar a geladeira da mulher que, por sinal, só tinha salsicha, mostarda e milhares de cervejas e vodkas! Matei minha broca e saí andando pelo bairro à procura de uma casa de câmbio onde pudesse trocar euros por zlotys. Ah, meu amigo! Aí que eu percebi a enrascada que eu tava! O bairro era um bairro residencial! Só pra você terem uma ideia, nem banco tinha naquela misera, quanto mais casa de câmbio! Fiquei andando por quase uma hora e nada de achar algum lugar pra trocar! Andava, andava, andava e nada! Eita diacho! Não tinha problema, depois pensei em uma solução, era só pegar um ônibus e tudo estava resolvido. Tá, mas como se faz pra pegar ônibus na Polônia? Como eu saberia que o ônibus estaria indo pro centro? Como eu PAGARIA pelo ônibus? Resolvi voltar para a casa e começar a pensar de novo no que fazer.

Cheguei em casa, comi mais salsicha com mostarda, único prato do dia, e comecei a pensar no que poderia fazer. Depois de um tempo… Quer saber? Eu ia era ficar só dando voltas no bairro dela e batendo algumas fotos. Tomei um banho e, quando estava quase para sair, eu me lembrei! MEU AMIGO! ERA DIA 19 DE AGOSTO! DIA DA SEMIFINAL DAS OLIMPÍADAS! BRAZIL x ARGENTINA!

Éguas!! Aí sim bateu o desespero pesado! Eu não PODIA perder aquele jogo! Era Brasil X Argentina, amigo! Ainda mais valendo vaga pra final! Se o Brasil ganhasse aquele jogo, era medalha de ouro na certa! Aí bateu o desespero! Aí sim!! Pense num maranhense arreliado! Pombas, polonês lá sabe o que é futebol? Provavelmente a TV aberta polonesa não iria transmitir esse jogo. E mesmo que transmitisse, ia ser complicado achar que canal ia transmitir, pois era tudo em polonês! Arf, pra um guerreiro não há obstáculos! Um canal nessa TV aberta miserável ia transmitir o jogo e eu estava disposto a descobrir! Depois de um tempo planejando como eu iria fuçar os canais, percebi que achar o canal que ia transmitir o jogo não seria um problema. Boa notícia? Mais ou menos. Por um lado me poupou de ficar meia hora tentando decifrar em que canal ia transmitir, por outro eu não teria o trabalho simplesmente porque a TV da casa dela não ligava! A TV estava que-bra-da!

AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!

O que fazer?  O QUE FAZER, SENHOR?? Por que eu? POR QUE EU?? Calma, calma, não era hora para pânico! Comi mais uma salsicha com mostarda (sem piadinhas de duplo sentido, por favor! Lembre-se da gravidade da situação) e comecei a pensar. “O que fazer? O que fazer? Use sua mente maranhense, seu bastardo! Eu poderia, er, eu poderia… Procurar um… procurar um… um.. um bar! É isso! Procurar um bar!! Aqui em Vasórvia deve ter mais bares pelas ruas que polacas fogosas! Esses poloneses são famosos no mundo inteiro por beber mais que um Opala a álcool!”. Comi outra salsicha com mostarda e voltei para as ruas disposto a achar um bar, um pub, uma sede local do partido comunista, qualquer coisa que pudesse passar um maldito jogo!!

Botei minha camisa do Brasil nas costas e saí pra guerra! Isso era meio dia, o jogo ia começar às 16:00 horário local. Meu amigo! Vocês já sabem o resultado, né? Andei por LONGAS QUATRO HORAS e não achei um diabo de um bar que tivesse passando esse maldito jogo! Só via neguinho vendo ginastas, natação e essas babaquices. Eu até chegava, tentava falar pro cara do bar do jogo que ia rolar, mas eles nem davam trela! Pelo sim, pelo não, eu nem tinha dinheiro pra poder tomar ao menos uma cerveja. Hehehe.

Voltei pra casa, morrendo de fome e sem ter o que fazer. Comi mais algumas salsichas com mostarda e fiquei esperando a mulher chegar. A Karol só chegou em casa quase dez da noite! Chegou e foi logo perguntando como foi o meu dia. Nessa hora dá até vontade de matar um, né cara? Me limitei a responder:   

– Salsicha e mostarda!

