Pra galera que curtiu Kazimierz Dolny

Mais algumas fotos que não deram pra ser colocadas no post passado…


Ah Polônia…

P.s: Galera, no post passado falei que a história do castelo me lembrou a de um rei havaiano muito famoso. Pra quem ficou curioso acerca da história, pode clicar nesse link aqui
P.s2: Pra galera que ficou aí especulando o que ocorreu entre mim e Gosia, vocês vão ficar curiosos, porque eu não vou falar nada além do que escrevi. Mas como sou um cara legal, vou postar uma RARIDADE que achei dentro dos meus arquivos aqui do computador. É uma história de uma viagem que fiz na Austrália com uma outra polonesa, muito parecida com essa. Até acampamos. Melhor de tudo, o post é inédito! Eu ri MUITO lembrando daquela história. Amanhã eu posto como um bônus pra galera devido ao grande número de comentários no post passado (exatamente 19!). Servirá como embasamento para as especulações do post passado.

Abraços maranhenses

Keep your eyes on the road, your hands upon the wheel

Pra que lado a gente vai mesmo, Gosia?

Só Gosia conversou com os caras dentro do carro, já que eles não falavam inglês. Fomos indo, indo, indo até que chegamos à cidade que os caras iriam parar. Ela se chamava Lublin e parecia ser um importante entroncamento dentro da Polônia. Quando descemos, começamos a pensar o que fazer e para onde deveríamos ir. Depois que prestei mais atenção ao mapa que ela tinha em mãos, percebi que estávamos a caminho ou da Ucrânia ou da Bielo-Rússia, dois países em que eu não conseguiria entrar devido à necessidade de visto.



Acho que fica praquele lado



Ficamos pensando por um momento para onde seguir quando Gosia teve uma ideia. Olhando no mapa, ela percebeu que estávamos próximo a uma cidade que ela sempre quis conhecer na Polônia, Kazimierz Dolny. Como eu tava no esquema “vamo pra qualquer lugar”, concordei e começamos a pedir carona em um outro entroncamento para a tal cidade. Depois de mais ou menos uma hora de braço estendido e samba no pé, um carro parou e nos ofereceu uma carona para uma cidade bem próxima ao destino pretendido. Entramos e seguimos viagem.



Sim, eu realmente comi todo este sanduíche enquanto pedíamos carona…



Destaque para o cara que nos deu a carona.

Assim que entramos no carro, falamos para ele para onde queríamos ir e ele falou exatamente assim:

– Ah, brother. Sossegado, Kazimierz é logo ali. São apenas 120 km, dá pra fazer em um pouco menos de duas horas.

Ah legal, então vamos…

ÃHN? A ficha caiu: “Êpa, peraí, 120 km EM DUAS HORAS?? O figura tava dirigindo um carro ou era um bicicleta?” . Depois eu fiquei com isso na cabeça, pensando “Ah, mas deve ser porque temos que atravessar várias serras, ou então são várias curvas ou por causa do engarrafamento…”. Naaaadaaaaa!! O cara REALMENTE dirigia a 60 km/h!! Bicho, era MUITO engraçado ver os carros ZUNINDO, zzziiuuummmm, ao ultrapassarmos e ele só dizendo:

– Não sei como essas pessoas podem dirigir tão rápido, será se elas não sabem que o limite máximo de velocidade é 60 km/h?

E lá fomos nós, eu já tava quase era descendo do carro pra empurrar o bicho pra ver se ele ia mais rápido, mas nosso amigo era irredutível. Senti-me como se estivesse no vídeo abaixo:




Gosia demonstrando a posição do cisne manco esclerosado

Cara, MUITO engraçado. Depois de um tempo, acho que com medo dos carros que passavam zunindo no nosso ouvido, ela passou pra faixa dos caminhões que era mais lenta. Não adiantou. E dana caminhão buzinando na traseira do carro do cara. Quando os caminhões o ultrapassavam, os motoristas ainda iam xingando!! Viadovosky!! Filha da putovisk!! E eu querendo cascar o bico, rir que só uma hiena, e não podendo. E pior que ele só ficava comentando em polonês com a Gosia:

– Eu não sei por que essas pessoas estão tão zangadas. Depois não serão elas que pagarão minhas multas por excesso de velocidade…



Posição de Ioga mais conhecida como “maranhense atarracado com uma grande mochila nas costas”



Muito figura…


Chegando a Kazimierz Dolny



Morram piauienses infiéis!!

Como prometido, duas horas e 120 km depois, chegamos a uma cidade que era ao lado de Kazimierz Dolny. Tivemos que pegar um ônibus, já que a cidade só tinha uma via de acesso e seria MUITO difícil achar alguém querendo ir pra lá, pois a cidade tinha menos que 4000 habitantes.

