Munique

Subimos ao apartamento do Eion e fomos nos preparando pra poder achar o nosso lugarzinho para dormir. Como o Eion tinha acabado de chegar ao apartamento, ele ficou meio perdido de onde iria nos hospedar. Depois de um tempo ele decidiu que nos deixaria dormindo com ele no quarto. Pegou dois cobertores, colocou no chão e deu dois lençóis pra gente poder se cobrir. Largamos nossas mochilas lá e fomos tomar um banho (separados, gente, sempre bom frisar).
Depois de mais ou menos uns trinta minutos, fomos pra cozinha e eu comecei a preparar um jantarzão pra galera. Jantar é até uma bondade falar, pois quando a gente perguntou se o Eion podia conseguir algo pra gente comer, o bicho falou que não tinha nada na geladeira, pois, sempre bom frisar, ele tinha acabado de “se mudar” pra lá. Ah, cumpade, mas com a fome que a gente tava não tinha conversa, começamos a fuçar e garimpar a geladeira à procura de qualquer coisa que fosse possível ser usada para saciar nossa fome. Após uns dez minutos de picaretas e enxadas na mão, achamos uns mantimentos perdidos lá dentro: Dois dentes de alho, um pacote de macarrão no armário, umas folhas de alface e um potezinho com molho parmesão dentro. Não teve tempo ruim! Misturei tudo e fiz uma “macarronada bomba” (me lembrei de Wroclaw na hora) pra galera, sem problema algum.
E fomos nessa. Conversa daqui, conversa dali, come daqui. Ficamos mais a vontade. E bem, Claudiomarzinho à vontade em um ambiente desconhecido é quase que uma arma de destruição em massa. Comecei a rir e ALTO. Ah, meu amigo, acabamos esquecendo da casa em que estávamos e, lógico, isso virou um problema. Uns trinta minutos depois de termos começado a nossa “fanfarra” entra um dos alemães moradores da casa pra beber uma água e se assusta. Ele deu uma parada na porta da cozinha e nos olhou com aquela cara de “Quem são vocês? O que vocês fazem aqui na minha casa? Vocês pertencem a esta realidade?”. Ficou nos olhando algum tempo sem entender NADA do que estava acontecendo. Imagina, você tá em casa, deitado na cama do seu quarto, assistindo “Friends”, vai tomar uma água na cozinha e se depara com três estranhos QUE VOCÊ NUNCA VIU NA VIDA comendo na sua cozinha. É lógico que ele ficou chocado com a situação. O Eion quando viu isso, resolveu quebrar o gelo e se apresentou como o “novo morador da casa” e explicou a história dele. O cara não parece muito ter gostado da história, mas se preocupou mesmo foi em perguntar quem diabos era aquela polonesa e aquele brasileiro mala na cozinha deles. Nós contamos toda a história que havíamos inventado no caminho e ele fingiu que acreditou e nós fingimos que acreditamos que ele acreditou. No final a gente até convidou o figura a se sentar na mesa com a gente, pois estávamos conversando acerca de “algumas histórias da infância de Gosia e Eion” (sim, o nosso nível de cinismo estava realmente baixo, heheheh)
Quando terminamos de comer, o Eion lembrou de nos avisar que havia um problema. Ele só poderia nos hospedar naquela noite, pois na outra noite ele iria viajar e dormiria em casa, logo teríamos que sair (pô, ficar lá sem pelo menos um dos “pseudomoradores” também já era demais, né?). Eita porra e agora? O que fazer? Dormir na rua? Pagar 30 euros por um albergue? Ah, meu amigo, nada a é problema! Um amigo do Eion que havia chegado há uns 15 minutos e havia acabado de nos conhecer falou que poderia nos hospedar por mais uma noite na casa dele, que não havia problema algum. Problema resolvido, continuamos conversando e depois fomos dormir…
Engraçado como as coisas nas nossas vidas pareciam sempre se resolver nos últimos segundos…

Conseguindo um lugar para ficar em Munique

Outono em Munique

Pegamos nosso metrô em direção à estação que havia sido combinada anteriormente. Chegamos lá e ficamos esperando pelo nosso host que até aquele momento não conhecíamos nem o rosto.
Esperamos por volta de uns vinte minutos e novamente o celular de Gosia tocou. Era uma mensagem nos solicitando que fôssemos pra uma saída do metrô específica para o encontrarmos. Fomos para o local indicado e lá estava o figura, leve e solto, nos esperando no local combinado. O nome dele era Eoin e ele era um irlandês vivendo em Munique. Falou que trabalhava de guia turístico na cidade e estava lá por um tempo pra poder dar uma viajada.