Fui dormir injuriado com a situação e comigo mesmo (pombas, a culpa foi minha de não ter pedido nem um dinheiro pra pegar ônibus pra ela! Depois eu pagava!). Só restava esperar o outro dia chegar e cedo ir em uma banca de revistas e procurar em um jornal o resultado (apesar de polonês ser outra língua completamente louca, os numerozinhos são iguais)

No outro dia eu fui saber do resultado do jogo: 3X0 pra Argentina.

            Pensando bem… Acho que foi até uma boa ideia não ter ido assistir. Hehehe

            No café da manhã, claro, comi salsicha e mostarda…

Polônia


Ah, a Polônia… Ah, a Polônia, três vivas em memória a este país! Que lugar abençoado por Deus, meu querido. Como me diverti e como me encantei com um país, esse sim, abençoado por Deus e com mulheres lindas por natureza. Só para vocês terem uma idéia de como me encantei com este lugar, viajei a Vasórvia apenas para visitar uma grande amiga polonesa que conheci na Austrália (quem lê o blog aqui, sabe que ela está em vááárias histórias de Sydney) e acabei me apaixonando pelo local. Cheguei planejando ficar apenas três noites e acabei ficando foi um mês! Um mês inteiro de muitas loucuras, saídas, baladas, amigos e afins! Abençoado seja este país!

Adivinha onde foi fabricado o avião que me levou de Estocolmo até Vasórvia?

Esta terra prometida fica situada na Europa Oriental. De descendência eslava, assim como a Rússia e Sérvia, a Polônia é hoje o principal país do Leste Europeu tanto em população quanto em armas e economia.

Pra você que achava que Calypso na rua poderia ser o pior que você poderia ver… Olha quem me dá tchau assim que chego na Polônia…

Uma das mais interessantes características da Polônia é que apesar de ter nascido como um estado propriamente dito no século IX, se você somar os anos em que a Polônia foi realmente um estado independente, ela perde em número de anos para o Brasil com seus 500 anos de história. Cara, é impressionante como a Polônia sempre foi usada pelas grandes potências européias. Estourava uma guerra entre Rússia e um país da Europa, o campo de batalha era na Polônia. A guerra acabava, as duas potências, intactas, celebravam um armistício numa Polônia destroçada e os pobres dos poloneses tinham que dar o jeito deles pra poder reconstruir o seu país.  Isso quando eles podiam reconstruir o país, pois não-raro as potências dividiam a Polônia entre si, sendo um dos exemplos mais lembrados a partilha da Polônia entre a Alemanha Nazista e a União Soviética Stalinista, dois dos mais sanguinários regimes da história.


Esse relógio tem uma história relativamente interessante. Eu sempre curti muito ele. Fala aí, é um relógio bonitão, não? Apesar de tudo, ele é quase um tapa na cara dos poloneses. Ele foi doado por Stálin que “presenteou” a Polônia por ela ter se “libertado” da Alemanha. Devido ao ressentimento por todos os crimes cruéis cometidos por Stálin contra os poloneses, TODAS as pessoas que perguntei ODEIAM este relógio. Houve pressão popular para derrubá-lo, mas o governo preferiu mantê-lo de pé por acreditar se tratar de um monumento “histórico”.

Isso ocorre devido à posição estratégica da Polônia, situada na zona de transição entre a Europa e o gigante russo. Devido a isso, os poloneses sempre trocaram de mãos e a última vez que reconquistaram a independência foi no ano de 1991 com o desfalecimento da União Soviética.

Olha tanto que os bichos mudaram de uma guerra a outra…

Apesar disso tudo, apesar das décadas em que a Polônia foi massacrada pelos soviéticos (Massacrada mesmo! Quer arrumar briga com um polonês é começar a falar bem de Stálin, se é que possível. Os bichos ODEIAM russos e detém maior ressentimento de Stálin do que de Hitler), hoje a Polônia é um país com nível de desenvolvimento altíssimo e nem parece mais um ex-país soviético. Vasórvia não deixa nada a desejar em níveis de desenvolvimento e ordem a cidades como Munique na Alemanha ou Zurique na Suíça. O transporte público de Vasórvia é impressionantemente eficaz e a cidade é limpa que só um consultório dentário.

