Servidor Público nas horas não-vagas, escritor nas vagas e mochileiro nas horas felizes. Formado em Relações Internacionais na Universidade de Brasília, Claudiomar ainda procura algo pra utilizar os seus conhecimentos adquiridos na graduação. Devido a este fato viaja e escreve análises socio-economicas sobre o Brasil e pelos locais que passa. Enquanto não viaja, destila toda a sua pseudo-intelectualidade sobre política nacional
Existem essas coisas que são engraçadas e que você só descobre viajando. Enquanto todos os países da América Latina comemoram suas respectivas independências dos país, os Dominicanos comemoram a sua independência, veja você, do Haiti!
Sim, depois dos primeiros assentamentos pela República Dominicana, os espanhóis concentraram os seus esforços nas colônias mais lucrativas da América do Sul que rendiam rios de ouro e prata. Com isso, a Ilha Hispaniola virou quase que uma terra de ninguém. Isso abriu espaço para invasões de piratas de outras nações, notadamente a França. Eles chegaram devagarinho, assim, como quem não queria nada e foram levando, levando, levando, quando viram, metade da ilha já estava sob mãos francesas. O que viria ser hoje o Haiti chegou a ser uma das mais ricas colônias do mundo devido a produção de açúcar baseada em mão-de-obra escrava. Para se ter uma noção, quase metade da produção de açúcar DO MUNDO vinha apenas da parte francesa da Ilha Hispaniola. Continuar lendo “TRUJILLO E A REPÚBLICA DOMINICANA – REPÚBLICA DOMINICANA X A QUESTÃO HAITIANA”→
Como queria aprender espanhol, quis evitar o máximo contato com brasileiros. Por isso, escolhi uma cidade pequena da República Dominicana chamada Sosúa. Foi uma escolha acertada porque, não é que eu não tenha visto brasileiro pela cidade, eu SEQUER ouvi falar de alguém que já tenha visto um brasileiro por lá.
Por incrível que pareça, Sosúa foi praticamente fundada por imigrantes germânicos (alemães e austríacos) judeus que fugiam de uma Europa cada vez mais hostil aos judeus. Encontraram uma terra amigável onde se instalaram e se miscigenaram na sociedade dominicana. Com esse tanto de europeus para lá, Sosúa acabou por se tornar na década de 80 um local badalado para turistas, como é até hoje. Você caminha pelas ruas e vê muitos gringos e absolutamente muitos, mas MUITOS alemães, austríacos e suíços germânicos.
Os germânicos, e seus descendentes, são donos dos principais negócios de Sosúa e a maioria dos restaurantes turísticos possuem cardápios em espanhol, inglês E alemão. Interessante isso. Inclusive a escola onde eu estudei espanhol se chamava Casa Goethe (http://www.iic-spanish.com/).
Porém, há algo bem triste acerca de Sosúa. Com o grande afluxo de turistas para lá, foram também as prostitutas. Cara, mas não é que tenha uma aqui ou lá não. São muitas, MUITAS prostitutas pelas ruas, principalmente haitianas. Tantas que a noite você não consegue nem caminhar direito pelas calçadas pelo tanto que tem por lá. E é uma coisa triste, porque a maioria dos turistas que vão lá buscando prostitutas são gringos acima dos 60 anos. Então a cena comum a noite em Sosúa são aqueles velhos babões com duas, três meninas na mesa ou no colo deles. Tem tanto velhos em Sosúa que os bares chegam a organizar bingos para os velhos que não vão atrás de prostituição. Literalmente.
Acaba que a sair à noite em Sósua é praticamente impossível. As mulheres não saem com medo de serem confundidas com prostitutas e os caras não saem porque sabem que se sentarem em uma mesa e pedirem uma cerveja de dois em dois minutos uma prostituta vai lhe abordar oferecendo “massagem”. Todo mundo quando quer sair a noite por lá pega um carro público (que é mais ou menos um carro comum onde eles apinham seis passageiros um por cima dos outros) e vai a uma cidade do lado chamada de Cabarete.
