Autor: claudiomar23
Saindo da rodoviária
Assim que cheguei a Vilnius, a primeira coisa que tentei fazer, claro, foi tentar achar o lugar onde a minha host morava, largar minhas mochilas por lá e sair perambulando pela cidade.
Na rodoviária, tentei por diversas vezes ver se alguém falava inglês, mas lá não tinha ninguém jovem e, na Europa Oriental, se você não tem menos de trinta anos, você fatalmente não falará inglês. Depois de várias tentativas frustradas não me restou outra opção senão utilizar uma velha tática que nunca falhava em nenhum lugar do mundo: Escrever em um papel o nome do bairro da minha host, chegar perto de qualquer transeunte, apontar para qualquer busão, apontar pro pedaço de papel e fazer uma cara de bobo do tipo “qual busão eu entro”?
Cheguei pra um tiozão barbudo, careca e que parecia realmente pegar busão todos os dias e fiz a técnica do “pedaço-de-papel-qual-onibus-cara-de-bobo”. Vi que o tiozão meio que ficou achando graça da minha cara de bobo (cara, eu sou muito bom em fazer uma cara assim, pode acreditar!) e depois de algum tempo apontou pra um busão qualquer em que eu entrei sem pestanejar.
Entrando no ônibus, era chegada a hora do segundo round: Descobrir como se fazia pra PAGAR o ônibus. É, pode parecer besteira, mas parece que cada país que ser mais criativo que o outro quando a matéria é cobrança nos ônibus. Em cada país diferente acontece uma verdadeira epopéia para descobrir como se fazer pra pagar a passagem. Assim que entrei, tentei procurar alguém que aparentasse ter menos que 20 anos pra perguntar, mas não foi preciso, uma tiazona veio ao meu encontro chacoalhando o que parecia ser um cilindro de alumínio e pelo som que fazia dentro daquele “chocalho lituano” parecia haver moedas dentro dele. Saquei logo, ela era a cobradora. 
Como não tinha a mínima ideia de quanto seria a passagem, peguei o equivalente a 10 dólares em moeda lituana e dei pra mulher. Pô, mais que dez dólares eu tinha certeza que não ia ser! A veia ficou injuriada e vi que ela gesticulava e mandava eu pegar uma nota menor. Peguei o equivalente a cinco dólares e ela a contragosto me deu umas seis notas diferentes de troco!
Pelo menos eu já tinha aprendido a pegar ônibus na Lituânia…
Mostrei pra ela aonde iria e pedi pra ela me avisar o momento certo de descer.
Fiquei sussa e quando foi a hora certa, a tia me cutucou e eu desci na parada que ela me mostrou.
Tentando chegar em casa
Assim que desci do ônibus, peguei o mapinha que tinha imprimido com as coordenadas de como chegar ao apartamento e segui caminhando. Teria que ir rápido, pois já eram rodados 07h50min da manhã e ela falou que tinha que sair de casa às 8h para seguir para o trabalho. Andei até o ponto que ela havia me falado para que assim que chegasse ligasse ou mandasse uma mensagem.
Mandei uma mensagem e esperei um tempinho. Deu uns dez segundos e meu celular começou a tocar, era ela! Quando fui atender, veio a melhor parte: a minha bateria caiu e não teve como atender. E agora? O que eu deveria fazer? Teria ela ligado pra avisar que já tinha ido ao trabalho? Pra avisar que me via da janela do apartamento dela? Pra avisar que estava indo me buscar? Eu não sabia! De uma maneira ou de outra, o melhor a se fazer era esperar e ver o que iria acontecer.
A melhor parte era onde eu estava. No meio de um descampado! Imagina a cena! No meio de um descampado enorme, um latino moreno, com uma mochila nas costas, de pé, olhando pros lados e esperando ser resgatado por a sua host. TODO mundo que passava, aquela galera branquinha e de olhos claros, indo pro trabalho ou levando as crianças pra escola, parava e ficava me olhando com uma cara de “que porra é essa”?
Depois de meia hora, vi que havia ocorrido um problema e resolvi pegar a minha mochila e tentar ligar pra mina de algum lugar pra poder ver o que tinha ocorrido. Comprei um cartão telefônico de uma velha que não sabia falar inglês (tirei o meu cartão de crédito do bolso, apontei para ele e depois apontei pra um orelhão como que dizendo “cartão para o telefone” e ela acabou entendendo) e tentei ligar pra mina, mas sem sucesso. Já era quase nove e deu pra perceber que realmente não ia dar pra eu encontrá-la pela manhã. Peguei minha mochila e resolvi ir dar uma volta no centro.
