Bangkok

Enfim, enfim vamos começar o tão esperado e prometido post sobre Bangkok.

Tou ligado que a galera ja ta comecando a ficar intolerante com meus atrasos (nao e’, Maricotinha?). Enrolei, enrolei, enrolei, mas no final tudo dá certo! Enfim postarei sobre Bangkok e enfim escrevei como foi a minha saga em busca das meninas que dizem Ni, digo, em busca das jogadoras de Ping Pong. As meninas que fumam e falam com você ao mesmo tempo!! As meninas que chupam cana e assobiam!! Tirem as crianças do laptop, meu amigo!!! A cobra vai fumar!! A cobra e muito mais!!

Como pedido de desculpas, mais um capitulo do Vietcong Tales.
Abracos maranhenses

Bangkok 2

Bangkok é a capital da Tailândia e de longe a sua cidade mais vibrante e visitada. Tem uma população de nove milhoes de pessoas e uma das piores qualidades do ar do mundo.

Cara, amei aquela cidade! Bangkok tem o que eu chamo de “dobradinha perfeita”. De manhã, construções antigas, história, aprendizado, análises, cultura vibrante. De noite, claro, como ninguém é de ferro, balada! A cidade é famosa devido as suas construções, mas ao mesmo tempo por sua vida noturna.
Cara, isso foi uma das coisas que eu adorei em Bangkok. Toda hora ta voce andando na rua ou tomando uma cerveja e do nada passa um cara com um elefante na coleira. Engracado demais eles levando os bichinhos “pra passear”.

Eles têm uma rua que é famosa no mundo inteiro. Ela chama-se Kao San Road. Kao San, como a apelidamos carinhosamente, é onde se concentram a maioria das hospedarias mais baratas da cidade, logo, a maioria dos mochileiros e viajantes. Ela é movimentada o dia inteiro e, claro, de noite! A noite quando você tá voltando pra sua casa ou pro seu hotel, toda hora passa um bêbado gritando ou uma galera fazendo farra. A parte mais da hora dessa rua é que, você nunca fica sozinho. Como todo mundo é mochileiro, todo mundo quer se conhecer, fazer amizade e descer pra balada. Sério, todas as vezes que eu fui pra balada lá, eu sempre ia com um ou dois amigos e no final da noite já estávamos num grupo de 10 a 15 pessoas diferentes e todo mundo gente boa demais. É o que eu chamo de “balada bola de neve”.
Conheci gente de todos lugares do mundo por todas as vezes que saí a noite naquele lugar. Kao San foi um lugar que realmente me deixou muitas saudades.

História de Bangkok

Antes de mais nada, vamos escrever sobre Bangkok. Bangkok nem sempre foi a capital da Tailândia, a capital antiga dos Thais se chama Ayutthaya e devido à decisão do rei King Taksin a capital foi trocada. No melhor estilo Juscelino Kubscheck, o rei decidiu não só transferir a cidade de lugar, mas ao mesmo tempo ele decidiu criar algo majestoso, magnânimo!!! Há apenas 400 anos atrás ele mudou a capital para Bangkok e construiu uma rede de palácios para fazer valer o status da nova sede!
Tais construções permanecem em Bangkok praticamente intactas e hoje tem o nome de Royal Palace (palácio real). O preço da entrada é um pouquinho salgado, é verdade, treze reais, o que é grana demais na Tailândia, mas vale a pena. Seguem as fotos:
Próximo ao Royal Palace, existe também um lugar que me chamou bastante a atenção, o Wat Po. Wat Po é hoje o maior “lying Buda” (Buda deitado em tradução livre) existente na Ásia e, por conseguinte, no mundo inteiro. É uma construção majestosa e impressionante de se ver. A parada é tão grande que torna-se impossível tirar uma foto dela inteira! Você deve estar se perguntando: – “Valeu, eles têm o maior Buda deitado. E aí? Você vai ao Camboja e tem o Buda em pé? Vai ao Vietnã e tem o Buda indo fazer compras? Vai ao Tibete e tem o Buda jogando bola ou sendo fuzilado pelos chineses?”.
Não, meu amigo! Também não é essa bagunça toda. A maioria das representações de Buda são feitas ou dele meditando, sentado com as pernas cruzadas, ou de pe, ou Buda deitado. O indiano que me hospedou em Delhi, me explicou que o Buda deitado possui um significado importante porque as primeiras representações que foram feitas de Buda, foram representações dele deitado, já que ele passou um bom tempo da sua vida caminhando e pregando e, por caminhar demais, Buda sempre descansava pelo caminho. As pessoas viam ele descansando e faziam a representação dele assim, deitado.
Interessante, né?