Meninas trabalhando a noite
MORANDO EM SÓSUA
Aluguei um Airbnb para me hospedar, porém depois consegui ter a sorte de alugar um apartamento em um condomínio MUITO legal e, obviamente, cheio de gringos acima de 60 anos. Eles alugavam lá para morar por temporada ou efetivamente compraram os apartamentos para passar as férias e fugir do frio europeu. E, cara, condomínio com várias pessoas idosas é o mesmo em todo mundo. Havia um outro condomínio do lado que estava sempre brigando com o condomínio onde eu aluguei o apartamento. Para você ter uma ideia, um dia eu pulei a cerca do outro condomínio para ter acesso a praia. Rapaz, para que? O velho ligou pro meu condomínio, ligou para o escritório da imobiliária, só faltou chamar a polícia. Enfim, eu só dava risada. Passava minhas tardes ou estudando espanhol ou simplesmente lendo até cair a noite. Vou sentir saudades daquele pôr-do-sol.
Cheguei em Santo Domingo, capital da República Dominicana, a caminho de Sosúa. A primeira impressão que tive da cidade é mais ou menos como uma cidade qualquer latina, nem muito rica, nem muito pobre. Me hospedei em um Airbnb no centro e saí para visitar grande parte dos monumentos os quais já falei no post anterior.
Geralmente, a primeira coisa que sempre faço ao descer em um país novo é, já dentro do aeroporto, trocar 50 dólares em moeda local e comprar um chip de celular de uma operadora local para já ter internet, whatsapp e mapa para me locomover facilmente. Serve de dica para quem está viajando. NÃO IMPORTA o país, no aeroporto JÁ SAIA DE LÁ com um CHIP local de telefone e ALGUM dinheiro local trocado.
Não sei porque cargas d´água pensei que não seria uma boa ideia fazer isso em Santo Domingo. Pulei do aeroporto direto em um Uber e segui para o local onde iria ficar. Péssima ideia. Depois me deu um belo de um trabalho achar um local para trocar dinheiro e outro para comprar um chip de celular. Pensa isso na cidade onde você mora, se eu te perguntasse onde eu posso trocar dinheiro, você saberia responder? Ainda mais em um bairro específico? Pois é isso que acontece quando preciso trocar dinheiro em cidades grandes. Continuar lendo “PASSEANDO POR SANTO DOMINGO. INDEPENDÊNCIA DA REPÚBLICA DOMINICANA”→
Continuando com o projeto que venho desenvolvendo de escrever sobre capoeira nos países o qual venho viajando, cheguei à República Dominicana e comecei a procurar contato de uma escola de capoeira. Entrei em contato com um professor de Capoeira chamado Kazan e qual não foi a minha surpresa ao descobrir que ele era do Alemar, mesma escola de Capoeira do Minhoca, professor que encontrei na Romênia e cujo bate papo eu publiquei aqui.
Marcamos de nos encontrar em uma praça de Santo Domingo e comecei a ouvir a história do Kazan em um bate papo que foi muito legal.
Ele é de Goiânia e me contou que se mudou para República Dominicana há quase 14 anos atrás acompanhando uma tia que era diplomata e que para ele era quase como uma mãe. Até ali, ele já tinha 16 anos de capoeira pois havia começado a treinar porque tinha uma pequena alteração física nas pernas que a prática de atividade física ajudava a mitigar. Quando perguntei se ele era mestre de capoeira, ele me explicou que era professor e que não era como grande parte dos capoeiristas que saem do Brasil e viram “mestres de avião”. O cara é um professor no Brasil, mas quando está no avião indo em direção a Europa se torna mestre por si só já que no exterior ninguém tem como checar a história pregressa dele. Isso acaba por se tornar um problema para imagem da Capoeira fora do Brasil, afinal, um Zé Mané qualquer se intitula Mestre e compromete um trabalho que é sério. Minhoca, na Romênia, já tinha me contado isso também.