Tentando chegar ao centro
Aproveitei que tinha uma galera indo pra escola e perguntei pra uns meninos lá que busão eu poderia pegar pra ir ao centro. Eles me apontaram um e eu fui entrando. Entrei, sentei e fiquei esperando o cobrador chegar pra me cobrar a passagem assim como a tiazona tinha feito no primeiro busão que eu pegara na rodoviária. Rapaz, pra que…
Passou uns dez minutos e nada de aparecer ninguém pra me cobrar, como não sabia o que fazer, resolvi descer do ônibus e perguntar pra alguém nas paradas como eu fazia pra pagar o diabo do busão que ia para o centro. Ledo engano…
Rapaz, pela mesma porta que eu ia descendo, subiu um tiozão barbudo NA FEBRE e bufando pra cima de mim. Ele não deixou eu descer e começou a me xingar miseravelmente em lituano e falou que eu teria que pagar pra andar no ônibus (Jura? Na Lituânia vocês pagam pra andar de ônibus? É que no Maranhão não tem isso – deu vontade de falar pra ele quando ele veio me xingando!)!! Chega os olhos verdes dele pareciam duas tochas! Ele babava de raiva e gritava pra mim assim, basicamente, no meio do busão LOTADO, com uma galera indo pro trabalho e, lógico, com uma pancada de gatinha indo pra escola. Eu não merecia toda aquela vergonha…
Tentei explicar pro figura, em inglês, que eu estava apenas esperando algum cobrador que nem ele aparecer (país estranho esse, os cobradores ficam nas paradas e não dentro dos ônibus!) que eu prontamente iria pagar pela passagem. Não adiantou. O tiozão não falava inglês e quando viu que eu não falava lituano, a única palavra que ele falava, ou gritava, em inglês era “PAY, PAY, PAY!!”. Me lembrou até o indiano de Delhi que só sabia falar “Fee, Fee, Fee”. Como não tava afim de ficar pegando grito de graça, resolvi tirar dois dólares do bolso e dar pra ele pra ver se ele me deixava em paz. Quem disse que ele aceitou?? Depois caiu a ficha! O cidadão que tava me xingando e gritando comigo não era um cobrador de ônibus! Não, ele era mais que isso!! Ele era um FISCAL!! Daqueles que sobem pra checar se a galera pagou pela passagem. E não, ele não estava me cobrando pela passagem, ele tava era ME APLICANDO UMA MULTA!
Ah meu amigo, mas aí a gente ia sair no tapa, porque multa eu não ia pagar. Só pra vocês terem uma ideia, todas as informações de como proceder com o tíquete estava em lituano e a última multinha que eu tinha pago por andar sem passagem no ônibus (deve vez de sem-vergonhagem mesmo, pois tava usando o tíquete errado de propósito) foi na Austrália e me custou a bagatela de cem dólares. A multa por andar sem tíquete na Polônia custava 50 euros. Geralmente a multa de andar sem passagem custa de 50 a 100 vezes o preço do tíquete. Devido ao showzinho todo do fiscal, a multa na Lituânia devia ser pra lá de uns 1000 dólares.
O tiozão não parava de gritar “PAY, PAY, PAY”. Eu comecei foi a balançar a cabeça negativamente a e falar pra ele em português: “Pay porra nenhuma”. A gente ficou nessa de “PAY, PAY, PAY” e de “Pay, porra nenhuma” um tempão. Eu tava era esperando ele me dar voz de prisão e me levar pra uma delegacia, porque enquanto eu não achasse alguém que falasse inglês e para quem pudesse explicar que eu não tinha como ADIVINHAR como se fazia pra poder pagar uma porra de uma passagem, eu não ia aquietar. E isso, claro, esqueci de falar, o ônibus parado com o motorista esperando o fiscal descer. Depois de uns dez minutos nessa putaria, veio um moleque lá e começou a intermediar o conflito.
Ele tentou falar com o fiscal, explicar que eu era estrangeiro, mas o fiscal tava irredutível. Sem sucesso com o fiscal, o moleque veio falar comigo:
– Pô brother, o cara não vai livrar essa de você não.
– Amigo, então não tem o que fazer! Não é culpa minha se todas as informações estão em lituano! Até agora eu não sei como funciona esse sistema de passagem – falei pro menino que tentava me ajudar.
– Tou ligado, cara. É complicado mesmo, mas isso não é culpa dele. Ele tá apenas cumprindo o serviço dele que é multar quem tá sem passagem.
– Boto fé, mas também não é culpa minha.
– Cara, vou jogar a real pra você, paga logo o fiscal porque tá todo mundo indo pro trabalho aqui, o ônibus tá parado e ele pode te dar voz de prisão, o que vai acabar sendo bem pior pra você!
– Não quero nem saber! Eu não tenho dinheiro pra ficar pagando multa assim de graça não, amigo!
– Pombas, se esse for o problema, pode deixar que eu pago sua multa e assim podemos seguir viagem!
(Esse cara deve ser muito rico – pensei)
– Não meu, paga essa multa não!
– Ah cara, relaxa, 15 litas não vão me fazer falta.
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
– ÃHN?!?!?!?! Quer dizer que a porra da multa é só de SETE DÓLARES?!?!??!?!
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
– Sim! Por isso que eu não entendo porque você não quer pagar!
– Porra, nós tamos nesse auê todo só por causa de SETE DÓLARES?? Eu achei que ia ter que pagar era uns cinqüenta euros!! Pombas!! Toma aqui fiscal imbecil!! Se quiser eu pago é cem multas!!
Sim, cara!! Acredita nisso? Eu quase fui preso (correndo o risco de ser estuprado por uns africanos imigrantes ilegais no xadrez) ou linchado por uma multidão lituana ensandecida querendo ir pro trabalho por causa de quinze reais!! Pô, a multa era menos que quinze vezes o valor da passagem!! Eu hein!!