Eu e Gosia dentro da Torre



Ao chegarmos fiquei encantando com a cidade. Cara, mas parecia uma daquelas cidades de conto de fadas, saca? Mais ou menos que nem aquelas cidades do Shrek! Casinhas pequenas, uma praça medieval, um rio cortando a cidade e um sorriso nos rostos das pessoas que caminhavam. Pude perceber também que as pessoas me olhavam com bastante atenção, o que me fez pensar que forasteiros não eram muito comuns por aquelas bandas.

Saímos pela cidade batendo algumas fotos e depois subimos para visitar um castelo medieval que se encontrava no topo de um monte da cidade. O castelo foi construído pelo rei Kazimierz, O Grande (comentário: Hahahah, me lembrou o cabra lá do Havaí) por volta dos anos 1300 e foi destruído em 1712 pelos suecos (eu juro que eu fiquei imaginando aquela cena!! Aquela horda de suecas quentes empunhando chicotes, vestidas de preto, tocando terror pela cidade!! Acho que vou construir um castelo em São Luís só pra ver se elas invadem o Maranhão também!!). Desde esses dias encontra-se em ruínas!

Depois de conhecer um pouco mais sobre o Sr. Kazimierz, caminhamos para a única torre ainda preservada do castelo. Baszta, como era chamada, tem 20 metros de altura e era utilizada também como farol para guiar os barquinhos que passavam por lá.

Batemos algumas fotos e ficamos caminhando pela cidade. Quando começou a anoitecer compramos umas cervejas e começamos a caminhar para a saída da cidade à procura de alguns matos onde pudéssemos nos enfiar e levantar a barraca (olha a mente poluída, rapaz… “Nos enfiar” e “levantar a barraca” não é nada disso que você está pensando…). Depois de caminhar por mais ou menos meia hora, achei uma entradinha e uma pequena trilha que parecia ser um bom local para colocar a barraca. Pulamos pra dentro dos matos e começamos a caminhar mata adentro. Saindo da cidade e à procura de um local para acampar



Depois de uns cinco minutos caminhando, achei um local que parecia ser bem aprazível e escondido e levei a barraca pra lá. Quando começamos a montar a barraca, veio a pior constatação, estávamos próximo ao rio e portanto MILHARES de mosquitos nos atacavam. Cara, eu nunca tinha visto muriçoca na Europa, mas aquela vez valeu pelo ano inteiro! Os mosquitos começaram a COMER a gente vivo enquanto montávamos a barraca. Cada mordida de muriçoca que eu levava eu só pensava:

– Será se essa barraca vai agüentar o tranco? Será se ela não vai deixar nenhum mosquito entrar?

Local onde acampamos visto de dentro da barraca



O que mais me preocupava é que ela tinha sido 60 reais no Carrefour aqui de Brasília, logo qualidade não deveria ser o forte dela.


Só sei que depois de uns dez minutos e cinco litros de sangue a menos, pulamos dentro da barraca e praticamente a “lacramos”. Quando estávamos lá dentro, o milagre!! A barraca realmente não tinha nenhum furo, nenhuma falha, NADA!! Soltei três vivas ao Carrefour e suas quinquilharias baratas e abri uma cerveja. Ficamos conversando enquanto a noite caía.

Perguntei pra ela se ela não tinha medo de sermos roubados ou algo do tipo (pô, brother, eu sou do Brasil, né?). Ela falou que a Polônia era muito segura, mas caso algo pudesse ocorrer, ela estava preparada para “adversidades”. Pegou a mochila dela e mostrou o brinquedinho que trazia consigo. O que era? Um 38? Uma metralhadora anti-aérea? Não, longe disso, era apenas um singelo gás paralisante. Ainda era numa embalagem rosa e vinha escrito “perfeito para mulheres”. Heheheeh. A mulher era casca-grossa, mlk!

Loiras geladas



Ficamos conversando enquanto a noite caía. O que ocorreu depois? Fica para a imaginação do leitor elaborar, pois não vou entrar em mais detalhes.

A noite caiu, dormirmos e no outro dia pegamos a estrada novamente em direção a Vasórvia onde muitas outras loucuras e perversões estavam por cruzar o destino deste pobre maranhense…

Bom dia Polônia

Brazilian Day

Em um domingo qualquer dos vários que passei em Vasórvia foi marcado um encontro do Couchsurfing numa das suas ruas principais. Chequei no grupo e qual não foi minha surpresa ao perceber que a tal festa de rua, seria uma “festa brasileira”. Claramente me empolguei pacas e caí para o agito.