…mochileiros desesperados de fome, passam em um supermercado e destroçam galinha no meio do metrô. Potencialmente perigosos…

Quando começamos a conversar, ele nos falou que era necessário que nós inventássemos uma história pra que ele pudesse nos levar para o apartamento dele. Por quê? Bem, segue a história:

– Cara, o grande problema é o seguinte! O apartamento que eu estou morando esses dias não é meu!!
– Uai, como assim? Você é um couchsurfer morando na casa de outra pessoa e ainda assim oferecendo o apartamento dele? (Vocês pensam que isso é estranho? Eu já conheci um cara que fazia isso, ahahahah)
– Er… basicamente sim…
– Como assim, brother?

– Cara, foi o seguinte. Um brother meu fechou um contrato pro ano inteiro do apartamento dele. Esses dias ele pegou férias no trabalho e decidiu que queria viajar. Como ele já tinha pago o aluguel, ele perguntou se eu não queria ficar morando no apê dele esse mês e assim eu não precisaria pagar aluguel na pensão que eu estava. Por isso que eu tou morando num apartamento que não é meu e pelo qual eu não paguei nenhum tostão de aluguel.
– Ah massa! E você além de não pagar aluguel, ainda hospeda a galera do couchsurfing, assim, na moral?
– É!!!
– Hauhauehuaeh… Beleza. E os caras que moram com esse seu amigo, o que eles acham disso? Eles aceitam de boa você trazer desconhecidos pra dormir no apartamento que ELES estão pagando?
– Ah, cara, não sei ainda.
– ÃHN??? Você não perguntou pra eles se a gente pode ficar lá?!?!?!?
– Er… Não cara, não foi isso. O problema é que eu ainda não vi nenhum deles, eu mudei pro apartamento HOJE!
Ser sexy não é uma questão de escolha. É uma questão de talento…

Sério, o cara era bem mais PIRADO do que eu imaginava!! Não é que ele era folgado ao ponto de levar dois malucos pra dormir na casa dele!! O cara chegou ao ponto de já NO PRIMEIRO DIA morando DE FAVOR levar dois mochileiros perdidos pra poder ficar no apartamento QUE NÃO É DELE. Mas de boa, gente, pensem que os alemães são famosos por ser pessoas bem flexíveis e extrovertidas (sim, eu tou sendo irônico!). Mas vamos lá, fomos indo pra casa dele e no caminho, conversando:



– Tá, blz. Você vai nos levar para o apartamento de alguns malucos que você NUNCA viu na vida e nos enfiar lá dentro, certo?

– Sim!!
– Mas tipo, você não acha que seria uma boa você PELO MENOS inventar uma história pra poder fazer isso? Tipo, dizer que nós somos amigos de longa data e viemos lhe visitar aqui em Munique? Assim, pra, pelo menos, os caras não ficarem achando que você fica “juntando” pessoas nas ruas e levando pra dentro de casa?
– Humm… Sabe que é uma boa idéia?

Fala aí, ficou igualzinho eu imitando a estátua, não?
– Então, pensa numa boa desculpa aí que você poderia dar
– A gente poderia falar que se conheceu quando estávamos escalando o Everest, que tal? |Você acha que vai colar? (Bicho, juro POR DEUS que ele falou isso!!! Não tou mentindo!!!)
– Essa é a sua melhor desculpa?
– Cara, acho que sim…
– Você não é muito certo, né?
– Nem um pouco…
– Cara, eu nunca escalei o Everest, algo me diz que essa não vai colar. Ok… Vamos pensar numa história diferente. De onde tu és, cara, mal que eu te pergunte?
– Irlanda!! (Tinha que ser!! Deve ter bebido uísque a rodo pra ficar assim, ahahhah)
– Pronto!! Vamos inventar uma desculpa assim. Todo mundo sabe que a Irlanda é INFESTADA de poloneses! A gente pode dizer que Gosia é polonesa, mas foi criada na Irlanda e lá vocês se conheceram. Vocês são amigos desde criança, que tal?
– Tudo bem. E você?
– Ah sei lá, fala que eu sou brasileiro e conheci todo mundo quando fui fazer um intercâmbio na Irlanda. Todo mundo vai fazer intercâmbio na Irlanda.
– Hum… Boa ideia. Vamos lá, vamos subir!

