Autor: claudiomar23
Perguntas e respostas – Postagem em um blog/trabalho de faculdade
Galera, a Marina Bellini, estudante de Jornalismo Facamp, me solicitou que respondesse um questionario para ela a ser utilizado num trabalho da faculdade e provavelmente publicado na revista que ela trabalha.
Levando em consideracao que as perguntas que ela pediu que eu respondesse sao perguntas que recebo de varias pessoas na sessao de comentarios, resolvi postar o questionario completo, assim acho que posso sanar duvidas de varias pessoas. Alem disso agora toda vez que alguem me fizer algumas das perguntas, eu posso so enviar o link desse post 🙂
Nome completo – Claudiomar Matias Rolim Filho
Idade – 24 (sem piadinhas por gentileza :P)
Onde se encontra atualmente?* – Cairo, mas em algumas horas estarei em Zurique na Suíça, sexta-feira chego a Barcelona.
*Quando respondi ao questionario estava em Cairo. Hoje estou em Zurique.
Por onde já esteve? – Éguas… Precisa mesmo?? Lá vai em ordem de visitação: Austrália, África do Sul e Ilhas Fiji (2005/2006). California, Havaí, Japão, Coréia do Sul, Hong Kong, Macau, Tailândia, Malásia, Jakarta, Bali, Camboja, Vietnã, Índia, Nepal, Suécia, Polônia, Lituânia, Letônia, República Tcheca, Alemanha, Turquia, Síria, Líbano, Eslovênia, Itália, Vaticano, Áustria, Eslováquia, Hungria, Egito, Israel e Jordânia. Ainda vou para Suíça, Espanha e, Portugal. Além de 19 estados pelo Brasil :). Gente, nem parece que foi tanto assim, hahahah.
Cidade natal – “E se um dia eu for embora pra bem longe desse chão, eu jamais te esquecerei, São Luís do Maranhão!!!”
Endereço de seu blog – http://www.omundonumamochila.com
Perguntas
1.) Qual o motivo que te levou a iniciar um blog?
Iniciei há algum tempo atrás quando fiz a minha primeira viagem internacional, intercâmbio à Austrália (setembro de 2005 a março de 2006). Como queria deixar minha família e amigos a par da situação na Austrália e como queria fazer um diário de bordo da minha viagem para nunca esquecer nada que tivesse acontecido, resolvi começar a escrever e mandar semanalmente os textos para os e-mails dos mais chegados. Depois pensei “Por que não publicar na internet”?
Com o intuito de tornar pública a minha viagem, comecei a postar algumas fotos em um fotolog com alguns textos. Depois, seguindo conselho do Jonas, grande amigo Macarrão, resolvi começar um blog. Quanto mais eu ia escrevendo, mais pessoas iam conhecendo o blog através do boca a boca, mais pessoas iam entrando e mais eu me empolgava. Isso foi em 2005/2006. Essa primeira fase do blog foi bem interessante e tomei gosto por escrever e fazer amigos por ocasião do mesmo.
Em 2008 quando iniciei a minha viagem de volta ao mundo, resolvi escrever pra mostrar para as pessoas como é fácil hoje viajar o mundo apenas através do Couchsurfing.com. Pra mais detalhes sobre como funciona minha viagem clique aqui. Mais informações acerca do couchsurfing, leia esta reportagem bem interessante
2.) Quem lê o que você escreve?
Mãe, Pai, Irmãos, amigos, Cachorro, blogueiros, pessoas à procura de informação e risadas, alguns portugueses, maranhenses e por aí vai… A partir de agora acho que a Marina e parte da FACAMP também, né?
3.) O que você procura escrever em seu blog?
No comecinho, mas bem no comecinho, quando comecei a escrever sobre a Austrália eu só procurava escrever sobre o dia a dia do país e sobre as presepadas que rolavam por lá. Depois de um tempo em que o blog começou a ter um número massivo de acessos comecei a colocar algumas informações básicas acerca da Austrália. Voltei para o Brasil e “abandonei” o blog por um ano e meio.