Galera do Couchsurfing a caminho da festa

A festa realmente era bem produzida e interessante. Uma grande manifestação da cultura brasileira em plena Europa Oriental. Como não sou bobo, coloquei meu agasalho do Brasil e parti para o abraço. Ao chegar fui logo tomado pela surpresa de ver um roda de capoeira rolando no meio da praça principal. Ainda pensei em me meter no meio e chamar um dos polacos pra porrada, mas vi que os caras mandavam muito bem e eu corria o risco de sair de lá seriamente ridicularizado, já que minhas habilidades em capoeira são parcas.

Zum Zum Zum, capoeira mata um

Além de oficinas de capoeira ainda ocorriam oficinas de percussão, onde a polacada mandava ver no bumbo.

Além de todas essas atrações, havia as principais que eram, claro, as polacas vestidas com fantasias semelhantes às que vemos nos desfiles de escola de samba dançando do Rio de Janeiro, com tais fotos já ilustrando outro post que escrevi sobre o meu primeiro dia na Polônia.

Não gente, apesar de eu ter certeza que é fácil vocês confundirem, ela não é baiana não!! Ela é da Polônia!! Só tá fantasiada de baiana!! Se eu não falasse vocês nem iam perceber, né?

CONHECENDO A MINHA FUTURA COMPANHEIRA DE CARONAS – GOSIA

Eu na verdade nem iria escrever sobre essa festa nas ruas de Vasórvia, apenas estou escrevendo devido a um fato deveras engraçado e interessante que ocorreu comigo enquanto estava nesta festa.

Eu e Ewa, uma grande amiga que conheci em Vasórvia

Assim que cheguei, fui me apresentando pra galera do couchsurfing que estava por lá. Galera gente boa demais e fui logo ficando amigo de geral. De repente, uma loirinha angelical sentou do meu lado e veio conversar comigo:

Brasileirada que conheci em Vasórvia. O cara que estava sentado atrás de mim e não saiu direito é de Fernando de Noronha!! ACREDITA?? Alguém aí já conheceu um noronhense na vida, brother? Pois eu fui conhecer um em Vasórvia, tem lógica?

 – Oi, seu nome é Claudio, né? Você é aquele brasileiro que fica agitando na comunidade de Vasórvia no Couchsurfing chamando a galera pra sair, né?

– Uai, sou eu sim! Posso saber seu nome?

– Meu nome é Gosia!

Gosia

– Massa, Gosia, prazer!

– Então, Claudio, o que é que você tá pensando em fazer amanhã? Segunda-feira?

– Gosia, eu tou pensando em ir ao museu do “Levante de Vasórvia”, o museu acerca daquela luta que Vasórvia teve contra os alemães durante a ocupação nazista na Polônia. A galera falou que é um museu muito completo, com várias informações, vídeos, fotos, ilustrações, peças etc. Como escrevo um blog, por cada país que passo eu sempre procuro escrever sobre a história do mesmo, entender um pouco sobre sua cultura e algo assim. Os museus geralmente são grandes aliados em relação a isso… blá blá blá…

– Ah tá…

– Por quê?

– Vamos viajar de carona amanhã?

– Er… Carona?? Como assim?? Pra onde, menina??

– Ah, sei lá! Pra qualquer lugar…

– Ãhn?? Como assim? Como você pretender fazer isso?

– Bem… A gente faz desse jeito… Amanhã de manhã nos encontramos na estação principal de trem daqui de Vasórvia e pegamos um metrô até a última estação. Chegando à tal estação andamos até a rodovia que leva à saída da cidade e começamos a pedir carona. O primeiro carro que parar e perguntar pra onde estamos indo nós diremos “qualquer lugar” e nem perguntaremos onde eles estão indo. Depois de mais ou menos duas horas viajando com eles, descemos na próxima cidade e assim vamos indo até chegarmos em outro país. Dormimos por lá e voltamos no outro dia. Topas? Ou tu vais pro museu mesmo???

– Mu… o que menina??? Que museu o que!! Museu de … é …!! Dane-se o museu!!! Vamo pra pista!!!

“…ele tá de olho é na butique dela… ele tá de olho é na butique dela…”
“… ela tá dançando e o pimpolho tá de olho… cuidado com a cabeça do pimpolho…”

Cara, tem cabimento isso? Imagina a situação!! Tou eu lá, sentando, conversando e, DO NADA, aparece uma polaquinha parecendo um anjinho, loira dos cabelos encaracolados e de olhos azuis, me chamando pra pegar a estrada depois de me conhecer por uns dez minutos!! Desculpa, eu não sei vocês, mas no Maranhão a gente não é treinado pra suportar uma tentação dessas não, amigo!

AAAAAHHHHHH

Isso é Couchsurfing, cara! Deus o livre!!