Ao infinito e além.

E lá fomos nós pro apartamento do maluco…

Recado pra galera….

Galera, seguinte…

Essa é a última semana antes da minha prova do concurso, logo vocês já devem estar deduzindo o que eu vou dizer. Sim! Atraso nos posts durante toda essa semana.
Estou me preparando há um bom tempo pra esse concurso. Espero que vocês possam entender, mas estou na reta final e não quero cambalear agora. Essa semana vou apenas postar vídeos que eu devia ter postado antes e outras paradas interessantes que achei navegando pela internet.
Semana que vem voltamos à normalidade.
Abração, cambada!!




Cruel…

E onde vamos ficar em Munique?

Após várias risadas durante o caminho, enfim conseguimos chegar à Munique. O nosso amigo romeno, que era o dono do carro, estacionou em um subúrbio a mais ou menos uns 30 minutos de Munique e falou que iria ficar por lá. Gosia, eu e o alemão Negão, que se chamava Robin, tivemos que pegar um trem em direção ao centro, onde ficava localizado o flat do Robin. 
Pegamos o trem e, no caminho, eu e Gosia nos lembramos de algo: Er… onde iríamos dormir? Dentro do trem que nós fomos nos tocar que nos havia sido oferecido uma CARONA pra Munique e não UM COUCH pra poder ficar por lá. Ups, “Houston, we have a problem”. De boa, cara, era simples, o Robin era um couchsurfer, ele deveria estar pensando, instintivamente, que iria nos hospedar, bastava nós confirmarmos que ficaríamos no apê dele que tudo ficaria certo.
Quando estávamos pra descer do trem, fomos lá pra confirmar com Robin se ele iria nos hospedar (pô, doido, em momento ALGUM, O DIA INTEIRO, ele havia nos perguntado onde iríamos passar a noite). Qual a resposta? Ele na maior tranquilidade respondeu: “- Uai, vocês não procuraram um couch pra vocês ficarem aqui não?”.
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
DUUHHH!!
Jesus!!
– Não, Robin, a gente jurava que tu ias hospedar a gente!
– Pô, brother, no meu apê não dá pra ficar não! É uma quitinete minúscula e já tem um cara ficando por lá!!!
– Uai, mas o que a gente pode fazer agora?
– Ah, cara, sossegado! Lá em casa tem um pc com internet!! É só vocês conectarem na internet e ficarem pedindo couch pelo Couchsurfing.org que num instante vocês conseguem um lugar pra ficar.
Falando assim até parece simples, né? O problema é que o Couchsurfing.org é um site parecido com o Orkut. Você faz seu perfil e uma ou, no máximo, duas vezes por dia, vai checar se tem mensagem pra você pra assim responder os pedidos de couch. Só pra vocês terem uma ideia, eu quando viajava, começava a pedir couch com um antecedência de pelo menos uns cinco dias!! E só depois de uns dois ou três dias de “manda e-mail pra cá, recebe e-mail daqui, responde dali” que eu conseguia um lugar pra ficar! Quantas horas nós teríamos de antecedência pra pedir um couch?? Mermão, acho que umas duas no máximo! Já era umas seis da noite e do lado de fora tava um frio de lascar!! Albergue? No way, uma cama de albergue, da mais barata, custava 20 euros!! CADA UM!!! Depois da multa, agora não ter onde dormir. Essa carona REALMENTE estava nos saindo muito cara!