Arf…

Galera… tou arrebentado…
Acabei de pegar uma viagem de mais de 25 horas entre o Nepal e a India… Serio, foi DE LONGE a pior viagem da minha vida… Mas serio, bicho… Voces vao rir DEMAIS depois quando eu comecar a escrever sobre essa viagem, afinal, voces SEMPRE riem das minhas desgracas.. hahahahaha
Enfim, esses dias vai ser meio complicado postar algo no blog, pois estarei viajando diariamente por trem, ar, jumento e o que vier… Mas enfim, eu nunca deixo voces na mao e levo essa parada desse blog muito a serio… A segunda parte sobre o topico do Vietnam ja esta acabada, falta so a revisao e o acabamento, logo, provavelmente postarei nessa semana… Mas antes de postar sobre o Vietnam gostaria de postar mais uma sessao de “comentarios comentados” e de “buscas engracadas”, porque ja ta acumulando…
Enquanto isso, divirtam-se com um videozinho que fiz ha MMMUUIIITTOO tempo atras na Tailandia e tinha me esquecido de postar aqui no blog… Esse video com certeza nao pode passar em vao

E mais uma vez!! APARECI NO JACAREBANGUELA, DOIDO!!! hUHAEUAEUHEU!! BOM DEMAIS!! OBRIGADAO BANGUELAS!!
abracos maranhenses

Ko Tao e Ko Phangan

A Tailândia possui várias ilhas paradisíacas na sua parte sul. Como não tive tanto tempo e dinheiro, acabei só visitando Ko Tao e Ko Phangan. Bastante conhecidas no Sudeste Asiático, ambas são famosas por serem um dos melhores locais em toda Ásia para prática de mergulho e de snorkeling. Ko Phangan acabou ficando mais famosa que Ko Tao devido ao fato de, mensalmente, ser realizada a mundialmente famosa “Full Moon Party”, festa que eu já postei algumas fotos aqui no blog.
As duas ilhas são absurdamente baratas para um local turístico, só pra vocês terem uma idéia, em Ko Tao paguei 13 reais por dia pra ficar num bangalô de frente pro mar e Ko Phangan acabei pagando 11 reais por dia, dividindo quarto com um inglês louco que conheci, mas ainda assim numa baía que nos dava praticamente uma praia particular.
Mas enfim, vamos começar o post.

Ko Tao

Ko Tao foi legal! Pude conhecer mochileiros de todos os cantos e línguas diferentes (menos brasileiros :P). De início, quando cheguei à ilha, me dei ao luxo de fazer um curso de mergulho com cilindro de oxigênio, sonho que nutria desde criança. Foram quatro dias inesquecíveis. Cara, esquece snorkeling, quando você faz mergulho com cilindro de oxigênio você vê como o oceano é uma parada absurdamente colorida.

De presepada durante o curso não aconteceu nada, até porque mergulho com cilindro é uma parada bem séria e merece ser tratada com todo rigor. A 18 metros de profundidade você recebe uma pressão varias vezes maior que a atmosférica, logo o ar fica mais comprimido dentro do seu pulmão e qualquer revestério pode ocasionar sérios problemas.
Fazer mergulho foi da hora, mas legal mesmo foram as amizades que fiz enquanto mergulhava. Acabei ficando amigaço de um inglês doido (que depois foi comigo pra Ko Phangan e inclusive dividimos quarto) e um canadense MUITO figura! O canadense era engraçado demais. Os pais dele eram de Macau, mas ele era igualzinho um tailandês. Além de que, depois conversando com ele, aprendi que todo canadense coloca uma bandeira do Canadá na sua mochila, não porque eles sejam orgulhosos de serem canadenses, mas sim porque eles sentem orgulho de não ser americanos, hehehe. Segundo ele falando, as pessoas sabiam que ele era canadense desta maneira:
– Hum, você não fala inglês da Inglaterra e tem sotaque americano. Mas peraí, você é americano e não é um asshole (buraco do… em português)? Hum, deixa eu pensar… Ah tá, você é canadense então, certo?
O outro fato que me fez amar Ko Tao foi que aquela ilha ferve, doido! Festa de segunda a segunda, sempre com casa cheia e mochileiros por todos os lados.
Blogueiro e seu tripe a procura da foto perfeita!