Retomei o blog quando iniciei a minha viagem de volta ao mundo, no finalzinho de 2007. Essa segunda parte do blog começou a ser mais “séria” e, na medida, do possível profissional. Graças a bons amigos, o blog ficou bem menos amador e começou a ficar pronto para receber mais acessos. O grande amigo Iremar Modesto registrou o domínio www.omundonumamochila.com. Welton, meu companheiro de apartamento em Brasília, me deu uma grande dica: “Maranhão, ao invés de fazer um post gigante com mais de cinco páginas porque você não faz divide os posts? Fica mais fácil a leitura!”. Compare esses dois posts aqui e aqui e veja como fez MUITA diferença o conselho do Welton.
Por último, atendi também a um grande conselho de um grande amigo, Rivaldo Moura. Até hoje me lembro dele me falando: “Claudiomar Filho, você escreve muito bem, seu blog é muito bom, mas você precisa fazer alguma coisa diferente. Tudo bem, é engraçado você ficar escrevendo sobre as loucuras que ocorrem na viagem, mas loucura pode rolar em qualquer lugar. A gente pode ir ali no Anil (um bairro de São Luís) tomar umas cervejas que várias coisas loucas podem ocorrer. Você tem que ser diferente, você tem que descrever o lugar que você está. Você é um cara inteligente, porque você não coloca algumas informações culturais? Faz algumas comparações entre economias e sociedades de diversos países e o Brasil. Será se não seria uma boa idéia? Fazer um mix de presepadas e culturas?”. Segui o conselho dele e hoje tento na medida do possível seguir a uma metodologia nessa ordem:
1º) Brief sobre cultura, sociedade e economia sobre o país que estou visitando.
2º) Informações sobre o “couch” (a pessoa que me hospedou pelo couchsurfing.com).
3º) Impressões que obtive do país com minhas caminhadas
4º) Presepadas
Claro que nem sempre sigo fielmente esta metodologia, mas é como tento manter uma certa “ordem” no blog pra deixar as pessoas o mais situadas possível. Além disso, as postagens sobre minha viagem ocorrem geralmente entre dois e quatro dias de intervalo. Se o intervalo é maior do que esse, faço um post rápido explicando pras pessoas o porquê do meu sumiço (não achei internet, não tive tempo…).
O que faço nesse intervalo? Não posto nada? Não, entre esse intervalo das minhas postagens, geralmente posto alguma coisa nada a ver com minha viagem, alguma parada que me fez rir que só o diabo, análises, fatos que me revoltam (geralmente relacionados à política), notícias, charges, comento sobre notícias etc. Enfim, tento utilizar o máximo que posso o blog como “fazedor de opinião” também acerca de fatos e acontecimentos no Brasil e no Mundo que acho importante.
4.) Como você descobriu os blogs?
Lucas, irmão do Jonas, (Jonas viajou pra Austrália junto comigo) fez um blog pro Jonas para ele poder escrever sobre como estava indo na Austrália para que a sua família pudesse ver. Eu acabei gostando da idéia e migrei do fotolog para o blogspot. Sim, meu blog no começo era um fotolog. Fresco, né? Todo mundo tem uma mancha no currículo, brother!
5.) Você já fez amigos na internet através de seu blog?
Ow, se fiz! Às vezes eu fico até preocupado de algumas pessoas me acharem arrogante ou imbecil por não responder e-mail ou scraps no orkut. Já pedi desculpas várias vezes no blog por causa disso e explicando porque (falta de tempo, né? Às vezes nem o blog eu consigo postar direito). Acho que as pessoas entendem que eu não sou sangue ruim, apenas tenho que tocar um blog e viajar ao mesmo tempo!
6.) Você costuma ler blogs? Quais?
Jacaré Banguela, Kibeloco e um blog que conheci pela internet “Jornalista de Merda”. O “Jornalista de Merda” com certeza é um dos blogs que eu mais me identifico e contribui para a minha maneira de escrever.
7.) Por que você está fora do Brasil?
Formei agora em 2007 em Relações Internacionais na UnB. Como tava de saco cheio de Brasília, saco cheio da graduação, saco cheio de uma pancada de coisas e sabia que minha vida realmente séria estava pra chegar, resolvi pela última vez levar uma vida irresponsável, algo como uma “despedida de solteiro” dessa vida de estudante antes de engatar um emprego realmente sério e começar a minha carreira. Uma vida nômade por quase um ano, apenas se hospedando nas casas de terceiros e indo para onde o vento (ou a Staralliance) me levasse. Além de que nunca na minha vida eu teria uma chance como essa, pois com esposa, menino e emprego fica difícil ficar viajando por um ano…
8.) Quais são os países que você já visitou?