A Lituânia sempre pronta para lhe surpreender
Se você tá achando que as bizarrices do sistema de transporte da Lituânia param por aí, você está enganado! Até agora você deve estar se perguntando como é que os bichos faziam pra cobrar a passagem naquele busão, né? Eu também desci no centro me perguntando… Tive que ir num quiosque de ajuda ao turista pra poder descobrir como proceder pra fazer uma das coisas aparentemente mais fáceis do mundo: Pagar uma maldita passagem de ônibus. Chegando lá descobri que a mulher do quiosque não falava inglês! Juro que fiquei me perguntando de que serve um quiosque de ajuda ao turista que só sabe uma língua falada por menos de 4 milhões de pessoas! Até o Maranhão tem mais gente que isso!
Um cara que ia passando pelo local, ao notar meu calvário, resolveu me explicar. Era bem simples, cara… Se liga no cara me explicando:
– É bem simples, amigo, basta você prestar atenção na numeração dos ônibus!! Os ônibus de 11 a 20, você paga para o cobrador que estará dentro. Os de 21 a 40 você paga diretamente ao motorista. Os de 41 a 60, você precisa comprar o tíquete com antecedência em um quiosque e entregar para o motorista. Os de 61 a 80 você deve comprar um tíquete na banca, entrar no ônibus e furá-lo numa maquininha que vai ter lá dentro! Por último tem os de número 90, mas esses são apenas para fazer city-tour pela cidade…
Anotaste? Sabe aquela história que eu falei que cada país tenta ser o mais criativo possível quando o assunto é ônibus? Pois é! Na Lituânia é simples como passar raiva em Teresina.
Melhor, não compre o tíquete! Pague os sete dólares da multa! Confesso que vai valer a pena ver o tiozão na febre pra cima de você…
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Belino comentou:
fala aí claudiomar!
finalmente cheguei no post de hoje. deve ter uns 2 meses que conheci o teu blog e vim lendo desde a austrália. é notável a melhoria que você fez nos posts no meio desse “caminho”. as presepadas são sempre divertidas, mas a grande informação cultural também é muito interessante (aquele post sobre os deuses indianos, pra mim, foi sensacional! entender que o fim (shiva) é tão importante como o início é uma mudança e tanto nas nossas mentes ocidentais).
enfim, ando planejando minha viagem também e sempre me surgem dúvidas. não to lembrando de todas no momento, mas tem 3 em especial que gostaria que respondesse (se possível!):
1) vejo você sempre falando de ligar, deixar telefone, etc. você levou um celular do brasil e habilitou roaming internacional? compra sempre um chip pré-pago quando chega em um lugar? conta aí…
2) a grana toda que você juntou (a que seu pai te deu, a que vc tinha, a do seu trabalho nos eua, etc), você vai sacando pelo mundo ou juntou tudo com você e levou (ou tem outra forma de administrar a grana)? fico imaginando: levar a grana toda por aí é um risco e tanto, não?
3) por falar em grana, você tem como divulgar quanto você usou nessa mega experiencia fantástica? isso vai ajudar bastante quem planeja algo assim…
valeu cara! continuarei acessando o blog. a única pena de ter chegado até o post atual, é que agora não tenho vários e vários textos por dia para ler e, de certa forma, viajar junto!
abração!
Aproveitando que estamos no “show do intervalo” do blog, vou aproveitar para responder a essas suas perguntas que devem ser perguntas de várias pessoas.
Vamos lá, vamos por partes:
1) vejo você sempre falando de ligar, deixar telefone, etc. você levou um celular do brasil e habilitou roaming internacional? compra sempre um chip pré-pago quando chega em um lugar? conta aí…
Cara, como funcionava… Comprei um celular enquanto estive nos Estados Unidos, o desbloqueie e fui comprando chips pelo caminho. Como funcionava a minha estratégia pra comprar chips? Se eu fosse ficar mais de duas semanas no PAÍS ou se o preço do chip fosse muito barato (pô, cheguei a pagar 2 reais por um chip na Indonésia) eu ia lá e comprava um chip pra poder ficar me comunicando com a galera. Sério, é MUITO mais fácil e eu só mandava mensagem, o que era consideravelmente mais barato. Mas acontecia de várias pessoas utilizarem os celulares dos seus países mesmo, mas sempre nesse esquema de só mandar mensagem…
2) a grana toda que você juntou (a que seu pai te deu, a que vc tinha, a do seu trabalho nos eua, etc), você vai sacando pelo mundo ou juntou tudo com você e levou (ou tem outra forma de administrar a grana)? fico imaginando: levar a grana toda por aí é um risco e tanto, não?
Isso foi uma parada interessante. Eu dividi a minha grana em três contas diferentes. Tinha uma conta com alguma grana aqui no Brasil, uma conta com MUITA grana nos EUA (que foi a o dinheiro que fiz trabalhando por lá) e também utilizava o cartão de crédito do meu pai. Como eu administrava isso tudo? Se você tem um cartão Visa, não importa se crédito ou débito, você pode sacar em qualquer caixa eletrônico do mundo que aceite Visa. Mágico, não?? Então sempre que eu precisava de dinheiro pelas quebradas, eu sacava em qualquer lugar do mundo. Porém, sempre há um porém. Porém as taxas eram MUITO caras pra poder sacar mundo afora. Eu pagava OITO dólares POR SAQUE cada vez que eu tirava dinheiro da minha conta dos EUA o que invariavelmente me fazia sacar grandes montantes de uma vez. Eu só sacava 500 dólares por vez e metia no bolso mesmo. Não era o mais seguro, mas pelo menos não corria o risco de chegar em uma região totalmente inóspita, que não aceitasse cartão de crédito e ter que fazer como um brother meu que no Vietnã teve que pagar um mototáxi pra viajar com ele 300 km até o caixa eletrônico mais próximo (300 km ida, 300 km volta, imagina?).