Coisas que são engraçadas quando você resolve viajar para algum país o qual se ouve falar pouco sobre ele. O que será que eu poderia encontrar viajando lá no Norte do Caribe? Cara, qual não é a minha surpresa ao descobrir que a Ilha Hispaniola (ilha onde ficam República Dominicana e Haiti) foi um dos primeiros lugares onde Cristóvão Colombo aportou e onde de fato ele montou o primeiro assentamento europeu.
Os taínos, povo nativo que habitava a Ilha Hispaniola antes dos Espanhóis, receberam Colombo com bastante respeito e admiração. Como agradecimento, Colombo achou que seria super da hora, assim, nada demais, SEQUESTRAR alguns Taínos para serem exibidos na Europa. Depois de um tempo com os europeus seguindo o script de sempre, matando, saqueando, estuprando e escravizando (fora as doenças que eles trouxeram que dizimaram quase 80% da população da ilha), os Taínos começaram a achar que não era tão bacana assim acolher as doçuras espanholas. Em resposta a todos esses problemas e, principalmente, ao sequestro, os Taínos dizimaram o primeiro assentamento que Colombo havia feito. Isso obrigou aos poucos espanhóis que sobraram, fugir e fundar uma cidade ao sul da ilha, Santo Domingo, que se mantém hoje como a cidade mais antiga das Américas. Isso faz com que Santo Domingo hoje tenha muitas coisas “primeira das Américas”. Primeira universidade, primeira igreja, primeiro genocídio, coisas assim.
Menos de 30 anos depois da chegada doce dos espanhóis, sobraram poucos dos quase 500.000 Taínos que existiam na ilha, o que obrigou, inclusive, os espanhóis a importarem muita mão-de-obra escrava da África.
E essa ilha no meio do nada?
E olha quem a gente acha no meio das ruas de Santo Domingo? Tiradentes!
Cena típica de Santo Domingo. Todo canto tem um tiozinho com uma escopeta debaixo do braço
Precisava aperfeiçoar um pouco meu espanhol e comecei a pesquisar a quais países eu poderia viajar. Na América do Sul, iria encontrar muitos brasileiros e, portanto, corria o risco de falar muito português e treinar pouco o meu espanhol. Na Espanha, iria encontrar portugueses e também brasileiros, de forma que optei por viajar para a América Central. Depois de pesquisar um pouco, a República Dominicana acabou me caindo como uma luva pelo fato de que era um país bastante afastado do Brasil e também porque havia a oportunidade de estudar em uma cidade pequena afastada da capital, ou seja, menor ainda a possibilidade de encontrar brasileiros. Arrumei as malas, estava me mudando para Sosúa, no norte da República Dominicana.
Seria a minha oportunidade de visitar os dois países, República Dominicana e Haiti, que dividem quase que ao meio a Ilha Hispaniola, que é como se chama a ilha onde ficam e ver o grande contraste entre eles. Continuar lendo “VIAGEM A REPÚBLICA DOMINICANA”→
Como tudo o que você encontra sobre o Paquistão na internet fala sobre morte, estávamos um pouco preocupados em viajar para lá. Se fosse eu sozinho, tudo bem, dava um jeito, o problema é que eu estava com Bruna, o que me deixava ainda mais preocupado. Um amigo diplomata chegou a me passar o contato de outro diplomata que morava no Paquistão e ele nos tranquilizou bastante sobre o que encontraríamos por lá, mas o que mais me tranquilizou mesmo foi o contato de um couchsurfer de Lahore que um francês que conheci na Tunísia me forneceu (se liga na corrente, um francês que conheci na Tunísia me deu o contato de um couchsurfer do Paquistão). Zafar, o nome do couchsurfer paquistanês, foi superpaciente em responder todas minhas perguntas (assim, a mais de boa era do nível “vão nos sequestrar se formos a Lahore? ”) e se prontificou a nos encontrar quando chegássemos. Continuar lendo “É SEGURO VIAJAR NO PAQUISTÃO? ENCONTRANDO O ZAFAR, COUCHSURFER PAQUISTANÊS E A MESQUITA DE BADSHAHI”→
Atravessando a fronteira entre Índia e Paquistão a pé
Chegamos a Amritsar de um voo na quinta e na sexta de manhã já seguimos para o Paquistão. Fomos para a famosa fronteira de Wagah, uma cidadezinha colada na fronteira. Pegamos um Uber Indiano (Ola Taxis) e de lá seguimos viagem.