Outono em Munique

Beleza, ficar chorando é que não ia resolver nada. Chegamos ao apê do Robin, que realmente não tinha espaço pra colocar um colchão nem no banheiro, e começamos a mandar pedidos desesperadamente pro máximo de pessoas que podíamos!! Postamos na comunidade de Munique pedindo ajuda pra qualquer pessoa que fosse pra poder nos hospedar pelo menos por uma noite. Por meio de uma ferramenta do site, que você pode selecionar apenas os perfis que estão online (ou seja, as pessoas que naquele EXATO momento estão checando suas caixas de mensagens do Couchsurfing), nós começamos a mandar e-mails. E foram essas mesmas que nós começamos a, desesperadamente, mandar pedidos a torto e direito.
Nessas horas que eu penso que o Couchsurfing é um site abençoado, viu brother? Caraca, velho, mas não deu nem 15 minutos chegou uma mensagem no telefone da Gosia!! Um cara mandou uma mensagem pra gente dizendo que era pra nós irmos encontrá-lo numa estação de metrô particular, que em uma hora ele estaria lá nos esperando! Sério, fiquei impressionado!! Pô, nem albergue você consegue achar tão rápido numa cidade!! Fiquei impressionado como alguém pôde nos responder tão rápido!!!
Agradecemos ao Robin pela carona, pela internet e fomos pra estação de metrô pra poder nos encontrar com o figura. Vocês nem fazem noção da presepada que o cara era…
Qualé, mermão? Vai encarar?

Munique

Terceira maior cidade da Alemanha, Munique é a capital do Estado Federal da Baviera e possui uma população de aproximadamente 1,3 milhão de pessoas. O nome da cidade é derivada de “Monche”, uma palavra do alemão arcaico que significa literalmente “Monge”. A razão da nomeação da cidade com esse nome foi uma maneira de homenagear os monges Beneditinos que fundaram a cidade em 1158.
Foto do terrorista Afif Ahmed Hamid, uma das fotos mais famosas do “Massacre de Munique”
Munique foi duramente bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial e teve praticamente metade de suas casas transformadas em pó durante o conflito. Apesar disso, hoje a cidade encontra-se inteiramente reconstruída e é uma das maiores cidades da Alemanha com uma economia pujante (Munique é sede de diversas empresas globais como BMW e Allianz).
Sede da BWM
Parque Olímpico de Munique
Embora possua uma rica história desde a sua fundação, Munique também foi palco de um dos mais trágicos acontecimentos na história esportiva. Em 1972, quando sediava os Jogos Olímpicos, terroristas de uma organização chamada “Setembro Negro” invadiram a Vila Olímpica e sequestraram atletas israelenses chamando a atenção do mundo inteiro para o conflito árabe-israelense. O sequestro teve um fim trágico com todos os reféns, parte dos terroristas e um oficial, sendo mortos em uma das piores e mais desastradas operações policiais já levadas a cabo na história. Quem quiser obter mais informações, favor clicar neste link

Mas, sem sombra de dúvidas, o que faz valer uma visita a Munique é a famosa Oktoberfest, que ocorreu uma semana após sairmos da cidade 😦