3) por falar em grana, você tem como divulgar quanto você usou nessa mega experiencia fantástica? isso vai ajudar bastante quem planeja algo assim…
Cara, eu basicamente planejava sempre gastar menos do que 20 dólares por dia, o que nem sempre eu chegava a gastar isso tudo. Quanto eu gastei no total? Bem de início investi 15.000 reais pra poder sair do Brasil. Nos EUA fiz mais 5000 dólares. Essa grana deu pro ano inteiro, a não ser no último mês que foi quando eu comecei a sacar dinheiro do cartão de crédito do meu pai 😛
No mais é isso, acho que várias pessoas já vieram me perguntando isso 🙂
abraços maranhenses
P.s: Pra galera que andou reclamando da falta de presepadas. Calma, galera, ainda estamos na introdução da Lituânia. Pode ter certeza que no próximo post vocês já vão dar algumas risadas… A Lituânia foi muito interessante, pode apostar!!
Saindo um pouco da Polônia – Viajando à Lituânia
Bem, após umas duas semanas já praticamente morando em Varsóvia, decidir que seria hora de viajar um pouco, pois senão a viagem correria o risco de virar “A Polônia numa mochila”.
Como estava empolgado devido à viagem de carona que tive com Gosia, resolvi tentar aplicar a mesma fórmula para viajar para Lituânia. Durante uma semana, fiquei sondando todo mundo que eu encontrava em encontros do Couchsurfing.org pra ver se alguém topava cair na estrada e ir pra Vilnius, a capital da Lituânia, de carona. O tempo passou e nada. Comprei minha passagem em uma quarta e decidi seguir viagem. Consegui um couch com uma menina que parecia ser gente boa demais e comecei a pesquisar o que poderia ver e bater fotos quando chegasse por lá.
Quando foi na terça-feira, uma norueguesa me mandou um e-mail falando que topava ir comigo e perguntando se poderíamos ir na quinta feira, já que ela chegava na quarta. Como eu já tinha comprado minha passagem de ônibus, não deu pra irmos de carona até lá, mas ficamos de nos encontrar em Vilnius posteriormente. Trocamos números de telefone e pedi a um casal de lituanos que anteriormente me ofereceram couch pra hospedá-la e deu tudo certo. Na quarta feira peguei o meu ônibus e segui em direção à Vilnius.
VILNUS, A CAPITAL DA LITUÂNIA
Vilnius é a capital da Lituânia e a sua mais importante cidade. Possui por volta de 600.000 habitantes. Como toda a Lituânia, Vilnius é um caldeirão cultural e pouco mais de 50% da população da cidade é realmente de origem lituana. Russos e poloneses são quase 45% por cento da população da cidade. Ou seja, se você sair nas ruas de Vilnius falando em lituano, você provavelmente não conseguirá se comunicar com metade da cidade. Isso deve-se em parte às diversas invasões polonesas e russas que os lituanos sofreram durante a sua história que invariavelmente culminavam em banhos de sangue e extermínio em massa. Durante vários anos, falar lituano nas ruas chegou até a ser criminalizado.
Como vou explicar posteriormente, os lituanos sofreram bastante nas mãos da União Soviética e falar o nome de Stálin no meio da rua é pedir pra ser linchado sumariamente.

O povo lituano descende de tribos eslávicas indo-europérias que vieram da Ásia e povoaram grande parte da Europa Oriental dando origem aos povos eslávicos, sendo a Rússia e a Polônia os seus dois maiores representantes. Apesar da origem dos lituanos, a sua língua não se parece em nada com as línguas eslavas dos seus antepassados, ou seja, é muito diferente do polonês e do russo. Por quê? Os milhares de lagos e pântanos existentes nos Bálticos (nome por qual é conhecida a região onde se situam Lituânia, Letônia e Estônia) contribuíram bastante para o isolamento dos povos bálticos e com isso para a grande modificação ocorrida na sua língua com conseqüente total modificação.
Outra coisa que me chamou muito a atenção quando cheguei em Vilnius foi o grande precipício que parece separar o nível de desenvolvimento da Lituânia para o da Polônia. Cara, é flagrante como isso ocorre. As casas em que as pessoas vivem, as ruas sujas e mendigos por todos os lados…

Uma curiosidade interessante que tentei descobrir era a de onde provinha o nome do país. Qual seria a proveniência da palavra “Lituânia”? Um dos meus hosts me explicou que uma das mais famosas lendas diz que o nome Lituânia provém da palavra “Liatus” que significa “Chuva” em lituano. “Liatuânia” significaria, portanto, a “Terra da Chuva” (aqui no Brasil a gente chama isso de Belém do Pará). Achei deveras engraçado e interessante a proveniência do significado do país, mas um pouco triste. Pô, tanto lugar presses caras irem, os figuras resolveram se esconder lá atrás de pântanos onde chovia quase todo dia? Vidinha mais ou menos, amigo…
Aviso aos navegantes…
Comentários Comentados
1 – Bruno Bononi sabiamente comentou:
Velho, agora fica idiota falar, coisas de vidente “mãe Diná”, mas para mim estava na cara que tu não tinha catado Seu Ninguém.