O unico problema que eu enfrentei na ilha de Ko Tao foi referente ao snorkeling, cara. O snorkeling ate que era bonito, com varios corais coloridos e talz, mas o grande problema era que voce nunca ficava sozinho na agua, sempre tinha uma cambada perto de voce. E muitas dessas pessoas eram, claro, elas, as suecas quentes! Cara, mas como era dificil saber se voce ficava com o olho nos corais ou nas coxas das meninas, meu amigo! A solucao que eu achei foi so nadar pra longe pra ver se ficava sozinho, porque ficar perto daquelas mulheres era maldade demais.

Por-do-sol no meu bangalo

Tailandeses de rastafári

Agora, cara, com toda certeza, com imensa certeza, o que mais me marcou em Ko Tao foi um barzinho que tinha em frente ao meu hotel. Era um barzinho reggae, com fotos de Bob Marley por todos os lados e o tempo todo tocando reggae (confesso que me arrependi de não ter um Tribo de Jah no meu laptop pra poder mostrar um pouco de reggae do Maranhão pra eles).
Eu me lembro até hoje como foi o primeirao dia que eu cheguei naquele bar e como fiquei amigo dos dois caras que trabalhavam lá. Gente boa demais os bichos!
Uma irlandesa do couchsurfing.com me chamou pra sair com mais uma amiga dela na parte central da ilha (eu tava na parte sul). Já havia saído com elas pra poder comer uma pizza e as minas eram gente boa demais. Não pensei duas vezes, troquei de roupa, escovei os dentes e fui embora. Peguei um táxi e depois de muito barganhar consegui com que ele fizesse o caminho sul-centro por metade do preço. Achei que tinha me dado bem. Estava redondamente enganado.
Como todo bom tailandês que se preze, o taxista tentou de toda maneira me enrolar e no final acabou conseguindo. Se aproveitando de uma distração minha, ele acabou me largando no meio do caminho, numa vila em que NINGUÉM fala inglês. Cara, fiquei mais perdido que calcinha em lua-de-mel quando isso ocorreu. Fiquei um tempão, mas um tempão mesmo tentando sair dessa vila, mas não consegui, já que tava tudo escuro, tudo escrito em tailandês e, como disse, ninguém falava inglês. Pra melhorar ainda mais a situação começou a chover. Fiquei quase uma hora zanzando até a hora que consegui sair dessa maldita vila e pegar o caminho de volta pra parte sul da ilha. Depois de quase duas horas e meia na chuva, eu cheguei ao hotel.
Chegando ao hotel, eu tava tão injuriado que nem troquei de roupa, fui logo pra essa droga desse bar e já fui pedindo uma cerveja. Tava tão transtornado (pombas, eu andei na chuva quase 2 horas e, além disso, não saí com as minas) que cheguei ao bar e falei:
– Brother, me dá a cerveja mais barata que você tiver e não quero gelada não, pode trazer uma QUENTE porque eu quero passar é raiva!
– Porque tão nervoso, Brasil? – O atendente me perguntou.
– Pombas, eu fiquei quase duas horas andando na chuva pra voltar pra casa, cara!
– Poxa Brasil, mas você também não foi esperto.
– Por que não fui tão esperto?
– Ora bolas, você veio andando? Isso não é esperto!
– E o que eu deveria fazer então, brother?
– Seria mais fácil se você tivesse vindo correndo. Você chegaria mais rápido!
Toda vez que voce pedia uma cerveja, os caras perguntavam: “Ja brindaste no lugar apropriado?”. Ai’ a gente ia la e brindava. Fica ai’ pro leitor o exercicio de imaginacao pra descobrir no que a gente brindava.

Muleque, tu sabe o que é o cara dar aquela risada de quase meia hora sem parar? Não sei se ficou tão engraçado com vocês lendo assim, mas cara, foi muito engraçado quando ele me contou. Eu achando que ele ia falar pra eu pegar um táxi ou algo do tipo, mas não, simplesmente correr teria sido mais esperto. Heheheh.
Depois dessa noite, todo noite eu começava minha noite naquele barzinho. Não sabia como minha noite ia terminar, mas sabia como ela sempre começava. Eu chegava ao bar, pedia uma cerveja barata, colava do lado do primeiro grupo de amigos que via conversando e já ia me entrosando. Mas chegava nas toras mesmo! Perguntava de onde era, o que fazia ali e no final acabava fazendo novos amigos. Depois era só a gente descer pra balada todo mundo junto. Cara, mas conheci muita gente desse jeito…
Um dos motivos de nao poder beber em Ko Tao, alem do mergulho era esse. Se liga no caminho de volta pro bangalo como era. Ta iluminado assim porque larguei um flash! O caminho de volta era no meio do mato, literalmente no meio do mato. Um breu danado, nao dava pra ver nem um metro na sua frente. Hehehe. O que teve de amigo meu que dormiu em cima da grama porque tentava voltar bebado pro bangalo nao ta escrito.