A caminho de Munique

Após quase uma manhã inteira, mais perdidos que surdo em bingo, enfim conseguimos pegar a nossa carona que, entre outros motivos, nos saía muito cara.
Os dois caras eram muito gente boa. Um era um alemão gigantesco e negão, filho de nigerianos, e o outro era um romeno, ambos moravam em Munique, eram do Couchsurfing e nos conhecemos em um meeting na República Tcheca.
Entramos no carro e fomos conversando. Uma chuva miserável caía do lado de fora. Nada de muito digno de nota rolou na viagem. Foi engraçado apenas cruzar mais uma fronteira da Europa (República Tcheca – Alemanha) sem nem perceber que estávamos saindo de um país pro outro. Outra coisa que foi MUITO engraçada foi uma história que surgiu no meio de um papo que a gente tava trocando lá. A gente tava conversando sobre mulheres (pra variar… Lembrar que a Gosia tava dentro do carro, antes que vocês pensem besteira) e o romeno nos contou uma história muito engraçada. Segue o diálogo com ele narrando (ou pelo menos a parte que eu lembro):
“…Rapaz, vocês falando de mulheres aí me lembraram de uma história meio estranha que ocorreu comigo. Eu tava um dia a noite com uns amigos em um Pub e dei uma saída pro banheiro. No caminho um brother meu me parou e disse que uma mulher o havia abordado falando que tinha me achando um gato. Achei que fosse sacanagem. Quando eu voltei pra mesa, tava todo mundo lá sentado e vi que tinha uma mina lá que eu não conhecia, percebi na hora que era a mina que meu amigo tinha me falado. Beleza, fiquei de boa e fui sentar. Quando eu sentei, do nada, todo mundo levantou da mesa, foi embora e me deixou sozinha com a mina. Ficou aquela situação meio estranha, mas de boa, fui trocar uma idéia com a mulher. Rapaz, a mulher não deixou eu falar nem duas palavras, já foi me agarrando pela nuca e me tascou um beijão. Enquanto ela beijava deu pra sentir aquele cheiro de cachaça, a mina tava mais bêbada que um gambá. Enquanto ela me agarrava, eu meio que dei uma empurrada nela e falei: – “Ow, pega leve aí!! Não é assim que é essas coisas não!! Funciona assim, óh: Você compra uma caneca de cerveja, a gente conversa, você manda uma cantada só e depois você me agarra pelo cangote, não é assim do nada não, meu!! Faz o seguinte, eu vou comprar uma cerveja pra você, daí a gente conversa e vê como fica nossa situação”. Tá, eu sou um cara meio fresco mesmo. Logicamente que não adiantou, eu trouxe uma caneca pra ela, a mina me agarrou de novo, não queria nem conversa, ainda piorou porque ela ficou mais bêbada ainda com a cerveja que eu trouxe. Vendo que não havia outra opção, fiquei lá com ela, já que meus amigos tinham ido embora. Depois de um tempo, deu vontade de ir pra casa e aí eu vi que estava com um problemaço, a mina havia me falado que todas as amigas dela já tinham ido embora e ela não tinha como voltar pra casa. Numa situação normal eu adoraria “ter um problema desses”, uma mina pra levar pra casa, mas pô, brother, a mina tava mais bêbada que um gambá, eu sabia que ia me dar trabalho quando chegasse em casa, vomitando ou algo assim. Enfim, eu “tive” que levá-la pra minha casa, não tinha outra escolha. Chegamos em casa e eu falei que ela podia ir dormir no sofá. Na hora que eu passei pela porta, a mina fechou a porta com as costas, me jogou na parede e começou a me agarrar loucamente. Putz, como fedia aquele bafo de cachaça dela, era realmente brochante. Eu meio que tentei me desfazer daquelas verdadeiras “ventosas” dela, mas a mina tava louca DEMAIS!! Depois de um tempo, ela deu uma “pernada dupla” em mim e me jogou no chão. Cara, eu não sei como ela fez aquilo, mas ela já tava pelada!!! O que eu fiz?
Tecla PAUSE

Galera, a partir daqui eu vou escrever em inglês. Um dos motivos é que eu acho que fica BEM mais engraçada essa história contada em inglês. Abaixo eu coloco a tradução em português

Tecla PLAY

So, what did I do? Dude, you know, really, I´m just a HUMAN BEING!! I couldn´t fight against her!! After some time of, you know, “love” she started to be really mad. She started to get my neck and pushed my neck and was shouting in my ears: “- Fuck me! FUCK ME, YOUR ASSHOLE!!”. Dude, she was crazy!! Really, man, it wasn´t sexy anymore, that words were simply pornographic!!

(O que eu fiz? Bem, cara, você sabe, eu sou apenas UM SER HUMANO!! Eu não pude lutar contra ela!! Depois de algum tempo de, você sabe, “amor”, ela começou a ficar realmente louca. Ela começou a agarrar o meu pescoço e puxar a minha cabeça enquanto gritava no meu ouvido: “ME COME!! ME COME, SEU CUZÃO!!”. Cara, sério, a mina era realmente louca!! Aquilo não era mais sexy, aquilo descambou foi pro ponográfico mesmo!!).
Munique, terra da Oktoberfest
 