Mas meu modo de raciocino é outro. Saca só:
Eu namoro há quase 3 anos e meio. E vaso eu tivesse um blog contando minhas peripécias da época de soltero, e sabendo que minha namorada estivesse lendo ele, mas NUNCA eu postaria uma historinha contado vantagem de pegador/garanhão de polacas fogosas.
Por mais de boa que seja a menina, por mais que ela não ligue (ou diga não ligar), por mais que ela não tenha ciúme e não se importe com teu passado, ficaria muuuuuuito mal sair contando estórias dos tempos de “terror das cocotinhas” para geral. Ainda mais num blog que, bem ou mal, faz médias diárias de mais de dezenas de acesso (milhares ao mês…).
Minha opinião.
Sem contar também que se tivesse rolado algo, pelo seu estilo literário, teria contado de maneira mais contida, deixando uma impressão de algo que não fora muito importante, uma mera passagem. Quando tu faz estardalhaço, cria clima e o cacete A4 a resposta é sempre uma:
Maranhense se fudendo no fim \o/
huahuahauhauhuahua[
Mas excelente post mesmo assim! Parabéns.
2 – Márcio Vinicius comentou:
kra vc ta quase me convencendo a ir a polonia com esses posts sabia?
claro, que é por causa dos castelos,catedrais, clima legal, cultura,hosts…HIAUIAHia
serio msm, juro!
ps: maranhão foda-se se gabe mermo AUIHiua, despeito da porra 😛
ps2: uiHAIUhAU o brazuca com a mamute,
errou por quantidade,mas acertou por qualidade, diga ae vei. vc não concorda?
as vezes mais ( ) é melhor ke menos ()
vide coração gelado xD
R – Não vou mentir, eu ri MUITO com o que esse cara falou. A mais pura verdade, hahaha
3 – Renato perguntou:
Claudiomar, vou fazer uma volta ao mundo também, com mais foco na ásia e europa… vc podia me dar os nomes certinhos dos guias que você usou? por exemplo, sei que vc usou alguns do lonely planet, mas qual era o nome exato deles? aguardo tua ajuda. abraço.
R – Cara, eu não não cheguei a utilizar muito desses guias impressos, tal qual Lonely Planet. Esses bichinhos são caros e não dá pra ficar comprando um por cada país que você viaja, se eu fosse gastar esse dinheiro com esses guias, eu não ia viajar, ia só ficar lendo… Eu só lia esses guias quando alguém me emprestava ou pegava em albergue. Às vezes eu batia xérox das partes que me interessava (mas não conte isso pra ninguém, não quero ir preso :P). Na maioria das vezes eu utilizava mesmo era um site MUITO bom da internet quue é algo como um guia de viagens online: http://www.wikitravel.org. Cara, a wikitravel é fantástica, ela é como uma wikipedia, mas com o foco apenas em viagens do MUNDO INTEIRO. Mermão, só pra vocês terem uma ideia, eles tem informação até sobre Teresina!! http://wikitravel.org/en/Teresina!!! Pra complementar de vez em quando eu utilizava a comunidade “mochileiros” do orkut ou só colocava no google mesmo algo do tipo “what can I do in India?” e ia embora, cara! Vai por mim, depois de wikitravel, só idiotas pagam por Lonely Planet hoje.
abraços maranhenses
Pelas quebradas da Polônia
Antes de começar a escrever acerca da minha viagem posterior à Lituânia, decidi que seria importante escrever sobre alguns figuras que conheci pela Polônia e que marcaram a minha passada por Varsóvia. Além dos já citados Mário e Gosia, acho que tem duas pessoas que preciso escrever sobre.
Reinaldo
Reinaldo foi um brasileiro do Couchsurfing.org que conheci pouco depois de ter chegado a Varsóvia. Ele é oficial de chancelaria, trabalhava na embaixada brasileira na Polônia e foi lotado em Varsóvia assim que eu cheguei por lá.
Antes de eu viajar, nos cruzamos algumas vezes aqui por Brasília em encontros do Couchsurfing.org, mas não chegamos a ser amigos como fomos pela Polônia. O bicho era o meu companheiro inseparável de presepadas, saídas e pau pra toda obra! O que eu achava mais engraçado no figura era que com que ele não tinha meia-hora, era dar um toque no celular dele, chamar pra ir pra um lugar que na mesma hora o cara tava lá, nem perguntava quem ia ou algo do tipo.
Me salvou de várias, como as diversas vezes em que a Karol me trancou do lado de fora da casa e eu ia acabar dormindo no apartamento dele. Ou então quando deixei algumas coisas na Polônia pra buscar depois e não tive como voltar. Acabou que o Reinaldo trouxe algumas das minhas mochilas, mas essa história eu vou contar detalhadamente quando estiver escrevendo sobre a Espanha!
Reinaldo também foi responsável por eu não desaprender a falar português, haja vista que foi o primeiro brother que fiz depois que saí dos Estados Unidos…
Toni Walia
Outro grande, mas GRANDE figura que conheci pela Polônia chamava-se Toni Walia! Toni Walia tinha cara de indiano, nasceu Cingapura, mas parecia mais um sheik do Oriente Médio. Era um Sikh, religião que vou explicar um pouco mais posteriormente quando voltar a escrever sobre o Norte da Índia. Como o próprio estereótipo dos Sikhs já pregava, o cara era gente boa DEMAIS!!
