Autor: claudiomar23
E no final, será se vale mesmo a pena ir a San Andres/Colômbia?


– É sim! Não bate onda nele
– Então de boa…






















Então qual seria a minha sugestão? Cara, se conseguir uma boa promoção de passagem aérea em um período em que você possa tirar férias, vá! Lá é realmente legal. Agora tente se manter ao máximo longe da muvuca, o que no meu caso significava tentar fazer passeios longe do centro e mergulho de cilindro.


San Andres, Fernando de Noronha colombiano?









San Andres, situação hoje










San Andres – Entendendo mais sobre a ilha colombiana




Um maranhense e a neve…
Só mais uma observação, gostaria de pedir desculpas por estar postando apenas hoje, mas é que a internet daqui de casa deu piripaque e não consegui postar ontem. Próximo post, como prometido, vai ser na sexta, não percam!!!
Amigos, eis que um dia, 7 horas da manhã, ao sair do trabalho me deparo com uma vista inusitada ao longe. Cara, lindo demais, pareciam até as montanhas nevadas de South Park. Fiquei tão emocionado que resolvi fazer um vídeo e postar no blog. Sim, ficou meio gay essa frase, mas é pra que vocês entrem (uuiii) no clima.
Não deu tempo pra poder ver direito os picos (uiii) gelados no vídeo, logo, resolvi postar a foto pra ficar mais claro. Só pra que vocês entendam melhor, aqui não nevou. Nem passou perto disso, já que aqui o clima é seco. O que aconteceu foi que, depois de muito tempo fazendo um frio danado, as montanhas que tem perto daqui ficaram nevadas.
O Livro
Lembro que um ex-professor da universidade dizia que a gente ficava meio besta quando folheava um livro recém-publicado. Achei que só um idiota falaria algo como aquilo para outras pessoas com o intuito de satisfazer o seu ego. Quando recebi as primeiras cópias do livro confesso que fiquei meio besta o folheando e com a certeza que aquele professor continua um idiota, só que não por esse motivo.
Se alguém me perguntasse quando embarquei, há quase dez anos, se hoje eu teria um livro publicado, lógico que eu não imaginaria. Talvez esse seja o meu primeiro passo para a Academia Brasileira de Letras (pombas, se até o Sarney e o Merval Pereira conseguiram, porque eu não?), para um prêmio Jabuti ou no final seja só uma resposta para o “E aí, como foi a sua viagem para a Austrália?”.
Confesso que uns dias antes de decidir publicar eu vinha um pouco desempolgado “Será se vai ser legal?”, “Será se alguém vai querer ler?” “Será se só meus amigos mais próximos vão fingir que gostaram?” – acho que são as perguntas que todo mundo se faz com um livro. Eu lia as histórias e me perguntava isso. Comecei a me questionar se até mesmo valia a pena pagar esse mico. “Poxa, as história de volta ao mundo estão muito mais interessantes! Tem descrição dos lugares, da sociedade, da cultura, da política, da religião… Esses relatos da Austrália não tem nada disso, é só um bando de história boba com um humor adolescente. Será se vale a pena mesmo a impressão?” – era o que eu me questionava antes de imprimir. Fiquei tão inseguro que só imprimi vinte volumes.
Até que um dia desses qualquer, um amigo veio falar comigo no bar: – ´caraca, Maranhão, aquelas tuas histórias da Austrália são muito engraçadas! Que pena que depois você parou de ficar postando presepadas e deu para ficar descrevendo “Ah, a sociedade indiana é desse jeito” “Ah, a economia do Camboja funciona assim” achando que seu blog era Wikipedia. Isso é muito chato! O que eu gostava mesmo era de rir da sua cara quando você se ferrava!”.
Estava acabada a minha curta carreira de imaginar que estava contribuindo em algo para a sociedade e lançado o meu livro presepeiro da Austrália.
Vou Guguzar! Agora é um olho e meio no Ibope e meio olho na qualidade! Rebola Malandrinha! Uba uba ê!
E nada me traz mais satisfação do que receber comentários do tipo:
– Claudiomar, eu comprei o livro e deixei aqui no quarto para poder ir lendo aos poucos. Meu pai acho ele, pegou, começou a ler e não me deixou tocar o livro enquanto ele não terminasse!
– Claudiomar, fazia anos que eu não lia um livro. Confesso que comprei o seu só para te ajudar (?!?!), mas depois que eu comecei, cara, li em menos de uma semana!!
– Claudiomar, meu primo tinha comprado um livro e quando fui passar um tempo na casa dele, peguei e comecei a ler. Rapaz, não consegui parar e nem terminar a tempo! Agora vou ter que comprar um, já que não terminei a leitura e ele não quer me emprestar de jeito nenhum!
– Claudiomar, esse teu livro é daqueles que agarra a gente pela goela e só deixa a gente ficar em paz quando termina de ler!
Que logo logo eu possa escrever comemorando os 100.000 livros vendidos! Sonhar pequeno e sonhar grande dá o mesmo trabalho =)
Segue o prefácio:
“Era para ser apenas mais uma viagem de intercâmbio. Acreditou que a vida seria fácil, mas vivenciou todas a dificuldade e agruras de um imigrante em um país estranho. Lavou carros sob os gritos da máfia eslovena, viu sangue jorrar de suas mãos em uma cozinha de de beira de esquina, descarregou sofás em armazéns, lavou pratos, caminhou kms com mais de 10 kgs de panfletos nas costas, fez entregas, carregou placas de gesso com brutamontes ensandecidos, descarregou carretas e carretas, se desesperou devido ao aluguel e até pulou de janelas à la Seu Madruga para fugir do pagamento… Tudo em um espaço de seis meses. As presepadas, que suplantaram em muito suas pequenas vitórias, são narradas com um humor ácido próprio, com o desespero de um jovem de 21 anos, sozinho, a 13 horas de distância de qualquer conhecido e que se apegava às palavras para esquecer os problemas de uma realidade que lhe levou a viver, literalmente, um dia de cada vez. Apanhou, sofreu, quase foi preso algumas vezes, curtiu, riu, e, acima de tudo, teve uma experiência de vida inesquecível. Coloque o seu mundo também em uma mochila!”
Quem quiser uma cópia do livro, basta mandar um e-mail para brejador@yahoo.com.br
Abraços maranhenses
O Escritor
Sou Claudiomar Filho, servidor público nas horas não-vagas, escritor nas vagas e mochileiro nas horas felizes. Sou graduado em Relações Internacionais na Universidade de Brasília e estou finalizando um mestrado em Economia do Setor Público também na Universidade de Brasília.
Costumo dizer que atualmente tenho dois trabalhos. Um, que trabalho onze meses por ano, oito horas por dia, que é o de servidor público federal e o outro, que trabalho um mês por ano, 24 horas por dia, que é o de escrever sobre minhas viagens pelo mundo afora.
Acredito que minhas histórias tem um apelo especial porque não sou como a maioria dos que já viajaram o tanto que viajei. Não tenho padrinhos que me bancam, não sou artista de novela ou ex-BBB, não vivo apenas de viagens, não moro em cabanas e nem tiro meu sustento vendendo pulseiras ou produtos artesanais. Sou um cidadão comum, que trabalha oito horas por dia, pago minhas contas e aproveito o meu mês de férias para viajar o máximo possível. Acho que o meu apelo é escrever para pessoas normais, com vidas normais e que podem se fascinar em descobrir que viajar também é possível para quem não é bicho-grilo e também que isso não se resume a ir para Estados Unidos ou Europa.
Despertei a minha paixão por viagens e escrita quando viajei pela primeira vez para fora do Brasil em 2005 (em 1996 fui para a Disney, assim como toda classe média brasileira, mas aí não conta) onde fiz um intercâmbio de sete meses para a Austrália. Inicialmente, meus pais me pediram que eu escrevesse semanalmente para eles para que soubessem como eu estava por lá, se estava bem, como estava sendo minha vida. Escrevia e mandava para eles e alguns amigos. Depois me foi feita a sugestão de fazer um flogão (Algo como um Fotolog. Isso, sou velho mesmo), que depois evoluiu para um blog zoeiro. Com cada vez mais pessoas acessando os meus posts, o blog foi crescendo e adquirindo um pouco mais de seriedade.
Três anos depois, em 2008, parti para uma viagem de volta ao mundo onde visitei 32 países e aí sim viciei de vez nessa vida de viajar e escrever.
Dez anos depois, em 2015, enfim tirei um projeto da gaveta que há anos os amigos me encorajavam a fazer que era a de publicar um livro sobre a primeira viagem que fiz, ainda em 2005, à Austrália. Acabei fazendo de forma independente, mais para dar de presente aos meus pais e amigos mais próximos, e ter como recordação na estante da minha casa. Hoje me causa espanto que eu já tenha vendido centenas de cópias.
Espero que você se divirta com meus relatos sobre as minhas viagens e presepadas por todos os continentes habitados deste planeta e que eu possa influenciar outras pessoas a fazer o mesmo. E, claro, conseguir vender alguns livros, o que há de mais difícil em um país em que ninguém lê.
Fazendo amigos em Fernando de Noronha



Hospedagem em Fernando de Noronha – Pousada Tubarão, uma ótima escolha
Até que pesquisando na internet achei uma tal de uma Pousada Tubarão que me disseram que era barata. Liguei lá. A tia, chamava Jeane, foi super simpática comigo e ainda por cima me fez o preço de 125 reais por noite caso eu ficasse sozinho e 200 reais se eu dividisse o quarto com meu parceiro de viagem. Cara, uma barganha! Preço bom até para uma praia do Nordeste. O lugar chamava Pousada Tubarão. É… Enquanto as outras pousadas eram medidas em golfinhos frufru, a nossa era logo Tubarão! Cara, foi a melhor coisa que a gente podia ter feito. A pousada era simples, mas tinha tudo que havia prometido. Quarto com ar-condicionado, banheiro, chuveiro quente, uma cama de casal e outra de solteiro.