Num cinema polaco bem perto de você…

Além disso eu fiquei impressionado com o nível de educação daquele povo. Qualquer pessoa, QUALQUER PESSOA com aparência jovem (menos de 30 anos) quando eu perguntava alguma coisa, pedia informação, podia falar inglês!! Mermão, coisa de louco! Imagina isso no Brasil? Se nem os filhos das elites, que estudam nas melhores escolas privadas do Brasil, não sabem falar inglês, imagina o povão que anda na rua! Só pra vocês terem uma idéia do que estou dizendo, um dia eu fui comprar um lanche no Burger’s King (eu AMO Burger’s King) e, claro, fiz meu pedido em inglês (tenta ir no Mac Donald’s próximo à sua casa e fazer um pedido em inglês pra você ver! Os caras te põem até pra fora!). Até aí, nada demais! Quando foi na hora de passar o cartão, ela perguntou se era crédito, eu, meio que automaticamente, respondi sem querer “Sim, sim, por favor” em português. Na mesma hora ela falou “Son veinte zlotys, señor”. Éguas! Como assim!! A mulher me respondeu em espanhol! Comecei a arranhar um portuñol e perguntei, em portuñol, se ela falava espanhol. Ela respondeu que sim e que além de espanhol falava russo também!! POMBAS!!! A MULHER FALAVA ESPANHOL, INGLÊS, POLONÊS E RUSSO!! Como? Ela trabalhava na IBM? Não, ela trabalhava como atendente do Burger’s King! Isso é pra vocês verem o que falo quando o ensino público dos bichos é bom! Cara, todo mundo que eu perguntei onde eles tinham aprendido inglês, eles me falavam que tinham aprendido na escola. A Polônia hoje tem praticamente uma geração já bilíngüe, às vezes eu ficava pensando se o Brasil algum dia conseguirá um feito desses…

Ah Polônia…

Nepalês fanfarrão

Do Palácio dos Leões para os leões da Suécia!

No sábado eu ainda animei de tentar sair, pois encontrei com uma amiga da UnB que fazia intercâmbio pela Suécia e com o amigo dela, brasileiro também. Conversamos, demos uma volta, mas vimos que nem ia dar pra fazer nada mesmo. Pegamos uma cerveja em um barzinho (oito dólares) e ficou por isso mesmo.

Eu e a Belle em Estocolmo

O massa de ter encontrado esse cara, de nome Felipe acho, foi só uma história que ele me contou. Eu expliquei pra ele que estava viajando pelo mundo e havia passado pela Índia e pelo Nepal. Ele me contou que havia morado com um nepalês e que havia sido a PIOR experiência da vida dele. Como havia acabado de conhecê-lo, fiquei pensando: – Pô, esse cara deve ser muito fresco ou coisa do tipo! Conheci vários nepaleses e os caras eram gente boa demais! Esse brasileiro deve ser um daqueles playbozinhos baratos e por isso ficou frescando com o cara. Nada a ver esse cara!

Depois ele me contou a história. Fica a cargo de vocês julgar.

Ele me falou que toda vez que esse nepalês saía do banheiro e Felipe (acho que era o nome do brasileiro que me contou a história) ia usar, a pia do banheiro tava um verdadeiro estardalhaço! O banheiro fica parecendo uma parque aquático. Água na pia, água no chão, água no teto, água nas paredes, enfim, água pra tudo que era lado! Brasileiro fresco, né? Ficar se preocupando com isso. Ele ia lá e enxugava a bagunça que o nepalês fazia. E isso foi durante semanas até que um dia o Felipe não agüentou mais e foi falar com o cara porque diabos esse figura SEMPRE deixava a pia mais molhado que pintinho na chuva. Se liga na resposta do cara:

– Pô, velho, desculpa, mas é que eu ainda tou me acostumando com o banheiro de vocês aqui do Ocidente. Aqui é complicado demais usar o banheiro! Lá no Nepal, assim que você termina de usar o vaso sanitário tem uma torneirinha do lado, bem baixinha, que é pra você “se limpar”. Aqui não! Aqui a torneira é muito longe do vaso e muito alta! Eu ainda tou pegando o jeito de como fazer pra me limpar nessa bacia branca de vocês! Ela é melhor pra sentar, mas às vezes eu fico com medo dela quebrar!