Lá vai em ordem de visitação: Austrália, África do Sul e Ilhas Fiji (2005/2006). Estados Unidos, Havaí, Japão, Coréia do Sul, Hong Kong, Macau, Tailândia, Malásia, Jakarta, Bali, Camboja, Vietnã, Índia, Nepal, Suécia, Polônia, Lituânia, Letônia, República Tcheca, Alemanha, Turquia, Síria, Líbano, Eslovênia, Itália, Vaticano, Áustria, Eslováquia, Hungria, Egito, Israel e Jordânia. Ainda vou para Suíça, Espanha e, Portugal (todos em 2008). Além de 19 estados pelo Brasil :). Gente, nem parece que foi tanto assim, hahahah.
9) Quais são as diferenças mais gritantes entre o exterior e o Brasil?
Gringo não sabe jogar futebol, não sabe chegar em mulher e, claro, não sabe sambar. Eles parecem uma geladeira dançando salsa. Alguns países são mais organizados (e portanto mais chatos), outros são engraçados e por aí vai, mas pra mim não tem lugar como o Brasil… Gente, eu AMO esse país. Não vejo a hora de voltar para o Maranhão. Falar nisso, vocês já visitaram os Lençóis Maranhenses? Hehehehe
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Amanha tem post novo
Abraços maranhenses
Perambulando por Katmandu – Parte 1

O templo foi construído no ano de 1600 e fica na praça central de Katmandu. Quando voce entra, por todos os lados pode se ver as diversas retratações de Kali salpicadas com tintas vermelhas e amarelas. 
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Ganesh pintado de vermelho e amarelo
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Uma parada que eu achei interessante que ocorre na India e no Nepal. Assim como pra gente e’ comum voce andar de mao dada com a namorada, nesses paises e’ normal, e nao ha nada de gay nisso, de dois amigos andarem de maos dadas pelas ruas. Isso significa que a pessoa o qual voce esta de mao dada e’ bem proxima a voce. Massa, ne?Deuses da Índia – Shiva
A primeira vez que escutei falar sobre Shiva foi da boca de um guia no Nepal. Ao ve-lo sempre falando de destruição, destruição e destruição, logo liguei o nome de Shiva ao nosso “Diabo” ou “Lucifer” catolico. Nao parece? Ate ai tudo bem, normal cada religiao ter o seu “proprio” Diabo, mas o mais estranho e’ os caras venerarem tanto ele e ter tantos templos em sua homenagem. Voce ja viu algum templo catolico dedicado ao “Diabo”?
Perguntei:
– Já que Shiva é “do mal”, porque vocês tem vários templos dedicados a ele?
– Shiva não é um Deus maligno. Ele é apenas o Deus da destruição. Apesar de a destruição para os católicos está relacionada ao fim dos tempos, para nós hindus a destruição é algo tão importante como a criação. Com a destruição de algo, há a posterior renovação. Logo, Shiva é tão importante como Brahma ou Vishnu, pois sem ele, sem destruicao, não há renovação. Pra falar a verdade, se você parar pra pensar, assim é a natureza humana e do universo, sempre se destruindo e se reconstruindo, sempre se reinventando.
Interessante, né cara?
Se eles tem tantos templos para Shiva é para manter Shiva sempre do lado bom. Para que a fúria de Shiva não seja tão forte na próxima vez que ele for “renovar” algo.
Ganesh

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Brahma – Não a é a cerveja
Gente, apesar do nome parecido, Brahma é diferente de Brahman.
Nas fontes que li, Brahma parece aparecer apenas durante a criação do universo. Quando Brahman criou o universo, ele assumiu a forma de Brahma e fez o serviço, depois disso Brahma parece nao ter tido tanta relevancia na vida das pessoas. Brahma tem quatro faces e quatro braços. Sua montaria e’ um cisne. Geralmente ele tambem aparece sentado numa flor de lótus (que carrega um simbolismo muito grande, ja que e’ uma flor belissima que nasce no meio da lama em pantanos).