O conheci quando ainda viajava pela Índia em um encontro do Couchsurfing.org em Deli quando nos reunimos para almoçar. Ficamos amigos e combinamos de nos encontrar em Varsóvia quando eu disse que ia viajar para lá posteriormente.
Ao chegar a Varsóvia, descobri que o cara era um dos mais importantes militantes do Couchsurfing.org em caráter mundial e também o segundo maior colaborador do Hospitality Club (o primeiro programa de intercâmbio de hospedagens do mundo que depois foi copiado pelo Couchsurfing.org). Ele tinha um restaurante indiano onde por várias vezes nos encontrávamos antes de sair para as baladas na Polônia.
Galera no restaurante de Toni Walia antes de ir para balada…
Era engraçado demais sair com aquele cara. Imagina aquela cena, você tá numa balada, cercado de polacas fogosas por todos os cantos e, de repente, surge um cara barbudo, com cara de indiano e com um turbante IMENSO na cabeça! Parece até que saído de um filme iraniano ou coisa parecida. Era muito engraçado como ele contrastava com as outras pessoas! Além de tudo ele não bebia nada! Ia pra balada e só tomava suco de laranja.
Toni Walia e Gosia
Das várias histórias que ele contava, uma das que eu mais ri foi quando ele contou a história de uma referência negativa que uma menina deixara para um cara que ela hospedara alguns dias atrás.
Tecla PAUSE
Pra quem não tá muito ligado o que são referências do Couchsurfing.org, elas são um dos pilares do programa e também um dos mais importantes aliados na segurança do site. Como funciona? Eu fico hospedado na sua casa, quando vou embora, deixo uma referência pra você: Fulano foi gente boa, me hospedou na casa dele, é um cara gente boa e blá blá blá. Fulano que me hospedou também deixa uma pra mim: Claudiomar é um cara legal, ficou aqui na minha casa, não fez nada de errado e blá blá blá… Mais ou menos no esquema daquele site da internet “Mercado Livre”. Quanto mais referências você tem, mais você é confiável e mais fácil é para conseguir ser hospedado.
Tecla PLAY
Ele falou que tava dando uma passeada pelos perfis da galera de Varsóvia quando se deparou com uma referência negativa no perfil de uma menina. Como referências negativas são difíceis de ocorrer, ele resolveu dar uma parada pra ler. Quando ele viu a referência que a menina deixou pro cara, ele quase não acreditou. Diz ele que a referência dizia assim:
– He is a good guy. I got him in the airport and we came to my home. We made sex. I’m leaving him a negative reference because he woke me up to early!
Traduzindo: – Ele é um cara legal. Eu o busquei no aeroporto e viemos para minha casa. Nós transamos. Eu estou deixando uma referência negativa apenas porque ele me acordou muito cedo!!!
Toni Walia, Kirin Bhala (outro Sikh gente boa demais), Reinaldo e mais alguns amigos na balada em Varsóvia…
Mermão!! Diga aí!! Eu ri demais quando ouvi essa história!! É ter noção demais das coisas, né? A mina não só deixa no perfil dela que ela transou com o cara como ainda por cima deixou uma referência negativa por que o cara:
1 – Envenenou o cachorro dela?
2 – Pegou o namorado dela?
3 – Urinou o sanitário inteiro quando ia ao banheiro?
4 – Esquartejou seus familiares?
5 – Não baixou a tampa do vaso quando usou o banheiro (nossa, essa é a mais grave de todas, diga aí, meninas?)
Não, que nada, tudo isso são banalidades. O que pega mesmo é criar um ódio MORTAL de um cara porque ele comete a audácia de ACORDÁ-LA MUITO CEDO. Engraçado demais… Isso claro, com TODAS as pessoas do Couchsurfing.org tendo acesso e podendo ler. Noção é para os fracos.
Se na minha primeira semana eu não sabia como a minha noite ia começar, só sabia como ela ia terminar, nas outras foi o contrário: Não sabíamos como a nossa noite ia terminar, mas sabíamos que ela iria começar com toda a galera do Couchsurfing.org se encontrando no restaurante do Toni Walia e depois caindo pra esbórnia.
Geral em outro dia no restaurante do Toni antes de ir pra balada…
Bons tempos…
E tudo continuará pior

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Mas hoje eu não vou dançar
Não vou atrás das dondoquinhas, tão bonitinhas, mas frescas de mais
Muito contato e pouco papo, eu to afim de muita ação.
Eu quero beijos,beijos de corpo
Eu tenho grana bebida e tesão
Nós tamos no maior porre
Antes do dia clarear esta cidade vai pegar fogo!”


Comentários Comentados
Tou ligado que ficou grande o post, mas acho que vale a pena dar uma lida!!!
- 1 – Anônimo perguntou:
- kkkkkkkkk….
- e a menina, ligou pra Taíse pra contar o final da história??? huahuhauhuahuahuahuhauhuahua
R – Rapaz, sabe que essa é uma boa pergunta? Acho que não, né? Enfim, ela deve tá se remoendo de raiva em casa sentada no balde de gelo como eu falei pra ela fazer, já que eu e Taíze agora estamos dando muitas risadas de toda essa confusão. Só pra vocês terem uma ideia, vou postar trechos de um diálogo entre mim e Taíze esses dias:
Taíze – Você fica aí se vangloriando das polonesas no seu blog…
Claudiomar – Mas meu amor eu deixei bem claro que eu NÃO PEGUEI as polonesas.