Exemplo de um banheiro estilo nepalês. Detalhe para a famigerada torneirinha ao lado e também para o fato de que o sanitário tem a mesma cor que nossa pia. 

Sim, se você conseguiu entender, o cara realmente fazia o que você está pensando nesse exato momento. O cara toda vez que ia usar o vaso sanitário, baixava as calças, “obrava” e no final ENFIAVA A “POUPANÇA” DELE DENTRO DA PIA, SENTAVA NA MESMA, E USAVA A TORNEIRA!! Sim, amigo!! Imagina a cena!! Imaginou? Agora imagina o cara fazendo isso na pia da sua casa! Aquela que você escova os dentes TODOS OS DIAS!?!?!?!? Sim! Aquela que você coloca a pasta na escova, a pasta cai na pia e você, mais do que veloz, vai lá e cata da pia pra depois colocar na boca? Hahahaha Pensando bem, eu até que dou razão pro menino, né? Imagina, cê nunca usou um banheiro ocidental antes, quando vai usar olha aquele negócio branco, parecendo uma “forma de bunda” com uma torneirinha, você vai pensar que serve pra que? Pra lavar a mão? Me poupe, né!! Por essas e outras que eu tou até pensando em escrever num papel e colar em cima da pia daqui de casa em inglês “Favor não limpar a bunda”. Sei lá, aparece tanto estrangeiro doido aqui em casa.

E fica a cargo de vocês julgar se o Felipe era fresco ou não. Hahahaha

 Resumo da vida na Suécia 

No mais foi isso, cara. A minha Suécia foi basicamente isso! Devido aos preços extorsivos em todos os lugares os outros dias eu nem saí mais de casa! Pô, só pra dar uma volta no centro eu pagava DOZE DÓLARES de metrô! O preço pra sair de casa era o preço da entrada de uma boa balada aqui no Brasil. PRA SAIR DE CASA!


Metrô caro + um povo extremamente educado e rico =? Tcharam! Pessoas pulando a catraca, NA MAIOR CARA DE PAU, no melhor estilo “povão depois de jogo no Maracanã”! E você aí achando que essas coisas só aconteciam no Brasil, héin?

Os outros dias eu só fiquei mesmo foi curtindo a minha casa cinco estrelas. Passava o dia jogando Nintendo Wii (pô, o cara tinha Mario Kart e eu PIRAVA jogando online!) e conversando com o Magnus que era um cara inteligentíssimo. Pra falar a verdade eu aprendi muito com ele acerca da Suécia.

Essa é a residência oficial do primeiro-ministro da Suécia. Se liga na segurança ostensiva! Guarda pra tudo que é lado, né? Eu quase fui lá e bati na porta perguntando pelo primeiro-ministro pra saber se isso era verdade mesmo. Dá pra acreditar, cara? Até a casa da minha avó tem mais aparato de segurança do que esse prédio!

Trocando em miúdos. Estocolmo é uma cidade em que, se você não for lá pra trabalhar e morar, é burrice ir para fazer turismo! Não vale a pena o que você gasta! Estocolmo não tem nada demais! É apenas uma cidade como todas as outras.

Pra não dizer que não tinha nada, tinha um guardinha gordinho dando uma olhada por lá.

Resumo da Suécia pra mim? O que mais eu fiz por lá? Mario Kart online e nada de Suecas Quentes…

Abraços maranhenses

Só um comentário

Anonymous Anonymous said…

crente que vc ia se dar bem com uma sueca quente uhhhh e agora me veem com um sueco quente que paga tudo pra vc cara??o maluco tem razao…toma cuidado…heehe…

1:53 PM

Não vou te menti não, eu ri MUITO desse comentário acima!! 

O cara teve as manhas até de botar o “uhhhh” depois..