Uma curiosidade interessante que um guia no Nepal me explicou: Por que Brahma e varios outros deuses tem varios bracos? Voces ja pararam pra pensar nisso (a Maricotinha eu tenho certeza que sim! Ela reparou ate que o elefante que eu andei na Tailandia tinha um marfim a menos!). Isso serve para simbolizar que, não importa o que o Deus esteja fazendo, ele tem braco suficiente pra nunca ficar totalmente ocupado e sempre vai ter uma mãozinha a mais pra te catar se tu estiver fazendo algo errado. Por isso não adianta “Ah cumpade, vou aproveitar que o Brahma tá acoitando um amigo meu agora e vou fazer algo errado nesse exato momento”. Não, não funciona, Brahma tem braços suficientes pra ir te buscar! Comporte-se ou você vai reencarnar numa muriçoca.
Outro fato engraçado também é que eu tenho certeza que 99% por cento das pessoas, ao ler o nome Brahma, lembraram da cerveja. Gente, saibam que não é só vocês que sabem disso não viu? Avinash e outros indianos vieram me perguntar porque raios a gente utiliza o nome de um dos deuses mais sagrados deles pra poder dar nome a uma marca de cerveja!! Acho que eles não gostaram muito da história… hehehe
Deuses hindus
Couch em Katmandu
A primeira noite que eu e “coração gelado” ficamos hospedados foi engraçada. Ela tava que tava doida pra tomar uma cerveja, porque falou que tinha que experimentar uma cerveja do Nepal. De tanto me falar que queria tomar uma cerveja e encher o meu saco pra eu ir (sim, ela utilizou a velha, porém sempre eficaz, tática do “mas eu sou uma menina”. Tal qual as brasileiras e a Taíze), acabou me convencendo a sair pra comprar uma pra ela. Lá fui eu, Claudiomar Filho, onze horas da noite ficar perambulando pelas ruas estreitas e medievais de Katmandu à procura de uma quitanda que vendesse uma cerva. Depois de quase uma hora peruando pelo bairro acabei achando uma vendinha aonde haviam várias cervejas diferentes. O único problema era que não havia o preço delas no balcão, logo, com certeza, o cara iria me cobrar duas ou três vezes o valor correto. Já tava tão de saco cheio de ficar rodando mais que cachorro que caiu da mudança que acabei pagando o preço que o cara me pediu, provavelmente duas vezes mais cara, mas ainda bem barata.Ensaquei a cerveja e me taquei pro caminho de casa. Depois de trinta minutos na escuridão total (não, não há iluminação pública em grande parte das ruas de Katmandu, assim como em Phnom Penh no Camboja) acabei achando a nossa bendita casa. Dei dois toquinhos na porta e a Samanta veio abrir a porta feliz que só mosquito em campo de nudismo. Quando eu fui entregar as cervejas pra ela a mina só faltou me bater:
– Claudio, mas você comprou cervejas que precisam de um abridor de latas para abrir!!! Como a gente vai abrir agora?
Pergunta pertinente para um maranhense impertinente. O imbecil aqui não tinha reparado. Lembrei de uma técnica, que aprendi há MUUIITOOSSS churrascos da Nadar atrás, que não necessitava de abridor de latas. Era só colocar a tampa da garrafa de cerveja na quina de uma mesa e dar umas porradas que a tampa voava. Não precisa falar que deu errado, né? Mermão, a primeira porrada que eu dei na mesa, voou pedaço de madeira pra tudo que foi lado! A mesa não agüentou a pancada e a garrafa ficou ali inteirinha e, claro, com a tampa na boca. Cara, só sei que depois dessa ficamos eu e Samanta, sentados no sofá e olhando pra aquelas duas garrafas de cerveja em cima da mesa TAMPADAS que nos diziam assim:
– Seus primatas imbecis! Depois de 10 milhões de anos e de evolução vocês construíram aviões, carros super-velozes e computadores, mas hoje, eu, uma rudimentar garrafa de cerveja, mostrei pra vocês que os seus cérebros não passam de dois amendoins! Vocês vão dormir com as gargantas secas e ainda por cima com o orgulho ferido.
Eu sei que essa foto aqui nao tem nada a ver com o post, mas e’ que eu fiquei devendo a foto que eu tirei com os cachorros na rodoviari… digo… no aeroporto de Katmandu!!Depois de diversas tentativas com isqueiros, garfos, chaves, quinas de camas etc. resolvemos nos render e fomos acordar o nosso host implorando por um abridor de latas.
