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| Fila da indústria de chocolate onde encontrei o cara da história. A cara dele me assombra até hoje… |
Jineteiros e Jineteiras em Cuba
Máfia das Casas Particulares em Cuba
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| Símbolo que identificava que ali existia uma “Casa Particular” para hospedagem |
Libertinagem no albergue de Havana
Nosso albergue em Cuba
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| Magnólia, a dona do albergue com a sua cachorrinha Lucy (homenagem a Lucy in the Sky of Diamonts, clássico dos Beatles. Ela era muito fã deles.) |
Engraçado que assim que eu fui chegando no albergue, a Magnólia, dona do albergue (que era uma outra atração a parte. Super meiga e atenciosa com a gente. Depois descobri que todas donas de casas particulares são sempre muito atenciosas), me disse que ainda ia ver em que cama eu iria ficar, porque havia acabado de chegar três suecas lá no albergue (!!!!!!!!!). Beleza, a minha época de correr atrás de suecas quentes (UUUhhhhhh!!) já passou, porém, porra, três suecas mexem com o coração de qualquer brasileiro. Depois, quando as conheci, vi que as três eram feias e bem chatinhas. Menos mal, mas continuam sendo três suecas.
Dois pesos, duas medidas e muita bagunça
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| Esses dois estavam casando e batendo algumas fotos do albúm. Achei muito legal o lugar que eles estavam posando e bati algumas fotos. |
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| Sim, o noivo era bem fanfarrão |
O setor médico de Cuba é tão estratégico e tão que só para citar um exemplo, quando estava voltando de Varadero para Havana, conheci um italiano que estava casado com uma cubana e tinha tido um filho com ela. Eles estavam esperando há SETE anos que o Governo Cubano desse baixa do serviço dela, pois enquanto ela não tivesse a baixa, não poderia ter passaporte e, portanto, não poderia deixar legalmente o país. O Governo efetivamente sabe que paga muito pouco a essas pessoas e por isso não as deixa sair do país com medo de que elas não retornem.
Porém, há sempre o porém
CUCs X Pesos Cubanos
Economia em Cuba
Revolução Cubana


A Revolução Cubana zerou o analfabetismo de Cuba e simplesmente catapultou os índices sociais do país para os de um país de primeiro mundo. Para servir de ilustração, Cuba possui índices de mortalidade infantil e expectativa de vida melhor do que os Estados Unidos que possui um gasto por pessoa em saúde dez vezes maior que o cubano. Conheci um argentino no albergue da Magnólia que um dos motivos dele viajar a Cuba era o de comprar uma medicação de vitiligo para a cunhada dele e que só era vendida em Cuba. Isso é Cuba!


Educação é também outra coisa muito forte no país. Em Cuba, parece que virtualmente qualquer pessoa tem um diploma de curso superior e as pessoas que não tem, me disseram que foi porque não quiseram mais estudar, ou por achar que iam ganhar pouco, ou por preguiça mesmo. Se você é de outra cidade e não tem o curso que você quer, nas universidades há dormitórios para todos, assim você não tem que pagar albergue.





Apesar de ser uma ditadura comunista, há em muitos setores da sociedade muito mais liberdade do que temos no Brasil e até mesmo em alguns países desenvolvidos. A mulher na sociedade cubana é efetivamente incluída no mercado de trabalho e não possuem as disparidades de renda que possuímos no Brasil, onde mulheres recebem quase a metade para fazer o mesmo tipo de trabalho que um homem.
E, claro, o mais visível, não existe a diferença entre as cores como em toda a América. Assistindo um pouco de TV cubana, vi um programa falando sobre uma conferência de médicos cirurgiões que houve em Havana. Você olhava na plateia e via brancos, mas também uns negros, mas negões mesmo, cara, entre os médicos sentados e participando das discussões. Apesar de ser do segundo estado mais negro do país, nunca fui atendido por médico negro no Maranhão e em lugar algum no Brasil. Isso era alguma coisa que eu via e dizia “Cuba é foda!”. Os caras que moravam naquela puta casa que descrevi e nos levaram para uma festa eram todos bem negros e puta inteligentes, eu fiquei impressionado com o nível das discussões que eu levava com um em particular que depois até pedi para bater uma foto com ele. O cara gente boa demais.







E sim, o que mais me deixava impressionado era o nível educacional da população em si. Você ia discutir com um cara sobre a Revolução, quando ele te dava argumentos contra não era aquele besta que você imagina (ah, eu não posso ter um carro, ah eu não posso comprar isso ou aquilo), mas argumentações inteligentes.

