Eu, Gosia e Magda na Street Party

– E também teve aquele dia que eu peguei um lambari desse tamanho quando pescava no Rio Mearim lá no Maranhão!! – eu querendo impressionar algumas meninas…

VAMOS FUGIR DESTE LUGAR, BABY. VAMOS FUGIR. ESTOU CANSADO DE ESPERAR QUE VOCÊ ME CARREGUE

No outro dia de manhã, nos encontramos na estação de trem como havíamos combinado. Quando chegamos à estação de trem ela se espantou com o tamanho da minha mala pra uma viagem de apenas um dia. De molecagem veio e até me perguntou se eu tinha era um secador de cabelos dentro da mala. Falei que não e expliquei para ela o porquê:

– Aí, você acha que só você que pode ser louca nessa história? Pois eu também tenho a minha parte de loucura nessa parada!! Vocês acham que polaco são malandro, mas maranhenses são muito mais!! Olha só o Sarney, já foi até presidente da república! Na universidade que você tá aprendendo eu já sou reitor! É o seguinte, como não sabíamos onde iremos dormir eu resolvi dar o meu par de prosa nessa loucura… Peguei a barraca que eu trago comigo quando viajo, dois colchonetes que havia lá em casa e trouxe. Agora é só no caminho a gente procurar um camping e dormir na cidade que ficarmos.

– Camping o que, rapaz! Eu tenho uma ideia melhor!! A gente vai viajando, para em uma cidade e quando começar a escurecer a gente compra umas cervejas. Colocamos na mochila e caminhamos até sair da cidade. Assim que sairmos da cidade, caminhamos um pouco pela rodovia e assim que encontrarmos um lugar tranqüilo, pulamos dentro do mato e acampamos lá dentro. Ninguém vai nos achar!

– Mas isso é permitido?

– A gente vai descobrir quando chegar lá…

Rapaz, a mulher era doida de pedra mesmo!

Descemos do trem e ficamos com os dedos em riste pedindo carona. Depois de mais ou menos uns trinta minutos sem conseguir carona, tentamos uma maneira de chamar mais a atenção. Não, a polonesa não fez topless, brother! Nem eu fiquei de cueca! Ela pegou o celular dela, botou pra tocar um samba e eu comecei a mandar a sambar no meio da rua! Ah, meu amigo! Mas foi dez minutos, parou um carro e perguntou que diabos estávamos fazendo. Falamos que estávamos precisando de carona e eles perguntaram pra onde:

– Pra qualquer lugar – dissemos a ele no melhor estilo “Vamos fugir deste lugar baby. Vamos fugir estou cansado de esperar que você me carregue…”

Alguém indo pra São Luís, por favor? Se não for pra lá, serve qualquer outro lugar!

Os caras falaram de boa e nos enfiamos dentro do carro em direção a um lugar onde nenhum maranhense jamais esteve…

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Post de ontem

Galera, desculpa por não ter postado ontem, mas é que saiu o resultado de um concurso que eu havia feito há um tempo atrás e, olha só, fui aprovado 🙂

Como não dava pra ficar em casa, resolvi sair pra comemorar com uns brothers no pôr-do-sol e por isso não deu pra terminar o post 🙂

Mas enquanto estive lá tive uma grata surpresa. Um transeunte chamou minha atenção e se identificou como Fernando, maranhense radicado em Brasília que também lê meu blog. Gente boa demais o cara. Batemos uma foto que eu prometi postar no blog como estou fazendo agora. Depois de dessa me senti tão famoso quanto o Luis Fernando Veríssimo, heheheh.


Não foi como um post passado, mas foi uma grata surpresa!!

Abraços maranhenses

P.s: Galera, tou indo almoçar agora com a Taíze, quando voltar posto sobre minha volta Vasórvia.

Cracóvia

Assim que chegamos a Vasórvia, como já dito no post passado, Karol me levou a um passeio que ela me prometia desde que nos conhecemos na Austrália, uma ida a Cracóvia para visita de Auschwitz, o campo de concentração mais famoso da Alemanha Nazista.

Pegamos o carro numa sexta e ficamos hospedados na casa de um outro amigo polonês que conhecemos enquanto viajamos pela Austrália. Gente boa o cara e tinha morado com a Karol.

Família que nos hospedou em Cracóvia. Karol e seu namorado estão logo a minha direita

 

Chegamos, demos uma volta na cidade e saímos pra bater algumas fotos. Cracóvia é uma cidade legal, mas não aconteceu muita coisa digna de eu postar no blog não.. O máximo que posso escrever sobre a cidade é que Cracóvia é uma cidade medieval, muito bonita e blá blá blá. De interessante mesmo foi só a visita a Auschwitz, ex-campo de concentração.

CAMINHANDO PARA O INFERNO

Assim que se chega a Auschwitz já dá pra sentir o peso ruim do lugar. Apesar do grande número de pessoas caminhando por lá, o local detém um silêncio ensurdecedor. Impressionante como é pesado o clima. Logo na entrada, há a epígrafe que já ficou famosa, a sínica: “Arbeit macht frei” que significa “O trabalho liberta” em alemão.