No outro dia, quando ela acordou, ela me olhou com uma cara do tipo “Quem é você? Onde eu estou?” e não me restou outra opção a não ser levá-la pra casa. Além disso eu também tive que ficar quase um mês sem poder tirar a camisa e só andando de camisa de manga longa? Por quê? Velho, pra poder esconder as marcas das unhadas e mordidas que a mulher deixou em mim. Vou te dizer, é cada doido que você conhece por aí, viu?”
Não sei se ficou engraçado lendo, mas eu fiquei rindo MUITO enquanto lembrava e escrevia essa história. Hehehehehe… Enfim, depois de umas duas horas chegamos a Munique, onde tivemos uma bela surpresa…

Comentários Comentados

1 – Paulistana has left a new comment on your post “Plano Infalível”:

hauahauahuahauah ri muito!que saudades que estava desse blog!
voltei com tempo agora pra reler tudo que perdi até aqui 😉

R – Uau, a Paulistana voltando a comentar aqui?? Rapaz, mas você tava sumida, héin? Fazia tempo que não via seus comentários. Tava presa?

2 – Anonymouscomentou no post “Plano Infalível”:

Vc quase mostrou no xilindró aos tchecos fogosos o que é ser um latin lover maranhense…kkkkk

3 – Outro Anonymous também comentou no post “Plano Infalível”:

“kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…., o kara fez, com e vc e com a polaquinha, o que o ‘kanguru fez’ na autralia “
corrigindo 😉
kkkkkk

R – Hehehehe… Cara, eu fico impressionado como todo os posts que eu escrevo aqui a galera leva logo por trás. Até num post que não aconteceu NADA em que eu NÃO fui preso, o pessoal achar de me zoar!! Impressionante como o pessoal parece ter um fetiche em duvidar da minha masculinidade. Eu, héin! Ôw, galera, sério, sinceramente, vocês acham que o Guaraná Jesus aqui é Fanta?

4 – Gerardstone perguntou:

Só faltou o Japão maranhense da peste. Sou maranhense e moro em Yokohama, querendo estadia e dicas de como funciona esse país maravilhoso, já está convidado…..
Obs: Porque não conseguio entrar quando passou aqui?

R – Cara, foi uma história interessante. Eu REALMENTE queria ir pro Japão. Tanto que o primeiro trecho de volta ao mundo que eu havia comprado havia sido …Havaí – Tóquio – Kyoto – Pequim etc… Mas, infelizmente, descobri que é um baile pra poder tirar visto de turismo pro Japão sendo brasileiro (brasileiros são um verdadeiro problema no Japão). O Japão era o único país, em todo meu trecho, que eu havia colocado duas paradas. Quando estava nos Estados Unidos, liguei na embaixada do Japão e perguntei se eu poderia aplicar pro visto por lá. Olha a resposta que eles me deram:

– Claro que pode. Basta apenas você trazer o documento de residência permanente nos EUA. Dá pra acreditar nisso?

Brasileiros não podem aplicar pra vistos de turistas pro Japão se não estiverem no Brasil. Sério, fiquei impressionado quando soube disso. Depois de saber dessa bela surpresa, eu tive que pagar uma singela multinha de 125 dólares por estar mudando o trecho da minha passagem. Foi triste isso 😦

5 – luctobar perguntou:

Cara, só uma curiosidade: vc mantem contato com a maioria do povo que vc conheceu nas viagens, como a Gosia por exemplo??

R – Cara, com certeza! O Couchsurfing, pros menos situados, é parecido com o Orkut. Você tem um perfil e tudo mais. Logo, eu tenho o contato de toda e qualquer pessoa que me hospedou enquanto estive viajando. Sério, doido, seria muito ruim se eu não pudesse fazer isso. Conheci muita gente legal enquanto estive viajando, seria uma grande perda não poder conversar com essa galera hoje em dia.

Enfim, galera, vou indo embora!! Vou ver se amanhã consigo postar sobre a viagem Praga-Munique.