T – Enfim, você fica querendo afirmar a sua masculinidade através dessas histórias
C – Taíze, desculpa, eu não sei aqui em Brasília, mas lá no Maranhão a gente afirma a masculinidade PEGANDO as meninas e não DEIXANDO DE PEGAR duas polonesas maravilhosas! Olha só que prova de amor! Depois que eu postei aquela história no blog tá todo mundo achando que eu sou frouxo ou brocha. Fiz isso por você!
T – Não quero saber, pro seu governo os meus índices quando solteira eram bem melhores que os seus
C – Uai, então aí eu saí ganhando. Pense comigo: Se você pegava muito melhor do que eu e eu pegava MUITO pior do que você, eu saí ganhando, já que, entre mortos e feridos, acaba que hoje, eu, namorando com você, pego uma morena muito gata. Já você ficando comigo, pega um maranhense que mais parece um azulejo (baixinho, quadrado e liso), portanto pega MUITO mal. É aquela velha história: De que vale ser bonito como o Gianecchini se você pega a Preta Gil ou ser bonito como Cicarelli se você pega o Ronaldo? É melhor ser feio que nem o Ronaldo e pegar a Cicacerelli e ser feia que nem a Preta Gil e pegar o Gianecchini. Em resumo, os feios SEMPRE se dão bem.
T – Hahahahahahaha
São sempre assim as nossas discussões…
Vão algumas fotos aí pra vocês decidirem quem se deu melhor nessa história do nosso namoro:

2 – Anônimo comentou:
Uma duvida
você pediu suas havaianas de volta né?
R – Hahahahahaha. Eu ri MUITO quando eu li esse comentário, cara! Juro! Hahahaha. Não, fi, acabou que as havaianas ficaram com ela 😛
3.1 – Anônimo comentou:
mas o importante é que torcida da galera se confirmou: “Ele se fudeu no final!!!” \o/ rsrs [2]
3.2 – Márcio Vinícius comentou em seguida:
eh isso msm anonymousss
ele se fudeu no final \o/
HBAuyAIUHAiua
vlws maranhão, me senti aliviado de ler o final ! \o/
3.2 – Thiagones também comentou:
hahaha bem, não quero dar uma de chapolin, mas suspeitei desde o princípio! Eu também já tomei um tocão sinistro de uma holandesa e de uma alemã, mais ou menos do mesmo jeito! Brasileiro, pobrim, vem um mulherão nórdico com excesso de simpatia você acha que vai ser créu, e toma um TÓIM na cara! hahaha
Pô, bicho, aproveitnado, agora que você voltou, a gente bem que podia marcar uma cerveja, e se conhecer pessoalmente hein? (e nem vem, que eu até posso não ser polonesa, mas também não tô te dando mole). faz aí, uma cervejada com os leitores do blog hahah
R – Caraca, olha só a torcida da galera!! Fechou ainda com o comentário do líder dos que torceram contra eu pegar as polonesas desde o primeiro post!!! Thiagones, você é mal.
Legal também que ele tocou em um ponto que eu por várias vezes já pensei em fazer também. Marcar um dia e chamar a galera do blog pra gente tomar umas cervejas e conversar sobre algumas histórias que não posso postar por aqui. O único problema é que eu fico com medo de marcar uma parada como essa, ir para um dos bares de Brasília (MUITO provavelmente o por-do-sol da 408 Norte) e no final não aparecer ninguém. Não sei, se existir algum interesse da galera, além do Thiagones (o Babalu vai?), em marcar de se encontrar pra tomar umas, comentem aí no post que eu vejo como posso fazer. Esses dias tão meio complicados porque eu tou estudando pro concurso de gestor e tou fazendo cursinho todos os dias a noite e sábado pela manhã, mas a gente dá um jeito 🙂
4 – Anônimo comentou:
Esse blog voltou a ficar super engraçado, super interessante, mostrando que culturas diferentes nos fazem pagar cada mico.
Já pelas fotos deu para perceber que não tinha beijo e nem pegar na mão, portanto quem percebeu que a poloneza só queria ser sua amiga? Se elas são tão modernas, já tinha rolado antes mesmo de chegar a hora de dormir na barraca, não é?
Você é um brasileiro gente fina, mas se fosse um cabra ignorante, ela confiou bastante. E ainda mais, bonitinha.
R – Pois é, só o bobão aqui que não percebeu que se algo fosse rolar, que rolaria antes. Ela não ia deixar pra dar o bote só lá dentro!! Ainda mais com tanto canguru rondando a barraca…
Mas acho que esse comentário foi importante para tocar em um ponto que algum dia eu vinha pensando. Este blog realmente vinha ficando menos engraçado por esses tempos. Isso ocorreu devido à correria que tava minha vida e também ao próprio desânimo que se abateu em mim devido à queda de acessos no blog. Deixamos de ter uma média de acessos de 300 por dia para batermos quase 120 por dia. Hoje parece que voltou ao normal. Além disso, a galera vinha comentando pouco e isso me desanimava também, já que, mais engraçado do que escrever é ver os comentários da galera tirando onda depois. Mas enfim, esse desânimo já passou e, apesar da minha atribulada vida estudando pra concursos agora, as presepadas voltaram e pra ficar!! Esperem só quando eu começar a escrever sobre a Lituânia, hahahaha.