Engraçado como eu fico estranho em fotos em que não posso sorrir, né? Não fico nada a vontade

 

Antes da construção dos campos de concentração os “elementos indesejáveis” tais quais judeus e também homossexuais, ciganos e prisioneiros de guerras (notadamente soviéticos) eram geralmente abatidos a bala e enterrados em valas comuns. Porém tal “técnica” demandava um “desperdício” absurdo de balas e energia, já que ao verem que seu destino estava selado, as pessoas costumavam se debater, correr, gritar dando um trabalho danado para os soldados alemães. Além disso, pesa-se o fato de que a moral dos soldados costumava ficar abalada com tamanho banho de sangue. Devido a isso, adotou-se uma solução “inteligente”, construir-se os campos de concentração.

As pessoas eram transportadas de diversas partes da Europa Central. Só para vocês terem um ideia, 10% de todos os mortos no campo eram húngaros que antes de ser expulsos da Hungria venderam tudo o que tinham e compraram vários “títulos de terras” falsos nas regiões que acreditavam estar sendo transportados. Por que isso? É muito mais fácil você fazer milhões de pessoas entrarem em um trem pacificamente do que enfiá-las a força, correto? Pois era assim que os nazistas faziam, chegavam às cidades anunciando que os bombardeios soviéticos estavam a caminho e que as pessoas seriam transportadas de lá para outros locais. Sem ter outra opção, as mesmas vendiam suas casas e suas propriedades e compravam na mão dos oficiais “títulos de terra” nas novas regiões e assim os alemães lucravam ainda mais.

Quando chegavam ao campo eram selecionados por oficiais alemães. Os mais fortes e aptos eram poupados, destino melhor do que os das mulheres, crianças, velhos e fracos, que seguiam direto para galpões sobre o pressuposto de que iriam tomar uma ducha. Os doentes eram transportados em macas com símbolos da cruz vermelha para aparentar normalidade. Antes de entrar despiam-se e deixavam suas roupas numa sala anterior. Por que os alemães inventavam essa história da ducha? Mais uma vez, para evitar pânico. Os “não-aptos” eram conduzidos diretamente dos trens para os galpões da ducha, sem a possibilidade de obter contato com outros prisioneiros e descobrir o que realmente iria acontecer. Dessa maneira os oficiais alemães conseguiam pacificamente e sem muito esforço conduzir milhares de pessoas à morte. Sem desperdício de balas, sem afetar a moral. Simples assim. O resto vocês já sabem, né? Pelas duchas que teoricamente deveriam jorrar água, era liberado um gás venenoso (o mais “eficiente” de todos os utilizados foi o Zyklon B) e as pessoas eram mortas em questão de minutos.

Sempre bom salientar que as cercas eram eletrificadas
Após a execução, eram retiradas dos corpos quaisquer coisas que pudessem ter algum valor (alianças, dentes de ouro…). Dentre outras atrocidades, a que mais me surpreendeu foi a utilização dos seus cabelos para a confecção de travesseiros, vassouras e outros utensílios domésticos utilizados nas casas alemãs. Ainda é possível ver os restos de cabelos que foram encontrados pelos soviéticos em uma sala pelo complexo.

Sempre bom lembrar que cada par de sapatos desses abaixo já foram calçados por hum ser humano.

Além dos aptos a trabalhar também eram poupados algumas outras pessoas, basicamente anões e gêmeos, estes para motivos bem menos nobres. Os seus pobres destinos seriam serem utilizados em programas de “arianização” tais quais tentativas de injeção de tintas azuis para clareamento dos olhos. O infame doutor Josef Mengele, mais conhecido pela epígrafe “O Anjo da Morte”, ficou conhecido como o maior entusiasta de tais experimentos.Há pelo campo diversos locais de execução, tal qual esta forca aqui.

Ou este paredão de fuzilamento.

Entre as fissuras do paredão, fotos de vítimas, orações, flores…

Gente, eu poderia ficar o dia inteiro aqui falando sobre Auschwitz, mas boto fé que não seria muito a cara do blog e devido a isso prefiro não me alongar mais nisso. Pra quem quiser mais informações sobre as histórias macabras deste lugar, procure pela internet que lá há material farto :o)

Vou ficando por aqui porque escrever sobre isso não é nada agradável.

Fiquem tranqüilos que eu tenho fé que o próximo post vocês vão gostar. O próximo tópico versará sobre uma das coisas mais LOUCAS que ocorreram comigo nessa bela Polônia… É esperar e ver…

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Campo de concentração de Auschwitz. Cracóvia – Polônia

Assim que cheguei em Vasórvia, três dias depois, Karol resolveu me levar pra dar uma volta pela Polônia. Pegamos um carro e fomos em direção a Cracóvia, a pérola polonesa, a cidade mais admirada da Polônia. Além do estilo arquitetônico da cidade que é lindíssimo, centenas de milhares de pessoas viajam para lá para visitar locais bem menos nobres, como o mundialmente famoso campo de concetração de Auschwitz. Fiz um vídeo abaixo sobre ele.