UHAEUHAEUHAEUHAUEH

Presepadas na Suécia

Acho engraçado como as pessoas devem estar no anseio de me ouvir falar das presepadas que ocorreram em território sueco. Não tiro a razão, afinal, desde que eu comecei este blog que eu falo de “suecas quentes”. Rapaz, mas acho que o mais engraçado de tudo que ocorreu na Suécia, a única presepada em si, foi não ter ocorrido presepadas lá!

Se alguém ainda tem preocupação de como anda nossa imagem fora do país, não se preocupe. Estamos sendo muito bem representados na Escandinávia exportando música de qualidade.

Por quê? Pô, não vou mentir pra vocês não! Será se alguém achou que eu quando coloquei Estocolmo dentre uma das minhas paradas na Europa o fiz isso porque queria conhecer um país com alta qualidade de vida? Respirar um pouco dos ares da Escandinávia? Passar um pouco de frio? Que nada, brother! Eu, assim como todo cidadão normal iria, fui pra Estocolmo mesmo foi pra ver Suecas Quentes! (uuuhhh!). Assim que cheguei ao aeroporto, assim que comecei a dar um rolê por lá, duas das mais características particularidades da Suécia se fizeram presentes, as minas, LINDAS, andando pelo aeroporto e a ferroada do “Custo Suécia” no metrô.

Suecas quentes (Uhhhhh..) aleatórias no metrô

CLAUDIOMAR, O TERROR QUE VOA NA NOITE

Cheguei numa quinta feira à Suécia. Quando foi na sexta, claro, já tava louco para sair. Pela cara de nerd do Magnus (ou de pedófilo tarado como a galera escrachou o coitado nos comentários do post passado. Pô, galera! Respeito, o cara só foi gente boa! Hahah), vocês devem ter deduzido o mesmo que eu, ele realmente não parecia ser um cara da noite. Devido a isso procurei uma galera do Couchsurfing que estava pela cidade e marquei de sair com eles. Couchsurfing é uma maravilha pra isso, brother. Postei na comunidade da Suécia que queria sair, marquei com uns três ou quatro gatos pingados na praça principal de Estocolmo e, DO NADA, apareceram umas VINTE pessoas! Hahah. Com o Couchsurfing você nunca está sozinho!

Qual a maneira mais fácil de roubar uma bicicleta? Quebrando o cadeado? Serrando a corrente? Claro que não! Isso é coisa pra frutinha! Macho que é macho tenta  roubar é arrancando chão e tudo!

Demos um rolê pela cidade e começamos a procurar uma balada pra entrar. Andamos, andamos e nada! Depois de um tempão achamos uma balada que parecia estar massa e todo mundo decidiu entrar. Na bilheteria já veio a ferroadazinha, 25 dólares pra entrar, NO SECO, sem direito a nada lá dentro!Não é possível, é muito caro! – Ficamos pensando. Vamos tentar em outra balada. Fomos em outra, o mesmo preço. Em outra, 30 dólares. Outra, 25… E por aí vai. Depois de uma verdadeira Via Sacra sueca, a galera acabou decidindo entrar na primeira balada de 25 dólares mesmo, a que parecia a mais barata. O que eu fiz? Mermão, me despedi da galera e voltei pra casa, a primeira noite já era. Por quê?Pô, brother, o último metrô de volta pra casa partia só até meia noite e meia. Como eu já tinha pago o tíquete de ida e volta (que custou módicos 12 dólares), se eu entrasse na balada eu teria que pegar um ônibus que só passa uma vez por hora pra voltar pra casa (mais 8 dólares). Além disso, perguntamos na porta e uma cerveja na balada saía pela bagatela de DEZ dólares! Já fez as contas do investimento pra poder investir em uma Sueca Quente? Dez dólares + Vinte e cinco dólares + Vinte dólares (digamos que você precise pagar uma cerva pra mina e vai pegar outra pra você?) = 55 DÓLARES!! Mermão!! Isso tomando só UMA CERVEJA! Cara, tem coisas que o dinheiro não compra, mas tem outras que o dinheiro compra, mas está longe do meu orçamento! Essa grana que eu gastaria em uma noite, eu gastava em uma semana na Tailândia.

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Couch em Estocolmo

             Cara, vou te dizer, tive sorte, viu?