5 – Anônimo comentou:
Cludiomar Purunga, meu amigo virtual, passa o email da Malgorzata, quando eu for a Varsovia quero tomar uma Piwo Zywiec com a Polaca…
R – Rapaz, já faz um tempo que esse figura tá com essa frescura. Que diabos é Malgorzata, rapaz?
6 – Luis Maceió comentou:
Já dizia um professor meu, casado, ao chegar para mulher na cama, de noite e a mesma nega os prazeres da carne.
Ele…com toda a humildade dele, carinho e paciencia, fala:
“E CASOU PRA QUE?”
No seu kso é: E pra que eu subi 900 degraus, tomei banho de goteira?
duhsahudashud
Luis Maceio
R – Rapaz, eu ri muito do que cê falou, cara! Hahahahaha… Pensei que nem teu professor dentro da barraca!!
7 – Celso Pontes comentou:
Caraca, passo tempos sem vir aqui e quando volto vejo esse post.
Sem palavras cara, essa foi sensacional!!!
Criou todo um clima, e no final acabou sendo uma parada digamos que de “utilidade pública”.
Enfim, o tempo tá meio corrido, tá difícil de acompanhar o blog em tempo real, mas sempre que tenho um tempinho eu passo por aqui, afinal de contas, como tu mesmo já disse eu sou + um personagem desse blog :P… haha
Aliás, só pra constar que a primeira música de Chico Buarque que eu ouvi, há uns 3 ou 4 anos atrás, foi graças a um post teu. Acho que na época de Sydney ainda, tu postou um trecho de ‘Apesar de Você’, desde então a música não saiu do meu ipod…
\o
R – Tá vendo? Esse blog também é cultura, meu amigo!! Ainda bem que eu não postei a música do Créu, né?
Comentários que me fizeram rir!!
Galera, essa história dessas poloneses tá dando pano pras mangas, se liga nos comentários que já rolaram:
1- Thiagones comentou:
cara, o que aconteceu eu não sei, mas eu juro pra você que eu li o post todo, desde a primeira palavra pensando assim “ele se fudeu no final, eu sei que ele se fudeu no final… seja lá o que aconteça ele se fudeu no final…!”
hahahaha
Pô, juro que não é torcida contra, mas eu tenho certeza!
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2 – Anônimo comentou:
besteira o povo vir aqui pra soltar o esculacho. big sister filma nozes!
meu palpite é que a polaca era a mulher berinjela!
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3 – Anônimo comentou:
Observado os dois post: Autralia e Polonia( onde começou a questão, pude observar uma mudança de comportamento no Maranhão. Na australia ele parece demostrar um interesse pelo sexo oposto.está sempre agarrando a polaquinha, mas na Polonia ele mantem um certo desinteresse pelo sexo oposto, sempre em foto solo ou quando junto, procura manter uma distãncia “segura”.
Acredito que essa viagem à Blue Mountains foi algo como”O Segredo de Brokeback Mountain” para ele.
Talves ele tivesse carregado essa duvida pela vida dele e nesta viagem ele tenha se descoberto. Quem sabe o motivo… a polaca , o próprio maranhão, nós infelismente só podemos especular… um fio terra, a invasão da barraca durante a noite por um bando de Aborígene australiano ou mesmo um Kanguru no cio
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4 – Anônimo ESCRACHOU:
“Depois que saímos de lá, enfim a noite caiu e fomos voltando em direção ao nosso camping. No caminho ainda passamos pra comprar uma pizza e comprar umas cervejas pra tomar na barraca. Mas isso é assunto pros próximos capítulos…”
Minha teoria
Após umas cerveja e já com o bucho cheio o nosso intrépido maranhense resolver tirar um cochilo para repor as energia para mais tarde traçar a delicinha de polonesa, mas então um grupo de Aborígenes australianos e um bando de canguru no cio invadem a barraca e sem dó nem piedade, num revezamento insaciável estupram o nosso representante maranhense e sua amiguinha polaca.
No dia seguintes, depois de contabilizar os prejuízos, o maranhense e a polaquinha fazem um pacto de silencio sobre o ocorrido,(Atenção: esse pacto explicaria o fato do Maranhão nunca ter contado essa história, afinal isso foi quando ele morava na Autralia:)
Anos passam, o Maranhão volta para sua terra natal e depois se lança numa nova aventura pelo mundo, e já na Polonia , novamente se encontra com sua amiga polaquina, onde depois de um cerva começa a relembrar os fatos.
Possivel dialogo:
Polaca: Fala Maranhão, blz?
Maranhão: Oi, + ou -, mas fazer o que é a vida
Polaca: que isso my brother?Pq essa deprê?
Maranhão: Ah, é aquela história da Autralia…..
Polaca: Para com isso, essa história aconteceu na Autralia, meu faz tanto tempo.
Maranhão: Pois é , foi na Australia é tão longe e aquele canguru ingrato não me escreve, não telefona, nem um telegrama ele me manda….
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Amanhã posto o final da história. Aí vocês vão saber como tudo terminou… Sério, muito engraçado essa loucura toda!!
abraços maranhenses
P.s: Foto tirada na Chapada dos Veadeiros em Goiás