Pra quem quiser observar o post em que escrevo acerca da prisão coreana a que me referi no vídeo basta visitar este link

Explicarei mais sobre o campo de concentração e suas história macabras no seu post específico.

Abraços maranhenses

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Aviso!!

Galera… tou aqui escrevendo só pra dizer que tou vivo.

Desculpem por todo esse tempo sem postar, mas é que hoje tem um churrasco de despedida na minha casa e tou sem tempo. Mas fiquem tranquilos que a noite quando eu voltar eu posto.

abração

Salsicha e mostarda

Obs: Devida à extrema satisfação do público masculino demonstrada no último tópico, resolvi postar algumas fotos de um carnaval de rua (sim, era uma festa brasileira) que fui na minha segunda semana em Vasórvia, apenas para ilustrar esse post e mostrar um pouco mais sobre a Polônia pros amigos! Divirtam-se e no final me digam o que acharam da “ala das baianas”. Hehehe

Cara, não vou negar que meu primeiro dia em Vasórvia foi deveras engraçado. Karol, a polonesa de Vasórvia que conheci na Austrália, foi me buscar no aeroporto e  me apresentar a cidade. Voltamos cedo pra casa, já que ela precisava trabalhar no outro dia. Quando chegamos ao flat dela, ela me mostrou o meu quarto, me falou que se eu precisasse usar máquina de lavar, louça, fogão ou algo assim que utilizasse sem problemas. Resumindo, um amor, a menina.

Quando cheguei a meu quarto, pude constatar o melhor! Cara, ela morava sozinha (antes que as mentes poluídas pensem, eu também conheci o namorado dela no primeiro dia) num apartamento de dois quartos, logo um quarto seria só pra mim! Brother, pode parecer pouco, mas depois de seis meses viajando, você começa a sentir falta de várias coisas pequenas, dentre elas, a maior, UM ARMÁRIO! Cara, como um armário faz falta na vida viu? Pô, por seis meses minhas roupas estavam dentro de mochilas. Eu queria uma camisa, tinha que enfiar a mão lá dentro da mochila, bagunçava ela toda. Não era a camisa certa? Pega outra, bagunça de novo!! E pra achar uma cueca? Caos total! Mermão! Loucura demais! No armário não, você apenas separa. Camisa aqui, bermuda ali, cueca aqui e por aí vai. Sem falar na civilidade que é você ver as suas roupas separadas em um canto, não mais enroladas umas por cima das outras.

Fomos dormir e tudo ficou de boa. Quando foi de manhã, acordei e pude ver que as chaves da casa estavam em cima da mesa com um bilhetinho escrito “volto às 19, um beijo”. Sossegado. Acordei, dei uma checada no meu guia da Índia pra ver o que eu iria começar a escrever (sim, eu comecei a escrever sobre a Índia ainda quando estava na Polônia), aproveitei o pouco de bateria que havia no meu laptop e fiquei escrevendo o blog. Quando a bateria acabou, resolvi que ia sair pra comer alguma coisa. Saí, dei uma volta e assim que fui parar em um local pra comer eu me toquei! “Pombas a Polônia ainda não faz parte da Zona do Euro”! O nome da moeda dos caras é um nome maluco que até hoje eu não aprendi a pronunciar: “Zlotys”. Parece fácil quando lê, mas a pronúncia é muito complicada! Eu falava era “zealot” mesmo. Era bem mais fácil!

Blz, tive que enfrentar o paradoxo de ao mesmo tempo em que tinha dinheiro no bolso, não ter nada que pudesse me ajudar! Voltei pra casa e comecei a pensar o que eu iria fazer. Como não agüentava de fome, acabei tendo que assaltar a geladeira da mulher que, por sinal, só tinha salsicha, mostarda e milhares de cervejas e vodkas! Matei minha broca e saí andando pelo bairro à procura de uma casa de câmbio onde pudesse trocar euros por zlotys. Ah, meu amigo! Aí que eu percebi a enrascada que eu tava! O bairro era um bairro residencial! Só pra você terem uma ideia, nem banco tinha naquela misera, quanto mais casa de câmbio! Fiquei andando por quase uma hora e nada de achar algum lugar pra trocar! Andava, andava, andava e nada! Eita diacho! Não tinha problema, depois pensei em uma solução, era só pegar um ônibus e tudo estava resolvido. Tá, mas como se faz pra pegar ônibus na Polônia? Como eu saberia que o ônibus estaria indo pro centro? Como eu PAGARIA pelo ônibus? Resolvi voltar para a casa e começar a pensar de novo no que fazer.