O meu couch em Estocolmo foi aquilo que chamo de “couch cinco estrelas”. Magnus, o cara que me hospedou em Estocolmo, era novo no couchsurfing (isso é muito bom, porque geralmente as pessoas que estão começando são mais atenciosas) e MUITO gente boa. Além de tudo, como se já não bastasse, a casa do cara parecia mais era um hotel!

Pra começo de conversa, tive um quarto só pra mim! Uma cama limpa, com lençóis limpos e um travesseiro que não cheirava a mofo. Pode parecer pouco, mas é bom lembrar que eu estava chegando da Índia, né parceiro? A casa do Magnus era tão high-tech que no quarto dele tinha uma TV de plasma só pra ele e na sala uma outra de plasma IMENSA pra galera! E EU NÃO ESTOU EXAGERANDO! Pra melhorar ainda mais a história, possuía um Nintendo Wii, com mais quatro controles e Mario Kart! Preciso de mais alguma coisa, brother?

Tvzinha de plasma da sala

Mas tem mais! Quando cheguei à casa dele, ele conversava com um amigo na varanda que estava sendo hospedado na casa dele também. Foi só eu chegar, largar minhas coisas no quarto que ele mostrou que eu iria dormir pro cidadão me perguntar o que eu queria comer. A resposta não foi outra, né? – Brother, eu ACABEI de chegar da Índia. Me dá um pedaço de carne pelamordedeus! Fomos para o supermercado e lá já comecei a sentir o choque do “efeito Suécia”: O quilo de carne custava mais de dez dólares! Quando ele me viu na sessão de carnes, tentei desconversar e falar que queria comer frango (pombas, brother! Carne era muito caro! Eu não ia ter dinheiro suficiente pra poder rachar o supermercado com ele). Ele nem quis conversa, falou que agora que eu tinha falado que queria comer carne, deu vontade nele de comer também e o bicho acabou pegando um pedaço IMENSO de um dos cortes mais nobres (parecia ser picanha) e jogou dentro do carrinho de supermercado. No caminho para o caixa, o bicho não parava de jogar coisas dentro do carrinho: chocolates, legumes e verduras, cervejas, guloseimas e o caramba! Comecei a pensar que foi uma péssima ideia ter ido para o supermercado com ele, haja vista que se eu fosse sozinho, ainda que não tivesse alguém pra rachar a conta, eu iria gastar MUITO menos! Malditos suecos, acham que só porque são ricos podem sempre humilhar os pobres mochileiros latinos! Quando chegamos na fila do caixa, Magnus, não satisfeito, num golpe de misericórdia, ainda pegou uma pancada de caixinhas de “Tic e Tac” (ao valor de US$ 1, cada) e jogou em cima da esteira do caixa. Eu sei que não foi muita coisa, mas foi o último prego no caixão de um maranhense que agonizava sem grana.

Meu quarto na casa do Magnus

Quando tudo passou e veio a conta (não lembro quanto foi, só sei que foi cara pra cacete!), Magnus só tirou o cartão do bolso dele e falou: – Crédito, por favor! Ãhn? Como assim? Ele ia pagar tudo SOZINHO? Sim, cumpade! Nem acreditei, o cara pagou a conta e falou que não era pra eu me preocupar, já que “eu era seu convidado”! Diante do preço da conta, nem me animei a fazer aquele joguinho do “não, amigo, mas me deixa pagar ao menos uma parte”. Tá louco? Resolvi nem arriscar, hahahaha.

Só sei que quando chegamos em casa ele falou que eu poderia comer o que quisesse. Que comesse sem pena! Cabra safado esse!

Pombas, o couch do Magnus foi um dos melhores que pude experimentar. O cara era gente boa demais e, acima de tudo, me serviu de comida o máximo possível em um dos países mais caros do planeta. Se não fosse ele, com certeza essa Suécia teria sido muito mais difícil do que foi.

Magnus (o gordinho de camisa rosa), eu e um brother que ele hospedou enquanto estive lá momentos antes de eu ir pegar meu avião para a Polônia

Galera, vou parando por aqui. Hoje, mais uma vez, ocorreu uma série de imprevistos e não consegui terminar de escrever tudo. Mas podem ficar tranqüilos, amanhã termino de escrever sobre Estocolmo e posto as presepadas 🙂

Abraços maranhenses