No final dormimos com as cervejas tomadas e os orgulhos destruídos.
Dica do blog? Visite mais os churrasco da sua universidade e aprenda todos os truques que seus amigos mais “descolados” sabem fazer. Isso pode fazer uma diferença danada numa viagem de volta ao mundo.
Hinduismo na Índia
Um ponto interessante que distingue o Hinduísmo do Cristianismo e’ o fato de no primeiro não haver uma figura central (como um papa). Ha uma grande variacao de deuses por regiao devido a esta descentralizacao e ao extenso numero de praticantes. Cada região adiciona mais lendas, ditos, deuses e etc. A parada fica tão complicada que nem o Avinash soube me explicar direito. As vezes o mesmo Deus pode ter nomes diferentes, variando de regiao pra regiao, ou um Deus que representa algo numa regiao pode representar algo totalmente diferente em outra! Caos total!
Mas o mais louco do Hinduismo mesmo e’ que ela e’ uma uma religião ao mesmo tempo monoteísta e politeísta. Monoteísta e politeísta? Como assim? Sim, doido, isso mesmo!! Bem, ela é uma religião monoteísta porque eles acreditam no Deus Brahman que é eterno e infinito, mais ou menos como o nosso Deus católico. Mas é politeísta ao mesmo tempo, porque Brahman se manifesta e se transforma em vários deuses diferentes, com várias aplicações diferentes, ainda que esses deuses sejam apenas manifestações de Brahman. Brahman se transforma em um determinado Deus quando quer pregar a destruicao, depois ele se transforma em outro Deus quando quer proteger a lavoura, depois se transforma em outro Deus quando quer reconstruir algo e assim vai… Dessas milhares de mutacoes de Brahman surgem os outros milhares de deuses hindus.
Ninguém conhece mais do que 20 ou 30 deuses diferentes. Basicamente as pessoas conhecem os três principais Brahma, Shiva e Vishnu; Ganesh (um dos mais populares) e os deuses hindus mais populares de sua região ou família. Quase a mesma coisa que acontece com os santos do catolicismo, já que nem o papa deve saber quais são todos os santos e o que eles protegem. De todos os deuses, vou citar apenas os principais e os que terão mais importância nos relatos de viagem.

Os Hindus acreditam que a vida é cíclica e que a qualidade do seu próximo nascimento está intimamente relacionada à maneira com que você vive a vida presente. Se você vive uma vida correta, orando a Deus e com caráter, provavelmente você terá uma vida melhor na próxima reencarnação (leia-se, nascer em uma casta superior). O contrário também se aplica. Quanto mais miserável e sem-vergonha você for nessa vida, pior será a sua vida na próxima reencarnação. Se você viver uma vidinha sem-vergonha, você provavelmente nascerá em uma casta inferior ou até sendo um animal (do jeito que eu tou levando essa vida, se eu latir na próxima reencarnação já saí no lucro), o que faz com que alguns hindus mais radicais sejam contra você matar qualquer ser vivo nao-vegetal (ja que para eles seria como matar uma alma de um pessoa). Muitos hindus, tal qual a familia de Avinash, sao vegetarianos devido a isso tambem. Vou explicar um pouquinho melhor sobre castas em um tópico posterior.

Religião Hindu
A Índia possui várias religiões dentro do seu território, apesar da Hindu responder por mais de 80% da população. O Islamismo é a segunda maior religião com 12%, seguida pelos cristãos que são quase 3% (gente, lembrem-se que 3% na Índia significa quase trinta milhões de pessoas, o que é mais que muitos países da Europa e até da América do Sul. Por incrível que pareça, a Índia é um dos maiores países católicos do mundo), em sua maioria vivendo em Goa e em outras partes do sul da Índia. Quase dois por cento da população é Sikh, uma religião interessantissima que vou explicar com mais detalhes posteriormente. Por ultimo, e’ interessante citar que apesar de Siddharta Gautama ter se tornado Buda em Bodhgaya, uma cidade indiana, (Bodhgaya e’ algo como a Jerusalém pros Cristãos) e do grande numero de refugiados tibetanos na India, os budistas hoje nao chegam a 1% da populacao total do sub-continente.
Igreja catolica em Goa