Cheguei em casa, comi mais salsicha com mostarda, único prato do dia, e comecei a pensar no que poderia fazer. Depois de um tempo… Quer saber? Eu ia era ficar só dando voltas no bairro dela e batendo algumas fotos. Tomei um banho e, quando estava quase para sair, eu me lembrei! MEU AMIGO! ERA DIA 19 DE AGOSTO! DIA DA SEMIFINAL DAS OLIMPÍADAS! BRAZIL x ARGENTINA!

Éguas!! Aí sim bateu o desespero pesado! Eu não PODIA perder aquele jogo! Era Brasil X Argentina, amigo! Ainda mais valendo vaga pra final! Se o Brasil ganhasse aquele jogo, era medalha de ouro na certa! Aí bateu o desespero! Aí sim!! Pense num maranhense arreliado! Pombas, polonês lá sabe o que é futebol? Provavelmente a TV aberta polonesa não iria transmitir esse jogo. E mesmo que transmitisse, ia ser complicado achar que canal ia transmitir, pois era tudo em polonês! Arf, pra um guerreiro não há obstáculos! Um canal nessa TV aberta miserável ia transmitir o jogo e eu estava disposto a descobrir! Depois de um tempo planejando como eu iria fuçar os canais, percebi que achar o canal que ia transmitir o jogo não seria um problema. Boa notícia? Mais ou menos. Por um lado me poupou de ficar meia hora tentando decifrar em que canal ia transmitir, por outro eu não teria o trabalho simplesmente porque a TV da casa dela não ligava! A TV estava que-bra-da!

AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!

O que fazer?  O QUE FAZER, SENHOR?? Por que eu? POR QUE EU?? Calma, calma, não era hora para pânico! Comi mais uma salsicha com mostarda (sem piadinhas de duplo sentido, por favor! Lembre-se da gravidade da situação) e comecei a pensar. “O que fazer? O que fazer? Use sua mente maranhense, seu bastardo! Eu poderia, er, eu poderia… Procurar um… procurar um… um.. um bar! É isso! Procurar um bar!! Aqui em Vasórvia deve ter mais bares pelas ruas que polacas fogosas! Esses poloneses são famosos no mundo inteiro por beber mais que um Opala a álcool!”. Comi outra salsicha com mostarda e voltei para as ruas disposto a achar um bar, um pub, uma sede local do partido comunista, qualquer coisa que pudesse passar um maldito jogo!!

Botei minha camisa do Brasil nas costas e saí pra guerra! Isso era meio dia, o jogo ia começar às 16:00 horário local. Meu amigo! Vocês já sabem o resultado, né? Andei por LONGAS QUATRO HORAS e não achei um diabo de um bar que tivesse passando esse maldito jogo! Só via neguinho vendo ginastas, natação e essas babaquices. Eu até chegava, tentava falar pro cara do bar do jogo que ia rolar, mas eles nem davam trela! Pelo sim, pelo não, eu nem tinha dinheiro pra poder tomar ao menos uma cerveja. Hehehe.

Voltei pra casa, morrendo de fome e sem ter o que fazer. Comi mais algumas salsichas com mostarda e fiquei esperando a mulher chegar. A Karol só chegou em casa quase dez da noite! Chegou e foi logo perguntando como foi o meu dia. Nessa hora dá até vontade de matar um, né cara? Me limitei a responder:   

– Salsicha e mostarda!

Fui dormir injuriado com a situação e comigo mesmo (pombas, a culpa foi minha de não ter pedido nem um dinheiro pra pegar ônibus pra ela! Depois eu pagava!). Só restava esperar o outro dia chegar e cedo ir em uma banca de revistas e procurar em um jornal o resultado (apesar de polonês ser outra língua completamente louca, os numerozinhos são iguais)

No outro dia eu fui saber do resultado do jogo: 3X0 pra Argentina.

            Pensando bem… Acho que foi até uma boa ideia não ter ido assistir. Hehehe

            No café da manhã, claro, comi salsicha e mostarda…

Polônia


Ah, a Polônia… Ah, a Polônia, três vivas em memória a este país! Que lugar abençoado por Deus, meu querido. Como me diverti e como me encantei com um país, esse sim, abençoado por Deus e com mulheres lindas por natureza. Só para vocês terem uma idéia de como me encantei com este lugar, viajei a Vasórvia apenas para visitar uma grande amiga polonesa que conheci na Austrália (quem lê o blog aqui, sabe que ela está em vááárias histórias de Sydney) e acabei me apaixonando pelo local. Cheguei planejando ficar apenas três noites e acabei ficando foi um mês! Um mês inteiro de muitas loucuras, saídas, baladas, amigos e afins! Abençoado seja este país!