Chegamos à fronteira e iniciou-se os diversos checkpoints. Os caras olhavam o passaporte, falavam: “Opa, Brasil”, “Pelé, Ronaldo!”, “O que você vai fazer no Paquistão”, “pode ir”. Outro checkpoint, olha passaporte, “Ronaldo, Pelé, Neymar…”, pode seguir. Vai daqui, vai de lá, na parte da Índia não houve problemas. Já chegando ao Paquistão…
O Paquistão não é como a Índia que te faz uma cambada de checkpoint, você só vai seguindo. Mas quando chega na Imigração… O carimbo do passaporte foi até rápido, o problema foi quando um cara que parecia ser da Inteligência começou a anotar tudo sobre a gente… “O que você faz no Brasil”, “Quem você veio encontrar no Paquistão”, “Onde você vai ficar no Paquistão” e por aí vai… Sem brincadeira, ficamos uns 20 minutos sendo entrevistados, mas foi tudo bem de novo.
De qualquer forma, toda a travessia da fronteira, que é feita a pé, com as mochilas no lombo (você pode contratar uns carregadores de mochila se quiser), tudo tudo, entre o portão da Índia e a saída do Paquistão, levou uma hora e quinze minutos. No final nem foi tão complicado assim. Ao que parece você tendo os vistos certinho, respondendo de boa as perguntas e não indo aprontar nada em nenhum dos dois países, a travessia é bem de boa. Até o cara da Inteligência, depois da entrevista, ficou batendo papo com a gente, perguntando do Brasil, sendo bem gente boa.
E AGORA, COMO CHEGAR EM LAHORE? SOLIDARIEDADE PAQUISTANESA
Em 2008, há nove atrás, na minha primeira viagem a Índia, cheguei à fronteira do Paquistão e rolou uma certa frustação de não ter passado a fronteira adiante. Já estava ali, do lado, em frente a fronteira e tudo que precisava era dar alguns passos. Tudo bem que a burocracia das fronteiras não é algo tão simples assim, mas essa era a sensação. Dessa segunda vez eu não iria deixar passar em branco, por isso me preparei, antes de ir a Índia, e apliquei para o visto do Paquistão. E aqui começa a minha saga.
COMO CHEGAR E COMO TIRAR VISTO PRO PAQUISTÃO
Já havia ouvido relatos de viajantes dizendo que o Paquistão era um país bem difícil para se tirar visto, eu só não imaginava que seria tanto. Nem o visto para o Irã (onde eu tive que, literalmente, dar meu sangue, já que até exame de sangue para mostrar que não tinha dengue e malária eu fiz), me deu tanto trabalho quanto o visto paquistanês.
Até aí tudo bem, vários países para onde já apliquei para visto, eles pedem um calhamaço de documentos, mas no final você só leva alguns e tá de boa. Mas não, no Paquistão eles me pediram documento por documento. Não adiantou eu dizer que era servidor público e que isso era fácil de checar na internet, eles solicitaram que algum chefe meu do Ministério assinasse um documento oficial dizendo o óbvio, que eu era servidor público. Pediram mais comprovante de residência, três últimos extratos bancários… Cara, foi tanto documento que, sem brincadeira, eu contei, meus documentos e os da Bruna deram um calhamaço de mais de 60 folhas. Na primeira entrevista (foram duas) que eu fui obrigado a fazer, até questionei porque diabos precisava desse calhamaço todo de informação. Eis que o diplomata me brindou com a pérola do “é para a gente ter certeza que você vai voltar para o Brasil e não vai ficar no Paquistão”. Por que, assim, todo mundo tem o sonho de emigrar ILEGAL para o Paquistão, mas enfim, segue o jogo.