Teve um dia que foi muito engraçado. Conheci uns instrutores de mergulho, um de cada canto do mundo (italiano, escocês, americano…) e tudo morando junto. Largaram tudo que tinham nos seus países pra ficar vivendo em Ko Tao e mergulhando o resto da vida. Confesso que nutri uma ponta de inveja deles.
Hoje sinto saudades das infinitas risadas que dei naquele bar. Só fico triste que nunca mais na minha vida poderei vê-los novamente. Mas enfim, viajar é isso, conhecer pessoas maravilhosas num dia e no outro pé na estrada.

Ko Phangan

Ko Phangan é uma ilha situada logo abaixo de Ko Tao. As duas têm características semelhantes e são famosas como pontos de mergulho. A diferença é que em Ko Phangan ocorre a Full Moon Party, uma das festas mais famosas do mundo e que faz a ilha de Ko Phangan ferver, doido!

Diz a lenda que a festa começou quando um grupo de mochileiros sentados na beira dessa praia e, olhando pra lua cheia, se encantaram e decidiram que tod mês, durante a lua cheia, fariam uma festa de arromba, a Full Moon Party. A festa foi crescendo, crescendo até se tornar o gigante que é hoje. A festa é famosa pelos Dee Jays que tocam lá, mas é mais famosa ainda devido à facilidade em se obter drogas de todos os tipos e gostos. Todo mundo pira o cabeção e acaba ficando mais louco que o Batman durante a festa.
Soninho gostoso

Macho que e’ macho, brinca de pular corda com a mesma pegando fogo, amigo. Coisas da Full Moon Party
Claro que não foi esta a minha intenção, já que, graças a Deus, a única coisa que eu viciei na minha vida foi em mulher (apesar de eu sempre falar das vezes que bebo, é difícil eu beber, ainda mais viajando, já que gastar dinheiro com álcool pesa no orçamento no final), agora ainda menos, já que saí quase casado de Brasília . Pelo sim, pelo não, convidei o inglês e descemos juntos pra Ko Phangan pra podermos ir pra Full Moon Party. Chegamos um dia antes, dividimos quarto e ficamos em uns chalezinhos irados demais! Eu passava o dia inteiro fazendo snorkeling por lá.
O mais engraçado do chalezinho era que, além de dividir o quarto com o inglês, a gente também tava dividindo o quarto com mais um inquilino. Uma aranha imensa que ficava na parede do banheiro e que, incrivelmente, só tinha cinco pernas, hahahah.
Mas fiquei de boa, já que já tenho experiência com aranhas em paredes de banheiro a muito tempo, como pode ser visto nesse post de Fiji. (Clique aqui)
Quando foi de noite, deixei minhas mochilas no hotel de uma das amigas do inglês e descemos pra festa. A festa foi MUITO louca, dancei até me acabar, acabei encontrando uma galera que tinha conhecido na outra ilha (inclusive uma das irlandesas) e me diverti pacas. Velho, uma das melhores festas da minha vida, sem dúvida. Só uma dica pra vocês entenderem do que eu tou falando. Suecas pra todos os lados, hehehe.
Essa nao escapou da minha camera, hehehe.Essa menina me lembrou MUITO um post da Australia em que bati a foto de uma outra mina na mesma posicao. Clique aqui

No final, acabei saindo da festa direto pra poder pegar o meu ferry que ia me levar pra Malásia e só fui dormir em uma cama de verdade quando
cheguei a Jacarta, na Indonésia, mas aí já é outra história.
Abraços maranhenses
Estado do Jonh, o ingles que eu tava falando, ao termino da balada. O bicho tava muito bebado, hehehe