Adivinha onde foi fabricado o avião que me levou de Estocolmo até Vasórvia?

Esta terra prometida fica situada na Europa Oriental. De descendência eslava, assim como a Rússia e Sérvia, a Polônia é hoje o principal país do Leste Europeu tanto em população quanto em armas e economia.

Pra você que achava que Calypso na rua poderia ser o pior que você poderia ver… Olha quem me dá tchau assim que chego na Polônia…

Uma das mais interessantes características da Polônia é que apesar de ter nascido como um estado propriamente dito no século IX, se você somar os anos em que a Polônia foi realmente um estado independente, ela perde em número de anos para o Brasil com seus 500 anos de história. Cara, é impressionante como a Polônia sempre foi usada pelas grandes potências européias. Estourava uma guerra entre Rússia e um país da Europa, o campo de batalha era na Polônia. A guerra acabava, as duas potências, intactas, celebravam um armistício numa Polônia destroçada e os pobres dos poloneses tinham que dar o jeito deles pra poder reconstruir o seu país.  Isso quando eles podiam reconstruir o país, pois não-raro as potências dividiam a Polônia entre si, sendo um dos exemplos mais lembrados a partilha da Polônia entre a Alemanha Nazista e a União Soviética Stalinista, dois dos mais sanguinários regimes da história.


Esse relógio tem uma história relativamente interessante. Eu sempre curti muito ele. Fala aí, é um relógio bonitão, não? Apesar de tudo, ele é quase um tapa na cara dos poloneses. Ele foi doado por Stálin que “presenteou” a Polônia por ela ter se “libertado” da Alemanha. Devido ao ressentimento por todos os crimes cruéis cometidos por Stálin contra os poloneses, TODAS as pessoas que perguntei ODEIAM este relógio. Houve pressão popular para derrubá-lo, mas o governo preferiu mantê-lo de pé por acreditar se tratar de um monumento “histórico”.

Isso ocorre devido à posição estratégica da Polônia, situada na zona de transição entre a Europa e o gigante russo. Devido a isso, os poloneses sempre trocaram de mãos e a última vez que reconquistaram a independência foi no ano de 1991 com o desfalecimento da União Soviética.

Olha tanto que os bichos mudaram de uma guerra a outra…

Apesar disso tudo, apesar das décadas em que a Polônia foi massacrada pelos soviéticos (Massacrada mesmo! Quer arrumar briga com um polonês é começar a falar bem de Stálin, se é que possível. Os bichos ODEIAM russos e detém maior ressentimento de Stálin do que de Hitler), hoje a Polônia é um país com nível de desenvolvimento altíssimo e nem parece mais um ex-país soviético. Vasórvia não deixa nada a desejar em níveis de desenvolvimento e ordem a cidades como Munique na Alemanha ou Zurique na Suíça. O transporte público de Vasórvia é impressionantemente eficaz e a cidade é limpa que só um consultório dentário.

Num cinema polaco bem perto de você…

Além disso eu fiquei impressionado com o nível de educação daquele povo. Qualquer pessoa, QUALQUER PESSOA com aparência jovem (menos de 30 anos) quando eu perguntava alguma coisa, pedia informação, podia falar inglês!! Mermão, coisa de louco! Imagina isso no Brasil? Se nem os filhos das elites, que estudam nas melhores escolas privadas do Brasil, não sabem falar inglês, imagina o povão que anda na rua! Só pra vocês terem uma idéia do que estou dizendo, um dia eu fui comprar um lanche no Burger’s King (eu AMO Burger’s King) e, claro, fiz meu pedido em inglês (tenta ir no Mac Donald’s próximo à sua casa e fazer um pedido em inglês pra você ver! Os caras te põem até pra fora!). Até aí, nada demais! Quando foi na hora de passar o cartão, ela perguntou se era crédito, eu, meio que automaticamente, respondi sem querer “Sim, sim, por favor” em português. Na mesma hora ela falou “Son veinte zlotys, señor”. Éguas! Como assim!! A mulher me respondeu em espanhol! Comecei a arranhar um portuñol e perguntei, em portuñol, se ela falava espanhol. Ela respondeu que sim e que além de espanhol falava russo também!! POMBAS!!! A MULHER FALAVA ESPANHOL, INGLÊS, POLONÊS E RUSSO!! Como? Ela trabalhava na IBM? Não, ela trabalhava como atendente do Burger’s King! Isso é pra vocês verem o que falo quando o ensino público dos bichos é bom! Cara, todo mundo que eu perguntei onde eles tinham aprendido inglês, eles me falavam que tinham aprendido na escola. A Polônia hoje tem praticamente uma geração já bilíngüe, às vezes eu ficava pensando se o Brasil algum dia conseguirá um feito desses…

Ah Polônia…