Abraços maranhenses

Plano Infalível

Antes de entrar na estação, eu sabia que não ia ser pego, mas, por via das dúvidas, resolvi pelo menos combinar com Gosia um plano pra funcionar na mais remota hipótese de sermos pegos. Ela, claro, continuou tirando onda do medo que eu tava tendo de ser pego, mas aceitou fazer aquilo pra poder me deixar mais tranquilo. Combinamos que seria assim: caso alguém nos pegasse, bastava nós fingirmos que não estaríamos entendendo nada pra deixar o cara achar que éramos estrangeiros e também não éramos capazes de falar inglês. Beleza, o plano tava feito. Entramos na estação e ficamos procurando nosso trem.

Mas peraí, esse plano não estava lá tão bem feito! Teríamos que ter uma língua pra fingirmos que estávamos falando entre a gente, afinal, eu e Gosia conversávamos em inglês e caso fôssemos pegos, não poderíamos conversar em inglês porque existia a remota possibilidade dos fiscais do tíquete entenderem. Enfim, Gosia falava alemão, polonês e inglês. Eu falo português e inglês. Como resolver o impasse? Bem, ela me falou que sabia falar algumas palavras em espanhol que ela tinha aprendido do tempo em que morou na Espanha. Como ela não precisávamos conversar sobre “Dom Quixote de la Mancha” caso fôssemos pegos, poucas palavras em espanhol seriam necessárias para poder disfarçar que sabíamos falar entre a gente. Bastava saber falar “o que esta aconteciendo” e cantar uma música da Shakira que eu boto fé que ela passava de espanhola, até porque cara de espanhola ela tinha (tá bom, eu tou ironizando).Bem, agora o plano estava infalível, certo? IMPOSSÍVEL de sermos multados!! NUNCA me pegarão sem tíquete!! NUNCA SERÃO!! Nenhum sistema de transporte é páreo para a minha mente maligna!! Sou invencível!! Hua hua hua (risadas maquiavélicas)

“No entiendo, no entiendo”

Pegamos nosso trem e seguimos pra estação CENTRAL de Praga. A MAIOR da cidade para lá, enfim, podermos encontrar a nossa carona pra Alemanha, motivo de toda essa enrolada há vários posts atrás. Descemos do trem, nada de fiscais. De boa, era só sair da estação, encontrar o nosso carro e sair pro abraço. Beleza, andamos, andamos, andamos… Rapaz, a estação era GIGANTESCA!! Acabou que nos perdemos lá dentro e nada de conseguirmos sair. E vai daqui, e sai dali e nada da gente encontrar pra onde sair. Depois de algum tempo, vimos uma placa escrito “saída” apontando pra uma escada rolante. Subimos a escada rolante e o que encontramos lá? Um canguru? NÃO!! É UMA CILADA, BINO!!

Sim, mermão, FISCAIS DE TÍQUETE!! AAAAAAAAAAHHHHHHH!! Salvem-se quem puder!! Mulheres e maranhenses primeiro!!! AAHHHHH!! São muitos!! NUNCA ME PEGARÃO VIVO!!! AAAAAAAAAHHHH!09652-photo245.jpg

Calma, calma, ainda temos um plano, não? Caraca, bicho!! Na hora veio na minha cabeça: “Que azar da porra, maluco!! Afe maria!!”. Tentamos “dar um migué”, sair pro outro lado, mas os caras, na hora que nos viram, vieram NA FEBRE pra poder pedir o tíquete da gente. Rapaz, mas não teve jeito!! Os dois acuaram a gente no canto e começaram a falar “tíquete, tíquete”. Na hora lembrei do cara da Lituânia. Eles pareciam só saber falar aquilo. Ah, cara, hora de implementar o plano. A gente fez que não tava entendendo nada na esperança de conseguirmos nos livrar dos malas. Na hora que os figuras perceberam que não estávamos entendendo, começaram a FALAR INGLÊS com a gente. Ups, primeira parte do plano por água abaixo!! Eles falavam inglês! TENSÃO!!