Viajando para Ko Chang

Amigos, apesar de Bangkok ter sido a primeira cidade da Tailândia que visitei, resolvi deixar para escrever sobre ela por último, já que meus tempos por Bangkok ainda não terminaram. Apesar de atualmente estar na Indonésia (pra falar a verdade tou no aeroporto em direção a Bali, num café porco com um bando de árabe do meu lado me olhando e rindo da minha cara) e viajando pelo Sudeste Asiático, ainda tenho que voltar para Bangkok pra poder pegar uma das minhas mochilas. Além das mochilas tenho mais um motivo pra poder voltar a Bangkok.
Alguns amigos já tinham me falado de um show especial que toda noite pode ser assistido em alguns bares de família na Tailândia. É o famoso show de ping-pong. No começo a galera tava toda empolgada pra ir pra um tal de um show de ping-pong e acabaram me convidando. Eu desencanei, porque, afinal, ping-pong pra mim não é nada demais e eu sempre achei aquele jogo um tanto quanto estúpido. Depois que os caras voltaram que eu fui descobrir que esse show de ping-pong possui um “must”, um “algo mais”, uma “pitada especial”. O ping-pong tailandês nada mais é do que uma variação do ping-pong normal com a pequena diferença que duas meninas jogam ping-pong com as duas mãos na cabeça! Fica aí para os leitores a tarefa de imaginar o que eu estou falando. Pra poder ajudar ainda mais a imaginação dos companheiros, diria que as meninas além de jogar ping-pong com as mãos na cabeça, elas também fumam sem usar a boca, abrem garrafas de cerveja com as mãos amarradas atrás da cabeça, chupam cana e assobiam ao mesmo tempo e o que mais for preciso! É uma parada bem família mesmo. Você pode chamar aquela sua tia gorda bem conservadora (que nunca casou) e o seu sobrinho de 3 anos que nem dá nada! Eles vão adorar o show! Fica aí um exercício de imaginação para os leitores do que eu tou falando. Ah sim, como eu já dizia: “A vida não é nada sem…”!
Por essas e outras que vou deixar pra escrever sobre Bangkok depois. Não posso deixar os meus amigos a par dessa experiência, heheh. Prometo fazer alguns vídeos e postar, mas claro, aquilo que a censura “18 anos” deixar.

Ko Chang – Convite de viagem

Por mares nunca de antes navegados/Passaram ainda além da Taprobana/Em perigos e guerras esforçados/Mais do que prometia a força humana/E entre gente remota edificaram/Novo reino, que tanto sublimaram. Juro que esse trecho de Os Lusiadas fica na minha cabeca toda vez que eu fico na parte da frente de algum barco indo para algum passeio. Valeu, deixa eu tambem ser crianca de vez em quando! Foto em Ko Chang!
Então amigos. Viajei um pouco pela Tailândia, acabei visitando várias ilhas diferentes e a primeira ilha que acabei visitando foi a ilha de Ko Chang. Tal ilha é situada na parte sudeste da Tailândia e é conhecida como um paraíso na terra, um dos locais mais bonitos da Tailândia.
O engraçado foi como essa viagem começou. “Nicknack”, o cara que me hospedou enquanto eu estava na Tailândia, me chamou pra dar um rolê por Bangkok pra poder conhecer alguns prédios e templos. Enquanto estávamos no caminho pra trocar de busão, um cara, vendo que falávamos inglês, se aproximou pra poder pedir informação, já que ele era turista e não é tão fácil achar um tailandês que fale um inglês fluente como Nicknack. E conversa daqui, conversa dali, informa daqui, informa dali, acabamos ficando amigos. O cara era indiano, se chamava Vini, trabalhava pra uma empresa de consultoria indiana e era gente boa pacas. Como todo bom indiano, falava cinco línguas diferentes, inglês e mais outras quatro línguas indianas (uma originária do pai dele, a outra era da mãe dele, a outra era da região que ele tinha nascido e a outra ele aprendeu na escola). Papo vai, papo vem e o bicho falou que ia tirar o fim de semana de folga e que tava planejando fazer uma viagem pra uma ilha paradisíaca da Tailândia chamada Ko Chang.
Perguntou se eu não tava afim de ir. Perguntei pro Nicknack o que ele achava e o bicho só me falou uma coisa: – Vai!
Hehehe. Essas paradas que eu acho engraçadas de se viajar sozinho. Ao mesmo tempo em que temos vários amigos, também não temos ninguém, já que viajando sozinho você pode trabalhar que nem um biruta de aeroporto ou o PMDB, uma hora cê tá virado pra direita, na outra, sem mais nem menos e prévio aviso, você vira pra esquerda. De uma hora pra outra, conheci um cara no meio da rua, em menos de uma hora viramos amigos e já marcamos de nos encontrar na rodoviária mais tarde pra poder pegar o busão pra Ko Chang. Já dizia o Cazuza: “Vida louca vida/Vida breve/Já que eu não posso te levar/Quero que você me leve”. E fui assim, deixando a vida louca e breve me levar. Voltei pra casa, catei 4 cuecas, 3 camisas, 3 shorts e já tava pronto pra viagem.
Encontramos-nos na rodoviária duas horas depois e ficamos esperando nosso busão.