Mesmo separando TODOS os documentos que eles solicitaram, levado um carrinho de mão de documentos, ainda assim eles seguraram meu passaporte por QUATRO SEMANAS antes de me concederem o suado visto para lá. Mano, loucura demais!
A forma mais simples de chegar, eu não tenho ideia, imagino que seja voando pela Turquia, Dubai ou Catar. Eu cheguei e saí atravessando a fronteira a pé.
SOBRE O PAQUISTÃO
O Paquistão é um dos maiores países muçulmanos do mundo e durante centenas de anos fez parte da mesma colônia inglesa junto com a Índia e Bangladesh. Apesar da insistência contrária de Gandhi, após a independência, Índia e Paquistão formaram dois países contrários. Apesar de todo o esforço do herói indiano, os muçulmanos se sentiam ameaçados pela maioria hindu já que há anos eles não andavam se bicando muito bem. Massacres de ambos os lados já estavam ocorrendo e nas estações de trem do Estado do Punjab (Região que fica na Fronteira entre os dois países, era antes a mesma província e foi dividida ao meio depois da separação entre Índia e Paquistão) já havia setores separados para muçulmanos e hindus.
Houve a partição dos países e foi um deus no acuda. Quem era muçulmano e morava na Índia se mudou as pressas para o Paquistão e quem era Sikh ou hindu e morava onde ficou o Paquistão, seguiu o caminho contrário. Foi a maior movimentação humana da história, inclusive durante uma semana específica, 450 mil pessoas trocaram de lados, um recorde também.
No meio houve massacres, sangue, ódio, feridas que estão abertas até hoje na relação em ambos os países. Na partição da fronteira, a região da Caxemira ficou com a Índia, porém reivindicada pelo Paquistão, dando início a uma das fronteiras mais tensas do mundo entre dois países que hoje são potências nucleares.
Obviamente atravessar a única fronteira terrestre aberta a estrangeiros, a fronteira de Wagah entre Índia e Paquistão, não parecia ser tão simples.
Cara, a Índia e seus lugares fascinantes. Quando você para para pensar que em um só país existem as cidades mais sagradas de três das seis maiores religiões do mundo, você começa a entender o que é a Índia. Há Varanasi, a principal cidade dos hindus (terceira maior religião do mundo). Há Amritsar, a cidade mais sagrada dos Sikhs (sexta maior religião do mundo, maior que o Judaísmo, por exemplo). E há o Bodh Gaya, a cidade mais sagrada para os budistas de todo o mundo (quinta maior religião do mundo).
Bodh Gaya é uma cidade do distrito de Gaya, no estado de Bihar, na Índia. Historicamente, era conhecida como Bodhimanda. O local é sagrado para o budismo pois foi o local onde o fundador da religião, Sidarta Gautama, criou a doutrina, por volta do século V a.C. De acordo com a tradição, o príncipe Siddhartha Gautama chegou à margem silvestre do Rio Falgu, próximo da cidade de Gaya. Ali, ele sentou em meditação debaixo de uma Árvore Bodhi. Depois de 49 dias e de 49 noites em meditação, Siddhartha atingiu a iluminação e achou as respostas que buscava. Após sete semanas meditando sobre as respostas que havia encontrado, viajou para Sarnath (cidade que também fica na Índia, próxima a Varanasi. Abaixo do post tem fotos de lá também) onde começou a disseminar a religião que havia criado, o budismo. Continuar lendo “BODH GAYA – A CIDADE MAIS SAGRADA PROS BUDISTAS TAMBÉM FICA NA ÍNDIA”→