Esse cartaz é interessante. Estava na casa da menina que nos hospedou em Praga. É um cartaz de propaganda do tempo da União Soviética. Repare na retratação dos alemães ocidentais como nazistas, nojentos, seres do esgoto etc. Por outro lado, os países comunistas são retratados como felizes, sendo as fronteiras algo imaginário, com os diferentes povos dos países comunistas se ajudando e cooperando. Muito engraçado

Começaram a pedir, em inglês, os nossos tíquetes. Continuamos a fingir que não estávamos entendendo e eles começaram a nos perguntar em inglês: “Como assim, vocês viajam pela Europa e não falam inglês? De onde vocês são? Que línguas vocês falam?”. Era hora de implementar a segunda parte do plano. Comecei a arranhar um portunhol com a Gosia e ela começou a responder: “No entiendo. Como puede? O que elles quierem?”. Eu também comecei a falar pra ela: “No entiendo, no entiendo, o que esta hacendo?”.

Vencemos? Claro que não, né amigo? Se tivéssemos vencido eu não teria postado aqui essa história! Ficamos um tempo conversando entre a gente em espanhol o que vinha na nossa cabeça e os caras ficaram meio confusos. Mas pensa que houve tempo ruim pra ele? Rapaz, passou uns dois minutos, um vira pra Gosia e fala:

– Espanhola? Eres Espanhola?

E virou pra mim e falou:

– Amigo, donde esta lo ticket? Tiene que pagar o ticket! Se não tiene, tienes um problema!

PEEEEEMMMMM!! Mermão, o fiscal do tíquete falava espanhol!! AAAAAAAAAHHH!! MISERÁVEL!!! O cara era trilíngue!!!!!! AH MISERÁVEL!! E não é que o cara falava espanhol não!! Ele falava espanhol, MUITO melhor que eu. Depois de uns cinco minutos, quando eu comecei a me enrolar em falar espanhol o cara foi lá e me perguntou em inglês: – Vocês vão parar de ficar de brincadeira e me dizer logo de onde vocês são ou vai ser preciso eu chamar a polícia pra poder refrescar a memória de vocês?Ah, meu amigo!! Mas ele falou a palavrinha mágica!! Falou “polícia”, eu comecei a cooperar. Ah porra, disse em inglês que era brasileiro ( – Ah, você fala inglês? – ele perguntou), que ia pagar aquela porra daquela multa e queria que tudo fosse pro inferno. Que me desse aquela multa logo porque eu já tinha me conformado em pagar. Pombas!! O fato de achar fiscais trilíngues valeu mais que o preço da multa. Comigo até que foi de boa, o pau comeu foi quando eles pediram a identidade da Gosia e viram que ela era da Polônia. Meu amigo, pense numa pôpa!! Os caras ficaram INJURIADOS quando viram que ela era polonesa. Por quê? Cara, a língua tcheca é MUITO parecida com a língua polonesa. A Gosia quando precisava pedir informação nas ruas, conversava em um “polotcheco” com a galera. Resumindo, ela conseguiria facilmente se comunicar com os fiscais se quisesse. Devido a isso, os caras começaram a descascar a mina! Falando que ela agiu de muita má fé, que se quisessem poderiam nos levar presos, que aquilo não se fazia, que a gente parecia dois moleques e pá pá pá…

Depois de algum tempo pedindo desculpas (e claro, depois de pagar a multinha de 40 dólares cada um), eles finalmente nos liberaram e fomos embora. Enfim conseguimos achar a saída da estação e nos encontrar com os asseclas que nos prometeram dar uma carona. Uma das caronas mais caras da minha vida…

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Sobre o post de ontem e feedback do concurso

Aí galera, algumas pessoas me alertaram pro fato dos links onde eu falava pra clicar no “aqui” do post passado não estarem funcionando. Foi um erro meu que já foi corrigido. Podem clicar lá que tá tudo funcionando agora 😛

Outra coisa, saiu o resultado da primeira fase do meu concurso!! Passei em 64º num total de 100 vagas!! É galera, tamo na expectativa aí, agora vem a segunda fase!!! A boa notícia é que os atrasos dos posts tem hora pra acabar. Depois do dia 18/10, dia da minha última prova, tudo voltará a ser normalizado! Desculpem, mas mais atrasos virão até lá, pois, mais uma vez reiterando, está em jogo um salário de 12.000 reais!!!

Me desejem sorte!! Se eu passar nesse concursos pode botar fé que esse blog NUNCA vai acabar, vai ser uma viagem por ano, hehehehe!!!

Abraços maranhenses